O que é que se pode dizer de Cândida Almeida, agora compelida a cessar a sua comissão de serviço e com um inquérito em cima por fuga de informação confidencial no DCIAP?! Nada que valha. Não sei se teve sonhos de rigor e pureza, isenção e firmeza, na função exercida que se pudessem levar a sério. Sabemos todos é que acabou assimilada pelo ambiente turvo e, sim, corrupto!, que caracteriza o Regime e os Partidos de Poder, agentes de dilação e imunidade. Há silêncios culposos e formas manhosas de inacção terceiro-mundista. Pinto Monteiro, Cândida Almeida tardaram a evacuar-se. Fazem parte da velha mobília pré-histórica do sistema político português
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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terça-feira, fevereiro 19, 2013
quinta-feira, setembro 06, 2012
CORRUPTOS, BÊBADOS, SECTÁRIOS, EXTREMÓFILOS
Tenho pena da Senhora Procuradora Cândida Almeida. Não sabe o que fazer com os esquemas ladinos de alguns dos nossos decisores políticos. Como provar que no Freeport o dinheiro de corromper foi para o bolso do decisor político corrupto? Como descobrir o paradeiro dos 30 milhões de Euros que o GSC – German Submarine Consortium – pagou à ESCOM, do grupo Espírito Santo, empresa que fez assessoria na negociação das contrapartidas e criou uma empresa offshore para lidar com as receitas? Como prender alguém no caso de corrupção política grosseira Cova da Beira? Ou meter dentro os conspiradores políticos no caso Face Oculta? Que políticos e partidos portugueses estão associados a sucessivos esquemas lesivos do dinheiro dos contribuintes, milhares de milhões nas últimas PPP, dois mil milhões nos submarinos, um Filho da Puta a viver, em Paris, do que jamais poderia ter ganho ou acumulado num País perfeitamente normal. Cândida de Almeida está só, acossada no seu labirinto. Se manifestamente protegeu um, talvez se sinta obrigada a proteger outros sob o foco da Política Global, nisso se jogando o nosso prestígio e a nossa imagem como um todo. Por isso fica perplexa que os mesmos filhos da puta que se questionam, e bem, sobre se o presidente da ESCOM, Luís Horta e Costa, já prestou declarações e por que por ventura está ainda em liberdade, e se atiram a Paulo Portas, às suas fotocópias ou originais, aos documentos relacionados com os contratos dos submarinos desaparecidos do Ministério da Defesa, olham para José Sócrates sem um frémito de vómito, sem um esgar de nojo, sem um fio de imparcialidade. Temos, efectivamente, uma casta de reles criminosos filhos da puta à caça dos corruptos do adversário, mas derreados e benévolos para com os seus corruptos, rapinadores. Que casta de extremófilos filhos da puta! Tenho, efectivamente, imensa pena de Cândida de Almeida.
terça-feira, setembro 04, 2012
PORTAS, SÓCRATES E O DIABO
Há uma diferença abissal entre o político Portas e o ex-político, o grande javardo cevado pela política, Sócrates. Toda a gente sabe que para este último sacar o máximo de dinheiro à conta da sua posição de poder era normal, habitual, corriqueiro, quer como ministro quer como Primeiro-Ministro farronca, e mesmo hoje Cândida Almeida se arrepela de estupefacção e escândalo perante a vida de luxo que o mega-enriquecido ilícito leva por Paris sem saber ela [ou sem querer saber!] por onde lhe pegar. Nenhum dos lixos curriculares deste último foi esclarecido. Nenhum. Portas, pelo contrário, trabalha arduamente por amor de Portugal. Não tem fama de demagogo. Não tem fama de manipulador, de ávido comissionista político ou chantagista. Pode ter tido tentações, mas não tem todo um trajecto de suspeições opacas por esclarecer e não consta que tenha acumulado balúrdios de dinheiro instantâneo para viver como um Nababo Filho da Puta Impossível em Paris. Sócrates só nos dará descanso quando bater justificadissimamente com os costados numa cela, apanhando castigo público, um Auto de Fé com escarros e apupos, por não passar de um desbragado ladrão, um refinado pantomineiro de quem paradoxalmente não se fala, e cujos actos daninhos, parece, não aviltam nem escandalizam as vítimas, hoje esbulhadas, hoje desempregadas, hoje transformadas em resíduos, tratadas como lastro e convidadas a debandar do País pelos timoneiros do défice. Portas é só Portas. O Diabo sai a perder numa comparação de igual para igual com aquele que trocou optimimisticamente a sorte negra de um Povo pela saciação absoluta de si mesmo.
segunda-feira, setembro 03, 2012
CÂNDIDA, DE MATERNAL A ESPINHO ATRAVESSADO
Já por aqui comentei o trajecto da procuradora-geral adjunta e os seus pronunciamentos bastante polémicos na Universidade do PSD. Basicamente, veio rasgar o manto de silêncio e suspeição que recobre a vida obscena a que José Sócrates entrega em Paris. De modo inesperado, aliás, tendo em conta a atitude maternal que desempenhou no caso da Licenciatura Ranhosa na Independente e no caso Freeport. Claro que a tese de que Portugal não é um País de corruptos tem mais a ver com a admissão de fraqueza: o Ministério Público é demasiado contemporizador e complacente com a corrupção política. Não poderia ser de outro modo: os lugares que ocupam são fruto de indigitações políticas em face das quais os indigitadores só esperam gratidão e que os não chateiem, mesmo com sobeja matéria para serem incomodados. No momento susequente do colóquio, uma jovem pergunta-lhe: «Como é que o antigo primeiro-ministro, eng. José Sócrates, estuda e vive em Paris, como se nada se passasse, fazendo uma vida de grande luxo, [dificilmente] com o dinheiro dos salários que ganhou em Portugal, e sem que nunca tenha sido detido?» Qualquer pessoa, qualquer vítima das políticas de saque actuais tem obrigatoriamente de olhar para trás e questionar-se qual foi a troca que possibilitou que um simples político, a ganhar mesquinhamente no mesquinho papel de Primeiro-Ministro, pudesse hoje sustentar-se à grande e à francesa em Paris. Com o dinheiro dos seus salários de político sem outro mister ou carreira?! Impossível. O enriquecimento ilícito é uma evidência obscena que tresanda a crime por todos os poros. Só inúmeras comissões indevidamente acumuladas de decisor político, hábito consolidado e aludido no processo Freeport, lhe permitiriam uma vida de champanhe, uma vida a chupar vieiras em vergonhoso contraste com o lodo em que nos meteu. Por cada PPP em que estejam em causa centenas de milhões de euros para o Privado e prejuízos pornográficos aos contribuintes, como não se cansa de acusar José Gomes Ferreira, o que custaria pagar-lhe uma comissão de quinhentos mil?! Basta multiplicar estas comissões por cada negócio ruinoso em fim de festa, com os cavalos das contas públicas na água. A resposta de Cândida Almeida é todo um reconhecimento de que há algo muito negro, muito obsceno e muito errado naquela vida larga, mas também algo de muito errado na impotência confessada. Não é por acaso que essa implícita e inesperada admissão de evidente corrupção no Abominável Corrupto de Paris por parte de Cândida Almeida deixa fora de si o séquito de animais que ainda incensa o exercício da Política enquanto Roubo Disfarçado e Manobra de Diversão.
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domingo, setembro 02, 2012
AINDA CÂNDIDA OU A EPIDEMIA DA IMPUNIDADE
As recentes declarações da procuradora-geral adjunta Cândida Almeida geram a reacção mais natural possível entre nós, pelo menos para quem lê jornais e anda informado: a corrupção política em Portugal é supersónica, sofisticada, não é vista nem detida porque não se deixa ver nem deter e sobretudo porque à partida, para actuar, armadilha previamente a Justiça com a mais materna familiaridade. Nada mais chalado em Portugal que não considerar profundamente corrupto um indivíduo que enriquece obscenamente à conta da política, vai gastar os seus inexplicáveis milhões para Paris, e nada se passar. Mais: há um complementar silêncio religioso próprio de quem acata não pronunciar nem hostilizar esse nome, sequer para responsabilizá-lo dos nossos apertos e esganamentos presentes. Portugal é um país corrupto, mas não absolutamente corrupto. Só não é nem uma coisa nem outra apenas para quem vive de e para a corrupção. E não é porque a grande maioria dos políticos e funcionários sejam corruptos, mas porque a alegada corrupção política, geralmente não provada, beneficia objectivamente da protecção ostensiva dos agentes da Justiça, aliás postos nos seus lugares, graças à benevolência e gratidão dos partidos de Poder. Nós não necessitamos de lições preciosistas sobre o que seja ou não seja corrupção, e dentro dela, o peculato, o suborno, a extorsão, o nepotismo, o abuso de poder, e o que sejam crimes económicos e financeiros: estar na política e enriquecer rapidamente, gastar milhões impossíveis em Paris, mereceria uma atenção que frouxamente nem a socialista Cândida nem o socialista Pinto Monteiro concebem nas suas pequenas cabecinhas carreiristas, escolhidos ou mantidos a dedo para fazerem exactamente o que fazem. Nada. Não é que a corrupção seja generalizada em Portugal. Ela é somente impune e desbragada em Portugal. Não é conjectura nem boato nem questão de sanha política, sectarismo ou bota-abaixismo apontar o singelo facto de José Sócrates, em pleno olho do furacção-falência de um País, ter beneficiado objectiva e ostensivamente do seu papel de decisor político. Constata-se um trajecto pessoal absolutamente negro e nada recomendável perante o qual nada se faz, nada se determina. Cupidez desmedida, abuso de funções, avidez descomunal por dinheiro e influência, é esse o primarismo e é essa a insanidade mental contra os quais só nos calham Cândidas e outros grandes ministradores de indulgência maternal.
DE OLHOS FECHADOS PARA NÃO VER CORRUPTOS
Acredito piamente que não haja políticos corruptos em Portugal, mas só na opinião de Procuradoras como Cândida Almeida, cujos olhos se fecham selectivamente em se tratando de casos com fedor grosso envolvendo figuras gradas como o Glutão Parisiense. Há indícios que entram pelos olhos nos casos Freeport, Cova da Beira, Licenciatura Independente, Face Oculta, sobretudo as criminosas e impossíveis Últimas PPP. Não há desculpas. Para corruptos, em esperteza, recursos e técnicas de ocultação, a anos-luz de investigadores ou coordenadores de investigação demasiado lassos e maternais, como a gaguejante Cândida, urgem medidas à altura e não afirmações de cor e taxativas de que não temos políticos corruptos. Pronunciamentos desses colam-se bem ao permissivismo laxista do nosso MP, bem à medida provinciana do País. Laxismo, em Portugal, chega e sobra para haver corrompidos sem haver corruptos. Num País a sério não haveria espaço para liriquistas protectores de tubarões atrevidos, como Cândida, nem para fantoches defensivos de certos nomes delicados, como Pinto Monteiro. A farsa continua.
domingo, agosto 05, 2012
PODRES DE UM MP A CAIR DE PODRE
Há por aí rumores de que o Ministério Público e os juízes andam às turras e tudo porque o colectivo que julgou os amendoins Charles Smith e Manuel Pedro, no caso Freeport, foi implacável na crítica emitida publicamente à forma displicente e complacente como os procuradores investigaram o caso. Nem seria preciso ser juiz, ter julgado este caso, para estar obrigado a criticar duramente tais procuradores. Bastaria qualquer de nós ser um cidadão atento para perceber quer o andamento-lesma quer o grande esforço sorna por ilibar à partida o degenerado que hoje, sem vergonha, se acoita em Paris. Quando o referido colectivo visa concretamente o departamento liderado por Cândida Almeida, continuamos no domínio do óbvio triste.
Não é uma questão de intromissão de juízes na função de procuradores. Nem sequer se trata de um caso de transposição de competências, porque se aos juízes competiu julgar os factos, ninguém minimamente informado e atento em Portugal confiaria na hierarquia do MP para uma análise às questões de alta corrupção que este caso arrola. Talvez por isso é que os amigos do PS e de Sócrates, Cândida e Pinto Monteiro, não engulam facilmente que o Tribunal do Barreiro tenha, a 20 de Julho, mandado extrair uma certidão pedindo que voltem a ser investigados indícios fortíssimos de corrupção no seio do Ministério do Ambiente, então liderado por o referido ex-político. A exigência de que se investigue o caso finalmente não representa uma posição política. A exigência de que se investigue o caso a sério não consiste em alguma coisa de absurdo. Trata-se de coragem e de um sentido de representação dos nossos interesses enquanto cidadãos e que jamais a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida, que afinal liderou a 'investigação' Freeport, nos poderia merecer. Sim, por causa da amizade ao PS. E, sim, por causa da amizade delambida a José Sócrates. Para impunidades sucessivas e a vários níveis inéditas, nada como um acórdão também aparentemente inédito. Choca, aliás, que o ainda rançoso MP possa vir agora com a ameaça de acção disciplinar sobre a coragem dos três membros do colectivo presidido por Afonso Andrade e composto pelas juízas Amália Batalha e Cláudia Roque. Isso significaria que os procuradores, essa gente habitual, prefere apontar para a floresta e ignorar a árvore. Quanto a mim, os juízes, confrontados como ninguém com os factos asquerosos do processo, foram corajosos em nome precisamente do seu dever de isenção. Foi graças ao seu dever de isenção que criticaram o laxismo e a contemporização da Procuradoria neste caso. Simplesmente não pode ser saudável num País normal que as investigações estejam acima de crítica, quando começa a ser já tão estranho que o anunciado acórdão ainda não esteja disponível, para não falar no facto de este procurador-geral da República, próximo do seu êxodo do cargo, não ter sido evacuado muito mais cedo por Cavaco Silva, o que me parece uma vergonha total. Mais uma. Pelo que é urgente saber se, com o pedido de extracção de certidão para investigar José Sócrates, o MP avança ou não com uma nova investigação.
Será possível manter por mais tempo as suspeitas de crime grave sobre a pessoa que exerceu o cargo de primeiro-ministro de Portugal, sem sombra de clarificação completa? Este MP tem ou não tem credibilidade para ousar investigar de novo um caso cujos indícios não foram devidamente averiguados? Previsivelmente, serviçais e amigos, os referidos elementos deste MP insistem em que nada mais há a investigar e aduzem que nenhum cidadão pode ser acusado com base no diz que diz, como se o diz que diz não fosse todo um coro, uma maioria de testemunhas creditadas para dizerem que disseram, reiterada e convictamente. Torna-se tudo muito claro. Estes procuradores fogem como o Diabo da cruz de que Justiça seja feita, fogem das exigências a que o pedido de extracção de certidão, uma vez enviado, os obrigue. Este MP putrescente está condenado por causa do seu servilismo e cumplicidade orientados sornamente num só e conveniente desfecho, daí que desde logo forcejasse e manobrasse pelo insucesso e o rápido arquivamento do Freeport.
Em que se baseiam? Não no facto de não ter havido grave crime de corrupção, mas no tranquilizador facto de que esse crime de corrupção para acto lícito, entre outros, já tenha prescrito, invalidando uma acusação, restando apenas o crime de corrupção por acto ilícito, que não prescreveu. Quer dizer que agora o MP compete com ardilosos advogados caríssimos como Proença? Como é que esta gente não se demite?
quinta-feira, julho 26, 2012
CÂNDIDA ABDUÇÃO DE UMA JUSTIÇA ISENTA
«Faltam 46 dias, 1104 horas,
para o dr. Pinto Monteiro
deixar de ser Procurador Geral da República. Mas não
está a ser um fim de mandato
calmo e meritório. No fecho
do julgamento do Freeport, o juiz
do Tribunal do Barreiro absolveu
os arguidos Manuel Pedro e
Charles Smith, mas deixou no
papel severas críticas ao modo
como todo o caso foi investigado.
Ao fim de sete anos acabou tudo
com o Ministério Público a pedir
absolvição dos acusados e com o
juiz principal a passar um atestado
de incompetência a Pinto Monteiro
e, sobretudo, a Cândida Almeida,
não só pelo tempo que demorou o
inquérito, não só pelas diligências
que não foram feitas, mas
precisamente por nunca ter sido
conduzido a fim de esclarecer que
papel teve José Sócrates na história.
Quase tudo no inquérito ao
licenciamento do Freeport foi,
do princípio ao fim, um desastre.
Ainda me lembro da entrevista
de Cândida Almeida à RTP, íamos
em 2009: “José Sócrates não é
arguido, não foi investigado”,
mas pode vir a ser, dizia então a
procuradora. Se a ideia de Cândida
Almeida era sossegar a opinião pública e velar pela presunção de
inocência do ex-primeiro-ministro,
eram declarações no mínimo
desastrosas. Não é arguido, não foi
investigado, mas podia vir a ser.
Sócrates nunca foi arguido,
nunca foi investigado e nunca
saiu, com danos para o próprio,
do purgatório do “podia vir a ser”.
Depois, foram as 27 perguntas
para o ex-primeiro-ministro que
os procuradores responsáveis
pelo inquérito disseram que
não tiveram tempo de fazer,
significando com isto que não
tiveram resposta superior de
Cândida Almeida. Agora, após
um julgamento em que várias
testemunhas foram aludindo a
reuniões com os promotores,
pagamentos, mudanças de
arquitectos, já para não falar da
figura de Bernardo, “o Gordo”,
o juiz do Barreiro ordenou a
extracção de certidões dos
depoimentos de três testemunhas
(o antigo administrador da
Freeport Alan Perkins, o advogado
Augusto Ferreira do Amaral,
e uma antiga funcionária de
Manuel Pedro), para a enviar
ao Departamento Central de
Investigação e Acção Penal.
Guardo ainda memória de outra
entrevista de Pinto Monteiro, à
SIC, em que o procurador-geral
aconselhou os cépticos a irem
consultar o processo, que, sendo
público, poderia desfazer todas
as angústias sobre aquilo que lá
estava. Imagino a surpresa de Pinto
Monteiro com as considerações
do Tribunal do Barreiro sobre o
inquérito que deveria ter existido,
mas nunca existiu. Não vejo como
é que Cândida Almeida pode
permanecer no cargo que ocupa.
O inquérito do Freeport não
foi só demorado e tumultuoso.
Teve acidentes processuais
pelo meio, pressões, inquéritos
aos inquéritos, processos
disciplinares que, mesmo
descontando as lutas intestinas
dentro do Ministério Público
entre o procurador-geral e o
Conselho Superior, acentuam a
nuvem sobre o que se passou.
É escusado pensar que, com
ou sem a certidão do juiz do
Barreiro, este estado de coisas
possa ser resolvido. Já ninguém
acredita nisso. Portanto, e
até pelo caos processual que
envolveu o caso, bem podia
o Parlamento constituir uma
comissão de inquérito para
apurar tudo aquilo que correu e
vai correndo mal na investigação
de casos como o Freeport,
que insufi ciências, problemas,
distorções, barreiras ou falta de
meios afectam a capacidade de
resposta do Ministério Público.
Mesmo que no Parlamento os
inquéritos sejam muitas vezes
inconsequentes, a credibilidade da
Justiça justifi ca aqui uma comissão.
Não sobre o caso em si, claro, mas
sobre a impotência judicial que o
caso nos revela. Isto se ainda nos
quisermos levar a sério» Pedro Lomba
quinta-feira, janeiro 12, 2012
LAMENTÁVEL CÂNDIDA. LAMENTÁVEL PINTO MONTEIRO
A Justiça, pelo menos em Portugal que o que nos interessa, nem é cega nem dói a quem doer quando estamos a falar de políticos e aos espécimens de tubarões mais graúdos. Temos muito, mas mesmo muito, por onde vomitar. Temos um Povo murcho. Caso contrário, rolavam cabeças no sentido administrativo da palavra. Cavaco transige. É murcho. Passos herda e continua. É murcho. Presidência murcha. Governo frouxo. Justiça lamentável. Agora percebe-se que Sócrates tinha motivos para sorrir. Sorrir consolada e deslavadamente, como só um fajuto pode sorrir. Sorrir como só um charlatão pode sorrir. Não sairemos do buraco, enquanto essa lógica de permissividade, cumplicidade, impunidade, se mantiver como está, enquanto só o delito comum, a pequena criminalidade, apanharem pela medida célere e pequena e os outros por nenhuma, protegido por quem os deveria processar sem apelo nem agravo.
quinta-feira, julho 07, 2011
PARA DECAPITAR ESSE COIO DE POLITIQUICE
«Por falar em 'dótouras', causas inteiramente novas e 'justiça': lê-se hoje num cantinho do Correio da Manhã que Cândida Almeida "vai investigar os arrendamentos, pelo governo anterior, de edifícios para funcionamento de tribunais; e respectivos contratos". Parece não haver caso que estas queridas não 'investiguem'; mas os resultados tardam ou sepultam-se nas estantes "Andy" - em caves. Já ontem também M.J. Morgado falou no "Estádio de Sítio" (lá para anagramas e nomezinhos temos nós habilidade...) peranto o Procurador, e chefias da PSP, que "O futebol em Portugal existia à margem do sistema de justiça - impune". Tudo isto é verdade e merece ser investigado; e depois levado à barra dos tribunais; e depois ter desfecho com condenações ou, pelo menos, conclusões em tempo útil. Mas não. Processos são constantemente abertos às dezenas (até conforme o calendário político) de forma autónoma e quase 'privada' por estas cândidas, sem que nenhum alguma vez chegue a bom porto. Pinto Monteiro declara-se impotente — usando malinha, tiara e um chapelinho dos anos 50. Também a familiaridade doméstica das procuradoras umas com as outras é estranhamente exibido nas têvês, sem pudor institucional, como aconteceu à procuradora-carla que se deitou com um perito/testemunha do caso submarinos-ferrostal. O MP está inoperante e, de coio de politiquice, passou também a clube-de-bairro onde se realiza o concurso da costureirinha. Por mais quadrado, lorpa, campónio e primitivo que o sistema de justiça americano seja (mesmo em NY) ele tem prazos para resolver matérias, casos, acusações; veja-se o caso DSK: o Procurador de Nova Yorque tem de prestar contas ao contribuinte e de decidir 'se vale a pena ir por aqui ou por ali'; e responder perante eleitores a quem interessa — SEM IDEOLOGIA — a segurança e o combate ao crime. Com resultados palpáveis e visíveis. Cá as procuradoras 'abrem mais um processo' ou 'investigam mais um caso'... Papel, mais papel, mais papel. Dr. Passos Coelho, Srª Ministra da Justiça, façam alguma coisa depressa! Decapitem Pinto Monteiro, ignorem as eventuais pressões do PR, demonstrem controlo, direcção, rumo e que algo vai mesmo mudar!!!» Besta Imunda
sexta-feira, agosto 13, 2010
DA BLOGA ESDRÚXULA
Rui Costa Pinto redige um aforismo que basicamente resume um dos pontos de interrogação axiais do despacho de arquivamento/acusação, caso Free Fork: «Continua a ser necessário esclarecer, oficialmente, por que razão as perguntas a fazer a José Sócrates e afins estiveram sujeitas a uma negociação completamente esdrúxula.» Em face disto, muitos de nós, bloggers, deveríamos perguntar-nos por que se multiplicam ideias igualmente a tender para o esdrúxulo, como as de Ana Matos Pires, em resposta ao Pedro Correia, ao insistir nisto: «[...] a falta de oportunidade dos procuradores para questionarem quem entendessem é, no mínimo, bizarra e ridícula, tal como a maneira como decidiram "dar despacho" à coisa. Se o fizeram após negociação com a directora do DCIAP a bizarria e o ridículo estendem-se também a ela. Recordo que a discussão "técnica" sobre o assunto anda por aí e as opiniões não são consensuais. Do teor e da relevância para o processo de algumas das ditas nem falo mais.» Se efectivamente, os procuradores, excluindo Cândida, tivessem podido dar de beber à dúvida, interrogando sua excelência, o PM e o actual Ministro da Presidência, não estaríamos por aqui e por ali a debater o sexo dos anjos.
quarta-feira, agosto 11, 2010
COMIDO DE BICHO
Tácticas de coacção e formas de contornar os focos delicados do Free Porc têm sido demasiado notórios para podermos agora alimentar qualquer espécie de fé numa nota assinada pelos três magistrados do Ministério Público responsáveis pelo processo. Pode a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, e os procuradores Vítor Magalhães e Paes Faria vir agora com notas, repudiar as notícias que vieram a público nos últimos dias: o seu trabalho está comido de bicho porque foi viciado na fonte, uma vez que se viram coarctados na sua liberdade de movimentos. A divisão na equipa só pode ser total e completa e ficou demonstrado porquê. Este Procurador-Geral e a Procuradora Cândida Almeida merecem uma total desconfiança insuperável com notas e com declarações avulsas, com as quais se enterram ainda mais. A desconfiança vigente somente será superada com novos nomes frescos e limpos, longe da bicheza dos partidos ou do estigma de protecções tão obsessivas ao Primeiro-Ministro como à Rainha de Inglaterra.
segunda-feira, agosto 09, 2010
O AFÃ DE INOCENTAR
Graças ao levantamento operado por José António Cerejo, fica-se a compreender o papel de Cândida Almeida em toda a 'novela' Freeport: confirma-se deveras perturbador, para não dizer revoltante, o modo ratazanesco como impede constituir-se uma equipa mista de investigadores ingleses e lusos ou a forma como desvia para longe da investigação, com um coice institucional, a inspectora Carla Gomes, profunda conhecedora do processo, cujo relatório de 131 páginas, assinado em 25 de Junho de 2008, da PJ de Setúbal, e nesse mesmo dia enviado ao MP, salienta encontrar-se, entre os documentos apreendidos, e-mails assinados por Hugo Monteiro (primo de Sócrates) onde se fala no "papel importante" da sua família na aprovação do Freeport e nas iniciativas que poderá tomar para "desbloquear o contencioso europeu" motivado por uma queixa da Quercus contra o licenciamento do outlet de Alcochete. Um outro e-mail do mesmo autor, relativo à marcação de uma reunião entre ele e um responsável do Freeport foi enviado "com conhecimento a um responsável governamental [José Sócrates] à data dos factos". Em suma, como disse por tantas vezes a directora do DCIAP, naquele afã corporativo de, por força, o inocentar à partida e à chegada: nada consta acerca do Primadonna, nem é suspeito, nem está acusado. Inocente, ponto. O problema é o teor dos esclarecimentos que nos chegam, graças ao fim do segredo de Justiça, demonstrando o artificialismo de tudo o que assegura a inocência. Há ali um trabalho de bloqueio meticuloso e repleto de escrúpulos. Enfim, como é da praxe, tudo isto ainda há-de valer a Cândida Almeida a medalha, a comenda, a prebenda, a presidência de uma fundação. Assim sucedeu à inenarrável Maria de Lurdes Rodrigues após anos de abominável malícia.
domingo, agosto 08, 2010
CÂNDIDA, COMISSÁRIA POLÍTICA
É Duarte Levy, no DN, e não José António Cerejo, do Público, a demonstrar por que motivo triste e trágico Pinto Monteiro e Cândida Almeida andam hoje nas bocas de toda a gente como a pasta medicinal Couto, excluindo o sorriso, o bom hálito e as respectivas higiénicas demissões imediatamente apresentas. É de esperar o pior da comissária jornalista Fernanda Câncio com as suas reacções absolutamente facciosas e intempestivas contra jornalistas: irá encarniçar-se contra o pobre jornalista Duarte? Naturalmente. Afinal — revela-se nessa peça jornalística —, única e exclusiva angústia de Cândida e Monteiro, ao ler o processo, era a vida e o percurso políticos do PM. Monteiro e Cândida deram o corpo ao manifesto, submeteram o pescoço por ele, correndo toda a espécie de riscos com a inabilidade de quem violenta e trucida a própria natureza. Estão todos no mesmo saco, na dependência favoritista que acomete os titulares de cargos nomeados politicamente. Foi por isso e para isso que deram inúmeras entrevistas, pondo o carro à frente dos bois da investigação. Foi por isso e para isso que se deram a toda a espécie de diligências mediáticas: para que, à partida e à chegada, Sócrates fosse, por força, inocente e a verdade apurada somente a conveniente. Não admira que, diante dos investigadores ingleses, os dois procuradores encarregados do Freeport não confiassem em Cândida e preferissem que ela não se encontrasse presente. Nem admira que Cândida afastasse Maria Alice Fernandes e Carla Gomes, equipa de investigação de Setúbal bem conhecedoras do caso. Cândida, pelo seu estranho comportamento subjectivo de interferência e perturbação, infere-se, tratava-se nada mais que de uma comissária política do PM: «No documento do Serious Fraud Office (SFO), no capítulo "anotações da reunião", pode ler-se que, "de acordo com os procuradores portugueses (em confidência disseram-nos que não tinham confiança na hierarquia, representada na reunião pela sra. Cândida Almeida), o inquérito devia continuar na mesma base. O inquérito diz respeito ao possível envolvimento do primeiro-ministro José Sócrates no caso Freeport". Mais abaixo, os ingleses do SFO dizem ainda: "Durante esta reunião sobre o esquema de corrupção ficou claro para nós que a sra. [Cândida] Almeida era contra a ideia de que o primeiro-ministro português pudesse ter recebido qualquer suborno".»
sábado, agosto 07, 2010
O BEIRÃO DE AMIANTO
Ser Beirão e, portanto, não desistir, é, até ao presente, o único e grande argumento que Pinto Monteiro arrola para não se ter demitido já, segundo o depoimento dado ao Expresso, hoje. Pelo menos foi o que ouvi na TSF. Resiste e envenena o ambiente e os corpos, como o amianto. Não há qualquer esperança nisto, ainda para mais sabendo, pelo Público e pelo mesmo Expresso, o triste papel de Cândida Almeida no Free Porc como advogada absolutamente inoficiosa do PM, inoficiosa porque em claro prejuízo dos seus deveres para connosco. O apodrecimento da Justiça, a contaminação escabrosa dos seus mais altos representantes, em tão más companhias e tão tóxicas fidelidades, só acaba quando não restarem senão ossos e até o nojo se ter dissipado por exaustão dos nossos recursos de indignação. Sem Cristo, sem Ética, sem Decência, o que avulta é o incomensurável estômago "socialista" que procura esgueirar-se imune e impune, apesar de tais lixos e pontas de esterco mal disfarçados. Que ninguém se demita, no meio de este horror é tão "socialista", tão cara de pau na corporação de tachos e favores "socialista". Pobre País Putrescente!
quarta-feira, agosto 04, 2010
«CANALHICE»?
Fiquei triste, ontem, por ver Francisco Assis, na SICN, considerar o despacho de acusação do processo Free Porc, quanto às perguntas que alberga, uma «canalhice». Afirmando o que Maomé não disse do toucinho, o politicamente correcto anda por aí a tecer considerações negativas sobre o despacho dos procuradores e a exceder-se na linguagem. Conforta-me que esses procuradores sejam magistrados com comportamentos diametralmente opostos aos de Pinto Monteiro e Cândida de Almeida, os quais, antes mesmo do desfecho de este episódio, mais concretamente na sua reabertura há um ano e meio, percorreram os media a desdramatizar e a garantir que Sócrates era inocente, entre outras certezas de fé judiciária. Tem que se lhe diga declarar alguém ultramencionado no processo como inocente à partida e inocente à chegada. Os magistrados Vítor Magalhães e Paes Faria resistem a essas certezas medievais e a esse garantismo altamente duvidoso e tóxico. Resistiram a Lopes da Mota que lhes afirmara: «Vocês estão sós nisto.». Parece óbvio que também resistiram a Pinto Monteiro e a Cândida Almeida.
quinta-feira, abril 23, 2009
CÂNDIDA E O DISCURSO AUTOFÁGICO
Os agentes da Justiça, como a radialista dra. Cândida, já deveriam ter compreendido que todo o discurso que negue e inverta uma afirmação acusatória grave, ou uma suposição de equivalente gravidade, anula-se a si mesmo, devora-se a si mesmo. Nisto incorreram o Ainda-PM, o PGR, o dr. Lopes da Mota e a dr. Cândida ao afirmarem enfaticamente não haver pressões nem contaminação manipulatória política do processo Freeport: negando, reforçaram a plausibilidade afirmativa da matéria negada e converteram-na em fática afirmação traduzível em: sim, há pressões e, sim, o processo Freeport está fortemente contaminado do ponto de vista político. Portanto, negar não passa de autofagia discursiva. Quando se quer negar alguma coisa, deve recusar-se fórmulas negativas porque não tranquilizam, antes repegam as acusações (dizer que não há pressões equivale a afirmá-las). Por isso, deve optar-se ou pelo silêncio ou pela inadmissibilidade liminar de essa hipótese. O modo apaixonado e sôfrego com que o PM adressa a questão Freeport acentua o lodaçal e aperfeiçoa o pântano tal como o facto de se atirar, intimidatório e castrante, às opiniões e opinadores que lhe são contrários. Não há recursos financeiros que lhe assistam caso opte por processar todos os que lhe analisam o passado curricularmente e lhe lêem os factos mais chamuscados de ultraduvidoso: «A procuradora geral adjunta, Cândida Almeida, garantiu ontem à Rádio Renascença que não há qualquer manipulação política no processo Freeport e que a investigação segue o seu curso, numa reacção às declarações do primeiro-ministro José Sócrates numa entrevista à RTP.»
quinta-feira, abril 02, 2009
O SMMP CONFIARÁ NA PGR?
Se as pressões sobre os magistrados foram ventiladas para a Opinião Pública, partilhadas com o PR, e não, secreta e sigilosamente, com Pinto Monteiro, como 'deveria ser', de acordo com os parâmetros de avaliação da dr. Cândida de Almeida, então deve ser porque o SMMP não terá toda a confiança no PGR. E porquê? Porque não chegará de todo a tê-la? Pode estar o PGR, por sua vez, sob intensa e continuada pressão e então os media servem de santuário e reserva de isenção. A politização dos cargos, coisa que testemunhamos em contínuo, permite-nos pensar o pior possível e não pôr de lado os piores cenários. Quando se fasciza a política em grau aceleradíssimo e se acciona um controlo nunca visto, nada pode ficar de fora. E nada é absolutamente coisa nenhuma: «O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público considerou hoje que a directora do departamento do Ministério Público que investiga o caso Freeport, Cândida Almeida, "estará algo confundida com tudo o que se está a passar".“Parece-me que Cândida Almeida estará algo confundida com tudo o que se está a passar. A estima pessoal que tenho por ela impede-me de prestar, por ora, outros esclarecimentos”, referiu João Palma, ao comentar recentes declarações da directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) num programa da Rádio Renascença.»
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