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sexta-feira, fevereiro 22, 2013

LANCINÂNCIAS

Gaspar, porque só agora mudou de discurso e aparentemente de rumo [houve até aqui uma lógica governamental de excessiva indiferença para com as vítimas, algumas mortais, das políticas da Troyka], recebeu reprimendas no seio do PSD. Primeiro era preciso ter tratado da economia com delicadeza, só. E não proceder a esta imbecilidade desumana que foi, através do IVA a 23%, limpar a economia [as palavras são de Borges], limpando o sebo a gente desesperada de carne e osso. A aparente exemplaridade e a madureza dos portugueses tem como limite a transgressão do bom senso por parte dos Governos. Primeiro, a economia. Depois, sim, as finanças. Não é à toa que o Ajustamento se tem ressentido com o esmagamento da economia, inaugurando um ciclo autofágico, de desconfiança e desorientação internas. Faltava uma visão integrada entre correcção de desequilíbrios e preservação da procura interna. Chegará a tempo? O protesto já assume contornos de loucura.

terça-feira, abril 24, 2012

ADEUS, GASPAR! VENHA BALTASAR!

Efectivamente, os agentes do Regime não têm em grande conta os cidadãos. Têm-nos em nula conta. Marca do Regime, aliás, é o profundo desprezo por quem é fraco e vulnerável a malfeitorias fiscais ou ao jogo económico proteccionista das clientelas, principal desporto dos Governos deste Regime. No Grande Centrão de Interesses e Gamelas Habituais, esse comportamento é-lhe transversal. Uns porque roubam à fartazana entre espectáculos de circo retórico e braçadas de pães com farinha de pedra. Outros porque implementam medidas implacáveis, conducentes à morte, à fome, à peste e à guerra de muitos, dentre tantas outras escolhas possíveis. E bastaria aqui ser-se simplesmente justo: «O ministro Vítor Gaspar veio para o governo com dois objectivos: empobrecer os portugueses e equilibrar as contas públicas. E se o primeiro está praticamente conseguido, o segundo redundou num estrondoso fracasso. Os portugueses estão mais pobres, não há dúvida. O aumento das taxas de imposto e a redução generalizada de pensões e salários degradaram o nível de vida. Com empresas a fechar diariamente, o desemprego atingiu um valor recorde. Enquanto isso, as medidas de Gaspar são comunicadas de forma ambígua, como a do prazo de supressão dos dois subsídios aos funcionários; ou são anunciadas de supetão, como foi com a proibição das reformas antecipadas. A ambiguidade e a surpresa provocam um ambiente de incerteza que paralisa os investimentos e gera o pânico nos cidadãos. Entretanto, todas as medidas fiscais tomadas pelo governo relevaram-se contraproducentes. O aumento das taxas de imposto levou à redução da colecta. Ao contrário do que previa Gaspar, a receita fiscal está em queda livre. O IVA caiu 3,2% no primeiro trimestre, por comparação com 2011; o imposto sobre veículos teve uma redução de 47,5%! Ao mesmo tempo, os cofres da segurança social estão a esvaziar-se ao ritmo de três milhões de euros por dia, com o subsídio de desemprego a subir 23%. As contas saíram furadas. As finanças públicas estão a derrapar e sem controlo. Além do mais, Gaspar falhou as promessas de cortar nas enormes gorduras do Estado, de terminar com os negócios em que o Estado favorece os grupos económicos do regime e de combater a corrupção. Gaspar não renegociou as escandalosas parcerias público-privadas, para não incomodar as concessionárias. Não reestruturou a dívida pública, o que pouparia milhares de milhões, optando por continuar a favorecer os bancos. As finanças nem sequer ousaram reduzir os valores de alugueres e rendas de favor que o Estado paga pelas suas instalações, muito acima do valor de mercado. Até agora, os únicos beneficiários destas políticas desastrosas são os grupos económicos do regime, que continuam, intocáveis, a lambuzar-se na gamela do Orçamento do Estado. Está pois na hora de mudar de políticas nas finanças e trocar de protagonista.» Paulo Morais

domingo, setembro 18, 2011

LUDIBRIADO, PARDO E ANÉMICO

O melhor que um País pardo e anémico poderia desejar era, há três meses, o culminar eleitoral de uma crise política que rompesse fundo com um apodrecimento de largo espectro introduzido pelos socratistas no aparelho de Estado, nas sociedade civil, na disfunção justiciária, no ludíbrio vicioso dos media, na falsificação da economia. Logo um País como o nosso, com exígua massa crítica e desprezo pelo acompanhamento da acção política, demasiado alheado e residual para construir um lóbi cívico e a-partidário. Após o Poder político ter sido sequestrado por uma clique de bestas assentes na imagem e não na verdade, fazia todo o sentido limpar Portugal dos seus pulgões socialistas: é graças às relíquias de dívida imprevista, buracos ocultos e outras ocultações sornas que vamos tomando consciência plena dos malefícios do passado recente. Não se pode ser honesto e defender o socratismo por contraste com as circunstâncias presentes. Quem como o socratismo para minar qualquer espécie de consenso político e trair qualquer palavra dada? Quem mais traiçoeiro e falsário no trato com as demais forças vivas nacionais? Se o PEC IV foi urdido por cima e para além dos demais partidos, falho de qualquer réstia de verdade, nada mais que acto traiçoeiro de chantagem, não havia outra via senão romper e começar de novo. Mas nunca percamos de vista que a Europa é uma entidade doente, minada por burocracia, por egoísmos nacionais, envenenada de graves problemas e graves desequilíbrios entre o PIB e uma desproporcional despesa social, incapaz de pensar-se em bloco e portanto de harmonizar os fardos fiscais e as desigualdades aviltadoras. Resta-nos fazer a nossa parte. Cumprir muito além do esperável com os compromissos assumidos pelos três partidos da capitulação soberanista, por culpa exclusivamente sua: PS/PSD/CDS-PP. O resto é doença facciosa.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

ENGANEM-NOS SE PUDEREM

Janeiro representou um marco incontornável na obscenidade da política: impostos aumentaram e deu-se, por isso mesmo, um grande aumento da receita fiscal, salários dos funcionários públicos foram cortados, alguns apoios sociais desapareceram. Mas a despesa do Estado não dá sinais de baixar: daí que nem os mercados nem os observadores externos se deixem enganar com a pantominice socratista-socialista. Controlar as contas públicas deveria passar por morigerar a base de apoio dos Partidos habituais, especialmente o PS, que se meteu por pântanos nunca dantes estagnados. Enraizadas clientelas intactas. Enraizados vícios intocáveis. Enraizada irrealidade gastadora. A despesa do Estado controlar-se-ia eliminando o que tanto custa aos socialistas eliminar: clientelas. Um mal que proliferou até ao limite do estupro ao erário. Só mesmo a Alemanha para pôr fim a esse regabofe, o que não tardará.

sábado, dezembro 12, 2009

NO PAIN, NO GAIN

«O momento político em que Darling abriu o jogo - a meses das eleições e com as sondagens a situarem os Trabalhistas dez pontos atrás dos Conservadores - diz tudo sobre o modo responsável de fazer política. Apesar de as eleições se aproximarem e de as decisões tomadas representarem cortes em 4 milhões de funcionários públicos e outros 10 milhões de pessoas - em que se incluem pensionistas -, o ministro inglês abraçou a bola em chamas e levou-a para o centro do debate. Não chutou para canto, não lateralizou o assunto, não culpou os céus e os malvados deuses. Não adiou, não mastigou. Engoliu em seco e pôs o dedo da ferida: quanto mais cedo baixar o défice e a dívida pública voltar para uma zona de conforto (65% do PIB), mais depressa a economia sairá do buraco. No pain, no gain: sem dor não há prosperidade, não haverá futuro. A isto se chama plano de saída para a crise, frontalidade e coragem política. Elogios que, como é evidente, Teixeira dos Santos também deve achar que merece. Afinal, ao contrário de Darling, ele tem sido um querido, não faz mal a ninguém - só ao país.» André Macedo

quinta-feira, maio 07, 2009

POLÍTICA DESPESISTA PS ENCURRALADA


Provando estar encurralados pela coerência das Oposições, sobretudo pela marcação apertada e convicta do PSD, o PS-Governo arranja bicadas pífias com que se liberte da pressão moral da sociedade. Se se questiona o famigerado 'investimento público' redundante em estradas e inconsequente no crescimento sustentado e se propõem moratórias ao TGV, Novo Aeroporto e Terceira Ponte, o Governo sofre e retalia com o que tem mais ao pé no mais longe e passado das políticas. E responde como quem defende ter este Governo também direito a um conjunto de loucurazinhas hipotecantes do futuro, umas despesas onerosas para as próximas gerações, e que não são só os outros a ter podido correr riscos habilidosos. Fê-lo, pelo menos o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais quando criticou directamente MFL ontem, durante o debate na Comissão de Orçamento e Finanças agendado para discutir o relatório de combate à fraude e evasão fiscal de 2008. Novamente o velho tópico Citigroup em sinal de desespero: «A titularização de créditos fiscais realizada em 2003 por Manuela Ferreira Leite e que, naquele ano, foi a receita milagrosa que pôs Portugal a salvo das sanções de Bruxelas por causa do défice, “foi uma operação que efectivamente hipotecou o país nos 5 anos seguintes”. [...] “Em termos financeiros não foi uma boa opção”, acrescentou o governante, que, contudo, garantiu ao PSD que “claro que este Governo vai cumprir e honrar os compromissos assumidos com o Citigroup”, e que “obviamente que nunca se ouvirá qualquer crítica externa a este processo”. “Até estamos a melhorar o “rating” das carteiras de títulos”, acrescentou, depois de ter feito a critica contundente.»

sábado, agosto 16, 2008

FINANÇAS ASSUSTAM NOVAMENTE


Aviso aos unidos de facto, mas não de jure: corram por vossas vidas!
Atenção às papeladas, às direcções, aos pormenores,
Assim como só há um Vale e Azevedo, um, um só, sozinho, no panorama consentido da corrupção económica nacional, (fabuloso, Portugal!),
assim também, na hora de levar nas orelhas e nos bolsos,
só existe a antiga classe média, só existes tu e só existo eu, suave leitor.
Nossos corpos, nossos bolsos são macios à perfeição penetrante
das Finanças. Nós não escapamos como escapam os cem mais ricos portugueses!
lkj
«Os serviços do IRS deram ordem às repartições de Finanças
para fiscalizarem as moradas fiscais de quem declara viver em economia comum
e os contribuintes nesta situação deverão ser chamados às repartições
para provarem o seu domicílio, noticia hoje o “Correio da Manhã”.
lkj
As Finanças suspeitam de que cerca de metade dos contribuintes
que entregam declarações de IRS a dizer que vivem em união de facto
têm domicílios fiscais diferentes dos supostos cônjuges.
Esta convicção resulta do cruzamento das moradas
que constam das declarações enviadas para as Fianças
pelas entidades patronais (modelo 10)
com as enviadas pelos contribuintes (modelo3).» [Público]

segunda-feira, agosto 11, 2008

COMISSÃO LIQUIDATÁRIA GOVERNO DE PORTUGAL


Por vezes, aparece alguém com imaginação e carácter para reagir,
provando que o maior entrave à economia é a inJustiça, isto é,
o enrolamento nirvana da erva da urgência
no papel do tempo interminável:
lkj
"Não podemos com o nosso silêncio ser cúmplices
do que consideramos ser a destruição das pequenas e médias empresas",
afirmou António Lopes. "Num país onde 20 por cento dos empregados têm ordenados penhorados, mais de 200 mil empresas têm dívidas ao fisco
e 50 mil empresários estão ou vão estar com processos crime,
questionou.
lkj
Com toda a pertinência, digo eu.
Depois a cortina de silêncio estende-se a todos os demais,
instituições, líderes, sindicatos, com muito medo, sentido de hierarquia,
que vão parlamentar sobre o que fazer
com esta imaginativa e mediática iniciativa testicular:
lkj
«Contactado pela Agência Lusa, Luís Garra,
presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa
reservou uma posição para outra ocasião,
enquanto o director da repartição de Finanças da Covilhã, Luís Gravito,
declinou também quaisquer esclarecimentos sobre o assunto,
alegando sigilo na relação entre a administração fiscal e os contribuintes.[Público]»

domingo, setembro 02, 2007

MEU PAÍS LÁTEGO


Meu País, minha tristeza!
Que eu voe Atlântico e transite alto por mais de sete horas para pousar aqui
e constatar como quem é espancado
a magreza de futuro para mim e para tantos aqui,
o fechamento de portas todos os anos para mim e para milhares aqui,
a depressão (pelo Poder semeada e tornada discurso e política)
em mim e em tantos aqui,
um triste clima e uma enorme frieza das gentes entre si aqui,
um forte desânimo e aflição-de-bolso aqui,
esta amarga desalegria,
e um injusto, bruto e cerrado cerco às pessoas pelas Finanças outrora tão laxas e tão brandas
e um sôfrego enclavinhar de unhas nas pessoas pelos Bancos Portugueses
outrora tão concessivos e sorridentes e liberais.
Meu país, meu látego, minha tristeza e meu equívoco!

quarta-feira, agosto 29, 2007

VIVA GALES! VIVA A CHINA E O TIBETE!


Viva o País de Gales!
Viva a China e o Bangladesh e, já agora, o Tibete e o Nepal!
A Nação Portuguesa também me enche de orgulho.
Sou um daqueles patriotas firmes, mas desesperadamente desiludidos.
E tudo porque o Estado Português é um Filho da Puta.
Somente o Estado Português para me fazer o que tem feito:
uma literal e completa liquidação mediante uma acção zarolha e sistemática das Finanças.
Somente o Estado Português para tentar, por todos os meios,
destruir-me como pessoa e indivíduo
brincando a cobranças completamente abusivas e indevidas e de uma retroactividade tão longínqua como inimaginável,
vistas zarolhamente só de um lado zarolho.
Por isso mesmo, caros concidadãos e cidadãos do mundo,
considero o Estado Português além de uma Pessoa Jurídica que não é de Bem
o maior Filho da Puta que se pode conceber e ainda pior que isso.
Abomino-o. Execro-o. Quero que se foda e se dane.
Eu vou processar o Estado Português.
Eu vou responder à letra ao Estado Português.
Eu vou ridicularizar o Estado Português
actualmente em campanha contra os indivíduos
de quem se serve e a quem jamais serve como deveria.
Eu vou verberar o Estado Português por estar a esmagar os indivíduos.
Eu vou denunciar o Estado Português pelos seus imaginativos abusos
contra os indivíduos, mediante uma esperta perseguição ao trabalho,
ao parco fruto do trabalho, pelo esmagamento da Pessoa comum,
pela destruição exasperadora da Pessoa comum.
Dêem-me um pescoço violentador que eu possa apertar furiosamente
e não chegará à fúria que me merece o pescoço sem-vergonha
do Estado Português.