O exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade.
Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?!
Bom, primeiro suportar o dr. Soares, o dr. Alegre, toda a fauna de pançudos da política e do comentário político monocular, primeiro enfrentar os fogachos de rua, as maiorias minúsculas de Esquerda, o paleio da legitimidade da Esquerda. E depois perder eleições. E depois dar a vez a quem danou o País em primeiro lugar para que possa segregar, sem mudar nada, novas bancarrotas. Não faz sentido. Se houve, e pelos vistos para a Troyka houve, consolidação orçamental nestes dois anos, se houve um trabalho pelo equilíbrio das contas públicas, ele não pode parar agora. O meu desemprego tem de ter valido a pena. A fome e as carências que suportámos e ainda suportaremos têm de fazer sentido.
Àqueles que chamam a essa ousadia austeritária do Governo Passos Coelho de extremismo, chame-se-lhe interesse nacional, minimização de danos, concentração temporal do esforço de saneamento das contas públicas, segundo o roteiro que as instituições internacionais negociaram para nós e connosco. Havia que corrigir uma trajectória de década e meia de incúria, eleitoralismo e covardia reformista: a austeridade também é uma pedagogia sobre indivíduos, empresas, comunidades, sociedades: se o que queremos é que o emprego se multiplique e que as empresas ganhem folga e fundos próprios, temos de olhar com confiança para a perda aparente de 300 milhões de euros por ano de receitas com a mudança gradativa que se prepara no IRC.
É extremamente desonesto e redutor, coisa em que a CGTP está só, dizer-se que o efeito na economia e no bem-estar das pessoas é que tal reforma extorquirá aos mais pobres para dar aos mais ricos. Ora uma reforma bem feita terá de vincular os donos e gestores das maiores empresas à socialização dos benefícios e incluir no processo de redução desse IRC também as pequenas e médias empresas, cuja boa saúde financeira será a boa saúde financeira dos que nelas trabalham por nelas terem trabalho.
É preciso acreditar, sim, trata-se, por uma vez de acreditar, que é a isso que a sensibilidade social em António Pires de Lima procederá e não a uma oferta lobista dada de bandeja em benefício dos mesmos de sempre que ele bem conhece por com eles tratar. Passaram dois anos. Dois anos a tentar higienizar e robustecer as grandes empresas, os Bancos, a fim de que o investimento, gradualmente, fosse possível. Não há retoma sem paciência e sem prudência. Se um IRC mais baixo representa empresas mais lucrativas, com mais dividendos para distribuir, com um mais sólido saneamento de dívidas e falta de liquidez, nada mais amigo de todas as possibilidades de essa margem permitir a criação de emprego e até a invenção de emprego, fenómeno que se generaliza. Se não tem havido dinheiro suficiente para investir é por termos tido Bancos com problemas complexos e riscos não negligenciáveis, conforme os recentes resultados negativos documentam. Nada funciona com uma Banca em crise ou em descrédito. Robustecê-la foi o primeiro patamar para uma economia que funcione por si mesma, sem depender dos estímulos directos e tantas vezes esconsos do Estado, logo, dos contribuintes, eternos sacrificados de todos os peditórios para os já ricos, os já prósperos, já bem sucedidos no bolso e na vida. Não é pelos consumidores que se começa, creio eu. Começa-se pela boa saúde dos Bancos ou não nos basta o exemplo de Chipre, nesse ponto?!
Acredito que à baixa progressiva do IRC se poderá coordenar com o abaixamento igualmente gradual do IVA e do IRS, neste a começar pela franja mais débil e vulnerável da sociedade portuguesa. Para que tudo faça sentido e se perceba por que raio a CGTP está sempre do contra, por que motivo os três partidos de Governo não podem convergir no que fundamentalmente realmente interessa e mandar finalmente às malvas as suas questiúnculas imaturas de comparadores de pénis em frente ao espelho.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, agosto 01, 2013
quinta-feira, maio 30, 2013
COMO SE ROBUSTECE ESTA MOEDA
O ímpeto reformista português tem sido muito mais ousado e mais rápido, apesar de todos os solavancos e adversidades, que o dos governos congéneres europeus da Zona Euro, daí o modo elogioso com que abençoam o nosso esforço. Ao conceder a Espanha mais dois anos para que o Governo de Mariano Rajoy cumpra as metas orçamentais, a Comissão Europeia recomenda, isto é, exige a implementação de medidas concretas em várias frentes: revisão do sistema de pensões, políticas activas de emprego, uma reforma estrutural do sector eléctrico e novas mudanças na tributação do IVA. Por que é que as Esquerdas Burras em Portugal, além das ânsias pela queda deste Governo, não sugerem também a queda dos outros governos da Zona Euro, a queda da Comissão Europeia, a queda de tudo e de todos que não sejam Esquerda?! Só a República pode ser Regime. Só a Esquerda pode ser Poder.
quinta-feira, novembro 08, 2012
HÁ UM ÓDIO MIUDINHO PELAS RUAS
Tenho percorrido a Avenida da Boavista. Entro aqui e ali e converso. Muito. À parte a jovialidade para com os donos e gerentes das confeitarias e cervejarias, que é recíproca, há um só sentimento emitido em relação ao IVA ou a quem o concebeu tão brutal. Ódio. Não consumo senão um chã, uma sopa, um rissol. Mas a ideia mais transversal e odiosa que me veiculam é muito simples: a receita neste imposto recuou imenso porque a medida por si só é devastadora a vários níveis, uma teimosia que se volta contra os objectivos tidos em mente. No Sul Europeu, come-se. Bebe-se. Socializa-se assim. Uma vida só é vida com algum pequeno consolo. No Norte de Portugal, serve-se bem. Come-se. Bebe-se. Bem. Abundantemente. Fornecedores, salários, compromissos fixos, tudo é posto em causa. E para quê? Tenho esperança.
quarta-feira, março 14, 2012
sábado, março 12, 2011
DO IVA ÍNVIO
Há muito que o estrangulamento fiscal socialista de Portugal excedeu todos os limites do razoável e do decente dada a obsessão com o confisco puro e duro a que se entrega. A lei que dita o pagamento de IVA aos restaurantes que queiram doar refeições a quem precise merece repúdio e sarcasmo totais. Taxar para além do razoável tritura as nossas possibilidades de saída, mata a solidariedade à nascença. O problema português resolve-se facilmente: basta começar por desalojar do Aparelho de Estado os socialistas pulgões que o colonizaram intensivamente nos últimos quinze anos. Eles a prosperar, a cevar-se, gordos e anafados como Lello. Portugal a decair, a danar-se. Crime capital de kadhafiócrates: apoio, poder em troca de derrapagem. Equivalente ao crime de bombardear as próprias populações.
segunda-feira, outubro 18, 2010
E O ORÇAMENTO PROTEGE
A ASCENDI. «Ah, e a gente ordinária e suja, que parece sempre a mesma,
Que emprega palavrões como palavras usuais,
Cujos filhos roubam às portas das mercearias
E cujas filhas aos oito anos — e eu acho isto belo e amo-o! —
Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escadas.
A gentalha que anda pelos andaimes e que vai para casa
Por vielas quase irreais de estreiteza e podridão.
Maravilhosa gente humana que vive como os cães,
Que está abaixo de todos os sistemas morais,
Para quem nenhuma religião foi feita,
Nenhuma arte criada,
Nenhuma política destinada para eles!
Como eu vos amo a todos, porque sois assim,
Nem imorais de tão baixos que sois, nem bons nem maus,
Inatingíveis por todos os progressos,
Fauna maravilhosa do fundo do mar da vida!»
lkj
Ode Triunfal, Álvaro de Campos
Que emprega palavrões como palavras usuais,
Cujos filhos roubam às portas das mercearias
E cujas filhas aos oito anos — e eu acho isto belo e amo-o! —
Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escadas.
A gentalha que anda pelos andaimes e que vai para casa
Por vielas quase irreais de estreiteza e podridão.
Maravilhosa gente humana que vive como os cães,
Que está abaixo de todos os sistemas morais,
Para quem nenhuma religião foi feita,
Nenhuma arte criada,
Nenhuma política destinada para eles!
Como eu vos amo a todos, porque sois assim,
Nem imorais de tão baixos que sois, nem bons nem maus,
Inatingíveis por todos os progressos,
Fauna maravilhosa do fundo do mar da vida!»
lkj
Ode Triunfal, Álvaro de Campos
terça-feira, maio 11, 2010
OS IMPOSTOS DA IMPOSTURA
Está à porta a taxa máxima de IVA e a tributação extraordinária do "subsídio de Natal." Como se este Governo-PS nada tivesse a ver com o Governo paradisíaco anterior que punha as contas públicas em ordem que se nos impingiu em Setembro. Para chegar aos 7,5 % de défice, o PS quer absorver no processo o PSD de Passos Coelho. E até pode conseguir vincular esse partido e o seu líder, sôfregos por ajudar a salvar Portugal, nem que seja com o PS à garupa a tirar máximo partido da caução proporcionado pelo rival. Pois, mas este Governo claudicou política e moralmente: não pode impor aos portugueses políticas que disse não urgentes durante a campanha eleitoral, onde se troçou da "velha" e ridicularizou o seu prudencialismo contra o despesismo mãos-largas e a questão da asfixia-SIS controleira indiscutível neste pseudo-socialismo governamental. Não se pode vir agora impor políticas que ainda há umas semanas se recusavam, a propósito de mão cheia de nada do PSD. Mentir na vida é feio e descredibiliza. Mentir em política parece natural, mas fende e descredibiliza tudo em sociedade. A larga impostura socialista, que se arregimentou de todos os recursos para de novo ser Poder, clama por ser punida, rechaçada, rejeitada or else.
quarta-feira, julho 22, 2009
IVA. PS. PMEs. NORMAS COMUNITÁRIAS
O PS está mais isolado em matéria procedimental no âmbito do IVA que um búfalo adoentado por um batalhão de leões. Leva com argumentos como o bom senso, a experiência penosa das empresas. Leva com a Oposição em peso por essa alteração, ou seja, que o IVA passe a ser pago ao Estado após o recebimento e não após a emissão da factura, alteração a que o PS se opõe. Como argumenta? 1. É «uma medida que facilitaria a fraude e a evasão fiscais», como se não fosse grossa a evasão e a fraude com um fisco brutal que comprime tudo e todos empobrecendo compulsivamente tudo e todos, menos os Bancos, menos as mega-empresas que dominam a arte de bem fugir ao Fisco; 2. que «não cumpre a directiva comunitária relativa ao pagamento do IVA», em tempo de crise, que se lixem as directivas. Devíamos era ser mais proteccionistas que os franceses, os alemães ou os espanhóis; 3. o regime de pagamento do IVA não é «a razão pela qual as pequenas e médias empresas (PME) atravessam dificuldades», pois não. É o endividamento, as linhas de crédito viciosas, a fraqueza africana da procura interna; 4. a oposição faz «pura demagogia em tempo eleitoral» a propósito desta matéria. Na verdade, não é fácil ao partido que promove o estrangulamento fiscal sobre a "ficção" chamada 'classe média' abdicar do seu programa extorsionário assim como não é fácil abdicar da célebre teimosia em muitas matérias consensuais fora do PS apenas para salvar a face e alardear uma firmeza eleitoralesca. Bem se desgraça um país só porque o partido do Governo elege prioritário salvar a sua face. Não será de admirar que a este partido aconteça irem-se eleitoralmente os anéis e os dedos, preço a pagar por vários tipos de obstinação irracional de curto-prazo: «Por sua vez, o deputado comunista Honório Novo reclamou que o PCP foi o primeiro partido a propor "o IVA de caixa para todas as relações económicas com a Administração Pública" e que o PSD se opôs, "para um ano depois se converter e passar a achar boa esta ideia", bem como o CDS-PP. Segundo Honório Novo, "não há nada que o impeça, nem sequer a imposição de regras comunitárias", e apenas falta "vontade política" à maioria socialista no poder.»
terça-feira, julho 21, 2009
EXTORSÃO E ESTRANGULAMENTO
Uns chamam-lhes firmes. Outros teimosos. Outros chamam-lhes asnos. Com uma economia a baquear, colapsando sob o peso do Fisco e do enfraquecimento da procura interna, o caminho razoável seria o oposto do seguido. Dar folga à economia. Mais dinheiro a circular na sociedade. Perdido por cem, perdido por mil, já que a receita baixa tremendamente, desonere-se fiscalmente as PMEs que carregam todo o País e os piores vícios do Estado às costas. Taxe-se finalmente a sério o Sistema Bancário que é um planeta de isenções e más cobranças. Taxe-se com rigor e a sério, finalmente, as grandes empresas e os portugueses mais ricos, campeões, aliás, da fuga ao Fisco, com a sua bateria de TOCs e estratagemas refinados. Por que continuarão os portugueses mais vulneráveis a suportar em cheio as perversidades sórdidas de um Estado-PS despesista com a sua vastíssima e farta clientela, os seus desperdícios em Parcerística, em Marketing Pífio, em Propaganda Debalde e exércitos de acessores a coçar a micose?! Efectivamente, o Orçamento de Estado dá de comer a quem não tem fome, ceva e faz milionários os melhor colocados na ordem do favor partidário. Extorsão Fiscal e Estrangulamento Económico permitem este estado agravado de coisas: «O défice orçamental fixou-se, no final do primeiro semestre, em 7305,8 mil milhões de euros, cerca de três vezes e meia mais do que fora apurado em igual período do ano passado e praticamente o dobro do que tinha sido registado em Maio. Uma quebra acentuada das receitas do Estado justificam este comportamento das contas públicas. [...] Do lado da receita, as principais quebras (todas perto dos 24 por cento) assinalam-se no IRS, IRC e IVA (5 mil milhões de euros colectados, contra 6,7 mil milhões nos primeiros seis meses de 2008). O recuo do imposto sobre produtos petrolíferos foi inferior a 8 por cento, enquanto o que se aplica à compra de veículos caiu 30 por cento..»
terça-feira, março 10, 2009
LISBOA, CAPITAL MONÓXIDO DO ESCAPE
Os critérios hiper-exigentes que sempre caracterizam a burocracia da UE, seja ambiental, seja de outra natureza, devem estar moribundos ou pelo menos em derradeiro plano. Nota-se que se até o pior ministro das finanças da União tem uma vitória negocial, impondo unilateralmente, como condição para o acordo político sobre as taxas reduzidas de IVA, a inclusão da baixa de IVA no portageamento das travessias do Tejo, uma que despenaliza claramente os fluxos automóveis de e para Lisboa, tudo é possível alcançar negocialmente na desUnião Europeia. Fica comprovado que isto vale tudo, que a crise se resolve aos solavancos, improvisando muito, saltando uns por cima dos outros, fazendo da aflição força, com particularismos e preciosos argumentos económicos internos. Não é sem propriedade que se pode dizer caminharmos para uma Lisboa, capital do Monóxido e do Escape, enquanto os híbridos e os electricos não se generalizam, coisa que nem é possível nem deve interessar a GALP excepcionalmente: «Os ministros das Finanças da União Europeia chegaram hoje, em Bruxelas, a acordo sobre as taxas reduzidas do IVA que contempla as portagens das pontes sobre o Tejo, como Lisboa exigia."Há um compromisso sobre o IVA", disse o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, no final da reunião, acrescentando que "Portugal tem contemplado a sua preocupação relativamente às pontes na região de Lisboa".»
terça-feira, outubro 07, 2008
MEGA-FRAUDALHÃES

Nós queremos acreditar. Nós precisamos de acreditar.
A realidade, porém, insiste em ser realisticamente
negra e imoral às nossas espectativas.
A empresa a quem saíu a lotaria de salvar o País pelo Chip Mágico está,
segundo rezam as notícias, em maus lençóis e provavelmente não reuniria
todas as condições legítimas e legais para embandeirar em arco
à volta do Mundo com este negócio para poucos.
lkj
Outro mau exemplo de transparência, quer dizer,
de opacidade horrível a tingir de sorna tão grandes privilegiados.
Enfim, os extremos tocam-se ou não tivessem os espertos
tomado conta dos nossos desígnios.
Um novo slogan no Uganda e na Nigéria seria: «Eis o Magalhães,
produto tão de ponta que é produzido por uma empresa à prova de IVA.»
quinta-feira, março 27, 2008
GRAXA DO IVA

podemos comentá-la e fecundá-la na respiração blogosférica.
e é a nossa fraca memória em Política a ser testada ao limite.
lkj
Dir-se-ia que os Irmãos Metralha, que nos pastoreiam,
governam de tal maneira com o olho posto nas sondagens
que por isso mesmo se deixam inspirar
pela força eleitoralística do momento, manejando medidas
como os heróis e anti-herós do Dragon Ball Z manejam poderes,
e os jogadores de xadrez manejam as peças,
e é como se um Zandinga-ponto,
por detrás de cena, gritasse, a cada momento oportuno: «Entra, ladrão! É agora!»
E as SCUTs pré-eleitorais recuam.
E o Piercing, proposta de lei, recua.
E o saco plástico taxado, proposta de lei, recua.
E a OTA converte-se em Alcochete, recuando de Ota.
E temos o pacóvio político acabado Vitalino Canas
a desconsiderar os erros, recuando deles.
lkj
Mas, de acordo com quem sabe, não devia ser agora!
lkjlkj
Os comentários num jornal-on-line e na bloga genérica
são a mais fidedígna sondagem sem recuos,
uma sondagem com opinião engasgada na garganta e as palavras certeiras
que é preciso dizer, avançando, a ver se se atemoriza estes negociadores eleitos
para decidir em nosso nome e em nosso clamoroso desfavor.
lkj
Esta legislatura tem sido excepcionalmente humilde a recuar
e os recuos governativos têm sido das coisas mais felizes e relevantes
de uma Democracia Partilhada e Participada, como não há memória em Portugal.
E o braço de ferro, sociedade civil e Governo, mostra dar os seus bons frutos.
lkj
Já está a circular o rumor de que este é o melhor Governo nos últimos 30 anos.
Há comentadores tendenciosos, postos a comentar as notícias do jornal Público,
com um formato comentador glorioso e triunfalístico,
tentando gerar ondas de entusiasmo impossíveis, tentando dourar a pílula.
Não sabem com quanta força a consciência cívica bem formada
lhes cairá em cima com os factos da boa informação,
com a boa transpiração do público e da sociedade não mais manipuláveis,
coisas que uma leal cegueira partidária obsta a considerar
e a relevar devidamente.
lkj
De resto, graças ao Twingly do Público, a sondagem é diária
e podemos ler comentários que valem ouro lúcido
ou merda servil, conforme patenteiam os exemplos que passo a citar:
lkj
DE FACTO A DEMAGOGIA TEM LIMITES
DE FACTO A DEMAGOGIA TEM LIMITES
lkj
embora sócrates não pareça reconhecer esta verdade inquestionável.
embora sócrates não pareça reconhecer esta verdade inquestionável.
Nem sócrates nem alguns dos seus indesmentíveis amigos,
que continuam a querer atirar poeira para os olhos do zé-povnho.
Vejam bem: O governo "socialista"não tem culpa
pois esta é a era da globalização.
Esquece-se que esta é a desculpa esfarrapada de todo o neo-liberal
que tenta justificar o injustificável.
Veja-se Espanha e a forma com Zapatero se portou dignamente
diminuindo as desigualdades sociais,
não se acocorando perante a banca e o capital,
respondendo frontalmente a bush e a blair.
Veja-se sócrates a enriquecer os amigos,
desde berardo até vara,
a dar de mão beijada a saúde aos privados,
a vender-se e ao país por um punhado de lentilhas:
Neste PS, de socialismo não resta nada,
apenas negociatas vis e mesquinhas,
sem qualquer procura de justiça social ou de solidariedade...
por isso a banca,os grandes empresários,
os grandes advogados,
os grandes engenheiros andam encantados com ele...
e o têm levado ao colo.
lkj
Por Oa, oeiras em 26.03.2008
Por Oa, oeiras em 26.03.2008
kjh
MIGELITO
MIGELITO
lkj
Este Governo é, em minha opinião, o melhor governo das ùltimas décadas.
Este Governo é, em minha opinião, o melhor governo das ùltimas décadas.
Quer se concorde ou não pega o touro pelos cornos
e não se preocupa com as proximas eleições.
Portugal já precizava à muito de um Governo assim
para acabar ou pelo menos diminuir a bandalheira
que vinha reinando onde quem mais ladrasse
mais comia sempre do mesmo bolo (Orçamento Geral do Estado).
Continuem que vão no caminho certo. Parabens e obrigado.
lkj
lkj
Por Anónimo, Viana do Castelo em 26.03.2008
kj
Meu Deus, como eu gostava de ser comentado assim, com esta pureza e candura,
e a simplicidade, e a lineraridade, e o sentido de totalidade deste cândido anónimo!
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