O grande problema de estas notícias, só na aparência compensatórias de uma Justiça que no geral faz rir amarelamente, é que nos arriscamos sempre a novas cenas e resultados tipo 'sr. Avelino', arriscámo-nos à fabulosa leveza de ânimo e bonomia do sr. Isaltino em todo o processo, ao supremo arquivamento entaramelado do sr. Mesquita e tantos outros casos-abortos justiciários, vergonheiras Casa Pia aparadeira-arrastadeira. É por isso que sofremos dos nervos. Porque, conhecendo bem o País-Rwanda que é Portugal, esperamos sempre o pior, sendo que o pior, em Portugal, em casos e corrupção é a absolvente impunidade, a absolvente prescrição, o absolvente arquivamento. Comer comem os outros. Os Fracos comem uma Justiça célere e dolorosa. Os Fortes jogam com ela. Em vão porém se esconderá dos nossos olhos, com este caso Gebalis, Comer e Gastar à Fartazana, que a Justiça portuguesa, largamente politizada e por isso dependente e freteira, não faz o que deve. Não faz o que deve na questão Freeport assim como a Política não faz o que deve com o Grande Amnésico Dias Loureiro, mais deprimente que a despesa pública e o endividamente galopante do Estado, graças ao Magnífico Filho de Gepeto que nos governa: «O juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa validou hoje de manhã a acusação de peculato e de gestão danosa imputada pelos procuradores do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa a três administradores da Gebalis, empresa municipal responsável pela gestão principal a gestão social, patrimonial e financeira dos bairros municipais de Lisboa. A pronúncia dos gestores Francisco Ribeiro, Clara Rocha e Mário Peças implica o seu julgamento nas Varas Criminais de Lisboa por terem causado um prejuízo à Gebalis no montante aproximado de 200 mil euros, por uso abusivo dos cartões de crédito que eram custeados pela empresa municipal.»
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, abril 03, 2009
segunda-feira, outubro 27, 2008
GEBALIS, O GANGUE ALMOÇANTE-JANTANTE

Com um trabalho de inventário a dar-lhe pelas barbas,
ilícitos e crimes em grossas parcelas gastronómicas,
Morgado estará muito ocupada por muito tempo a verificar o requintado bom gosto
de estes ex-administradores [Clara Costa, ex-vogal da Gebalis,
Francisco Ribeiro, ex-presidente da Gebalis, Mário Peças, ex-vogal da Gebalis]
tão pródiga e prodigiosamente almoçantes e jantantes.
Entram assim eles na Glória Rasca e no Reles Anedotário nacionais.
quinta-feira, outubro 23, 2008
ESTA FAUNA QUE NOS FODE

Gorjetas! Boas gorjetas! Como eu sofri por gorjetas,
enquanto penei naquele Pub mau pagador e esmifrado, entre a clientela rica e avara!
E agora elenca-se adiante grossas gorjas entre a lista de gastos
com dinheiros públicos, envergonhando-nos com uma vergonha
que já rareia, tão imoral. Anda a pobre gente sob um jugo cão e eis que responsabilidade,
serviço público e cidadania são assim ridicularizados
por um trio de gestores ou administradores bêbados de si mesmos da Gebalis?!
lkj
Em ano de crise aguda, quer-me parecer que outros fios equivalentes
de intolerável abuso serão puxados, expostos, e é bom que sejam.
Há uma bloga que não dorme, possa embora usar
de uma selectividade político-partidária para engrossar uma ênfase,
consoante uma muito sua agenda de interesses:
lkj
«O prejuízo causado totaliza 200 mil euros, gastos em viagens, refeições (no Gambrinus, Bica do Sapato, Porto de Santa Maria, etc.) e artigos de luxo. Sublinhar que 200 mil euros corresponde a 40% do subsídio anual atribuído pela Câmara de Lisboa à Gebalis. Um dos arguidos comprou duas canetas Mont Blanc, uma no valor de 1700 euros, outra no valor de 990. A única mulher do trio fez quinze viagens ao estrangeiro, num período de 20 meses, gastando nelas 34 mil euros (2267 euros por viagem). O senhor das canetas só fez três, nas quais gastou 6600 euros (2200 cada). O outro fez quatro, tendo gasto 1900 euros nos passeios, o que não deixa de ser um extraordinário exemplo de contenção de despesas. Da acusação consta que eram pródigos em gorjetas nos restaurantes: 25 euros era a média esportulada. Enfim, um fartar vilanagem.»
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