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terça-feira, agosto 20, 2013

A IRMANDADE MORTICÍNIO

Repare-se no padrão: quanto mais islamizante e islamizada uma sociedade, mais incompatível com a tolerância e a democracia. Se o Egipto quiser parecer-se mais com a Turquia e menos com o Afeganistão ou o Irão, terá de purgar-se da histeria exclusivista da Irmandade, um presente envenenado a tender para a teocracia. De resto, não creio que o exército seja insensível ou indiferente às forças seculares e moderadas, a maioria da população. São, têm sido, o último recurso contra os riscos de terror e morticínio que a Irmandade, liderada pelo bad ass Badie, vende por atacado.

terça-feira, julho 02, 2013

DILMA, MORSI E O DR. SOARES

A rua está a falar cada vez mais alto. Gritou na Turquia. Vociferou no Brasil. Berra agora no Egipto, rejeitando um presidente eleito, o islamista Mohamed Morsi, cujos passos políticos foram dados no sentido, não de uma reconciliação nacional, mas de um absolutismo islamizante, pé ante pé, medida ante medida. A rua é soberana no século XXI? Depende. Alguns, na Esquerda Impostora e Nihilista Portuguesa, convocam-na e ela não acontece. Nunca. A não ser que, num primeiro momento, se disfarce de movimento cívico Que se Lixe a Troyka para logo se expor e gerar desmobilização dado o facto de os portugueses odiarem ser manipulados do Sofrimento Real para o Nada Garantido, típico das Esquerdas Raivosas, do BE ao PS. A rua não se empertiga em Portugal. Não acontece em Portugal. Mário Soares, por exemplo, tomando a nuvem por Juno, considerou que os insultos organizados pelo Bloco de Esquerda e os arrufos promovidos pelo PCP, à chegada e à partida dos Ministros em eventos e encontros oficiais, chegariam e sobrariam para derrubar o Governo Passos. Não. A rua, aqui, é minoritária e até é parva: não se derruba um Governo para instalar em seu lugar o Nada-de-Jeito, dando força à Funfas Catarina, ao Gasoletas Semedo-Morcego, ao Frankenstein Jerónimo. As pessoas vão, sim, trabalhar, pedir à porta dos hotéis e das igrejas, emigram em massa, consideram muito mais útil ir lutar com as armas que têm pela própria vida e por um emprego precário, espécie de raspadinha com prémio, do que servir de gado aos partidos do sistema. Ninguém nos leva ao colo. Nem amigos. Nem família. Nem Igreja. Temos de fazer pela vida. A rua em Portugal não funciona, caso os instigadores dela se proponham trocar o inferno da Austeridade pelo terror de Coisa Nenhuma e Talvez Pior que Nada. Mas no Brasil, por um pouco Dilma e o seu Governo cairiam, se a rua quisesse, excluindo a opinião do dr. Soares, para o qual esses largos milhões de brasileiros zangados talvez mereçam o epíteto de golpistas e a rua brazuca seja epigrafável de ilegítima. O dr. Soares é amigo de Dilma. O dr. Soares não abençoa a rua que execre Dilma. E agora, no Egipto, é a praça de todas as primaveras árabes, Tahrir, que forceja a deposição de Mohamed Morsi. Não é anarquia. Estão é fartos de tirania. O que os jovens liberais e de Esquerda exigem, liderados pelo socialista Hamen Sabbahi e por Mohamed ElBaradei, é o fim de uma deriva subversiva, mesmo dos pressupostos da democracia, tentação em que caiu a Irmandade Muçulmana sob Morsi. Também os nazis ascenderam à tirania mediante eleições livres e injustas, que nunca mais foram livres nem justas porque não mais aconteceram. O exército, no Egipto, é, portanto, agora a última instância para as aspirações democráticas e laicas do Povo egípcio. Trata-se de um presidente que não resolveu nem a crise económica nem o desemprego, que está nos 13,2%, nem um défice fiscal que escalou para os 48% face ao período homólogo anterior, nem um endividamento externo já vai nos 80% do PIB. Mas há outras razões para um derrube iminente deste Presidente, legitimado em eleições mas logo iligitimado por tal desempenho económico e sobretudo pela deriva islamizante, actos e decisões que configuram alguns tiques de absolutismo religioso. A Irmandade Muçulmana perdeu prestígio. Se ganhou as eleições, há um ano, foi por um sentido de gratidão do eleitorado por longos anos de misericórdia e assistencialismo social, gratidão pouco lúcida, logo traída pela agenda islamizante e pela intolerância e castração de costumes com o que a juventude e os democratas não podem. A rua pode ser soberana no século XXI! Em casos extremos, o Parlamento pode e deve ser, por vezes, uma avenida da Liberdade repleta [Teria sido belo derrubar o segundo Governo Sócrates Fajuto com quinhentos mil a pedi-lo uma semana inteira nas praças e acessos da Capital]. Portugal, Brasil, Egipto: a menos que o dr. Soares não passe de um tonto hipócrita, dir-se-ia que o Povo-Rua só é soberano em Portugal, neste momento, contra a Agenda Austeritária da Troyka e contra o Governo de Direita. Não o seria contra um Governo Socialista sob a Agenda Auteritária da Troyka. Não o seria, mesmo em massa, contra o Governo Petista de Dilma. Quanto ao Egipto? Soares não sabe/não responde

sábado, junho 30, 2012

DO MEL DAS PROMESSAS AO FEL DO REAL

Não sabemos se Morsi é de facto um espírito aberto, tolerante, moderado. Antes da obtenção do poder, célebres assassinos de massas começaram por parecer normais e anunciar a normalidade, incluindo a Paz que pouco depois calcaram com ferocidade e ódio. Veremos com que letras escreverá Morsi a vida egípcia: «Prometo respeitar a Constituição e o Estado de direito, e proteger todos os egípcios. Foram estes plantaram as fundações para uma nova vida, para a liberdade completa, para uma democracia genuína e estável acima de tudo o resto.» Mohamed Morsi

domingo, junho 03, 2012

GAMAL ABDU MASSOUD, MEU IRMÃO

Egipto: a chamada implantação da Democracia pode não passar de uma farsa no glorioso e imparável caminho pela intolerância e o pensamento único islâmicos.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

ADEPTOS MATAM ADEPTOS

A propensão para a violência é altíssima por onde, diz-se, eclodiu a chamada Primavera Árabe, que talvez tenha aberto um longo Inverno Fanático Islamista Árabe. Mas ser adepto, seja em que latitude for, será sempre a tentação de ir longe de mais numa paixão devoradora, pretexto para a carnificina mais gratuita e passional, terreno fértil a qualquer clique demoníaco. Por cá, benfiquistas e portistas sonham comer-se vivos e há em colectividades locais, cafés e outros poisos, muita conversa de morte a dar ao outro adepto, seja azul, seja vermelho. Estas moções começam no coração. No Egipto, foi isto: «Pelo menos 73 pessoas terão morrido durante uma invasão de campo num jogo de futebol em Port Said, no Egipto, diz a televisão estatal do país. Adeptos das duas equipas envolveram-se em violentos confrontos após uma invasão de campo durante um jogo entre as equipas do Al-Masry e do Al-Ahly, equipa que é treinada pelo português Manuel José

quinta-feira, janeiro 05, 2012

PENA CAPITAL ENQUANTO DESIDERATO LÍRICO

Tendo em conta a ingenuidade civil de democracias jovens, como a Egípcia, chega a ser poética a proposta de enforcamento feita pelos advogados de acusação no julgamento de Hosni Mubarak. A pena de morte para o antigo Presidente egípcio, para os seus dois filhos, Gamal e Alaa, e para o antigo ministro do Interior, Habib El-Adly, é deliciosa, qualquer coisa de inefável. O certo é que Mubarak reprimiu duramente o levantamento contra o seu Regime, manteve-se tresloucadamente irredutível, apesar de todos os sinais de fim de ciclo. Tornou-se responsável pela morte de quase 900 manifestantes no Cairo aquando da sublevação popular que levou ao derrube do seu regime. A tendência, infelizmente, é que a proposta dos divertidos advogados não passe de hipérbole, mas uma hipérbole que faz pensar. Do mesmo modo, se, por hiperbólico exercício de fantasia, os advogados de acusação do affaire Face Oculta propusessem quarenta vergastadas nas nádegas nuas de Vara, igualmente nu, e quatrocentas palmatoadas nas feminis mãozitas marotas de Sócrates e também nos glúteos, por conspiração contra o Estado de Direito, serviria para fazer pensar.

domingo, novembro 20, 2011

A ALHEIA EFUSÃO DE SANGUE ALHEIO

A frio, toda a História presente exige a efusão de sangue, mas não o nosso: os que perderam imenso dinheiro com as suas apostas erradas e hoje condicionam a economia de Estados [Grécia, Irlanda, Portugal, Itália, França], os quais por sua vez viveram ilusões despesistas assassinas dos próprios povos, tudo isso exige, prevê e antecipa a efusão de sangue, o sangue alheio, evidentemente, que o nosso é sagrado e se destina a alimentar e garantir a sobrevivência dos nossos filhos e netos. Emergem opressores e avultam oprimidos, o que prefigura a inevitabilidade da efusão de sangue e nem sequer se trata de uma luta Povo vs. Governos, mas Povo vs. Mercados, isto é, Banca Internacional e outros players agregados a quem só falta colocar o nome e morada, gente que tem tudo, tem o máximo, e nós que não temos nada, somente o tal sangue a efundir numa rebelião planetária, coordenada e sem precedentes. A facilidade com que os egípcios regressam à praça Tahir, perante a evidente traição dos militares com a dilação dos actos eleitorais prometidos é toda uma metáfora dos nossas ilusões democráticas ocidentais, onde crime e castigo não se compaginam com a verdade nem com a Justiça e a efusão de sangue nunca é, nunca será, a nossa, mas a dos outros que a isso se atreverem nas praças, ruas, avenidas e betesgas da rebelião natural e provocada pelos empórios do ganho que nunca podem ficar a perder com os riscos da própria loucura. 2012 promete ser um ano inesquecível. A Natureza revolta-se na revoltosa atmosfera e no tremer da terra e invasão do mar. Mas a natureza lanzuda e pastoril das massas lentas, sendo apertada contra a parede, sob uma pressão violentíssima não pode augura nada de bom. A verdadeira guerra está aí, engordando o seu cortejo de vítimas e pedido mais sangue, para quem a quiser ver.

segunda-feira, outubro 10, 2011

HOJE SOU EGÍPCIO COPTA

Não haja dúvidas que a hostilidade anti-cristã pode campear à vontadinha que nem os insossos ocidentais mexem uma palha [de que valem vagos pronunciamentos condenatórios?!] nem as autoridades temebundas desses regimes híbridos emersos das recentes revoltas no norte de África, com o lóbi homicida islamizante a arreganhar os dentes, perseguirão os culpados. Complacência de um lado, complacência do outro, aos cristãos coptas do Egipto resta ir morrendo. A Palmira aprova. 

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

LAURA ENTRE UM CANIÇADO DE JASMINS

O assunto do momento é Laura Logan, correspondente da rede americana de TV CBS, de 39 anos, e o que lhe aconteceu em pleno colapso do regime egípcio. Claro que esta matéria ainda não chegou ao Público nem ao "melhor do mundo" i nem, que se saiba, a qualquer outro órgão da atenta informação nacional. Seja como for, o que se sabe é que o oportunismo da festa da liberdade e os ajuntamentos da turbamulta, pelo menos no Egipto, trouxeram dissabores de estupro e ambiguidade àquela jornalista. Fica o aviso para quem se atreva a meter demasiado entre um caniçado de jasmins ébrio de um tipo de tusa demasiado dionisíaca para outras catalogações. Lamentável.

domingo, fevereiro 13, 2011

BATER-SE POR ELES

Inspirada noutra próxima, a revolução egípcia, mais forte que o medo, tem inspirado belíssimas prosas. Rui Bebiano produziu uma delas. Está à frente do nosso olhar o motivo pelo qual os portugueses nada devem temer de uma ruptura decidida com a traição quotidiana aos nossos desígnios perpetrada pelo socratismo rançoso. Se a sociedade sufoca com a tenaz socialista, os processos maçónicos de fintar a justiça e clientelizar tudo, com a malícia do partido bafiento de Almeida Santolas, ASS e Primadonna, devemos bater-nos já pelos valores regeneradores da liberdade e da democracia que, graças a eles, apodrecem claramente em Portugal: «Como perguntou no Libération Laurent Joffrin, fará algum sentido que, antes mesmo de o ditador cair e de o povo egípcio exprimir de forma livre aquilo que realmente deseja, deva prevalecer o medo do que poderá vir depois de morta a esperança? Uma atitude desta natureza traduz, a par de um chocante cinismo, uma enorme falta de confiança nos valores regeneradores da liberdade e da democracia. E estes só existem se alguém, em algum momento, se bater por eles.» Rui Bebiano

É EM DIAS ASSADO

Gostava de me comover com este post a fingir de emocional escrito por f. na Jugular. Mas não consigo. Conviria a f. mais pudor e menos impostura ao falar de um povo, o egípcio, que ensaia libertar-se, ao passar mais de seis anos na defesa encarniçada da Situação Putrescente Portuguesa, na defesa de quem a criou e a mantém, na defesa de quem a comanda e piora, com punhos de veludo e mil ardis. 

terça-feira, fevereiro 01, 2011

EGIPTO, INDEFINIDOS SINAIS A ORIENTE

«Lamento que, depois das reles-presidenciais  onde só se revoleu lodo às mãos cheias  a paupérrima sociedade civil, os políticos e politólogos só se entreguem ao comentário de intrigas e à análise do 'pequenino' e acessório. Ambas as barricadas se bombardeiam com insultos e outros mimos, enquanto o País se afunda. E não é só o País real que está esquecido e remetido para segundo plano: os 'media', as burocráticas TV's, a blogosfera  todos minimizam ou ignoram deliberadamente os gravíssimos acontecimentos no Norte de África, especialmente no Egípto, preferindo discutir com baixeza os domésticos pratos de lentilhas e as perrices políticas associadas. Mas o trotskista-BE, o da revolução constante e acéfala, presta atenção ao fenómeno, e tem já as coxas húmidas e tremelicantes de assistir a tanta barricada e a tanto vandalismo de cara tapada: quer o massacre da classe média árabe, quer o corte total com o Ocidente, quer a fanatização das facções, quer  com volúpia  a 'Irmandade Islâmica' no poder. Na Tunísia, no Iémen, no Egipto, os jovens e os pobres não querem a Liberdade, pois nunca a tiveram e não sabem o que isso é ou o que fazer com ela. Querem é emprego e poder matar a fome; querem um arremedo de vida normal; querem um mínimo de rumo e sentido para a sua pobre vida. Tudo isto devia fazer pensar as nacionais cabeças-de-toucinho, mais interessadas em saber se a euro-deputada-gomes recebe ameaças, ou se o velho e senescente almeida-santos considera Cavaco vingativo. E Carrilho, para quem é tão brilhante, tem uma decepcionante tendência para descobrir tudo ao retardador. Lamentável.» BI

domingo, dezembro 12, 2010

SHARK EL-SHEIKH

«A água borbulhava como numa máquina de lavar. Eu andava aos tombos por entre o sangue. O tubarão continuava a golpear e a morder aquela pobre mulher e eu mal conseguia manter-me à superfície.» Ellen Barnes

quarta-feira, abril 21, 2010

FALOMAQUIA

Triste reconhecer como a pudibundice de cientistas, arqueólogos e historiadores tem sonegado uma noção integral sobre o homem da antiguidade, interferindo com a verdade acerca dele. A arte do falo, sucedâneo de madeira ou pedra, quanto ao seu manejo não poupou civilizações: desde sempre a espécie se masturbou. Por exemplo, os antigos egípcios afinal eram bastante libertos intramuros.