
Não trabalho oficial e normalmente desde Outubro de 2012. Sempre cumpri escrupulosamente todos os meus deveres fiscais. Os meus rendimentos globais são abaixo do zero da dignidade, como acontece com milhares de pais de família em Portugal, nos últimos três ou mais anos. Não me mexo, não dou um pio, não clandestinizo laboralmente a minha vida. Nunca o fiz. No entanto, pelo menos desde 2005-2006, o Fisco descobriu e inventou para mim os mais estapafúrdios incumprimentos, as dívidas fiscais mais manhosas, e os juros de mora da praxe, incidentes fiscais que fui pagando conforme pude. E não posso. E continuam. Sou até um sincero entusiasta do trabalho global do competentíssimo Paulo Núncio. Pessoalmente, não sei como apode a minha situação pessoal senão de um espiral depressiva. Depois de esbulhado pelas consequências da Bancarrota, macerado pelo desemprego no Ensino, perseguido pelo opressor BES e pelo persecutório Fisco, resta-me o quê?! Há alturas em que se me evapora toda a esperança.




