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sexta-feira, agosto 30, 2013

OS COMISERATIVOS

Os comentadores e os partidos fora do Poder comentam e opinam como se não houvesse Troyka, nem compromissos internacionais assumidos, nem responsabilidades impendendo sobre o Estado Português. Aparece o PS na tal impostura comiserativa por interpostos porta-vozes de Verão, como João Proença ou João Ribeiro ou Eurico Dias, felizes pelo Efeito Labirinto ou Lógica de Curral colocado à acção governativa em matéria de sustentabilidade orçamental e pagabilidade da sobredívida pública. Ora, objectivamente, o TC tem sido um factor de injusta distorção, desigualdade e pressão acrescida sobre os portugueses que trabalham e têm suportado sucessivos aumentos de impostos para alcançar metas estruturais definidas com os Credores. Perante o chumbo do diploma da requalificação, anunciado ontem pelo Tribunal Constitucional, não há como proceder a uma poupança directa de 167 milhões, entre 2013 e 2014, sem ir desenterrar com uma colherzinha de café as alternativas do costume.

domingo, setembro 23, 2012

PASSOS, PROENÇA E O PARISIENSE

Após anos de rotineiro apagamento e irrelevância, João Proença regressa ao cerne do que possa ser determinante para superar esta Crise enquanto parte digna e construtiva, papel à sua maneira assumido igualmente pelo Fóssil Arménio, que na verdade não tem sido tão fóssil quanto ameaçara inicialmente, ao apresentar agora propostas de bom senso no combate à evasão fiscal e captação de novas receitas fiscais sobre o capital. Contrariando um compromisso de lealdade e negocialidade como princípio irredutível no trabalho social, Passos, com a opacidade da TSU, assemelhou-se ao pior do péssimo Sócrates. João Proença diz o que todos sabem acerca de Diálogo, Lealdade, Fiabilidade, que é tudo o Sócrates não tinha. Passos, pressionado para agir a contento da tranche condicionada pela Troyka, anunciou a Nova TSU sem consultas prévias, sem um acerto de agulhas prévio com os parceiros sociais. Erro de palmatória. Nisso se assemelhou à fuga ao diálogo social de José Sócrates, para quem tudo servia perfeitamente enquanto simulacro de negociação, meios e propaganda para outros inconfessáveis fins. Com Sócrates, tínhamos, pois, um simulacro de diálogo social e mesmo as medidas de carácter laboral e social que foram discutidas e negociadas, foram-no sem verdadeira abertura e construção em comum, pois obedeciam a um princípio que transcendia o diálogo e estava ditado à partida. Paradoxalmente, quando Sócrates «teve pela frente uma grande crise económica» degradou ainda mais o nível de dívida artificializando apoios, investimentos e financiamento que nada e ninguém escrutinou no seu efeito reprodutivo, transformando o Governo-PS numa das maiores torradeiras de dinheiro da Europa, com ajustes directos e mais PPP e a Parque Chular, tudo a bombar luxos, dinheiro à fartazana, festa final sem olhar a gastos. João Proença sabe que foi precisamente por causa dos simulacros e negaças de diálogo e negociação que se gerou um movimento anti-Governo Sócrates na Assembleia da República e na Concertação: não se dialoga com quem espreita, calcula e conspira para desacreditar toda a Oposição, todas as Oposições, ignorando a Sociedade Civil, apenas para seguir a sós e escondido no trabalho devorista e amiguista de sempre. Em tempos de grande crise económica, o Governo Minoritário de José Sócrates fechou-se, simulou negociar coligações, mas quis ser sempre minoritário para, com os mesmos vícios, a mesma opacidade, a mesma gula irresponsável por negócios ruinosos, a mesma politização crassa das finanças públicas, passar diante do eleitorado e da Opinião Pública por falsa vítima, falso coitadinho e injusto acossado dos demais. O tiro saiu-lhe pela culatra. João Proença conhece por dentro a podridão moral do actor político Sócrates, cujos frutos amargos estão à vista e no paladar de todos. Não estaríamos aqui sem a gula pelo Poder a todo o transe de José Sócrates.