«As medidas que o Governo concretizou desde que tomou posse causaram efeitos recessivos duros na economia, superiores àqueles que foram antecipados nas previsões oficiais. O ritmo de evolução da actividade não consegue sair do terreno negativo em que mergulhou há vários trimestres e as perspectivas futuras são as de que um regresso ao sinal positivo não trará de volta as taxas exuberantes que marcaram outros tempos em que se cresceu, embora se tenha crescido mal.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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terça-feira, março 19, 2013
quinta-feira, outubro 18, 2012
DA HEMORRÓIDA FISCAL PORTUGUESA
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| «Em 2014, segundo indicam os números incluídos na proposta de Orçamento, as despesas com parcerias público-privadas vão disparar.» |
domingo, outubro 14, 2012
IRRESPONSÁVEL, SENIL, DESPREZÍVEL
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| Quem diria, aos noventa anos, um tal magistério miserável de impudica putrescência. Manifestamente essa bola de hipocrisia e facção é um estorvo a Portugal. |
«Em tempos duros, manter a cabeça fria e cultivar a sensatez é um desafio difícil. Mas é o que se exige a quem está no Governo, na oposição e em cargos de liderança nas organizações que se sentam à mesa que está reservada aos parceiros sociais. Também não podem ficar de fora aquelas figuras de referência que, pelo seu passado e currículo, são apelidadas de senadores, como é o caso de Mário Soares.
Contra aquilo que seria expectável e desejável, o antigo Presidente da República tem-se destacado através de intervenções que não honram as circunstâncias turbulentas e complicadas em que exerceu funções governativas, quando aceitou dar a cara por medidas de ajustamento que justificou com argumentos que o actual Governo não desdenharia. Em três intervenções externas que já foram realizadas em Portugal durante o regime democrático, Mário Soares estava ao leme do poder executivo em duas.
Teve de enfrentar e superar ameaças de bancarrota. Viu-se forçado a estender a mão a quem estivesse disposto a financiar um país de finanças exauridas. Subscreveu, enquanto primeiro-ministro, compromissos que, para serem cumpridos e garantirem que a torneira das ajudas financeiras não se fechariam, colocaram Portugal sob pesados fardos de austeridade.
Entre as muitas personalidades a quem é atribuído o tal estatuto de senador, Mário Soares é aquela que, pela sua experiência em momentos decisivos na História recente de Portugal, mais motivos tem para perceber que, entre a manifestação da crítica e da discordância e o papel de incendiário de serviço, existe a distância que tem de separar o sentido das responsabilidades da mera intriga política.
Caso se some o silêncio cúmplice que protagonizou perante o desastre da governação de José Sócrates às sugestões mais recentes para que Cavaco Silva abra uma crise política em cima da grave crise económica e financeira que o país atravessa, fica claro que o sectarismo e o jogo de finta curta se tornaram nas principais fontes de inspiração de Soares. É pena. Porque é num momento de extremas dificuldades, maiores e mais profundas do que aquelas que o ex-Presidente teve pela frente, que são mais necessárias as vozes com autoridade para ajudarem a estabelecer pontes e mais dispensáveis as que optam por se dedicar a cavar mais fundo as divisões.
O Governo actual contabiliza erros e fracassos. Prometeu ser um campeão na consolidação das finanças públicas através da redução da despesa, mas está a proceder ao mais violento aumento de impostos de que há memória. De outra forma, não conseguiria cumprir metas e assegurar a chegada dos cheques que permitem pagar salários e pensões. Garantiu que reformaria as administrações públicas e que as encolheria para uma dimensão que as famílias e as empresas portuguesas tenham capacidade para pagar, mas corre, mês após mês, atrás de tudo o que possa ser tributado e proporcione mais receitas perante cada sinal de desvio na execução orçamental. E, mesmo sem a mãozinha de Mário Soares, embrulhou-se numa lamentável crise de confiança interna.
Tudo isto é mau. Mas não compreender que o país está condicionado e dependente da confiança que vai conseguindo gerar no exterior é irresponsabilidade ou má fé. Para os credores, uma crise política, com mudança de Governo sem o recurso a eleições, seria um valente tiro no pé. Se Mário Soares não entende isto, para que serve este senador?» João Cândido da Silva
segunda-feira, setembro 24, 2012
ONDE ATACAR O MONSTRO DA DESPESA
«Na página do Facebook, Carlos Moreno deixou algumas sugestões ao Governo a propósito da reunião da concertação social que vai discutir as alternativas às mexidas na taxa social única, tal como foram propostas. É uma lista extensa e coloca o dedo nalgumas das feridas que, se não forem curadas, deixarão Portugal em muito má posição para superar o estado de permanente crise orçamental, vivida em ciclos sucessivos de expansionismo e austeridade que conduziram o país ao poço em que está mergulhado.
O ex-juiz conselheiro do Tribunal de Contas diz que "o Governo devia apresentar e quantificar o montante que, dos 1.300 milhões de euros de rendas a pagar em 2013 às concessionárias de PPP, vai cortar. Devia, também, apresentar e quantificar o montante que em 2013 vai cortar nas rendas excessivas a pagar às produtoras de energia que vivem praticamente em monopólio. Devia apresentar e quantificar o montante que vai cortar em 2013 às fundações, associações, institutos e outras entidades que têm atravessado a crise sem perder um cêntimo".» João Cândido da Silva
quarta-feira, setembro 12, 2012
MAIS DO MESMO
«Há muitos anos, quando António Guterres já só procurava um pretexto digno para se demitir do cargo de primeiro-ministro e passar a pasta a um sucessor qualquer, disse que Portugal só mudaria sob a pressão de um choque externo.
Foi preciso o país ser conduzido até às fronteiras da insolvência para se assistir à chegada de uma oportunidade em que só havia duas escolhas: mudar de caminho ou cair no abismo. Até agora, mudou o abismo. Quanto ao caminho, começa a ser mais do mesmo.» João Cândido da Silva
quarta-feira, agosto 22, 2012
TAP, UTOPIAS E LOUCURAS
«Se o hábito pega, ainda se poderá assistir à gestão da CP a oferecer locomotivas para tentar parar as greves.» João Cândido da Silva
sexta-feira, agosto 17, 2012
LIVRES DAS GRILHETAS DO ANACRONISMO
«Em Novembro próximo, entra em vigor uma nova lei. É mais uma tentativa para superar um entrave à dinamização do ainda anémico e distorcido mercado de arrendamento, situação que, aliada ao dinheiro barato e às facilidades de crédito, levou milhares de famílias a endividarem-se para garantirem um tecto. E é mais uma promessa de que os centros das cidades poderão ser libertados das grilhetas do anacronismo legal para serem reabilitados, com vantagens óbvias para quem neles viva, queira viver ou, simplesmente, pretenda visitar e desfrutar.
Se for eficaz, a nova lei do arrendamento reforçará, a prazo, o carácter de bem transaccionável de que Lisboa, Porto e outras cidades degradadas de Portugal já dispõem. Os inquilinos que vão pagar rendas mais caras podem espernear. Mas será o preço justo a pagar em troca de benefícios para todos.» João Cândido da Silva
quinta-feira, agosto 16, 2012
O CHICOTE DA AUSTERIDADE
«O chicote da austeridade vai manter-se atarefado porque o país tem que pagar as dívidas que contraiu. Se não quisesse discursar durante 40 minutos, Passos Coelho podia ter-se limitado a dizer uma frase como esta.» João Cândido da Silva
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