José Silva Rodrigues, ex-presidente da Metro de Lisboa/Carris foi exonerado do cargo em Junho na sequência da polémica dos swaps. Custa-lhe a engolir. Mais ressabiado que o ressabiado Cardeal Bertone, José veio dizer, na comissão de inquérito parlamentar a estes contratos, que o Governo transformou os swap num processo político. E daí?! Melhor que nada. Melhor que escondimento. Melhor que ignorar. Depois acrescenta esta coisa incrível de, enquanto presidente da Carris, 2003-2012, ter autorizado a subscrição de dois derivados tóxicos actuando sempre norteado pela defesa do interesse da empresa e do seu accionista Estado. Vê-se. Estas pessoas conseguem enfrentar uma comissão sem se penitenciarem de erros cometidos e excessos perpetrados. Vivem noutra dimensão. Queria vê-lo sem dinheiro para comprar fruta, iogurtes, carne.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quarta-feira, setembro 04, 2013
sexta-feira, junho 07, 2013
PARA QUÊ RESISTIR À GUILHOTINA SWAP?!
Não consigo ter demasiada compaixão pelo presidente da Carris e Metro de Lisboa, José Manuel Silva Rodrigues, um resistente à demissão do cargo, exigida pelo Governo, na sequência do caso envolvendo contratos swap especulativos em empresas públicas. A mentalidade de espernear contra uma demissão só revela fixação no lugar ou a concepção do cargo-lugar como coisa sua, como seu, para si. E não é. O cargo é um serviço. Um serviço público ao público e, assim sendo, deve imperar o desprendimento à cabeça, não a insubordinação despudorada Onde pára o desprendimento ético e republicano dos cargos, na republiqueta plutossocialista?! Não há. Tal cultura não existe nem se sedimentou precisamente pela mentalidade socialista de premiar os seus com cargos e prebendas e sinecuras, muito para lá dos resultados e das competências evidenciadas. Não interessa se é esse o caso de José Manuel Silva Rodrigues. O facto é que pode fazer perfeitamente a defesa da sua honra fora do cargo. Pode barafustar, mas fora do cargo. Pode, aliás, nem sequer haver um nexo directo entre as swap e a sua presidência [o que é duvidoso]. Porém, uma vez que também vivemos de exemplos, de bons exemplos, nada como a dimensão simbólica de um abandono quando convém passe para a Opinião Pública que coisas desastrosas para si, para os contribuintes, não passam sem efeitos. Portanto, ainda que essa demissão pareça injusta e injustificada aos olhos do demitido, na presidência do conselho de administração da Carris desde 2003 sem que tenhamos visto os resultados operacionais e a boa governança que só testemunhámos nos últimos dois anos, o que faz falta à malta é mesmo a higiene de sair.
Vejo como uma lastimável anomalia a falta de desprendimento do José Manuel, tenha ou não tenha razão.
terça-feira, abril 23, 2013
QUEM MORDEU ESTE COGUMELO VENENOSO?
Levanta-se um vendaval a propósito desta limpeza no Governo, o que nos leva à a interrogarmo-nos sobre que Governos atiraram, no passado, as administrações de empresas públicas da sua confiança para actos de capitalismo financeiro selvagem num tempo em que o despesismo do Estado podia ser camuflado, suborçamentado. Que Governos?! O cogumelo mortífero das jogadas de alto risco com o dinheiro de todos os contribuintes terá de fazer o devido efeito e matar quem o mordeu.
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quinta-feira, março 01, 2012
POIS EU QUERO VER O MEXIA NA CARRIS
O nosso Regime precisa de ser aperfeiçoado. Como? Criando o princípio da mobilidade dos gestores de topo, os megagestores, mega-abichadores de prémios de produtividade e vencimentos obscenos, imorais e até, quiçá, pornográficos. Mexia, por exemplo. O que é que faz Mexia na superavitária EDP, quando poderia estar a salvar a Carris?! Proponho, pois, que o airoso Mexia vá mostrar que é bom num local verdadeiramente desafiante para ele e urgente para nós. Ele que gosta de afagar as costas dos accionistas chineses e tem sido unha com carne com o partido que seja Governo. Veremos se Passos acolhe e põe em execução esta minha ideia.
domingo, outubro 30, 2011
PCU DA CARRIS VS. PLATAFORMA DE CONTRIBUINTES
«Tou-me a cagar para o segredo de Justiça», disse um dia Ferro Rodrigues. Depois disso, fomos compreendendo facilmente que o Partido Socialista estava-se, afinal, a cagar para Portugal. É por isso que não me sinto em nada sensibilizado pel'A Plataforma das Comissões de Utentes da Carris quando resolve deplorar profundamente o facto de estarem em avaliação estudos no sentido de acabar com as nove carreiras do serviço nocturno, matéria sob avaliação pelo grupo de trabalho criado pelo Governo para estudar a reforma dos transportes públicos. Se é verdade que as carreiras em causa asseguram o acesso a casa de estudantes, profissionais dos serviços de saúde e até aos trabalhadores dos grandes centros comerciais, pois não possuem viatura própria, e tais cortes põem ainda em causa o programa «Lisboa à Noite», cujo objectivo será aumentar a oferta de transporte público e aumentar a segurança na cidade, certo é que o fim das carreiras da rede da madrugada significará simplesmente o fim dos circuitos mais onerosos para a empresa. Aqui acabam os argumentos porque nem são precisos mais. O que é oneroso ao Estado deve acabar para que se não perpetuem vícios, dívidas, o desastre da gestão em qualquer lado. Não existe meio termo, uma vez que o sector público de transportes deve 16,8 mil milhões e isto merece uma resolução corajosa e rápida. Por uma vez, que a razão dos contribuintes se sobreponha à lei do menor esforço e ao comodismo de um irrisório número de pessoas, por mais legítimas sejam as suas aspirações.
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