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quarta-feira, agosto 12, 2015

MEGAMÂNFIO E O NOSSO VOTO ÉTICO

Enquanto o País Político parece acalmar-se, passada a espuma das polémicas de polichinelo, o velho mafioso MegaMânfio parece não ter paz, mostra não ter paz, agita-se como um adolescente que ronda a casa onde se interna moça apetecida. Zela, mais cioso que um corno ciumento, pelo silêncio de Salgalhado, pelo silêncio do Histérico 44, incitando este a resistir aos factos, a ser insolente com os magistrados, a continuar mal-educado, aguardando que o Systema Maligno, que controla Portugal desde o 25 de Abril, o possa libertar e matar as investigações, como foi regra de ouro milhares de outras vezes de há quarenta e um anos para cá.

Portanto, Mânfio, esta gente, zelosa e ciosa não do nosso bem, mas dos interesses que toda a vida tachista apascentou, odeia a independência da Justiça e o que mais quer é que toda esta imundície desenterrada por ela-Justiça nos últimos tempos, como nunca se viu! — verdadeiro crime organizado no seio do Estado e que de há décadas, décadas de rebaldaria pseudoDemocrática e roubo à fartazana, sufoca o País —, se desmorone e volte ao nada, ao zero, oculta, como é timbre sob ‪#‎GovernosPS‬.

Ironicamente, o reforço dos esforços nacionais por mais e mais Justiça vem do ‪#‎Brasil‬ que também se debate contra o mesmo tipo de lastro corrupto ao mais alto nível: o facto de a Procuradoria da República em Brasília — e os Juízes que por lá agem contra qualquer sujidade — possuirem informação bem detalhada sobre irregularidades gravíssimas relativas a Lula, Dilma, Dirceu e aos cúmplices de empresas como ‪#‎Petrobras‬, ‪#‎CamargoCorrea‬, ‪#‎Odebrecht‬, e outras, com vínculos a Portugal, promete agitar ainda mais as águias nacionais.

Já não será mais possível, por exemplo, esconder o negócio PT/VIVO/OI que significou verdadeira engenharia de luvas e arrola nomes como os de Salgalhado, SóCrash, Vara, Lula, Dirceu, pois permitiu distribuir luvas e comissões no valor de mais de 300 milhões de euros. Razões, pois, mais que suficientes para se pensar muito bem no valor ético do nosso voto, a 4 de Outubro.

Não, isto não é tudo a mesma coisa. Pelos frutos, pelos efeitos e consequências sobre nós, vemos bem onde reside o Ápice da Malignidade no Regime. O grande problema será não querer ver, lavar as mãos, permitir que o Mal regresse e o Passado se fortaleça contra nós. Abstenção?! Jamais!

sexta-feira, setembro 05, 2014

LISTA DE DELÍCIAS NO MEU BRASIL

Na Roça, se silenciares a cidade que há em ti, renascerás rural,
místico, íntimo do Criador, sensível ao Seu
Sopro, dócil ao Seu Cristo.
Aquele enxame farto efémero de libélulas, voando à caça de moscas, numa vertigem rectilínea, obliqua, para trás, para diante, em torno da velha odorosa baraúna lá de casa; aquele beija-flor, mínimo, supersónico, em voo brusco, de arbusto em arbusto, entre pétalas rosa, roxo, encarnado; aquela profusão de pássaros sonoros e multicolores, laranja vivo, preto e branco, encarnado, o pica-pau de penugem à moicano, mas especialmente o pássaro azul, sempre só, sempre a solo, entre os demais, todos bicando os nossos restos de arroz, feijão, cuscuz, nenhum deles medindo demasiado distâncias com humanos; aquele sol tão ardente, mal o dia nasce, e ainda ardente enquanto se põe; aqueles crepúsculos de fogo no fim da tarde ou ao romper do dia perante os quais é preciso rezar; a hora intensa do amor, quando a hora do amor intenso chegou; aquele último suspiro da madrugada, o alfange lunar, dois planetas em conjunção; as minhas costas nuas, meu peito, embrenhado na caatinga por horas sentindo os cheiros umburana, quebra-faca, perscrutando chocalhos, revirando cristais, pontapeando espinhos; sol posto, abelhões zumbindo religiosamente como que em adoração ao Criador, entre os ramos e as flores da grande árvore; aquele silêncio místico à hora rubra do horizonte rubro; aquele céu nocturno absoluto, silente, repleto de estrelas desnudando sem mácula a Via Láctea; aquele meu reclinar na rede defronte a quase tudo isto e repleto disto tudo. Este meu encontro com o Criador, à brisa da tarde, e o Seu Santo, lá, no mais completo abandono filial, sem ânsias, sem medos, sem passado, sem futuro, absorto no Momento, fora do mundo, submerso no Cerne.

terça-feira, julho 16, 2013

QUEM VÊ DILMA, VÊ DILEMA

A matéria política brasileira, hoje tão incandescente, deveria interessar-nos mais, a nós portugueses. Quer pelo que dela possamos aprender e colher para o momento crítico que vivemos, quer por simples instinto de quem se olha ao espelho a confirmar que é mesmo do tamanho daquilo que vê. Contra o que o populismo-socialista praticado por Lula deixaria antever, a Presidente Dilma movimenta-se hoje sob o pesadelo de um pesado e impiedoso criticismo. Das redes sociais às manifestações na rua, milhões sibilam ou vociferam o seu nome e apresentam uma dura agenda de exigências, cujo gatilho, já se sabe, foi a construção perdulária de novos Estádios de Futebol, ilhas sumptuosas-luxuosas com pobreza à volta. É como se, de repente, todo o populismo possível do passado redundasse agora em aguda impopularidade, transbordado o copo da paciência popular. A Dilma sobram vaias, embaraços em eventos públicos, cobrindo, à uma e por azar, essa mulher, ex-guerrilheira, que ousou assumir as rédeas do Gigante Sul-Americano. Em política, como na bloga, é preciso ter estofo. É preciso ter estômago. E um instinto de fuzileiro, tipo «Eles que venham. Todos.» Passos Coelho tem suportado calado os piores insultos, as mais baixas insinuações de incompetência e impreparação, as piores humilhações, não por ser corrupto e demagógico, não por ser gastador e inconsequente, não por ser saltimbanco fajuto, mas por todas as razões do nosso martírio social, pelo notório empobrecimento e calamitoso desemprego, do corte massivo de direitos, de rendimentos, prescritos para uma pequena sociedade política e economicamente proteccionista, fechada a fluxos financeiros de monta e investimento extra-europeu, paralisada e incapaz de qualquer dinamismo pelo menos desde a Mansovolução de Abril. Em causa, uma moeda, o Euro, e a sobrevivência dentro de uma união monetária imperfeita e assimétrica. Não é qualquer um que arrosta com máxima impopularidade e moções de quase pré-linchamento político. Do mesmo modo, a coisa tem pesado sobre Dilma, mas tendo como ponto de partida um sentimento popular de profundo aviltamento. Não é concebível que, de repente, o nosso eleitorado geriátrico visse em Jerónimo um eloquente modelo de político, capaz de gerar esperança, capaz de comover e mobilizar a nação, mas o correlato PT brasileiro teve no correlato Lula essa oportunidade impensável para liderar. Foi após tal deslumbramento que o Partido dos Trabalhadores borregou, escândalo após escândalo: o Poder vicia e os homens, os Bárcenas, os Dirceu, os Vara, não brincam nem romantizam quando lidam com outros homens no sentido de estruturar um respaldo estável da política e dos seus agentes: o Dinheiro entrou massivamente na estratégia de Poder a Longo Prazo do Partido dos Trabalhadores. O nosso PCP não tem fama de corrupto nem movimenta milhões de euros. Pelo contrário. Para esse prestígio, basta-nos o PS com variados zunzuns vindos de Portimão, Braga, para não falar dos sucessivos Freeport e sucessivos esquemas de privilégio e excepção, por exemplo, para a aquisição a granel de títulos universitários. Não é verdade que hoje, quando tão hipocritamente se fala em credibilidade, o PS não se credibiliza muio por causa da pesada herança dos variados abusos antidemocráticos de Sócrates ou das matérias negras agregadas a Soares, do Fax de Macau-Emaudio, às intermináveis revelações de Rui Mateus?! Não. Espantosamente, o eleitorado português é estúpido e perdoa. O mesmo se diga do entorno cavaquista, onde um Oliveira e Costa e um Dias Loureiro pontificam como intoleráveis escarros à honorabilidade de ex-detentores de cargos públicos. A ganância dos partidos mata a confiança e generaliza a descredibilização de um sistema político. O Regime tem branqueado tudo isto e outras coisas porque não presta, não nos serve de modelo de coisa nenhuma respirável e justa. Da mesma forma, Dilma sucumbe sob o problema em forma de partido que o PT representa. Recorde-se que, muito antes de eleita, a candidata Dilma não passava. A sua imagem não cativava. O seu discurso não mobilizava. Foi necessário que Lula comparecesse, omnipresente, na disputa eleitoral, para alavancar a candidata. E resultou. Pois agora, sob a vaia e sob a rejeição das massas, o próprio PT demarca-se da Presidente. Suspira até por um retorno daquele mesmo Lula que lhe deu tudo, após este ínterim de sucessão democrática falhada. É a conjuntura. Não por acaso, o PT não parece apoiar Dilma para as Presidenciais de 2014. Entre o combate à inflação e ao recuo do crescimento económico, entre descobrir e aplicar soluções para as reivindicações das massas, na Saúde, Transportes e Educação, uma Presidente debaixo de fogo não pode perder tempo e não tem tempo nem contexto para se maquilhar, refrescando a popularidade. São outros os imperativos. Lá como cá, as políticas por vezes urgentes e necessárias podem ser extremamente impopulares e colidir com os interesses políticos de um partido. Ao contrário de Sócrates, para quem tudo era marketing pessoal e vagamente político, tudo era soundbyte, para Dilma, para Passos-Portas, nada é, nem pode ser ou servir, para qualquer espécie de marketing pessoal. Entre mãos, o País e o risco injusto de linchamento à conta da resolução de dilemas com repercussões drásticas no futuro. É como se só uma perfeita besta corrupta e danosa pudesse sair a rir deste filme. Nunca um decisor. Nunca um homem de Estado. Esperemos que não seja a Malícia e a Traição a rir por último. Repare-se, porém, como os comentários mega-burlões na RTP dominical servem para condicionar a agenda e a liberdade decisória de Seguro pela não-assinatura de qualquer Acordo de Salvação Nacional e perceba-se aí a perversidade e a sujidade manhosas que os impunes aportam ao debate hoje em decurso em Portugal. Basta isto para que o movimento dos três partidos deva seguir no sentido inverso do cálculo político e da barganha eleitoral. Os problemas internos de contestação reivindicativa determinam que a Dilma falte o próprio partido tal como, em Portugal, os custos da aplicação do Ajustamento determinaram um stop decisório, a paralisia da coligação PSD-PP ante a montanha intransponível da absoluta urgência de cortes associada à máxima penalização eleitoral garantida: Dilma não pode escapar ao trabalho prioritário do País. É o seu pescoço que está em causa. Já o partido, os petistas, têm uma agenda estritamente política e de charme que não se compadece com desprendimento e filantropia políticas. Pensar em Dilma é perceber o dilema entre sucumbir à sombra de um partido, nos seus escândalos e lógicas pérfidas de sobrevivência, ou superá-la pelo interesse nacional. Dilema de Passos. Dilema de Portas. Dilema de Seguro.

terça-feira, julho 02, 2013

DILMA, MORSI E O DR. SOARES

A rua está a falar cada vez mais alto. Gritou na Turquia. Vociferou no Brasil. Berra agora no Egipto, rejeitando um presidente eleito, o islamista Mohamed Morsi, cujos passos políticos foram dados no sentido, não de uma reconciliação nacional, mas de um absolutismo islamizante, pé ante pé, medida ante medida. A rua é soberana no século XXI? Depende. Alguns, na Esquerda Impostora e Nihilista Portuguesa, convocam-na e ela não acontece. Nunca. A não ser que, num primeiro momento, se disfarce de movimento cívico Que se Lixe a Troyka para logo se expor e gerar desmobilização dado o facto de os portugueses odiarem ser manipulados do Sofrimento Real para o Nada Garantido, típico das Esquerdas Raivosas, do BE ao PS. A rua não se empertiga em Portugal. Não acontece em Portugal. Mário Soares, por exemplo, tomando a nuvem por Juno, considerou que os insultos organizados pelo Bloco de Esquerda e os arrufos promovidos pelo PCP, à chegada e à partida dos Ministros em eventos e encontros oficiais, chegariam e sobrariam para derrubar o Governo Passos. Não. A rua, aqui, é minoritária e até é parva: não se derruba um Governo para instalar em seu lugar o Nada-de-Jeito, dando força à Funfas Catarina, ao Gasoletas Semedo-Morcego, ao Frankenstein Jerónimo. As pessoas vão, sim, trabalhar, pedir à porta dos hotéis e das igrejas, emigram em massa, consideram muito mais útil ir lutar com as armas que têm pela própria vida e por um emprego precário, espécie de raspadinha com prémio, do que servir de gado aos partidos do sistema. Ninguém nos leva ao colo. Nem amigos. Nem família. Nem Igreja. Temos de fazer pela vida. A rua em Portugal não funciona, caso os instigadores dela se proponham trocar o inferno da Austeridade pelo terror de Coisa Nenhuma e Talvez Pior que Nada. Mas no Brasil, por um pouco Dilma e o seu Governo cairiam, se a rua quisesse, excluindo a opinião do dr. Soares, para o qual esses largos milhões de brasileiros zangados talvez mereçam o epíteto de golpistas e a rua brazuca seja epigrafável de ilegítima. O dr. Soares é amigo de Dilma. O dr. Soares não abençoa a rua que execre Dilma. E agora, no Egipto, é a praça de todas as primaveras árabes, Tahrir, que forceja a deposição de Mohamed Morsi. Não é anarquia. Estão é fartos de tirania. O que os jovens liberais e de Esquerda exigem, liderados pelo socialista Hamen Sabbahi e por Mohamed ElBaradei, é o fim de uma deriva subversiva, mesmo dos pressupostos da democracia, tentação em que caiu a Irmandade Muçulmana sob Morsi. Também os nazis ascenderam à tirania mediante eleições livres e injustas, que nunca mais foram livres nem justas porque não mais aconteceram. O exército, no Egipto, é, portanto, agora a última instância para as aspirações democráticas e laicas do Povo egípcio. Trata-se de um presidente que não resolveu nem a crise económica nem o desemprego, que está nos 13,2%, nem um défice fiscal que escalou para os 48% face ao período homólogo anterior, nem um endividamento externo já vai nos 80% do PIB. Mas há outras razões para um derrube iminente deste Presidente, legitimado em eleições mas logo iligitimado por tal desempenho económico e sobretudo pela deriva islamizante, actos e decisões que configuram alguns tiques de absolutismo religioso. A Irmandade Muçulmana perdeu prestígio. Se ganhou as eleições, há um ano, foi por um sentido de gratidão do eleitorado por longos anos de misericórdia e assistencialismo social, gratidão pouco lúcida, logo traída pela agenda islamizante e pela intolerância e castração de costumes com o que a juventude e os democratas não podem. A rua pode ser soberana no século XXI! Em casos extremos, o Parlamento pode e deve ser, por vezes, uma avenida da Liberdade repleta [Teria sido belo derrubar o segundo Governo Sócrates Fajuto com quinhentos mil a pedi-lo uma semana inteira nas praças e acessos da Capital]. Portugal, Brasil, Egipto: a menos que o dr. Soares não passe de um tonto hipócrita, dir-se-ia que o Povo-Rua só é soberano em Portugal, neste momento, contra a Agenda Austeritária da Troyka e contra o Governo de Direita. Não o seria contra um Governo Socialista sob a Agenda Auteritária da Troyka. Não o seria, mesmo em massa, contra o Governo Petista de Dilma. Quanto ao Egipto? Soares não sabe/não responde

quarta-feira, junho 26, 2013

MAIS LUZ. MENOS CALOR

Olhar para o caos no Brasil e o Deboche 37. Preveni-lo em Portugal: «[...] confesso não compartilhar da euforia que tomou as ruas das principais capitais do país. Há uma insatisfação generalizada e difusa, sem foco. Não adianta ser contra “tudo que está aí”. É preciso compreender melhor o que nos trouxe a esse quadro, e como mudá-lo. Temos que gerar mais luz e menos calor. Além da grande cacofonia nas ruas, cada um com uma demanda diferente, há grupos radicais de esquerda tentando se apropriar dos protestos. Afinal, isso é o que eles sempre fizeram: incitar as massas e criar baderna. Separar o joio do trigo é crucial. Vândalos devem ser contidos, saques e agressões aos policiais devem ser reprimidos com todo o rigor da lei. Manter a ordem é fundamental. [...] Sou bastante crítico a este governo. Meu julgamento da era petista é o pior possível. Nunca antes na história deste país se viu tantas trapalhadas conjuntas, tanta incompetência, tanta mediocridade e safadeza. O PT segregou o país, comprou votos com esmolas estatais, aparelhou a máquina do Estado e demonstra forte viés autoritário.» Rodrigo Constantino

terça-feira, junho 25, 2013

RUA BRASILEIRA E RUA PORTUGUESA

Há quem ache que em Portugal temos razões e mais que razões para sair à rua como os brasileiros. É esse aliás um dos mais recentes argumentos de uma Esquerda Fóssil e Raivosa que a nada mais aspira senão a piorar o que já nos é péssimo. Devo dizer, como luso-brasileiro, que tal significa laborar numa falácia monstruosa. Sim, a Corrupção de Estado em Portugal tem sido devastadora e tem gerado as bancarrotas socialistas que se conhecem bem, coisa com que o actual Governo e a actual Justiça contemporizam desabridamente. No Brasil, nem a mais retinta corrupção política e societária afrouxam um clima geral de expansão e crescimento. Apenas vincam a crassa injustiça no abismo entre rendimentos. Há, portanto, diferenças entre a incandescente Rua Brasileira e a Nula Rua Portuguesa. O Brasil tem uma tal pujança económica que, após os estádios, gerou um escândalo redobrado nos cidadãos confrontados com os seus precários e displicentes sistemas de saúde e de ensino públicos, escandalizando-os igualmente a corrupção associada à política, às obras de Regime, desde líderes estaduais a autarcas das principais cidades. Mas em Portugal, embora repletos de razões de fundo contra o Regime e a Corrupção que o caracteriza, não podemos encher só agora as ruas. Na presente situação de decrepitude financeira e ruína económica, numa situação sistémica europeia de risco do Euro, tal ideia só pode passar pela cabeça de oportunistas estúpidos, imbecis mediáticos e lunáticos anacrónicos de uma Esquerda-Razia-Económica que, após 1975, não volta nem pode voltar mais.

sábado, junho 22, 2013

#MUDABRASIL, AS CINCO CAUSAS

O RASTILHO DAS REVOLUÇÕES

«A verdade, deplorável verdade, é que o gosto pelas funções públicas e o desejo de viver à custa dos impostos não são, entre nós, uma doença particular de um partido; é a grande e permanente enfermidade democrática de nossa sociedade civil e da centralização excessiva de nosso governo; é esse mal secreto que corroeu todos os antigos poderes e corroerá todos os novos.» Alexis de Tocqueville

quinta-feira, junho 20, 2013

POVO EXIGE UM HIGIÉNICO PELÉ CALADO

Pelé transformou-se num ET com sabor vagamente brasileiro. Há muito. Não é de agora. Já não sente o Povo nem as causas profundas que o movem. Nada mais letal para a pureza das convicções e da sensibilidade que a pátina do dinheiro e do estrelato, se é que alguma ali morou pureza, convicções ou sensibilidade, coisa de que muitos duvidam.

O BRASIL SAI À RUA PORQUE... II

Porque o Sistema Corrupto Instituído no Brasil tem uma relação áspera com a verdade.  Por exemplo, bastou que a jornalista Fernanda Odilla revelasse ter o Itamaraty [Ministério das Relações Exteriores] achado pequena a suíte de 81 m² do hotel Beverly Hills, em Durban, na África do Sul, e hospedado a doutora Dilma no Hilton para, por ordem terminante do Planalto, tais informações passarem a reservadas, vedadas ao público, inescrutináveis e, a partir de agora, só sejam divulgadas em 2015. Quem tem terror da verdade?! Se lá estivesse, também estaria na rua.

quarta-feira, junho 19, 2013

O BRASIL SAI À RUA PORQUE...

Por mil e uma razões sai e sairá o Brasil à rua, uma delas tem a ver com os esforços do Sistema Corrupto Instituído para diluir as penas dadas aos mensaleiros que correm o risco de serem mandados para o presídio do Tremembé, isto é, de regresso à vida boa e diletante, Paris, Férias, Sossego, com o ministro Dias Toffoli, do STF, a dizer que, escandalosamente, os recursos dos réus poderão demorar dois anos para ir a julgamento. Lá como cá, há culpa, mas não há pena aplicada ou há culpa, mas não há acusação. A merda é a mesma. Só varia no grau.

DILMA ROUSSEFF OU A MATRIX BRASILEIRA

O que é que se passa no Brasil? Basicamente, o despertar de uma certa autoconsciência que converge em protestos pelas razões de sempre. Não há só alguma assimetria na distribuição da riqueza, mas tudo ali é simétrico, sendo dê por onde der. E não vale a pena a Presidência tentar distribuir demasiado o âmbito e os alvos do protesto. A corrupção é a marca de água do Regime. A figura da Presidente brasileira, Dilma Rousseff, está danificada irremediavelmente pelo curso habitual trilhado pela impunidade. A construção dos estádios para o Mundial de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 teria de sofrer as derrapagens escandalosas da praxe, o que só se torna chocante quando se pondera as enormes carências e falta de qualidade na Saúde Pública, espectáculo quotidiano de negligência e descaso. Assim, o Governo dormente de Dilma dificilmente mudará o que não mudou nem moralizou até aqui, bem pelo contrário. As vozes pela mudança e a pressão social já não suportam a ambivalência das instituições e a sua enorme permeabilidade ao abuso. Por isso veremos o Rio de Janeiro, São Paulo e a maior parte das capitais estaduais envolvidas num protesto ao qual já só falta um Memorando de Exigências que acorde políticos desfocados como Geraldo Alckmin. Uma sociedade onde o preço das coisas é altíssimo, em que se tolera a má qualidade dos serviços públicos, a corrupção, os limites que a juventude enfrenta na concretização dos seus sonhos, lá como cá, um sentimento apartidário e sem ideologia senão o grande sentimento de mal-estar e de aviltamento pelo seu mundo ao contrário. Se há uma revolução cívica no Brasil, constante e tenaz, ela é filha do Facebook na congregação e autoconsciência das pessoas.   É o direito à indignação com o qual Rousseff tenta lidar com a melhor face e bonomia possíveis até porque todos os governos mundiais aprendem com os erros e o sangue vertido noutras manifestações e noutros Países. Mas o protesto não chega. Se ele terminar e nada mudar, foi tempo perdido e espectáculo substitutivo da novela das sete. O cansaço é com o cinismo do Partido dos Trabalhadores, com a construção inflacionada e repleta de derrapagens corruptas dos estádios do Mundial de futebol por contraste com a realidade terceiro-mundista dos hospitais públicos miseráveis, onde faltam profissionais e todos os recursos que dignifiquem os cidadãos. Não é mais tolerável que só um estádio, como o do Maracanã, ter sido alvo de grandes obras de reconstrução no valor de 345 milhões de euros e nada de equivalente se faça nos equipamentos de Saúde ou da Educação. Não é mais tolerável que o interesse das imobiliárias ansiosas por novas áreas para construir terraplanem e expropriem o simples cidadão mudado para qualquer lugar medíocre, como acontece na vila Autódromo, na zona ocidental, lugar da futura Aldeia Olímpica. Bastou o rastilho do aumento do preço dos autocarros em São Paulo, num sistema com veículos que são os mesmos desde há quase uma década. O paradoxo brasileiro é, portanto, chocante e terrível. Resta saber se esta espécie de acordar cívico, com todos os riscos de apropriação pelos saqueadores e violentos, terá consequências palpáveis ou morrerá na mais completa inconsequência. Repare-se que o facto de algumas cidades estaduais anunciarem um recuo nos preços dos transportes, isso já não tem qualquer peso dissuasor. Dilma, que há dias veio mostrar toda a sua altivez despreziva para com o minúsculo Portugal na sua cabeça, em pleno dia 10 de Junho, está no olho do furacão. É ela precisamente o alvo simbólico dos protestos que deflagram nas cidades e pouco ou nada a salva da detracção e do cansaço de todo um Povo sem Esquerda e sem Direita. Se foi capaz de desprezar oficialmente o Dia de Portugal e, portanto, os Portugueses, e, portanto, Portugal, ninguém estranhará que despreze o Nordeste Brasileiro como País à parte do Sul próspero e rico, ou que despreze cidadão imbecil que espera seis horas agonizando num hospital público. O que toda a gente/todo o mundo percebe que Dilma, face visível da Matrix brasileira, já abriu as pernas aos milhões que enchem os bolsos das construtoras e dos interesses instalados graças às exorbitantes derrapagens corruptas. Lá como cá, a arrogância da Esquerda, a corrupção da Esquerda, a impunidade da Esquerda, o grande biombo da gula e do abuso com que se fazem milhões para gastar em Paris.

terça-feira, junho 18, 2013

CORRUPÇÃO ENOJA RUAS

Cansaço cívico por causa da corrupção e meios de convergência das massas como o mundo nunca viu resultam em manifestações explosivas, mesmo num País ufano pelo seu sucesso económico recente, basta pensar que o Brasil produz tudo, correndo o risco, e isso é outro problema, de não ter a quem vender o que produz fora do seu fortíssimo mercado interno. Na Turquia, um movimento implacável contra a brutalidade de um Governo tentado à islamização dos costumes e à decisão lobista de fazer um centro comercial lá, num parque de nome Gezi que as populações adoram. É aqui que o dinheiro dos fortes, que o Poder político-económico, por mais que forceje avançar, não pode terraplanar as gentes fatigadas e os seus sonhos. Dilma pode ter nas mãos uma rebelião a progredir como o fogo num barril de pólvora: bastou o aumento da tarifa do transporte público para 20 Reais para a rejeição em pacote do sistema político brasileiro, onde tudo está em causa porque tudo é desigualdade, tudo é corrupção, logo com o Partido dos Trabalhadores de Dilma a simbolizar o que há de mais doloso e ruinoso no que ao prestígio da classe política diz respeito, comportamentos, factos e factóides que replicam os efeitos nas contas públicas e na sociedade de um PASOK grego e de um PS português, uma certa Esquerda que perde o pudor, uma certa Esquerda absolutista, ávida de autoperpetuação, que se deslumbra e aburguesa mal se vê no Poder e esse Poder se prolonga nos anos, traindo todas as expectativas das pessoas e atraiçoando toda a confiança que suscitara aos eleitorados. Solidários e sensíveis, os brasileiros perderam as ilusões. O Brasil do crescimento anual do PIB não o seu Brasil de baixos rendimentos com um oceano de miseráveis e excluídos em torno, não é o seu Brasil a mentalidade vigente de pequenos e médios investidores é enriquecer o mais rápido possível e para isso explorar exaustivamente a mão de obra e pressionar os preços. Seria fácil tolerar as marés da economia, o progresso e o crescimento, a austeridade e a inflação, caso a corrupção não desfilasse tão impudica no País do Mundial 2014.

sexta-feira, maio 31, 2013

QUANTO PIOR, MELHOR

«A Gallo Worldwide investiu oito milhões de euros numa nova linha de produção na fábrica de Abrantes para reforçar as exportações de azeite, que já valem 70% da facturação. O investimento permite duplicar a capacidade de produção, actualmente na ordem das 30 mil toneladas. [] O Brasil é o principal mercado da empresa, que pertence ao grupo Jerónimo Martins (dono do Pingo Doce e com participação da Unilever Jerónimo Martins). Só depois vem Portugal, Venezuela, Angola, China e Rússia.» Público

segunda-feira, maio 06, 2013

MAUS SINAIS DO IRMÃO BRASILEIRO

Provavelmente, alguma da elite política brasileira hoje no Poder acompanha com ignorância e desdém os acontecimentos dramáticos na Velha Europa, especialmente as humilhações do Estado Português sob resgate externo, convencida de que as suas escolhas megalómanas à pala do Mundial 2014 e dos Jogos Olímpicos 2016, não lhe trará amargos de boca também a ela. Se assim é, essa elite é mesquinha e acerba. 

Basta a simples noção de que, tal como em Portugal, a força devoradora da corrupção brasileira tragará , uma e outra vez, fatalmente, na sua voragem, todo o potencial criador e justo de uma economia repleta de potencial. É pena. Num mundo global, ninguém vive com a miséria vizinha, nem que o vizinho [pomposo país irmão] fique a mais de nove mil quilómetros. Porém, no Brasil provinciano e circunscrito de Dilma, tudo é possível. Até a ingratidão.

Ora, medidas como esta recente, de reafectação a outros países de sete mil estudantes brasileiros que tinham escolhido Portugal para fazer parte dos seus estudos superiores, após o Governo brasileiro ter anunciado, no dia 24 de Abril, o cancelamento das bolsas para Portugal concedidas no âmbito do programa Ciências Sem Fronteiras, além de ressumarem ingerência na esfera pessoal dos estudantes e serem de duvidoso sentido estratégico num País que, em todo o seu gigantismo, só ouve a sua língua e a sua língua é a sua única música [não há legendas nos filmes, nas séries, em inglês, francês, alemão, espanhol]  só vêm comprovar que Portugal, nesta hora decisiva e solitária, em que todos os tapetes nos são tirados de debaixo dos pés, não tem todo o apoio nem toda o carinho que merece do Brasil. Tem o preconceito em cima. Tem o mito tropicalista ressentido, presumido, e os seus equívocos de reescrita histórica ao arrepio da tese Casa Grande & Senzala. Tem a desconsideração pelo pequeno País, o castigo do desdém, o alheamento desse Brasil, por tanto tempo vítima do FMI e ainda sujeito a ratings nada lisonjeiros por parte das agências de notação sediadas no Umbigo do Mundo, Nova Iorque.

Sim, isto é bem verdade para as pessoas e para os Estados: no mundo real, quando não se tem dinheiro, até os cães nos vêm mijar às canelas, coisa ainda mais verdadeira numa sociedade ultraliberal, para lá de salve-se-quem-puder, como a brasileira. Ouve-se dizer que as coisas vão melhor que nunca no Brasil, mesmo com uma Europa que não compra e num mundo em suspenso e em risco global perante o abismo europeu com a crise do Euro. É possível. Mas a primeira vítima da alta política do Planalto já é o défice de nobreza de que a medida referida é só um sinal. Um mau sinal.