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sexta-feira, agosto 23, 2013

RELÍQUIAS TÓXICAS DO BOAVIDESCO

Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.

quinta-feira, agosto 08, 2013

2005-2011, MIL E UM PAIS JORGE

Deve haver mil e um Joaquim Pais Jorge mediante os quais os Governos Sócrates ultra-swapizaram as contas do Estado Português, das empresas públicas a outros itens. Antes, muito antes, de Joaquim Pais Jorge ter sido atirado para a ventoinha do Governo Passos Coelho II, fora de extrema utilidade à governação Sócrates ao ter negociado, pela Estradas de Portugal, penduricalho socratista [É preciso que se faça obra, obra, obra!], uma série de contratos de concessão. Foi durante o Governo de Sócrates que, após 19 anos no Citibank, Joaquim se firma no sector público, precisamente na Estradas de Portugal, com responsabilidade do departamento económico e financeiro da direcção de concessões; membro das comissões de negociação dos contratos das concessões Interior Norte, Beira Interior, Algarve, Norte Litoral, Douro Litoral e Litoral Centro, em matérias hoje atravessadas na nossa garganta como o conto do vigário por excelência na mobilidade e na gratuidade. Depois de ter sido de extrema utilidade às governação despesistas e ultra-swapistas, ultra-pppistas do Engenheiro Sócrates, com a Ministra Albuquerque e o dedo que colocou na ferida ultra-swaposa dos Governos Socratistas, chegara a altura de transformar a utilidade passada de Joaquim Pais Jorge em utilidade presente, usando a sua atividade no Citibank como arma de arremesso para reduzir a cacos a tentativa em decurso de resolver os problemas que a magnifica governação socratesca criou ao País. Brilhante. Maquiavélico. Isto só poderia ser engendrado pela Máquina de Conspirar e Rasteirar chamada Spin Socratista. Eles têm os currículos. Eles têm os papéis. Eles têm a informação. Plantam-na. Fabricam-na. Criam factóides ardilosos. Algum pacto devem ter com a SIC para que surja como mera extensão e amplificador de um tipo de conteúdos manhoso. Tudo para que a grande manobra de diversão, para longe do cerne criminoso e ruinoso daqueles anos onde tudo foi possível, funcione. E vai funcionando até se tornar demasiado óbvio o que é que se anda a esconder desesperadamente de tão grave nos consulados compreendidos nos anos 2005-2011. Deve ser escabroso. Em vez de assaltar um Banco, que tal assaltar um Estado?! Em cada swap, quantas comissões de negócio?! Em cada PPP, quantos prémios e comissões a agasalhar os subscritores?!

quarta-feira, agosto 07, 2013

À PROCURA DA CLOACA PERDIDA

Considero um alívio a auto-evacuação de Joaquim Pais Jorge do Governo Passos II [um começo brilhante!], para mim a melhor notícia desde a prestação calamitosa no célebre briefing do secretário de Estado Lomba, adjunto do adjunto Maduro. Ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim disse nada ter a ver com os swap do Citigroup, sendo ao tempo, em 2005, um seu alto quadro em Portugal. Ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim disse que não tinha responsabilidades diretas na venda de produtos derivados mascaradores da dívida nacional, de dívidas nacionais em geral. Esquisito e talvez fácil de desmentir, ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista. Joaquim disse mais: que não se recordava de ter participado nas reuniões de promoção e venda desse artigo em reuniões com assessores em São Bento, quando São Bento era habitado pelo prodígio de carácter, visão e boa governança, Sócrates. Joaquim Pais Jorge nem sequer deveria ter sido convidado para este cargo, mas com a estratégia não recriminatória do socratismo com que Passos se atirou à governação, era de esperar que até um espirro mal dado servisse à Máquina de Spin Socratista no sentido de descredibilizar e somar fragilizações ao Governo, mesmo a esta segunda versão supostamente robusta. Mas pronto, ainda que vítima da baixeza do Spin Socratista, Joaquim acaba de se auto-excretar. Ponto final. O resto, o resto das inconsistências problemáticas deste Joaquim já todos sabemos. Mas sabemos sobretudo o papel cínico da verdade nisto tudo e de quem a fornece. Ora o fornecimento da verdade pode ser um negócio, um negócio cínico, repito, um negócio sujo e de puro entretenimento, quando envolve Ex-Membros-dos-Governos-Anteriores contra um Governo em Funções amplamente combatido, apertado pela Troyka e sob um escrutínio público inaudito. O papel dos primeiros, os Ex-Membros-dos-Governos-Anteriores, já todos o sabem por mais que o não queiram saber, com todas as boas intenções infernais, foi delapidar Portugal ao longo de anos, culminando nisto que se prepara e é trágico, os cortes nas pensões e reformas. O enfoque mediático e cívico deveria estar todo nisto. O enfoque cívico está nas praias. E o mediático está, pelo contrário, a incidir nas mentiras de figuras menores, nos currículos merdosos de secretários de Estado como o deste saltador com vara, Joaquim, uma vítima da falta de blindagem e contra-spin. O enfoque deveria estar na criminalização dos que autorizaram PPP pelas décadas, PPP ruinosas para o Estado Português e para os contribuintes. Quem as autorizou fundamentalmente? Os Governos Sócrates. O enfoque deveria estar em quem estimulou e caucionou mais de duas centenas de swap, coisa igualmente impensável, temerária e pesada para contribuintes e Estado. Quem as estimulou, autorizou e assinou [não interessa agora a mão concreta de Carlos Costa Swapinante]? Os Governos Sócrates. O enfoque deveria estar em quem controlava o IGCP nas vascas do Pedido de Resgate do Estado Português e no putativo lucro de alguns amigalhaços com as taxas de juro obscenamente brutais que então pontificavam; o enfoque deveria estar colocado no verdadeiro motivo por que esse pedido de resgate foi retardado. Quem controlava o IGCP em 2011? O Caimão. Entre colocar o enfoque nesta grosseria monstruosa feita aos Portugueses, paga pelos Portugueses, altamente Tóxica, fonte de Dívida, Emaranhado de Tretas, garante de Empobrecimento Colectivo, da necessidade de um Cumprimento Doloroso, ou colocar o enfoque nos currículos inconsistentes e problemáticos que Passos Coelho contrata ingenuamente para o seu Governo, os media, entidades bem mandadas e que trabalham com certas cenouras secretas e silenciosas à frente, colocam o enfoque na ponta do icebergue, um secretário de Estado por ventura mal-amanhado, porventura de trajecto comprometedor, que nem sequer sabe mentir, arredondar a verdade, como Sócrates, que era perfeito nisso, ou como a sua prole que o tornaram perfeito a ele e ainda aí estão, no trabalho de sapa de mentir com a verdade. Só num País em forma de cu tal acontece.

quinta-feira, agosto 01, 2013

RETROACTIVIDADE E CASTIGO SÓ PARA ALGUNS

A irrespirabilidade do momento político português faz-se não só dos custos dos swap socratistas, mas do fedor exalado pelos swap de carácter. Primeiro, a informação de que o actual secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, em 2005, enquanto responsável do Citigroup, tentou vender ao Governo de José Sócrates contratos swap que permitiriam fazer descer o rácio da dívida pública sobre o PIB, colocando os valores fora do balanço, sem que fossem contabilizados pelo Eurostat. Depois o BE e o PCP a pedir, como é costume, demissões. Deve esse Joaquim sair pelo acto vendedor falhado de 2005? Se calhar até deve. Nada mais negro que vender, tentar vender e comprar swap, percebe-se agora. Mas então, caso Joaquim Pais Jorge saia por ter tentado vender swap sem ter conseguido, por que não conduzir Sócrates ao banco dos réus por ter caucionado e promovido contratos desse teor para fazer exactamente o mesmo tipo de habilidade nas empresas públicas?! Não sei por que motivo andam os blogues canhestros do socratismo a tirar sarro e a rir-se à conta desta matéria, quando, de um lado, temos um secretário de Estado em exercício que tentou vender swap a um Primeiro-Ministro em nome do Citigroup, e não conseguiu; do outro temos a malta aflita do socratismo que fez ou mandou fazer, caucionou, promoveu, se responsabilizou, por mais de duzentos swap, quantos deles exóticos. Fez mesmo. Conseguiu mesmo. Parabéns! Portanto, se uns têm de se demitir, que os outros respondam em tribunal.

quarta-feira, julho 31, 2013

SWAP: IR AO OSSO DA QUESTÃO

«Há cerca de um mês que o Governo e as oposições andam às turras a propósito dos célebres swaps. A discussão não é, como seria suposto, sobre o monumental buraco tóxico escavado pelo anterior Executivo, ou como se vai pagar a dívida, mais de 5,2 mil milhões de euros, mas se a ministra das Finanças conhecia a sua verdadeira dimensão. Maria Luís Albuquerque pode ter dado um tiro no pé ao negar ter sido avisada sobre o problema criado por empréstimos contraídos em condições criminosas por diversas empresas do Estado. Peço imensa desculpa, mas parece-me irrelevante saber se a senhora mentiu quando afirmou no Parlamento não ter sido informada pelos anteriores governantes ao serviço de José Sócrates. A história dos swaps é como se uma quadrilha de bandidos que assaltou um banco durante seis anos resolvesse, no final da carreira, avisar a polícia de todos os roubos. Os ladrões queixam-se mais tarde, que ela – a polícia – nada fez durante os dois anos seguintes, a não ser evitar que o cofre voltasse a ser arrombado. De quem é o crime?» PPM

quinta-feira, maio 30, 2013

NOTAS SOBRE O PS E A SUA MISSA DE ESQUERDA

Vamos lá ver se nos entendemos: Portugal só tem de se queixar dos bloqueios corruptos e tacticistas do PS e, agora também, do activismo falido e curto-prazista dos seus sindicatos, sempre dispostos a matar a galinha, os ovos e a ração, com estas greves que se antevêem no horizonte. O PS não passa de um Partido-problema, preso de movimentos e encalacrado pela ganância dos que o controlaram recentemente. Pode ter fodido largamente com Portugal, mas não o reconhece nem pede desculpa por isso. Vai em frente. Ao ataque. Nunca imaginou que um Gaspar lhe aparecesse pela frente afirmando as horrendas responsabilidades pela situação financeira e económica pré-resgate. Mas o PS, os seus deputados, as suas inanidades, têm um discurso absolutamente desonesto quer sobre a Crise, quer sobre o seu papel activo na sua génese. Não foi o PS que governou com gula, sofreguidão e um espírito comissionista e controleiro dos dois últimos Governos. Foi crise internacional que encalacrou Portugal. Não foi o PS a apontar para mais despesa, mais novo aeroporto, mais TGV às moscas, mais Parque Chular com items de luxo, mais PPP rodoviárias, mais ajustes directos pré-eleitorais, mais dinheiro atafulhado na indústria de petas, de marketing político e soundbytes ao serviço do optimismo e da dormição das massas imbecis. Foi a rejeição pela Oposição do PEC IV, após o Golpe de Estado Teatral de Cavaco, na cerimónia de empossamento do nove de Março, 2011 e na sessão solene do 25 de Abril do mesmo ano. Não foi o PS que colocou em maus lençóis a credibilidade externa do País junto dos mercados e das instituições internacionais financeiras: a gestão incompetente deste Governo, projecto oculto de empobrecer os portugueses, é que é a fonte de todas as nossas agruras. Sócrates, o abominável Homem-Merda, criminoso político de baixo quilate é mais um que, agora travestido em comentador, procura lavar-se todos os Domingos da imundície horrorosa que promoveu, praticou e foi, Missa de Esquerda da Boca Para Fora. Um País encalacrado, tramado e sufocado pela linha trágico-socialista? Claro, mas para os narradores da própria inocência, a culpa é sempre deste Governo. Um País até aqui governado segundo o desígnio mesquinho próximo-eleitoral e não o da sustentabilidade e das boas contas? Claro, mas os dois últimos anos é que estão completamente errados. À volta, ruído, conspiração, malícia, injustiça, descabelamento, com criminosos, corruptos, aqueles que acedem aos media quando querem, como querem, a contribuirem para a grande nuvem de merda e confusão que mais lhes convém. Porém, não se pode perder a memória: Sócrates  fodeu com Portugal fria e alegremente. Fodeu-o com descaro por ser um mau carácter. Fodeu-o porque pôde. Porque se rodeou de almas gémeas um grau abaixo da sua sem-vergonha pois não queria parecer foder o País sozinho, que até parecia mal. Fodeu Portugal apertando os colhões ao pluralismo no PS, submetendo as suas damas e os seus barões com o absolutismo dos déspotas. Tudo em silêncio, pôde desbaratar, usar de dolo e malícia, despeito e insolência fosse pelos demais partidos, fosse pelo Ministério Público, um brinquedo com um fantoche nas suas mãos, Pinto Monteiro. Num País que não crescia nem gerava riqueza, PIB, tornou-se ele próprio rico, cevou os amigos. Todos os recordes de decisões estranhas e em contra-ciclo, dada a Crise instalada, adjudicações, ajustes, negócios, manobras, movimentações controleiras nas administrações dos bancos, todos os bancos, tudo isso foi possível e tudo fez para deter na palma da mão um imenso poder chavista. Os media, nesse transe, foram outra Merda Colaboracionista: acríticos, subservientes, fretistas, fracos, covardes, responsáveis em grande parte pelo prolongamento abominável do Homem-Merda no Poder exercido sem honra nem grandeza nem custos de popularidade do lado da decisão, senão do lado da pesporrência, da histeria, do controlo abusivo de tudo e de todos, da concentração africana, sul-americana, da Coisa Pública na sua excelsa e incontornável pessoa pública. Uma fase horrível da vida pública em liberdade em Portugal. Uma fase horrenda de total ausência de escrúpulos num cargo público. E ninguém foi para a prisão. A gestão danosa de Portugal dá prémios e sinecuras. Constâncio foi para o BCE supervionar como um super-herói da eficácia e da competência. Sócrates é comentador na RTP, entretido num obsceno vaivém semanal Paris-Lisboa, malicioso e incompetente enquanto Primeiro-Ministro, incompetente e malicioso enquanto comentador. Estica o dedo acusador a Cavaco, o grande insultado do Plutossocialismo, e a um Governo que pelo menos, em dois anos, reverteu a descredibilização em deixara o País. O Homem-Merda e todos os homúnculos-merda do Partido Socialista não constroem nada, não debatem nada. O que fazem é atribuir todas as culpas à Crise Internacional, à morte da era dos PEC rechaçados por toda a Oposição, à Troyka, com a qual nada têm a ver, mesmo gorada a esperança Hollande, o qual, tal como o Executivo Espanhol, se lhe submetem oficiosamente. Sim, todos sofremos por causa da Austeridade e do Resgate, mas esse sofrimento era necessário e nasceu como efeito da gestão calamitosa socialista do Estado Português até ao momento do Resgate. Para o PS não existe causa e efeito. Só efeito e o efeito nada tem a ver consigo. Mas seria bom mudarem de estratégia, de narradores e de historieta, abraçando a realidade e acolhendo suficientemente um olhar autocrítico honesto senão a pensar nos benefícios eleitorais ao menos de olho nos benefícios objectivos de uma boa leitura dos desafios com que nos confrontamos e nalguma redenção pela História. Ainda há semanas, Gelatina Seguro enrouquecia por eleições antecipadas. Hoje desliza em silêncio, a média luz e a média voz. Menos mal. O pior são os outros em torno: nunca acabaremos de espancar com os argumentos da História Recente e da Culpa Evidente esses nababos socialistas cuja memória é demasiado curta e o dedo acusador demasiado longo. Um Partido Socialista mentiroso e desonesto, tacticista e hipócrita pode seguir solitariamente a sua via populista e demagógica. Vá, PS, vai lá ganhar eleições com o teu canto das sereia e as palmadinhas nas costas populares tipo «connosco não vai doer» ou «acabou a austeridade» que não acaba nem pode acabar. Quem é que suporia possível qualquer forma de convergência e consenso com um cortejo de mentirosos crassos, grosseiros incompetentes na sua ladroagem reles e contumaz?! Houvesse colhões para lhes dar ordem de prisão, saneá-los das administrações públicas, varrer toda peçonha conspirativa do Parlamento, das Empresas Públicas e talvez então, finalmente, Portugal começasse a respirar sem auxílio das máquinas, saindo do longo coma a que estes vampiros o induziram. É uma pena que o Governo PSD-CDS-PP não promulgue uma lei anti-enriquecimento ilícito que escrutinasse retroactiva e escrupulosamente as contas bancárias de todos estes caramelos danosos, crivando cêntimo a cêntimo, offshore a offshore, todos os movimentos bancários socialistas em década e meia de desmandos decisórios, estagnação económica do País, ilimitada prosperidade dos amigos e correligionários. Havia imenso dinheiro nos anos Sócrates atirado para a fogueira psudo-keynesiana de conveniência e de bolso. Onde pára ele? Por que é que não sentimos nada nas nossas vidas, na economia, no PIB? Bem pelo contrário. Por que motivo Portugal tem mais carros de luxo em média que a maioria dos países do Euro? Por que motivo terei de ver a minha geração condenada entre o desemprego e a ausência ou compressão do subsídio de desemprego? Como se vive com 323 euros/mês, Abominável Homem-Merda?! Explica-me como se eu tivesse quatro anos.

quarta-feira, maio 29, 2013

GASPAR E A MAÇÃ PODRE MÁXIMA SOARES

Subscrevo inteiramente a tese de Vítor Gaspar segundo a qual foi a situação de fragilidade em Portugal que levou, em 2011, ao pedido de resgate financeiro à Troyka, quando o PS estava ainda no Governo e que o então Governo socialista negou a possibilidade de resgate até ao último momento e que esse facto fragilizou o País e que houve má negociação da taxa de juro dos empréstimos iniciais e do plano de pagamento da dívida que estava muito concentrado nos anos de 2016 e 2021: é assim e não é de outra maneira. É preciso sovar o Socialismo Português, distribuidor do que ninguém produziu, socializador da riqueza que ninguém gerou. Socialismo em Portugal corresponde modicamente a bancarrota, filha da corrupção de Regime. Hoje a Maçã Podre Suprema disto-Regime-Político em Portugal quer federar pomposamente as Esquerdas. Penso que as Esquerdas deveriam ter vergonha d'A Maior Maçã Podre do Regime e deixar o dr. Soares a falar sozinho. Quanto a Gaspar, tirando alguns excessos, é o melhor Ministro das Finanças do pós-25-de-Abril.

quarta-feira, maio 01, 2013

GASPAR, SWAPS E O PASSADO INTERDITO

Meu Deus, que País dualista, bizantinista, clivado, segundo o tal paleio que não faz acontecer. Isto, o ambiente do comentário e da politiquice, está de tal maneira maniqueu, que vale tudo, à força de insistência, para abater os incumbentes, herdeiros do Pedido de Resgate, mas poupar os agentes que fizeram trinta por uma linha e procrastinaram contas e riscos, como se não tivéssemos fatalmente de pagar todos os desmandos e optimismos. 

ESTAR NERVOSO: «JOGO E GESTÃO POLÍTICA»

terça-feira, outubro 30, 2012

HORA DE CHORAR SANGUE E RAIVA

O Regime e as suas sibilas. São sempre os mesmos.
A gente já sabe o que vão dizer.
Ao que parece, na RTP Informação, onde tem viscoso assento, José Lello, com a sua reconhecida subtileza e moderação sanitárias, declara que a treta da "refundação" é um pedido de socorro por parte do Governo Passos e que o PS não sei quê e tal não fará e tal não dará... Tem razão. Perante o lixo, o ninho de víboras-dívidas, que os Governos Socratistas deixaram para trás, um pedido de socorro é pouco. Era preciso mudarmo-nos todos para Marte ou morrer depresa, pois é desgraça de mais para um Povo só: «Reparem em todas as linhas sombreadas a rosa, e em particular nas rubricas Gestão da Dívida Pública (subiu de 49,6 mil milhões de euros em 2006, para uns previstos 124,75 mil milhões em 2013), e Despesas Excepcionais (transparência absoluta...), que subirão de quase 2,3 mil milhões de euros, em 2006, para uns inacreditáveis 19 mil milhões de euros, em 2013. Sabem o que são estas “despesas excepcionais”? Pois é, são tudo aquilo que os governos socialistas esconderam debaixo do nariz dos credores e da opinião pública, com a plena cobertura do PCP, do Bloco de Esquerda e dos sindicatos, ou seja, o forrobodó das empresas públicas colocadas meticulosamente fora do perímetro orçamental até à chegada da tão vilipendiada Troika O António Maria

segunda-feira, outubro 22, 2012

DA BANCARROTA MORAL DA JUSTIÇA PORTUGUESA

A iminência da Bancarrota Portuguesa é qualquer coisa de original. Porque não se trata de uma iminente bancarrota, mas da soma de várias num mesmo País. Se houver uma falência do Estado Português, ela foi precedida por outras microfalências, instituição a instituição. Na Justiça, por exemplo. A fonte da nossa degenerescência? Os partidos. Especialmente o PS socratista que a prostituiu tão completamente até ao ponto de o mesmo partido emudecer completamente sobre ela hoje: o que há a dizer de uma Coisa que se usa para benefício próprio e prosperidade da omertà do Regime?! O se passa no Ministério Público? O mesmo decadente de sempre. Pinto Monteiro abandona o cargo de Procurador-Geral sob uma aura de protecção aos deslizes e nódoas do Poder Político Socialista e de obstaculização sistemática e ostensiva do Poder Judicial, sempre que este teve nas mãos provas, indícios e sinais que abalassem o Regime pois comprometeriam os seus principais actores. Por mais que os políticos pós 25 de Abril tenham tido contra si processos instaurados, o MP não escapa de uma suspeita muito clara: protecção ostensiva, razão pela qual quase concluiu a olho não ter existido qualquer ilícito criminal em nenhuma delas. Pinto Monteiro foi somente o rosto que se pode dar a uma desgraça anunciada: politizou a sua função e mais não fez que ser socialista, isto é, mero amanuense do desGoverno socialista e respectivos desígnios de devastação e descontrolo do erário. Nenhuma desvantagem eleitoral foi resolvida judicialmente graças a Pinto Monteiro. Os problemas políticos de corrupção e desbragamento no desempenho de funções tem somado e seguido, mesmo com esses partidos reeleitos e reforçados no voto. Também graças a Pinto Monteiro. Os chamados assassinatos de carácter e a cultura da calúnia têm deixado em perfeita paz e sossego todos os assassinados e caluniados que efectivamente roubaram e geriram a coisa pública danosamente, por todos os meios dissimulados ao seu dispor. Porque ser corrupto é também armar-se de todos os recursos da dissimulação e da impenetrabilidade para vir depois eructar, com as costas bem quentes, que não havia provas. O socratismo pariu um tipo insólito de discurso e comportamento que passa pela defesa canina da naturalidade e legitimidade do roubo e do saque dos seus, transmutando-se em fervoroso defensor do Estado de Direito e da decência nos casos fora da respectiva facção. É uma doença moral que ainda lavra e explica a Morte do Actual Regime Português. O que temos tido é a politização consumada da Justiça, sobretudo na defesa de quem está a tirar máximo proveito dela-Política, e a desjudicialização da política, com evidentes vantagens no enriquecimento ilícito e numa percepção aguda do estado de impunidade à sombra do que o socialismo socratista conduziu toda a sua actuação. Perante os danos causados à sustentabilidade do Estado Português pelos dois últimos Governos Socratistas, esboroa-se o poder PSD-CDS-PP consignado no Parlamento, esboroa-se a autoridade suposta no Governo PSD-CDS-PP e dissolve-se o magistério, último recurso, da Presidência da República. O PS está em todo o lado e domina tudo. Ainda. O seu último Governo apodreceu por causa da obstinação em fantasia e do abafamento da liberdade interna a qual escassa e pontualmente se insurgia perante comportamentos horrendos com os recursos públicos. O caso Freeport, por exemplo, poucos danos causou às pretensões socialistas nas eleições 2009, que foram ganhas através da mentira quanto ao Défice, da ocultação do problema da Dívida; foram ganhas mediante a perfídia, a impostura dos aumentos na função pública e a baixa fraudulenta do IVA. O Regime resume-se bem na acção de sufocamento da verdade exercida pelo poder socratista, uma vez que as múltiplas negociatas e os múltiplos arranjos Construtoras-Banca-Governo comprometeram gravemente as nossas vidas e a nossa economia sem vozes contra de maior. Um Estado destruído pela corrupção condena os nossos bens, dinheiro, saúde, esperança e futuro. Não fomos a tempo de salvar Portugal de afundar em dívida. Por mais que apontássemos o dedo, o adversário tinha os media, tinha os adão e silva multiplicados nas TV, nas Rádio, na Imprensa, a espingardar anónima e telecomandadamente nos Fora da TSF e outros. Não fomos a tempo de impedir o pior, ao derrubarmos um Governo repleto de malfeitorias e negócios ruinosos. Fomos todos prejudicados por uma Justiça submetida ao mau carácter dos decisores políticos e à mais completa e obscena avidez no exercício do Poder Executivo. Resta-nos agora esperar que ocorra uma serena revolução ética e de independência completa com Joana Marques Vidal e todo esse lastro se reverta.

PAULO CAMPOS, MEU GRANDE ASNO!


Paulo Campos tem frequentado as TV para, com o ar mais seráfico do inferno, prostituir a verdade e violentar os factos da sua responsabilidade. E ninguém nos faz justiça! A melhor defesa é o ataque e os calhordas mentirosos do socratismo, como ele, são industriados a depor nas TV, no piscar de olhos nos olhos, o descaramento indecente da sua falsa inocência, quando foram responsáveis por esbulhos em altíssima escala, facturas e encargos que caem, como pêndulos, na nossa triste situação de dívida e défice. E quase chora. Declara-se sofredor, vítima da austeridade. A austeridade não lhe belisca nem faz mossa: a mim encosta-me ao solo, ao pó, à sensação de que não tenho saída a não ser a fome, apenas anulada, por enquanto, graças à tutela dos meus pais, enquanto Deus mos mantiver. Mas, segundo o Correio da Manhã, a Paulo Campos, ex-secretário das Obras Públicas, é possível declarar, de 2001 a 2011, vencimentos que totalizam 1,2 milhões de euros e dizer que passa mal, que os pais o ajudam monetariamente a criar os filhos: estão em causa 111,3 mil euros, em média, por ano, mas Paulo Campos, para todos os efeitos, é mais uma vítima da austeridade. Dividindo por 14 meses, o rendimento de Paulo Campos dá 7971,7 por mês, mas pouco lhe faltou para chorar no Programa de José Gomes Ferreira. Nós passamos fome, nós privamo-nos dos mínimos, mas a escandaleira dos números de Paulo Campos soma e segue, coitado. Ao Negócios da Semana disse que vivia, e mal, dos rendimentos da profissão, confessando até que recebe ajuda monetária: «Tenho 47 anos e sou apoiado pelos meus pais, enfim, para dar uma boa educação aos meus filhos». Puta que o pariu! Outro a gozar com a nossa cara e a sair airosamente da merda que nos fez: atirar com o pagamento todo das novas PPP para 2014-2015.

sexta-feira, outubro 19, 2012

O HABITUAL COMPORTAMENTO DE PUTA PUDICA

«"É, porventura, o Orçamento do estado mais difícil dos últimos anos, mas que não haja dúvida que é a factura do passado. É a factura da festa da governação socialista”, acusou o governante durante o debate que tem na agenda uma interpelação do PCP ao Governo sobre "Política Alternativa". Álvaro Santos Pereira enumerou depois as Parcerias Público-Privadas, as rendas excessivas na energia, o QREN e a “festa da Parque Escolar”. O ministro da Economia criticou igualmente inaugurações de estradas, auto-estradas, barragens inúmeros “contratos milionários e projectos faraónicos” celebrados pelo PS. E concluiu, afirmando que “é tempo de largar a pá e parar de cavar”. "É isso que estamos a fazer com grandes sacrifícios e sem pretensões eleitoralistas", disse o ministro. A intervenção de Álvaro Santos Pereira provocou grande agitação na bancada do PS. Mas pôs de pé as bancadas da maioria PSD/CDS num forte aplauso em uníssono." A bancada do PS com o seu habitual comportamento de puta pudica ficou agitado. Os responsáveis pelo maior desastre económico do país ficaram agitados. Alguns deles deveriam ser trancados num prisão funda sem poder ver a luz do sol durante anos pelo mal que causaram a todo um povo. Não reconhecer e não falar do papel criminoso do PS e dos seus sequazes é esquecer uma importante lição para o futuro. É tentar ocultar a verdade de um povo entorpecido, triste e sem esperança. É bom que as pessoas ouçam aquilo que é a realidade dos números e porque é que ela é como é. Uma dívida externa assim e um deficit louco (mesmo sem contar com a desorçamentação) é responsabilidade de alguém. Não aconteceu por acaso. Aconteceu por corrupção, por conluio com empresas que viveram da mama estatal durante anos e se preparam para viver uns quantos anos mais. Alguém que o diga. Tenho pena que seja Santos Pereira porque gosto dele. Sei que o faz porque não tem pretensões políticas ao contrário de outros ministros mais políticos. Mas quem o devia fazer era o 1.º ministro ainda que reconheça que isso não muda a dura realidade. Quanto às escumalha do PS pouco há a dizer. É apenas escumalha. E como qualquer ladrão apanhado em flagrante não aceita que roubou e destruiu um país pela sua incompetência e ganância.» Groink

quinta-feira, outubro 18, 2012

NADA MAIS VENAL NEM MAIS VENÉREO

Só um grande ministro faz um grande diagnóstico ao estado do Estado: quem senão o PS trouxe toda a espécie de bicharada venérea e lepra às Contas Públicas Nacionais?! Antes de se falar em Bomba Atómica Fiscal, em Napalm Fiscal ou em Septicemia Económica e em morrer antes de emagrecer, do que é preciso falar é da Piolheira Venérea Fiscal, transmitida pelos Governos Sócrates ao Governo Passos: o herpes da total devastação em negociatas, em comissões, no pagamento de avenças por opiniões encartadas que, nos media, escamoteassem sistematicamente, mas com prestígio, a dívida que já se agigantava em 2006-2007, no pagamento de um marketing agressivo, profissionalíssimo, caríssimo, que escondeu da Opinião Pública toda a espécie de factos graves, de opacidades criminais, de linhas de rumo desastrosas. Nada mais venal nem mais venéreo nem mais leproso que socialistas ao leme do País: é lepra moral e desatino contabilístico pela certa. Há quem diga que os teremos em breve novamente no Governo de Portugal porque o mais certo será termos eleições antecipadas: estão a escalar em modo lesma as sondagens do nosso descontentamento. Pode ser verdade. Depois de terem feito o máximo de merda possível, vêm como especialistas imbatíveis limpá-la. Faz sentido. Ah, Portugueses, ninguém vos bate a votar! Ninguém como vocês para escolher 'bem'.

terça-feira, outubro 09, 2012

O FARAÓNICO SAI CARO, MUITO CARO

Sair tão rapidamente quanto possível de anos e anos de leviandade política, falsidade política, loucura e desnorte políticos é um trabalho duro que nos cabe a todos. Por isso, os nossos olhos devem atentar a quem resiste e porquê. Quem está interessado que o lado cretino, injusto e anquilosado do Regime prossiga sem um abalo telúrico radical?! Não são, por exemplo, os que experimentam dia-a-dia o legado faraónico do socratismo, quando se confrontam com um dualismo cruel e absolutamente insano: mulheres mal pagas a passar o pano, ao longo de horas, nos corredores infinitos e luxuosos da Parque Escolar, os corpos doridos, as carnes numa transpiração impensável. Qualquer Governo que sucedesse à deriva sacana e despesista dos dois anteriores não teria vida fácil, fizesse o que fizesse: hoje governa-se com a verdade nua e crua dos números, da dívida, das dívidas herdadas, das dívidas desorçamentadas no passado, dos juros de dívida, da dívida, dívida, dívida, feita no passado e empurrada com a barriga. No passado não se abria o jogo porque tudo, mesmo tudo, era obra redundante, santo comissionismo pessoal do decisor político e ainda mais santo financiamento partidário em retorno. Isso e o eleitoralismo, o engano, a demagogia. Hoje, o nosso dilema é mortífero. Para ficar no euro é preciso seguir a política do clube do euro, alternativa aos incompetentes socratistas que clamam, escarrando e cuspindo, por uma linha de actuação histérica e descabelada, rebelde e perversa. Claro que a austeridade pode modalizar-se sobretudo pelos cortes na despesa que socialistas e restante aparelhismo político-partidário não abdica e tem sido o sustentáculo de sucessivas governações, a chamada base de apoio. Mas há um pérfido buraco aberto nas contas públicas, uma desordem instituída nos compromissos do Estado para a redução do défice e a redução do pagamento da dívida: inúmeros negócios desastrosos assinados anteriormente, inúmeros gastos esconsos pelos interstícios do absurdo. É contrário ao interesse nacional a insistência numa renegociação do Memorando tal como não é prudente colocar todos os ovos em negociações com os demais países do sul nesse sentido porque isso é acenar com o perdão da dívida, a desonra dos compromissos, o anuir com a irresponsabilidade do socialismo grego, espanhol e português. O que é que o socratismo defende? Chantagem. Manhosa chantagem. Uma contra-directório que, por resistência sorna, exerça chantagem sobre a Alemanha; portanto, seguir conforme o nosso Regime Morto tem seguido, corrupto, frouxo, injusto; portanto, conservar os mesmos vícios, os mesmos tachos da Aristocracia Política, a mesma senda desastrosa de alta fiscal, mas sem reformas nem mudança de hábitos, contentando os mesmos lóbis, pois com tal política da chantagem a Alemanha jamais nos deixaria cair para fora do euro ou a qualquer outro País. Essa gente é perigosa. Mas a nossa dívida está aí. Atente-se nas obras faraónicas do socratismo. Não resistem ao algodão. Não havendo dinheiro, o excesso de gastos com hospitais, escolas e estradas deveria ter feito soar o alarme naquelas peregrinas e vorazes cabeças de vento, mas acharam que o biombo do Subprime e a Crise do Euro chegariam para disfarce. Está à vista quais as consequências: corta-se hoje na Educação e na Saúde por causa de monstros redundantes e faraónicos como excesso de estradas, excessos de luxo em Escolas e Hospitais. Há talvez mais de dez anos que mais auto-estradas e outras obras sujeitas a derrapagens, equivale a crime contra o contribuinte, mas não para o socratismo. Havia que afagar as construtoras e ser afagado por elas. Um Povo pobre com estruturas de luxo, um povo endividado até aos ossos por causa da exibição parola de obra e do eleitoralismo a todo o transe, isso foi criminoso. A política do passado foi voraz e criminosa. Está perfeitamente à vista.

PASSOS DIZ

... e diz bem, que não teve nada a ver com a gestão abominável do Estado perpetrada pelo Parisiense Abominável, como quem diz, ok, a gente safava-se, mas isso não teve qualquer impacto comparado com o pessoal rascóide que arremessou Portugal para a falência e a dívida colossal. Por exemplo, a raiva que o Fóssil Arménio e muitos Fósseis de Esquerda andam por aí a segregar a frio e sem adesão, à boleia do 15 de Setembro, deveria obedecer a uma gradação qualitativa por ordem de gravidade.

terça-feira, setembro 18, 2012

FRACO MOLUSCO SEGURO EM TEMPOS DE GUERRA

As lideranças políticas em Portugal não são lideranças políticas, uma vez que a desonestidade, a submissão a outros poderes que não o Povo, e a covardia contra as pessoas concretas lavra como um incêndio de Verão de uma ponta à outra do espectro. Ouvir António José Seguro em entrevistas ou declarações avulsas corresponde ao Zero da Esperança e à pantominice suprema como Oposição. Em poucos anos, vemo-nos perante duas formas distintas de loucura no PS: o ímpeto circense e a gula pelo Poder em Sócrates associadas directamente ao nosso Desastre Colectivo, mas um desastre ao retardador, deixado para trás como uma bomba hoje a explodir-nos na cara todos os dias; e agora a suavidade serena e violenta de Seguro que definitivamente não foi talhado para tempos de cortar à faca, como estes. A única virilidade segurista consiste em execrar explícita e implicitamente o trabalho devorista e a herança corrompida do seu antecessor. Basta observar-lhe a má consciência por causa das PPP. O Estado Português está tão em cacos que sequer chegar a Primeiro-Ministro deixou de ser desejável, a não ser para armar uma tenda de charlatão e passar seis anos a entrar-nos pelas TV a foder-nos com optimismo e com ideologia, enquanto por trás se fazem negócios que apenas condenam todas as nossas hipóteses de dignidade de vida. Seguro, para além do mais, não lidera um Partido com pessoas mais competentes, indispensáveis para endireitar o País: não se pode esperar de quem precisamente destruiu Portugal e o reduziu à Merda Que Se Vê a inversão do lixo e do dano produzidos. Só por escárnio isso é concebível. Mas é isto que perpassa a cabeça comunicacional e marketinguesca do pessoal socratista, convencidos de que, com um passe de spin, de controlo mediático, de alacridade intrujona poderão iludir a Opinião Pública de que culpa da bancarrota não é da gula, da vaidade e do autodeslumbramento vácuo do psicopata Sócrates. Toda a gente sabe disso. Crianças dizem-no a caminho da escola. Internados em hospitais psiquiátricos repetem-no um milhão de vezes por dia, mesmo devidamente medicados. Gente que não lê o Correio da Manhã tem ímpetos e queixas que recobrem com o estigma de latrocínio, incompetência e avidez todo o PS. Por causa de Sócrates. A ironia é que o Governo Passos invente uma TSU de que parece não poder nem querer recuar para cumprir escrupulosamente com os criminosos compromissos onerosos gizados pelos Governos Sócrates, especialmente as dezenas de PPP com cláusulas secretas, embusteiras, recobertas de silêncio, como de silêncio se recobrem os Bancos, as Consultoras e as Construtoras em cujas mãos está este e estão todos os Governos que se seguirem. Isto é assim: com TSU ou sem TSU, os portugueses estão fodidos: os Bancos que financiaram as PPP, as Consultoras que blindaram os contratos e as Construtoras que os cumprem ou cumprirão, não têm culpa de que o Estado Falido Português lhes deva milhares de milhões de euros e que, contumaz, mesmo à vista da desgraça, tenha negociado dezenas de PPP adicionais contra nós. Não há génio das finanças que possa fazer melhor que Gaspar. Seguro, agarrado a este pepino, cagar-se-ia todo de pânico. O pior é que não está agarrado e borra-se na mesma.

segunda-feira, setembro 10, 2012

DOIS CARTEIRISTAS SIAMESES

O que é a mentira e o que é a verdade, em Política? Duas respostas que podem redundar ou num exílio obsceno em Paris ou num atentado mortífero contra um líder político suficientemente louco para fazer o que seria impensável fazer em democracia, esmagar quem trabalha. E Passos está a fazê-lo supersonicamente e com as melhores intenções, certamente. A maior crise económica internacional dos últimos 80 anos foi o pretexto perfeito para que Sócrates incinerasse ainda mais recursos públicos, por ajustes directos socialistas e amigos, para alargar e conservar vícios, buchas, tachos, padrinhos, afilhados. Os portugueses tinham sido enganados por Sócrates, o agente da dívida monstruosa e das mentiras mais convenientes à reeleição, a processos negros e obscuros de comissionar dividendos pessoais. Afastado do Poder graças ao Maior Cansaço Nacional de que há memória, nenhuma estratégia de autovitimização entretanto pré-fabricada resultou. O vilão não se transmutava em santo. O ladrão não passava por impoluto. O fantasioso não se transmutava em responsável. Era impossível remover o labéu de sujo, mentiroso e desonesto, cavado por inúmeras atitudes e medidas nessa tese convergentes. O País todo se mobilizou para remover Sócrates. Conseguimos. Nada mais inteligente, aliás. O Mal estava ali. Parte do Mal, isto é, do enorme convénio e comércio entre quem decide enriquecendo e quem enriquece [BES,etc.] destroçando vidas por negócios de ruína para a grossa maioria dos cidadãos, estava ali. O pacóvio Sócrates não passava de alguém que quis distribuir milhares de milhões de migalhas, disfarçando as que eram para si, e, finalmente, sair de cena com um pecúlio de largos milhões, uma certa aura de herói das hormonas com que as fêmeas enganadinhas do Bolhão o espremeram. Isso é muito menos que ser político. É ser carteirista reles. Ser carteirista reles para si mesmo e para os seus. Mas nós removemos esse carteirista. Temos agora à frente do País uma outra espécie de desonestidade carteirista. Não furta para si. Furta para a Troyka, para os outros, para os credores, desnudando-nos. Separados no tempo e na intencionalidade, Sócrates e Passos, trata-se de duas mãozinhas siamesas.