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sexta-feira, fevereiro 01, 2013

PASSOU JANEIRO, ULRICH!

Imagem afixada
Passou Janeiro e não comprei absolutamente nada, não gastei dinheiro absolutamente nenhum para além de trinta cêntimos de pão. Consegui. Não me paguei a mim mesmo nenhum café, que adoro. Não me plantei peregrino e parvo no Merdia Market à babugem fosse do que fosse sem IVA, com respeito a todos os que o fizeram, falo de mim, o peregrino e o parvo seria eu. Não fui ao cinema, que adoro, nem ao teatro, que amo, nem à música, que idolatro. Não comprei coisa nenhuma, entrou dia, saiu dia, umas batas fritas, um bolo, um sumo, nada. Foram 31 dias vividos serenamente e em estado de combate, transformando a minha rebelião contra o Regime que Apodrece em Portugal em esvaziamento zen, em despojamento do meu Eu, num gesto concreto e num propósito reactivo como quem sintetiza o próprio sal e resiste ao Mega-Tributo a que nos submetem. Jejuei todos os santos dias deste Janeiro, tomando apenas as duas refeições principais, regadas com meio copo de vinho tinto, broa, azeite, grelos cozidos ou couves, cavala em conserva, petinga ou atum ou salsichas. Estou vivo, mais leve, esvelto, e até mais belo, gracioso, com um brilho no olhar verdejante que muito me agrada. Corri para a minha praia, pisei a minha areia e bordejei as águas do meu Mar sempre que o clima o permitiu e mesmo quando chovia a cântaros. Passou Janeiro, espiritualizei-me, fui um pai omnipresente e solidário nas lides de casa, mantive o meu sorriso intacto, evitei demasiada virtualidade-net. Busquei o Sol. Emocionei-me na hora crepuscular, olhando, com o coração Menino e Impoluto, o Mar. Tenho procurado fundar e consolidar o meu caminho para uma sólida felicidade e uma alegria genuína, alegria e felicidade de Amado de Deus e capaz de amar e sentir solidariamente o Outro no mais íntimo de si, embora as ocasiões sociais para isso sejam quase nulas. Procurei passar o mais imune possível aos constrangimentos circunstanciais de penúria pecuniária, agora que, desempregado, a Segurança Social me abandona sem uma palavra pedagógica ou explicativa, e o faz talvez porque não sou o BPN, nem o BPP, não assinei PPP e nem me pisguei para Paris para viver como um bom Filho da Puta, após entregar o meu Povo à sua Sorte, isto é, à sua Merda. Talvez porque não sou dos que, na Governação Sacana Associalista, em troca de uns broches ao sr. Salgado, empurraram com a barriga as contas-para-depois com que hoje se fodem os portugueses conforme se vão fodendo, matéria digna de ser cantada por um novo Camões com um novo Os Lusíadas, Os Austeríadas. Posso fazer de Tasco Gamado. Gamado pelo Fisco, que me persegue desde 2005. Gamado pelo BES, que me ficou com um apartamento, já hipotecado, para o qual nesse Banco obtive 175 mil euros de financiamento, e ainda descobriu cem mil euros para me penhorar até à morte. Gamado pelos Demagogos Precedentes e os actuais Incumbentes Residentes. Passou Janeiro e o meu projecto de viver numa disciplina ultra-austeritária só comigo mesmo está a correr muito bem, sendo que nada faltou às minhas filhas, nenhum dever de responsabilidade ficou por cumprir e mesmo os cabrões dos imprevistos mecânicos ou informáticos vão-se pagando. Aos bochechos. Todos os trocos que pude aguentar enterrei-os num buraco simbólico, acumulados para um dia futuro, quando me achar mais parecido com o incendiário pateta Ulrich. Este homem gosta de pegar de caras. É pena. Gosto dele. Custa-me que me ofenda ao falar do que não sabe nem imagina. O que é que um pirómano destes, por acaso banqueiro, merece?! Escárnio e uma resposta cristã: por isso mesmo, sem Ulrich na cabeça, mas com o olfacto, a visão e o tacto em êxtase navegando a tua pele, ontem, enquanto fazíamos amor, sorríamos muito, Mulher. Sorriso, porque já sabes que gosto de esperar por ti, à medida que te enlouqueço e me perco. Sorriso, porque tínhamos conversado sobre o Ulrich ter dito que éramos todos iguais na austeridade, capazes de suportar o que suportam os Gregos e mais, se mais vier. O banqueiro político-palrador não teve o poder de nos incendiar o escândalo. Apenas nos fez sorrir o mais amarelamente que pudemos, sorrindo-nos ainda mais pelos motivos do Gozo que nos demos. Passou Janeiro. Vias-me agarrado a moedas que nem um pão pagam, agora olhas para o que diz Ulrich, e sorris. Dia após dia após dia, nunca tinha dinheiro para um leite chocolatado ou um iogurte à hora em que te surpreendes terem acabado para elas, pensas no que arenga Ulrich e sorris. Vem um Ulrich e disserta sobre a capacidade de suportar esta tão alargada falta de cobertura para satisfazer o abaixo-de-básico e nós sorrimos. Sorrimos, gememos e suspiramos, enquanto fazemos amor deliciosamente, que é o que fazemos de melhor. Chegou Fevereiro. Estou ainda mais adestrado para a luta a que me dei. O teu belo sorriso, Mulher, a tua gentileza para com todas as pessoas da nossa casa e todas as boas acções que fazes no dia-a-dia são o sinal de que és uma bela criatura. Amo-te. Passo óptimo com Nada, cada vez mais feliz por não pesar a ninguém em coisa nenhuma. A ti, a elas, nada faltará.

quinta-feira, novembro 01, 2012

GERONTOCRACIA DO REGIME E ESQUERDA IDIOTA

«... a verdade é que, por muito que custe à gerontocracia do regime e à esquerda em festa, o Mundo não nos deve a existência nem se compadecerá se nos não adaptarmos às nossas possibilidades. Quanto mais tarde o percebermos, pior, e foi isso que disse Ulrich.» Rui Crull Tabosa

quarta-feira, outubro 31, 2012

ULRICH E A PARADOXALIDADE DA SITUAÇÃO

<p>Para Fernando Ulrich, Portugal deve apresentar à Europa um programa de longo prazo</p>
Pagar é ganhar tempo.
Protelar a dívida será pagar mais, logo, sofrer mais
por muito mais tempo.
Há um ponto em que acompanho Fernando Ulrich, quando disse o que disse na conferência III Fórum Fiscalidade Orçamento do Estado 2013: também fico horrorizado com os postulados da «gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia». Os Demissão-Soares, as Rebenta-Ferreira Leite, os Napalm-Bagão Félix, todos os que se enchem da Infecção ultimatista ao Governo, que hiperbolizam a retórica como nunca a hiperbolizaram, os que só agora descobrem a pólvora e falam, falam, porque têm direito a falar, mas pouco ou nada a apresentam no seu currículo. A paradoxalidade da nossa situação é essa de muitos e muitas terem razão, mas não terem soluções por onde possamos seguir. Também eu, como Fernando Ulrich, fico «absolutamente boquiaberto» perante pessoas com tanta responsabilidade, «raramente da maioria ou no poder», que fazem recomendações e considerações que «terão como consequência levar Portugal, num tempo relativamente curto, para a situação da Grécia». O não pagamos. O ainda mais tempo. O ainda mais dinheiro. Paradoxalmente, Portugueses, a solução mais barata para nós será pagar a dívida. Não há outra. Nunca houve.

sexta-feira, novembro 18, 2011

ULRICH, TROYKA, E OS MAUS ALUNOS

Não aceito as indignações de última hora por parte de Fernando Ulrich. Perante a Troyka, não detecto particulares tiques de servilismo acéfalo, acomodatismo moral e prostrações adorabundas de ninguém em particular. Facto um: a Troyka é que está em posição de avaliar a acção e a coerência de governantes e políticos. Facto dois: aos jornalistas e aos comentadores assiste ler e concluir desses senhores mandatados para nos escrutinarem contas e decisões. Não nos resta mais nada  ossos do ofício!  senão mediar as perguntas e as respostas. Quem manda, decide conceder e autorizar, ou negar, as famosas tranches do empréstimo é Troyka, são os Mercados, é o FMI. Sim, é uma puta de uma ingerência. Mas o que há aqui de aristocrático e rastejante senão a ululante e óbvia necessidade e nada mais?! Pelo contrário, décadas de governação por maus alunos assassinaram as melhores energias e a disciplina interior dos bons alunos. Nada pior para um País que a esterilidade insegura e destrutiva de descompensações de todo o tipo que arrastam mesmo a melhor turma-País para a mediocridade mais gritante. Como se se tratasse de uma saga heróica, ainda têm orgulho nisso. 

sexta-feira, abril 08, 2011

UMA INSÓLITA AUTO-CONSPIRAÇÃO

Depois de ver, ouvir e ler Fernando Ulrich, percebe-se que o Primadonna [com a sua vasta equipa de Maquilhadores, Técnicos de Slogans e Estrategas Rançosos] organizou meticulosamente uma conspiração contra si mesmo, uma auto-conspiração, um auto-golpe palaciano que lhe desse a escapatória ideal da responsabilidade por um desastroso desempenho governativo. Mas correu mal: «... no dia 4 de Março percebi que o Governo não tinha condições para se financiar.»  

terça-feira, maio 18, 2010

A PAREDE

Segundo alguns, isto está quase no ponto: a bater na parede. Quando estiver, a Falsificação Facínora Farsante organizará outra entrevista-espectáculo para enfiar mais uma solene peta pelo entrepernas do Povo. O hábito de mentir convence o próprio mentiroso da verdade convincente e verosímil que existe na sua rematada mentira. Repleto de flores em casa e enfermo do espírito, exclama, comovido: «Eh, pá, Fui outra vez brilhante! Paparam-na toda.» E não há dúvida. Até prova em contrário, o Povo Português é o supedâneo do Primadonna.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

ULRICH, ELOGIO COM FERRÃO

Confesso a minha crescente admiração por este banqueiro que diz sempre umas coisas com as quais só nos faz bem estar em sintonia mínima. De esta vez, menos arrasador em relação ao Governo contra o que pudemos ler numa entrevista recente, usou de uma velha técnica de diplomacia: primeiro elogia-se, depois atira-se a ferroada. O elogio foi dizer que 'gosta' do actual primeiro-ministro, [um homem que passou a gastar menos nos anúncios dos anúncios das estradas com buffet e Comitiva Comilona (fiquei comovido com a sobriedade de ontem em Leiria e com o discurso de Lino transformando a linguagem das críticas na linguagem do auto-elogio e da própria retractação implícita), isto depois, mas só depois, que a Oposição verberou contra o preço cobrado/pago por evento de encher, na última acareação parlamentar]. A ferroada (escórpio télson) foi dizer que gostava de saber o que se passou realmente no dossiê Freeport, ciente como está de que tudo será a ser tratado para que não haja nada a saber ou, o que houver, envolva figuras menores, disponíveis para pagar o mesmo preço de Oliveira e Costa, de Vale e Azevedo: simbolizarem, e não mais que isso, justiça; serem os bodes sacrificiais para que aguém em número e qualidade escape impune e forrado com o produto do saque: «O presidente executivo do Banco Português de Investimento (BPI) defende que é preciso “fazer opções” no combate à crise económica e financeira porque “dizer todos os dias que o investimento público é bom já não chega”. Fernando Ulrich, que aplaude a resposta inicial do Governo, sobretudo em relação ao sistema financeiro, pede agora “mais reflexão e respostas mais estruturadas”. “Chegou a altura do Governo perceber que é preciso fazer opções, porque senão vamos bater na parede”, disse, numa conferência da Ordem dos Economistas sobre as saídas para a crise. Ulrich alertou – como já tinha feito anteriormente João Salgueiro – para a subida do défice externo, estranhando que “ninguém se está a preocupar muito com isso”. O líder do BPI defende que os estímulos à actividade económica devem ser feitos “numa escala inferior à que tem sido anunciada”. Sobre os problemas que o país deve resolver, além da Justiça e da Segurança – “é mentira que Portugal seja um país muito seguro”, afirmou -, Ulrich falou também do processo de licenciamento urbanístico que “é inaceitável e aumenta a desconfiança dos agentes”. Referindo previamente que tem “boa impressão do eng. José Sócrates” e que o considera “um bom primeiro-ministro”, acrescentou depois que “gostava que o caso Freeport acabasse bem, sobretudo para o nosso primeiro-ministro. Mas já agora gostava de saber o que se passou naquele processo de decisão”.“É preciso aumentar a transparência. Nesta matéria estamos a piorar. É preciso perceber as decisões”, afirmou. Ulrich reiterou também propostas que já referiu noutras ocasiões, como o espaço que defende existir para a criação de novos escalões de IRS para quem tem maiores rendimentos e para uma sobretaxa de IRC para empresas com elevados níveis de lucros».

terça-feira, dezembro 23, 2008

ULRICH ARRASA GOVERNO


Há pormenores bastante ricos e esclarecedores
acerca dos problemas presentes com que se defronta a banca nacional
nesta entrevista de Fernando Ulrich ao Público. Nela, o banqueiro
chama a atenção para as lógicas amadoras e por isso mesmo infelizes
do discurso bluffiano governamental do 'obrigar' os bancos a financiar as PME,
enunciado ridículo, simplista e demagógico porque desfasado da realidade.
Nela, o banqueiro demonstra como é irresponsável a insistência arriscada
em obras públicas para as quais é muito remoto, para não dizer
inteiramente impossível, garantir financiamento.
lkj
Agradável e claríssima, na entrevista ficamos a compreender
cristalinamente melhor um conjunto de mecanismos recentes
aos quais a banca está vinculada e qual é a raiz das dificuldades
em operacionalizar financiamentos indiferenciados
de uma forma tão fácil e rápida como sucedia anteriormente.
Mas o mais revelador e chocante, no que à acção e ao papel do governo
dentro da CGD diz respeito,
é isto:
lkj
«Público: Como é que vê o facto de a CGD ter realizado em menos de um ano três aumentos de capital directos e um indirecto, no valor de dois mil milhões de euros, sem que o Governo tenha justificado a decisão, apenas dizendo que é para repor os rácios?
lkj
Fernando Ulrich: Tenho dito, por diversas vezes, que a relação da CGD com o seu accionista deve ser um exemplo de rigor e de transparência e não tem sido. Não se percebe que a CGD no espaço de um ano faça três aumentos de capital e uma operação de venda de activo que equivale, do ponto de vista económico, a um aumento de capital. A CGD não pode ser o saco azul do partido que está no Governo ou não pode deixar que se fique com essa ideia. A CGD serve para financiar a economia? Ou é para cobrir os prejuízos que tem no financiamento de acções cujo sentido não se entende? Ou é para cobrir prejuízos de posições accionistas em empresas de sentido duvidoso? Para que as dúvidas não assolem permanentemente os contribuintes, deveria haver uma estrutura de controlo da CGD, ou no quadro do Parlamento, como agora está na moda, ou por via de uma comissão superior. A par de muita coisa bem feita, a CGD tem um conjunto de operações de que se desconhece qual o interesse público que visam satisfazer.»