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domingo, agosto 18, 2013

OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

Jorge Jesus ficará para a história do Sport Lisboa e Benfica como o melhor treinador de sempre nas duas últimas décadas. A abrir, logo campeão. Depois, quase campeão e quase vencedor de títulos quase relevantes. Terá sido o melhor treinador, tirando as finais perdidas e os escassos, quase nulos, resultados dignos de memória. A sua posição dentro do clube é hoje de pura fragilidade dado o desdém de que é alvo, preso por ter cão, preso por não ter. Num momento em que o clube incorre em velhos erros, como mudar de equipa a cada época, os efeitos já se sentem no ar: uma sofrível pré-época e uma derrota a abrir a Liga. Assistimos aos últimos dias de JJ como treinador dos encarnados. E é triste. Tanto talento. Tanto potencial ganhador atirados pela janela. Afunda-se e atira-se fora um treinador carismático, o melhor candidato a Ferguson Português, entre a ingratidão da turbamulta vermelha e a insegurança patenteada pelo homem que tantas finais lhe[-à-turbamulta vermelha] proporcionou.

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A HYBRIS JESUSINA E A DIGESTÃO DOS RECURSOS

Não é por nada, mas se Jorge Jesus queria efectivamente ganhar este jogo, era muito simples: em vez de ter inchado como um sapo no cio, após o confronto vitorioso com o Sporting, no passado Sábado, calava-se bem caladinho, prescindia dos flashes e perdigotos fáceis na sala de imprensa e, pronto, nunca teria incorrido na sua habitual e batida hybris, que é ficar vaidoso, mas tão vaidoso, que logo os deuses agendam para ele um castigo qualquer, que não falha, seja perder um título, seja sofrer uma goleada contra uma equipa estrangeira, seja ficar em seco em conquistas, como no ano passado. Qual é a raiz de todas as mortes na praia benfiquistas, qual é? É a vaidade. Já por aqui me cansei de avisar o JJ, ele é testemunha de quem é amigo. Pois, mas a raiz de todos os desaires é esse arrotar larguete a postas de pescada. Se JJ guardasse a 'filosofia do futebol' e a 'estética do futebol' para quando os títulos fossem efectivamente alcançados, certamente que teria tido hoje uma airosa alegria, por muito mérito que coubesse e caiba ao Marítimo. Após o triunfo sobre o Sporting, os «excessos de confiança» e a «falta de trabalho» começaram precisamente na língua imoderada de Jesus naquela sala de imprensa, nas suas lições de cátedra na sala de imprensa, no seu cagar d'alto na sala de imprensa, no seu cantar de galo, na sala de imprensa. Gosto de Jesus e tal, a sério, mas o Benfica tem de começar por ser comedido, menos poltrão, nada fanfarrão, menos palavroso, a começar pelo seu treinador, talvez a precisar de um curso intensivo de como  gerir recursos humanos para evitar noites como esta. Tinha de ser, mais tarde ou mais cedo, e foi esta noite, no estádio dos Barreiros, Funchal. A primeira derrota da época, ao fim de vinte e três jogos. O Marítimo, clube esta época sempre precedido pela própria fama e proveito, acaba de vencer os lisboetas por 2-1. Eram os oitavos-de-final da Taça de Portugal. Todos aprendem. Menos Jesus.

terça-feira, novembro 01, 2011

CS MARÍTIMO/JARDIM OU OS AMIGOS DOS AMIGOS

A vida na omertá madeirense também não está fácil, pois quando o dinheiro falta, todos ralham e não adianta que tenham razão e neste caso pode bem ser uma questão envolvendo muito mais que a ponta do icebergue do dinheiro, passando mesmo por um desentendimento pessoal, coisa que Jardim dá a entender. Ao arresto do Campo do Marítimo em Santo António e dos subsídios do Instituto do Desporto da Madeira ao clube decretado pelo juiz da segunda secção da Vara Mista do Funchal, o ambicioso Marítimo justifica-se através do ambicioso presidente Carlos Pereira com a falta de pagamento e com os atrasos nos apoios financeiros a conceder pelo governo regional no âmbito dos contratos-programas celebrados com o clube: «Alguém assumiu essa dívida connosco e também connosco não tem cumprido.» É a crise que «mora por todo o lado e que se tem arrastado». Assustador é antecipar o que Carlos pereira quer dizer quando garante que «tudo se irá resolver a contento de todas as partes porque não há dúvida que há uma dívida». Será que voltamos, os contribuintes continentais, a entrar ao barulho?! Fica o mistério. É que nem Alberto João se quer meter no assunto e lava mesmo dali as mãos: «Não tenho nada a ver com isso. Penso que são assuntos internos do Marítimo. Admito que poderiam ter sido melhor, não digo geridos, mas digeridos, mas eu sou amigo de muita gente e não gosto de me meter em confusões entre amigos meus.» Como diria Obélix, esse rotundo gaulês eterno comedor de javalis: «Estes romanos são loucos!» Estes madeirenses também!