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segunda-feira, novembro 11, 2013

DO FÓSSIL CONSPIRATIVO RESIDENTE

Mais uma vez, Machete enodoa o Governo e contribui para a fragilização flagelada da nossa imagem interna e externa, imagem do nosso árduo percurso sob ajustamento, sob a obrigatória austeridade que é basicamente não haver dinheiro e o Partido Comunista não ter um Banco com ele inesgotável. Não nos bastava vermo-nos num momento venenosamente condenados pela S&P e logo a seguir elogiados redentoramente pelo FMI e pela Moody's, tinha de vir um Ministro de Portugal, na Índia, a um Domingo, disparar contra o pé nacional, atirando ociosamente um número desabrido para o ar, associado aos juros da dívida pública, número amarrado, fatal, determinante para se efectivar ou não um segundo resgate. Conspiração da estultícia e do simplismo, não!

Este ministro dos Negócios Estrangeiros não conhece de que fomes e sofrimentos se faz este ajustamento e por isso não parece ponderar devidamente quanto diga e não deva dizer. Pois mais valia calar. Já pesa por demais à nossa sensibilidade e ao nosso desejo de normalidade colectiva, com a sua leviandade habitual. A diplomacia portuguesa está muito mal entregue com mais um Relvas no Governo: Machete tem sido tão desastroso para Portugal nas declarações de tropeço que emite quanto o conspiracionismo activo e explícito de outros agentes políticos completamente maliciosos particularmente no grave momento que atravessamos, como Soares, ou ambicioso-maliciosos, como Sócrates. 

Machete, Soares, Sócrates, vão completamente ao arrepio dos bons sinais da economia, afrontam a necessidade de evitar a crispação e os ajustes de contas, ofendem o sentido de coesão nacional, assassinam a sensibilidade geral hoje pela prudência e a contenção. A linguagem de Soares e de Sócrates é chula, virulenta, isola-os na própria cegueira vingativa e sectária. Neles a raiva não tem limites, prova da monstruosa dicotomia Politiquice / Vida, Economia e Negócios. 

As palavras de Machete estragam, desconversam, perturbam, amolgam. Machete comporta-se como mais um fóssil. Pode emparceirar com o Fóssil Arménio, o Fóssil Soares e quantos fósseis têm dificuldade em ajudar o País a sair do poço escavado pela dívida da vida airada.

sexta-feira, agosto 02, 2013

UNS E OUTROS

Por que motivo os espanhóis ainda não tinham pensado nisto?! A proposta do FMI parece uma TSU à espanhola: «A entidade liderada por Christine Lagarde apela a que seja feito um grande pacto entre sindicatos e empresários, em que os primeiros aceitem que os trabalhadores reduzam os seus salários em 10% e os últimos se comprometam a aproveitar a poupança obtida para baixar preços e criar emprego.» Público

quinta-feira, junho 27, 2013

NÃO TER DINHEIRO

«Se é certo que a saída do FMI do plano de ajustamento implica o fim da ‘troika', o mesmo já não pressupõe que os nossos problemas tenham acabado. Eles existem e, por muito que a muitos custe aceitá-lo, sem a ajuda externa agravar-se-iam. Independentemente de quem esteja no plano de ajustamento, se o Estado português não se adaptar à nova realidade financeira, que é não ter dinheiro, e à nova realidade mundial, que é a Europa já não ser o centro do mundo, ficaremos mais pobres e num futuro nada risonho.» André Abrantes Amaral

sexta-feira, junho 21, 2013

O GRANDE ENGONHADOR

A Grécia-Povo sofre imenso, mas a Grécia-Poder-Político engonha reformas, mudanças, o cumprimento da palavra dada. Consequências? As piores possíveis, começando pelo conceito do País fora de portas. É por aqui que o PS, essa maravilha impoluta e visionária do século XXI, quer apascentar Portugal: no engonhanço. 'Bora, Portugueses, 'bora lá votar PS outra vez.

segunda-feira, junho 17, 2013

LAGARDEOMASOQUISMO

As instituições internacionais não são compostas por anjos nem por gente destituída de ambição nem que seja pela passiva. Tal é certamente o caso da directora-geral do Fundo Monetário Internacional e ex-ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, suspeita de cumplicidade no desvio de fundos públicos no chamado Escândalo Tapie. A ser verdade a carta dirigida ao Presidente Nicolas Sarkozy em que lhe jura fidelidade, está tudo ligado, sendo que figuras como estas tanto fazem o mal como a caramunha, tanto se prostram em submissão como falam grosso. A carta fora encontrada pela polícia em sua casa dirigida ao antigo Presidente francês. Por um lado, como ministra, Lagarde recuperou milhares e euros para o Estado Francês em activos nos processos por corrupção, por outro, terá fechado os olhos a outras tantas situações em função das amizades e lealdades sarkozianas: “Querido Nicolas, de forma breve e respeitosamente, estou ao teu lado para servir-te e servir os teus projectos para França. Utiliza-me como te convier e como convier ao teu projecto. (…) Se me utilizares, necessito de ti como guia e do teu apoio: sem a tua condução poderia ser ineficaz, sem o teu apoio seria pouco credível. Com imensa admiração, Christine L». Sarkozy, Berlusconi, Sócrates padecem do mesmo vírus-vício do Poder enquanto reserva exclusiva: não há limites nem meios a evitar para alcançar determinados fins. Portugal e Itália livraram-se relativamente bem desse fermento nojento. Tragicamente, no caso francês teria sido melhor ficar tudo como estava para não se assistir à triste procissão de impotência, ridículo e impopularidade proporcionada por Hollande, o milagreiro furado da Esquerda local.

quinta-feira, junho 06, 2013

DA HUMILDADE ESTALINISTA DA COMISSÃO

Discorde Bruxelas como discorde da admissão de culpa por parte do FMI, nesta enredada matéria dos erros cometidos no programa de ajuda à Grécia com a subestimação do impacto da austeridade na economia, houve beneficiários e perdedores talhados pela natureza das circunstâncias e dos Regimes. Sabe-se que no período de Crise 2008-2009, a Alemanha [que foi o segundo grande comprador de subprime], os bancos alemães, compraram imensa dívida soberana dos Países do Sul, garantiram financiamento à vontadinha a diversos Estados do Euro, entre os quais Portugal, um dos mais sôfregos por gastar e gastar. Desintoxicaram-se dos activos tóxicos. Mais tarde, chegou a hora de reaver o dinheiro. À bruta. Com a austeridade como via de sentido único. Culpas repartidas, Governos eleitoralistas e corruptos, o vício da dívida e a dívida do vício, oportunismo de quem oferece a Lua aos seus eleitorados e guarda o que puder para si em offshores, temos que a receita sobre estes mesmos países intervencionados teria de ter erros e teria de observar excessos. Agora é tarde. As vítimas seguirão sendo vítimas. Admitir erros não chega, mas bem que o Aparelho Estalinista Europeu, Comissão Europeia, por exemplo, só ganharia em admitir um erro. Um, pelo menos. Mas não se pode esperar tal coisa da sublime Comissão.

FMI, MEA CULPA DA DESCULPA

Ainda que seja custoso acreditar em desculpas, justificações e autocríticas sobretudo depois de o mal ter sido feito e aliás ter havido imensa teimosia nesse mal, o certo é que este aparente pronunciamento oficial do FMI no fundo o que vem relevar é qualquer coisa como do mal o menos: a Grécia sofreu, mas o Euro salvou-se. A Grécia sucumbiu socialmente, politicamente, economicamente, mas a Europa resistiu, o Continente pôde respirar. Não leio um pedido de desculpas lá, onde o que avulta é um auto-elogio. «... foi fundamental para evitar que a crise da dívida alastrasse a outros países e provocasse uma crise continental», tirando Portugal, alastrar, alastrou, mas procurou não repetiu novas grécias. Depois é fundamental que os gregos, os irlandeses e os portugueses nunca esqueçam que Governos consenstiram, que corrupção alojaram, pelo voto: a corrupção instituída na sociedade é fatal à sociedade e o que é líquido é que sem o empréstimo do FMI o Estado Grego colapsaria. Basta o cenário apocalíptico de um Estado não poder pagar reformas, salários, subsídios, apoios, serviços sanitários para olhar de outro modo este processo de Resgate grego. Ainda bem que nem gregos nem irlandeses nem portugueses chegámos a tanto, apesar dos vários actos da tragédia subsequente. É para isso que serve o FMI.

sexta-feira, maio 10, 2013

BOAS IDEIAS DA TROYKA TÉCNICA

E a covardia política nacional do costume. Portas alimenta um terror de rato perante uma vassoura em movimento, no caso a percepção de milhões de portugueses do aviltamento e das injustiças particularmente no capítulo das reformas em Portugal. Se eu fosse Portas, acolheria de braços abertos e o mesmo sorriso ultrabranqueado a proposta sugerida pelo FMI, a qual infelizmente ficou de fora do projecto de cortes sugerido por Passos Coelho, e que previa a imposição de um limite máximo de 5.030 euros para as pensões, coisas que até países paupérrimos como a Suíça há muito instituiram: tectos máximos nas reformas. A grossa e grosseira injustiça social passa em grande parte pelos abusos obscenos nas reformas atribuídas, as quais cavam mais pobre um pobre País de gente que se abotoou bem com o latrocínio regimental em vigor desde o primeiro dia da liberdade. Foda-se, Passos! E foda-se, Portas! Era mais por aí, não estão a ver?!

quinta-feira, janeiro 10, 2013

FMI, O ALASTRAR MOLE DO ALVOROÇO

Depois do lençol mortífero que o relatório do FMI representa para Portugal, estava na hora de referendar os limites do que vem a ser afinal este Ajustamento. Referende-se tudo. Referende-se o dictact de este FMI, no que sugere e propõe de calamitoso para as pessoas concretas. Referende-se a Puta da União Europeia, que nos tutelou para que fizéssemos e sobretudo para que desfizéssemos e nos desfizéssemos; referende-se o Regime, a República Gananciosa dos Políticos, dos Soares e a sua terra evidentemente queimada. Referende-se a tolerabilidade ou não de seguirem serenos, suaves e até santificados pelos valupis, os mesmos cretinos que nos puseram nesta situação. Acima de tudo, referende-se a cabeça a prémio do actual Governo: comprometida a economia por um excesso de zelo que erodiu a base tributária, o bom senso no doseamento dos cortes parece evadido para parte incerta, enquanto o exterior nos redesenha a régua e esquadro, graças à nossa docilidade pavloviana, após a grande inquisição e reeducação salazarenta. Carlos Moedas, coitado, entusiasma-se com o relatório da chacina. Acha que é uma coisa boa. Será? Neste novo ano, tenho-me comportado como se não existisse, não gastando um cêntimo sequer, dia após dia após dia, numa disciplina ultra-austeritária comigo mesmo, respirando o ar grátis, bebendo água grátis, submetendo-me feliz ao sol e ao sal, comendo o pão nosso de cada dia ou de dias. Mas que será das minhas filhas, agora que além de me falhar o trabalho, falha-me igualmente a Segurança Social?! Vai tímido o alvoroço que perpassa e transpassa as gentes, incapazes de reflectir, tão habituadas à futilidade mediática e às alienações quotidianas. Gentes que ainda há pouco rompiam os recordes de consumo em jogos sociais, da raspagem sôfrega de vãs raspadinhas ao rabiscar vão das vãs cruzinhas nos euromilhões de mentira. Gente que se lubrifica com a Casa dos Segredos. Que será de nós?! Os credores consideram que poderemos viver de vento, de desemprego e desactivação. Talvez concebam um plano que indirectamente permita deportar um quarto do funcionaridado público português para a grande Londres ou a grande Berlim. Anuindo ao relatório, tal como vem, em bruto, o Governo Passos consolida-se como um Governo de Morte e Enterramento Social, disposto a chacinar lá, onde os Governos do Filho da Puta faziam a festa dissoluta e inoculavam a mentira criminosa que  aliás abriu caminho a este estado de Pré-Guerra. Provavelmente, não há qualquer outra solução muito menos uma na cabeça oca de Seguro. Só há isto que os cavaleiros do FMI nos apocalipsealizam. Ninguém se atravessa por quem sofre e definha, num contexto de agressão externa salvífica: quem roubou, roubou, quem não roubou, roubasse; quem faliu fraudulentamente, faliu; quem não faliu fraudulentamente, falisse. Agressão dos cidadãos, trabalhadores e pensionistas. Saneamento tremido das contas públicas. O nosso descontentamento de vítimas transforma-se em lucidez e derrota de perdedores e perdidos, encurralados até à hora da nossa morte. Ámen.

sexta-feira, novembro 09, 2012

O FMI DEIXA-ME CADA VEZ MAIS CONFUSO

FMI: alguma bibliografia associada à experiência repetente portuguesa.
O FMI está em motim. Só pode estar. As contradições em que cai dão fuel quer aos detractores da austeridade fanática quer aos anti-austeridade fanática, porque o 'pode', o 'putativo', o 'é possível' tinge de incerteza a medula das medidas acordadas pela Troyka e a parte que cabe ao FMI nessa Troyka. Afinal o clamor indignado e traído grassa nas ruas de Portugal porque o Governo acha inevitável esbulhar os cidadãos: «Quanto a Portugal, o FMI já observara que os riscos em torno do nível de endividamento português aumentaram, embora considerando que se mantém sustentávelPúblico

domingo, novembro 04, 2012

RIGOROSAMENTE NADA MAIS OBSCENO QUE O PS

Os estrategos-diabo do PS, nos seus fora e blogues de conspirar e anunciar o fim do mundo pela mão de Passos-Troyka-Merkel, fariam o quê diferente de Gaspar?! Nada. O PS não emite absolutamente nada. Fecha-se em copas quanto a uma reforma das funções do Estado porque está instalado nele como suprema sanguessuga do Regime. Depois de Portugal ter execrado e abominado José Sócrates, deram-lhe outra personagem para abominar, Passos Coelho. Para o PS, Passos Coelho é uma aberração e faz tudo mal. Foi preciso o sr. dr. Soares ficar decepcionado por lhe terem cortado as subvenções com que paga e assiste uma legião de amigos e fiéis, para Passos o ter contra si, tendo contra si toda a Seita de Reformados e Subvencionados Políticos do Regime. De acordo com eles, Passos não pode ter a mais pequena ideia do que será essa coisa de refundação do Estado. Não bastava o papel maligno jogado pelo PS, junta-se-lhe Marques Mendes, a fazer de porta-voz oficioso do Governo e a aludir ao trabalho reformador que o FMI está a fazer em Portugal: visto de fora, Portugal deve ser um País economicamente raquítico mas com egos e estômagos instalados no Estado, os quais comem e sempre comeram pela máxima medida. Nunca nenhum Governo afrontou, por nosso amor, esses egos e esses estômagos. Nós, que temos mais autoestradas e universidades do que automóveis e estudantes, nós, que exportamos cientistas e semeamos desemprego massivo entre licenciados, nós, que só tardiamente expelimos ladrões imbecis dos Governos, evidentemente que sim, precisamos que Lagarde nos salve da grosseira devastação, colonização e exploração que o PS produziu em Portugal, metido que está em todos os interstícios do Aparelho de Estado. Qualquer povo que ainda tenha orgulho de si próprio manda foder o PS no plano eleitoral e acolhe de braços abertos os que vêem à distância as causas da nossa anemia económica e crescimento raquítico sob a pata corrupta e sanguessuga do PS sistémico, quase quinze anos a aprender como se leva um País à falência e quarenta anos por detrás do Regime, dominando-o, minando-o. Primeiro, os PS destroem Portugal, depois esperam competência e habilidade, cara de pau nos ministros eleitos para aparar a derrocada. Dizem que há ministros que já ninguém vê há semanas ou mesmo meses: dizem os PS que eles fogem das gargalhadas, das vaias. Nada mais obsceno que as lógicas PS e os veredictos PS sobre governantes que não eles. E por que motivo o BPI de Ulrich choca os PS com os seus «Ai aguenta, aguenta!» com muita mais austeridade e nunca se chocaram com o «Ai aguenta, aguenta!» mais dívida e mais dívida?! O banqueiro Ulrich corrupto não é e não vejo como sairá prejudicado no seu negócio por ter dito que nenhuma fuga em frente da Grécia salvou a mesma Grécia de ver pioradas as suas condições e a dos seus cidadãos e que nada há a fazer perante a obrigação estrita dos Estados em honrar os seus compromissos.  É precisamente a nossa Banca, no seu conjunto, a tirar máximo partido da Crise das Dívidas Soberanas, da Crise da nossa Dívida Soberana. Pagarmos a nossa dívida pública é pagar-lhes a elas, com o BES o primeiro quase já liberto do rating-estigma 'Lixo' e já à solta, fanfarrão, nos mercados. Os PS primários propõem boicotar o BPI como um «gesto anti-fascista»: se houvesse portugueses briosos em Portugal, boicotava-se o PS e as Esquerdas Escatológicas por um século ou dois: o parlamento votou um Orçamento trágico mas inescapável; depois de terem roubado e destruído Portugal, os PS querem que o País rebente para aliviarem as costas ao supremo filho da puta de Paris. Prefiro Merkel, meu amor, a qualquer veleidade com PS ao leme.

sexta-feira, outubro 26, 2012

IMPOSTURA E CONSPIRAÇÃO

A 5.ª avaliação do Programa de Assistência Financeira, segundo a leitura indignadíssima do Partido Socialista, não parece ter tido do lado do Governo uma atitude ou iniciativa proactivas no sentido de propor uma adequação do calendário das metas orçamentais previstas para este ano e para os anos seguintes. Segundo esse partido ainda, o Governo não mexe uma palha para que a nossa coroa de espinhos fiscal de algum modo se suavize, com mais tempo e mais dinheiro. Portanto, o Governo de Portugal não defende Portugal. O Partido Socialista, sim, defende um segundo resgate o mais depressa possível, coisa mais patriótica não pode haver. Salvaguardar os Portugueses? Isso é com a Comissão Europeia. A obediência compensa? O suposto ajoelhar de Passos a Merkel supõe torrões de açúcar ou outros prémios? Há um trabalho que está a ser feito no sentido de não beliscar os ganhos de prestígio e credibilidade externos do Estado Português e isso passa por não pronunciar palavras ou ter gestos que instituam desconfiança. Não cumpre ao Governo Português exprimir um desejo de flexibilização das metas. Pode ser um desejo, uma necessidade imperiosa, mas não pode ser expresso, muito menos publicamente. Caberá, sim, à Troyka reconhecer que Portugal está a cumprir. Perante o jogo que os Governos do passado perpetraram do empurra contas e facturas para os anos seguintes, no colo do Governo Passos caem surpresas e armadilhas para além da mais pachorrenta paciência. Vêm de trás, do tempo em que Pedro Silva Pereira e José Sócrates não tinham mãos a medir nos negócios da Parque Escolar, das PPP Rodoviárias e da Saúde. Hoje, a revisão das metas orçamentais é indispensável também por causa do serviço da dívida. Cumprir é, portanto, fazer o que está no Memorando e debelar o problema dos juros e dos pagamentos supervenientes contratados nos anos anteriores. Apesar de todos os sacrifícios pedidos aos portugueses, o Estado Português está armadilhado de dívidas, desordens, compromissos, pagamentos, além da Troyka. Conseguir cumprir as metas do défice em 2012 e para 2013 nunca seria fácil. Fácil foi deixar para trás toda a espécie de entorses e presentes envenenados. O Regime Português falhou. A impunidade consentida a Governos sucessivos determina o risco de falhanço natural do Governo Passos e mesmo de qualquer outro Governo tirado com um gancho do ânus regimental. Está tudo ligado. O caos que vem do passado determina a revisão do calendário inscrito no Memorando inicial, caos de que a Merkel não tem culpa absolutamente nenhuma. O interesse nacional não pode ser defendido agora, só agora, tendo sido trucidado ano após ano, após ano, coisa, por acaso monstruosa, de que o Partido Socialista não se retracta.

quarta-feira, outubro 10, 2012

SIM, O FMI É ASSUSTADOR

«No relatório em que reviu em baixa as previsões para a economia mundial,
o FMI começou a corrigir algumas contas:
por cada euro de austeridade, a economia não cai 0,5 euros,
mas sim entre 0,9 e 1,7 euros.» Público

quinta-feira, setembro 13, 2012

ABEBE SEM ABÉBIAS: «HÁ UMA DÍVIDA MUITO ALTA»

Não podemos demonizar os homens da Troyka sem começar por demonizar os nossos insensíveis do passado que destruíram o sector primário e secundário da nossa economia, que desbarataram dinheiros públicos desde o ingresso na CE, que nos soterraram com subsídios para tudo e para todos, que transformaram serviços do Estado em empresas públicas cujos administradores inimputáveis geraram dívidas tais que as obrigações do Estado se tornaram insuportáveis, que acumularam dívidas para fazer obras megalómanas, que promoveram o imobiliário nas autarquias com um olho no IMI e outro nas suculentas licenças de construção. Por último e mais grave de tudo, a vertigem nos supostos PEC dos Governos Sócrates, sendo cada um deles o começo já do esbulho que hoje lavra imparável, implicou que mesmo assim o Estado-PS ainda se deliciasse a estourar milhares de milhões em PPP para estradas, hospitais, renegociando contratos, mas com o Estado sempre a perder dinheiro e o Privado a encaixar rendas garantidas de 15% e 17%, graças a cláusulas, secretas só possíveis porque se pagaram milhares em comissões aos pulhas políticos que as negociaram e permitiram. Crime maior que este contra nós não há. Acerca da TSU, Abebe Selassie nem lava as mãos nem deixa de as lavar. Uma vez que nem socialistas, nem comunistas, nem bloquistas, ninguém, enfim, quer sair do Euro, isto é, transformar estes cacos de País em caca, pouco há a fazer e pouco importa se os parceiros sociais e os partidos da oposição, eu, o Papa e os ossos de Ghandi dizemos não a mais austeridade, o homem da Troyka é muito claro e não dá abébias: «Não se faz ajustamento porque se quer. É porque há uma necessidade, há uma dívida muito alta, que precisa de ser estabilizada, para que Portugal possa regressar aos mercados no próximo ano. Claro que há um debate sobre onde é que o fardo do ajustamento deveria recair, mas não acho que as pessoas estejam contra os objectivos globais do programa.» É por isso e só por isso que não temos as ruas em polvorosa, não partimos vidros nem levantamos cabelo. Quem roubou, roubou e o Governo Passos deixa-os bem sossegados para nos vir tirar o escalpe. Nós, que não roubamos, pagamos. Pagamos em dobro. Em triplo. Pagamos custe o que custar.

domingo, maio 27, 2012

LAGARDE, A FACE MÁ DO MALICIOSO FMI

Nova Cruela de Vil.
Odiosamente, Christine Lagarde tornou-se ainda mais na manifesta e despudorada face do Mal no Mundo. FMI, credores, mercados, tudo isso é o Diabo a danar famílias, Estados, indivíduos, esmagando-os sem mais considerações, apesar de ter havido Governos rapaces, políticos rapaces, uma ordem interna de poderes e privilégios que conduziram as contas públicas de vários Estados para o beco e para o buraco, já para não falar no papel inócuo ou estalineano da Comissão Europeia distribuidora de recursos, mas liquidatária de economias. Todo o Mal que medra no Mundo consiste e resume-se nos procedimentos que exemplarmente o Governo Sírio executa contra os seus próprios cidadãos, homens, mulheres, crianças [com aspirações cívicas  semelhantes às dos britânicos e norte-americanos], liquidando-os, a fim de manter o Poder, os Privilégios, ambos viciantes e impartilháveis, o que, transposto para a economia mundial, consiste em que as entidades mesmas que movimentaram e perderam milhares de milhões, por inerência dos riscos de casino privativo não assumidos, passem a imputar a povos inocentes e indefesos o respectivo e rápido ressarcimento, enganadoramente chamado de "austeridade". O resultado é a disformidade e a injustiça totais: primeiro, no ominoso caso desobediente Grego, depois no caso ausente, porque nada mediático, Irlandês; mais tarde no talvez naufragar do caso obediente Português e, em breve, no eclodir brutal dos casos orgulhoso Espanhol e petulante Francês. De colapso em colapso... Deveria ser esta a Hora da solidariedade. Não é. É das bocas vexatórias lagardeanas, do salve-se quem puder ditado pelos nórdicos: não nos emprestam mais dinheiro, Rui Moreira explica porquê. Vêm cá gastá-lo a conta-gotas, de hotel em hotel, a gastronomizar, beijando o sol, laureando consoladoramente a pevide. É o sossego das formigas.

quinta-feira, maio 24, 2012

CHEIRA A MAL, CHEIRA A TROIKA

Como é que chegámos à situação de bancarrota ou pré-bancarrota?! E porquê insistir na narrativa que o senso comum já assimilou e reproduz todos os dias, culpando o passado e não tanto o caminho aselha seguido agora? Porque, salvo raros media, parece proibido assacar e imputar ao PS, e ao sapateiro que o guiou, responsabilidades crassas pelo que nos trouxe até aqui. Veja-se o Público: obnubilação completa dos casos e podres do espécime sob a égide de São José Almeida, uma das opinadoras residentes mais profundamente suspirante e messianística do passado rançoso recente do seu partido. Se é certo que o TGV não se concretizou e, quanto a aeroportos, nasceu somente o elefante branco do de Beja onde as ervas e os chaparros medram, muito dinheiro foi queimado em estudos e compromissos, coisa a não escamotear no seu impacto. Perante a rebaldaria completa e a captura do Estado pelos fautores de negócios chorudos para si à conta de PPP e de outros desmandos grosseiros contra Portugal, o FMI, que é uma rigorosa merda falhenta e caolha, seria infinitamente melhor que continuarmos sob saque socialista, com os saqueadores socialistas de orçamentos sempre sorridentes, protegidos pela Procuradoria e pelo Diabo-a-Quatro, dignos de repouso e sossego. Depois veio Passos com a Troyka, outra merda atrevida e caolha, inocular um zelo desmesurado na aplicação de uma receita sacana, estranguladora, subindo impostos como os outros, sacrificando os mesmos como os outros, desengordurando o Estado, mas pouco, coisa a que os outros se recusavam, porque estar no Estado, usá-lo, e sugar-lhe tudo para si, sempre foi o desígnio supremo dos ratos do Rato, a começar pelo devorista exemplar Soares, pai carnal e espiritual deles todos. O FMI cheira mal. A Troyka comprime-nos como se fôssemos insectos. Passos não tem rasgo, obedientíssimo incapaz de um leve e saudável desalinho, uma ideia, um discurso mobilizador, mas dá-se a homilias reeducadoras dos portugueses, no seu sobejo sofrimento. Mesmo assim, todos, sobretudo os mais pobres e a classe média, apontam prioritariamente as culpas todas, todos os dias, para cima daqueles que tudo fizeram para este atascar em dívida. Nada mais natural. Encalacrar Portugal foi fácil. Sair daqui é que é difícil.

sexta-feira, abril 20, 2012

GASPAR DEVE SER EVITADO OU IMITADO?

Longos anos pelos corredores da política e da economia internacionais fazem de Gaspar experiente em Mundo e inexperiente em Portugueses. Mas em todo o caso não mente nem erra quando garante à estrangeirada do dinheiro e da grande modelagem informativa global que somos um Povo absolutamente disponível para se sacrificar tendo em vista o heróico evitamento de males maiores, como os da Grécia, um Povo duro e inesgotável no combate pelo equilíbrio orçamental. Como já não temos o pára-choques agrícola, nunca tivemos e nunca pudemos aspirar aos rendimentos dos europeus mais prósperos, nem temos as matérias primas dos russos, angolanos ou dos brasileiros, só temos gente, restam-nos vários êxodos. O êxodo emigratório para quem puder. O êxodo degradatório, mendicância de rua, para quem tiver estômago. O êxodo do desespero silencioso e, alívio dos alívios, o êxodo da morte. A Troyka e os esmifradores da Segurança Social já estão a tratar disso.

sábado, fevereiro 25, 2012

ABEBE SELASSIÉ, O FMI E O REINO DO PRESTE JOÃO

Sempre tivemos uma relação algo mística com a Etiópia. A par da busca do caminho marítimo para a Índia, movia-nos a procura de um putativo reino cristão, enclave milagroso entre maometanos: o reino do Preste João. Agora que o FMI nomeou para Portugal como novo chefe de missão Abebe Aemro Selassié como novo chefe da delegação do FMI em Portugal, à frente da Troyka, completamos a nossa magna demanda: será um etíope, ao que parece bastante pessimista em matéria económica, a colocar-nos [ou não!] nos eixos. Enquanto a Troyka assegurar que estamos no bom caminho e atestar a credibilidade do Governo, estará tudo bem: «A 'troika' atesta, de novo, que Portugal está a cumprir. Um dia perceber-se-á o que este facto significa para a credibilidade do Estado português. Uma boa notícia, sem dúvida.»