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quarta-feira, setembro 04, 2013

UM RESSABIADO É UM RESSABIADO

José Silva Rodrigues, ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris foi exonerado do cargo em Junho na sequência da polémica dos swaps. Custa-lhe a engolir. Mais ressabiado que o ressabiado Cardeal Bertone, José veio dizer, na comissão de inquérito parlamentar a estes contratos, que o Governo transformou os swap num processo político. E daí?! Melhor que nada. Melhor que escondimento. Melhor que ignorar. Depois acrescenta esta coisa incrível de, enquanto presidente da Carris, 2003-2012, ter autorizado a subscrição de dois derivados tóxicos actuando sempre norteado pela defesa do interesse da empresa e do seu accionista Estado. Vê-se. Estas pessoas conseguem enfrentar uma comissão sem se penitenciarem de erros cometidos e excessos perpetrados. Vivem noutra dimensão. Queria vê-lo sem dinheiro para comprar fruta, iogurtes, carne. 

sexta-feira, junho 07, 2013

PARA QUÊ RESISTIR À GUILHOTINA SWAP?!

Não consigo ter demasiada compaixão pelo presidente da Carris e Metro de Lisboa, José Manuel Silva Rodrigues, um resistente à demissão do cargo, exigida pelo Governo, na sequência do caso envolvendo contratos swap especulativos em empresas públicas. A mentalidade de espernear contra uma demissão só revela fixação no lugar ou a concepção do cargo-lugar como coisa sua, como seu, para si. E não é. O cargo é um serviço. Um serviço público ao público e, assim sendo, deve imperar o desprendimento à cabeça, não a insubordinação despudorada Onde pára o desprendimento ético e republicano dos cargos, na republiqueta plutossocialista?! Não há. Tal cultura não existe nem se sedimentou precisamente pela mentalidade socialista de premiar os seus com cargos e prebendas e sinecuras, muito para lá dos resultados e das competências evidenciadas. Não interessa se é esse o caso de José Manuel Silva Rodrigues. O facto é que pode fazer perfeitamente a defesa da sua honra fora do cargo. Pode barafustar, mas fora do cargo. Pode, aliás, nem sequer haver um nexo directo entre as swap e a sua presidência [o que é duvidoso]. Porém, uma vez que também vivemos de exemplos, de bons exemplos, nada como a dimensão simbólica de um abandono quando convém passe para a Opinião Pública que coisas desastrosas para si, para os contribuintes, não passam sem efeitos. Portanto, ainda que essa demissão pareça injusta e injustificada aos olhos do demitido, na presidência do conselho de administração da Carris desde 2003 sem que tenhamos visto os resultados operacionais e a boa governança que só testemunhámos nos últimos dois anos, o que faz falta à malta é mesmo a higiene de sair. Vejo como uma lastimável anomalia a falta de desprendimento do José Manuel, tenha ou não tenha razão.

terça-feira, abril 23, 2013

QUEM MORDEU ESTE COGUMELO VENENOSO?

Levanta-se um vendaval a propósito desta limpeza no Governo, o que nos leva à a interrogarmo-nos sobre que Governos atiraram, no passado, as administrações de empresas públicas da sua confiança para actos de capitalismo financeiro selvagem num tempo em que o despesismo do Estado podia ser camuflado, suborçamentado. Que Governos?! O cogumelo mortífero das jogadas de alto risco com o dinheiro de todos  os contribuintes terá de fazer o devido efeito e matar quem o mordeu.

quinta-feira, março 01, 2012

POIS EU QUERO VER O MEXIA NA CARRIS

O nosso Regime precisa de ser aperfeiçoado. Como? Criando o princípio da mobilidade dos gestores de topo, os megagestores, mega-abichadores de prémios de produtividade e vencimentos obscenos, imorais e até, quiçá, pornográficos. Mexia, por exemplo. O que é que faz Mexia na superavitária EDP, quando poderia estar a salvar a Carris?! Proponho, pois, que o airoso Mexia vá mostrar que é bom num local verdadeiramente desafiante para ele e urgente para nós. Ele que gosta de afagar as costas dos accionistas chineses e tem sido unha com carne com o partido que seja Governo. Veremos se Passos acolhe e põe em execução esta minha ideia.

domingo, outubro 30, 2011

PCU DA CARRIS VS. PLATAFORMA DE CONTRIBUINTES

«Tou-me a cagar para o segredo de Justiça», disse um dia Ferro Rodrigues. Depois disso, fomos compreendendo facilmente que o Partido Socialista estava-se, afinal, a cagar para Portugal. É por isso que não me sinto em nada sensibilizado pel'A Plataforma das Comissões de Utentes da Carris quando resolve deplorar profundamente o facto de estarem em avaliação estudos no sentido de acabar com as nove carreiras do serviço nocturno, matéria sob avaliação pelo grupo de trabalho criado pelo Governo para estudar a reforma dos transportes públicos. Se é verdade que as carreiras em causa asseguram o acesso a casa de estudantes, profissionais dos serviços de saúde e até aos trabalhadores dos grandes centros comerciais, pois não possuem viatura própria, e tais cortes põem ainda em causa o programa «Lisboa à Noite», cujo objectivo será aumentar a oferta de transporte público e aumentar a segurança na cidade, certo é que o fim das carreiras da rede da madrugada significará simplesmente o fim dos circuitos mais onerosos para a empresa. Aqui acabam os argumentos porque nem são precisos mais. O que é oneroso ao Estado deve acabar para que se não perpetuem vícios, dívidas, o desastre da gestão em qualquer lado. Não existe meio termo, uma vez que o sector público de transportes deve 16,8 mil milhões e isto merece uma resolução corajosa e rápida. Por uma vez, que a razão dos contribuintes se sobreponha à lei do menor esforço e ao comodismo de um irrisório número de pessoas, por mais legítimas sejam as suas aspirações.