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terça-feira, agosto 20, 2013

O FIM DOS ESTÍMULOS

«A fuga dos investidores das moedas de mercados emergentes, iniciada há três meses com os sinais de fim dos estímulos dos EUA, ganhou agora um capítulo asiático, que abateu ontem as divisas dos grandes países em desenvolvimento, inclusive o Brasil. [...] No ano, o real já perdeu quase 15% ante o dólar e só está atrás do rand sul-africano (17%). [...] Esse cenário ficou mais difícil porque o BC dos EUA já indicou que vai terminar nos próximos meses o seu programa de estímulo econômico, iniciado em 2012. Na prática, o término desse programa marca o fim do "dinheiro barato", em que investidores aproveitavam os juros baixos nos EUA para pegar dinheiro e investir em emergentes, mais arriscados, mas com retorno maior.» FSP

quarta-feira, maio 29, 2013

BRUXELAS QUER...

... o País cumpre ou inventa Esquerdas Com Cio e Novas Legitimidades Democráticas à vontade do freguês e ao sabor da ciática do Regime. Quem manda são os donos da moeda e a capital do Euro não é Lisboa nem o Rato nem o tugúrio onde conspiradores dão entrevistas dia sim dia sim. Como não temos moeda própria, só podemos ser solidários e fazer o que nos é pedido. Quando a Comissão Europeia dá alguma coisa, por exemplo luz verde para que vários países do Euro, entre os quais Portugal, França, Espanha e Holanda, tenham mais tempo para colocar os défices abaixo de 3%, pede alguma coisa em troca: atrevimento nas reformas estruturais. No caso português, Bruxelas quer cortes permanentes na despesa equivalentes a 2,8% do PIB, ou 4,7 mil milhões de euros, em 2013 e 2014. As Esquerdas querem imprimir dinheiro ou acrescentar mais défice de igual valor ou superior. Só pode.

quarta-feira, maio 08, 2013

O ALEMÃO ESTICAR DA CORDA AO SUL

«Passos/Gaspar terão sempre a glória de se terem financiado a uma taxa melhor do que a última do Zé Vígaro, a 10 anos. Agora, sonhar em taxas abaixo dos 3,5% da Tróika, é mesmo um sonho. Ninguém nos emprestará a menos do que 3,5%. Só mesmo, com um perdão de dívida, que acontecerá, mais tarde ou mais cedo. Depois, virá o degredo por uma ou duas décadas. Depois, a Alemanha impõe-se porque os outros não se sabem impôr à Alemanha. Só isso. É preciso ver o impacto de Nigel Farage, através do novo Partido político na Grã-Bretanha, nas últimas eleições locais. Teve este último resultado, o condão do toque a rebate do Partido Conservador inglês. Ou Bruxelas aceita a renegociação da presença da Grã-Bretanha na UE, ou a Grã-Bretanha sai da UE. Isto é que é gente. Não é gente como os caniches franceses, que andam a implorar ao Sr. Schauble, a condescendência de a França ficar com um déficit acima dos 3%. Portugal está na ruína POR CAUSA PRÓPRIA. Os alemães só estão a esticar a corda a gente que pensava que a Europa aguentaria tudo. Em grande parte da Europa do Sul imaginou-se que era possível não trabalhar e ganhar bem. Mais, imaginou-se que era possível ser pensionista aos 50 anos, com uma pensão muito superior ao salário mínimo. Portugal chegou ao abismo por culpa dos sucessivos votantes na COLIGAÇÃO PS/PSD. Julgavam as pessoas que era uma alternância, quando afinal era uma escolha entre o Dr. Sampaio e o prof. Cavaco. Ou uma escolha entre o Dr. Costa e o Dr. Pacheco. Esterco do mesmo saco. Entre socialistas e sociais democratas, não há diferença. Da outra facção mais à direita, apenas há tacticismo. Portas juulga que o eleitorado dele é mais estúpido do que ele é. Isto é, Portas diz que sim ao Sr. Seilasie, mas faz alocuções aos seus votantes das feiras e reformados, afirmando o contrário. Está na hora de se chamar a MAIORIA SILENCIOSA. Tarde ou cedo, a malta levanta-se. Ou emigra, de vez.» Anónimo

terça-feira, novembro 13, 2012

EUROS E KWANZAS

«Se queremos convencer a chanceler alemã da necessidade de corrigir um caminho que está esgotado e já produziu os melhores resultados que pode produzir, num ajustamento rápido que, a partir de agora, só pode voltar a levar-nos ao precipício, se esperamos que Merkel aceite os alertas que há semanas vão sendo feitos pelo FMI, este é o momento adequado. Se queremos convencer a Alemanha de que merecemos uma nova oportunidade nos fundos comunitários, depois de milhares de milhões recebidos e que acabaram numa intervenção externa, este é o momento. Não foi a chanceler alemã - ou a BMW e a Siemens, como se depreende do vídeo de Marcelo Rebelo de Sousa que poderia ter sido subscrito por Francisco Louçã - que nos trouxe até aqui. A responsabilidade de Merkel é outra, é a de demorar a tirar a Europa e a zona euro da crise em que está mergulhada desde meados de 2008. A chanceler tem, apesar de tudo, cedido à realidade para segurar uma moeda única que é também um factor que explica o sucesso alemão. Portugal precisa da Alemanha, como precisa de Angola, porque somos europeus e ‘atlânticos', por justaposição e não por contraposição. Mas, num caso e noutro, sem perder uma soberania que já teve melhores dias, sem vender a dignidade por euros e kuanzas, sem hipotecar a história. Ora, a reacção do Jornal de Angola a uma notícia do Expresso sobre a abertura de inquérito por parte da Procuradoria-Geral da República a três altas figuras angolanas, nomeadamente ao vice-presidente Manuel Vicente, é, no mínimo, um alerta. No máximo, uma ameaça intolerável.» António Costa

terça-feira, setembro 18, 2012

FACTOS QUE NENHUM POLÍTICO COVARDE ASSUME


«Sempre defendi a permanência de Portugal no Euro. Mesmo que à custa de sacrifícios para ultrapassar os erros de política económica dos últimos 15 anos Mas na semana passada percebi que não temos mentalidade para lá estar. E que, por isso, o melhor é sair. Assim poderemos voltar a crescer desvalorizando o “novo Escudo” em pelo menos 40% face ao Euro. Isso provocará um disparo da inflação? Sim, mas é a única forma de provocar perdas salariais (reais) de 15 ou 20% para ajustar a economia. Teremos crescimento? Sim, mas à custa de baixos salários (até voltaremos a ter empresas de mão-de-obra barata). Mas nós merecemos! Estar no Euro implica não gastar mais do que se tem e apostar na produtividade. No primeiro caso para evitar que o Estado se endivide para além do sustentável. No segundo porque só o aumento da produtividade garante aumentos contínuos de salários. O problema é que o país não está preparado para isso. Nem quer aprender. Veja-se quanta gente, nos três partidos do Poder, continua a pedir mais tempo para cumprir o défice. Esquecendo que mais tempo significa mais dívida. E veja-se quanta gente defende aumentos salariais sem crescimentos de produtividade, que só geram défices comerciais brutais e desemprego elevado. Portugal não tem nem políticos nem cidadãos preparados para estar no Euro. É melhor assumir isso e negociar uma saída ordenada. Daqui a dez anos estaremos arrependidos? Sem dúvida. Mas pode ser que, entretanto, tenhamos dado uma vassourada na miserável classe política que levou o país à falência três vezes em 34 anos. E pode ser que até lá os cidadãos percebam que as desvalorizações da moeda são o caminho mais curto para empobrecer um país.» Camilo Lourenço

terça-feira, janeiro 17, 2012

A FRANÇA JÁ NÃO É UM PAÍS TRIPLO A

«Na manhã de sexta-feira 13, a diferença entre as taxas de juro da dívida a 10 anos da Alemanha e da França era de 1,23% favorável ao primeiro país. Um abismo, que se arrastava há muito tempo. A única crítica que se pode dirigir à Standard & Poor's é o facto de ter demorado tanto tempo a declarar aquilo que os mercados já sabiam há muito. A França já não é um país triplo A.» Viriato Soromenho-Marques

sábado, dezembro 31, 2011

CAMINHO DO EURO, LASTRO DE PORTUGAL?

«A saída de Portugal do Euro, ou o desmembramento da zona Euro, tem sido por vezes descrita como uma grande catástrofe para Portugal. Mas não é. Catastrófico é o caminho actual – o caminho do Euro – porque é um caminho de empobrecimento progressivo e sem esperança.[...] Hoje, a economia argentina, que antes estava paralisada como a portuguesa, cresce a uma robusta taxa de 10% ao ano. Nenhuma catástrofe o abandono do peg. Antes, a salvação.» Pedro Arroja

quinta-feira, setembro 22, 2011

PASSOS OU A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

Acredito na Europa, apesar da Grécia. Se esta compromete o projecto do Euro e a unidade do continente é do interesse de todos encontrar uma solução sábia que impeça o abismo que sorverá e derrubará, no seu provável colapso, não apenas a si mesma, mas boa parte da economia mundial. O Mundo já compreendeu que não poderá deixar cair a Europa sem se estatelar dolorosamente no processo. Não é do interesse da China nem do Brasil nem da Índia nem da Rússia o colapso provável, até iminente, da Europa. Entretanto, é bom termos um Governo cujo primeiro-ministro assume, honesto, a probabilidade de um segundo resgate, tem um pensamento realista acerca da TSU, enfrenta com sobriedade as dívidas da Madeira e das empresas de transportes falidas, ignora a falsidade oportunista do enésimo inquérito-crime do Procurador Pinto Monteiro, aproveitando a onda, à situação madeirense. É reconfortante um Governo que, pela mão do ministro Relvas, desmantela a quantidade colossal de tetinas inúteis e caras na Administração Local, por mais que estrebuchem os funcionarizados dependentes que o socialismo nutriu e cevou. Quanto à Europa e ao Mundo, dispensam bem o desespero ressabiado e o pessimismo anal. Busque-se o êxodo dos problemas e o êxito neles. A implosão do Euro não é uma fatalidade nem sequer uma opção. Há uma revolução silenciosa no emagrecimento de uma administração sebosa e na transformação cultural de uma lógica de dependência estatal para outra de trabalho pelo trabalho. Haja o que houver na Europa e no resto do planeta, essa revolução, que é nossa, far-se-á certamente.