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segunda-feira, maio 06, 2013

DOIS "STATU QUO" EM GUERRA

Na guerra entre o statu quo em Portugal e o statu quo na Europa, que venha o diabo e escolha ou vença o melhor: «Só estas notícias, e a falta de apoio generalizado, é que fazem, raramente, acreditar que este Governo pode estar a ser incómodo para o "statu quo" nacional. Infelizmente, para isso, está a ser apoiado pelo "statu quo" internacional...» da Maia

quarta-feira, dezembro 26, 2012

CGD, O ANTRO

A miséria criminal das gestões políticas na CGD nos últimos quinze anos não constitui surpresa nenhuma, agora que António Nogueira Leite deixa a administração da Caixa Geral de Depósitos agastado com uma cultura laxista no Banco, onde os pactos de silêncio são quem mais ordena. Foi revelado que a gestão liderada por José Matos pactua-se com o statu quo e nada se faz perante denúncias de existência de ilícitos criminais praticados na década passada por directores em funções na instituição. Faria de Oliveira, presidente não executivo da CGD, deverá fazer muito mais e Jorge Mota deverá prestar todos os esclarecimentos acerca das nada surpreendentes propaladas ilegalidades, como a ocorrência de roubos, a falta de rigor na aquisição de material de equipamento e segurança praticados por quadros do grupo ainda em funções. Nada como entrevistar Garcia Pereira para que fale acerca da carta com quarenta e quatro páginas subscrita por si, enviada a 18 e 19 deste mês a várias entidades e que menciona, entre outras coisas, «a "ocultação" durante 15 anos de um inquérito interno com "fortes indícios" de crimes de coacção, cópias de material não patenteado e corrupção envolvendo quadros de topo do grupo estatal, documento que Garcia Pereira diz ter sido ignorado, em 2006, por Francisco Bandeira, então vice-presidente, quando aplicou castigos a trabalhadores que denunciaram as alegadas irregularidades. Garcia Pereira representa Jorge Mota e outros funcionários que denunciaram irregularidades.»

terça-feira, novembro 01, 2011

CGD, MAU HUMOR E IMPOTÊNCIA PUBLICITÁRIA

Não fazia a mínima ideia em torno de que tópico este excelente trio de actores, que admiro e louvo, gizaria humor, animaria a Nação, far-me-ia rir, atirar-nos-ia para cima. Os pródigos cartazes, espalhados como maná pela cidade, sugeriam algo enigmático e dúbio: «a nossa troika vai falar» e eu pensei em sátira da boa. Confesso que a minha desilusão foi total quando a instituição por detrás da iniciativa se mostrou à luz do dia e o meu sentido de humor desmoronou-se inteiramente. Com que então era a CGD, esse banco político, politizado e politizável, onde se sentaram durante anos, e engordaram, tantos militantes do PS e do PSD, especialmente o glorioso e frugal Vara?! Todos os Bancos foram amigos do socratismo e concubinos da política no mau sentido. Todos. Todos foram o instrumento perfeito, em vários momentos e para diferentes fins, uma vez que em Portugal o Poder político se converteu no ápice de um jogo e de uma traficância sem outro fito senão inocular ilusão colectiva de haver zelo pelo bem comum; tirar o máximo proveito e partido pessoal das oportunidades e das mediações; contentar os amigos, favorecer os negócios e os interesses privados sacrificando por regra o interesses público, tirar contrapartidas, arriscar com o alheio, salvaguardar o próprio. CGD e humor não combinam, pelo contrário, a CGD é a sua antítese perfeita. Pelo menos a mim deprime-me como um desfile funéreo de alguém que era muito querido, demasiado novo, demasiado benfeitor e filantrópico. Pode ela, CGD, vir para cima de nós com os melhores actores, com os melhores palhaços, com os melhores desportistas, com as melhores e mais desnudadas fêmeas, basta ter tido um Vara, negócios com cheiro a Vara, perfumes e gabinetes com dedadas de Vara, relógios Vara, sabonete Vara, vinhos Vara, gravatas Vara, para lhe degradar o prestígio, reduzindo-a à impotência publicitária por muitas e boas décadas. Esta publicidade não está no PAP. Vai é directamente para o lixo.

quarta-feira, março 11, 2009

ESSE RODÍZIO-ALTERNE DA FINANÇA


Depois de termos assitido à mansidão lautadória parlamentar ao Rei de Portugal, José dos Santos, por quase todos os partidos do espectro representado português, hoje os factos do dinheiro, do novo Banco 'Son-engole-a-Caixa, dos memorandos e das parcerias que deixam a salivar sempre os mesmos pré-destinados do Regime. Negócios cujos benefícios muito poucos sentem. Negócios sempre opostos à fina realidade dificultosa geral no nosso País. Sente-se no ar o cheiro a dinheiro, a lógica das alternâncias gestionárias, e a provável reedição, nas grandes obras, de derrapagens-Casa da Músca, CCB, ou de gestões dano-misteriosas-BPN, só que em angolanês, com a devida formação do tarimbado empreiteireado português, especialista nestas coisas das derrapagens e do permanente aboletamento de fundos estatais intermináveis, graças à amizade que a política nutre preferencial por esta gente do betão, do ferro ou aço nervurado. A fome e o desvalimento de milhares explica com que gula avança o 'progresso' e o 'desenvolvimento'. Cleptoavança. Oligocratiza-se. Plutocratoconcretiza-se. Na margem, estendemos as mãos todos os dias e se vazias estavam, vazias ficam: «O memorando de entendimento entre Portugal e Angola, que cria o banco de investimento entre a Caixa Geral de Depósitos e a petrolífera angolana Sonangol, foi formalmente assinado entre os presidentes das duas instituições Faria de Oliveira e Manuel Vicente na residência oficial do primeiro-ministro. José Sócrates recebeu hoje o Presidente angolano José Eduardo dos Santos no segundo e último dia da visita deste a Portugal.»

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

ESTADO HERMAFRODITA DA CAIXA


1. A aflição com a recente degradação da imagem interna em que o Banco CGD sai uma vez mais chamuscado com o Dossiê Fino, conduz ao Efeito Declarativo. O que é o Efeito Declarativo? Acabo de inventar agora mesmo a designação e consiste na tentativa de justificar o injustificável, o discricionário, o excepcional, a rasura de uma lei e princípios gerais, mediante o reiterado recurso aos holofotes mediáticos, saturando-nos de Vácuo e de Simulações Explicativas. Por outras palavras, é uma forma solene de mentir com eufemismos supostamente tranquilizadores ou anestesiantes. Vimos precisamente esse Efeito Declarativo na imediata profusão de vezes em que PGAd, Cândida de Almeida, branqueou, subestimando-o, nas TVs, o Caso Freeport no que tange à figura de charneira em todo o processo, apesar de tantas e sucessivas inferências, por exemplo na Carta Rogatória do SFO. Efeito Declarativo presente nas vezes em que o enfadado PGR demonstra o terrível tédio pelos Media ou o quanto lhe fazem espécie as barbaridades (factos e mais factos, documentos e mais documentos, e-mails e mais e-mails) de que a imprensa em boa hora nos dá conta do mesmo caso, o quanto lhe custam as revelações profundas da viciação tremenda de que padece o jogo democrático português, sempre que um suposto segredo de justiça é revelado. Portanto, o Efeito Declarativo também é isto: «A Caixa geral de Depósitos (CGD) vai pagar um dividendo de 300 milhões de euros ao Estado, apesar da descida que registou nos lucros de 2008. Em conferência de imprensa, o banco público anunciou que os lucros de 2008 atingiram os 459 milhões de euros, menos 46,4 por cento em relação ao resultado obtido em 2007. As imparidades registadas pela Caixa com as participações financeiras na Zon Multimédia, no Banco Comercial Português e no sector segurador, atingiram 607 milhões de euros.» A Tenda de Enganar continua, agora circunspecta e seriíssima no seu desprezo por nós. A Caixa e o Estado são uma realidade hermafrodita em espécie ainda bem que dióica que nós é que temos de pagar. Se dúvidas houver, isto, que são factos, fala por si: «O ministro das Finanças disse hoje que não tem de responder "pelos actos de gestão administrativa" da Caixa Geral de Depósitos, remetendo para o comunicado da CGD sobre a compra de quase 10 por cento da cimenteira Cimpor em acções valorizadas em 25 por cento. Teixeira dos Santos falava durante uma interpelação ao Governo do Bloco de Esquerda, depois de ter sido confrontado por Francisco Louçã com o comunicado divulgado hoje pelo banco do Estado sobre o negócio com Manuel Fino. O empresário vendeu um sexto à CGD para amortizar uma dívida que tinha junto da CGD. As acções, para além de terem sido vendidas a um valor 25 por cento superior ao da bolsa, não podem ser vendidas pela CGD nos próximos três anos, a não ser ao próprio Manuel Fino».
lkj
2. Ui! Que mesquinhez, meu Deus! «O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) mostrou-se hoje desagradado pelo negócio da compra de parte da Cimpor ter saltado para a praça pública, garantindo que a instituição age na defesa dos interesses do banco e do Estado."Faz-me muita confusão tanto pôr em causa, que se levante tanta dúvida" sobre a compra de acções representativas de quase dez por cento da Cimpor a Manuel Fino, numa operação de renegociação da dívida do empresário ao banco. Faz-me muita confusão tanto pôr em causa, que se levante tanta dúvida" sobre a compra de acções representativas de quase dez por cento da Cimpor a Manuel Fino, numa operação de renegociação da dívida do empresário ao banco. "Estas matérias não podem ser discutidas na praça pública (...) mesmo em relação ao Governo, um caso particular de um cliente está sob sigilo bancário", recordou o presidente da Caixa, na conferência de apresentação de resultados de 2008, mostrando-se desagradado com a divulgação de informações sobre o negócio». Ui, a Praça Pública tem as costas largas. Temos o dever de reduplicar a vigilância, depois da hecatombe de confiança que representou no BCP as lutas intestinas pelo poder e os danos de que mal se fala, os desmandos grosseiros no BPN, o afundanço sistémico do BPP. Não brinquem connosco. Se é certo que não é saudável andar a Opinião Pública a comentar actos de gestão bancária, é muito menos saudável passar a impressão transparente de que o Banco Público, uma só coisa hermafrodita com o Estado, faz negócios com privados que em boa verdade não lembra ao diabo. Em todo o caso, ui! Esta gente funciona numa lógica despreziva do peso morigerador e da necessidade vigilante de uma Opinião Pública moderna, europeia e avançada.

BANCO É CAIXA DO GOVERNO


Fino agradece. Não é para qualquer um. Qualquer pessoa atenta sente que a arbitrariedade governamental em tantos dossiês, também neste, e por isso mesmo da sua Caixa, anda no ar, não o amor nem qualquer argumento que nos faça sentido. As justificações fornecidas soam à pancada solene no gongo da treta. O casuístico e o anómalo não são a linguagem habitual da Banca: «A Caixa Geral de Depósitos (CGD) defende, hoje em comunicado, que a execução das garantias do empresário Manuel Fino era uma “solução precipitada” e que poderia “também criar forte instabilidade na estrutura accionista da Cimpor”. Esta posição da CGD é defendida para justificar o negócio feito pelo banco do Estado com o empresário, que levou a valorizar em 25 por cento acima do mercado as acções da Cimpor entregues para reduzir um empréstimo, que no total ascende a 500 milhões de euros, segundo o "Diário Éconómico".»

terça-feira, dezembro 02, 2008

FALSO MILAGRE DOS PEIXES E DOS PÃES


Cheira a psoríase entre as opções salvíficas do Estado
porque apressa-se a salvar instituições [e amigos?] que andaram à chuva
e molharam-se. Claro que é melhor salvar que não salvar, mesmo um Banco
como o BPP, apesar de intoxicado-rebentado com crédito imobiliário mal parado,
com o desastre da especulação financeira,
detendo a gestão das tais fortunas de afortunados nacionais,
mas não há dúvida que as inquietações elencadas por Louçã
fazem todo o sentido, sendo que tudo isto nos implica profundamente
enquanto contribuintes. Não podemos dar-nos ao luxo
de relaxar de todo com a ética de estas opções,
basta pensar no que significa a CGD-Estado
pedir emprestado mil milhões de euros no estrangeiro para concretizar
a salvação do BPN mais o que será necessário no peditório do BPP.
lkj
Basta pensar também nas reformas de caca de muitos portugueses e nos cortes soezes,
muito mal explicados, que muitos subsídios de desemprego sofreram nesta legislatura
provada e comprovadamente avara com quem se arrasta, mas liberal com quem
arrota a luxo todos os santos dias da sua vida.