Mostrar mensagens com a etiqueta IRC. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta IRC. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, agosto 01, 2013

DOS COMPARADORES DE PÉNIS

O exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade. Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?! Bom, primeiro suportar o dr. Soares, o dr. Alegre, toda a fauna de pançudos da política e do comentário político monocular, primeiro enfrentar os fogachos de rua, as maiorias minúsculas de Esquerda, o paleio da legitimidade da Esquerda. E depois perder eleições. E depois dar a vez a quem danou o País em primeiro lugar para que possa segregar, sem mudar nada, novas bancarrotas. Não faz sentido. Se houve, e pelos vistos para a Troyka houve, consolidação orçamental nestes dois anos, se houve um trabalho pelo equilíbrio das contas públicas, ele não pode parar agora. O meu desemprego tem de ter valido a pena. A fome e as carências que suportámos e ainda suportaremos têm de fazer sentido. Àqueles que chamam a essa ousadia austeritária do Governo Passos Coelho de extremismo, chame-se-lhe interesse nacional, minimização de danos, concentração temporal do esforço de saneamento das contas públicas, segundo o roteiro que as instituições internacionais negociaram para nós e connosco. Havia que corrigir uma trajectória de década e meia de incúria, eleitoralismo e covardia reformista: a austeridade também é uma pedagogia sobre indivíduos, empresas, comunidades, sociedades: se o que queremos é que o emprego se multiplique e que as empresas ganhem folga e fundos próprios, temos de olhar com confiança para a perda aparente de 300 milhões de euros por ano de receitas com a mudança gradativa que se prepara no IRC. É extremamente desonesto e redutor, coisa em que a CGTP está só, dizer-se que o efeito na economia e no bem-estar das pessoas é que tal reforma extorquirá aos mais pobres para dar aos mais ricos. Ora uma reforma bem feita terá de vincular os donos e gestores das maiores empresas à socialização dos benefícios e incluir no processo de redução desse IRC também as pequenas e médias empresas, cuja boa saúde financeira será a boa saúde financeira dos que nelas trabalham por nelas terem trabalho. É preciso acreditar, sim, trata-se, por uma vez de acreditar, que é a isso que a sensibilidade social em António Pires de Lima procederá e não a uma oferta lobista dada de bandeja em benefício dos mesmos de sempre que ele bem conhece por com eles tratar. Passaram dois anos. Dois anos a tentar higienizar e robustecer as grandes empresas, os Bancos, a fim de que o investimento, gradualmente, fosse possível. Não há retoma sem paciência e sem prudência. Se um IRC mais baixo representa empresas mais lucrativas, com mais dividendos para distribuir, com um mais sólido saneamento de dívidas e falta de liquidez, nada mais amigo de todas as possibilidades de essa margem permitir a criação de emprego e até a invenção de emprego, fenómeno que se generaliza. Se não tem havido dinheiro suficiente para investir é por termos tido Bancos com problemas complexos e riscos não negligenciáveis, conforme os recentes resultados negativos documentam. Nada funciona com uma Banca em crise ou em descrédito. Robustecê-la foi o primeiro patamar para uma economia que funcione por si mesma, sem depender dos estímulos directos e tantas vezes esconsos do Estado, logo, dos contribuintes, eternos sacrificados de todos os peditórios para os já ricos, os já prósperos, já bem sucedidos no bolso e na vida. Não é pelos consumidores que se começa, creio eu. Começa-se pela boa saúde dos Bancos ou não nos basta o exemplo de Chipre, nesse ponto?! Acredito que à baixa progressiva do IRC se poderá coordenar com o abaixamento igualmente gradual do IVA e do IRS, neste a começar pela franja mais débil e vulnerável da sociedade portuguesa. Para que tudo faça sentido e se perceba por que raio a CGTP está sempre do contra, por que motivo os três partidos de Governo não podem convergir no que fundamentalmente realmente interessa e mandar finalmente às malvas as suas questiúnculas imaturas de comparadores de pénis em frente ao espelho.

quarta-feira, junho 19, 2013

CENAS DO PARTIDO-VÁLVULA

Tendo Paulo Portas como Pontífice e facilitador de entendimentos, é descompressor ver o PS disponível para compromisso no sentido de estabilizar quadro fiscal em Portugal: reduzir a carga fiscal ainda nesta legislatura manter o diálogo com o maior partido da oposição é o que parece: o CDS-PP como partido válvula. Portugal estranha, sempre que o PS constrói alguma coisa e deixa de fingir que o estado do País é uma coisinha recente imputável só aos outros. Espero que o pacote fiscal e a descida do IRC, e quaisquer medidas integradas de fomento ao crescimento económico e à procura interna sejam causas de Regime, comuns ao Arco da Bancarrota Governação, a pensar no médio e longo prazo, e não na mesquinhez inconoclasta de uma crise política com que todos perderiam.

quinta-feira, maio 23, 2013

OS HISTÉRICOS CALAM-SE COM ACTOS

Uns conspiram e salivam pela preservação dos seus interesses, a manutenção do mesmo estado de coisas, talvez com o desejo de as agravar, tornando mortífero aquilo que é somente modorra. Decretam apodrecimento. Decretam o arrastamento deste Governo e da sua coligação fracturada. Depois vêm as boas-más notícias para os instalados: há muito se aguardava do Governo a medida do supercrédito fiscal para tentar promover o investimento, e que pode baixar a taxa efectiva de IRC nas empresas que usufruam deste benefício. Foi hoje aprovada pelo Conselho de Ministros um conjunto de iniciativas de natureza fiscal para tentar promover o investimento cujos detalhes serão transmitidos na conferência de imprensa agendada para as 17 horas com Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira, no Ministério das Finanças. Este crédito fiscal vai corresponder a uma dedução à colecta de IRC no montante de 20% para investimentos realizados este ano de até cinco milhões de euros. No caso das empresas que não tenham colecta suficiente, este benefício poderá ser dedutível por um período de cinco anos. Há muitos histéricos na praça. Clamem, clamem, mas é tempo de mostrar o lado B do trabalho e da esperança. Este.

terça-feira, julho 21, 2009

EXTORSÃO E ESTRANGULAMENTO

Uns chamam-lhes firmes. Outros teimosos. Outros chamam-lhes asnos. Com uma economia a baquear, colapsando sob o peso do Fisco e do enfraquecimento da procura interna, o caminho razoável seria o oposto do seguido. Dar folga à economia. Mais dinheiro a circular na sociedade. Perdido por cem, perdido por mil, já que a receita baixa tremendamente, desonere-se fiscalmente as PMEs que carregam todo o País e os piores vícios do Estado às costas. Taxe-se finalmente a sério o Sistema Bancário que é um planeta de isenções e más cobranças. Taxe-se com rigor e a sério, finalmente, as grandes empresas e os portugueses mais ricos, campeões, aliás, da fuga ao Fisco, com a sua bateria de TOCs e estratagemas refinados. Por que continuarão os portugueses mais vulneráveis a suportar em cheio as perversidades sórdidas de um Estado-PS despesista com a sua vastíssima e farta clientela, os seus desperdícios em Parcerística, em Marketing Pífio, em Propaganda Debalde e exércitos de acessores a coçar a micose?! Efectivamente, o Orçamento de Estado dá de comer a quem não tem fome, ceva e faz milionários os melhor colocados na ordem do favor partidário. Extorsão Fiscal e Estrangulamento Económico permitem este estado agravado de coisas: «O défice orçamental fixou-se, no final do primeiro semestre, em 7305,8 mil milhões de euros, cerca de três vezes e meia mais do que fora apurado em igual período do ano passado e praticamente o dobro do que tinha sido registado em Maio. Uma quebra acentuada das receitas do Estado justificam este comportamento das contas públicas. [...] Do lado da receita, as principais quebras (todas perto dos 24 por cento) assinalam-se no IRS, IRC e IVA (5 mil milhões de euros colectados, contra 6,7 mil milhões nos primeiros seis meses de 2008). O recuo do imposto sobre produtos petrolíferos foi inferior a 8 por cento, enquanto o que se aplica à compra de veículos caiu 30 por cento..»