terça-feira, abril 30, 2013

TWEET MORTÍFERO

Observar, registar e aprender com os fabulosos impactos de um tweet rumoroso. É o ciberterrorismo, estúpidos!

BELAS MULHERES ETERNAS E MORTAS

A IMPOSTURA DE MONSENHOR BARDAMERDA

Espero sempre o pior dos que se têm a si mesmos por donos do Regime, especialmente quando persistem em encher de treta aquilo que pertence à crueza dos números: um Estado tornado inviável e agora acossado por exigências de rigor desde o núcleo do Poder Político Europeu, estando em causa, conforme está, a saúde mesma do Euro. Não estranho sequer que a senecta abécula Soares, um desses donos regimentais da Coisa Pública como coisa sua, alguém que sempre abusou da influência por detrás dos panos, alguém que sempre enfastiou a Opinião Pública e abusou dos media, comente pela enésima vez outros titulares no exercício de cargos públicos, cargos que já ocupou, e o faça em termos chulos, em tom vexatório, desleal, incompetente e desonesto, e, sim, mal-fodido.

segunda-feira, abril 29, 2013

SYRIZAÇÃO DO PARTIDO SOCIALISTA

«O PS siryzou-se e recusa o que quer que seja que represente a assunção dos compromissos internacionais do Estado em matéria de consolidação orçamental. O PS quer respeitar todos os compromissos internacionais, desde que não sejam os existentes. O governo insiste em reduzir um défice de 6,4% do PIB (quer dizer, o excesso de des-pe-sa em relação à re-cei-ta é i-g-u-a-l a mais de 10.000 milhões de euros: há 10.000 milhões de euros de despesa a mais, posso dizer isto das mais variadas maneiras mas é monótono), sem o que, mesmo que não quisesse, não haveria dinheiro para financiar esse défice. De acordo com a doutrina económica do PS, isto é, Seguro, marcado por Costa, Sócrates, as sondagens, etc., o défice reduz-se aumentando-o, não diminuindo-o, doutrina que a troika, que paga, não consegue acompanhar.» Jorge Costa

PARA FAZER SEMPRE A MESMA MERDA

Há que pedir sempre a mesma coisa, uma maioria absoluta.

AZAR GREGO EM NÃO TER UM SEGURO

Não, infelizmente a Grécia não tem um negociador incontornável como Seguro. A faltinha que ele lá faz! Por isso o parlamente grego cedeu e aprovou o projecto de lei que prevê o despedimento de 15 mil funcionários públicos até 2014, uma exigência da Troyka como contrapartida do financiamento externo. E o Syriza não faz nada?

HOJE, QUANDO CAPELA ARBITRAR

Esta noite, quando o Sport Lisboa e Benfica tiver ganho o jogo ao Marítimo, tudo estará bem sem que pudesse estar melhor, época quase perfeita. O quê? Não será Capela a alvitrar o Sport Lisboa e Benfica, soprando, caolho, o apito da Liga/FPF? Não importa. Por cada Capela, protagonista mau em dérbis manhosos como o último, e que tombe no descrédito, erguer-se-ão dois ou três novos Capela para embalar o Glorioso Campeão mai-los dois únicos, fantásticos, controlos anti-doping realizados em toda a época, a fazer fé no que diz Rui Santos. O descaramento do Sport Lisboa e Benfica é melhor que o descaramento do F. C. Porto.

APRENDER EM ITÁLIA A MATAR POLÍTICOS

Quando se vai mais fundo para perceber o tipo de desespero do manuseador de armas que, em Itália, disparou sobre polícias quando visava políticos, percebe-se como, qualquer dia, qualquer um, sob qualquer pretexto, disparará. Cá nesta Doce Brandura. Pelo menos quem sintonize a Rádio Carbonária Instigadora do dr. Soares. Desta vez, o dedo desastroso no gatilho foi o de Luigi Preiti, um desempregado de 49 anos, separado pela segunda vez, que tinha voltado a viver com os pais, sem antecedentes criminais, e que se havia viciado no jogo electrónico videopoker, no qual perdeu as suas economias, de acordo com o La Repubblica.

BATEL PORTUGAL

Em dias de sol, quando o pipilar dos pássaros sobrepuja de longe a voz próxima de quaisquer humanos, antecipo paradoxalmente a Anarquia, o AutoGoverno, abertos pela ultra-austeridade, pela miséria colateral, agenda desumanitária do gasparismo troykista germanófilo. Quem se organiza e se une para partir os dentes a esse hipertroykismo?! Cada País do Sul não é o outro País do Sul. Espanha não é Portugal. Portas não é Gaspar. O estupor é que é, e só pode ser geral.

domingo, abril 28, 2013

DIAS DE REVIRAVOLTA ISLANDESA

Mas por que motivo anos de centro-esquerda no Governo fatigaram o eleitorado islandês ao ponto de procederem a uma mais que esperada mudança?!

HIGIENE E LIMPEZA SÓ FAZEM BEM

Se esta purga for verdade, só posso aplaudir.

NOCTURNO DA GRAÇA

Há um rumor de bosque no pequeno jardim
Um rumor de bosque no canto dos cedros
Sob o íman azul da lua cheia
O rio cheio de escamas brilha.
Negra cheia de luzes brilha a cidade alheia.

Brilha a cidade dos anúncios luminosos
Com espiritismo bares cinemas
Com torvas janelas e seus torvos gozos
Brilha a cidade alheia.

Com seus bairros de becos e de escadas
De candeeiros tristes e nostálgicas
Mulheres lavando a loiça em frente das janelas
Ruas densas de gritos abafados
Castanholas de passos pelas esquinas
Viragens chiadas de carros
Vultos atrás das cortinas
Cíclopes alucinados.

De igreja em igreja batem a hora os sinos
E uma paz de convento ali perdura
Como se a antiga cidade se erguesse das ruínas
Com sua noite trémula de velas
Cheia de aventurança e de sossego.

Mas a cidade alheia brilha
Numa noite insone
De luzes fluorescentes
Numa noite cega surda presa
Onde soluça uma queixa cortada.

Sozinha estou contra a cidade alheia.
Comigo
Sobre o cais sobre o bordel e sobre a rua
Límpido e aceso
O silêncio dos astros continua.

Sophia de Mello Breyner Andresen

«TINHA OS LÁBIOS ENCORTIÇADOS...

... e recusava o copo de água que lhe ofereciam

sexta-feira, abril 26, 2013

PARTIDOS QUE MUDAM A ÁGUA EM VINHO

«Em tempos, Henrique Monteiro contou uma história que uso para explicar a nossa tragédia. Contava ele que na aldeia onde nasceu, na Beira Alta, havia um maluco que dizia que, se mandasse, a ruas seriam só a descer. Os seus conterrâneos esforçavam-se logo por mostrar que tal não seria possível. Mesmo assim, o homem insistia: se for eu a mandar as ruas serão só a descer. Ideia que, segundo um meu colega historiador, tem autoria: João Camoesas, deputado (e ministro da Instrução Pública) do Partido Democrático, que, em finais da 1.ª República, terá proposto a construção de estradas só a descer para poupar nos combustíveis. Foi então que descobri que a ilusão de que a vontade política pode mudar a realidade tem tradição.

CELEBRAR COM CHAMPANHE

A saída de funções de quem combate as facadas que nos vão dando.

CAVACO E O PARTIDO DOS MAL-FODIDOS

Ontem, rubros como o sangue que Soares fantasia manar de algum orifício depois do tiro-ao-cavaco, resvalaram alguns cravos defronte a Cavaco na tribuna de honra da AR, enquanto discursava. Depois de a bandeira ter feito o pino, há um ano, mais um filão simbólico para a SIC explorar. Triste País. Deprimentes media. Ainda mais triste Regime. 

Após a homilia do Presidente de todos os portugueses, menos dos Socialistas e da Ganadaria de Esquerda, levantou-se um coro de ginchos e de uivos, primeiro de uma certa deputação bem nutrida inimiga da Direita, mormente dos chorões impostores do PS, e depois daquela comentadoria agregada ao Regime e dependente do seu favor que vai ruminar aquilo que já todos sabemos que vai dizer nas TV e nas Rádios.

quinta-feira, abril 25, 2013

25 A, MALÍCIA, ACIDENTALIDADE, INCOMPLETUDE

Tinha eu apenas quatro anos e não poderia saber coisa nenhuma, muito menos que se as ruas ferviam, era mais ou menos por acaso, porque acidentalmente uma corporação militar andava insatisfeita e, infeccionada com o messianismo soviético, achou que podia mudar o muro que lhe barrava a progressão na carreira, revestindo-se de veleidades golpistas e revolucionárias à maneira bolchevique, custasse o que custasse, desse por onde desse.

terça-feira, abril 23, 2013

QUEM MORDEU ESTE COGUMELO VENENOSO?

Levanta-se um vendaval a propósito desta limpeza no Governo, o que nos leva à a interrogarmo-nos sobre que Governos atiraram, no passado, as administrações de empresas públicas da sua confiança para actos de capitalismo financeiro selvagem num tempo em que o despesismo do Estado podia ser camuflado, suborçamentado. Que Governos?! O cogumelo mortífero das jogadas de alto risco com o dinheiro de todos  os contribuintes terá de fazer o devido efeito e matar quem o mordeu.

AMARRADOS

Vi atentissimamente o génio que a seguir cito, ontem, no programa Olhos nos Olhos. Não há dúvida que deve ser ouvido: «Os alemães continuam a poupar muito e a colocar muitos depósitos nos seus bancos. Esses bancos tinham tradicionalmente uma relação muito estreita com a indústria alemã, para onde canalizavam o seu dinheiro. O que acontece é que hoje a grande indústria alemã financia-se nos mercados de capitais, que são uma invenção anglo-saxónica. Com muitos depósitos a afluir e com menos negócios tradicionais para aplicar o dinheiro, eles tiveram de ir à procura de aplicações altamente rentáveis e foram comprar coisas como o subprime, do qual foram os segundos grandes compradores. Importaram um vírus que o seu sistema imunitário não tem capacidade para gerir. E, então, para tentar obter novas receitas que lhes permitissem apagar os prejuízos que aquilo ia criar, lançaram-se a comprar dívida soberana dos países do Sul [da Europa].» José Manuel Félix Ribeiro, em 2010

segunda-feira, abril 22, 2013

E A FODA MÁ CONVERTEU A UGT NUMA CGTP B

Corrigenda: onde se lê FODA deve ler-se FADA. 

Não é com prazer que digo isto, mas afigura-se-me que Carlos Santos ascendeu à liderança da UGT com um tom de ruptura que dá a entender querer converter a UGT numa CGTP B. O discurso do novo líder já se move pelas tóxicas águas enganosas do radicalismo populista de uma Esquerda desactualizada e nada nórdica na construção de acordos duradouros e robustos. Não se pense que o populismo seja uma maleita que acomete somente os líderes demagógicos e danosos dos governos ávidos que tivemos nos últimos 39 anos. Não. Pode ser um problema da linguagem sindical, especialmente quando pretende afirmar-se. A de Carlos Santos pretende ser mais radical que os radicais tradicionais. 

Defender parlapatoriamente os trabalhadores, mas criar atrito negocial e todas as condições para a saída do Euro, para a turbulência dos mercados, para a irritação dos Poderes Globais que realmente põem e dispõem da nossa liberdade e democracia, da nossa soberania perdida porque sem dinheiro, esse é um caminho ínvio e que Carlos Santos, meu homónimo, não deveria trilhar.

DÉRBI COM TRÊS ROUBOS DE IGREJA

O País do futebol sabe que o Sport Lisboa e Benfica está forte, mas sabe ainda mais claramente que ontem não precisava do manhoso critério largo do árbitro Capela que protegeu os da casa em três situações gritantes: dois penaltis por assinalar e um vermelho directo por mostrar a Matic. O Sporting Clube de Portugal foi prejudicado. Compensatoriamente, na conferência de imprensa, Jesualdo mostrou-se notável na sapiência, isenção e equilíbrio mesmo para engolir sapos como o de ontem.

domingo, abril 21, 2013

ELE NEM TUDO É SINAPSES

Os filhos da puta dos cientistas estão sempre a surpreender-nos, não fosse, com esta idade e experiência, sabermos que muitos dos postulados que os media veiculam a partir de estudos, análises e conclusões, do género o vinho tinto contém antioxidantes [comprem mais vinho] ou que o café previne Alzheimer [passem a consumir café], não cumprissem um princípio de meias-verdades acoplado ao espevitar do consumo precisamente daquilo, normalmente alimentos, que a ciência elogie. 

Agora dizem-nos que aos 27 anos de idade, sendo ainda jovem, na verdade o nosso cérebro começa a sua inexorável decadência. Quase aposto que temos neurónios e sinapses na língua de carne, na pele, no pénis, devido ao bom uso que deles fazemos, mas a ciência está aí para nos recordar que os neurónios vêem as conexões entre eles a piorar precisamente a partir dessa idade, matando em cada qual quer a inteligência espacial, quer a capacidade de desenhar objectos e visualizá-los mentalmente, quer o raciocínio, quer a memória os quais, na verdade, vão decaindo.

ABSOLUTA BELEZA

sexta-feira, abril 19, 2013

SAIR DO EURO SERIA MORRER MIL VEZES

«Não gostaria de ser desmancha-prazeres mas, pelo sim pelo não, acho que seria melhor alguém perguntar aos empresários se acham que a saída do euro é a melhor maneira de recuperar a economia... Eles são as pessoas que vivem do mercado internacional e seriam os primeiros a querer ganhar dinheiro com a desvalorização dos nossos produtos... Mas não pedem o regresso do escudo. Por que será? Arrepiante o "Prós e Contras" de segunda-feira, na RTP, sem um único empresário. Que João Ferreira do Amaral insista na tese, teórica, de que a saída é a solução, é democrático.

quinta-feira, abril 18, 2013

UM PAPEL OU NENHUM PARA SILVA PENEDA

O PS, com António José Seguro, tornou-se, apesar de tudo, um partido normal. Saiu de uma lógica aclamacionista pomposa e de um clima interno opressor e inquestionável, por muito que a sua recente reeleição tenha sido unânime e norte-coreana. Porém, até que a hora de ser poder lhe caia no colo, há muito trabalho a fazer para que sobre algum País sobre o qual governar. O primeiro ponto dessa magna tarefa será cooperar com o Governo Passos: para ficarmos no Euro e conservarmos o mínimo de credibilidade externa. Goste-se ou não se goste, é preciso cumprir as metas acordadas com a Troyka e conservar uma base mínima de negociabilidade em aberto. Concedo que o ultratroykismo gaspariano-passista conduziu a um tipo de devastação económica e a um tipo de recessão que bem poderiam ter sido minorados. Houve arrogância e insensibilidade e, sobretudo, a grande mensagem da dupla foi depressiva e desesperante. Resultados? Muito poucos e menos ainda sensíveis na vida de milhões de portugueses. A política é a arte de insuflar esperança contra a pior das evidências, não a frieza da aplicação de uma teoria sobre os cidadãos-cobaia. Uma vez que o mal está feito, é preciso o sentido patriótico suficiente para não piorar ainda mais a nossa situação. Portugal conta com Seguro. 

CALEIDOSCÓPIO

Não fales... Acontece demasiado... Tenho pena de te estar vendo... Quando serás tu apenas uma saudade minha? Até lá quantas tu não serás! E eu ter de julgar que te posso ver é uma ponte velha onde ninguém passa... A vida é isto. Os outros abandonaram os remos... Não há já disciplina nas coortes... Foram-se os cavaleiros com a manhã e o som das lanças... Teus castelos ficaram esperando estar desertos... Nenhum vento abandonou os renques das árvores ao cimo... Pórticos inúteis, baixelas guardadas, prenúncios de profecias — isso pertence aos crepúsculos prosternados nos templos e não agora, ao encontrarmo-nos, porque não há razões para tílias dando sombra senão teus dedos e o seu gesto tardio...

Razão de sobra para territórios remotos... Tratados feitos por vitrais de reis... Lírios de quadros religiosos... Por quem espera o séquito?... Por onde se ergueu a água perdida?

Livro do Desassossego, Bernardo Soares [Fernando Pessoa]

quarta-feira, abril 17, 2013

ODEIEM ISTO

O ambiente da bloga e da opinião em geral anda muito raivoso. Um radicalismo pouco respirável e ainda menos recomendável emerge como a mais recente forma de pólvora seca. A raiva, porém, é um acto mal direccionado da razão, especialmente quando não quer ver a realidade como qualquer coisa de bem mais complexo que o monocromatismo dos nossos ódios e ascos. Em geral, a cegueira sectária mostra-se má conselheira, quer naqueles que apontam o dedo ao papão do neoliberalismo, quer naqueles que muito justamente espumam e sofrem pela morte anunciada do Estado Social tal como o conhecemos, como se não tivesse sido antes de mais o definhamento económico consentido nas governações passadas a matá-lo, processo de há muito mais que um bom par de anos.

terça-feira, abril 16, 2013

NÃO TIVE CULPA

Joaquim Carlos in Bolhão City.
Não tive culpa que me quisesses, me desejasses.
Se depois ardeste contra-vontade,
foste tu, só tu, o archote ateado.
teima experimental.

Mais tarde, muito mais tarde,
houve nos teus olhos, moça,
a febre de um ressentimento,
uma partida desarvorada.
Então, era eu que ardia,
numa teima magoada.

quinta-feira, abril 11, 2013

D. PEDRO II E OS JUDEUS

FALIR É QUE É CONFORME À CONSTITUIÇÃO

«Deve dizer-se que o TC parece não se dar bem com cortes dos salários nominais. Mas cortes de salários reais muitíssimo maiores foram perfeitamente constitucionais em 1978 e 1983, quando Portugal teve de recorrer ao FMI. Portanto parece que a nossa Constituição só se dá bem em períodos com a inflação elevada. Parece que não podemos corrigir as nossas contas públicas sem inflação e dentro do euro. As medidas que foram constitucionais em 1978 e 1983 agora não o são. Só serão constitucionais se Portugal sair do euro? Portanto, em certo sentido, o risco é o de que se não conseguirmos reduzir as contas públicas e cumprir o Memorando vamos entrar em bancarrota e ser forçados a sair do euro, o que seria perfeitamente conforme a Constituição.» Pedro Braz Teixeira

ANDO FELIZ COM ESTE REGRESSO

Desatina Carreira
Fiquei furioso quando o socratismo removeu o Contra-Informação, numa operação, dentre imensas outras cirurgias mediáticas, para que o embrulho malcheirento ficasse imune ao poder corrosivo da sátira e do humor. Um prejuízo incalculável à Democracia.

quarta-feira, abril 10, 2013

NOVO GUETO, NOVA REICHSKRISTALLNACHT

Por que motivo não há quem lidere um movimento de renegociação global dos processos de ajustamento quer dos Países intervencionados quer dos pré-intervencionados? Está tudo à espera de quê e de quem? 

A França, com Hollande, era suposta liderar esse movimento que temperaria com crescimento e emprego a austeridade alemã. Onde está a liderança da França?

BRUNO DE CARVALHO GASPARIZA

Bruno de Carvalho estava agora mesmo a falar à Gaspar. Lentamente, julgando severamente o passado e a falar de um Sporting Novo, sem milagres, a não ser aquele que constituiria por si só um: «dar alguma inteligência a alguns jornalistas». Foi em directo nas TV. Gasparizar o paleio já faz escola. É contagioso, sobretudo quando se quer ser muito, mas mesmo muito sério e ter margem para falhar muito, mas mesmo muito a sério.

SE HÁ DIÁLOGO, NÃO HÁ RUPTURA

E pronto. Telefonema daqui, post dacolá, euroapertão dacoli e o discurso político de Seguro arredonda-se. De dia para dia, vai completando o círculo quadrado do consenso necessário com a Quadroyka [FMI, BCE, CE, Governo Passos]. Quanto mais convergência verificarmos no arco desavindo da governação, melhor respirará Portugal, por mais apertado que se veja no colete de varas das contas públicas e das exigências inflexíveis dos credores. 

Expressões ainda recentes, rescendentes de insanidade, como «ruptura», «eleições antecipadas», «parar de escavar», «acabar com a austeridade» já estão a dar lugar a outras como «abertura ao diálogo», «consenso social e político mínimo»; «sentido de responsabilidade do PS», «respeito pelos compromissos internacionais assumidos», «austeridade inteligente».

A VERDADE NÃO RESOLVE O NOSSO PROBLEMA

«... não é que não haja dinheiro para pagar o estado social, não há é dinheiro para salvar o sistema financeiro e pagar o estado social.» Gustavo Cardoso

A BOCHECHA FATAL

Infelizmente, Mário Soares
é o Lado Negro da Força.
«Foi pena que os incompetentes do PS nunca tivessem governado o País como ela governou, com sentido de Estado, tomando as medidas necessárias e oportunas, sem o engodo de ganhar eleições, foi dura mas coerente. Enfim era Inglesa que não tinha nada a ver com os incompetentes e oportunistas dos Chulos dos Políticos Portugueses. Vale mais um político Inglês que todos os políticos Portugueses, pacóvios e labregos que invadiram a política nacional, com base na ambição pessoal, no enriquecimento ilícito e rápido, e que contribuíram para que as pessoas de bem deste País se afastassem da política para não serem confundidos com a ladroagem e mafia que dominam a política nacional, e o PS está cheio deles.» Anónimo

PORTUGAL, PAÍS SOCIALISTA E FALIDO REPETENTE

É maravilhoso estarmos em tão excepcional companhia, conforme se vê no quadro patente no post: «... a Democracia e a Liberdade em Portugal são apenas simulacros. É possível haver Partidos de Direita, mas quando são eleitos só podem fazer políticas de esquerda.» lucklucky

ADEPTOS DA BANCARROTA

Naturalmente, à praxis chantagista da Troyka, que tem o dinheiro, segue-se o discurso chantagista do velho conspiracionismo ignorante e fátuo soarista, unido ao conspiracionismo chantagista singular e obcecado de Pacheco Pereira para que o cerco ao Real nos seja completo e perfeito. Diz o velho prebendista: «E a verdade é que os Estados compreenderão que não são as troikas que mandam. E que quando não há dinheiro não se paga, como os países da América Latina nos ensinaram. O exemplo da Argentina é, nesse aspeto, paradigmático.» Mário Soares

terça-feira, abril 09, 2013

PYRUS

Fez-se aqui um debate frondoso e sumarento. Belo. Que inveja da saudável ternura e paixão nele colocados! E logo eu que venero todas as minhas árvores e as desejo, verde-luz dos meus olhos. Mais uma Primavera, e a Pereira centenária do meu quintal oferece-nos uma impressionista floração rósea de neve. Pensar que a minha avó a viu assim, ano após ano, década após década. Saber que nem sequer o meu bisavô a plantara. Já estaria ali. Disse cá em casa e redigo que tê-la, vê-la, a cada ano, neste desabrochar amplo e promissor, é um sinal do Amor de Deus, generosidade do Cosmos, sorriso tenaz da Vida, transe e trânsito para o Mistério de onde provimos. E eu tenho uma relação íntima de quarenta anos e pico com esta árvore.

O FIO

Se Passos está por um fio, e muito justamente, é por isto: «Pensaram sempre em atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias, serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais, contratos leoninos, interesses da banca, abusos e cartéis das grandes empresas. Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que estão a fazer.» JPP

segunda-feira, abril 08, 2013

ÓXIDO DE FERRO

«Margaret Thatcher foi a primeira (e única) primeira-ministra da velha Albion, quando a presença de mulheres no cargo era ainda um facto estranho – só não foi pioneira porque antes dela houve “gigantes” como Indira Ghandi e Golda Meir.» Público

PORQUÊ?

Não!
Paul Krugman - New York Times Blog

AUTO-EVIDÊNCIAS

«Os portugueses habituaram-se a escândalos, a suspeitas e a ameaças. Familiarizaram-se com a impunidade que sempre reinou nos casos políticos. Mais cedo ou mais tarde, tudo era abafado. Só que, desta vez, não foi. O que é que mudou, entretanto? O que é que fez com que Relvas sofresse aquilo que Sócrates (que também tinha realizado provas escritas de forma irregular) não sofreu? Foram os protagonistas que mudaram. Nuno Crato não é Mariano Gago, para sorte dos portugueses. E nas diferenças que os separam reside uma grande lição.» AHC

SEGURO, A DIARREIA EM FORMA DE LÍDER

Não é por nada, mas parece que a moderação e o sentido construtivo de Estado que Seguro foi evidenciando nos primeiros meses de Oposição se desvaneceram ainda mais desvanecidamente, mal o Travesti Parisiense [alguém que não é inócuo no fazer política travestida de comentário da dita] regressou para o campeonato das narrativas e das falinhas mansas. Seguro vê-se entre a espada e a parede.

A parede é a fantasmagoria política que veio de Paris para marrar contra a Direita e contra essa gente que o execra visceralmente [como eu], veio vingar-se de Cavaco que se vingou dele e da deslealdade da questão estatutária dos Açores e de todas as sacanices controleiras de fascista e absolutista na governação-camuflagem de comissionismo, veio inventar que o PEC IV teria evitado a catástrofe que se nos desenha inexorável. 

VITAL MOREIRA, MEU AMOR

Nunca pensei aproximar-me das respectivas leituras da realidade, mas o que Vital escreve faz sentido. Dolorosamente: «1. Só se pode comparar o que é comparável – o que não é o caso dos rendimentos pagos pelo Estado e dos rendimentos privados. Os primeiros são em geral fixados unilateralmente pelo próprio Estado, por via de lei ou por acto ou contrato administrativo com base na lei; os segundos decorrem de relações jurídico-privadas (propriedade, heranças, contratos, etc.).

sábado, abril 06, 2013

O TOZÉ QUER MELHORAR A DOENÇA

É mais ou menos isto, acrescendo o facto de António José Seguro querer fazer parte da doença e até melhorá-la.  Pobre País!

DO ESCANDALOSO PORTUGAL

«O problema de fundo, não é sabermos, se os actores dos diversos poderes de estado são mais da direita ou da esquerda, pelo estado social ou pelo neoliberal. Do que se trata, é que os cidadãos* – empresários fiscalmente cumpridores e trabalhadores por conta de outrem – que realmente pagam os custos da manutenção das funções de soberania do Estado, estão cada vez mais sob sequestro, de TODA a classe política, administração do estado e empresas do setor público. 

A MONTANHA PARIU UM RATTON

Um nefelibata Ratton. É uma vitória de Pirro. Um grupo hirto e obsolescente de jogadores de xadrez move as peças, fazer xeque ou não fazer xeque?, meses para excretar finalmente um xeque-mate, placidamente, em plena invasão, a cidade a arder, homens e mulheres trespassados, muros que se desmoronam. Há quem cante e celebre o Ratton que a montanha pariu, mas a derrota nacional decorre e virá, em todo o seu esplendor, lá mais para diante, não parecidos, mas iguais, os mesmos que gregos, cipriotas, pobre gente vitimada a quem nenhuma Constituição enche a boca e mata a fome.

DA NATURALIDADE DO MARKETING

sexta-feira, abril 05, 2013

DAS NARRATIVAS DE UM GRUNHO CONGELADO

LUÍS AMADO E A JANGADA DE PASSOS

CChamo a atenção para o que tem sido a palavra convergente [com o Governo] de Luís Amado [o dissidente-herói em lume brando do anterior Governo Despesista ManiCómico]. Está num Banco, dirige um Banco, tem mais é que falar. Falar é importantíssimo, especialmente para um banqueiro que varie o tom e o modo dos ulrichs e dos outros.

quinta-feira, abril 04, 2013

UMA DEMISSÃO LUSTRAL

Movia-me, mais que qualquer outro sentimento, um de compaixão por Miguel Relvas. Relvas é uma das faces do Regime: o Regime não merece qualquer compaixão porque segregou a gentalha mais lesiva dos interesses colectivos que nem em quase novecentos anos de História, mas Relvas apanhou com todas as pedras na grande lapidação cívica em decurso que aliás não poupa, porque não pode poupar, outros nomes com muitíssimo mais lata e infinita cara de pau. Diga-se que o martírio público e notório de alguns bons cabrões da nossa não obteve ainda nenhuma das correspondentes consequências por parte da Justiça. O mal do Regime é larvar e medra até ao rebentamento final.

ELES NÃO SABEM NEM AMAM VIEIRA

Há que dizer e repetir isto: o Dr. Vasco Graça Moura não está só, neste combate. Somos muitos milhares de apaixonados, assistidos pelo bom senso e por argumentos de puro bom gosto. Infelizmente, a grande maioria, perante o que nos fazem na economia, nas contas públicas, na cultura ou na Língua, é uma massa dormente e alienada.

MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM

Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.

SIM, SIM, CAMPEÕES DA DESORÇAMENTAÇÃO

20 EUROS AJUDAVA, FILHOS DA PUTA!

Afinal, há tanto filho da puta que pode ajudar-nos.
A vida corre-lhes bem. Bem de mais.
Até parecem imortais.
Se foste [e és] ladrão à pala da Política; se edificaste um Banco Corrupto pela escada instantânea da Política ou assinaste PPP à vista da parede e do fim da linha; e engordaste o teu acervo familiar de bens de toda a sorte; e escondeste do Fisco e da Sociedade desonestos milhões em offshores; e cevaste a tua conta bancária sem produzir um parafuso [com a zelosa energia, a estrénua capacidade de trabalho e os contactos, cumplicidades e compromissos de um Relvas ou de um Lello], apenas bafejado pela lassidão do Regime, protegido pelo laxismo da Justiça; se foste um mega-comissionista da Política e enriqueceste ilicitamente, podes ajudar-me, filho da puta.

DICAS PARA CIPRIOTIZAR E ITALIANIZAR PORTUGAL

Ontem, o PS resolveu fazer a triste figura de ruptura dúbia com este Memorando. Um Memorando desactualizado, evolutivo, agravado, mal ajustado aos dados e variáveis do presente? Não importa. É o que há. A palavra foi dada. A versão inicial foi negociada e subscrita por ele. Na verdade, o PS é, ele mesmo, tal como o Governo, um problema nacional e não atina no caminho, sobretudo agora que António José Seguro, acossado pela facção devorista, parisiense, pentelhista, se viu compelido a derramar palavras de capitulação e desistência do compromisso assumido sob a forma de uma emoção de censura muito mal armadilhada, talhada para paradoxalmente fortalecer o Executivo. Objectivo? Eleições. Ser Governo. Ser Governo imediatamente. Ser Governo para piorar tudo, cipriotizando Portugal, deitando a perder o que de aproveitável teve o caminho percorrido no sentido do saneamento integral das contas públicas. Claro que a componente social deste Ajustamento é uma merda. Porém, até isso estava no papel. Nunca seria um mar de rosas. O Governo garantiu que fosse um mar de espinhos para além dos espinhos e abrolhos da Troyka.

terça-feira, abril 02, 2013

COM RELVAS OU SEM RELVAS

«Imagino que não haveria ministro que as pessoas mais quisessem ver pelas costas do que Miguel Relvas. Mas Relvas não foi escolhido para integrar o Governo pelos seus eventualmente lindos olhos - foi escolhido para integrar o Governo para representar e assegurar a defesa de uma série de interesses clientelares do PSD, os mesmos que deram o poder interno a Passos Coelho, e que fazem com que a política governamental seja aquilo que é: mudar tanto quanto possível na medida em que nada de essencial mude realmente.

MARRAR NA NARRATIVA

segunda-feira, abril 01, 2013

QUANDO PACHECO PACHECA

O PEREGRINO PORFÍRIO

Por vezes, quando quero sofrer, leio o Peregrino Porfírio. O Porfírio parte do princípio que Sócrates comete erros. Sócrates não comete erros. Sócrates é imune a erros. Todos nós, cidadãos, Cavaco, a Direita, a Esquerda à Esquerda do PS, todos, todos, mas mesmo todos nós, «essa gente» que não realiza a divindade excelsa de grande Playboy  nós é que errámos. Errámos por ter contestado a deriva Excessiva e Psicopatológica com que Sócrates conduziu a Governação desde a primeira hora. Deveríamos ter deixado sua Exma. Torpeza absolutamente sozinha, cavando mais e mais o buraco de um Estado completamente descredibilizado, deixá-lo com o seu voluntarismo, a sua sanha demente, para que levasse de vez Portugal aos braços do FMI e dos outros: estava tudo a correr tão bem! O Porfírio, que até é inteligente, não vê um Fascista Disfarçado à frente dos olhos, nem que lhe façam um desenho. De panegírico em panegírico, o Peregrino Porfírio prefere a Lustrosa Fraude.

PRÁXIS FASCISTA, COLÉRICO ANTI-DEMOCRATA

«Mais tarde voltou a falar de pressões, mas do Governo Sócrates. 

Quando começo a ter acesso a algumas das escutas do Face Oculta apercebo-me que não era só a TVI que ia ser comprada. O CM também. Houve uma fase negra em Portugal em que, com o apoio da banca, se ponderou fazer grandes negócios na comunicação social que não visavam o objecto de negócio, mas sim mudar direcções e silenciar. 

 O que pensa de Sócrates? 

Entre 90 e 91, ao fim-de-semana tinha RTP e durante a semana Semanário e RR. Nesta altura, António Guterres apresenta-me uma jovem promessa. E, de facto, ele tinha um estar que contrastava: não usava gravata, dizia palavrões, era pouco mais velho do que eu e trabalhava imenso.

A PSICOPATIA VAI NUA

«Anda-se a iludir o que só alguns escrevem a medo: para avaliar o político Sócrates, é preciso considerar o seu perfil psicológico. Sócrates é um caso psi, mitómano, narcísico ao ponto de anular o mundo exterior e negar a realidade e a verdade, diminuído na capacidade de agir por valores éticos. O seu autoritarismo de perfil patológico confunde-se com convicção política e carisma. Como Hitler, Chávez ou Berlusconi, o seu ego precisa loucamente dos media, que se entusiasmam com chefes e por isso o adoram. O seu mundo de fantasia, embrulhado em retórica convincente, é como sabão para a espuma dos dias mediáticos.