Desde sempre a amei, sempre a busquei. E hoje a consolação que dela me vem não tem limites. Em criança, acompanhava os ensaios do grande orfeão da minha terra, aprendia com o sábio maestro a dura exigência da arte, a excitação do Belo, exemplo de querer o máximo, os desempenhos ultraprofissionais. Sempre me disseram ter eu próprio uma afinação perfeita, uma voz balsâmica; amei desde muito cedo o canto coral, muito cedo saboreei Orff, sensacional música sensualizada, a tradição medieval reconstituída, o canto gregoriano, o melhor da música sacra, Bach, Mozart, Schumann, tudo.
Hoje, na minha praia, diante das ondas que cavalgam até à areia afagando grandes pedras, miro as férvidas águas e o sol que nelas rebrilha, ouvindo por vezes até às lágrimas quanto a Antena 2 me dá a escutar e substancia, com o que vejo, o imprevisto poema absoluto do momento, sentido completo do meu mais fundo.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, fevereiro 15, 2013
sábado, julho 11, 2009
JORGE DE SENA, NA ANTENA 2
Deliciei-me a ouvir, e ainda oiço, excertos de gravações de Jorge de Sena na Antena 2. Supremo! Contra a opressão e a cultura dirigida, porque cultura inteligente e sabedoria de vida estão, como sempre estiveram, entre as pessoas mais humildes. E é falsa a dicotomia entre os que têm e os que não têm cultura. Sobre Érico Veríssimo: «Mal por mal, antes a pior das democracias que a melhor das ditaduras.» Sobre a Revolução de Abril e os compêndios de revolucionar que ninguém tinha lido. Sobre a Televisão. Sobre o Ensino. Contra a cultura de Privilégio e de Elite. Um pensamento do mais actual. Termina dizendo; «É preciso superar a tendência que os dirigentes portugueses sempre tiveram que foi desejarem que a realidade fosse o que eles querem e não, como deve ser em bons políticos, verem a realidade como ela é.» Fazes-nos falta, Jorge! Campeia uma mediocridade pastosa que não se enxerga, mediocridade de coveiros, de brutos opressores. Está tudo por fazer. Há mais fingido que feito.
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