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segunda-feira, abril 28, 2014

ESPETO DA SITUAÇÃO

Não trabalho oficial e normalmente desde Outubro de 2012. Sempre cumpri escrupulosamente todos os meus deveres fiscais. Os meus rendimentos globais são abaixo do zero da dignidade, como acontece com milhares de pais de família em Portugal, nos últimos três ou mais anos. Não me mexo, não dou um pio, não clandestinizo laboralmente a minha vida. Nunca o fiz. No entanto, pelo menos desde 2005-2006, o Fisco descobriu e inventou para mim os mais estapafúrdios incumprimentos, as dívidas fiscais mais manhosas, e os juros de mora da praxe, incidentes fiscais que fui pagando conforme pude. E não posso. E continuam. Sou até um sincero entusiasta do trabalho global do competentíssimo Paulo Núncio. Pessoalmente, não sei como apode a minha situação pessoal senão de um espiral depressiva. Depois de esbulhado pelas consequências da Bancarrota, macerado pelo desemprego no Ensino, perseguido pelo opressor BES e pelo persecutório Fisco, resta-me o quê?! Há alturas em que se me evapora toda a esperança.

quinta-feira, junho 13, 2013

MESSI, UM HINO À MESQUINHEZ

A honestidade fiscal de Messi, ou de alguém, o intimíssimo papá, com a sua chancela e em seu nome por quem não pode deixar de se responsabilizar, sofreu um rude golpe. Isso parece-me terrível porque me conduz à triste conclusão de que, por mais que uma estrela ganhe, nunca lhe chega e pode bem ser o caso que, para ela, não haja mesmo mais mundo que o seu mesquinho mundo. A dimensão social e a generosidade de coração para este tipo de perfis de sucesso planetário consensual não deveriam ser nados mortos. Não há qualquer virtude em escapar ao escrutínio das contas e dos ganhos pela longa mão fiscal de um Estado, coisa de que não escapa o mais humilde e apertado cidadão, quantas vezes vítima de abusos e de injustiças incontáveis. Tenho visto a mesquinhez a matar, literalmente, engalfinhando pessoas por uns trocos. Tenho visto acrescido egoísmo e acrescida estupidez como causas de profundas desgraças, mortes, desespero. Messi junta-se à constelação da mesquinhez e da chico-espertice por quatro milhões, quase nada.

domingo, maio 26, 2013

RUY DE CARVALHO E ESTA RAPINA RAPACE

Compreendo, com todas as minhas tripas, o actor Ruy de Carvalho e quanto verte na sua página de Facebook. Pessoalmente, sinto-me absolutamente perseguido e esmagado de Fisco, empobrecido, humilhado, mal-tratado, miserabilizado, ano após ano, desde 2005, com leis retroactivas socratistas, artimanhas manhosas e maldosas, saque tão asqueroso, tão demoníaco que, se não fosse o meu amor por Portugal, chegava e sobrava para nunca mais pôr um pé nesta merda madrasta e filha da puta. Um Fisco brutal, ilegítimo, por mais legal que se nos apresente, somado a uma Banca Obscena e que, no meu caso, se corporiza simbolicamente no BES, com a penhora infernal que engendrou para a minha vida pelas décadas das décadas [houve dação com o apartamento, o BES revendeu-o e ainda me penhorou o sangue em cem mil euros: ganhar três vezes? Isto só pode ser coisa do Diabo, da barbárie, da obscenidade mais completa e total]. Tudo isto é meu, é a minha cruz e serve para dizer que estou em absoluto acordo com este desabafo nu e cru de Ruy de Carvalho. O que ele escreve é precisamente o que tenho a dizer, não do Governo Português, que segue o caminho que outros seguiram e outros seguirão, mas do Estado Português e do Regime Português, onde todas as distorções são possíveis desde que não se belisque o statu quo dos interesses e empórios que o comandam, plutossocialistas ou outros. Reforme-se o Estado. Sejam perseguidos os verdadeiros ladrões. Alguém nos venha salvar desta opressão assistida por todos os meios da lei e da falta de lata. Alguém faça alguma coisa por quem está indefeso.

quinta-feira, abril 04, 2013

MENSAGEM AO ZÉ-NINGUÉM

Não são, nunca serão, os casos mais prementes e as situações mais chocantes de miséria a ter antena e uma milagrosa reversão da realidade. Só os alcides. Deles rezará a História. Esgotado o subsídio de desemprego, eram 1100 euros, uma carta à Provedoria de Justiça. Duas de letra. Depois, um emprego. Afinal, corre tudo bem. Eis a grande mensagem ao zé-ninguém: mediatiza o teu aperto, expõe o teu desemprego ao Expresso, ao Público. E um telefone tocará.

quinta-feira, agosto 30, 2012

ARREPIAR CAMINHO

«Em tempos normais, uma política monetária que tenta funcionar como um estímulo ao crescimento económico permitiria dar outro destino ao dinheiro amealhado pelo emagrecimento dos encargos com os empréstimos. Mas os tempos são excepcionais, e continuarão a sê-lo durante os próximos anos, porque um país que esteve a uma semana de não ter recursos para pagar os salários e pensões que dependem da saúde financeira do Estado não tem outro remédio que não seja o de arrepiar caminho.» José Cândido da Silva

quinta-feira, agosto 09, 2012

UMA SUJA AMNISTIA FISCAL

Tudo por eles e para eles. Nada por nós e para nós: «É conhecido por uma sigla-palavrão, RERT III, e é basicamente uma amnistia fiscal. Terminou ontem, não foi a primeira, foi a mais rentável de todas. Estamos a falar de dinheiro, muito dinheiro, que ao longo de anos saiu ilegalmente de Portugal. Desde património que saiu depois do 25 de Abril até rendimentos escondidos incluindo, suspeita-se, rendimentos ilícitos. Estamos a falar de dinheiro não declarado ao Fisco, de capitais que saíram pelas enormes nesgas dos sistemas financeiros e dos seus intermediários. Com esta amnistia fiscal, mais de 2,7 mil milhões de capitais que tinham fugido ilegalmente de Portugal vieram, nas últimas semanas, absolver-se de culpa. 2,7 mil milhões. É mais do que o Estado corta este ano em pensões e salários dos funcionários públicos. [...] nas últimas semanas houve uma corrida à amnistia. Na base dessa corrida terá estado a mediatização do caso Monte Branco, de Michel Canals, e o profuso noticiário sobre gente suspeita, buscada e escutada, que encheu a quota nacional de escândalos de colarinho branco. O próprio secretário de Estado Paulo Núncio admitiu já a correlação. A pergunta é: é para isso que a Justiça se faz notícia, para causar medo e levar os endinheirados a pagar impostos?» Pedro Santos Guerreiro

segunda-feira, dezembro 19, 2011

QUANDO PENSO NO QUE O FISCO FAZ COMIGO

O modo como me espreme, apesar da minha extrema pobreza, da minha miséria que consiste em trabalhar, consumir-me, mas apenas para sobreviver, matar a fome às filhas, vesti-las, e recomeçar tudo de novo, mês após mês, roda rota da fortuna má, cepa torta de ser pequeno sob um jugo inescapável; o modo como me persegue caninamente, desde as leis cretinas retroactivas que o socratismo pariu em 2005 a fim de caçar supostas fugas à Sisa em 2003 quando em 2003 vigorava outro articulado a ditar as linhas com que então nos cozemos ao comprar a casa que o Banco comeu e revendeu e ainda nos penhorou no montante reavaliado em dívida; o modo como me esmaga de juros e coimas tiradas do cu com um gancho por supostas infracções tributárias hilariantes, por normas extraterrestres violadas por mim há dois ou três anos, de repente sujeito a outras tantas normas punitivas e a montantes cretinos de coimas mais cretinas ainda, dada a memória de elefante e selectiva para pequenos e fracos do Fisco; cada vez que penso e recordo no quanto o Fisco me fode, o quanto me falha, o quanto me fede  choro de uma raiva tão raivosa, de uma fúria tão furiosa, que era capaz de levar pela frente todas os Primadonnas ladrões, que Justiça nenhuma processa e prende, e todos os Passos de Lebre repetidos, que nenhuma coragem inspira e nenhuma honestidade resgata.

quinta-feira, outubro 20, 2011

CAVACO OU A REVOLTA DOS SUBVENCIONADOS

Não sei o que move o PR, mas não confio nele. A respeito das estranhíssimas e traiçoeiríssimas declarações cavaconianas de ontem, um dos melhores comentários li-o de Manuel Villaverde Cabral e reproduzo-o em cima. O que é certo é que no meu posto de trabalho as suas declarações caíram muito mal entre quase todos que o colam, por omissões e silêncios estratégicos, ao ponto a que chegámos, enquanto a cumplicidade com Sócrates serviu os seus propósitos de reeleição doesse a quem doesse, custasse o que custasse. Em parte custou a pré-bancarrota. Quase toda a gente que me conhece e fala comigo considerou aquele dislate cavaquesco uma facada a frio no Governo Passos, achando que a converseta da «equidade fiscal» só soou como alarme disforme cavaquilanguecente assim que o Governo fez saber incluídos no contributo solidário os subvencionados ex-políticos, como, por exemplo, Cavaco lui-meme. Há um limite para se ser cínico, calculista e óbice ao que tem de ser feito por Portugal porque sim, sem desmerecer o que diz hoje, e bem!, Jacques Delors.  

sexta-feira, outubro 14, 2011

SNS, QVO VADIS?

Até aqui, nada poderia mudar o modo de vida das instituições e das pessoas a elas ligadas, quando o descontrolo gestionário na Saúde, na Segurança Social, na Educação, se transformara símbolos do caminho ruinoso do Estado Português. Agora, não faltam ideias para inverter o percurso. Afiancemos haver genial criatividade na hora de inventar dinheiro para onde ele não existe. Das duas uma, ou se está mesmo a inovar, abrindo caminhos únicos no mundo das receitas públicas, ou se roça a idiotia e o sarcasmo camuflados. É difícil decidir. Mas atente-se e julgue-se o exemplo da introdução de taxas na utilização de telemóveis com a tributação de um cêntimo por minuto nas chamadas e mensagens como «forma inovadora de financiamento de sistemas de saúde». Embora deteste e desconfie de 'entidades', eis uma das propostas que a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) apresentou ao ministro Paulo Macedo no relatório “Análise da sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde”. A criatividade será sempre boa, tirando o facto de não sabermos aonde pode ousar chegar e os perigos dessa ousadia. A chi dai il dito si prende anche il braccio.

sábado, setembro 10, 2011

RENTE AO CHÃO NA CADEIA ALIMENTAR

Eu estou bem, obrigado. Teso, mas feliz. Não me assusta a subida do IVA do gás, da electricidade. Vou usar água gelada no banho quotidiano e reforçar o número de cobertores quando o frio vier. Estou perfeitamente calmo com as taxas de solidariedade no IRS e IRC porque sou pobre e são baixos os meus rendimentos de professor-escravo, descartável há dezasseis anos com um pontapé no cu garantido todos os anos. Não me aquece nem arrefece a subida da tributação de mais-valias no IRS nem com a sobretaxa do IRS equivalente a uma parte substancial do subsídio de Natal porque estou muito rente ao chão na cadeia alimentar nacional, muito longe, mas mesmo muito longe! dos que auferem reformas duplas ou triplas na flor dos seus quarenta ou cinquenta anos para não falar dos reformados do regime, engordados por décadas de regabofe legislativo em benefício próprio da politicagem rosa-laranja. Estou em paz com o fim dos reembolsos de despesas de saúde e de educação nos dois últimos escalões do IRS porque tenho procurado acima de tudo estar de boa saúde, reutilizar manuais escolares e usá-los numa perspectiva o mais virtual possível. Quanto ao fim das comparticipações nos contraceptivos, como casal também estou também em paz. Se vierem, há muito tempo que o DIU [Dispositivo Intra Uterino] nos substituiu a pílula fornecida pelo Centro de Saúde. Não era para a comprar que nos introduzíamos na fila bocejante da farmácia. Opino frequentemente que Portugal necessita de terramoto natalista e que essa é uma questão de sobrevivência nacional a médio e a longo prazos. Não há futuro para o nosso País sem um acréscimo significativo de nascimentos e a sucessão natural e decente das gerações, superando o número de óbitos. Esse é um problema que a esquerda chupista-socialista escamoteia como escamoteava a da dívida pública e a da bancarrota iminente. A despenalização da IVG, tal como está a ser operacionalizada, é uma obscenidade e uma injustiça pela inversão das prioridades. Sim a uma política de saúde sexual integrada. Sim à racionalização do acesso a meios contraceptivos. Fim a um Estado em tudo paternalista e em quase tudo facilitista. Bem-vinda, responsabilidade pessoal!

sábado, setembro 03, 2011

UM PROBLEMA DE ÊNFASE

Quem lê Pitta, Câncio e a demais pequena, média ou grande fauna protozoária socialista, percebe a desonestidade desmemoriada com que fustigam hoje as contingências da governação. Mas se existe um problema de ênfase no documento gaspariano, corrija-se. Faça-se clara a disposição de este Governo para sanear a despesa amiguista incrustada no aparelho de estado. O pessoal opinador velho avençado do socratismo espumará de raiva, faça-se o que se fizer. Mas há vacina para essa infecção do olhar e do sentido de Estado. Reside num sereno contraditório e numa clareza à prova de lugares-comuns: «Exibir os "cortes" na saúde, na educação, no ensino superior ou na segurança social a frio, sem serem sinalizados claramente por outras ponderações (elas estão no documento mas não são tão "evidentes") no que respeita a fundações e institutos públicos (salvo no desporto e juventude), empresas públicas (para o sector empresarial local já existe uma reforma em curso, tal como para a RTP, e vão ser extintas a Parque Expo e a FrenteTejo) e, sobretudo (sublinho o sobretudo), parcerias público-privadas, gerou um expectável desconforto na opinião pública, mesmo na afecta aos partidos que suportam a maioria governamental, independentemente do compromisso com a União Europeia e o FMI.» JG

terça-feira, julho 05, 2011

DO MAL O MENOS

«O anúncio antecipado do corte de parte do subsídio de Natal tem assim dois efeitos positivos: O primeiro é que liberta o Governo desse ónus em Outubro, quando estiver focado no cumprimento das medidas negociadas com a troika e na preparação do Orçamento para 2012. Por outro lado, permite aos agentes económicos anteciparem essa quebra de rendimento, e como tal, ajustarem os seus padrões de consumo e poupança. Contudo, é importante fazer uma reflexão: como é possível que o Ministro das Finanças, independentemente de quem seja, continue a ser surpreendido com estas más notícias? A resposta é simples: os mecanismos de controlo do que está fora da execução em contabilidade pública são muito incipientes. A troika percebeu isso mesmo e avançou com várias medidas, sendo a mais relevante a execução orçamental mensal pública passar a incluir todas as entidades que pertencem ao perímetro de consolidação em contas nacionais. É um passo importantíssimo, uma vez que são essas entidades, que escapam ao controlo das Finanças e que são responsáveis por grande parte das más surpresas. As medidas negociadas com a UE/BCE/FMI são neste aspecto muito bem-vindas, e defendidas pelos especialistas há vários anos. Mas é necessário que o reforço de poder das Finanças seja ainda maior, passando, na minha opinião, pela criação de um Chief Financial Officer por Ministério, dependente em exclusivo do Ministro das Finanças, e com total poder sobre a gestão financeira do Ministério. Não só se pouparia recursos na própria gestão financeira do Estado, como se garantia um efectivo controlo da despesa. Os Portugueses vão dar mais um contributo pesado para enfrentarmos o problema orçamental. Não sei se será o último. Mas espero que seja o ponto de partida para uma verdadeira reforma do Estado, reduzindo a despesa, de forma a que não sejam sempre os mesmos a suportar o fardo.» Joaquim Miranda Sarmento, Economista

quarta-feira, novembro 03, 2010

O TWEET DE CAVACO

Os socialistas estão encurralados pelo gradual desvelar dos seus anos balofos de Poder. Anos lucrativos para eles. Danosos para nós. Torna-se mais e mais explícito assim como intolerável a mais completa depravação política: perseguição a grupos sociais e sectores profissionais; enfraquecimento da diversidade opinativa em liberdade; fragilização das oposições; fingimento decisório mascarado por doses cavalares de Fisco e Propaganda. Tudo devidamente acolitado por gente "decente" e "recomendável" à babugem daquele sistema decrépito. Por isso mesmo, qualquer mosca morta que se disponha a zunir contra eles recebe de imediato a célebre saraivada reactiva socialista, bicha de rabiar e rabear. Há ainda canais abertos às indisposições socialistas, aos protestos socialistas, ao indignado rasgar de vestes socialista. Abertos a isso ou àquele comentário arrotado de donos-morais-de-tudo incluindo a moralidade: bastaram dois míseros tweets de Cavaco para logo se manifestar a habitual obscena idiotia-twit absurda da rapaziada do Rato. Abriu-se em traque a voz "idónea" e cavernosa de RR. Rasteiros um dia. Rasteiros forever, para usar o anglicismo roliço e trengo de José Eduardo Bettencourt. Pobre País, assim calcado e batido, tacão e taco, por essa gente excessivamente melindrosa e absolutamente infrequentável! Tudo isto já é mau. Piora quando, em plena TSF-socialista, o cromo comentador de serviço censura, a partir de um directo do Parlamento, o uso por Cavaco das redes sociais para veicular o que bem entenda coincidente com o que todos pensamos e observamos. O pessoal da gamela socialista é muito bom a castrar, honra lhe seja.

quinta-feira, setembro 23, 2010

TUDO SOBRE CABRÕES

Não fosse a casta reles que se banqueteia em torno do grande socialismo-Ali-Babá e faz da política pela política a Cruz com que hoje se crucifica Portugal, estaríamos um pouco mais tranquilos como os espanhóis e o seu atempado sentido de Estado. Assim, não. O Governo teatralizará coisas sérias para que a discussão sobre o Orçamento de Salvação Nacional facilite o escondimento grotesco das suas responsabilidades. Roubar-nos o 13.º mês, coisa que virá, pode ser imputado a outrem. Com duas de letra, talvez se liquide Pedro Passos Coelho na sua intransigência negocial, posto a jeito, aliás, para suceder a MFL no cemitério de líderes do PSD. Perante um Governo de Ali Babás e Primadonnas, amante da tirania e disposto a tudo para se manter onde está graças a mentiras lenineanamente repetidas, há muito que não estamos no domínio da política, mas no da maldosa malignidade elevada ao extremo dentro de um puro tacticismo politiqueiro. Passos será triturado pela máquina comunicativa do Governo e isso é inteiramente merecido porque tanta ingenuidade é moléstia comparada com a manha mais deslavada e pútrida da trupe socratina. Cavaco, outro grande cúmplice de esta enorme podridão, assistirá a roubos fiscais sucessivos sobre as pessoas e não dirá uma palavra, deixando-nos entregues aos corruptos e desonestos políticos portugueses. Como não haveremos de clamar pelo FMI ou por alguém que nos poupe a humilhações e ataque o sórdido despesismo corrupto das fartas clientelas intocadas até agora?!

terça-feira, janeiro 19, 2010

CAMPILHO E O EMPRÉSTIMO-IMPOSTO

A proposta é salvífica, utópica, para as contas do Estado. Representaria por parte do proponente, o Governo, se tal ousasse, a assunção de ter falhado de bojo, apesar de, sem descanso, nos ir aos bolsos com a maior e mais sôfrega das ferocidades, ao longo dos anos, a pretexto de essa patranha máxima chamada 'colocar as contas públicas em ordem'; 'corrigir o défice'. Tudo isso ao mesmo tempo que, com a outra mão se atribuem tachos a amigos e se onera com mais amigos as empresas Públicas e Público-privadas em perpétua falência com prejuízos de milhares de milhões. O saque insaciável das finanças públicas sempre esteve em perfeita ordem: «A verdade, todavia, é que de uma forma ou de outra os portugueses terão sempre que arcar com as consequências dos erros dos dirigentes que elegeram. Assim, roubados por roubados, que seja com alguma perspectiva de reembolso. Vale a pena pensar nisto.»

quinta-feira, setembro 10, 2009

ESTE PS É NOVO ALCÁCER-QUIBIR

Há dois magníficos ensaios de António Sérgio, que amiúde releio, datados de 1925, Em Torno das ideias Políticas de Camões e Camões Panfletário [Camões e Dom Sebastião], nos quais se discorre sobre a veemente e aguda crítica do Poeta ao Rei Dom Sebastião incisa n'Os Lusíadas. Uma crítica aos mais diversos níveis. O perturbador é sentir-se, no levantamento documental sergiano de passos da Epopeia e cotejo de epistolografia da época sebástica e nas suas próprias conclusões, todos os tópicos políticos que ainda hoje nos assolam de dispersão, mentira e perdulário. Em primeiro lugar, os tiques e defeitos do jovem rei elencados pelos seus contemporâneos e atacados por Camões são os de este PS e de Sócrates: basicamente, a Tirania e a Fantasia. Por isso, se ainda há quem minimize os Movimentos Cívicos, arrole Manuela Ferreira Leite no lodo desonesto político-partidário que Sócrates fomentou à sua volta, é bom que se perceba o que está em causa. Ou reincidimos no mal maior, Sócrates e a sua Tirania Fantasista, desastre nacional certo. Ou fazemos um certo retorno a uma benignidade democrática, sem chantagem, sem silenciamentos, sem a patorra de este PS no gasganete da Sociedade Civil, sem o fetiche tecnológico que disfarça a tecnocracia mais cruel e devastadora contra as pessoas concretas. A fraqueza e alheamento de uma Sociedade Civil vulgarizada e sopeada por este PS, confiando nele por omissão, podem reconduzir Portugal a um novo desastre como o de Alcácer-Quibir e, por incúria, desamor ao bem geral pelo interesse particular de poucos, entregar o País aos cães. Hoje, em campanha, o socratismo mostra-se ainda mais impostor, mavioso e melífluo, que certos padres a isso afeitos: «A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, prometeu hoje travar um "combate tenaz à despesa pública" com o objectivo de conseguir "margem para baixar os impostos", caso ganhe as eleições legislativas e forme Governo.»

terça-feira, junho 23, 2009

PS-GOVERNO EM DERIVA AL-SAHHAF


Custa a acreditar que faça qualquer sentido esta fuga para a frente só com dizer que está tudo sob controlo. A dupla Crise, Estrutural portuguesa e Conjuntural internacional, aliada ao Fisco Exorbitante Extorcionário Português tem como resultado o colapso em decurso da economia nacional. Não compreendo como é sorrindo que Cavaco comenta este desempenho e como se atrevem, no Governo, a desdramatizar o problema. Como não esperar o pior com o espírito al-Sahhaf com que se está a adressar este problema?! E logo com a figura de peso, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Carlos Lobo: «Apesar dos maus resultados alcançados até ao final de Maio, o Governo garante que a meta para a cobrança de impostos prevista pelo Governo irá ser cumprida.»

quarta-feira, maio 06, 2009

PRÉMIO PARA O SAQUE PERFEITO

Entretenimento e desvio do que interessa. Quatro anos a colocar-nos, aos contribuintes, de quatro, e ainda não chega. Dar o exemplo? Nem pensar. Famílias empobrecidas como nunca em trinta e cinco anos, dando tudo o que têm e sem nada mais para dar, nem isso satisfaz o Governo-PS. É preciso mais. Mostrarem-nos os gastos que fazem? Nada. Justificarem-se no uso Lino/Pinho/Sócrates do nosso dinheiro? Nada. Sabemos que a despesa desliza e é um desastre, mas há Maizenas de paleio, um Basílio Horta senhorial nas palminhas, ao colo do Governo e nada mais. Não falta economia desviada, clandestinizada, desvirtuada graças ao saque fiscal promovido pelos incompetentóides devoradores do PS, capazes de tudo, basta recordar Alberto Martins a ferver por todos os poros diante de Paula Teixeira da Cruz que o contrariava na Lei do Financiamento Partidário: «Os contribuintes portugueses deverão passar a ser obrigados a indicar na sua declaração de IRS se detêm contas bancárias fora do país, revelou hoje o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. [...] A proposta de lei alarga as situações em que a Direcção-Geral dos Impostos poderá levantar o sigilo bancário, com automatismos que levam a que o levantamento seja feito apenas com base na existência de indícios de “mera discrepância” entre os rendimentos declarados e a percepção do modo de vida do sujeito passivo, explicou Carlos Costa Lobo na Comissão de Orçamento e Finanças, citado pela agência Lusa.»

quinta-feira, abril 23, 2009

REFORMADOS E DESEMPREGADOS

As coimas fiscais criminosas aos reformados pobres, que não declararam o seu mísero IRS nem poderiam, coimas de que este Governo autoritário e desproporcional não quer abdicar, assim como a sofreguidão dos serviços locais da SS, agora e só agora com milhares de cartas intimidatórias, intimatórias e convocatórias para armar uma reacção burocrática geral que contrarie só em aparência os números do desemprego futuros, inscrevem-se ambas na deplorável linha de actuação da Legislatura com números e estatísticas quando se trata de pessoas: a tirania e o oportunismo eleitoralesco-PS varam Portugal. Não se olharão a meios para atingir os fins. A Incompetência e Desumanidade aspiram desesperadas a um take two.