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quinta-feira, agosto 23, 2012

LOFF OU CROMOS QUE DÃO QUE FALAR

Lendo e relendo quantos posts e rios de bytes se poderiam segregar a propósito da reacção de um pequeno ser humano e rastejante historiador, Manuel Loff, aos volumes de Rui Ramos, construo uma ideia panorâmica do primeiro: não é flor que se cheire. Mas também percebo mal que tantos gastem tanta energia a demonstrá-lo. 

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

ABAIXO TODOS OS FERIADOS E TODAS AS PONTES!

Muito sinceramente, em face do argumentário irónico e eficaz de Pulido Valente, começo a desejar a extinção de todos os feriados. Todos. E de todas as pausas. E de todas as pontes. Mas só depois que eu me tenha convertido no Banqueiro Anarquista de Pessoa [Fora do PS e do PSD, ainda não sei como]. Mas só então.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

PIRATAS DO LEITO MARINHO

Em 2007 a Odyssey Marine Exploration encontrou 500 mil moedas de prata nos destroços de uma embarcação do século XIX no Oceano Atlântico, tesouro pertencia a uma embarcação espanhola, Nuestra Señora de las Mercedes, afundada pelos britânicos em 1804 na costa do Algarve. O caso está em tribunal desde então, defendendo o governo espanhol que o tesouro fora transportado para os EUA ilegalmente. Se por um lado, o risco e o custo foi assumido pela Odyssey Marine Exploration e não pode ficar sem quaisquer compensações, a lei internacional é a lei internacional. Cumpra-se. Caso contrário, em vez de trabalho arqueológico sério, tudo não passará de pilhagem e oportunismo de meios, uma pirataria nova, nova cobiça, tendo como terreno o leito marinho e as zonas económicas exclusivas alheias.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

TRUE, SO TRUE

«Mr. Lynn should learn little bit more about European history. Portugal contribution to history were numerous. If was first European nation to circumnavigate around south Africa and establish colonies in India. The Great Earthquake of Lisbon in 1755 put a fatal blow to Christian theocracy controlling the Baroque thought of Europe. It was a vital event for questioning Christian dogma in the new, Enlightenment light, in which American and French Revolution occurred. Also Portugal refused to comply with Napoleon's Continental Blockade against Britain, and wars in Iberian peninsula bled Napoleon's army in time when it needed against Russia.» mysak

segunda-feira, janeiro 09, 2012

HITLER, ENTRE O ACASO, A PARVOÍCE E A PASSIVIDADE

«Ler "Hitler  uma biografia", de Ian Kershaw. Mesmo que por vezes penoso. A informação é útilíssima; dá-nos uma narrativa cheia de sensações de 'déjà vu' político e económico (mesmo a escalas distintas) e explica de maneira brutal como a Alemanha se transformou em 1918-1919 num sítio infecto  cheio de revoluções, golpes de estado, assassinatos políticos, greves incendiárias, tropas de choque comunistas e imperialistas-lealistas, exércitos estaduais, regionais, federais, imperiais e ainda privados ou instrumentalizados por partidos de todas as cores (estimados em mais de 100). É espantoso como o Acaso foi determinante para que Hitler chegasse onde chegou - isso e muita parvoíce e passividade. O homem teve uma juventude de fugir: neuras, caprichos, manhas, sacrifícios auto-inflingidos, provações desnecessárias, muita frustração, preguiça e esquemas. Também se tira a evidente ilação de que a humilhação económica e financeira imposta por tratados e armistícios a nações têm limites. Havia tudo para um desastre perfeito  inclusivamente a dependência da banca alemã em relação à banca americana para as reparações de guerra; 1929 foi a 'fagulha' que faltava. A França  com manobras militares ostensivas na fronteira (1932)  não esteve isenta de culpas em todo este folclore que resultou negro.» Besta Imunda

segunda-feira, janeiro 02, 2012

1892 — E NADA TER MUDADO EM PORTUGAL

O texto fac-similado neste post deveria ser lido em voz alta pelo menos umas cento e vinte vezes com louvor póstumo ao redactor e obrigatoriedade de constar nos curricula nacionais. Também deveria ser esfregado na cara de pau de todos os ainda socratistas, sobretudo a parte onde se lê: «Ali, precisa-se sobretudo ser um homem sério.» Mas todo o texto é de uma pertinência deliciosa, mas também pungente para um Povo pouco orgulhoso e proverbialmente manso, como o nosso.

segunda-feira, novembro 07, 2011

GUY FAWKES OU A REESCRITA DA HISTÓRIA

Qualquer símbolo é bem-vindo por que a humanidade se organize contra quem a ordenha e espreme no lagar de todas as injustiças: «É uma cara diabólica: o sorriso de malícia, e os bigodes fininhos pretos revirados para cima mais a pêra minúscula no queixo, num rosto sinistramente pálido - a cara de Guy Fawkes, católico britânico levado à forca pela traição do 5 de Novembro, tornou-se num símbolo dos grupos anticapitalistas, que a usam como máscara nos protestos pelo mundo inteiro.» Público

sexta-feira, outubro 21, 2011

A MÃO PROVIDENCIAL ANGOLANA

Deixados que fomos nesta situação ó-tio-ó-tio, convém começarmos a entender de que forma e quem nos vai dando uma brutal mãozada e quem nos vai dando uma subtil mãozinha: Angola. Para onde quer que olhemos, e demos graças a Deus!, veremos estudantes angolanos e angolanas, sentiremos dinheiro angolano, veremos passar compras angolanas, investimentos angolanos. Evola-se, enfim, pela Pólis Portuguesa o cheiro da prosperidade angolana [cuja origem, natureza e finalidades é o que bem sabemos ser], coisa que não passa tanto pela questão da solidariedade, somente ou sobretudo, mas passará especialmente pela mesma lógica de sustentabilidade dos infinitos negócios angolanos empreendidos por cá quando o espectro de penúria e pré-bancarrota portuguesas não se colocava. A queda de Portugal representaria a queda de muitos investimentos no desencadear desse movimento perpétuo no grande castelo de cartas europeu. A impotência da UE fraccionada e dos directórios a dois vai soprando e as cartas vão voando: não há, aliás, muita diferença entre o caos do euro e crianças brincando no caos do parque, com barcos lacustres de papel. Nem é à toa que a Secretaria de Estado da Cultura não confirma nem desmente ter sido a Tobis adquirida ontem por uma empresa angolana por sete milhões de euros, compra que foi bem recebida pelos trabalhadores. Pudera! Se uma empresa sueca comprasse o metro de Lisboa ou do Porto todos respiraríamos de duplo alívio. Que Angola nos atire várias bóias, eis as voltas e voltas e, sobretudo, convoluções literais que a história dá. 

segunda-feira, outubro 03, 2011

A MITIFICAÇÃO DE JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER

«[Joaquim José da Silva Xavier]o Tiradentes, foi preso no Rio de Janeiro, na Cadeia Velha, e seu julgamento prolongou-se por dois anos. Durante todo o processo, ele admitiu voluntariamente ser o líder do movimento , com culpa exclusiva, uma atitude tipicamente de um bode maçônico, e mesmo porque tinha a promessa que livrariam a sua cabeça na hipótese de uma condenação. Em 21 de abril de 1792, com ajuda de companheiros da maçonaria, foi trocado por um ladrão, o carpinteiro Isidro Gouveia. O ladrão havia sido condenado à morte em 1790 e assumiu a identidade de Tiradentes, em troca de ajuda financeira à sua família, oferecida a ele pela maçonaria. Gouveia foi conduzido ao cadafalso e testemunhas que presenciaram a sua morte se diziam surpresas porque ele aparentava ter bem menos que os 45 anos, idade que tinha Tiradentes. [...] Tiradentes foi embarcado incógnito, com a ajuda dos irmãos maçons, na nau Golfinho, em agosto de 1792, com destino a Lisboa. Junto com Tiradentes seguiu sua namorada, conhecida como Perpétua Mineira e os filhos do ladrão morto Isidro Gouveia, que não poderiam ficar no Brasil para contar a verdadeira história. O maçom português Domingos Vidal, que ajudará os planos dos inconfidentes recebeu e auxiliou o Tiradentes na sua passagem por Coimbra. Em uma carta que foi encontrada na Torre do Tombo, em Lisboa, existe a narração do autor, desembargador Simão Sardinha, na qual diz ter-se encontrado, na Rua do Ouro, em dezembro no ano de 1792, com alguém muito parecido com Tiradentes, a quem conhecera no Brasil, e que ao reconhecê-lo ele saiu correndo, para não ser descoberto. » OF

quinta-feira, dezembro 30, 2010

BRASIL 121?

O preconceito republicano está vivo, apesar de ser impossível provar, à luz dos conhecimentos actuais, que o que é republicano é bom. O preconceito da superioridade regimental da república, porém, está vivo. Não faltam repúblicas infelizes, como a Portuguesa, mas o preconceitozinho, esse está vivinho, devidamente subsidiado, cá e lá. Mas terá ele algum sentido? Acho que não! «Poder-se-ia esperar que o maior país latino-americano também estaria perto de festejar seus dois primeiros séculos de vida republicana, mas o Brasil apenas se tornou república em 15 de novembro de 1889.» Isaac Bigio

sexta-feira, setembro 10, 2010

GERAÇÃO FILIPE RIBEIRO DE MENEZES

Não é o primeiro nem será o último português a encontrar recursos e oportunidades admiráveis lá por fora, especialmente quando a fome de conhecimento que o habita supera de longe qualquer coisa de mediano e corriqueiro "português". Porventura sem vez que lhe fizesse justiça à capacidade ou, o que é o mesmo, institucionalmente a mais por cá, tomou uma decisão luminosa. E triunfou. A nossa espécie é auto-exigente e inexcedível, lá fora, mas acabrunhada se cerceada, cá dentro. Por isso, haja mais Filipe Ribeiro de Menezes, um académico da minha geração. E haja mais do mesmo desassombro frio e cortante que toda a gente agradece, mesmo quem não saiba ou possa fazê-lo por não poder lê-lo com as fracas competências que a escola dá ou se arrisca a dar pelo nivelamento menorizante do "sucesso" moderno. Biografias como a dele ensinam a ver o Presente, a retomar o essencial das coisas de governo para que todo um Povo, pela mão da sua elite balofa, não pereça numa baça e vil miséria moral que a fortuna tem deixado durar muito: «Eu tinha interesse em saber mais e portanto comecei a pesquisar e a escrever. Em termos de carreira académica, precisava de um grande projecto que tivesse apoios financeiros. Havia uma série de bolsas de grande prestígio e era preciso agarrar uma. E como é que alguém que escreve sobre história contemporânea portuguesa vai agarrar uma dessas bolsas? Era preciso um tema grande, um projecto que não tivesse sido desenvolvido antes e viesse a ter impacto, no qual valesse a pena investir. Então pensei em escrever a biografia de Salazar. Um projecto com a possibilidade de ser financiado pelo contribuinte irlandês, de um português, sobre história de Portugal, é uma coisa notável. Mas era preciso que fosse escrito em inglês - ao menos que os irlandeses o pudessem ler - e inserir-se na historiografia de língua inglesa. Mas com a garantia de que seria traduzido e editado por uma editora portuguesa.»

quinta-feira, setembro 04, 2008

ESPANHA 1850, MUTATIS MUTANDIS


Há coisas que mudam e outras que necessitam de ser mudadas
nem que seja à força. Ossétias e Abkhásias, cada qual toma as que quer.
Para compreender melhor e livre-associar,
ler a legenda de este mapa, no blogue Hekate, aqui.