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quinta-feira, abril 04, 2013

20 EUROS AJUDAVA, FILHOS DA PUTA!

Afinal, há tanto filho da puta que pode ajudar-nos.
A vida corre-lhes bem. Bem de mais.
Até parecem imortais.
Se foste [e és] ladrão à pala da Política; se edificaste um Banco Corrupto pela escada instantânea da Política ou assinaste PPP à vista da parede e do fim da linha; e engordaste o teu acervo familiar de bens de toda a sorte; e escondeste do Fisco e da Sociedade desonestos milhões em offshores; e cevaste a tua conta bancária sem produzir um parafuso [com a zelosa energia, a estrénua capacidade de trabalho e os contactos, cumplicidades e compromissos de um Relvas ou de um Lello], apenas bafejado pela lassidão do Regime, protegido pelo laxismo da Justiça; se foste um mega-comissionista da Política e enriqueceste ilicitamente, podes ajudar-me, filho da puta.

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

O POBRE SENECTO FRANQUELIM

O pior que poderia acontecer ao pobre senecto Franquelim Alves era ter à perna os pirrónicos da Pseudo-Esquerda, era expor-se à 'extrema moralidade, à 'inatacável exigência ética' e à 'absoluta responsabilidade' desta gente, para não falar do extremoso exemplo da restante classe política até ao presente. O Parlamento não é aquele poço de virtudes que talvez pudesse ser, caso não tivesse sido capturado e apodrecido pelos partidos. Tem sido, sim, um refúgio para o refugo, a parte mais reles que ousou ser Poder e escapar para mais longe. Antes de apontar dedos ao infeliz recém-empossado, seria preciso ter higienizado a bancada de quem lá descansa indevidamente as nádegas, como Paulo Campos e toda a restante tralha malcheirosa estrategicamente lá depositada como recompensa, relíquia de um tempo que não pode regressar.

segunda-feira, maio 07, 2012

SABIAS, PORTUGUÊS, QUE SCUT SÃO VÁRIOS BPN?

Detenhamo-nos por um minuto na roubalheira das SCUT, agora que o Automóvel Clube de Portugal participa ao DIAP um processo contra o Governo do fils de pute parisen por prática de crime de gestão danosa. Em cheque? Mário Lino, Paulo Campos e António Mendonça. Não vai dar em nada. Os horrores ululantes da judicialização da política determinam à partida a morte de qualquer investigação criminal, inocuidade aliás muito endémica ao Estado Bananas Português, mas se se procurasse chegar à verdade, somente à verdade, a nada mais que a verdade, e encontrar os fundamentos de um prejuízo da ordem de vários milhares de milhões de euros, vários BPN, portanto, e que todos os portugueses terão de morrer a pagar ao longo de anos, talvez começássemos a perceber, ainda que à velocidade do discurso de Gaspar, como se giza e se tece grosseira corrupção e absoluta burla em funções governamentais, segundo os princípios sem vergonha do velho, habitual e omnipresente filho da puta parisiense. Sempre a abrir. O que se passou? Como se faz para lesar o Estado em largos milhares de milhões de euros, vários BPN, vários Sobreiros, vários Submarinos, várias Lusoponte [aliás uma lusovergonha!], vários montes de merda do enorme monte de merda para que o Regime resvalou? O que terá a vestal virgem-Pilatos João Cravinho a dizer sobre mais esse mostrengo recente do Regime putrescente, por acaso uma República com a sua casta intocável de ladrões e indecentes? E que serviço diabólico prestaram aos referidos Governos os fornecedores da merda dos estudos e da merda dos pareceres e da merda dos projectos de financiamento, elaborados por firmas de advogados, nata da nata bem paga lisboeta, e pelas firmas de consultadoria sanguessugas dos orçamentos e dos Governos, um após outro? Incompetência ou crime deliberado contra os contribuintes, pelos séculos dos séculos, ámen? Ah, sim, não se pode criminalizar ou judicializar a política para que lá, onde uns coitados roubam Bancos, os mais reles filhos da puta, incompetentes da Política, sôfregos da Política ou ambos, comissionem à vontadinha e habitualmente o roubo grosseiro de um Estado inteiro, claro, o que é manifestamente belo.

quinta-feira, maio 03, 2012

BPN E A ANEDOTA DO ESTADO DE DIREITO

O caso de polícia BPN poderia ser a última gota da minha paciência com o Regime pastoso em Portugal, assente numa pedra angular chamada ganância e nada mais que a ganância, mas acho que ainda posso conter o vómito por mais algum tempo e continuar a fazer-lhe a autópsia. É difícil. Mas posso tentar. Para mais, há dois BPN e não apenas um. O BPN criminal de Oliveira e Costa averbava a simpática e módica quantia de 1,8 mil milhões de euros sem paradeiro. Mas depois houve um Governo competentíssimo que quis salvar Portugal desse buraco aberto pelos velhos e malcheirentos apparatchiks do PSD cavaquista e, como tudo em Portugal se trata de uma questão de amigos, a coisa rapidamente montou aos 8,3 mil milhões sem paradeiro. Era o Governo Competentíssimo da Bancarrota a ‘salvar’ Portugal. O que se passou? Política. Se foste corrupto e roubaste à vista dos meus olhos, roubarei também à vista dos teus. Manterei silêncio acerca do teu roubo, se mantiveres silêncio acerca do meu. Com os nossos dois silêncios somados, prosperaremos. E assim sucessivamente. Que se foda Portugal! Agora imaginem quanto custa manter silenciosa, omissa e cúmplice toda uma elite assim rançosa e sem escrúpulos na Lisboa Partidocrata. Deve ser caríssimo manter tanta gente cega, muda e surda ao mesmo tempo, a começar pelo pessoal estremunhado, eficientíssimo e probo da PGR das cândidas cagadas e dos monteiros omissos. E assim sucessivamente. Meditar sobre isto com o frigorífico e os bolsos vazios é cada vez mais duro e suicidóvio. Vítor Constâncio alinhou nos caminhos da nacionalização e à reestruturação cadilheana disse não. Com a nacionalização, de Novembro de 2008 até hoje evitou-se um pseudo-risco sistémico manifestamente exagerado e tratou-se de uma sementeira mais rendosa: salvar o dinheiro dos amigos. Meter dinheiro público para isso. Sangrar a CGD. A favor da nacionalização agitava-se o papão do perigo de uma cratera com a dimensão de 20 mil milhões de euros. Aventava-se o fim do nosso mundinho medíocre. Mentira. O BPN nunca passou de um grão de areia. Tratava-se de um Banco pequeno. Sem fiabilidade. Quota de mercado? 2%. O risco sistémico era o risco sistémico dos amigos do PSD e do PS. O risco sistémico era o risco privado dos interesses glutões de certos accionistas e de certos depositantes. Nacionalizar foi equivalente a tudo fazer pelos amigos a coberto da porta do cavalo. Lê-se o DN e fica-se a saber quase tudo acerca dessas amizades pragmáticas, extremosas, que a política teceu até que a morte os separe, já que a impunidade os uniu. Sempre os Mesmos a beneficiar dos Grandes Assaltos Legais à Pala da Política: tudo pela Pousa Flores, de Arlindo de Carvalho e José Neto. Tudo por Emídio Catum e Fernando Fantasia: 53 milhões devem chegar. Tudo por Al Assir, o libanês amigo do peito do inenarrável Dias Loureiro: 30 milhões de euros devem chegar. Tudo por essa estrela da arquitectura, Capinha Lopes, accionista da SLN, arquitecto Freeport e amicíssimo do famigerado e generoso filho da puta parisiense: 8,3 milhões devem chegar. Tudo por Luis Filipe Vieira: 20 milhões devem chegar. Tudo por Dias Loureiro, o probo conselheiro de Estado que falhou uma carreira nos fuzileiros na secção minas e armadilhas para rebentar um dia com carrinhas de valores: 10 ou 30 milhões devem chegar. O BPN foi uma pérola de porcaria caída nos braços hábeis do competentíssimo Governo da Bancarrota. Hoje, percebemos melhor o buraco do BPN: é muitíssimo menor que o da CGD de Armando Vara nomeado pelo bom filho da puta parisiense que também nomeou Francisco Bandeira para ficar com um pé administrativo no BPN, depois da nacionalização, e outro na gestão da CGD. Os amigos dos partidos custam muito dinheiro aos contribuintes portugueses que é bom fiquem conversados quanto ao Estado de Direito anedótico em que definham.

segunda-feira, abril 02, 2012

IMUNDÍCIE PLURICÓRNIA

Esta besta continua apostada em elevar aos altares o seu Ladrão completamente fulminado de casos, de podres, de um rasto devastador e malcheirento. Chama «conspiração para escutar um primeiro-ministro» àquilo a que toda a gente chama detecção de um criminoso em flagrante abuso, conspirando para perpetrar actos ilícitos, manobras criminosas, contra o Estado de Direito, exorbitando directamente os seus deveres. O que Noronha diz vale zero e é dito por um Zero. A Justiça foi politizada, portanto, serve todos os desígnios, menos o da própria Justiça e menos ainda o da verdade inconveniente do praticam essas bestas que a besta valupiana prostrada defende. Essa besta, que habitualmente me chama maluco, está louca. Maniqueu político, vagina da opinião facciosa e malfeitora, não vê oligarquia na roubalheira política socratesiana porque fez parte dela. Só vê roubalheira, que a houve e grossa, no BPN: para essa besta, um Crime compensa o outro Crime, na grande competição PS/PSD em praticar o interminável roubo de igreja a Portugal. Essa besta corporiza a legião de pulhas e cínicos que domina o comentário oficial correcto e os partidos cúmplices numa operação relha e velha na pseudodemocracia portuguesa: roubar, endividar, lesar Portugal, esmagar os contribuintes portugueses e ficar a rir, tecendo grandes peças de retórica cretina a apontar para os outros. A politização da Justiça e a judicialização da política funcionavam só na direcção que interessava à clique da Mentira, hoje aflita em Paris e fantasmagoricamente pairando nalgumas salas de tribunal. Como é que essa besta chama "vítima" a Sócrates e ainda não sabe que está louca?!

quarta-feira, março 21, 2012

ADOPTAR A FRAUDE BPN PARA ENCOBRIR NOVAS

Seguro pode ter muitos defeitos políticos ou outros, mas não é corrupto nem lhe falta suficiente seriedade pessoal e é por isso que está a demarcar-se radicalmente da eterna e obscena protecção impunitária de que o abominável Playboy Parisiense tem gozado. Ele sabe que essa personagem de terror, verdadeiro pesadelo de um País, que assaltou e deu a assaltar Orçamentos ao longo de seis anos não pode continuar com o corpo delituoso a salvo fora do País, em Paris, incógnito, impávido e sereno. Deve responder em tribunal por todos os seus crimes e são, ao que parece, infindáveis. Seguro sabe que o BPN foi na mão do Governo Sócrates mais uma arma política manuseada a fim de alavancar argumentos de chantagem comparativa adicional com os adversários políticos. É que a melhor forma de o Mal se esconder e disfarçar nos seus roubos, nos seus excessos, rapacidades, abusos, aliás patenteados nas PPP, na Parque Chular e no diabo a quatro, é ter na mão e arrastar um símbolo da decadência e criminalidade do adversário. Por isso, o BPN não foi resolvido. Era necessário manter o cadáver em condições de exibição. Para além de tudo, os media nacionais, bastante distraídos da índole negra de um ex-primeiro-ministro, terão de explicar a este Povo traído, em sofrimento, se é entendível que um político possa gastar 15.000 euros por mês e ter ao dispor o advogado mais caro do País, Proença de Carvalho, para 'negar' o que testemunhas sob juramento dizem sobre si. Negar é fácil. Limpar-se do estigma de Corrupto Máximo, isso há muito que se tornou impossível, apesar de Miguel Sousa Tavares, Fernanda Câncio e todas as penas flexíveis ao sopro da Mentira. Todavia, e isto abona em favor de António José Seguro, a Portugal e ao PS só resta ou limpar as mãos à parede com José Sócrates em Tribunal ou limpar as mãos à parede com José Sócrates em Tribunal.

quarta-feira, março 14, 2012

POLÍTICA COMO FRONTISPÍCIO DO NULO

O Partido Socialista bloqueia qualquer iniciativa que vise apurar verdades amargas envolvendo os milionários instantâneos da política, especialmente porque nos últimos quinze anos, se é verdade que o PIB não crescia, os milionários supersónicos da política multiplicaram-se como cogumelos. Quaisquer indícios de corrupção, se depender da vontade do PS e de Cavaco, nunca passarão de indícios. Por isso agora se Zorrinho faz peito e não quer fronteiras na vergonheira do BPN, é de esperar que elas prosperem. Recorde-se o rato parido pela comissão de inquérito às falhas de supervisão do Banco de Portugal. Demasiadas fronteiras para o frontispício habitual. 

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

COISAS BEM PARIDAS PELA ESQUERDA

Tirando a auto-exclusão do Poder e tirando o comportamento abutrino quanto mais caos melhor, há coisas que a Esquerda faz bem, e faz patrioticamente bem: não dar sossego à questão do BPN, por exemplo. A impunidade sorna que alguns ávidos criminosos abomináveis do Bloco Central de Interesses fabricou para si, meticulosamente, ao longo de anos, tem de ser armadilhada, perseguida e esmagada. Desde que depois tudo vá para lá do grande engonhar arranstando o ventre pelas comissões castratas de inquérito, será bom.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

O DEDO SELECTIVO [OU NÃO] DE MÁRIO SOARES

Exulto de alegria se o que Soares escreve faz pressupor largueza da Justiça contra os que malbarataram os recursos dos portugueses. É que se pensarmos em João Jardim, Oliveira e Costa, Rendeiro, Dias Loureiro, teremos de pensar em Sócrates, no resto da maralha, e nas suas PPP absolutamente mafiosas e comissionistas: «Há algum dinheiro que tem vindo a escoar-se em "buracos", alguns que são conhecidos, mas que o nosso Zé-Povinho não soube como aconteceram. Tais como: o BPN, o BPP, e mais recentemente a Caixa Geral de Depósitos, a Madeira, etc., sendo que os presumíveis responsáveis continuam impunes e a Justiça, quanto a estes e a outros casos, mantém-se, silenciosa.» Mário Soares

terça-feira, janeiro 03, 2012

ADVOGADOS SUPERSÓNICOS DA IGREJA CAPITALISTA

Verdade, quer queiram quer não, é que o contribuinte português parece a coisa mais espezinhada e mais maltratada à face da Terra, nem que os redactores da notícia dêem a volta ao texto e nos soneguem a informação cabal, pois quem o Supremo Tribunal de Justiça condenou não foi o BPN [suprema impunidade PSD e arma de chantagem eleitoral-presidencial falhada do socratismo], mas os contribuintes portugueses. A pena é a devolução de 3,584 milhões de euros com juros desde Abril de 2006, ao Instituto Missionário da Consolata, com sede em Fátima que, durante um ano, entregou essa quantia a um gestor daquele banco que prometia juros mais elevados do que os do depósito a prazo. «O bancário utilizou antes o dinheiro para investir na Bolsa e perdeu-o.» Tivéssemos nós, miseráveis e insignificantes particulares, o mesmo poder dessa Igreja-Elite, dessa Igreja-Capitalista, dessa Igreja-à-parte, toda autoridade e poder mundanais, e teríamos, nós, Igreja-Católica-de-Pobres, Com-Pobres e para-Pobres, os melhores advogados para obrigar o Estado, em todo o seu esplendor chulo, a ressarcir-nos de quanto esbulho continuado perpetrou. «É mais fácil fazer passar uma corda pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus.» Mas é preciso que o trigo e o joio cresçam juntos.

sábado, outubro 08, 2011

«O DRAMA, O HORROR, A TRAGÉDIA»

Podemos imaginar os tubarões híbridos (PS/PSD/PSD/PS) enfronhados nas golpadas ao BPN e ao BPP a vampirizar informação para cirurgicamente varrer vestígios e asfaltar o caminho das celebérrimas prescrições e famigeradas absolvições com pena suspensa que a República tece. Mas para se ser absolutamente português no enfrentamento de uma questão como essa, putativa, porque apenas há suspeitas, basta isto: saber que a direcção da Judiciária garante não ter desaparecido informação e nega existência, em computador, de registos das investigações aos bancos BPN e BPP no material furtado da PJ. Portanto, fica a suspeita. E fica a certeza. Há coisas que se convertem em admitidas a partir do momento em que, de tão inadmissíveis, se negam.

domingo, julho 26, 2009

MICROFILMES EM CUECAS?

Só se for por isso, João, que a PJ vai ridiculamente ao pormenor da devassa de cuecas e soutiens. Na fogueira mediática arderão mais sete, dizes? Pois venham eles arder no poste da Praça Pública. Este auto-de-fé para putativos corruptos não poupa ninguém e, enquanto outros ardem, o sr. Freeport relaxa mais um pouco com a lata infinita que lhe conhecemos. Todas as manobras de diversão são-lhe bem-vindas para que se descentrem dele todos os olhos e todos os ouvidos.

domingo, julho 19, 2009

A CIRURGIA DOS NOMES

Que magnífico! Os nomes. Os nomes avolumam-se. A consciência colectiva rebola de escândalo, na ânsia de dar nome aos bois dos casos BPN e Freeport. Oliveira e Costa e Dias Loureiro para o primeiro. Sete arguidos constituídos e enorme expectaviva quanto ao oitavo e seguintes, no caso Freeport. A conta-gotas, os nomes escorrem no nosso nojo, com a impressão de que a Lei foi feita a seu favor e tem meandros de tudo protelar ad infinitum, naquele arrastamento que macera e dissolve: «As investigações ao caso BPN chegaram a Arlindo de Carvalho. As casas do ex-ministro da Saúde de Cavaco Silva e de Dias Loureiro foram alvo de buscas no final da última semana, de forma simultânea, porque haveria interesse nesse procedimento no âmbito do inquérito.»

quinta-feira, julho 02, 2009

LOUREIRO E A MALCHEIRENTA OMERTÀ

Mais que a constituição como arguido, foi chocante a leveza e até risonha simpatia isaltina com que Dias Loureiro declarou aos jornalistas o seu novo estatuto e o que só agora ficou a perceber nos negócios malcheirentos que protagonizou. Podemos contar naturalmente com o seu contributo para que vigore e continue intacta essa espécie de omertà siciliana, um velho e denso silêncio, que permite a Oliveira e Costa fechar o livro e não revelar nem metade do que tem a revelar. O BPN foi uma extensa conspiração contra Portugal e os Portugueses e um duro golpe na credibilidade de políticos e ex-políticos. Onde estão todos os demais arguíveis neste caso BPN?! Quem os protege e porquê?! E esses autarcas milionários, velhas raposas do centrão de interesses, quando prestarão contas aos portugueses por décadas de nepotismo e enriquecimento absolutamente ilícito?!: «Com base em indícios considerados suficientemente fortes para o tornar suspeito de ilegalidades em dois negócios do grupo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN) e do Banco Português de Negócios (BPN), o ex-conselheiro de Estado e ex-ministro de Cavaco Silva Manuel Dias Loureiro foi constituído arguido e ouvido nessa qualidade, ontem, pelos investigadores no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).»

sábado, junho 20, 2009

TEIXEIRA DOS SANTOS, DISCÍPULO DE SÓCRATES

«As contas que o senhor ministro tenta ofuscar com as suas são bem mais fáceis de fazer, sem necessidade de imaginar um mundo virtual: 2,55 mil milhões de euros que já custou a nacionalização injustificável que tenta por todos os meios legitimar a dividir por 10 milhões de portugueses dá 255 euros por habitante. Quantos destes habitantes sobrevivem mensalmente com menos de 255 euros e quantos não conseguem poupar 255 euros num ano é a dimensão do insulto para todos que foi a nacionalização do BPN, reforçado e sublinhado com contas que Teixeira dos Santos sabe perfeitamente que não podem fazer-se como as fez.» Filipe Tourais, O País do Burro

segunda-feira, junho 15, 2009

FREEPORT E BPN, VIOLAÇÕES DA ÉTICA REPUBLICANA

«O SILÊNCIO DOS CULPADOS O estridente protesto de Paulo Rangel por causa da roubalheira no BPN foi idêntico aos sonoros ultrajes de Sócrates por causa do Freeport. Além de serem questões criminais, o Freeport e o BPN são temas políticos. Exigem dos políticos participação na denúncia e na condenação. Porque foram abusos de valores públicos. Porque interpelam violações da ética republicana. Por isso não toleram os pactos de silêncio. A abordagem pública descomplexada e livre tem que ser feita em debate político nos locais onde a política se debate. No Freeport e no BPN há áreas que nada têm a ver com segredos de justiça e onde a Presunção de Inocência não pode ser usada como uma espécie de asilo onde os poderosos se resguardam do escrutínio público. É impossível aceitar a relutância que todos os partidos têm manifestado em abordar os dois grandes casos de corrupção que envolvem as que (ainda) são as maiores forças políticas do País. Das vezes que o caso Freeport surgiu no Parlamento, logo Sócrates vociferou ultrajado que era insultuoso abordar a questão e, um a um, os partidos da oposição recolheram-se em embaraçados silêncios pelo atrevimento de terem abordado tão incómodo tema para o Primeiro Ministro. Na campanha das Europeias o estridente protesto de Paulo Rangel por causa da "roubalheira" no BPN foi idêntico aos sonoros ultrajes de Sócrates no Freeport, denotando que o bloco central continua a viver de pactos informais onde, por ética perversa, a regra é não falar dos crimes uns dos outros. Por força da maioria socialista, o Freeport não vai ter, nesta legislatura, direito sequer a uma comissão de inquérito sobre, por exemplo, boas práticas dos governos de gestão em despachos de última hora. Não que uma comissão de inquérito seja substituto adequado ao contraditório vigoroso e plural que só o Plenário permite. É uma espécie de do-mal-o-menos. Quando muito, poderá ter uma função complementar no apuramento de factos se o problema já estiver suficientemente denunciado em termos políticos, o que não é o caso nem do Freeport nem do BPN. Aqui a Presunção de Inocência que os prevaricadores reclamam tem funcionado não como garantia de direitos, mas como abuso de privilégios, resguardando transgressores e dando-lhes tempo para continuar em actividade enquanto prejudicam o apuramento de verdades frequentemente indemonstráveis, como o atestam os inúmeros arquivamentos insólitos e os prazos convenientemente prescritos. É devido à ausência de debate franco, duro e leal sobre estes casos políticos que aos media foi deixado o trabalho "sujo" de esgravatar pormenores, tentando compor uma imagem do que se passa, milhão a milhão, num mundo de falsidades e aparências onde é normal comprar casas a offshores e ter rendimentos com juros nas centenas que nem a Dona Branca prometia. Nesta busca, os media têm operado num ambiente tóxico de ameaças de processos e condenações da Entidade Reguladora da Comunicação Social e do Sindicato dos Jornalistas, que já chegaram ao pormenor sinistro de produzir análise crítica da semiótica da gestualidade dos jornalistas que dão as notícias mais incómodas. Enquanto isto, o mundo da política obscura sobrevive em convenientes silêncios criando inocências a prazo em que se perpetuam práticas de ilicitude. Ficam intactas as "roubalheiras" que, eu confio, sejam bem debatidas, sem medos, nas próximas eleições e em próximos parlamentos.» Mário Crespo, JN

quarta-feira, junho 03, 2009

CAVACO, MARIA APENAS PROFESSORES

Se houve coisa que se percebeu, após a penosa e tardia demissão do importantolas Dias Loureiro do Conselho de Estado, foi que Cavaco seria visado compensatoriamente pelos seus inimigos e detractores numa tentativa desesperada por atingi-lo com a porcalheira moral que grassou no BPN. Debalde. O Expresso apressou-se a sensacionalizar, mas o tiro saíu pela culatra. Nos pratos da balança, o desequilíbrio que pune o PS é incomensuravelmente superior: o caso Casa Pia, o caso Freeport, o caso Licenciatura, o caso Cova da Beira, o caso Universidade Independente, o caso BPP, o caso Governador vitalício e irregulatório do Banco de Portugal. Cavaco não é, quanto a mim, o melhor Presidente possível nem sequer é o melhor dos Presidentes que a III República conheceu. Eanes, a esta luz, foi o melhor, o mais probo e o mais firme. Mas o que Cavaco não é, com toda a certeza, é Charlatão e Falsário. Exerceu autoridade, mas não tinha o autoritarismo chavista que o Ainda-PM desbragadamente ostenta e, pífio, implementa e até forceja de todos os modos por conservar com os gastos em espectaculosidade-Obama e fanfarras circenses de embair. No meio da ampla explicação convicente que o Presidente agora apresenta, lamento a formulação «quando éramos apenas professores». Foi isto que esta legislatura decadente conjugou, elevando e promovendo a vertente persecutória das políticas. Provavelmente, os professores têm direito à humanidade da incompetência, e no entanto é raríssima a incompetência docente. Têm direito à humanidade da mediocridade, e no entanto é raríssima a mediocridade docente. Têm direito à humanidade até do erro grosseiro, e no entanto o erro grosseiro é raríssimo na actividade docente. Não há direito é de os professores serem olhados por uma sociedade doente como «apenas professores». Os advérbios de exclusão (apenas, exclusivamente, só, somente, tão-só, tão-somente, unicamente) não se aplicam a uma profissão que engendra milagres todos os dias. Neste momento Cavaco é 'apenas' Presidente, olha apenas pela sua vida e pelos vistos também está apenas a perder muito dinheiro. Sempre o terá. Há quem não tenha dinheiro nenhum: «Eu e a minha mulher, antes de eu estar nesta posição, quando éramos apenas professores, não tínhamos as nossas poupanças debaixo do colchão, nem tão pouco no estrangeiro. E agora também não. Entregámos as nossas poupanças a quatro bancos, incluindo o BPN, para eles gerirem as nossas poupanças. Esperávamos que eles gerissem as poupanças bem, que conseguissem um bom rendimento. Infelizmente estamos a perder muito, muito dinheiro. Boa parte das nossas poupanças estão desaparecidas”, afirmou o chefe de Estado citado pela TVI.»

quinta-feira, maio 28, 2009

SEIS MESES EM CIMA

Seis meses em cima de Oliveira e Costa com o estrito desejo de sugar avenças do Grupo SLN. Não podiam ser só os outros. Coisa podre! E ainda se queixam do actual estado generalizado de suspeição?! Queixem-se do estado de pouca vergonha política que nos trouxe até aqui e compreendam por que motivo Portugal não tinha por onde crescer, sugado por clientelas, com os Orçamentos de Estado subtraídos em simulacros e habilidades sucessivas por esta gente absolutamente reles em postos de alta responsabilidade. Queremos saber o nome de todos os que têm um passado a sugar e a esmagar Portugal, condenando um povo plácido de contribuintes explorados e corneados a pagar desmandos sobre desmandos. Que nenhum escape ao crivo da Justiça e à melhor Comissão de Inquérito Parlamentar, do mal o menos!, que o Decadente Regime soube parir: «Oliveira Costa, ex-presidente e fundador do grupo SLN/BPN, revelou na sua audição no Parlamento que houve um secretário de Estado que o pressionou durante seis meses para receber avenças do grupo SLN, tendo-se escusado a revelar o nome, por conselho do seu advogado. [...] Em causa está um pagamento próximo dos 200 mil euros que Oliveira Costa assegurou aos deputados ter pago do seu próprio bolso. "Um ex-ministro? Não, mas se disser secretário de Estado...", afirmou Oliveira Costa na terça-feira sobre alguém que forçou a SLN a pagar avenças. .»

terça-feira, maio 26, 2009

BPN: JOAQUINS DE PERDIÇÃO

A leitura exaustiva na Comissão de Inquérito Parlamentar, por Oliveira e Costa, de uma versão da sequência de eventos dentro do BPN-SLN até ao facto consumado da nacionalização como aparente último recurso, castiga fortemente a ideoneidade de um grupo de quatro accionistas, incluindo Joaquim Coimbra e Joaquim Nunes, que de urdidura em urdidura queriam desmembrar o grupo em seu proveito. Para além de tudo o que se puder acrescentar para preencher o puzzle-BPN e organizar o labirinto-BPN de toda esta questão danosa para o País, fica a sensação de que Oliveira e Costa está demasiado só nos calabouços de uma prisão preventiva ainda simbólica de mais para ser levada a sério. Dias Loureiro acumula razões para ter vergonha, desautorizado por todos e por todos acusado de mentir, como agora por Oliveira e Costa, é mais um que dos que em Portugal não se mancam e cuja consciência gelatinosa está num ponto sem retorno: «O ex-presidente do BPN, José Oliveira e Costa, está a explicar, na comissão de inquérito parlamentar, por que razão o banco nunca foi vendido a uma entidade estrangeira, alegadamente por acção de "um grupo de 10 accionistas que conscientemente manipularam factos para fazer abortar a venda do grupo."» O depoiimento de Oliveira e Costa sobre Dias Loureiro tem ironia e chove no molhado reforçando uma imagem bem vincada na opinião pública tanto quanto uma ideia sobre alguém pode ficar gravada na nossa psique colectiva: «Oliveira Costa disse que o antigo ministro tem uma "problemática do ego" e que as declarações que prestou na comissão de inquérito "correspondem ao modelo que Dias Loureiro idealizou ser o seu papel na SLN, que tem uma forte componente heróica". O ex-banqueiro disse ainda que Dias Loureiro "suportou a sua versão [sobre a reunião no BdP] numa descarada deslealdade".»

sexta-feira, abril 24, 2009

BPN TRESANDA A CLEPTO-COCÓ


Uma sociedade briosa e com as prioridades bem definidas dedicaria o máximo de energias a contrair no tempo quer a investigação sobre o roubo sistémico operado por anos no BPN, roubo-símbolo do até quão reles desceu o Regime, quer os fumos de crassa corrupção política que emergem de esse forno crematório da 'carreira' exclusivamente política, não existe outra!, do sr. Sócrates, o Caso Freeport. Assim se passou com o escândalo planetário Madoff tratado pelo sistema judicial norte-americano com uma energia exemplar indisposta a brincadeiras, fretes aos chefes e que, acima de tudo, não tem um MP amadorístico, designado politicamente e politicamente obrigado, com medo de escutas telefónicas e ultimamente com um discurso, em vez de inexistente e discreto, altamente mitigatório dos graves casos entre mãos: «A Polícia Judiciária (PJ) de Lisboa foi hoje a casa de alguns clientes do Banco Português de Negócios (BPN) e ainda de accionistas da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o banco antes da sua nacionalização, no quadro das investigações em curso. O PÚBLICO apurou que a acção policial decorre das queixas-crime apresentadas pelo ex-presidente do BPN/SLN Miguel Cadilhe, que substituiu as anteriores administrações encabeçadas por José Oliveira Costa, actualmente detido, e por Abdool Vakil, que assumiu funções de CEO transitoriamente.» Não vale a pena esconder que um País de Faz-de-Conta só precisa de três coisas para Acabar: 1) uma Justiça que faz-de-conta que actua; 2) uma população ensimesmada, insciente e negligente ao escrutínio que lhe incumbe operar em contínuo sobre a sua própria Pólis, população que faz-de-conta, votando ou não votando, que conta para alguma coisa para os seus representantes; 3) um poder político que faz-de-conta que legisla preventivamente sobre matérias (enriquecimento ilícito/corrupção 'lícita' e 'ilícita'/favorecimento administrativo) as quais, levadas a sério, os exporiam e desacreditariam directamente, retirando-lhes esse bónus intocável de estarem desobrigados à inversão do ónus da prova quando se ultrajustificaria uma demonstração das estranhas fontes de enriquecimento, pois são exclusivamente políticos. Pela parte que me toca, gostaria de poder aproveitar a inversão do ónus da prova para provar ao Regime, à Legislatura-PS e a quem de direito, como e por que motivo, em apenas quatro anos, fui alvo de um inescapável Empobrecimento Ilícito. Como eu, milhares. Infelizmente, há quem esteja à espera de sangue e de ranger de dentes para começar a pôr a mão na consciência social. Olhem, veio-me à mente a pose ultra-autossuficiente e despreziva dos demais de esse extraordinário técnico-PS Correia de Campos.