Os comentadores e os partidos fora do Poder comentam e opinam como se não houvesse Troyka, nem compromissos internacionais assumidos, nem responsabilidades impendendo sobre o Estado Português. Aparece o PS na tal impostura comiserativa por interpostos porta-vozes de Verão, como João Proença ou João Ribeiro ou Eurico Dias, felizes pelo Efeito Labirinto ou Lógica de Curral colocado à acção governativa em matéria de sustentabilidade orçamental e pagabilidade da sobredívida pública. Ora, objectivamente, o TC tem sido um factor de injusta distorção, desigualdade e pressão acrescida sobre os portugueses que trabalham e têm suportado sucessivos aumentos de impostos para alcançar metas estruturais definidas com os Credores. Perante o chumbo do diploma da requalificação, anunciado ontem pelo Tribunal Constitucional, não há como proceder a uma poupança directa de 167 milhões, entre 2013 e 2014, sem ir desenterrar com uma colherzinha de café as alternativas do costume.
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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sexta-feira, agosto 30, 2013
domingo, setembro 23, 2012
PASSOS, PROENÇA E O PARISIENSE
Após anos de rotineiro apagamento e irrelevância, João Proença regressa ao cerne do que possa ser determinante para superar esta Crise enquanto parte digna e construtiva, papel à sua maneira assumido igualmente pelo Fóssil Arménio, que na verdade não tem sido tão fóssil quanto ameaçara inicialmente, ao apresentar agora propostas de bom senso no combate à evasão fiscal e captação de novas receitas fiscais sobre o capital. Contrariando um compromisso de lealdade e negocialidade como princípio irredutível no trabalho social, Passos, com a opacidade da TSU, assemelhou-se ao pior do péssimo Sócrates. João Proença diz o que todos sabem acerca de Diálogo, Lealdade, Fiabilidade, que é tudo o Sócrates não tinha. Passos, pressionado para agir a contento da tranche condicionada pela Troyka, anunciou a Nova TSU sem consultas prévias, sem um acerto de agulhas prévio com os parceiros sociais. Erro de palmatória. Nisso se assemelhou à fuga ao diálogo social de José Sócrates, para quem tudo servia perfeitamente enquanto simulacro de negociação, meios e propaganda para outros inconfessáveis fins. Com Sócrates, tínhamos, pois, um simulacro de diálogo social e mesmo as medidas de carácter laboral e social que foram discutidas e negociadas, foram-no sem verdadeira abertura e construção em comum, pois obedeciam a um princípio que transcendia o diálogo e estava ditado à partida. Paradoxalmente, quando Sócrates «teve pela frente uma grande crise económica» degradou ainda mais o nível de dívida artificializando apoios, investimentos e financiamento que nada e ninguém escrutinou no seu efeito reprodutivo, transformando o Governo-PS numa das maiores torradeiras de dinheiro da Europa, com ajustes directos e mais PPP e a Parque Chular, tudo a bombar luxos, dinheiro à fartazana, festa final sem olhar a gastos. João Proença sabe que foi precisamente por causa dos simulacros e negaças de diálogo e negociação que se gerou um movimento anti-Governo Sócrates na Assembleia da República e na Concertação: não se dialoga com quem espreita, calcula e conspira para desacreditar toda a Oposição, todas as Oposições, ignorando a Sociedade Civil, apenas para seguir a sós e escondido no trabalho devorista e amiguista de sempre. Em tempos de grande crise económica, o Governo Minoritário de José Sócrates fechou-se, simulou negociar coligações, mas quis ser sempre minoritário para, com os mesmos vícios, a mesma opacidade, a mesma gula irresponsável por negócios ruinosos, a mesma politização crassa das finanças públicas, passar diante do eleitorado e da Opinião Pública por falsa vítima, falso coitadinho e injusto acossado dos demais. O tiro saiu-lhe pela culatra. João Proença conhece por dentro a podridão moral do actor político Sócrates, cujos frutos amargos estão à vista e no paladar de todos. Não estaríamos aqui sem a gula pelo Poder a todo o transe de José Sócrates.
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