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sexta-feira, novembro 14, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME XII

[As Aventuras do Santa Alcoveta] 

SóCrash, o Santa Alcoveta, o grande Crash impante e ufano do Rato e de Portugal, não tem dormido bem. As insónias sucedem-se. Tem pesadelos terríveis. Por isso convocou Isabel Loira Moreira para lhe vir ler uns poemas e assim ajudá-lo a adormecer. A deputada do desbragamento, da fúria sexual e das rupturas de Extrema-Esquerda acorre ao seu mestre num pronto. 23 horas em ponto, ei-la que assoma à porta da Bramcamp e fala pelo intercomunicador: 

— Sou eu, SóCrash. Trouxe os meus livros, anotados. 
— Olá, querida deputada que eu coloquei no grupo parlamentar do nosso PS para infernizar a tola ao Seguro, sobe, sobe... 
— É para já, Santa Puta. Uma vez adentrada naquele templo de conforto e luxo, Isabel Loira Moreira não esconde o seu espanto, as fragrâncias, a decoração... 

— Pá, SóCrash, enquanto filha de Adriano Moreira, um conservador que ajudou a fundar o CDS e que foi ministro de Salazar, comungando algumas ideias corporativistas do Estado Novo e apoiando activamente a política, devo dizer que isto é fantástico. 
— Ainda bem que gostas, Isabel Loira Moreira... 
— 'Pera aí, Santa Puta... Pronto, já foi... 
— O quê, pá? 
— Um orgasmo. Estar aqui, olhar para a tua qólidade de vida... 
— Eh pá, Isabel, ainda bem que não seguiste as pisadas ideológicas do pai. Nunca terias tido um na vida. Ahahahaahahah 
— Eheheheeh, Santa Puta. Queres então que te leia, declame, vá!, os meus poemas para que adormeças... 

— Sim, como vês, já estou de pijama. Completamente pronto... 

segunda-feira, novembro 04, 2013

ESGUIA, A MELGA ZUMBE

Que Isabel Moreira passe de independente pelo PS a militante-filiada no PS é a coisa mais natural do mundo político português, um mundo à parte do da economia, das famílias, da realidade. E que a sua tendência para o excesso gratuito, para o desbocado, o hiperbólico, o insultuoso, no plano institucional, seja visto com bons olhos pela pesada apadrinhagem de velho PS proprietário de Portugal e enquistador da mudança, é apenas o corolário coerente do para que esse partido serve, afinal. Para conduzir os destinos nacionais ao Desastre, imputá-lo a terceiros e estar apostado a não mexer em nada, não mudar nada, não reformar nada, não dar a mão nem o pé, mesmo com o País de corda ao pescoço. Muito bem!

segunda-feira, outubro 15, 2012

O QUE HÁ DE FÓSSIL NO CONGRESSO ALTERNATIVO?

Quase tudo. Não há nada a esperar dos Fósseis de Esquerda que se reuniram no Congresso das Alternativas, já dispersos, cada qual para as suas calças de marca, para os seus amendoins e cervejas e o pessoal impostor do PS, Isabel Moreira, João Galamba, Sérgio Sousa Pinto de volta ao nicho, ao casulo protector de Esquerda-Quando-Interessa do NeoCarbonário Soares. Em Portugal percebemos bem isto e os Açores disseram-no com o voto: quando uma multidão com centenas de milhares de legítimos amedrontados e desesperados cidadãos vem para a rua, a Esquerda Fossilizada pensa que a sua hora milenarista chegou. Mas assim que tenta cavalgar essas turbas espontâneas, elas desmobilizam-se como que por um efeito de repulsão. BE e PCP atraem pelo seu sonhadorismo humanista utópico e repelem pela falta de chão que nos fornecem a cada momento chave ou pela interesseira condescendência com governos despesistas e subsidiaristas, como os últimos do PS. Ora, o Congresso disseminou nas suas conclusõs os chavões vazios de sempre: dinamização da economia, da subida dos salários, da redução das desigualdades, do aumento da transparência, da valorização dos nossos recursos e do interior, do reforço da voz de Portugal no mundo, mas não é referido de onde vem o dinheiro e a riqueza para materializar os seus pontos de ordem: «Retirar a economia e a sociedade do sufoco da austeridade e da dívida: denunciar o Memorando». Não há dinheiro. Não há tempo a perder, mas os Alternativos do Congresso defendem: 1. Eleições para que o povo legitime democraticamente os defensores destas propostas. 2. Uma vez eleitos, denúncia do Memorando. 3. Proposta à Troika de renegociação da dívida pública e da dívida bancária. 4. Como há a noção de que a reestruturação da dívida apenas seria possível «num quadro europeu mais favorável do que o actual, há que preparar-se para uma resposta da Troika que passa pela suspensão do financiamento acordado até 2013, segundo uma atitude negocial determinada que exigiria que a resposta ao corte do financiamento fosse a declaração de uma moratória ao serviço da dívida: não pagamos os juros» [...] 6. Em caso de expulsão do euro, não ficar paralisado; buscar alianças com outros países em dificuldades e, a partir daí… o debate: «Não há que ficar paralisado pelo medo. Mas não há também que eludir os perigos e a dificuldade da escolha.». Portanto, o Congresso das Alternativas foi bonito, pá, mas não trouxe, pá, nada que o século XXI, o mundo ocidental e oriental possa realisticamente compreender sob uma luz pragmática e exequível. Por isso é que a rua foge do PCP e do Bloco, quase extintos nos Açores. Quando as massas de idosos e jovens culturalmente sem palas se vêem cercados de Esquerda Ululante em aproveitamento das ondas e moções espontâneas da rua, fogem dessa suposta Esquerda das Greves Abusivas e Oportunistas, fogem da iconoclastia institucional como qualquer de nós se desvia de Testemunhas de Jeová, quando atravessam a rua a fim de nos espetar com a Palavra Unívoca do Senhor pelos cornos abaixo. Os Açores votaram e os Continentais votariam igualmente contra o radicalismo do protesto sem carisma nem projecto. Tudo é muito mais complexo que advogar ou conceber a saída do euro sem que tal não equivalha para Portugal a um Novo Terramoto de Lisboa, ainda pior que o histórico e eventual. Bem sei que quer Bloco quer PCP serão incapazes de concluir friamente o quanto esse cavalgar da rua os penaliza e enfraquece nas urnas. Paradoxalmente, no paroxismo do esbulho fiscal em decurso PCP e Bloco saem de joelhos, quase extintos da refrega eleitoral açoreana. Não temos ultra-radicais Syriza de Esquerda nem Anarcas que se se vejam. Isso por cá contraria os nossos princípios de coesão e solidariedade intergeracional: um pai não se deixa sangrar nem matar sob bastões por amor dos seus filhos e por respeito a seus pais e avós. A única reacção da nossa juventude é trabalhar no que há, emigrar mal possa, brilhar na ciência, na gestão, na investigação, por esse mundo fora, lutar por si e pelos seus, sair, experimentar, cidadãos do Cosmos. Só com resiliente denúncia e pacífico protesto massivo nas praças e ruas por todo o País foi possível remover a política rançosa, impostora de ultradireita rapinadora de Sócrates da mesma forma que só assim será possível pressionar este Governo pelo combate decidido às isenções e privilégios obscenos da Oligarquia Político-Económica. PCP e BE teriam um papel a cumprir pelo máximo de equidade neste momento crítico, se quisessem, se se modernizassem. Em vez disso, fantasiam revoluções e rupturas que a sabedoria geral de um País encanecido e experiente rejeita liminarmente. O preço a pagar por essa petrificação é alto: a extinção, a irrelevância. Para nós, o peso diminuto das Esquerdas Alternativas é indiferente. Nem com mil congressos alternativos perceberão isto.

domingo, outubro 07, 2012

SONGAMONGA DE ESQUERDA COM TESES-FEZES

O controlo de qualidade do Congresso das Alternativas Democráticas tem sido lasso o suficiente para deixar passar, sem filtro, intervenções que, apesar da Galambice-Sérgio Sousa Pintice Impostora de Esquerda, culpam francamente os seis anos da governação socialista pela situação catastrófica a que chegámos e em que vivemos. Quando é que estes camelos do chove e não molha justificativo, também a Songamonga de Esquerda Isabel Moreira, gente de mão do socratismo rapace, perceberá que essa constatação simples se enraizou à Esquerda e à Direita?! Tal constatação é, portanto, geral e raivosa, mas ainda vai mansa. O histerismo de defender o legado socratista avulta ridículo, mas é um esforço quotidiano que vai resistindo a todo e qualquer contraditório. A imprensa amiga do socratismo, os comentadores erróneos de serviço, hoje por exemplo Pedro Marques Lopes passou para esse lado Negro da Força, garantiam que as coisas seguiam pelo melhor dos mundos. Nunca se noticiava o estado nada larvar completamente descontrolado da dívida pública. Nunca se alertava para as consequências do seu descontrolo. A crise internacional, no fundo, já nem para álibi serve. Só a Songamonga Isabel Moreira, mais uma Fingida de Esquerda à Canzana, se aflige que nem o Congresso das Alternativas Democráticas escape ao diagnóstico das responsabilidades socialistas pelo Inferno em Decurso. Os últimos seis anos do PS tiveram na crise do subprime o pretexto ideal caído do céu para acentuar redobradamente o endividamento já excessivo, para branqueá-lo, para desculpá-lo, atribuindo-o às dinâmicas dessa mesma crise internacional, biombo perfeito. Consola-me que, nesse Congresso, muita Gente de Esquerda não embarque nos bodes expiatórios fáceis, nos culpados tradicionais do que se passou bem antes e depois de 2007. Sim, os mercados financeiros internacionais e a sua ganância desumana foram exactamente iguais à ganância desumana das elites políticas dos Países do Sul, basta atentar no caso grego e no caso português: os partidos socialistas locais delapidaram alegremente os recursos públicos, forjaram números, alimentaram um sistema viciado e insustentável e queriam continuar assim. Os crimes dos poderes desregulados dos mercados sem rosto, têm, portanto, como outro lado da mesma moeda, as actuações governativas de saque, mentira, exploração fiscal das populações, corrupção incrustada em cada movimento e em cada pensamento de acção governativa subliminar. Tivemos, por um lado, Capitalismo Selvagem e os seus frutos, e, por outro, Políticos Selvagens e os seus actos, Cliques que entretanto desgovernavam segundo pressupostos de gestão quotidiana, manobras de diversão, entretenimento do gado humano, agilização e activação de toda a sorte de negócios e esquemas nocivos ao bem geral e com contrapartidas obscenas para eles-Políticos Selvagens. Em Portugal, a dívida pública, em apenas seis anos, escalou mais de 40%. Antes da crise internacional! Antes do contágio da crise dos mercados financeiros! O primeiro Governo Sócrates, mal pôde, mascarou o défice deixado pelos Governos Guterres, herdado pelos dois Governos fugazes Barroso/Portas e Santana/Portas. Escamoteando as dívidas colossais sempre proteladas nas EP de Transportes, na Saúde e a toda a espécie de fornecedores do Estado, Sócrates arrogou-se ter feito melhor no défice martelado de 6,8 para 3%, enquanto borrava tudo num endividamento torrencial, em obras magnificentes, imprudentes, apoiadas num PIB raquítico havia anos. Se chegámos a esta catástrofe, só pode ter sido falso e propagandesco algum tipo de reforma da Segurança Social. Se chegámos a este esgotamento anímico e a este empobrecimento homicida, isso só pode ter tido raízes na burla de uma reforma da energia, caso contrário a nossa factura não nos explodiria de roubo todos os meses. Se chegámos a esta descredibilização total dos políticos, quase todos  os políticos, só pode ter sido exibicionismo estéril e optimismo farsante falar em reforma da Educação enquanto se humilhavam grotesca e infamemente professores e de investimento estrangeiro e industrial, Zero, apesar da propalada simplificação administrativa. A Crise Internacional fez-nos um favor. Revelou um problema de Abuso Instituído por parte dos Governos Demagógicos e Corruptos do Sul da Europa, por acaso socialistas, na sua húbris: eles apostavam na dívida como motor da reeleição e da satisfação das suas cliques e clientelas vorazes. Portugal, Grécia e Espanha têm um problema que os diminui comparativamente a outros Países super-endividados na regeneração das suas dívidas: a extrema corrupção da sua elite política, da sua Aristocracia Política, contaminada de promiscuidade com a Banca. Os últimos e derradeiros Governos e as últimas administrações dos Bancos Centrais de Espanha, Grécia e Portugal pactuaram com quanto possibilitou abcessos bancários como o BPN, o BPP ou o Bankia. Com a desculpa da protecção dos mais fracos, o Erário Público foi devastado em persistentes negócios suculentos de e para fortes, em contraciclo com a Crise, enfraquecendo-se toda a cadeia social, todo o equilíbrio e sustentabilidade dos Estados. É isto que gente de Esquerda sem Palas aponta. Basta um só homem incompetente e esperto, rodeado de incompetentes espertos, e no entanto ambicioso-fútil, narcísico-oco e descolado da realidade, para amplificar os malefícios do sistema capitalista selvagem direccionados contra os respectivos povos. É apenas perfeito que ser de Esquerda não equivalha a passar o pano branqueador nos negócios de ruína das Governações Sócrates, e não alinhar em dicotomias ideológicas, quando o problema foi Moral, foi o oportunismo mais deslavado e criminoso que se alojou no âmago de um Regime já ferido de morte pela separação radical e conveniente entre Eleitos e Eleitores. É simplesmente por isso que não colhem nem à Direita nem à Esquerda as teses-fezes quixotescas a que o pessoal avençado do socratismo se dedica ao jurar que agora amargamos o que amargamos apenas porque a Extrema-Esquerda abriu as Portas do Poder à suposta Direita hoje no Poder. Malefícios feitos aos Portugueses houve e há muitos. Os malefícios que passam pelo Assassinato Fiscal dos contribuintes portugueses. As malfeitorias que passaram pelos seis anos do Estado-PS, nos seus excessos e desavergonhado regabofe despesista. Se defender a Democracia é defender tal estado de coisas como forma de governar, afinal opaco e inescrutinável por nós a ponto de arruinar Povos, teremos de nos reconverter em anti-democráticos nessa acepção maligna. Não é a Democracia que está em causa. O que está em causa, e seria bom perecesse, é a Oligarquia Portuguesa. Os seus abusos e crimes são intermináveis e explicam o nosso sofrimento galopante. Não há nada a renegociar junto de credores se é para que todo o sistema de privilégio oligarca continue igual, para que a horda de parasitas continue a parasitar e nós a pagar a parasitagem. Pulgas políticas com a mania da grandeza e décadas de vícios e insanidades não têm moral para bater o pé aos credores. Colhemos o que semeamos, assim como Espanha, assim como a Itália, assim como a Grécia. Juntos podemos apenas procurar regenerar-nos, renovar tudo, inventar uma Nova Justiça Fiável e Efectiva que não seleccione e proteja nomenclaturas de corruptos e enriquecidos instantâneos. Toda a mudança de política que seria urgente fazer era jamais ter eleito Governos Demagógicos e Videirinhos e, pior, ter reincidido nessas eleições de Dano e Desastre em Bomba-Relógio. Assim, e o Congresso das Alternativas Democráticas prova-o, ser de Esquerda é juntar a voz às vozes que exigem se persiga e puna quem Roubou, quem negociou danosamente, quem delapidou o que era de todos, quem mentiu em primeiro lugar. Isso é estar ao lado do Povo sem ponta de populismo, mudança subtil e qualitativa que o Regime, com os seus afilhados, protegidos e patrocinados, não pode e não quer fazer, porque explodiria numa imperdoável e fragorosa vergonha. Se há alguma coisa a contestar é a despesa intocável que alimenta a Partidocracia e nos oprime redobradamente a nós. Não se pode ilibar criminosos e os criminosos estrebucham de raiva sob a hipótese de o manto de fingimento se rasgar de alto a baixo para revelar a podridão interna: não se pode tolerar nulidades como os Pintos Monteiros nem se aguenta Marinhos e Pinto, com o seu destempero zarolha, intelectualmente inconsequente e desonesto; o prazo de validade dos Cavacos expirou, dada a queda abissal da respectiva autoridade, perda comum a outros tantos agentes em fuga. Não se aguenta mais Soares, magno sanguessuga e parvalhão supremo, todos os dias bolçando condescendência bonacheirona sobre o Povo a par de tiques conspirativos de Papa Ubíquo. O Regime são os mesmos e os mesmos repetem-se todos os dias. São os Capucho, as Roseta, os pobres diabos com ar banzado e imbecil, como os Marques Lopes, acabados de encornar, e que exigem a queda do Governo ou a prevêem ou a desejam. Já deram o que tinham a dar. Eis uma verdade serena de Esquerda e de Direita. Acabou. Está na hora de pacificamente, sem sangue!, removermos a Estrumeira Piolhosa dos Mesmos. Cada dia é dia de referendo ao Cadáver Adiado do Regime.

domingo, abril 08, 2012

PAGO PARA SER NOJO E METER NOJO

Na grande saga de provar a grandeza do monstro, Valupiças não se detém, afinal, está provado que uma língua de pau só funciona com pagamentos em géneros ou em euros e tudo indica que sob uma espessa desonestidade intelectual, perante os maiores consensos históricos, factuais, Valupi se prostitua todos os dias, escrevendo loas ao desprezível e danoso Primadonna porque devidamente atafulhado com os euros parisienses, ele e os fantoches que acolhe e acoberta. Conclui o espécimen que o PS viria a replicar «os estratagemas usados contra o seu anterior líder. [...] na eleição de Seguro, uma infeliz figura basto treinada na técnica do silêncio venenoso contra Sócrates, levou o PS para um radical corte de relações com o seu imediato e mui relevante e meritório passado.» Pecado dos pecados, que um novo líder deseje afastar-se de um anterior que foi sujo, um mau carácter, absoltuista, teimoso, ruinoso, egolátrico, auto-obcecado, um desastre político-humano a roçar o psicótico, forcejando com os Valupi que lhe restem aplanar um caminho que o faça em breve presidenciável, ele que deveria estar preso não fossem Noronha e Pinto Monteiro farinha do mesmo monturo. Sujo. Aliás, a conspiração parisiense contra o PS de Seguro é tão ou mais virulenta quanto a conspiração parisiense contra o Governo Passos, Passos e Seguro que nada têm a ver com a monstruosidade dos danos infligidos ao País pelo mostrengo primeiro-ministro anterior. Aliás, se houve ainda um eleitorado que votou socialista, votou enganado nos restos de veneno conspurcante que viviam da artificialidade trafulha da imagem pela imagem. Os problemas actuais de Seguro têm tudo a ver com o combate que lhe é movido a partir de Paris ou não fosse a voz-puta de Valupi voz interposta do filho da respectiva-Sócrates. Escreve ele de Seguro o que Mafona nunca disse do toucinho, todo um processo de intenções que Isabel Moreira terá materializado no Parlamento com a sua 'independência' conspirativa: «Este [Seguro] é o homem que se andou a passear ao lado de Relvas antes das eleições, ouvindo dessa boca suja as maiores ofensas contra o secretário-geral do PS e de quem o acompanhava. Este é o homem que foi capaz de fazer da diatribe do Vasco Graça Moura contra uns correctores ortográficos em meia dúzia de computadores ali para os lados dos Jerónimos o tópico principal de um debate na Assembleia da República com o Primeiro-Ministro, mas que teve o desplante de guardar para o fim da sua intervenção algumas perguntas acerca das Novas Oportunidades, dizendo a Passos para lhes responder caso lhe sobrasse um tempinho aquando das suas respostas aos outros intervenientes seguintes. Este é o homem que não se dignou defender a Parque Escolar contra uma infame calúnia, ficando a ver o BE a fazê-lo e nem sequer apoiando as explicações de Maria de Lurdes Rodrigues. Este é o homem que queria o fel nojento de Carrilho a iluminar o seu frankensteiniano Laboratório de Ideias. Em suma, também Seguro pretende ostracizar Sócrates e qualquer uma das suas memórias, não gastando uma caloria a explicar porquê e criando uma situação aberrante na política nacional.» Enfim, lê-se Val-de-broches e ganha-se admiração ao TóZé. Só uma língua de merda paga para verter toda a merda de que se sinta capaz laborará na ilusão promocional da Merda, que ainda é o defunto político Sócrates. Impossível a tal passento mordomo perceber que não há nada a fazer para resgatar para ribalta uma Porcaria, a quem, para nosso mal, aconteceu ser primeiro-ministro como poderia ter acontecido ser CEO do bordel da esquina. E Valupiças ainda invectiva o Partido Socialista e assinala que «o que está a acontecer ao PS entrou na fase de escândalo lesa-dignidade da instituição.», como se o que está a acontecer ao PS não fosse antes de mais a mais completa, inaudita e deslavada perversão do que Sócrates está a fazer à liderança do PS com todas as armas do dinheiro-de-avença que acumulou no seu comissionismo recordista. Não esqueçamos que, para Valupi, Sócrates é um deus ao qual miseravelmente o País não quis submeter-se [embora haja esperança*] nem esta liderança do PS pelo que «A importância simbólica de Sócrates, apesar da proximidade da sua actividade política e do eventual futuro nessas lides que ainda acalente*, já mais do que justifica a sua entrada na academia como matéria de investigação.» Um ex-político que deveria estar preso como alias por muitíssimo menos Vale e Azevedo e Isaltino e Dias Loureiro, é para o Valupiroso, um tema suculento para a Ciência Política, e não para a História da Impunidade em Portugal no pós-25 de Abril; é digno de estudo da Sociologia e não de figurar numa prisão como um reles delituoso comum apenas incomum na magnitude dos danos e ilícitos praticados contra o Estado e os contribuintes portugueses; é digno de estudo na Comunicação Social, História Contemporânea e Antropologia, e não mera anotação a vermelho em rodapé pela esterqueira moral e a perversão grosseira das suas funções larga e criminosamente exorbitadas contra Portugal e os interesses dos portugueses, do aborto contraceptivo à vergolha do AO90. Valupitosga, que é e se mantém anónimo e não passa de uma merda paga por Sócrates para falar aos merdas que ainda suspiram pelo regresso desse messias da merda à actividade política mais merdificadora de tudo da nossa História colectiva, chama-lhe «figura», com «dimensões para análise e reflexão que nenhum outro político do regime democrático oferece.» É o que eu penso e pensam muitos juízes e investigadores do Ministério Público: o impacto sísmico do abuso do poder por parte da «figura» – escudada em parte fundamental pelo biombo justificativo de mais dívida e mais roubo das maiores crises da economia internacional dos últimos 70 anos e a maior crise da Zona Euro e sua moeda – suscita-nos várias conclusões e inúmeras interrogações regimentais: até quando consentiremos que abusem da nossa paciência reles filhos da puta, advogados do diabo, justificadores dos crimes mais vis, ladrões de Estados menores, sem suficiente escrutínio ou massa crítica, como o Português?! Como é possível que não frequentem pelo menos os tribunais?! Noronha rima com Vergonha. Monteiro com Azeiteiro.

quarta-feira, abril 04, 2012

TUMOR ISABEL E TUMOR NUNO

No armadilhar da frágil liderança de António José Seguro, além da cínica [ainda mais que Menipo] Isabel Moreira, tínhamos Pedro Nuno Santos do famigerado «Não pagamos... E as pernas dos alemães até tremiam!», frase que pertence aos anais da política socialista. Não por acaso abandonou funções na direcção da bancada em discordância com a liderança do PS. Dois tumores cujo amor ao Primadonna não engana. 

terça-feira, abril 03, 2012

O PEQUENO EIXO VIÚVO-VAGINAL DA ISABEL

Já não assisto ao Eixo do Mal porque basicamente é como se fosse mais uma entrevista deprimente do Noronha ou do Pinto Monteiro, repleta de banalidades, superficialidades e a baba do conveniente. Só mesmo o Pedro Nunes e, apesar de tudo, a Clara para me animarem a alguma espreitadela porque sabem dizer qualquer coisa de excêntrico e mais próximo do que cá a malta dos blogues agressivos costuma pensar e costuma escrever. Gosto de quem me divirta e de quem não tenha pejo em dizer o que pensa e em rir de quem acha que pensa. Somente por isso discordo inteiramente que alguém que ganha o salário de deputada e vive alarvemente com o respectivo cinismo de Esquerda possa alguma vez apodá-los de «[...] elitistas, fascistas sociais, falam de igualdade dos pobres porque é bonito... Que o Pedro Nuno e a Clara Ferreira Alves tivessem este olhar ora fascista ora combatentes pela igualdade conforme adivinham as audiências, eu já sabia. Entristece-me o silêncio do Pedro Marques Lopes a ouvir um fascismo verbal destes calado.» O Código do Trabalho, para a Isabel Socratista Moreira, não passa de um penduricalho e frete ao socratismo impostor. Acho muito bem que o Pedro e a Clara se riam. Eu também riria. E muito.

PARTIDO OU CÁFILA? O RISCO DE CISÃO

Seguro é o primeiro a saber que tem de proceder a uma purga no PS para poder purificar o Partido Socialista da imoralidade muito concreta que o penetrou e aí, sim, afirmar-se como líder da oposição, ainda que altamente improvável. Claro que essa depuração do Partido pressupõe pelo menos uma década, duas, dado tratar-se de uma tarefa hercúlea perante os mais negros vícios e o primitivismo devorista infantil instalado. Evidentemente que Seguro não tem nem deixa de ter potencial para ser um óptimo líder porque decididamente não o é para os socratesianos que lhe têm fustigado as costas de várias maneiras: pelos blogues anónimos que o socratismo forjou reles na sua tarefa reles de rebaixar; no Parlamento, a bancada socialista não é uma bancada segurista. Pelo contrário, da sua desautorização e ridicularização não vem nenhum bem ao próprio Partido nem ao País. Pergunte-se quem, fora do PS, apoda de «uma desgraça» o desempenho de Seguro. Ninguém de relevo. Dentro do Partido são precisamente os socratesianos, em bando, os únicos que ridicularizam e destroem qualquer coisa que brote da cabeça desnorteada de Seguro: Isabel Moreira escreve num blogue de onde surgiram os posts mais violentos e rebaixatórios que, desde a primeira hora, António José Seguro poderia ler ou ouvir, ao pé dos quais as conclusões de Marcelo sobre a 'Golpada Estatutária' são meras carícias amadoras. Muito sensíveis à forma, seja o que for de retórico que Seguro bolçou, lá estão os apaniguados socratistas a coleccionar, diligentes, para depois arremeter destrutivamente: «Irei fazer uma abstenção violenta»; «Senhor primeiro-ministro, desafio-o para um debate a dois» (enquanto debatia… e a dois); «Não respondo (parado, frente a uma jornalista, no Parlamento, sobre a votação na generalidade da lei laboral e a disciplina de voto). Dou a palavra ao líder do grupo parlamentar, mas se a senhora jornalista quiser ouvir-me, convide-me para uma entrevista na SIC.» Ora, qualquer líder perderia a cabeça com a conspiração e a desautorização continuadas numa bancada armadilhada. Seguro herdou-a. E ela, de tão soez e desleal, justifica uma purga urgente. Para ter algum alívio da cáfila que o assaltou, o País necessitou dela, da purga por via eleitoral. O PS, se quer ser respeitável [tarefa para longas décadas], também necessita. Até o Governo Passos necessita de purgar-se do socratismo que ainda consente e só traz problemas e entraves sérios à aplicação do acordado com a Troyka pelo Governo Demissionário Socratista. Para além de tudo, o risco de cisão num partido contaminado de baixaria e politiquice é naturalíssimo. Não se perderia nada.

sábado, março 31, 2012

ISABEL MOREIRA, BEATA DE ESQUERDA

E, perguntarão vocês, o que é uma 'beata de Esquerda? Além do monotematismo fracturante daquela cabeça perdida, ser beata de Esquerda é, por um lado, adoptar no Parlamento um voto hipócrita contra o código laboral e, por outro, emitir um voto cretino contra uma boa, urgente e clarificadora Lei do Enriquecimento Ilícito. Duas beatices, portanto. Uma emperra a mobilidade e dinamismo fundamentais no mercado estagnado e desigualitário de trabalho equiparando-o ao dos países mais prósperos. A outra não passa de servicinho sujo para proteger a vida airada e impune dos exilados de luxo, mas cujo luxo foi tão instantâneo quanto inexplicável.

O LADO B DE ZORRINHO

Nunca percebi por que cargas de água Zorrinho se tornou líder parlamentar do PS. Prémio por bons ofícios nos Governos passados? Não se pode olhar para ele e conceber incompetência técnica e saber. Pelo contrário. Mas político, no sentido rasca e socialista do terno, isso ele também não é e, se tenta ser, falha porque não funciona segundo o registo cínico da porca política a que os socialistas habituaram o País. Não está na massa do actual líder parlamentar dos socialistas dar-se aos contorcionismos morais a que a política doméstica, segundo o Partido Socialista, obriga. Contestado na liderança da bancada por divergências em temas como a votação do código laboral (cujo acordo foi elogiado pela Troyka), na qual, por motivos de coerência perante os observadores internacionais, o PS vai abster-se. A situação é crítica. Não a simplificar o facto de a aprendiz Isabel Moreira votar como independente a seu bel-prazer, numa atitude híbrida entre a rebaldaria desafiadora e a rebeldia por conta própria, indo contra a disciplina de voto. As alterações aos estatutos do partido também são um pomo de discórdia. Quem se demitirá?

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

DO ALFORGE SOCRATISTA SAIU UMA COELHA

Isabel Moreira, a mulher das Leis Libertárias Homossexualizantes que está no Parlamento, colocada lá como prémio e como relíquia socratista, deveria esforçar-se por ser menos engraçada: «Senhor presidente, desculpe, estou um bocado drogada. Drogas lícitas.» Esperemos que a deputada se encontre de boa saúde, mas há muito português permanentemente em sofrimento sob drogas lícitas que não achará a mínima piada ao trocadilho. O que prestigiaria esse Parlamento, cuja deputação ou não sabe encher garrafas de água ou recusa tratar de si mesma e da água que beba, é o contrário das piadas brutas que a Isabel confecciona no sossego da bancada. Para piadas e saídas infelizes já nos basta Passos Coelho algumas vezes e Cavaco, imensas. Não precisamos de uma coelha.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

ENGRAVIDAR! ENGRAVIDAR! ENGRAVIDAR!

Perante o colapso dos nossos nascimentos, penso na pobre anti-vida viral Isabel Moreira e em todos os demais abortalhistas gaydeólogos e em como um dia não haverá gente para lhes pagar o estímulo ao morticínio de fetos: «Em 2011, o número de bebés nascidos em Portugal (99 mil) foi o mais baixo de sempre, apesar da contribuição externa (10% das mães são estrangeiras), deixando-nos com um vergonhoso índice de fecundidade de 1,37 (número médio de filhos por mulher), o 2.º mais baixo do Mundo, a seguir à Bósnia. A manter-se esta quebra na taxa de natalidade, o regresso ao crescimento será uma quimera, a Segurança Social vai explodir e Portugal definhará e será um país cada vez mais pobre e cada vez mais velho.[...]O problema é que não basta ser bom na cama. É também preciso rematar ao golo. Para tirar partido em benefício do futuro do país do potencial sexual que alardeamos, é preciso o Governo estimular a procriação, aumentando os subsídios sociais e deduções fiscais ao jovens pais (e garantindo-lhes flexibilidade horária), assegurando uma cobertura nacional de creches e infantários e premiando as empresas que contratem grávidas.» Jorge Fiel

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

ABORTO CONTRACEPTIVO, SUPREMA OBSCENIDADE

Pelos frutos temos conhecido que casta de degenerados foram e são os socratistas. Deles procede a pré-bancarrota e o endividamento sem freios, explosivo, do Estado. Deles procede a Lei do Aborto que rapidamente se converteu em imoralidade máxima, dado ter aberto a porta a que paguemos com os nossos impostos os descuidos e a leviandade das que abortam muito para lá dos períodos estipulados e o fazem repetida e despudoradamente. Deles, desses socratistas brutais e unilaterais, procede a Merdortografia, imposta sem crivo nem prudência a um Povo que já não lia jornais e mal escreve o nome habitualmente, menos se entenderá a si mesmo ortograficamente, até porque esta Ortografia, de tão relativa-duplográfica, passou a Autografia, ao critério dos humores e fígados do freguês. O direito à vida está salvaguardado constitucionalmente, está definido como um dos Direitos Humanos. Os espanhóis já perceberam que a sua lei [lá como cá chamada impropriamente] de IVG, tal como praticada, representou um escabroso retrocesso decadentóide de milénios, quando havia sacrifícios humanos e infanticídios para propiciar os deuses não menos insaciáveis de sangue e morte como hoje o hedonismo e o individualismo estéril e dissipador. Não se trata de voltar a perseguir penalmente milhares e milhares de mulheres, mas de dizer basta de abuso e de subversão das estruturas que deveriam estar exclusivamente ao serviço da vida, aliás recedente em Portugal, e não da morte.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

COMO DESTRUIR A LIDERANÇA DE SEGURO...

... fragilizar a credibilidade do Estado Português junto dos mercados e, fundamentalmente, armar ao pingarelho da sensibilidade social e não sei quê filantrópico de "Esquerda". E depois não se diga que o pessoalzinho pseudoparlamentar socratinizante, órfãos e relíquias do Primadonna, não conspira contra Portugal, não destrói a boa-fé de uma Oposição ciente do seu papel e da sua responsabilidade, não brinca com coisas sérias.

terça-feira, janeiro 17, 2012

PROENÇA DE CARVALHO, DA RETÓRICA PREVENTIVA

Pode aparecer diante mim munido de chupeta e com o olhar mais seráfico do mundo, Daniel Proença de Carvalho não me convence. Se me vierem dizer que é de Direita, eu digo que tem bolsos de ambos os lados das calças. Se me vierem dizer que ele é verdadeiramente de Direita, eu respondo que não gosto do Mefisto das Beiras ou do Minho ou de quem o agarrar. Para mim, DPC, não conta e o que quer que diga, falha o alvo por ser frouxa a credibilidade. Não é alguém cuja intervenção pública promova a decência, mas sim alguém cujo percurso atesta fundamentalmente o venha-a-si comum à Besta Apocalíptica do Estado Português, o chamado Centrão. Não acredito nos que pregam a decência consoante os ventos. Calados quando um princípio de corrosão lavra no exercício do Poder e isso foi a marca d'água do consulado socratesiano, e se arrogam a largos alvitres, quando o mal está feito. O bem comum não pode ter intermitências como tem para os socratistas e para os acordados do longo sono socratista como o amigo Daniel. Não acredito, da parte de ávidos, absolutamente ávidos, quaisquer pronunciamentos a favor da realização plena da liberdade cívica. Dispensa-se a converseta anacrónica dos "verdadeiramente de Esquerda" e dos "verdadeiramente de Direita". Essa merda, na boca desastrosa dos prostitutos de Sócrates e de toda a massa de sôfregos e maquiavélicos equivale a histórias da Carochinha. Não me fodam! Por que motivo vêm agora esses crápulas [que não viam mais nada à frente dos cornos senão a próxima manobra de diversão a atirar aos media] com a coverseta de encher tipo "política de verdade" e no paleio sectário de "democracia"?! Nós, cidadãos, exigimos simples, pura e dura justiça. Não é uma questão de moralismo que ex-governantes paguem por danos ao presente e ao futuro dos Povos a cujo serviço supostamente estiveram. A única tirania portuguesa é a da impunidade dos maus políticos, a única perversão é que se exilem airosamente sem dar cavaco. Não adianta dourar a pílula: ao falarmos José Sócrates estamos a falar de um problema novo na sociedade portuguesa. O ex-primeiro-ministro está muito além, na malícia com que governou e nos danos que causou, do que quaisquer putativos "assassinatos de carácter" insinuem. Vítima de si mesmo e vitimador do País, não há, no cerco cívico que lhe fazem, enquanto laureia a pevide por Paris, qualquer "moralismo" de Esquerda ou de Direita: o trajecto político do Primadonna é negro e repleto de toda a espécie de suspeições mal esclarecidas. Mercê de mecanismos de ocultação e protecção, os factos que o arrolam passam por difamação e calúnia, passam por mero ódio. Mas são simplesmente escrutínio e exigência cívicas. Não se pense, portanto, que quando Proença de Carvalho salta para o areópago a fim de vir defender o seu cliente oficioso Sócrates é neutro. Não é. Se fala do ódio, sentido asco e pesar votados a Sócrates, fala de um problema e de uma funda suspeição na psique colectiva, pois todos percebem nos sofrimentos presentes a malícia deliberada e cega de um homem absolutamente narcísico e mergulhado na mais desastrosa fantasia política até ser tarde de mais para nós e hora, para ele, do exílio impunitário da praxe. Perguntemo-nos por que motivo Sócrates merecer todo o escárnio, toda a rejeição, toda a execrabilidade e se isso tem Esquerda ou Direita e não patenteia, antes, a noção pungente do grau zero da qualidade humana, cívica e técnica nas mais exigentes funções de Estado. Pergunte-se se é possível conduzir um País segundo as lógicas traiçoeiras das concelhias, os pequenos golpes de Estado dos núcleos, as emboscadas e armadilhas da secção partidária?! Pergunte-se por que motivo fomos tantos a execrar José Sócrates e se estávamos todos alucinados ou, pelo contrário, intoxicados de demagogia e culto personalitário. Éramos muitos a rejeitar o circo e a fraude corporizados em Sócrates: Pacheco Pereira, Mário Crespo, Manuela Moura Guedes, Ferreira Leite, José Manuel Fernandes, Eduardo Cintra Torres, Henrique Neto, Manuel Maria Carrilho. O PS, enquanto se não limpar da tralha socratista, da gente mefistofélica socratista, do núcleo de ávidos técnicos socratistas de hipnotismo mediante tácticas de marketing político e treta de adormecer os cidadãos, esse PS não tem futuro, mas um declínio notório, o desaparecimento, o opróbrio, o nada. Mas como pode o PS limpar-se de esse grupúsculo reles de conspiradores?! Será preciso muita coragem. A indecência socratesiana tornou-se Poder. Esse Poder para si mesmo e por si mesmo, num autismo profundo e numa insensibilidade crassa própria dos desígnios fechados num autotelismo de proventos, corrupções e opacidades administrativas. Não haverá decência sem um cabal apuramento de responsabilidades, sem levar à Justiça todos os Isaltinos, todos os Dias Loureiro, todos os Sócrates que vêm agora com o paleio da decência, dos ideais, da pátria e da cidadania. Não convencem. Numa coisa Daniel Proença de Carvalho tem razão, ao dizer isto «... quem governa é o Governo, que tem de ter condições de governabilidade, e que [o PS] se abstenha de uma oposição caótica, descoordenada, nomeadamente no plano da descredibilização da própria política. Nós estamos a pagar um preço caro, porque hoje bem vemos que os portugueses têm pouca fé nos políticos, houve aqui uma descredibilização geral da classe política, e penso que é muito importante que os políticos tenham credibilidade, e tenham autoridade, e possam governar, porque sem isso não podemos sair da situação em que estamos.»: o grupelho de deputados que desautoriza Seguro, fractura a bancada parlamentar do PS, move-o mais esse desmantelamento da liderança socialista que propriamente a iniciativa de submeter o OGE2012 ao Tribunal Constitucional. Mas essa moção também atraiçoa o País, a Hora gravíssima que nos foi deixada em relíquia pela legislatura anterior, e fere as nossas hipóteses de saída do buraco em que estagiamos. Tendo em conta que esses deputados, com Isabel Moreira à cabeça, são de lealdade socratesiana, estamos conversados.

quinta-feira, dezembro 08, 2011

ISABEL MOREIRA OU A ADVOCACIA DO INDEFENSÁVEL

Não, mil vezes não, Isabel. Não nos reduzas a focos de ódio pelo ódio a Sócrates. Nós não odiámos Sócrates durante seis anos. Muito mais que isso: nós abominámos Sócrates por todas as razões por que se tem de abominar o Mal e a Malfeitoria mais Grosseira perpetrada contra um País e um Povo. Enganado e torpedeado de equívocos, esse Povo tinha um Primeiro-Ministro com um esgar perpétuo, um sorriso labial, frio e obsceno, a conduzir-nos até aqui. Fomos constantemente provocados. Os media manipulam, mas Sócrates foi efectivamente uma Praga, uma ofensiva da pedantaria vexatória, deriva esquerdífera, desgovernando à UltraDireita. A Bloga distorce, mas Sócrates foi qualquer coisa de objectivamente daninho e danoso, mesmo através da sua própria bloga mafiosa e denegridora levada a sério pelos Valupi, pelos Câmara Corporativa, pelo circuito vulgaróide e estomacal do Edu Pitta. Os ataques de carácter fazem-se, mas todos os sinais e indícios de crime, de abuso e mau carácter estavam lá, em Sócrates, [escudados por uma PGR devidamente amestrada e pronta para todo o serviço]. Por muito tempo, nós, os que abominámos Sócrates por causa da malícia dos seus actos, da manipulação da sua sôfrega teia propagandesca esmagadora, da sua espessa desonestidade e conflitualidade estéreis, da sua Mentira-em-Gente, por muito tempo estivemos completamente sós, enquanto Passos contemporizava com Sócrates, os comentadores contemporizavam com Sócrates. Tudo o que era vulgar e tinha palanque contemporizou com Sócrates, o 'estadista', o 'caixeiro viajante' incansável, fã de Chico Buarque, amigo de Kadhafi, amante de Chávez. Se havia uma Direita e ela ganhou as últimas eleições, mesmo ela, por muito tempo, contemporizou com o apodrecimento institucional e a laqueação das trompas da verdade chamada Sócrates. Todos os dias, entrava-nos pelas TV «o mentiroso, o corrupto do Sócrates», Isabel. Isto foi assédio puro, Isabel, foi lobotomia, Isabel, tsunami de Sócrates todos, mas todos, absolutamente todos os dias, e a realidade seguindo inexorável uma direcção inteiramente oposta às palavras propagandescas, optimísticas, do palhaço do Sócrates, Isabel. Não há aqui qualquer Direita a viajar para a demência europeia da recessão. Só há recessão cavada pelo delírio e a incompetência e o show off e a vulgaridade, o pior provincianismo possível, a impenitência, o sadismo mais animal sobre professores, Isabel, chamado Merda, chamado Sócrates. O que há é dívida em roda livre semeada e amplificada pelo cio por si mesmo, doentio, masturbatório e surdo, de Sócrates, Isabel. Falas em idiotas-inúteis e toda a gente pensa em Sócrates: hoje estamos a pagar Sócrates, Isabel, o Homem-Dívida, o Grande Endividador de Portugal, o Sumo Endividador Nacional, o Supremo Embuste, por antonomásia. Quando mais acossado e mais aflito com o nosso abominá-lo desde as entranhas, Sócrates chama a Isabel Moreira e Marinho e Pinto para defendê-lo, que é defender o indefensável, alguém sem reputação e sem popularidade senão a enganada e enganosa, alguém que se mitifica e diz algo que o resume tanto quanto se pode resumir Mefisto, a Maria-Rapaz, a Nau Catrineta ou o Diabo: «Eu não quero perder um minuto da minha felicidade no futuro, pensando no que é que poderia ter feito no passado».

quarta-feira, setembro 22, 2010

GAY BELICOSO E VIRIL?

A homossexualidade militar é um dado desde tempos imemoriais. O único problema é falar e assumir isso. Antes de uma batalha contra os Germanos, as legiões Romanas perderiam todo o moral se, no seu discurso motivacional de guerra, o General assumisse uma já consabida ou sobejamente conhecida virilidade invertida muito dele no plano pessoal e íntimo, passe o pleonasmo. No plano militar, há coisas que não encaixam lá muito bem: em militarês, "assumir" está a mais, minha querida e dulcíssima Isabel. Há derrotas piores, mesmo numa sociedade pudibunda como a norte-americana. Beijo.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

ISABEL, A CRASSA INDIFERENTE


O argumentário pro gay marriage de Isabel Moreira, no Jugular, é uma espécie de arte perecível, sujeita ao sol, ao vento e à chuva. Também se reveste de uma pátina que não resiste ao algodão porque há um tipo de piedade e de comiseração demasiado selectivos para serem levados a sério. É por isso que a resposta terá de ser simplesmente radioactiva. Como esta: «Chegou por isso o momento de recordarmos os dois temas que incomodaram pessoalmente a jurista Isabel Moreira nos seus textos do Jugular: foram eles o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a protecção da privacidade do primeiro-ministro, tão enxovalhada pelas magistraturas. Recordemos também que durante a defesa histriónica dos homossexuais que morrem por amor e choram compulsivamente, ou dos governantes que telefonam à canalha da política e dos negócios, a Isabel Moreira se esqueceu de fingir o seu incómodo pessoal perante os nove velhos que morreram em Lisboa, num período de doze horas, expostos ao frio, à fome e ao abandono. Tal como não a vimos incomodar-se com os 170 mil desempregados que não recebem qualquer subsídio, e que talvez chorem compulsivamente (não será convulsivamente, Isabel?) pelas famílias a seu cargo. Recordemos ainda que nada disso a impede de pontificar sobre a indiferença dos outros, dos que não a acompanham em temas tão caros à alegria do povo e ao futuro do país, nem respeitam a sua retórica miserável aplicada ao sofrimento das minorias.» Luís M. Lorge