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sexta-feira, fevereiro 15, 2013

QUE SERIA DE MIM SEM MÚSICA?

Desde sempre a amei, sempre a busquei. E hoje a consolação que dela me vem não tem limites. Em criança, acompanhava os ensaios do grande orfeão da minha terra, aprendia com o sábio maestro a dura exigência da arte, a excitação do Belo, exemplo de querer o máximo, os desempenhos ultraprofissionais. Sempre me disseram ter eu próprio uma afinação perfeita, uma voz balsâmica; amei desde muito cedo o canto coral, muito cedo saboreei Orff, sensacional música sensualizada, a tradição medieval reconstituída, o canto gregoriano, o melhor da música sacra, Bach, Mozart, Schumann, tudo. Hoje, na minha praia, diante das ondas que cavalgam até à areia afagando grandes pedras, miro as férvidas águas e o sol que nelas rebrilha, ouvindo por vezes até às lágrimas quanto a Antena 2 me dá a escutar e substancia, com o que vejo, o imprevisto poema absoluto do momento, sentido completo do meu mais fundo.

sábado, julho 11, 2009

JORGE DE SENA, NA ANTENA 2

Deliciei-me a ouvir, e ainda oiço, excertos de gravações de Jorge de Sena na Antena 2. Supremo! Contra a opressão e a cultura dirigida, porque cultura inteligente e sabedoria de vida estão, como sempre estiveram, entre as pessoas mais humildes. E é falsa a dicotomia entre os que têm e os que não têm cultura. Sobre Érico Veríssimo: «Mal por mal, antes a pior das democracias que a melhor das ditaduras.» Sobre a Revolução de Abril e os compêndios de revolucionar que ninguém tinha lido. Sobre a Televisão. Sobre o Ensino. Contra a cultura de Privilégio e de Elite. Um pensamento do mais actual. Termina dizendo; «É preciso superar a tendência que os dirigentes portugueses sempre tiveram que foi desejarem que a realidade fosse o que eles querem e não, como deve ser em bons políticos, verem a realidade como ela é.» Fazes-nos falta, Jorge! Campeia uma mediocridade pastosa que não se enxerga, mediocridade de coveiros, de brutos opressores. Está tudo por fazer. Há mais fingido que feito.