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sexta-feira, agosto 23, 2013

RELÍQUIAS TÓXICAS DO BOAVIDESCO

Toda a matéria que envolve a assinatura de swap tóxicos vai para lá do descuido e das boas intenções ingénuas das duas legislaturas passadas. Chocante a frieza metódica de ataques de carácter em retaliação pelas denúncias da incumbente nas Finanças ou o facto de provas e documentos importantes haverem tido a sorte da cinza e do pó. Perante os resultados da auditoria que Albuquerque ordenou à atuação dos serviços de finanças nos governos política e financeiramente execráveis do boavidesco parisiense e que revelam que em 2008 a IGF incinerou seis dossiês sobre contratos swap, criando uma opacidade intolerável sobre esta questão, cada vez percebo menos que o BE e o PCP venham servindo de muleta e co-branqueadores de um tipo de gangsterismo que procura, à força toda, desviar as atenções do cerne delituoso da questão. Como podem partidos que se caracterizam pela inerente frugalidade abstémia com dinheiro contribuinte [o eleitorado confia pouco nesses partidos!] tomar partido óbvio pelas emboscadas de carácter a Albuquerque, cooperando pela distorção e baralhamento do problema?! Ainda não detectei nos media televisivos coragem suficiente — mesmo José Gomes Ferreira anda encolhido e assustado com isto — para o cabal esclarecimento da Opinião Pública acerca de um tipo de actuação inaudita em governações: a obstrução activa e deliberada ao apuramento de factos e responsabilidades. O que teria levado toda uma cadeia de comando, Governo-IGF em 2008, à destruição de dossiês-chave para a compreensão da deriva tóxico-swapista?! Não deve ser nada bonito. Aguardo respostas não facciosas ao enigma.

CHARADA

Há notícias que são uma verdadeira charada omissa, quando poderiam apor nomes e responsáveis. Ainda mais quando o facto é de suprema gravidade. Importaria saber quem tutelou e promoveu a destruição de documentos. Quem?. Quem, na e acima da Inspecção-Geral de Finanças, autorizou a destruição de documentação produzida em 2008 relativa aos contratos swap, essencial para avaliar o controlo feito à subscrição destes produtos pelas empresas públicas? Por que é que dos oito dossiers necessários para analisar a actuação do organismo em relação à celebração destes derivados, apenas dois não foram eliminados?! Quem na IGF? Quem acima da IGF? Quando? Adivinhem quem. Adivinhem quando.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

FISCO E MEGAGRUPOS ECONÓMICOS


A fuga ao Fisco em grande escala é, como a paisagem da foto em epígrafe, uma grande fonte de acidentes. Viários num caso. Sistémicos e económicos no outro. Agora que a corda da reeleição ou não está na garganta do Governo, há notícias que ao mesmo tempo que estranhamos compreendemos: uma legislatura de um governo maioritário do Centrão é constituída por duas partes. A primeira faz-se de três anos em impiedade fiscal directa ou indirecta galopante sobre os mais indefesos e desempregados dos cidadãos ao mesmo tempo que esses cidadãos vislumbram que nenhum dos seus altos sacrifícios fiscais redundam no que quer que seja de benéfico para um Estado-Ralo-de-Esgoto-Insaciável e Pedulário. A segunda parte é esta em decurso talvez por nove escassos meses: notícias e negaças de que os grandes grupos económicos são visados pelos mecanismos de controlo e vigilância do Estado já que são eles o "ambiente propício" para o uso de expedientes que levam à perda de receita fiscal do mesmo Estado e, por isso, "deveriam constituir o alvo prioritário da administração fiscal". Isto é o que refere um relatório da Inspecção-Geral de Finanças: o fisco, segundo a IGF, demonstra bastantes "fragilidades" do seu acompanhamento, mas as medidas adoptadas pelo Governo ficaram aquém das propostas da IGF. Claro que sim. O Estado comporta-se de um modo complacente com os Grandes Grupos Económicos, desnivela o grau de exigência e de controlo fiscal. Obsceniza a desporporção entre o que exige a cidadãos e a MegaGrupos Económicos, demagogiza o seu discurso, mas como estamos perante eleições esboça-se levemente alterações nestes procedimentos. E é também assim que se diverge da Europa. Esta forma de imoralidade dos Políticos e dos Milionários a cujo serviço os primeiros se colocam dita que Portugal aconteça por acidente e nenhum bem-estar, nenhuma paz ou justiça social realmente alcance o maior número dos que deveria alcançar. E depois estranham que não haja consumo, consumidores, e, pelo contrário, cresça a vergonha dos pequenos incumpridores com as suas pequenas dívidas. Rapina. Não há futuro para uma sociedade de Rapina instituída, exemplificada pelo Estado, praticada pelos Empórios Económicos com o ónus final atirado para as costas de esta multidão de mal-pagos e de desempregados, estes dois milhões de portugueses vergonhosamente descurados por quem de direito.

terça-feira, outubro 28, 2008

AINDA A GRANDE DEVASSA


Um levantamento exaustivo e altamente esclarecedor do problema
pode continuar a ser lido aqui. E dá que pensar. O medo do blogue em abstracto,
medo conducente à manifestação de um de poder pseudo-penetrante e aparentemente eficaz
nas suas pretensões dissuasoras de manifestações demasiado independentes e individuais,
esse mesmo medo perpassa as estruturas do Estado mais despreparadas para o contraditório
e determina muito da sua actuação preventiva e intimidatória sob a histeria aflita
dos seus principais agentes. Vimo-lo grosseiramente contra António Balbino Caldeira
e agora percebêmo-lo muito bem contra o autor principal de O Jumento,
para não falar numa infinidade de funcionários indevida
e despudoradamente molestados no abusivo e intrusivo acesso
ao seu correio electrónico.
lkj
Se em abstracto um blogue concreto pode assim ser alvo de perseguição
e de repressão; se essa demonização comparece e é altamente patrocinada,
sob a forma de medidas extremadas altamente invasivas do foro individual,
temos a temer que no País não trilhemos afinal um caminho
no qual o indivíduo é respeitado, mas sim um caminho em que o indivíduo
é para ser suprimido e sacrificado, longe e fora de uma lógica de transparência,
fora dos princípios da justiça, da democracia, fora do controlo pelos cidadãos
de quantos parecem afinal estar sumamente vocacionados
para normalizar e controlar-aviário a liberdade e cidadania de toda a gente:
lkj
«Acontecimentos como estes só são possíveis numa democracia com trinta anos porque a Administração Pública ainda é gerida por gente pequena e ambiciosa para quem os seus próprios fins justificam os meios, não hesitando em usar os poderes do Estado para protegerem as suas carreiras, para eliminar concorrentes e para criar uma barreira de opacidade que os proteja do escrutínio público. Gente que chegou ao topo do Estado depois de anos de golpes baixos, depois de rastejarem junto de chefes, de lamberem as botas aos políticos ou de aderirem à Opus Dei ou a outras seitas mais ou menos secretas.
[...]
Nasci e cresci numa terra dominada pela PIDE pelo que este tipo de gente não é nova para mim. Mas confesso que tenho mais respeito pelos pides desse tempo do que por estes velhacos, os pides acreditavam no sistema que protegiam, os velhacos de agora não hesitam em recorrer à repressão e ao medo para protegerem os cargos que lhes dão acesso às mordomias de uma democracia cada vez mais doente, uma democracia entregue a gente pequena.»
lkj
in O Jumento