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quarta-feira, outubro 22, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME I


[As Aventuras do Santa Alcoveta]

SóCrash, o Santa Alcoveta, convoca à Bramcamp o seu protegido Costa para fazer o ponto de situação da situação do silêncio e percurso do Costa enquanto seu Gajo. Ei-los juntos, finalmente, juntos, na grande sala repleta de perfumadas rosas vermelhas. Uma coisa aborrece sobremaneira SóCrash. Não, não é a rejeição do PEC IV. Foi aquilo que o Ministro António Pires de Lima ousou dizer no passado dia 14 à Comissão Parlamentar de Economia. Costa é o primeiro a tomar a palavra:

— Olha, pá, SóCrash, a chuva já passou, as sondagens que nós encomendamos dizem o que queremos... 
 — Gajo, podes continuar calado, mas bem que me poderias defender publicamente do que o pulha do Pires me está a assacar? 
— O quê, Santa Puta? Sabes que há coisas que é melhor eu nem comentar. 
— Gajo Costa, o Pires disse que os problemas actuais da PT foram causados no passado por mim, pá, que tudo começou com os meus Governos e acabou com os meus Governos, pá... 

segunda-feira, outubro 20, 2014

COSTA OU OS DIAS DA TUMEFACÇÃO

Mais algumas semanas e os resultados das sondagens e pequenas medições de popularidade ditarão ainda o estado de graça de Costa, o gajo do SóCrash e de Don Mariolone Soares. Costa não passa de um peixe-balão a gozar os últimos momentos de tumefacção messiânica, popularidade e efeito surpresa. Neste momento e por algum tempo ainda.

Tirando o caso de se tratarem de sondagens a soldo e à medida do freguês, coisa a que os anos SóCrash nos habituaram, se forem fidedignos, estes resultados atestam a enorme vocação e pendor imbecil das massas aleatoriamente chamadas a expender opinião e a fazer corpo nas estatísticas. Só por crassa falta de memória e de massa crítica, o PS poderia alcançar a sua segunda maioria absoluta, neste século. Impensável. Mas a partir daqui será sempre a descer porque a realidade dura e exigente das contas públicas e os constrangimentos da moeda única e da consolidação em Portugal farão o seu caminho, esmagando Costa e o PS com as alternativas que na verdade não têm. O Partido-Máfia tem o seu próprio lastro e os seus muros intransponíveis.

Não será possível ao Peixe-Balão Costa manter o inchaço impante e a popularidade por inerência, perante um Governo quanto mais responsável mais impopular e mais impopular também porque a agenda dos Media Televisivos da Capital segue caminhos que o financiamento por recursos misteriosos em paraísos fiscais poderiam explicar, a ganância dos interesses na sombra poderia explicar, mas não a honestidade intelectual nem a isenção jornalística, basta ver e ouvir as torpezas de Constança Cunha e Sá ou os torpedos parciais de Ana Lourenço para perceber o alinhamento editorial das estações.

O efeito Costa pode ser este, superficialmente popular, e essa popularidade grandemente devedora do seu silêncio, mas poderá revelar-se terrível e penoso quando o Pluvioso Alcaide voltar a falar e porventura converter-se em Governo para fazer nada mais que o que está a ser feito. Recordemos que, na semana passada, a crise política grega levou este País de regresso às complicações de 2010, com os juros a pagar pelos empréstimos pedidos a dispararem para 9%. Costa, os socialistas e a Extrema-Esquerda, querem enfrentar a dívida e o défice não pelo cumprimento de metas duras impostas de fora e negociadas com a relatividade absolutista do credor, mas pelo alívio unilateral dos processos de cumprimento. Só que a via sancionada pela chancelerina Merkel contra a derrapagem dos défices dos diversos países do Euro não poderia ser mais implacável: o alívio virá pelo cumprimento e não pela descompressão e abrandamento da consolidação.

Espera-se, pois, que os ventos de guerra amainem e que o abrandamento económico dê lugar à vitalidade das bolsas europeias. Do que precisamos é de líderes duros de rins, capazes de resistir à facilidade e dispostos a cumprir na íntegra as metas dos défices. O que hoje possa parecer intoleravelmente exigente converter-se-á progressivamente na rocha sólida a basear a nossa riqueza e semelhança com os países de ponta da União.

domingo, junho 08, 2014

NEM COSTA TRAVESTIDO DE GUEIXA



Há uma euforia pubescente em torno de Costa que me parece manifestamente exagerada porque com laivos messiânicos e fascizantes: os líderes predestinados e providenciais são uma fase primitiva e ultrapassada da experiência europeia do Poder em diálogo de sedução e conquista com as Massas. Tal como me parece um perfeito exagero a apreciação negativa e pessimista dos resultados averbados pela Coligação PSD-CDS-PP, nas últimas Europeias. Aí, ninguém ganhou. Ninguém perdeu. Ninguém se afirmou. Ganhou a abstenção massiva, brutal. Por isso mesmo, os resultados da coligação são intransponíveis para um cenário de legislativas, muito mais a doer e muito mais frio. 

A sorte da liderança governamental Passos-Portas não se joga na disputa menor entre a impreparação de Seguro e o voluntarismo retórico de Costa. Joga-se, sim, e toda, na questão do crescimento do PIB, na queda do desemprego e no controlo consolidado do défice. O sucesso nestas frentes, aliás prestes a ser constatado no balanço do segundo trimestre e seguintes, equivale a um regresso do eleitorado arredio em refregas eleitorais menores, um eleitorado amorfo, mal informado, que não vota por sistema ou que vota por puro clubismo acrítico e ritual. E votará para exorcizar o que tenha a temer ou segundo o canto de sereia com que queira sucumbir, como em 2009. 

Sendo o socialismo uma obsolescência ideológica e um vazio absoluto político de soluções credíveis na Europa, mas não só, unicamente um eleitorado doente, decadente e imbecilizado apostaria no escuro, em Seguro ou Costa. A maquilhagem das lideranças já não pode esconder a tragicidade das políticas seguidas até 2011. Não há volta a dar. Nem Seguro nem Costa. Nem Costa travestido de Gueixa.

segunda-feira, março 10, 2014

QUANDO OS DEMAGOGOS DEMAGOGIZAM

Os socialistas pedem peixes à Alemanha
e a Alemanha quer ensinar-nos tudo da arte da pesca.
Se os socialistas se esforçarem um bocadinho para captar as ponderosas razões por que o eleitorado se lhes esvai por entre os dedos, atentarão no teor falhento das suas próprias propostas, como a de António Costa, que agora quer contemos com mais um ovo no cu da Galinha Europeia: que esta crie um programa de apoio ao crescimento para os países sob programa. Nunca vi um Governo mais ansioso por "estimular" os amigos, estimular as Fundações dos amigos, estimular as economias, como o anterior do famigerado José Só-Crash. E, no entanto, resultados? Zero em crescimentos da produtividade. E no entanto, como consequência, a bancarrota 2011. Mais uma. Não podemos consentir num regresso ao tempo em que os Governos Socialistas prodigalizavam robalos, charutos, programas, cheques especiais, estímulos e apoios com efeito perverso e inverso ao suposto. Nem podemos consentir que a demagogia socialista demagogize impunemente o reabrir de tribunais, o reverter dos cortes e reduções salariais na FP. É também por aí, pelo lado peregrino da Política, que se perdem votos, sobretudo agora que começamos a andar por nossas próprias pernas.

terça-feira, outubro 01, 2013

AO TRIUNFAL BONZO BUDA COSTA


Passou a pastilha democrática das eleições autárquicas, com as suas ilusões e as suas esperanças. Não houve uma imensa participação cívica. Houve a mesma participação cívica baixa, ainda para menos, uma humilhante abstenção, entre emigrados, mortos e alheados: percebe-se que se há óleo lubrificador dos sufrágios ele escorre somente na engrenagem passional dos clubes-partidos da política, do seu velho ping-pong, e percebe-se que somente um refugo de dependentes e familiares das migalhas políticas se movimenta, espessa minoria que vota neles. Mesmo os falsos e semi-falsos independentes, amuados ou dissidentes do Partido que os preteriu.

Indiferente à História Recente, o Povo, mais quinhentos mil que no PSD, votou no PS. Votar PS é votar com a mesma inteligência e sentido de acerto com que Roberto, ex-guarda-redes do Sport Lisboa e Benfica, defendia a gloriosa baliza pífia aquilina. Lisboa, enfim, sorvedouro ímpar e supremo a todos os títulos, votou massivamente no Bonzo Buda Costa, alguém que anda a excitar a necessidade de excitação de todas as Esquerdas e a fazer sombra a Seguro: pela mesma razão por que se votou no Bonzo Costa não se podia votar no Bode Expiatório Menezes. É só fazer as contas.

Como um Clérigo do Partido Socialista, todos pudemos ver, triunfal, o Bonzo Buda Costa a abençoar os Eternos Parasitas da Capital, todo aquele Friso "Cultural de Repetidos Batidos" babando, que o aplaudia com lágrima de Esquerda ao canto do olho, especialmente Helena Roseta que sempre precisou de Homem, na Política: primeiro Sá Carneiro, depois Soares... e agora Costa, o Grande Bonzo Buda de todas as Esquerdas. A Capital é de Esquerda. A Capital, como aquele umbigo em forma de vórtice a pedir terramoto, não se enxerga. A Capital não vê um boi à frente dos olhos e menos ainda a grande paisagem desolada nacional. Na Capital, ou se mama directamente do Estado Socialista, quando ele existe em directo com o PS, ou se mama em diferido do mesmo Estado Socialista, com o PSD, ou se mama por interposto plano local na mega-despesista autarquia olissiponense, quando o socialismo prevalece. 

Há no Bonzo Buda Costa um vácuo menos vácuo que em Seguro e uma voz grossa mais grossa e mais convincente que a do Tó Zé. Costa tem ainda, como argumento, uma pele em tom bronze liberdade. A política participativa mediante o voto, no seu velho flato amnésico, soltou-se. A Capital votou mono. 

O Porto elegeu um Príncipe Suave e a sua liteira. Lisboa quis confirmar o Super-Bonzo Socialista, pai dos pobres e esperança dos aflitos. Passaram as arruadas. Voltou Portugal espezinhado pela Troyka. Todos aguardamos por más notícias, melhor que péssimas. O Estado está sob estresse, mas não a Lisboa de Costa. Há incerteza no ar quanto ao desenlace desta dupla avaliação troykista, mas a Lisboa do Bonzo Buda vai bem e ficará ainda melhor, não temais. 

Separados à nascença, na sua negatividade desesperançadora, se Semedo se atirou a toda a casta de desculpas pela sua estrondosa derrota, pelo seu gritante Zero Hilariante em todos os planos, Passos, fica claro, também gosta de apanhar. Apanha na medida em que recusou hostilizar e estigmatizar o PS, o qual, ao invés, fez e faz uma campanha-hiena sem quartel e sem descanso para demonizar e menoscabar a jangada governamental desde o início. Pois eu digo: observando o desfecho destas eleições, dá vontade de, agora sim, de atirar o País para legislativas antecipadas, italianizar isto. Passos, que não se sabe defender nem defender o Partido nem defender o Governo e a sua brutal herança, deveria demitir-se. Toda a fauna socialista e bem-pensante conspira contra si-Passos. Fosse ele outro, entregava o Poder à gloriosa omnipotência mundividente do dr. Seguro e ao clero sem cloro do grande friso do Regime, avistado na aclamação messiânica a Costa, o Bonzo Buda: Soares, Alegre, Almeida Santos, todos. Sair de cena e entregar a casa roubada sem trancas à porta pelos Socialistas aos mesmos Socialistas, sempre com a caramunha, seria qualquer coisa de impacto mundial, tal como deixar o Escorpião Portas a falar sozinho. «Criaram toda a espécie de problemas, geraram toda as dívidas pelas décadas das décadas, fomentaram toda a espécie de óbices manhosos à sua resolução? Pois então desemerdem-se vocês e o vosso planeta nefelibata socialista!» 

Nestes dois anos, não tem havido coragem governamental, assertividade governamental, e bons exemplos governamentais. Ofenderam-nos com Relvas e Machete. Insultaram-nos com nomeações de imberbes às dúzias para funções pagas a ostras, ouro e papel-higiénico de platina. A frugalidade dos tachos neste Governo vai no Batalha e não fica atrás do outro Governo. Os merdia e os partidos abençoados pelos merdia, espécie de cartas viciadas que dizem e dão a dizer sempre a mesma coisa, não indulgenciam nada neste Governo. Opinadores sob estipêndio das TV, ressabiados das oposições, espíritos de contradição, espalham a sua cizânia como se fosse a coisa mais natural do mundo. Os offshores parisienses financiam as mesmíssimas vozes de burro e o seu legado asno. Não há futuro para a dívida e paz orçamental do Estado Português sem um novo ataque aos salários, ao emprego no Estado, às prestações sociais, aos custos na saúde. Embora a retórica dos recessos deste Regime diga, dirá o que quisermos ouvir, que há alternativas. A dívida tem muita força e o traiçoeiro voluntarismo socialista, célere a criar O Problema, arrasta-se e é lastro na solução de Qualquer Problema. O PS institucional tem muito sorriso, vai inchado e não seguro, mas não poderá impedir que, no curto e médio prazos, nos tornemos ainda mais pobres a fim de baixarmos a dívida pública que nos estrangula e sequestra o nosso sistema bancário apanhado pelos colhões pelo que andou a fazer em larga escala em 2011. 

Não há volta a dar-lhe, diga o venenoso Pacheco Pereira o que disser. O défice tem de ser cumprido. E será. A dívida terá de recuar. E recuará. Tem o PS uma mensagem diferente? Mente. O eleitorado recompensa mentirosos, começando por recompensar os mais mentirosos. Numa escala de Zero a Dez, o PS mente dez e o PSD mente sete e meio. Há que premiar quem mais mente e quem mais engonha. Isso explica o grande resultado do Bonzo Costa Buda que tinha à sua frente a aplaudi-lo efusivamente inocentes e admiráveis ex-gestores públicos como Carlos Costa Pina, esse clarividente caucionador de subscrições swap. 

No fim, os portugueses estarão sempre aí. Aí para se baldarem largamente aos plebiscitos eleitorais. Aí para recompensarem os despesistas sem obra e punirem os despesistas com obra e intervenção social. Aí para votar nos Bancarrotas-PS, nos Socialistas-Bancarrota, desde que algum tempo tenha passado sobre as memórias tolhidas. Fome, desemprego e desespero nunca é obra sua.. Punir por punir, puna-se o ajustamento brutal em decurso, não o caminho regabofiano que o preparou. Poupe-se o partido santinho PS que o Passos nunca invectiva, nunca ataca, nunca responsabiliza. Estão, sempre estiveram, muito bem uns para os outros. 'Bora, todos a gritar: Bonzo a Presidente! Bonzo a Presidente! Bonzo a Presidente!

Deixo claro, desde já, que no plano estritamente pessoal, simpatizo e respeito a pessoa do político António Costa. Azar ser socialista e ter pontificado ao lado do camarada Pinto de Sousa.

sexta-feira, julho 19, 2013

A RAMPA

A campanha do tostadinho Costa [é preciso desdramatizar a terna expressão 'escurinho' do Fóssil Arménio] à Câmara Municipal de Lisboa só o é na aparência. É nele que a elite de Esquerda coloca todas as fichas para sucessão à mal de Seguro. Lisboa é a rampa. Seguro teria de ser muito homem para passar por cima do catarro maligno de Soares e da obtusa sensibilidade financeira de Alegre, dois parasitas, dois inúteis, com décadas de parasitagem e de inutilidade, completamente maliciosos e incompetentes perante uma folha de cálculo, seja ela qual for.

quarta-feira, junho 26, 2013

COSTA COM TREMELIQUES DE ESQUERDA

O PS, segundo Costa, está à bica do Poder, mas ao mesmo tempo parece que o brunido autarca não sente o terreno firme, antes tremelica de insegurança e temor. Sabe que muita da actual intenção de voto no PS é uma intenção de protesto e exigência de resultados, intenção logo descartada na hora do voto, pois não se vota no Desastre e na Decadência em forma de partido. Depois, qualquer acordo de Esquerda anterior ou posterior a uma Crise Política, a qual não se vislumbra de nenhum modo aberta por quem a pode abrir [Portas/Cavaco/Rua], acarretaria o risco da emergência da dispersão-pulverização das intenções de voto, de um surto de populismo à maneira italiana ou à maneira do movimento empata-autarcas Revolução Branca, já no terreno, ou mesmo ao agudizar do gravíssimo problema da abstenção portuguesa, nada mais que laxa deserção cívica. Falar Costa de alianças à Esquerda, consensos à Esquerda, é uma utopia. Nem essa Esquerda quer governar nem poderá haver consenso com quem tem como único programa cortar com a Troyka, o que representa sair do Euro.

terça-feira, maio 07, 2013

MANOBRAS DE DIVERSÃO PARA TROYKA VER

«O Documento de Estratégia Orçamental (DEO), já suspeitávamos, era sobretudo um plano de emergência financeira, para os próximos três anos, para levar o país até Junho do próximo ano, até à saída da ‘troika'. Sem qualquer estratégia digna desse nome, mas com o objectivo de capturar cortes de despesa para responder a uma ‘troika' que esgotou a sua paciência não só em relação ao Governo, como ao próprio Vítor Gaspar, que já não convence (quase) ninguém. Mas é pior, só serve para levar a sério este ano, mais, só serve mesmo para enganar a ‘troika' até à realização do Eurogrupo nos dias 13 e 14 de Maio, até ao fecho da sétima avaliação e à renegociação dos prazos de reembolso dos empréstimos europeus. Como Paulo Portas deixou claro na sua comunicação ao país, para 2014 e 2015, seja o que Deus quiser e a senhora Merkel deixar.» António Costa

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

VACUIDADE COSTISTA E VACUIDADE SEGURISTA

Como porto-gaiense, não o esqueço: «Dizem que como Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa conseguiu a proeza de dar cabo de um evento internacional que acolhia mais de 600.000 pessoas no Porto e em Gaia. Imagine-se o que não aconteceria se com aqueles "amigos" todos ele mandasse em Portugal inteiro.» Anónimo

quarta-feira, janeiro 30, 2013

DOIS BANANAS

O PS não está ao rubro com o seu hilariante processo de autofagia, embora já toda a gente tenha compreendido que, na sua extrema mansidão e sentido manso de Estado, António José Seguro não será o homem. Mas também não é António Costa o homem. Ninguém pode ser o homem no PS. Para haver futuro no PS, futuro nas lideranças a prazo do PS e na credibilidade desmantelada do PS, seria preciso que esse partido sequer tivesse começado por existir quanto mais ter alcançado o Poder a ponto de deixar danificado e de rastos o País, oprimindo de corrupto e ronceiro todo o sistema político português. Mais. Perante o espalhanço colossal do PS em quinze anos de boas intenções infernais na governação e traído o País por silêncios e esquemas omissos [pense-se que forças e energias protegem figurões indefensáveis como José Sócrates, Pedro Silva Pereira ou Paulo Campos] o controlo das bases desse partido é curto para não dizer volúvel e nulo. Seguro controla-as mas ele mesmo não passa de um boneco de cera, cuja plasticidade suave, sem a coragem dos factos de senso comum ou o enfrentar honesto da situação do País, simplesmente não gera qualquer crédito num círculo mais alargado. Seguro não levará o PS a lado nenhum que não mereça até à quinta casa: à derrota mais pesada, à inconsistência mais anacrónica, e a mais descrédito. O mesmo acontecerá com Costa. Entre os socialistas, circula à boca pequena que Seguro é frouxo como uma banana ao passo que António Costa is the [next] man. Não é verdade. Também Costa é um banana. O PS tem, portanto, dois bananas prestes a digladiar-se. Ou não. Um banana como ainda líder. Outro banana como líder putativo. Com o seu sorriso equilibrista nas palavras, devidamente policiado no que diga e possa melindrar a herança de chumbo do Merdas-Sócrates, Costa nunca destoou ou destoará, nunca rompeu ou romperá com a desmesurada clique ávida socratista que agora reclama a cabeça de Seguro movida pelo cheiro a carniça. A carniça de uma nega do Tribunal Constitucional ao Orçamento Salva-Vidas, com o provável falhanço da execução orçamental. Haverá maior lixo moral, maior mediocridade na vida pública e política que esta miséria oportunística? De resto, partidos como o PS e o PSD são demasiado pesados e demasiado culpados para tanto paleio nas televisões, tanto frisson pela próxima cara gasta e sistemática a encabeçá-los. Não tenho um cêntimo para dar nem o daria, se tivesse, a essa cantoria de cegos condutores de cegos. Fora dos Partidos, sim, é que está a maior parte e o melhor da Luz de Portugal.

terça-feira, novembro 13, 2012

EUROS E KWANZAS

«Se queremos convencer a chanceler alemã da necessidade de corrigir um caminho que está esgotado e já produziu os melhores resultados que pode produzir, num ajustamento rápido que, a partir de agora, só pode voltar a levar-nos ao precipício, se esperamos que Merkel aceite os alertas que há semanas vão sendo feitos pelo FMI, este é o momento adequado. Se queremos convencer a Alemanha de que merecemos uma nova oportunidade nos fundos comunitários, depois de milhares de milhões recebidos e que acabaram numa intervenção externa, este é o momento. Não foi a chanceler alemã - ou a BMW e a Siemens, como se depreende do vídeo de Marcelo Rebelo de Sousa que poderia ter sido subscrito por Francisco Louçã - que nos trouxe até aqui. A responsabilidade de Merkel é outra, é a de demorar a tirar a Europa e a zona euro da crise em que está mergulhada desde meados de 2008. A chanceler tem, apesar de tudo, cedido à realidade para segurar uma moeda única que é também um factor que explica o sucesso alemão. Portugal precisa da Alemanha, como precisa de Angola, porque somos europeus e ‘atlânticos', por justaposição e não por contraposição. Mas, num caso e noutro, sem perder uma soberania que já teve melhores dias, sem vender a dignidade por euros e kuanzas, sem hipotecar a história. Ora, a reacção do Jornal de Angola a uma notícia do Expresso sobre a abertura de inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República a três altas figuras angolanas, nomeadamente ao vice-presidente Manuel Vicente, é, no mínimo, um alerta. No máximo, uma ameaça intolerável.» António Costa

quinta-feira, setembro 27, 2012

O ANTÓNIO É FINÓRIO E NÓS SOMOS BURROS

«O Costa sabe-a toda. Sabiam que teve a arte de vender os esgotos de Lisboa à EPAL por 100 milhões de euros? Ou seja, que nós, contribuintes de todo o país, pagámos uma fortuna para sermos donos das tubagens onde circulam águas limpas e sujas evacuadas por meio milhão de lisboetas e provenientes das suas sanitas, lavatórios e urinóis? Cheira bem, cheira a Lisboa? Até me arrepio só de pensar nisso! Sabiam que vamos comprar por seis milhões de euros os terrenos onde está o CCB? Sabiam que lhe pagámos 286 milhões de euros para Lisboa não atrapalhar a privatização da ANA e reconhecer a propriedade do Estado sobre os terrenos do aeroporto, alvo de disputa porque, quando os adquiriu, Duarte Pacheco acumulava o Ministério das Obras Públicas com a presidência da Câmara de Lisboa e havia dúvidas sobre qual conta passou o cheque? O António é um finório que aproveita o dinheiro que lhe damos para brilhar, alindando Lisboa com obras tão catitas como a pasteurização do Intendente, enquanto a SRU Porto Vivo não tem dinheiro para mandar cantar um cego. Ele é finório e nós somos burros se não aproveitarmos o caminho desbravado. Após dez anos em que ficou a meio caminho entre o sujeito e o complemento direto, Rio parece ter finalmente percebido que nas relações com o Terreiro do Paço não pode ter medo de usar os cotovelos e deve falar alto e com voz grossa - com um pau na mão direita e um frasco de mel na esquerda.» Jorge Fiel

segunda-feira, abril 02, 2012

SUAVE SEGURO E O BUDA-SENTADO COSTA

Parece que Suave Seguro também sabe conspirar internamente para se garantir líder, nem que para isso tenha de revirar os dados, na grande mesa palaciana e 'aristocrática' do PS, para fechar o caminho ao Buda-Sentado Costa, cujo intuito, já agora, era desalojar suavemente o Suave Seguro. Mansinho, mansinho, mas não dá duas sem três. Galamba, que era socratesianíssimo, agora é seguríssimo e já veio, pressuroso, existir mediaticamente contra Marcelo. Esta comédia diverte-me. Como será ela apreciada a partir do jacuzzi parisiense?!

sábado, março 31, 2012

NUM QUALQUER PAÍS CIVILIZADO

«Sócrates comprometeu o país para lá das nossas vidas. Comprometeu os nossos filhos. Destruiu em 6 anos o que leva mais de uma geração a pôr direito. Como é que um líder de um partido que esteve por detrás deste caos pode resistir à tentação de ocultar isto? O que dizem Costa, Pedroso, Assis e outros notáveis vermes é o equivalente a ter nos dias de hoje o Partido Nacional Socialista da Alemanha a dizer que o seu grande líder histórico teve um lado bom. Fez autoestradas e desenvolveu a indústria. Devolveu o orgulho ao povo alemão e era um homem carismático. Quem é que seria tão estúpido ou ignorante que poderia ficar calado perante tais afirmações. Sócrates e todos os seus sabujos do PS foi o grupo mais despudorado e criminoso que governou este país. Nem quando estivemos debaixo da mão da Coroa Espanhola se fez tanto para destruir Portugal. O que esta gente nos roubou foi o futuro. Foi a esperança de que este país possa um dia ombrear com a Europa em condições iguais. Roubou-nos o dinheiro, a honra e o amor próprio. Num qualquer país civilizado eles estariam no banco dos réus a responder por traição.» Groink

sexta-feira, março 30, 2012

DEPOIS DO TIRO AO ÁLVARO, TIRO AO INSEGURO

A 'elite' socialista, onde pontifica António Costa, espécie de Buda Sentado do socialismo far far away, muito, muito além da ralé que somos todos nós, os não-socialistas, não tem sossego nem se dá sossego. Não tem coragem de execrar a herança danada dos últimos anos, e seria tão simples, mas atreve-se a fragilizar a liderança de António José Seguro, afinal um líder tão mais humano, normal, tão mais norteado pelo que é decente e ético e aprovável. Seguro, no fim de contas, é melhor que a soma das partes que compõem a agremiação devorista do Rato. 

quarta-feira, março 14, 2012

O ENCHIDO COSTA

A jornalista socialista São José Almeida meteu na cabeça que Costa seria o próximo PR e anda a promovê-lo como se fosse uma nova marca de enchidos. Depois vêm todas as figuras e figuronas, uma a uma, botar parecer. Gama e o resto da corte. Isto dos partidos, especialmente o PS, é uma coisa dinástica e sucessória. Por que não se candidata ela?

COSTA A QUADRATAR A CIRCULATURA

A bonomia de Costa não o salva dos amigos da onça de que se rodeou. Quando todas as dúvidas se dissiparam e a verdade puder reluzir, perguntar-nos-emos quem foram os que acobertaram e cumpliciaram semelhante casta de vermes, com abraços efusivos nos congressos aclamativos e falas de pau na TV. Contaminado, Costa terá de dizer não ao cargo no País dos cargos. Já tem dois. Um na Câmara como superintendente de bordéis. Outro, na SIC a quadratar a circulatura.

sábado, novembro 05, 2011

NOTÍCIAS DE UM IMPACTANTE IMPACTO

Boas notícias de Lisboa: enquanto o presidente da Câmara Municipal de Lisboa determina a realização de estudos sobre o impacto financeiro do encerramento da grande maioria dos serviços municipais um dia por semana, os demais socialistas pregam a inconstitucionalidade dos cortes anunciados para 2012, o que equivale a fazer de conta que somos estanques à instabilidade proporcionada pela situação grega e não precisamos de uma margem de segurança sólida. Costa, afinal, pensa um pouco mais pela sua própria cabeça e não muito distante do bicefalismo guilhotinador Passos/Gaspar. 

domingo, outubro 09, 2011

CHICHI E PICHAGEM MURAL PROJECTAM LISBOA

Cada vez me convenço que António Costa é boa pessoa. Tenho pena que tenha medo e por isso seja socialisticamente correcto, nunca afrontando males internos. Não tem a qualidade louca da coragem e da bacorada útil e excessiva de uma Ana Gomes, mas tem aquela benignidade aparente e real em que nós, pobres cidadãos herdeiros da penúria deixada por Sócrates, queremos acreditar. Sucede que, antes de voltar ao Fado, ao Santo António e ao poeta Fernando Pessoa como símbolos de Lisboa a valorizar, devidamente utilizados para projectar internacionalmente a cidade de Lisboa, conforme neste sábado defendeu, conviria evitar por todos os meios que seja precisamente o odor a chichi e a abominável pichagem de paredes, monumentos e afins aquilo que vai projectando Lisboa internacionalmente. Os 'internacionais' vêm por tudo e muitas vezes estão por tudo, numa cidade tão bela, entre as mais belas, como Lisboa, mesmo assimtalvez fosse boa ideia evitar que viessem pelo cheirete a chichi e pelo criminoso desleixe com se desfeia as zonas mais típicas. 

sábado, março 19, 2011

O CONGELAMENTO

Quem são eles, o que desdizem, contradizem e transdizem? São sempre os mesmos. Sôfregos. "Aguçados" perante o espectro da perda do Poder exercido como se sabe, entre o corporativistico, o perdulário e o dolo deliberado. Marcou a semana que Pedro Silva Pereira, conhecido por "O Clone", tenha vindo dizer que o congelamento de pensões que está no documento do 4.º PEC afinal não está no documento do PEC IV. Do mesmo modo, ASS e Sócrates vieram garantir que, afinal, o congelamento era uma espécie de prospecção, uma sondagem de possibilidades, uma avaliação preliminar sujeita a negociação. Pior que isso, António Costa veio romper a velha e inquebrável lealdade maçónica-socialista, hiperbolizando, numa declaração quadraturiana, o que acha do anúncio feito por Teixeira dos Santos: o maior desastre desastroso do hemisfério norte. Em cheio.