Mostrar mensagens com a etiqueta Galiza. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Galiza. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, julho 31, 2013

UM DIA HISTÓRICO

«O parlamento da Galiza deverá aprovar, até outubro, legislação que potencie a utilização da língua portuguesa naquela região autónoma de Espanha, indicaram hoje à Lusa os promotores da iniciativa popular que esteve na génese do processo. Trata-se de uma proposta de lei subscrita por mais de 17.000 pessoas, desenvolvida durante o ano de 2012 pela comissão promotora da Iniciativa Legislativa Popular "Valentín Paz-Andrade", reclamando "o aproveitamento da língua portuguesa e vínculos com a lusofonia". Foi aprovada no parlamento da Galiza, na generalidade, em maio, e já durante o mês de julho, explicaram os promotores, foram produzidas emendas ao texto original, por parte dos quatro grupos parlamentares. "O debate e aprovação final [do texto da lei] terá lugar em setembro. A comissão promotora está a realizar três relatórios, um por cada artigo da lei, desenvolvendo as suas possibilidades de aplicação", explicou à Lusa Joám Evans. As emendas, disse ainda este responsável da comissão promotora, serão discutidas e votadas na Comissão de Educação e Cultura, antes de o texto final voltar à sessão plenária do parlamento, "no final de setembro ou início de outubro". O primeiro dos três artigos originais que constam da proposta - que está a ser revista -, definia que o Governo galego "incorporará progressivamente, no prazo de quatro anos, a aprendizagem da língua portuguesa em todos os níveis de ensino regrado" e que o domínio do português "terá especial reconhecimento para o acesso à função pública e concursos de méritos". O segundo artigo estabelecia que o relacionamento, "a todos os níveis", com os países de língua oficial portuguesa "constituirá um objetivo estratégico" do governo regional, nomeadamente fomentando a participação das instituições regionais em fóruns lusófonos económicos, culturais, ambientais e desportivos, bem como a organização na Galiza de eventos "com presença de entidades e pessoas de territórios que tenham o português como língua oficial". Previa ainda, no terceiro artigo, que aquele governo "tomará quantas medidas forem necessárias para lograr a receção aberta em território galego das televisões e rádios portuguesas mediante Televisão Digital Terrestre". Aquando da aprovação da proposta na generalidade, por todos os partidos, os promotores afirmaram tratar-se de um "dia histórico", aproximando linguisticamente o que foi separado no passado. "Acho que vai ser, para todos nós, para todos os galegos e galegas, para os que virão depois de nós, um dia histórico e lembrado. O dia em que voltamos a unir o que a história separou", afirmou, a 14 de maio, Xosé Carlos Morell, daquela comissão. O aproveitamento do português é visto naquela região como uma forma de potenciar a utilização do galego, dada a sua proximidade, facilidade de compreensão e tronco comum de origem, em termos linguísticos, relegado para segundo plano pela língua nacional. "Não se trata de construir impérios, que já passaram, ou novos poderes, mas de recuperar humanidade e relações económicas, naturalmente", admitiu Morell, reclamando a "representação" da língua galega e da região autónoma, "por direito próprio", na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), enquanto "origem e parte da lusofonia" DN

quinta-feira, julho 25, 2013

CAUSAS HÁ MUITAS

«O troço de via férrea onde se deu o acidente não estava dotado de um sistema de segurança que obriga o comboio a parar quando o maquinista não obedece à velocidade à qual nele se pode circular. Esse sistema – que consiste numa transmissão de dados permanente entre a via e a cabine do comboio – termina umas dezenas de metros antes do local do acidente.» Público

quarta-feira, julho 24, 2013

A MALDIÇÃO FERROVIÁRIA

Nada mais verde, mais económico e com mais futuro que a ferrovia e, no entanto, não tem sido poupada a terríveis desastres, recentemente. Parece maldição. Ou economia. Crise. Contenção suicidária de recursos em manutenção de máquinas e carris.

sexta-feira, outubro 28, 2011

DA UNIDADE ARTIFICIAL DA ESPANHA

«A Espanha continua a não ser unitária do ponto de vista cultural. Ora vejamos. Em primeiro lugar há uma grande diferença de PIB entre o terço oriental e o resto da Espanha. A Catalunha, Navarra, País Basco e Aragão são grosso modo a Espanha rica, excluindo obviamente a capital, Madrid. A Espanha pobre está a ocidente, em parte devido à exclusão feita pela própria capital. Vimos as diferenças económicas. Depois há as climáticas. Temos a Espanha atlântica, do País Basco, das Astúrias, Cantábria, Galiza. E a Espanha mediterrânica, quase tudo o resto. Há ainda as diferenças linguísticas, essas bem marcadas. Temos o galego, ou galaico-português, o castelhano, o catalão, o basco, e ainda vestígios do asturiano, leonês ou aragonês. O castelhano afasta-se de todas estas línguas, tal como o basco. Há tempos vi um velho livro inglês sobre raças europeias. Os portugueses faziam parte das raças atlânticas, a par dos galegos, asturianos, cantábricos, bascos, ingleses, irlandeses, escoceses ou bretões. Enfim, tanta conversa para dizer que a unidade cultural da Espanha é artificial, e na minha opinião, todos estaríamos melhor com a Ibéria separada em pequenos estados, Portugal e Galiza unidos, País Basco e Catalunha independentes, e quiçá Cantábria e Asturias ligados a nós ou também independentes.» Zephyrus