Na guerra entre o statu quo em Portugal e o statu quo na Europa, que venha o diabo e escolha ou vença o melhor: «Só estas notícias, e a falta de apoio generalizado, é que fazem, raramente, acreditar que este Governo pode estar a ser incómodo para o "statu quo" nacional.
Infelizmente, para isso, está a ser apoiado pelo "statu quo" internacional...» da Maia
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
Mostrar mensagens com a etiqueta Delito de Opinião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Delito de Opinião. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, maio 06, 2013
sábado, fevereiro 02, 2013
GOSTO MUITO DESTE POST
A nossa amargura pessoal pode até ser imensa e imenso o preço que a maioria paga, mas uma verdade é uma verdade: «Primamos a tecla » de modo a fazer avanço rápido até ao presente e sejamos claros: como tanta gente afirma com admirável convicção, o governo actual é péssimo. Honestamente: péssimo. Usa e abusa dos aumentos de impostos, garante o que devia saber não poder garantir, adia medidas que não devia adiar, tem ministros que não deviam ser ministros há cerca de um ano e melhor seria nunca o terem sido, permite excepções a regras anunciadas como universais, faz reformas tímidas quando pagaria quase o mesmo preço fazendo reformas a sério, permite, por culpa própria, especulação em torno de processos que deviam ser transparentes, etc, etc. E, contudo, sendo péssimo, numa perspectiva de mérito (ou, se preferirem, da relação esforço desenvolvido / dificuldades encontradas), trata-se provavelmente – e ponderei o que vou escrever durante, sei lá, para cima de cinco segundos – do melhor governo que tivemos nas últimas duas dúzias de anos, quiçá em toda a Terceira República. Por mim, apenas o do Bloco Central e o primeiro da AD podem disputar-lhe o lugar. Os restantes ou foram catastróficos ou governaram em tempo de vacas gordas sem pensar no futuro – e assim é fácil. Apesar de todos os seus erros – muitos, enormes –, este é o único desde há décadas que se encontra verdadeiramente a procurar corrigir o modelo de funcionamento da economia portuguesa no sentido da sustentabilidade. Coisa de somenos, está bem de ver, destinada, como a história do pós-25 de Abril amplamente demonstra, ao mais tonitruante aplauso público e retumbante sucesso.» jaa
terça-feira, novembro 06, 2012
MANSA DIATRIBE POR UM «TU» MAL APLICADO
Boa resposta, Laura, mereci-a por inteiro porque fui imprudente e demasiado entusiasta do brilho do seu post e pus-me, sem saber com quem, a falar de «amor» e de «gostarem de nós» com um insolente «tu» dentro.
Mas você, Laura, foi também incrível na estocada que me deu: se não sabe, deveria saber que sou do Norte, do Porto: no meu espírito tal como na minha Região à beira-peixeiras não está tão distinta, parece-me!, essa pedantice distintiva você/tu/você, marca forte, vincada, pela qual se mata e pela qual se morre, se olha o dedo em vez da lua, entre o formal e o informal, o íntimo e o social, sei lá. Parece-me essa mais uma invenção impessoaleira, fidalgueta, lisboeta, que qualifico de pendantóide, um minúsculo traço de decadência e justamente do que alude: hierarquia, exclusão, subordinação, coisas que não se praticam noutros países menos frustrantes que o nosso, nem sequer no topo das lideranças mais exigentes, como nos EUA, por exemplo, a julgar pelo que me dizem valer um YOU.
Às vezes, dou por mim a apreciar o fácies dos lisboetas, em qualquer rua, em qualquer praça, quando condescendo à Capital: fechados, tristonhos, bisonhos, impenetráveis, infelizes. Deve ser porque engolem acintosos «VOCÊ» como sapos todos os dias.
Se você, Laura, me conhecesse, saberia que eu sou de abraço, gosto de simplicidade e naturalidade, critério para aferir se estou diante de uma Pedra ou de uma Pessoa.
E logo eu a apanhar com uma correcção dessas 'sua', eu, que sou monárquico, mas também devo ser parvo para me expor a uma lambada-Bobone dessas. Tenha paciência, Laura, reservo para Sua Alteza Real qualquer coisa como uma apóstrofe-vocativo na terceira pessoa!
Tu, meu amor, Laura, forever!
sábado, junho 23, 2012
Ó PERNAS INDOLENTES LISBOETAS
Eu, que calcorreio Porto-Gaia e faço mais de vinte quilómetros para ver [o que são três horas de felicidade sensorial?!], cheirar, palpar a minha cidade que são duas, e o faço sempre e sempre apaixonado, vejo que o lisboeta, tal como o Pedro o pinta, imbeciliza o olhar e o corpo com os quais poderia amar a capital, uma das mais belas do Mundo. É pena. Os nórdicos usam as pernas sem piedade: « Os lisboetas detestam andar a pé. Acham que isso é próprio de classes inferiores e que é até capaz de fazer mal à saúde. Padecem da ‘síndrome de viúva de militar’, como já alguém lhe chamou.».
domingo, junho 03, 2012
TIRANDO O APOCALIPTICISMO
O que é que o Luís Menezes Leitão diz assim de tão novo, Little Boy Sérgio, tirando o apocalipticismo tonal omnipresente?! De apocalíptico só há a minha fome, o meu encosto às cordas, a minha corda ao pescoço, o encornanço perpétuo dos políticos e dos Borges-Lagarde obscenamente pagos deste mundo sempre a insistir que sejamos ainda mais obscenamente mal pagos e que, esmagadíssimos, paguemos ainda mais impostos. De apocalíptico só há a minha sensação de indigência presente e perpétua, sobeja, e no entanto sempre a resvalar, abissal, encurralada, para pior.
Etiquetas:
Alemanha,
Arrastão,
bancarrota,
Chipre,
Delito de Opinião,
Espanha,
Grécia,
Luís Menezes Leitão,
Sérgio Lavos
terça-feira, abril 03, 2012
A BURRICE NEORTOGRAFÓIDE
Dá origem a debates, mas poucos se comparam aos debates no Delito de Opinião. Para quem ama a Língua, a não perder.
quinta-feira, dezembro 01, 2011
O CADÁVER OMISSO DE UM CARÁCTER ASSASSINADO
«... a viabilidade da condenação na praça pública (é aí que estamos) pela prática do crime de assassinato de carácter depende da exibição do corpo do delito. Ora, há muito quem defenda que jamais será possível a José Sócrates apresentar o cadáver do carácter assassinado. Pela simples razão de que não tinha um (carácter, entenda-se). Na mesma linha, situam-se os que, admitindo embora que José Sócrates possa ter tido um carácter, afirmam a pés juntos que este teria morrido num grave acidente. Em surdina, sugere-se mesmo a possibilidade de suicídio. Ora, como bem se compreenderá, não é possível assassinar o que já tinha morrido. Estaria em causa não o assassinato de carácter, mas o assassinato de cadáver, situação que, sendo contraditória nos seus próprios termos, não é punível nos termos do Código Social.» Rui Rocha
domingo, novembro 13, 2011
CORVOS E ABUTRES, ITÁLIA E PORTUGALLO
Temos de compreender a festa dos italianos ao se livrarem do Homem-Prepúcio. Passamos pelo mesmo há poucos meses, mas com a vantagem de ainda termos tido tempo para umas eleições. Não vejo os problemas do Pedro relativamente ao facto de essa remoção não ter sido passível de votação popular: não sei onde haverá olhos para corvos se os abutres da bancarrota rondam por cima e normalmente limpam literalmente ossadas de animais e de regimes. Mantenho que há bens maiores que o pronunciamento moroso e toldado dos povos, sobretudo em situações de iminente desastre, especialmente quanto ao afastamento de líderes-óbices, esgotados e sem credibilidade: bens maiores como não recair no caos, bens maiores como não ficar à mercê da instantaneidade dos mercados em condenar instantaneamente nações. Penso que em terra de cegos — quase todos os países da União Europeia — mesmo os corvos passam fome. Graças a Deus, a página Berlusconi foi virada. O Presidente da República italiana, Giorgio Napolitano, prepara a formação do novo Governo com Mario Monti como principal aposta de vir a liderá-lo.
sábado, outubro 15, 2011
SE ÉS FUNCIONÁRIO PÚBLICO
Poucos manejam com tanto brilho o registo sarcástico. Para quem, como eu, tem saudades de Eça, isso é inestimável: «Se és funcionário público, és um merdoso manga-de-alpaca, proxeneta de todos os trabalhadores honestos e cumpridores deste país. Não fazes nada, faltas sempre que podes, recorres a atestados médicos falsos, tens regalias sem limites, vais passar férias para as Caraíbas com o dinheiro do vizinho, tens casas, carros, telemóveis, ganhas acima da média e, mau, funcionário mau e ranhoso, filho da puta mor, culpado de todos os males deste país, tens o que mereces agora. Se te reduzem o salário é porque o mereces, se te roubam o subsídio de férias e subsídio de natal por tempo que se prevê indefinido, é bem feito. Querias o quê, ó chulo de merda? Não interessa que tenhas filhos ou compromissos, sim quem te mandou, ó presunçoso projecto de gente que ainda tem o topete e a ousadia de ter vida como os outros? Reduz-te à tua insignificância de capacho onde a elite produtora deste país limpa os cumpridores pés.» Leonor Barros
segunda-feira, outubro 03, 2011
JARDIM, UM MOSTRENGO NA NOITE DE BREU
O post de João Carvalho, a seguir parcialmente reproduzido, vem sublinhar algo extremamente grave segregado pela ética balofa jardinista. Não deveria passar em claro aos eleitores da Madeira, se é que os há efectivamente e não robots passíveis de traficância, caciquismo primário e consciência tranquila sob uma tirania mais ou menos sub-reptícia: «A uma semana das eleições regionais, o líder do CDS-PP da Madeira contou com a presença do seu líder nacional e disse, para quem quis ouvi-lo e com as palavras todas, que parte das verbas tranferidas de Lisboa para a reconstrução da ilha após a catástrofe foi desviada para as vistosas iluminações de Natal e para o Carnaval (imagino incluído o desfile pseudo-brasileiro que costuma abrilhantar a tradição madeirense). Esse desvio de verbas, que não foi desmentido, configura não só um escândalo enjoativo, mas um novo (tipo de) buraco nas contas que Alberto João Jardim anda há anos a decidir à sucapa. Pelos vistos, o homem não se limita a fazer letra morta das obrigações que tem, mas também descai para opções à revelia do mais elementar senso comum e do respeito que deve aos outros, ao país, aos que foram acudir à reconstrução da Madeira.» João Carvalho
domingo, outubro 02, 2011
O AMOR E O CARÁCTER
«Platão olhou para a figura de Alceste apenas de uma perspectiva que confere ao sentimento amoroso a força motriz do gesto da rainha: “Os numes honraram nela a virtude máxima do amor.” Não é só o amor mas o carácter que impulsiona Alceste para a abnegação total. Uma capacidade de sacrifício que persiste sem assentar a mira num qualquer retorno. Quando lhe dizem que, por tal gesto, será sempre recordada e honrada, Alceste responde : οί θάνοντες τεθνήκασι “Os mortos, mortos estão.”» Ivone Costa
sábado, outubro 01, 2011
IRINY LOPES, TORQUEMADA DO FEMINISMO
«A polémica instalou-se no Brasil. Gisele Bündchen deu o corpo a uma campanha em que promove os novos modelos de roupa interior da Hope. O anúncio televisivo despertou a atenção de Iriny Lopes, Ministra das políticas públicas do governo de Dilma Rousseff. [...] Na verdade, o que a campanha retrata é o estereótipo do homem infantilizado, atoleimado e instrumentalizável, incapaz de agir racionalmente na presença de uma companheira em cuecas e soutien. E isso é uma agressão para os do meu género que não posso aceitar calado. Muitos outros se juntarão ao meu protesto. I Hope.» Rui Rocha
terça-feira, setembro 20, 2011
BONEITO, REICO E BOM JEGADOR
«Assobeiam-me perque sou boneito, reico e bom jegador! (a utilizar logo que lhe passar pela cabeça.)» Rui Rocha
quinta-feira, junho 30, 2011
ABRAÇO À BEIRA-PRAIA
![]() |
| João Carvalho e Joaquim Carlos [joshua] |
segunda-feira, maio 23, 2011
UM ANIMAL QUE ANIMALIZA QUEM CALHAR
«Mais grave foi o recurso a figurantes arregimentados na comunidade imigrante. Muitos deles, sem direito a voto, passaram a ser a imagem de um partido que não olha a meios para transmitir uma aparência de mobilização. Os sacos azuis do lanche, pousados no chão, constituem uma imagem que há-de perseguir José Sócrates sempre que este se auto-intitular campeão do estado social. [...] Não faltarão fanáticos a defender que se trata de (mais) uma magistral jogada política de Sócrates. Em rigor, não é assim. Aceitar Passos como ministro implica uma contradição insuperável com o argumentário recente do PS. Das duas, uma. Ou Passos não é tão mau como Sócrates o pinta e tais argumentos são falsos, ou Passos é realmente mau e aceitá-lo no governo revela as intenções de um Sócrates capaz de tudo para se manter no poder. Em qualquer caso, o facto de não se declarar disponível para, na situação inversa, ser ministro de Passos Coelho certifica a arrogância de alguém que avalia as soluções tomando o seu interesse pessoal como único critério. Visto isto, a lenda do animal político não sobreviveu às primeiras situações em que foi realmente testada. Na verdade, o desempenho de Sócrates tem estado muito mais próximo do de um banal político. Preso numa teia de contradições e incompetência e incapaz de alterar um discurso estafado e repetitivo que, manifestamente, não está a funcionar.» Rui Rocha
quinta-feira, março 31, 2011
ESTE CESSAR DO CIRCO
«Por isso, a argumentação de Teixeira dos Santos é, mais uma vez, uma vergonha. Queixa-se o Ministro de alteração de regras. Na verdade, está na posição do futebolista sarrafeiro que passou o jogo a distribuir cartuchada. O árbitro foi sendo complacente. A certa altura, perante mais uma entrada dura, decidiu-se finalmente por mostrar o cartão amarelo. Teixeira dos Santos, em vez de estar calado, dedica-se agora a esbracejar, dizendo que o cartão é injusto porque já fez outras entradas iguais ao longo da partida. O ponto fundamental é que, quer no caso do BPN, quer no do buraco das empresas públicas de transportes a responsabilidade existe e os portugueses vão ter que a pagar. Tal como vai acontecer relativamente às parcerias público-privadas. Chegado à governação, o Professor de Finanças decidiu converter-se no Professor Mandrake. O dia de hoje marca o fim da ilusão. Sócrates e Teixeira dos Santos ficarão na história de Portugal por terem protagonizado um projecto consumado de co-incineração das contas públicas.» Rui Rocha
domingo, novembro 21, 2010
domingo, novembro 07, 2010
ABRAÇO SEM DELITO
Não posso deixar de assinalar o amável convite que recebi para postar no Delito de Opinião, ao que correspondi, com imenso prazer, falando de coisas minhas acerca do amor fraterno, de há trinta e cinco anos para cá. Vai esta nótula com um abraço caloroso ao Pedro Correia.
segunda-feira, julho 19, 2010
O VERDADEIRO ARTISTA
O "verdadeiro artista" português deve procurar ser uma espécie de "verdadeiro cosmopolita" português. É isso que JSA trata de demonstrar: «Antes de sair do país eu confessava-me, antes de mais, europeu e só depois português. Pensava-o por julgar os europeus muito semelhantes, por os ver apenas como pequenas variações sobre o mesmo tema. Hoje, após ver o erro inerente a esse pensamento, ainda mais me afirmo português. Em parte porque perdi alguma identidade portuguesa, mas em muito maior parte por ter percebido aquilo que une os europeus e, acima de tudo, os seres humanos: os simples afectos desbloqueados por uma conversa. Sócrates, o original, é que a sabia toda.» João Sousa André
sexta-feira, junho 18, 2010
PRECIOSO BIZANTINISMO
São pedagógicas as escaramuças ortográficas entre a Morgada, do 5Dias, e o João Carvalho/Ana Vidal, do DdO: debates semelhantes precederam a queda de impérios e a derrocada de civilizações. São interessantíssimos. Fatais. Mas não nos aflijamos: como globalmente o País já está em coma, à flor da desgovernação e do desatino de um só ego doido, um combate de vírgulas vem mesmo a calhar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





