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terça-feira, agosto 11, 2015

PUZZLE FÁCIL

Puzzle completo. Razões práticas, pragmáticas, prosaicas, por que ‪SóCrash‬ não aceitou a perneira electrónica e um pouco mais de liberdade domiciliária? As razões do costume sob o biombo da treta do costume. Desembolsando 670 mil pelo apartamento e perto de cinco mil pela arrecadação, o paquistanês ‪‎Makhdoom Ali Khan‬, candidato a um visto Gold, comprou a casa do antigo primeiro-ministro no edifício Heron Castilho, na Rua Braancamp, em Lisboa, no passado dia 6 de Agosto, dia da escritura que contou com João Araújo como representante, depois de pressurosa e amigamente ‪‎Manuel Salgado‬, vereador do urbanismo da Câmara de Lisboa, ter assinado o convenientíssimo despacho através do qual abdica do direito de preferência que a autarquia tinha sobre o edifício. ‪‎José Sócrates‬ comprara este apartamento em 1998 por 235 mil euros e pôde, por alguns anos de êxtase e glória vã, passear profusamente uma ilusão de Poder Absoluto, Impunidade Reluzente, Grandiosidade Anã e Carisma Psicótico — ilusão devidamente atufada de rosas aos quilos. Agora já tem alguma liquidez para pelo menos pagar aos Advogados... e "reembolsar" ‪‎Carlos Santos Silva‬ em infinitamente menos que a cova de um dente de leite.

sábado, março 21, 2015

AUTO DA PORCA DO REGIME XIII

[As Aventuras do Santa Alcoveta] 

Sócrash, o Santa Alcoveta, o Alcoveta corruptora e corrupta de todos arranjinhos e de todas as possibilidades, está finalmente, milagrosamente, preso. Sente saudade de muitas coisas, sobretudo tocar, pegar, cheirar as suas fotocópias. Ter à mão o seu ricaço protector, o advogado infernal Proeza de Caralho, um dos Bispos Negros do Regime, podre de rico e voz mediática infalível, sentenciosa e papal, após décadas de coitos proventosos com o Centrão na rapina que nos sorve, mata e espezinha. Por isso, a partir de Évora imagina-se a convidá-lo para um almoço imaginário numa tasca chique da Capital. O primeiro a chegar seria o democrático Mefistófeles, príncipe dos mais iguais dentre todos nós. Logo em seguida chegaria numa aura gloriosa SóCrash, o Santa Puta, recheado de fotocópias. Estaria a chover. Um solícito empregado viria, de guarda-chuva em punho, ao encontro destes dois sinistros optimistas sempre a rapar:

— Ó meu zeloso protector, advogado Proeza de Carralho, vamos cá celebrar-nos e beber uma pinga. — Meu caro Santa Puta Detrito 44, quanta honra!
— Nós, os que não temos escrúpulos na palavra e na venalidade, somos dos mais ditosos na terra.
— Vale a pena, Santa Puta. O dinheiro é tudo o que vale a pena neste mundo.
— E o sexo... Bem, o sexo, logo a seguir ao exercício do Poder. Apanha-se mais, Proeza de Caralho.
— Santa Puta, trata-me por De Caralho.

— Trato-te como tu quiseres, De Caralho. És uma das figuras-chave desta choldra. Ensinas-nos a abarbatar e a ficar sempre por cima.
— Adoro ir às televisões expor umas coisas sofistas, Santa Puta.
— Eu também gosto da sensação de lançar uma convicta nuvem de treta, De Caralho.
— Sabes quem é que me venera supremamente, Santa Puta?
— Todos os pivots, De Caralho! Agora a sério, não, não sei.
— A Lourenço, da SICN. Tenho um advogado, o AraSujo, que te vou dar por brinquedo. Podes explodir de cólera à vontadinha. Ele aguenta.