quarta-feira, agosto 12, 2015

MEGAMÂNFIO E O NOSSO VOTO ÉTICO

Enquanto o País Político parece acalmar-se, passada a espuma das polémicas de polichinelo, o velho mafioso MegaMânfio parece não ter paz, mostra não ter paz, agita-se como um adolescente que ronda a casa onde se interna moça apetecida. Zela, mais cioso que um corno ciumento, pelo silêncio de Salgalhado, pelo silêncio do Histérico 44, incitando este a resistir aos factos, a ser insolente com os magistrados, a continuar mal-educado, aguardando que o Systema Maligno, que controla Portugal desde o 25 de Abril, o possa libertar e matar as investigações, como foi regra de ouro milhares de outras vezes de há quarenta e um anos para cá.

Portanto, Mânfio, esta gente, zelosa e ciosa não do nosso bem, mas dos interesses que toda a vida tachista apascentou, odeia a independência da Justiça e o que mais quer é que toda esta imundície desenterrada por ela-Justiça nos últimos tempos, como nunca se viu! — verdadeiro crime organizado no seio do Estado e que de há décadas, décadas de rebaldaria pseudoDemocrática e roubo à fartazana, sufoca o País —, se desmorone e volte ao nada, ao zero, oculta, como é timbre sob ‪#‎GovernosPS‬.

Ironicamente, o reforço dos esforços nacionais por mais e mais Justiça vem do ‪#‎Brasil‬ que também se debate contra o mesmo tipo de lastro corrupto ao mais alto nível: o facto de a Procuradoria da República em Brasília — e os Juízes que por lá agem contra qualquer sujidade — possuirem informação bem detalhada sobre irregularidades gravíssimas relativas a Lula, Dilma, Dirceu e aos cúmplices de empresas como ‪#‎Petrobras‬, ‪#‎CamargoCorrea‬, ‪#‎Odebrecht‬, e outras, com vínculos a Portugal, promete agitar ainda mais as águias nacionais.

Já não será mais possível, por exemplo, esconder o negócio PT/VIVO/OI que significou verdadeira engenharia de luvas e arrola nomes como os de Salgalhado, SóCrash, Vara, Lula, Dirceu, pois permitiu distribuir luvas e comissões no valor de mais de 300 milhões de euros. Razões, pois, mais que suficientes para se pensar muito bem no valor ético do nosso voto, a 4 de Outubro.

Não, isto não é tudo a mesma coisa. Pelos frutos, pelos efeitos e consequências sobre nós, vemos bem onde reside o Ápice da Malignidade no Regime. O grande problema será não querer ver, lavar as mãos, permitir que o Mal regresse e o Passado se fortaleça contra nós. Abstenção?! Jamais!

terça-feira, agosto 11, 2015

PUZZLE FÁCIL

Puzzle completo. Razões práticas, pragmáticas, prosaicas, por que ‪SóCrash‬ não aceitou a perneira electrónica e um pouco mais de liberdade domiciliária? As razões do costume sob o biombo da treta do costume. Desembolsando 670 mil pelo apartamento e perto de cinco mil pela arrecadação, o paquistanês ‪‎Makhdoom Ali Khan‬, candidato a um visto Gold, comprou a casa do antigo primeiro-ministro no edifício Heron Castilho, na Rua Braancamp, em Lisboa, no passado dia 6 de Agosto, dia da escritura que contou com João Araújo como representante, depois de pressurosa e amigamente ‪‎Manuel Salgado‬, vereador do urbanismo da Câmara de Lisboa, ter assinado o convenientíssimo despacho através do qual abdica do direito de preferência que a autarquia tinha sobre o edifício. ‪‎José Sócrates‬ comprara este apartamento em 1998 por 235 mil euros e pôde, por alguns anos de êxtase e glória vã, passear profusamente uma ilusão de Poder Absoluto, Impunidade Reluzente, Grandiosidade Anã e Carisma Psicótico — ilusão devidamente atufada de rosas aos quilos. Agora já tem alguma liquidez para pelo menos pagar aos Advogados... e "reembolsar" ‪‎Carlos Santos Silva‬ em infinitamente menos que a cova de um dente de leite.

segunda-feira, agosto 10, 2015

VOU!

Desde Outubro de 2012 ao dia presente, pastei mal e mal apascentei uma vida digna, tendo-me ela, a vida, feito confluir a crise pessoal de rendimento com a crise nacional de insolvência e desequilíbrio macroeconómico, entretanto vencida ou numa clara trajectória de superação. Crato cortou nos custos, emagreceu o Ministério da Educação pelo lado mais tenro — o pessoal docente periférico e descartável —, e eu sofri as naturais consequências como, julga-se, outros trinta mil. É muita gente de uma vez chutada pela biqueira de aço da Troyka e do Equilíbrio-Orçamental-a-quanto-obrigas, Maria de Lurdes Rodrigues por outros meios. Tudo bem. Fiquei sem rede. Estava sem rede. Continuo sem rede. Tenho concorrido anualmente e conservo um fiozinho de esperança em, finalmente, ter escola. É uma réstia de nada para 2015-2016. Se, pelo terceiro ano consecutivo, não tiver escola, não obtiver um horário anual, conforme me sucedia até 2012, vou! Vou para fora. Saio de Portugal. Viro costas. Reinicio. E seja o que Deus quiser. Destino já o tenho. E já decidi.

De 2012 até ao presente, contam-se pelos dedos de uma mão as vezes que me vi obrigado a solicitar dinheiro a conhecidos e a amigos: uns 5€ ou 10€, em situações-limite. Constato que, em cinco dedos, só dois foram capazes desse tipo de generosidade metálica pontual. Um mais, outro menos, mas capazes. Os outros três, não. De todo. Se tudo correr bem, tenciono reembolsar desses trocos quer os amigos e conhecidos que me valeram e me não faltaram pontualmente, quer aqueles que não foram capazes, antes se afastaram de mim, após tantas vezes entabularem conversa comigo em chat, numa iniciativa unilateral e recorrente que sempre soube acolher. Pedir dinheiro humilha. Recusar dar avilta e vulgariza o avaro porque tudo passa, todos morremos: encher o coração de Amor e generosidade é imensamente mais desafiante e gratificante que encher os cofres de ouro, conforme no pós-morte se verá.

Passaram quase três anos. Fiz escolhas. Aguardei melhores dias. Intervim publicamente com o meu máximo satyrico, contundente e criativo, atento aos factos, lendo a realidade nacional. Enganei-me na minha crença pura em Luís Filipe Menezes. Sondei uma hipótese brasileira de vida. Adiada. Tive sempre esperança no meu País. Confiei no núcleo macroeconómico, cerne das políticas da Coligação PSD-CDS-PP; tal como entre 2005 a 2011, continuei a sentir-me tapado, boicotado, tolhido pelo poder dos empregadores de clientelas do Regime com força bloqueadora sobre os que escrevem de mais e lutam de mais contra tal poder pardo no Regime. Combati o sarro corrupto e mentiroso dos velhos rendeiros, dos velhos chupistas, portugueses à parte, na sua casta excepcional e intocável, os proenças, os salgalhados, os sócrates, os soares, o diabo que os carregue; bati-me contra as ideologias-fóssil da miséria, das venezuelas sem cerveja nem papel higiénico, dos syrizas dos multibancos raccionados, da fome e do esmagamento económico por inércia e inacção deliberadas à maneira varoufakisiana, combati o Acordo Mortográfico, Merdográfico. Mas já não suporto mais a minha situação de desemprego, as dificuldades pessoais e familiares de liquidez, a penhora perpétua que o BES inventou para a minha vida, nem suporto sobretudo o ostracismo-exclusão-morte social que representa para mim, como para milhões de outros seres humanos, uma tal situação prolongada. De 1995 a 2012 ensinei — tal como de 1985 a 2005 catequizei —, pensei, escrevi, inseminei paixão por Portugal, pela Cultura e Literatura Portuguesas, lutei pela Fé, pelo Cristianismo Constitutivo da Alma Nacional, hoje Insipidez Cultural e Miséria Identitária, Sordidez Mediática.

Cá, não me chovem convites para nada nem coisa nenhuma, a não ser petas, burlas, charlas, escravidões, submissões. Cá, não me abordam para oportunidades pequenas, médias ou grandes. Cá, não há absolutamente merda nenhuma para mim, estou a ver. O quê?! Deveria procurar mais?! E como é que só de fora do País me chega uma, válida, em três anos?! Pois para mim chega. Chega disto. O Beco Nacional faz-me mal.

Vou!
Se tiver mesmo de ir, vou! 

OS ANIMAIS DO ANIMAL

Onde está o Crime? Os animais do Animal dizem que crime é que o Ministério Público, sob a direcção de Joana Marques Vidal, supostamente divulgue informação sigilosa com a cumplicidade de jornalistas e meios de comunicação social que putativamente lucram com essa actividade. No Brasil, por exemplo e pelo contrário, tudo se divulga, todos os factos atinentes aos processos, como por exemplo a Operação Lava Jato que se intercecciona intimamente com a Operação Marquês. Já os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais imputados ao Animal passam ao lado e faz-se de conta que não são o busílis. Que ao Animal se imputem os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais isso é actividade difamatória e caluniosa a par de determinadas informações reveladas que visam influenciar politicamente a opinião pública. Os animais do Animal seguem raivosos e não seguros.

Os animais do Animal andam aflitos, dizem-se vítimas da Justiça em ano eleitoral, em pré-campanha e a poucos meses de eleições legislativas por intermédio do Correio da Manhã e da Sábado, que os vitima, e do que por lá se ventila e divulga. Para eles, o problema é a procuradora-geral da República que não lida com o assunto como lidavam Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Sim, animais do Animal, só no final do processo é que se saberá quantas das informações reveladas na imprensa estavam mesmo na posse da Justiça, ainda que se saiba perfeitamente pelas peças processuais tornadas públicas que o que foi aparecendo pode perfeitamente constar textualmente das teses da acusação, mas isto faz todo o sentido, tendo em conta a gravidade dos actos imputados ao ex-PM, animais do Animal. O Estado de Direito em Portugal ressurge das cinzas porque não há nem pode haver abébias no lidar com o Animal dos animais, ó animais. A verdade dói, mas é a verdade: a decência e da Constituição, o fim da impunidade, a caça sem quartel a políticos corruptos, ultramanhosos e daninhos a milhões de portugueses, ex-governantes socialistas delinquentes inveterados criminalizados, a oligarquia mafiosa que medrou maligna sobretudo entre 2005 e 2011, mas que vem de antes, muito antes, a exemplaridade da Justiça para com o cidadão Sócrates, multisujo, o qual acumulava com ser ex-secretário-geral do PS e ex-primeiro-ministro: o Regime regenera-se e limpa-se de caudilhos negros e negras bestas, menos de Soares, cuja verdade toda que nos devorou presente e futuro talvez só transborde vergonhosamente após o seu passamento.

Sócrates foi o ápice da degradação do Regime e conforme sucede com José Dirceu no Brasil, é  cada vez mais plausível que Sócrates não queira cair sozinho. Sem fontes de rendimento legítimo, recusou a perneira electrónica porque jamais teria liquidez para fazer face às suas despesas desproporcionadas. Mesmo preso, perturbou, insultou, aviltou,  a Justiça em qualquer oportunidade que os Media lhe outorgaram para evacuar a fúria. Mais que risco de perturbação de inquérito, o que o País tem são provas de crassa perturbação do processo deste arguido: sabe-se que a qualquer momento outros ex-governantes socialistas, outros Varas e outros Sócrates, poderão vir a ser constituídos arguidos dada a quantidade de suspeitas de corrupção que parecem tanger inúmeros actos governativos dos Governos Sócrates.

O dinheiro de Sócrates à guarda de Santos Silva denuncia o político sem escrúpulos e o cidadão sem amor nem respeito pelos portugueses, comportamento que, uma vez investigados e denunciados, purificam a democracia e refazem a coesão da comunidade: o Estado de Direito afinal tão maltratado, trucidado e espezinhado pelo PS de Sócrates, o de Seguro, o de Costa, está em processo de revigoramento: ninguém se atravessa em defesa de um Louco Absolutista, que cilindrou o pluralismo e a liberdade das mais diversas instâncias e forças vivas nacionais. Ningué. Nem partidos, nem tribunais, nem magistrados, nem organizações cívicas, nem órgãos da imprensa, nem académicos, consideram valer a pena interceder por tamanha inclinação criminosa. Menos ainda um povo civicamente esmagado pelas consequências da pré-bancarrota, atrofiado pelos dictat mediáticos que o poder do dinheiro, com Salgalhado, determinava em agenda, enfoques e tópicos. Pela primeira vez, em quarenta e um anos, o Regime respira Justiça, a impunidade freme, treme, cessa. Mas há, ainda, uma montanha de trabalhos por completar, por muito que os animais do Animal estrebuchem e argumentem com os pés pelas mãos.

A TRAGÉDIA PORTUGUESA

Eu, joshua, tenciono regressar ao local da bloga.
Já só me falta um computador novo.
A Tragédia Portuguesa soma e segue: tragédia de não haver filas para o multibanco, 
tragédia de um desemprego nos 11,9% e a cair, 
tragédia dos cartazes intrujões do #PS a gerar confiança como uma vacaria e uma pocilga geram metano, 
tragédia de um Estado que se financia a juros baixos, 
tragédia de um Tesouro com os Cofres Cheios para pagar a Montanha de Merdas que o Sócrates assinou e comissionou, 
tragédia porque sim, 
o horror obrigatório, 
a calamidade decretada pelo Largo do Rato, 
o caos imperativo das Esquerdas no Facebook, 
a recessão nas cabeças peregrinas dos alegres, 
dos almeidas, 
dos galambas, 
dos soares, 
das manelas,
dos carlos gays que vão aldrabar com eloquência à RTP2,
dos pachecos, dos capuchos, 
dos jerónimos, 
dos pivots das TV por cabo, 
da crica mortágua, 
da crica catarina, 
da crica de Belém, 
do Toucinho Costa, 
do Costa Charro, 
do verme de Évora, 
dos berloques, dos Livres, 
dos barrosos, 
dos sousa tavares e dos velhos, 
dos idiotas, 
dos arranjistas, 
dos impotentes, 
dos celerados, 
dos vendidos, 
dos imbecis, 
dos párias, 
dos ascetas, 
e de todos os Nóvoas que houver por aí!!!!!!!!!