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quarta-feira, julho 31, 2013

PÍLULA CONTRA A ESPIRAL RECESSIVA

Uma pequena boa notícia é melhor que boa notícia nenhuma, com atenção para o facto de a taxa de desemprego não ajustada à sazonalidade ser de 16,9%: «A taxa de desemprego em Portugal recuou pelo segundo mês consecutivo, baixando em Junho para 17,4% da população activa.» Público

segunda-feira, julho 01, 2013

17,6%

Do que necessitamos é de bons sinais. Chamem-lhes sazonalidade ou inversão de uma tendência infernal, não se apode de mau ou irrelevante o que nos faça ter esperança.

domingo, outubro 14, 2012

E O SUBMISSO PASSOS NÃO DENUNCIA ISTO?

Meu Deus, faz tanta faltinha neste Governo!
«Soube-se esta semana que o Eurostat, um obscuro departamento da União Europeia, responsável pelas estatísticas dos países membros, terá levantado objecções à intenção do Governo português de contabilizar, para efeitos das contas públicas, uma eventual renda da concessão dos aeroportos à ANA, empresa que, como se sabe, o Governo português pretende privatizar. Ora, como também é conhecido, o eventual produto dessa privatização também não conta, para efeitos do défice das contas públicas. Aquilo que é pretendido pelo Estado português, que tem necessidade de ajustar o seu défice deste ano para cumprir com os ajustamentos tolerados pela troika, é considerar como receita anual uma renda. Da mesma forma que as rendas que paga afectam negativamente o défice, é perfeitamente natural que as rendas que cobra o afectem positivamente. Além disso, sendo a ANA uma empresa, ainda que de momento pública, não se entende por que razão não há de pagar renda ao Estado. É claro que quanto maior for essa renda, menor será, depois, a eventual receita com a privatização, na medida em que a renda representa um encargo para os futuros acionistas. Mas essa é, e só pode ser, uma decisão que cabe ao Governo português. Não cabe, certamente, nas competências dos burocratas obscuros que, num confortável prédio no Luxemburgo, se dedicam a análise das estatísticas, tarefa em que têm sido, como se sabe, muito incompetentes. Nomeadamente no bem conhecido caso da Grécia. Uma outra intenção do Governo português, que passaria por estímulos sectoriais à economia, vai deparando com outros obstáculos levantados, desta vez pelos burocratas de Bruxelas. Entende a União Europeia, invocando o princípio da concorrência leal, que os estados membros não devem poder conceder esses estímulos, nomeadamente através de benefícios fiscais direcionados a determinados sectores. E, desta forma, qualquer medida terá de abranger todos os sectores da economia, o que é, como bem se sabe, impossível, atendendo aos limites do défice impostos, também eles, por outros eurocratas. Ora, a questão das boas práticas, e da concorrência leal, sendo de facto importantes, é matéria que não escapa a um escrutínio mais apertado. Se há um problema de concorrência, então é Portugal quem pode reclamar e tem razão de queixa. De facto, porque a União Monetária e Económica não tem uma dimensão fiscal, Portugal tem de concorrer com países onde a fiscalidade é muito mais baixa, o que prejudica, naturalmente, a nossa competitividade a vários níveis. Mas, admitindo que isso resulta da vontade, ou da necessidade, de tentarmos obter receitas fiscais para cobrir o défice imposto por Bruxelas, o mesmo não se pode dizer relativamente à taxa de juro. Aí, o que sucede é que as empresas portuguesas, quando conseguem ter acesso a crédito bancário, têm de pagar taxas de juro muito elevadas, da ordem dos 7 ou 8%. Pelo contrário, os seus concorrentes alemães, ou holandeses, ou finlandeses, pagam taxas de juro muito mais baratas, na ordem dos 3%. Sendo o custo de capital um factor muito importante, na medida em que condiciona directamente os custos de financiamento, poder-se-á dizer que, também aí, a economia portuguesa está sujeita a uma concorrência desleal por parte dos seus congéneres europeus. Finalmente, é em sede da União Europeia que são decididas as tarifas aduaneiras. Sabe-se, por exemplo, que Bruxelas tem a intenção de eliminar essa tarifas no caso dos têxteis importados pelo Paquistão, o que pode ser muito útil para o consumidor alemão, que assim tem acesso a produtos mais baratos, mas é terrível para a indústria têxtil europeia que, como se sabe, se concentra nos países do Sul, e em Portugal em particular. Os portugueses têm, bem sabemos, culpas no cartório, mas com estas boas ajudas da União Europeia, dificilmente poderão levantar a cabeça. Creio, por isso, que Portugal deve desobedecer, e não se pode resignar a imposições que são injustas. Depois, existem os tribunais europeus para resolver esses conflitos.» Rui Moreira

terça-feira, agosto 31, 2010

O MORIBUNDO VIVAZ

Sendo o cenário do desemprego em Portugal uma catástrofe sem precedentes, o Governo resolveu dar-lhe luta. Como? Com uma vasta acção de marketing. Marketing para quê? Para provar que toda a luz reside no maravilhoso mundo das décimas. O Eurosat diz que o desemprego em Portugal está nos onze por cento? Contesta-se os dados do Eurostat sobre desemprego em Portugal. O modo como o Governo se afiambra às décimas lembra os transes quixotescos mais tresloucados e nenhuma autodefesa poderia ser mais ridícula e mais pífia. Por isso, a percentagem oficial do Executivo para o segundo trimestre deste ano fornece-a o Instituto Nacional de Estatística (INE) e é de 10,6. O porta-voz desta batalha terceiro-mundista pelas décimas é o fantástico secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos, um homem conhecido pela sua extrema honestidade e absoluta competência. O Governo é um novelo moribundo agarrado pelos fios do calculismo e da contradição, mas vivaz a defender-se, disfarçando a realidade.

segunda-feira, setembro 08, 2008

MAS GANHOU VINHATEIRAS


A economia é feita de reajustes. Provavelmente, o mesmo deveria acontecer
com a feição bovina do povo português. Emigram os mais taurinos,
permanecem os mais maleáveis e cordatos, prontos para a matança
em postos de trabalho e indignidade laboral e retributiva.
A Comunidade Europeia tornou-nos mais eficientes, menos produtoras,
o mesmo volume de leite,
mas depois vieram os governos, os seus impostos abusivos,
e, de um modo geral, já não nos temos nas pernas. É a vida.
kjh
Quase que aposto que, entre 1995 e 2005
as produções vinhateiras nacionais duplicaram. Será?!