sábado, agosto 31, 2013

CENAS DE UM PS ULTRADEMAGÓGICO

Um PS demagógico com um líder demagogo, um PS ultra-falsificador do passado e do futuro, não vai lá. Seguro passa por alienado ao garantir saídas e soluções de nula exequibilidade, como reverter cortes. O PS não se redime, nem se redefine, nem se purga. Não há Seguro, nem Costa ou outro jacobino qualquer que lhe valha. Ainda bem. Espero que a generalidade dos que se interessam pelo País e votam no mal menor perceba que Portugal, depois de ter tido pouco menos que Ladrões de Bancos à frente da governação, só tem uma hipótese de futuro, uma base sólida de progresso: ir pelo caminho mais duro e pedregoso, optar pelo mais difícil e menos popular, ouvir e acolher o que menos lhe agrada, como o apelo explícito à emigração, por exemplo. Quem prometer paliativos e alívios de curto ou médio prazo, mente. Não há País que sobreviva à carga esmagadora de mentiras do socratismo, do socialismo segurista e do lastro utopista da manhosa Constituição rumo ao socialismo venezuelano-cubano-norte-coreano que nos separa dos Países que realmente progridem e enriquecem, nesta Europa.

UEFA, ÁRBITROS, TUDO, TODOS

Para além da lógica de um jogo, o mérito, a trave, o poste, o azar, nota-se, a cada final, que Mourinho tem quase tudo contra si. Até Ronaldo, o que é prodigioso. Por outro lado, também se nota que para certos jogadores, como Ribéry, ganhar-lhe parece muito mais importante que ganhar à equipa concreta que o português oriente. Depois de um início de carreira fulgurante, assertivo, esta fase do técnico português denota qualquer coisa como o plano inclinado-descendente da ambição, início talvez da anti-ambição, com a dissolução da velha retórica-picardia enquanto método de perturbação adversária. Isto é Mourinho a ver-se apeado do seu trono para assemelhar-se aos demais cinzentos e ocasionais triunfadores. Ganhar títulos, para a UEFA, está claro, é Pura Política. Política ao serviço de quem pode e tem escala. Política é basicamente um serviço aos negócios. Mourinho sente-se perdido e só, cada vez mais só, neste admirável mundo novo onde é apenas mais um, um que começa a brilhar menos, a perder finais, jogos, embates decisivos. A sede devoradora de vitórias, a âncora das empatias de balneário, o fulgor e a capacidade de seduzir a rapaziada para a ultracompetição está morto ou apenas dormente?!

O MOSTRENGO É A CONSTITUIÇÃO

«Como tenho escrito por aqui, a actual Constituição da República Portuguesa é tributária do socialismo comunista, desde a sua origem. O preâmbulo di-lo claramente e é por isso que os comunistas se agarram como carrapatos ao texto primoroso de 1976, pouco ou nada modificado desde então nesse aspecto essencial. Os demais partidos, incluindo agora o CDS juram sempre fidelidade ao mostrengo com medo de perderem audiência eleitoral. Não são capazes nem têm coragem de denunciar o PCP e o BE como partidos anti-democráticos por natureza e que enganam as pessoas constantemente com paleio oco. Em rigor, se os juízes do Constitucional assim o entendessem (que não entendem porque foram nomeados por partidos definidos e seguem geralmente a cartilha doutrinária dos mesmos) poderiam chumbar quase todas as leis por inconstitucionalidade. Afinal, Portugal vai ou não paro o socialismo, como o proclama o preâmbulo da actual CRP, nunca modificado ao longo destas décadas porque o PS e o PCP mai-la Esquerda unida nunca deixaram? [...] Portanto, sem os dois terços necessários para a revisão fundamental do espírito da CRP e a monumental varridela democrática que o PCP e a extrema-esquerda do BE precisam, para nos tornarmos verdadeiramente europeus, nada se fará de essencial e andaremos sempre a reboque das troikas. Como tal revisão essencial não vai acontecer iremos passar por muitas e graves dificuldades para baixar a despesa pública para níveis aceitáveis.» josé

sexta-feira, agosto 30, 2013

OLHAR PELA VIDA

Southern influx
O novo El Dorado do Sul fica a Norte.

OS COMISERATIVOS

Os comentadores e os partidos fora do Poder comentam e opinam como se não houvesse Troyka, nem compromissos internacionais assumidos, nem responsabilidades impendendo sobre o Estado Português. Aparece o PS na tal impostura comiserativa por interpostos porta-vozes de Verão, como João Proença ou João Ribeiro ou Eurico Dias, felizes pelo Efeito Labirinto ou Lógica de Curral colocado à acção governativa em matéria de sustentabilidade orçamental e pagabilidade da sobredívida pública. Ora, objectivamente, o TC tem sido um factor de injusta distorção, desigualdade e pressão acrescida sobre os portugueses que trabalham e têm suportado sucessivos aumentos de impostos para alcançar metas estruturais definidas com os Credores. Perante o chumbo do diploma da requalificação, anunciado ontem pelo Tribunal Constitucional, não há como proceder a uma poupança directa de 167 milhões, entre 2013 e 2014, sem ir desenterrar com uma colherzinha de café as alternativas do costume.

16,5%

Ele desce. O número de pessoas sem trabalho em Portugal baixou pelo terceiro mês consecutivo, com a taxa de desemprego a situar-se em 16,5% da população activa em Julho. Bom para o País. Muito mau para as aspirações autárquicas do PS.

NAS MÃOS DO MAL

Flamingo at the Beach
Mais um convite para um almoço sorrateiro socratista nas costas do Tó Zé. Se tivessem vergonha, declinariam o convite para almoçar com o Mal. Não se almoça com Gestão Danosa, Dolo Político, Devastação e Saque. Não se almoça com o ultra-comissionismo em negócios de Estado lesivos dos interesses do Estado e chorudos para os amigos, as Construtoras amigas do partido e a Banca do Salgado. Não se almoça com a Vaidade e a Psicopatia desprezivas das gentes, insensíveis a Povo, capazes de lhe legarem tais sofrimentos, tais fomes, tais lágrimas. Não se almoça com a Cabeça perpetradora de actos e decisões sistemáticos anti-contribuintes, rodoPPP, toxiswap. Não se almoça com o grau zero do mau carácter. Não se almoça com o Mal Político e o Malefício Público em forma de gente. Dá-se-lhe ordem de prisão. Só se almoça com a Ganância na Política, com o Lixo Ávido de Poder e com a Sufocação Insidiosa de Adversários Internos e Externos se se for conivente com tudo com que se almoça. Se não se for capaz de uma coluna direita, recta, mas recurvada e servil: «Da lista dos comensais fazem parte, para além de José Sócrates e Manuel Pizarro, Augusto Santos Silva [ASS], ex-ministro da Defesa, Francisco Assis, deputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, Renato Sampaio, deputado e candidato do PS ao Agrupamento de Juntas de Freguesia do Centro Histórico do Porto, Acácio Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Viseu, os presidentes das câmaras de Amarante e de Mangualde, Armindo Abreu e João Azevedo, o antigo vereador da Câmara do Porto Hernâni Gonçalves, entre outros convidados.»

quinta-feira, agosto 29, 2013

O GRANDE INCÊNDIO CONSTITUCIONAL

Chumbado, pelo Tribunal Constitucional, o novo regime que criaria o sistema de requalificação na função pública porque viola o princípio de protecção de confiança dos trabalhadores do Estado quanto à estabilidade do vínculo laboral, abre-se um problema de quatrocentos e tal milhões de euros que incumbia ao Estado Português poupar. Nós e os nossos bloqueios, obsolescências, mais fadados para a paralisia que para actos de coragem e ruptura. Dir-se-ia que, lavrando um monstruoso incêndio, manda a Constituição que se não apague com agulhetas. Cada qual segure as pilinhas e dome as labaredas como puder. Nesta matéria, as barricadas estão definidas.

A PIRA QUE INCINERA BOMBEIROS

Estou angustiado com o vai por aí de ignições. Ainda ontem, ao início da tarde, logo ao sair de Braga rumo ao Porto [sempre pela nacional 14, pronto para o único estrangulamento empata automobilistas com que nos deparamos na Trofa], um fogo devorador patenteava-se-nos num monte fronteiro. Uma colossal coluna de fumo negro; o helicóptero da praxe voluteando com a sua pinga de água. Um cenário que me fez omnipresente e terrível a destruição do nosso património verde e sobretudo de vidas, neste Agosto aziago. Basta! Sim, há pirómanos. Mas o problema reside sobretudo na ganância secular do eucalipto e na preguiça dos poderes públicos em gastar os milhões necessários à prevenção activa de incêndios, pela limpeza, também compulsiva, das matas, o que dita um número insuportável de bombeiros mortos, este ano. Insuportável é insuportável! Tirem conclusões. Ajudem aqueles homens e mulheres. Dêem o sangue por eles que dão o litro por nós! E será de menos.

segunda-feira, agosto 26, 2013

O DR. MENEZES E O VOTO DIABÉTICO

A questãozinha caritativa que conspirativamente envolveu Luís Filipe Menezes e gerou essa grande inundação de virginais escandalizados, grau zero da indignação, absurdiza-se mais e mais nas redes sociais. Até farmacêuticos se atiram ao silogismo, ao cálculo e à conjectura para apurar a coisa —  250 euros em medicamentos  e a sua verosimilhança. Quanto gasta em média um diabético em medicamentos?! Nem o pressuposto de um diabético acamado já não padecer apenas da diabetes, ou putativamente ter acumulado dívidas na farmácia, sustém, por exemplo, a dra. Isaura Martinho no seu choque anafilático psíquico com o caridoso gesto do candidato e seu entorno. Para a dra. Isaura Martinho, um autêntico TIR peremptório sem travões, não bastava o Dr. Menezes ter comprado o voto de todos os acamados e inquilinos pobres. Teve o desplante de aliciar o voto dos diabéticos. Por que não vai a dra. Martinho fiscalizar pessoalmente, no dia 29 de Setembro, quantos acamados, inquilinos pobres e diabéticos recompensam o Dr. Menezes com o seu voto?!

BLITZFUTEBOL

À medida que os jogos do FC Porto se sucedem, percebe-se uma das linha do grande upgrade Paulo Fonseca na dinâmica ofensiva da equipa: a mesma posse, muitíssimo mais intensidade, especialmente no reduto adversário, onde um Licá, por exemplo, aparece como um raio. Só falta converter em golo a profusão de oportunidades geradas.

A CONTAGEM DOS CORPOS

Custa-me ver portugueses a alegrar-se com a perda de outro português, António Borges, com valor reconhecido internacionalmente, apenas porque viveu as suas convicções a fundo, sem o cínico diplomatismo dos que deslizam no grande trânsito existencial sempre de bem com Deus e com o Diabo. E em que é que Borges acreditava? Numa sociedade de mérito, na livre concorrência, numa pitada de darwinismo económico por oposição ao assistencialismo estatista-socialista alargado, bastante corrupto e decadente, o qual, depois de minar o autonomismo individual e a responsabilidade pessoal, tarde ou cedo, conduz os países à falência. Então por que fazem festa e atiram foguetes os que, conotados com uma certa Esquerda Primária e Imbecil, se habituaram à contagem de cadáveres adversários?! Vingança? Mas adianta? No limite, não haverá aí, camaradas, uma base humanística mínima, sem Esquerda e sem Direita, sem Liberalismo nem Socialismo, que jamais celebre a morte de um adversário ideológico?! Que os presos políticos e os mortos políticos de Fidel Castro vos perdoem, se puderem.

sexta-feira, agosto 23, 2013

LAMA E PEGAS DE CERNELHA

O que Menezes tem a mais [adesão popular espontânea e mobilização desde as elites aos mais simples] e os outros a menos só pode ser passível de arremesso de lama e pegas de cernelha. Alguns media, ao serviço de quem lhes comanda a agenda e suporta a sobrevivência, não estão nada interessados em denunciar e combater lógicas e práticas com décadas no Portugal Local. Estão, sim, exclusivamente interessados, tal como bloquistas e comunistas, em ajudar a destruir um candidato na secretaria e a dar a ganhar eleições na secretaria àqueles que não excitam nem mobilizam senão menos de 20% de um eleitorado, assassinando o fair play eleitoral numa ficção impoluta venenosa. Pois não conhecem o País em que vivem nem sabem com que gentes se metem. Quanto à CNE, por onde tem andado nos últimos quarenta anos e para que se presta a enunciados hipócritas por encomenda?! As populações querem os mais capazes, os mais competentes, os mais arrojados, os mais fortes, como Menezes. Quem decide é quem vota. Se PS e PSD quisessem clareza na limitação de mandatos ou estivessem realmente interessados em práticas locais salubres, muito acima de qualquer suspeita, teriam segregado condições para uma e outras a tempo e a horas..

RELÍQUIAS TÓXICAS DO BOAVIDESCO

Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.

CHARADA

Há notícias que são uma verdadeira charada omissa, quando poderiam apor nomes e responsáveis. Ainda mais quando o facto é de suprema gravidade. Importaria saber quem tutelou e promoveu a destruição de documentos. Quem?. Quem, na e acima da Inspecção-Geral de Finanças, autorizou a destruição de documentação produzida em 2008 relativa aos contratos swap, essencial para avaliar o controlo feito à subscrição destes produtos pelas empresas públicas? Por que é que dos oito dossiers necessários para analisar a actuação do organismo em relação à celebração destes derivados, apenas dois não foram eliminados?! Quem na IGF? Quem acima da IGF? Quando? Adivinhem quem. Adivinhem quando.

PHARRELL

ZERO NA CULTURA, ZERO NA ECONOMIA

Ao ler este texto de Daniel Deusdado, com cujos pressupostos estou 1000% de acordo [«é preciso investir na junção da cultura aos negócios digitais para se globalizar a economia»], pergunto-me por que puderam os mandatos Rui Rio mediocrizar as cartas culturais que só o Porto teria a jogar no grande mercado europeu da cultura; e onde que é que o Porto é menos que Edimburgo, onde há dezenas de milhares de pessoas a fazer e a assistir a espetáculos durante todo um frio e agreste Agosto, transformando uma cidade que estaria semivazia num dos maiores sucessos económicos do negócio da cultura. Como não ver nem ter visto que cultura é economia e que o Porto tem essa vocação e apetência?! Camões, cidadão do Porto, nos valha e por nós vele. É por essas e outras omissões que me junto a Jorge Fiel quando escreve: «Afastado há dez anos da Casa da Música, na sequência de uma entrevista ao JN que não agradou ao presidente da Câmara, Pedro Burmester prometeu que só voltaria a tocar em público no Porto quando Rui Rio já não mandasse na cidade. Já só faltam 124 dias para que Burmester volte a tocar no nosso Porto, encerrando a 8 de dezembro o ciclo de piano da Casa da Música, perante uma Sala Suggia cheia e vibrante. Vai ser um momento memorável!» Com Menezes, sei que será inteiramente diverso.

quarta-feira, agosto 21, 2013

PROFISSÃO? COMER CARO

Não conhecia, fiquei a conhecer o darwinismo restaurantário-alimentar são-paulino segundo Alexandra Forbes, cuja profissão só pode ser comer chique, a gourmet itinerante, e falar disso: «Fui ao japonês Ohka, no Itaim, em uma segunda-feira (conta de R$ 300 por pessoa). Caro? Sim, mas tinha espera. Jantei no (também caro) Fasano na noite seguinte: lotado! Testemunhei salões cheios também no Maní, no Attimo, no Piselli, no Tappo Trattoria, no Parigi, no 348, no Gero, no Dalva e Dito e no D.O.M. — mesmo em julho, mês de férias. Também vi restaurantes às moscas: Fisherman’s Table, Nakka e Gusto, todos no Itaim — só para citar alguns. Culpa dos preços? Não acho. Simplesmente, não acertaram no alvo, não acharam clientela, fizeram algo errado.» Alexandra Forbes

ISTO É QUE ME DÓI

«O escritor paraibano Ariano Suassuna, 86, foi internado no Real Hospital Português, no Recife, na manhã desta quarta-feira (21) em razão de um infarto.» FdSP

PROFESSORES PAGAM COM O CORPO

A Troyka, o passismo, a crise, a dívida, os filhos da puta corruptos das legislaturas mais recentes  há qualquer coisa que conduz às diversas fases de uma única conclusão, logo, decisão: que havia professores a mais, pesavam no Orçamento. Só o descobriram nos últimos, sei lá, sete anos. Desde então tudo e mais alguma coisa tem sido feito e tentado para reduzir professores, não os parasitas político-partidários na engrenagem do Aparelho de Estado; diminuir professores, não os agentes sanguessugas instalados nas sinecuras que o Regime teceu e nas oportunidades que vai tecendo. Parece-me um erro. Enfermeiros recém-licenciados emigram. Professores com quinze a vinte anos nas faldas do sistema público transmigram o corpo para a alma do desemprego: descobrem-se nus, no vazio, tendo levado o exemplar pontapé no cu por que Passos e os outros não passaram nem passarão. Mais uma necessidade imoral do Estado, mais gente descartável por amor das boas contas sem qualquer culpa nas más. Para que lutei contra as patifarias lesa-governança PPP/SWAP do socratismo? Para pagar com o corpo na mesma?! Para pagar com a alma e levar do mesmo receituário perdulário de gente?!

ANTI-VALORES EM MORITZ ERHARDT

O que se sabe exactamente do estagiário bancário Moritz Erhardt, 21 anos? Que trabalhou praticamente 72 horas seguidas e foi encontrado morto na casa de banho da residência onde vivia em Londres? É pouco quanto ao que possamos saber sobre um ser humano. Do que ninguém pode duvidar é que Banca e Morte andam intimamente associados. Segundo a sua lógica, lógica para quem resvala e cai na sua teia, quem não tem dinheiro, pode pagar com a vida. Quem o quer demasiado, também. O reconhecimento exterior do trabalho de cada um deveria submeter-se ao imperativo sereno de se ser sempre o mesmo, com muito ou com pouco, de preferência vivo, e de perceber com que coração livre, minimalista, se agarra para sempre um oceano de felicidade. Ganhar o Mundo Inteiro, mas perder a alma? Obter cinco minutos de fama, mas enlamear-se num labiríntico desatino, perecer num acidente viário?

terça-feira, agosto 20, 2013

O FIM DOS ESTÍMULOS

«A fuga dos investidores das moedas de mercados emergentes, iniciada há três meses com os sinais de fim dos estímulos dos EUA, ganhou agora um capítulo asiático, que abateu ontem as divisas dos grandes países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. [...] No ano, o real já perdeu quase 15% ante o dólar e só está atrás do rand sul-africano (17%). [...] Esse cenário ficou mais difícil porque o BC dos EUA já indicou que vai terminar nos próximos meses o seu programa de estímulo econômico, iniciado em 2012. Na prática, o término desse programa marca o fim do "dinheiro barato", em que investidores aproveitavam os juros baixos nos EUA para pegar dinheiro e investir em emergentes, mais arriscados, mas com retorno maior.» FSP

A IRMANDADE MORTICÍNIO

Repare-se no padrão: quanto mais islamizante e islamizada uma sociedade, mais incompatível com a tolerância e a democracia. Se o Egipto quiser parecer-se mais com a Turquia e menos com o Afeganistão ou o Irão, terá de purgar-se da histeria exclusivista da Irmandade, um presente envenenado a tender para a teocracia. De resto, não creio que o exército seja insensível ou indiferente às forças seculares e moderadas, a maioria da população. São, têm sido, o último recurso contra os riscos de terror e morticínio que a Irmandade, liderada pelo bad ass Badie, vende por atacado.

segunda-feira, agosto 19, 2013

GLÓRIA E DECLÍNIO DE JUDITE

A entrevista de Judite a Lorenzo Carvalho foi um acto falhado que evidenciou o declínio de uma profissional. Bem pode tentar ser auto-indulgente que o que nos mostrou foi grave. O tom violentador, judicativo, completamente hipócrita da Judite acendeu em milhares de nós um asco natural pelo papel que a entrevistadora, tantas vezes falando a medo com figurões da finança e da impunidade política, resolveu assumir com um jovem excêntrico, exuberante na riqueza, e demasiado paciente e tolerante perante a insolência intrusiva da pivot. Mas os sinais de decadência em Judite espraiam-se a cada passo, tirando fogachos de atrevimento e laivos de provocação com o Parisiense, no que terá sido o seu canto do cisne ou mais glória vã. Porém, há algo nela  titubeios, interrupções, impaciências, enganos, ignorâncias, gestos esquisitos, esgares esquisitos, tropeços verbais, há muito patentes com Marcelo, com Medina, patentes até quando encara o cameraman , e que a faz resvalar para o banal a roçar o amadorismo. O que se passa, Judite? É o cansaço, a rotina, o vazio, a ausência de Seara em fêmeas mãos alheias? Alguma coisa será. O que a Judite faz, faz da Judite uma pivot e jornalista abaixo do recomendável, embora no topo da carreira. A entrevista com Lorenzo ajudou-nos simplesmente a flagrar a globalidade do problema, o declínio, sem poder atingir as razões dele. Por que não põe o lugar à disposição e não vai descansar num spa de luxo por uns meses, quiçá anos, até se reencontrar?!

TRATADO DAS LÁGRIMAS PELA MÚSICA

Gary Oldman
Por vezes acontece-me rever um filme, mil vezes revisto e no entanto sempre amado, relativo aos compositores em que me deleito. Por algum motivo, neles-filmes, a personagem música, a velha personagem "música", associada ao sofrimento inefável dos biografados, acicata e faz-me copiosas as lágrimas que por nenhuma outra razão nem sob quase nenhum outro pretexto me lavam a cara. É o caso de Amadeus, mil vezes, e mil vezes o caso de Immortal Beloved.

O PERFUME DE QUINTERO

Cada vez que vejo Quintero em acção, penso em Deco, no melhor Deco que já vi e acho que só o vi no meu FC Porto, o Deco que se aprimorou e acrisolou no e pelo sofrimento, na dura e adequada domesticação do temperamento, domação do génio só possíveis naquela casa, onde a componente afectiva consolida e motiva máximo rendimento na parte profissional. Depois de se ver um Quintero com uma esquiva transcendente, à Maradona, a uma rasteira sadina e logo um remate repentista, impensável, para golo, depois de se ver um jovem jogador a mudar as agulhas de todo um jogo emperrado, não percebo ao que vem um José Mota, amargo e ressentido. Para quê falar de si, do treinador adversário e de um Capela de baixo rendimento?! E o futebol?! Quem é que quer saber da falta de brilho de um Capela, da longa e sofredora carreira de um José Mota, das queixas pela irreverência de um jovem profissional como Paulo Fonseca, quem é que quer saber de tudo isso, perante o perfume de puro futebol exalado por um Quintero?!

domingo, agosto 18, 2013

OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

Jorge Jesus ficará para a história do Sport Lisboa e Benfica como o melhor treinador de sempre nas duas últimas décadas. A abrir, logo campeão. Depois, quase campeão e quase vencedor de títulos quase relevantes. Terá sido o melhor treinador, tirando as finais perdidas e os escassos, quase nulos, resultados dignos de memória. A sua posição dentro do clube é hoje de pura fragilidade dado o desdém de que é alvo, preso por ter cão, preso por não ter. Num momento em que o clube incorre em velhos erros, como mudar de equipa a cada época, os efeitos já se sentem no ar: uma sofrível pré-época e uma derrota a abrir a Liga. Assistimos aos últimos dias de JJ como treinador dos encarnados. E é triste. Tanto talento. Tanto potencial ganhador atirados pela janela. Afunda-se e atira-se fora um treinador carismático, o melhor candidato a Ferguson Português, entre a ingratidão da turbamulta vermelha e a insegurança patenteada pelo homem que tantas finais lhe[-à-turbamulta vermelha] proporcionou.

sábado, agosto 17, 2013

JOÃO RIBEIRO FALA COMO QUEM CHORA

João Ribeiro aparece muitas vezes. É o porta-voz do PS. Quando fala parece que chora. E o PS, segundo João Ribeiro, considera que o PSD deve deixar de se comportar como um Partido, segundo as lógicas de um Partido e a ambição de um Partido. O PSD é, porém, um Partido. O raciocínio deveria ser outro. Em Portugal, um partido, qualquer partido, deveria aprender a grande lição de nunca mais imitar a rapacidade do PS, a capacidade do PS de devastar Portugal. Entre aqueles que nos enfiaram num buraco e aqueles que dele nos vão retirando, há todo um oceano de diferença.

quarta-feira, agosto 14, 2013

A HONRA E O BOM-NOME DE SUA SUJIDADE

... não resistem às evidências negras de Sua Sujidade. Sua Sujidade fica sempre a rir, mesmo perante factos absolutamente verdadeiros. Mesmo perdendo. São factos. São absolutamente verdadeiros. E não acontece nada a Sua Sujidade. Nunca.

A RESSURREIÇÃO DO PIB PORTUGUÊS

Já aqui havia escrito que a recuperação, ténue que fosse, estaria aí, mais trimestre menos trimestre. Já havia escrito acerca de graduais boas notícias no plano económico, do fim da contracção psíquico-económica portuguesa, graças a alguma confiança acrescida, graças a uma incomparável eficácia tributária e em virtude de alguma travagem no desinvestimento, mas sobretudo por causa das exportações. Confirma-se aquilo a que aludia. 1,1 de crescimento no segundo trimestre já confirmado ainda não é suficiente e nada nos diz que 2013 não será mais um ano de recessão. Mas sinais são sinais. Não faltarão vozes a destacar essa insuficiência ou a sazonalizar o que seja estrutural, não dando a César nem a Deus o que a cada qual pertence. Benditos sinais, porém. Há demasiadas aves agoirentas e negativizantes que se intitulam de Esquerda a clamar por mais perturbação formalista, mais recrudescimento retórico e mais reles disputa facciosa, mais vitórias na secretaria, mais via gabinetóide de disputa política pela impugnação, mais eleições-já, mais pigarro soares, mais vácuo alegre, mais anúncios do fim-do-mundo, se isto não sofrer a reviravolta venezuelizante socialista-chavista à portuguesa, revolución que vai em tantas cabeças peregrinas. Tudo pela negativa. Tudo ao contrário da corrente. Como se nos não bastassem os perpétuos bloqueios decisórios no que nos é crucial; os impasses e hesitações reformistas de décadas; a treta populista que o PS derrama logo à partida acerca da dolorosa questão dos cortes nas pensões de reforma. Se fosse pelos Socialistas, Portugal ficaria sob a mais tóxica e atrevida demagogia, segregada apenas para ganhar eleições, até à próxima falência, conservando, tal como está, o Grande Guarda-Chuva Corrupto em que se transformou o Estado Português. Talhado unicamente para falhar. Talhado apenas para falências cíclicas. Nunca para um superavit. Um que seja, em quarenta, em cem anos. O que me pergunto é se, após a disputa político-partidária ter ido a banhos, aquela suposta Esquerda terá face e argumentos para negar a melhor das evidências contra a pior das aparências: uma inesperada vitória estratégica da linha seguida por Gaspar. E pergunto-me se, perante esperadas boas notícias em cascata, umas após outras, terá adesão popular qualquer veleidade revolucionária do quadro constitucional que permite à Maioria governar e seguir governando; pergunto-me se o Tribunal Constitucional terá condições para prosseguir a sanha obstaculizadora, obsolescente, corporativa, gizada para os tempos do Escudo, arqueológica e letal para os tempos do Euro; pergunto-me aonde irá e o que dirá o lado rançoso, negativista e deprimente da Esquerda que temos. Necessitamos da Esquerda Ética. Não daquela. Há limites. Por mim, quero estar perto de quem sorri, de quem está feliz a partir de dentro, de quem tem confiança em si mesmo, na bondade e beleza do Mundo. Quero estar perto de quem anda leve e segue limpo de corrupção. Quero estar perto de quem tem culpa dos sinais de crescimento, da saída do fosso da dívida, da vitória do trabalho contra a derrota da retórica depressiva. Não tenho nada. Nada me impede de ser absolutamente feliz.

terça-feira, agosto 13, 2013

PS, UM PARTIDO ULTRA-DEMAGÓGICO

Uma abordagem, das mais sérias que li, sobre o que está em causa nos cortes das pensões de reforma: «É legítimo que a maioria dos cidadãos contribuintes, reformados ou não, se sintam defraudados, uns porque lhes dizem que lhes vão reduzir o que recebem, os outros porque não sabem se algum dia receberão seja o que for. Assim como é provável que, perante as dificuldades iminentes, o Governo tenda a tomar medidas circunstanciais que se reduzem ao habitual corte. Este é, mais uma vez, um domínio em que deveria haver uma base mínima de entendimento que salvaguardasse a estabilidade. Não há. Nem isso legitima as declarações de Seguro, afirmando que quando o PS for governo anulará as medidas esta semana anunciadas. Pensando bem, talvez tenha razão. Talvez tenha de tomar medidas ainda mais duras. É a vida!» Alberto Castro

AOS SODOMIZADORES DE ESTÁTUAS

Pichar uma estátua, mesmo a de um pulha, pode ser todo um discurso de rejeição [a rejeição de Sadam, de Estaline, de Aleksandr Lukashenko, esse enorme filho da puta], mas não muda a História. Sejam felizes! Eis a mensagem que dedico àqueles que se entregaram tão afanosamente a bombardear, pichar, sodomizar a estátua do Cónego Melo, em Braga. A cada qual, o ridículo que merece, mesmo o de fiscais da estatuária nacional.

A QUADRATURA DO SEXO

segunda-feira, agosto 12, 2013

CACIFE

Se o Vitória não tem cacife para o FC Porto, é uma pena que Bernard tenha achado que o FC Porto não tinha cacife para ele. No plano profissional, quase nenhum clube europeu forma e projecta como o FC Porto. Ir para o Shakhtar Donetsk, ainda que por vinte e cinco milhões de euros, trezentos mil euros/mês, mansão, tradutor particular e garantia de importação de feijão e arroz, é desaparecer.

Se tivesse vindo para o FC Porto, não precisaria de nada disso. Teria feijão. Teria arroz. Teria meio-mundo de brasileiros à vontade em Portugal e teria projecção mundial garantida.

EM PLENO ARMAGEDÃO POLÍTICO

Certos media, em pleno Armagedão Político [a guerra entre o Infatigável e Belicoso Lixo Socratista e a Tentativa Cívica de Instaurar Salubridade e Verdade Públicas], servem-nos cinzenta prudência amigada com tristonho pessimismo dos que esperam apenas o pior. Mas o que se diz provavelmente contradiz a  provável realidade: «... o único apoio que a economia portuguesa vai ter para que o ritmo da recessão abrande é a significativa contribuição positiva das exportações líquidas.»

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS?!

E o que está disposta a Espanha de Rajoy a fazer nas questões de Olivença, Ceuta e Melilla?! Em que diferem da velha divergência gibraltarina?!

sábado, agosto 10, 2013

OSGA MASCARENHAS

«Este início de Agosto tem sido animado por um artigo que Oscar Mascarenhas escreveu no DN, intitulado “Poiares Maduro e Lomba são tão-somente o fascismo a bater-nos ao de leve à porta”. Muita gente criticou o tom desbragado do texto e questionou se um provedor dos leitores deveria utilizar a sua coluna semanal para se atirar ao Governo. Tendo em conta que este espaço se chama O respeitinho não é bonito, ficar-me-ia mal estar a chatear o Oscar por ter sido indelicado ou por ter extravasado as suas competências. Interessa-me muito mais chateá-lo por o seu texto não ter pés nem cabeça. Como muita gente sabe — e quem não sabe fica agora a saber — eu sou amigo do Pedro Lomba. Mas sendo eu colunista do PÚBLICO e ele o secretário de Estado responsável pelos briefings do Governo, faz parte do meu trabalho criticá-lo. E critico-o: aquilo que à partida poderia ser uma ideia louvável — melhorar a comunicação do Governo e clarificar temas substanciais — tornou-se um pesadelo para todos os envolvidos. Só que, João Miguel Tavares ao contrário daquilo que Oscar sugere no seu texto, a culpa não é da ideia dos briefings em si, por mais infeliz que tenha sido a explicação do on e do off — a culpa é de um governo que colecciona polémicas com a devoção com que um numismata colecciona moedas antigas. E assim, o que originalmente era uma série de encontros com a comunicação social para dar, segundo as palavras oficiais, “informação correcta e explicada” e aumentar a “transparência” do Governo transformou-se rapidamente, com o avolumar dos casos de swaps e das nomeações com inconsistências problemáticas, uma carreira de tiro a secretários de Estado, onde Pedro Lomba, até pelo seu papel recente de colunista e de crítico do Governo, não tem forma de se sair bem. A este ritmo, todas as semanas vai ser possível aos jornais e aos blogues brincarem ao vejam-o-que-ele-diz-e-comparem-com-o-que-ele-dizia — e por isso, mantê-lo no papel de punching bag mediático é uma crueldade imerecida. Se Poiares Maduro é tão inteligente como se diz, já o devia ter percebido. E é porque as coisas são tão evidentemente assim que o tão popular texto de Oscar Mascarenhas não tem os tais pés nem a tal cabeça. O provedor dos leitores do DN escreve um longo artigo para alegadamente defender que os briefings do Governo são um atentado à democracia quando o que eles estão a ser, isso sim, é um atentado à credibilidade de todos os que se sentam àquela mesa de mogno com o símbolo da República. Sim, “estamos a viver tempos perigosos”, mas como Oscar Mascarenhas bem sabe, e com certeza já terá testemunhado, tendo em conta os anos que leva como jornalista, o perigo não está no que é feito debaixo da luz dos holofotes — está no que é feito nas sombras dos escritórios, dos corredores, das lojas, dos cafés da Avenida de Roma e até das redacções. Por isso, ao contrário do que alguns querem fazer parecer, o artigo do Oscar não é uma corajosa defesa da liberdade de imprensa, atitude que teria sido infinitamente mais útil durante a vigência do anterior Governo, que atacou a comunicação social como nenhum outro após o 25 de Abril. É apenas um texto armado com cartuchos de zagalote para enfrentar uma questão do tamanho de um pardalito. Se Oscar acha que estes briefings género hara-kiri são o fascismo a entrar “de esguelha”, receio bem que não consiga pegar o verdadeiro fascismo pelos cornos se algum dia ele vier bufar mesmo à frente do seu nariz.» João Miguel Tavares, in Público, 08 de Agosto, 2013

O QUE ESTOU A LER

Na verdade, uma releitura, Arte de Furtar, do Padre Manuel da Costa, uma obra suculenta de 1652: «ElRey Dom Sebastiaõ começou a applicar algum cuidado nesta parte mandando á Universidade de Coimbra, que escolhessem de todos os Gerais os estudantes mais habeis, e nobres; e que os applicassem á Medicina com promessas de grandes acrescentamentos. Por mais fácil tiveram mandar á China dous pares delles com as mesmas promessas para estudarem a Medicina, com que todo aquele vastissimo imperio se cura; que sem controversia he o melhor do mundo, porque sabe qualquer Medico pelas regras da sua arte, em tomando o pulso a hum doente, tudo o que teve, e ha de ter por horas, sem lhe errar nenhum accidente;»

ANÕES DA POLÍTICA

No grande vórtice de questões mal resolvidas, poderes fáticos e matérias escondidas, que é o Partido Socialista, Seguro não manda nada. É mandado. É pau-mandado. A chantagem interna sobre o semi-líder Seguro deve ser um horror, um Buraco Negro repleto de negruras e diabruras. Por falar em baixa política, se Seguro considera o facto de Joaquim Pais Jorge ter estado ao serviço da Banca Externa no papel de aliciador do Estado Português como impeditivo para ser Secretário de Estado, deveria considerar igualmente intolerável ter entre os seus conselheiros, Óscar Gaspar ou Vítor Escária, gente que olhava a contratação de swap para esconder dívida pública como qualquer coisa de fantástico, conforme consta dos documentos conhecidos. Em que ficámos, TóZé?! E, sim, qual a falta de pressa?! Seguro é uma alma boa, limitada, no meio de lobos e raposas, a começar pelo Padrinho Soares e a terminar nalgum pessoal infrequentável que ainda tem na bancada parlamentar.

quinta-feira, agosto 08, 2013

2005-2011, MIL E UM PAIS JORGE

Deve haver mil e um Joaquim Pais Jorge mediante os quais os Governos Sócrates ultra-swapizaram as contas do Estado Português, das empresas públicas a outros itens. Antes, muito antes, de Joaquim Pais Jorge ter sido atirado para a ventoinha do Governo Passos Coelho II, fora de extrema utilidade à governação Sócrates ao ter negociado, pela Estradas de Portugal, penduricalho socratista [É preciso que se faça obra, obra, obra!], uma série de contratos de concessão. Foi durante o Governo de Sócrates que, após 19 anos no Citibank, Joaquim se firma no sector público, precisamente na Estradas de Portugal, com responsabilidade do departamento económico e financeiro da direcção de concessões; membro das comissões de negociação dos contratos das concessões Interior Norte, Beira Interior, Algarve, Norte Litoral, Douro Litoral e Litoral Centro, em matérias hoje atravessadas na nossa garganta como o conto do vigário por excelência na mobilidade e na gratuidade. Depois de ter sido de extrema utilidade às governação despesistas e ultra-swapistas, ultra-pppistas do Engenheiro Sócrates, com a Ministra Albuquerque e o dedo que colocou na ferida ultra-swaposa dos Governos Socratistas, chegara a altura de transformar a utilidade passada de Joaquim Pais Jorge em utilidade presente, usando a sua atividade no Citibank como arma de arremesso para reduzir a cacos a tentativa em decurso de resolver os problemas que a magnifica governação socratesca criou ao País. Brilhante. Maquiavélico. Isto só poderia ser engendrado pela Máquina de Conspirar e Rasteirar chamada Spin Socratista. Eles têm os currículos. Eles têm os papéis. Eles têm a informação. Plantam-na. Fabricam-na. Criam factóides ardilosos. Algum pacto devem ter com a SIC para que surja como mera extensão e amplificador de um tipo de conteúdos manhoso. Tudo para que a grande manobra de diversão, para longe do cerne criminoso e ruinoso daqueles anos onde tudo foi possível, funcione. E vai funcionando até se tornar demasiado óbvio o que é que se anda a esconder desesperadamente de tão grave nos consulados compreendidos nos anos 2005-2011. Deve ser escabroso. Em vez de assaltar um Banco, que tal assaltar um Estado?! Em cada swap, quantas comissões de negócio?! Em cada PPP, quantos prémios e comissões a agasalhar os subscritores?!

quarta-feira, agosto 07, 2013

PORQUE ERAM PERITOS EM FALSIFICAR

«A ser verdade o que é relatado pela imprensa, que instituições bancárias abordaram o anterior governo para vender produtos financeiros que, alegadamente, permitiriam adulterar ou falsificar as contas do Estado português, questiona-se como é que o governo de então não denunciou tais práticas ao Ministério Público e ao Banco de Portugal, como entidade supervisora do sistema financeiro.» Marco António Costa

À PROCURA DA CLOACA PERDIDA

Considero um alívio a auto-evacuação de Joaquim Pais Jorge do Governo Passos II [um começo brilhante!], para mim a melhor notícia desde a prestação calamitosa no célebre briefing do secretário de Estado Lomba, adjunto do adjunto Maduro. Ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim disse nada ter a ver com os swap do Citigroup, sendo ao tempo, em 2005, um seu alto quadro em Portugal. Ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim disse que não tinha responsabilidades diretas na venda de produtos derivados mascaradores da dívida nacional, de dívidas nacionais em geral. Esquisito e talvez fácil de desmentir, ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista. Joaquim disse mais: que não se recordava de ter participado nas reuniões de promoção e venda desse artigo em reuniões com assessores em São Bento, quando São Bento era habitado pelo prodígio de carácter, visão e boa governança, Sócrates. Joaquim Pais Jorge nem sequer deveria ter sido convidado para este cargo, mas com a estratégia não recriminatória do socratismo com que Passos se atirou à governação, era de esperar que até um espirro mal dado servisse à Máquina de Spin Socratista no sentido de descredibilizar e somar fragilizações ao Governo, mesmo a esta segunda versão supostamente robusta. Mas pronto, ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim acaba de se auto-excretar. Ponto final. O resto, o resto das inconsistências problemáticas deste Joaquim já todos sabemos. Mas sabemos sobretudo o papel cínico da verdade nisto tudo e de quem a fornece. Ora o fornecimento da verdade pode ser um negócio, um negócio cínico, repito, um negócio sujo e de puro entretenimento, quando envolve Ex-Membros-dos-Governos-Anteriores contra um Governo em Funções amplamente combatido, apertado pela Troyka e sob um escrutínio público inaudito. O papel dos primeiros, os Ex-Membros-dos-Governos-Anteriores, já todos o sabem por mais que o não queiram saber, com todas as boas intenções infernais, foi delapidar Portugal ao longo de anos, culminando nisto que se prepara e é trágico, os cortes nas pensões e reformas. O enfoque mediático e cívico deveria estar todo nisto. O enfoque cívico está nas praias. E o mediático está, pelo contrário, a incidir nas mentiras de figuras menores, nos currículos merdosos de secretários de Estado como o deste saltador com vara, Joaquim, uma vítima da falta de blindagem e contra-spin. O enfoque deveria estar na criminalização dos que autorizaram PPP pelas décadas, PPP ruinosas para o Estado Português e para os contribuintes. Quem as autorizou fundamentalmente? Os Governos Sócrates. O enfoque deveria estar em quem estimulou e caucionou mais de duas centenas de swap, coisa igualmente impensável, temerária e pesada para contribuintes e Estado. Quem as estimulou, autorizou e assinou [não interessa agora a mão concreta de Carlos Costa Swapinante]? Os Governos Sócrates. O enfoque deveria estar em quem controlava o IGCP nas vascas do Pedido de Resgate do Estado Português e no putativo lucro de alguns amigalhaços com as taxas de juro obscenamente brutais que então pontificavam; o enfoque deveria estar colocado no verdadeiro motivo por que esse pedido de resgate foi retardado. Quem controlava o IGCP em 2011? O Caimão. Entre colocar o enfoque nesta grosseria monstruosa feita aos Portugueses, paga pelos Portugueses, altamente Tóxica, fonte de Dívida, Emaranhado de Tretas, garante de Empobrecimento Colectivo, da necessidade de um Cumprimento Doloroso, ou colocar o enfoque nos currículos inconsistentes e problemáticos que Passos Coelho contrata ingenuamente para o seu Governo, os media, entidades bem mandadas e que trabalham com certas cenouras secretas e silenciosas à frente, colocam o enfoque na ponta do icebergue, um secretário de Estado por ventura mal-amanhado, porventura de trajecto comprometedor, que nem sequer sabe mentir, arredondar a verdade, como Sócrates, que era perfeito nisso, ou como a sua prole que o tornaram perfeito a ele e ainda aí estão, no trabalho de sapa de mentir com a verdade. Só num País em forma de cu tal acontece.

sábado, agosto 03, 2013

SWAPÍSSIMO PINA

SWAPÍSSIMO PINA
Uma certeza, na questão pestilenta dos pestíferos contratos swap, é que os nomes governativos que são postos a arder pela aflição swapista socratista-socialista suscitarão outros nomes de ex-incumbentes socialistas-socratistas e sobretudo a luminosa evidência de que não será na medida em que se denigre o adversário, o actual incumbente, o opositor político, no falso lado de lá da trincheira única dos interesses e da avidez do dinheiro, que se escapará aos factos sobre a autoria e assinatura desses contratos. Nem mesmo perante a grossa omissão subjacente às campanhas e cavalgadas parciais contra Albuquerque que se têm testemunhado.
Só não percebo é por que motivo o Expresso não faz desta notícia a manchete que merece. Vai alta a pira por demissões. A pira das responsabilizações objectivas de quem assinou nem sequer se acende. Porquê? Porque os media são venais, selectivos, desonestos, basta meia-hora de alinhamento informativo da SICN para percebê-lo, com a excepção honrosa e honrada de José Gomes Ferreira. Porque não há Justiça que acorra a tanta obscenidade corrupta passada e porque a consciência cívica está de férias em Portugal umas vezes 365 outras 366 dias por ano.

sexta-feira, agosto 02, 2013

UNS E OUTROS

Por que motivo os espanhóis ainda não tinham pensado nisto?! A proposta do FMI parece uma TSU à espanhola: «A entidade liderada por Christine Lagarde apela a que seja feito um grande pacto entre sindicatos e empresários, em que os primeiros aceitem que os trabalhadores reduzam os seus salários em 10% e os últimos se comprometam a aproveitar a poupança obtida para baixar preços e criar emprego.» Público

A FOGUEIRA EM QUE ARDEM SOCRATESIANOS

O Caimão
A fogueira dos swap há-de queimar e queimar responsáveis e ex-responsáveis, titulares e ex-titulares, um a um. No fim, ninguém sairá ileso: «As imputações ao ex-presidente do IGCP Alberto Soares da atual ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, [...] 30-7-2013, na comissão parlamentar de inquérito sobre os swaps nas empresas públicas são gravíssimas e não podem passar sem o competente procedimento judicial. [...] O pior, todavia, o pior, em minha opinião, está nos negócios de venda de dívida pública portuguesa fora de mercado a investidores institucionais e a particulares e as outras operações nos mercados monetários. São esses negócios que têm de ser investigados prioritariamente, no IGCP e no Governo socialista, em paralelo com os swaps mais ou menos especulativos - que ontem, a nova ministra das Finanças, alegou na comissão de inquérito que não resultaram em três mil milhões de euros de prejuízo para o erário público, mas um lucro tangencial!... ainda que eventualmente os juros de dívida pública com esses bancos, para cobrir a sua criação pelos socialistas, de 2005 a 2011, e a espetativa do atual Governo, tenham sido renegociados para cima... - e o referido caso dos cartões rosa (a propósito como está o inquérito no DIAP?!...). Convém que Maria Luís, que está sob fogo cerrado do Partido Socialista socratino, revele ao povo o que sabe sobre estes negócios para expor a responsabilidade que o povo ainda desconhece.» ABC

DA MESTIÇAGEM DO BLOCO CENTRAL

«Numa versão exata mas simplificada, o PS é responsável por ter negociado os swaps e o PSD é responsável por não os ter renegociado, ou não os ter renegociado a tempo. É aqui que entram as «verdades» da Drª Maria Luís Albuquerque; ela diz aos socialistas o seguinte: «se me perdoarem por não ter renegociado os swaps, perdoo-vos por os terem negociado». As suas palavras parecem significar agressão ao PS mas são na realidade uma proposta de acordo. O modo como tratou o Dr Costa Pina, o seu antecessor na Secretaria de Estado das Finanças, é revelador: atacou-lhe a seletividade da memória mas sublinhou que nunca lhe revogou o despacho sobre os swaps, assim o branqueando quando parecia atacá-lo. Por isso, o silêncio do PS na comissão de inquérito e do Dr. Pina fora dela cheiram a rapozinhos, como dizia António José da Silva, o Judeu. Todos temos presente que o Dr. Passos Coelho levou para o seu governo vários gestores públicos que negociaram os swaps durante o governo do Engº José Sócrates. Deste ponto de vista, é profunda a mestiçagem no Bloco Central de interesses.» O Economista Português

RESISTÊNCIA

Nas intenções de voto, socialistas e sociais-democratas sobem 4%,
mantendo a diferença da sondagem anterior (3%). Os outros partidos descem, com o CDS a ficar nos 3%. Paulo Portas penalizado na sua popularidade. DN

DIREITOS E REALIDADE

«... a legislação portuguesa tem vindo a consagrar, de há muito, uma panóplia de férreas regras económicas proteccionistas do trabalhador, desde logo o utópico «direito ao trabalho», como se este não fosse gerado no mercado, mas na Assembleia da República ou nas Centrais Sindicais. Os resultados de tais políticas foram, como está hoje bem à vista de todos, precisamente os inversos dos pretendidos.» rui. a

quinta-feira, agosto 01, 2013

RETROACTIVIDADE E CASTIGO SÓ PARA ALGUNS

A irrespirabilidade do momento político português faz-se não só dos custos dos swap socratistas, mas do fedor exalado pelos swap de carácter. Primeiro, a informação de que o actual secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, em 2005, enquanto responsável do Citigroup, tentou vender ao Governo de José Sócrates contratos swap que permitiriam fazer descer o rácio da dívida pública sobre o PIB, colocando os valores fora do balanço, sem que fossem contabilizados pelo Eurostat. Depois o BE e o PCP a pedir, como é costume, demissões. Deve esse Joaquim sair pelo acto vendedor falhado de 2005? Se calhar até deve. Nada mais negro que vender, tentar vender e comprar swap, percebe-se agora. Mas então, caso Joaquim Pais Jorge saia por ter tentado vender swap sem ter conseguido, por que não conduzir Sócrates ao banco dos réus por ter caucionado e promovido contratos desse teor para fazer exactamente o mesmo tipo de habilidade nas empresas públicas?! Não sei por que motivo andam os blogues canhestros do socratismo a tirar sarro e a rir-se à conta desta matéria, quando, de um lado, temos um secretário de Estado em exercício que tentou vender swap a um Primeiro-Ministro em nome do Citigroup, e não conseguiu; do outro temos a malta aflita do socratismo que fez ou mandou fazer, caucionou, promoveu, se responsabilizou, por mais de duzentos swap, quantos deles exóticos. Fez mesmo. Conseguiu mesmo. Parabéns! Portanto, se uns têm de se demitir, que os outros respondam em tribunal.

DOS COMPARADORES DE PÉNIS

O exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade. Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?! Bom, primeiro suportar o dr. Soares, o dr. Alegre, toda a fauna de pançudos da política e do comentário político monocular, primeiro enfrentar os fogachos de rua, as maiorias minúsculas de Esquerda, o paleio da legitimidade da Esquerda. E depois perder eleições. E depois dar a vez a quem danou o País em primeiro lugar para que possa segregar, sem mudar nada, novas bancarrotas. Não faz sentido. Se houve, e pelos vistos para a Troyka houve, consolidação orçamental nestes dois anos, se houve um trabalho pelo equilíbrio das contas públicas, ele não pode parar agora. O meu desemprego tem de ter valido a pena. A fome e as carências que suportámos e ainda suportaremos têm de fazer sentido. Àqueles que chamam a essa ousadia austeritária do Governo Passos Coelho de extremismo, chame-se-lhe interesse nacional, minimização de danos, concentração temporal do esforço de saneamento das contas públicas, segundo o roteiro que as instituições internacionais negociaram para nós e connosco. Havia que corrigir uma trajectória de década e meia de incúria, eleitoralismo e covardia reformista: a austeridade também é uma pedagogia sobre indivíduos, empresas, comunidades, sociedades: se o que queremos é que o emprego se multiplique e que as empresas ganhem folga e fundos próprios, temos de olhar com confiança para a perda aparente de 300 milhões de euros por ano de receitas com a mudança gradativa que se prepara no IRC. É extremamente desonesto e redutor, coisa em que a CGTP está só, dizer-se que o efeito na economia e no bem-estar das pessoas é que tal reforma extorquirá aos mais pobres para dar aos mais ricos. Ora uma reforma bem feita terá de vincular os donos e gestores das maiores empresas à socialização dos benefícios e incluir no processo de redução desse IRC também as pequenas e médias empresas, cuja boa saúde financeira será a boa saúde financeira dos que nelas trabalham por nelas terem trabalho. É preciso acreditar, sim, trata-se, por uma vez de acreditar, que é a isso que a sensibilidade social em António Pires de Lima procederá e não a uma oferta lobista dada de bandeja em benefício dos mesmos de sempre que ele bem conhece por com eles tratar. Passaram dois anos. Dois anos a tentar higienizar e robustecer as grandes empresas, os Bancos, a fim de que o investimento, gradualmente, fosse possível. Não há retoma sem paciência e sem prudência. Se um IRC mais baixo representa empresas mais lucrativas, com mais dividendos para distribuir, com um mais sólido saneamento de dívidas e falta de liquidez, nada mais amigo de todas as possibilidades de essa margem permitir a criação de emprego e até a invenção de emprego, fenómeno que se generaliza. Se não tem havido dinheiro suficiente para investir é por termos tido Bancos com problemas complexos e riscos não negligenciáveis, conforme os recentes resultados negativos documentam. Nada funciona com uma Banca em crise ou em descrédito. Robustecê-la foi o primeiro patamar para uma economia que funcione por si mesma, sem depender dos estímulos directos e tantas vezes esconsos do Estado, logo, dos contribuintes, eternos sacrificados de todos os peditórios para os já ricos, os já prósperos, já bem sucedidos no bolso e na vida. Não é pelos consumidores que se começa, creio eu. Começa-se pela boa saúde dos Bancos ou não nos basta o exemplo de Chipre, nesse ponto?! Acredito que à baixa progressiva do IRC se poderá coordenar com o abaixamento igualmente gradual do IVA e do IRS, neste a começar pela franja mais débil e vulnerável da sociedade portuguesa. Para que tudo faça sentido e se perceba por que raio a CGTP está sempre do contra, por que motivo os três partidos de Governo não podem convergir no que fundamentalmente realmente interessa e mandar finalmente às malvas as suas questiúnculas imaturas de comparadores de pénis em frente ao espelho.

SERÁ?!

«As operações realizadas com “swaps” pelo Santander são perfeitamente legais, não são tóxicas. São operações de taxa de juro e não são baseadas em índices de propriedade ou qualquer outro índice.» Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander Totta

UM PAPA QUE SEDUZ E ARRASTA