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quinta-feira, novembro 24, 2011

JOANA

A Joana pousou ontem, na TVI24. E posou também. Enquanto fala com a nítida demonstração de me ter lido, eu costumo ficar pasmado a olhar para ela e já não oiço nada, ocupado com aquela prodigiosa ondulação serpenteante das formas e o gingar de ombros muito dela, maneira maneirista de saber-se boa.

quarta-feira, novembro 23, 2011

MANIFESTOS E BAZÓFIAS DOS RICOS-DE-ESQUERDA

Por que motivo o excitadíssimo Mário Soares com o Sócrates2009, e mesmo Pedro Adão e Silva, completamente excitado e prostrado diante de todo e qualquer Sócrates por todo o tempo do mundo em que Sócrates durava e sorria, hão-de parecer mais gente que eu?! Eu, que ganho quatrocentos euros e pico e uso as pernas para ir trabalhar e regressar exausto de ter ido trabalhar, tenho uma coisa a dizer-lhes: adiram à Caritas Diocesana ou vão para a porta dos hipermercados oferecer saquinhos para o Banco Alimentar. Temos todos de desconfiar redondamente da pena, isto é, da compaixão despesista e infrene dos ricos-de-Esquerda muito dados a manifestos em horas de aperto e à sofreguidão cunhista nas horas do crédito a jorros. Ricos-de-Esquerda, como Soares e o Comentador Adão, não nos evitaram nem nos preveniram a nós, os pobres sem Esquerda nem Direita, do desemprego e dos salários de miséria, a nós, perpétuos esbulhados por cada Governo alternadamente. Não proponho a mesma adesão irónica à Caritas Diocesana à suculenta Joana Amaral Dias nem a Medeiros Ferreira porque são espíritos incomparavelmente mais independentes e desprendidos, quando contrastados com o repetido Soares Pátina-de-Esquerda ou o desastroso e faccioso sôfrego Adãozolas-de-Esquerda. De Vasco Vieira de Almeida-de-Esquerda não digo nada, pois não o conheço de lado nenhum, se bem que funcionem quase todos estes do Manifesto-de-Esquerda como ávidos da máxima, a antena dada a que não se deve olhar o dente. Cansativos cromos repetidos e respectivas proclamações cheias de tusa. Frases esquerdizantes, roubada a casa e falidas as famílias e as pessoas. Consequências Zero-de-Esquerda de manifestos capados, logo num País do cada qual por si. Só palavras-de-Esquerda e prosápia-de-Esquerda. Era de nos pouparem a deprimências e blá-blá de Esquerda, sobretudo por sabermos tão ricos, partidariamente ricos, facciosamente ricos, esses Ricos-de-Esquerda muito dados a manifestos. Não há dinheiro para Greves com consequências nas remunerações miseráveis dos grevistas. Não há condições para a «mobilização dos cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático como forma de combater a crise». É triste, mas quem trabalha já passa mal. Ainda passará pior perante o passarão triste, seco, e pífio dos Manifestos. Gente que acobertou tanta rapina-de-Esquerda... Moderada. Gente que tanto disputou lugares e privilégios-de-Esquerda, dentro do amplo e grosseiro egoísmo de facção que nos trouxe até aqui. Os manifestos de Esquerda são como um apelo à mudança de sexo. Não colhem.

sábado, fevereiro 06, 2010

MANÍACOS DE QUALIDADE

Ora aqui está um livro bem lançado para alcançar a minha coluna jónica deles, tantos!, por ler e reler. Coluna de livros tão suculentos como, em outra escala, a belíssima autora deste Maníacos de Qualidade. Ela que tanto aprecio no amplo espectro de mono-escreventes, mono-comentantes e mono-pensantes na escassa e bafienta praça portuguesa bem guardada por Cérberos e Medusas. Foi na quinta-feira passada. Nunca poderia ter estado lá, no Hospital Miguel Bombarda, pelas 18:30, para o efeito,  mas apenas por meras dificuldades de ubiquidade. Coisa de nada. Espero, Joana, pela devida sequela I e II. É que, dado o momento tremendo no Regime terminal-demencial português, muito teríamos a aprender sobre (I) os Maníacos sem Qualidade, que vociferam alarvidades pelos restaurantes de luxo, assediando redacções de jornais, TVs, pagando balúrdios a blogues anónimos com dinheiros públicos apenas para lançar nas psiques aquela rede de mentiras em duplipensar com que se anestesiam espíritos anafados. Far-nos-ia deleite compreender como se entretecem coitos financeiros com os amigos colocados de charneira na Banca a fim de levar a efeito toda a espécie de entorses ao livre-pensamento e ao livre-opinar. A nossa curiosidade e deleite não cessariam de cevar-se com o (II) Maníacos Inqualificáveis, a mesma gente outra vez. Gente incapaz de vergonha e que supera todos os limites, todas as marcas com actos do mais grave pelas consequências que têm. Se o Governo "tinha" um plano ao mais alto nível para controlar a informação isto tem consequências para a sua credibilidade e a do primeiro-ministro, que fica ainda mais pelas ruas da amargura depois de ter percorrido largas avenidas de indecência. A Joana não se livra da trabalheira que lhe acabo de propor. Quanto ao plano informativo-controleiro do Governo, esse continua intacto pois não consta que alguma coisa se passe ou decorra em conformidade com a pestilência dos factos indesmentíveis.

sábado, janeiro 02, 2010

CÓRTEX FRONTAL

É com entusiasmo que dou as boas-vindas ao novo blogue, Córtex Frontal, de Joana Amaral Dias e de Medeiros Ferreira. Garantidos o carácter e a autenticidade a que nos habituaram.

terça-feira, agosto 04, 2009

JAD NUM PAÍS OBSTIPADO

Fica a sensação de que JAD, o Furacãozinho Parlamentar de 2003, um dia liderará um Partido, um Banco, uma Empresa, uma Farmácia. De momento tem personalidade e independência a mais para seguir a cartilha do Bloco de Esquerda à risca numa obediência sem margem para divergir ou inovar. Podemos perceber-lhe qualidades de disputa de liderança interna a médio prazo nesse partido, pelo que alguém achou melhor conservá-la numa espécie de calusura virtual, longe da Mesa Nacional do BE e do acesso a cargos de representação, factos para os quais o acatamento da militante parece estratégico, dado o crescimento do partido. Joana Amaral Dias tem tempo para um dia fulminar um País saturado de políticos de carreira nula, obstipado País dos lugares políticos cativos, dos cargos vitalícios, das responsabilidades por inerência, sem o mérito da conquista e da competição, onde a mediocridade campeia, assim como o favoritismo e o amiguismo. Pelo menos evidenciou no imbróglio Paulo Campos que não é artigo de mercearia: «Foi precisamente pela porta de um partido, o Bloco, que Joana entrou no Parlamento no início de 2003 para substituir Ana Drago. Lá esteve durante sete meses. O suficiente para se fazer notar na oposição à guerra do Iraque e na denuncia do caso dos nitrofuranos que abalou o ministério da Agricultura tutelado por Sevinate Pinto. "Notava-se que a adrenalina disparava quando ela chegava ao Parlamento. Era um furacãozinho", revela a mesma fonte recordando os posters e cachecóis do Futebol Clube do Porto no gabinete da deputada.»

sábado, agosto 01, 2009

PAULO CAMPOS, TELEFONISTA "ÍNTIMO"

JAD E A TARA DOS CONTACTOS ÍNTIMOS

Efectivamente, ficou muito mal João Campos, secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, quando se quis dar ares de um Casanova do PS, de um Don Giovanni da nomenklatura poderosa daquele partido. Não é à toa que se alardeia "privacidade" e "intimidade" com uma Bela Fêmea e Bela Política com todos os defeitos, menos a falta de Carácter. Pois a aleivosia do secretário de Estado teve troco, danificando a imagem atrevida de agente de um partido siciliano que negoceia até ao pormenor do pernil. Eu, se fosse a Joana, era logo à bordoada que não é nada gratificante privar com transmissores potencialmente infectos com a Doença Venérea da Venalidade e a gripe de uma despudorada Corrupção Moral: «Joana Amaral Dias, militante bloquista, desmente que tenha tido "contactos privados e íntimos" com Paulo Campos, tal como o secretário de Estado tinha afirmado. Contudo, não está incomodada com o convite: "Não fiquei incomodada com o convite (...), mas não faz sentido político para eu aceitar". Joana Amaral Dias acrescenta que "uma rejeição de um lugar de Estado não pesa nem uma pena".»

quarta-feira, julho 29, 2009

BIGODE EXPIATÓRIO

Há sempre um bode ou bigode expiatório menor a actuar com todo o voluntarismo pessoal e "independente" no "diálogo" em nome do Partido e a assumir depois, se preciso for, todo o ónus, tal como Pinho e os Cornos. Paulo Campos, secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, admitiu esse mínimo, se bem que manter «contactos pessoais e privados» seja uma impudica e indiscreta alusão a intimidade e a sexo. A linguagem deveria ser outra. Mais bem escolhida. Eis portanto, um partido com válvulas de escape, caso as coisas negociais não corram bem, que ilibam naturalmente as cúpulas crápulas. O Paulo não supôs por um momento que a coisa poderia dar estrilho?! Não, que a mala estava recheada de argumentos insultuosamente sedutores, só recusáveis por uma fêmea 007 recheada de carácter. Cada vez me convenço mais de que Joana Amaral Dias, fora da cúpula política do BE e ex-deputada desde o incidente Soares, era o engodo lançado ao PS, a ratoeira posta ao PS, o chamariz atirado ao PS. E funcionou: «...segundo a "Visão", Paulo Campos terá dito ter “carta-branca” do secretário-geral do PS, José Sócrates, para escolher um nome para o acompanhar nos três primeiros lugares da lista por Coimbra. E foi nesse pressuposto que decidiu, primeiro, sondar a sua amiga, antiga deputada do Bloco de Esquerda.»

segunda-feira, julho 27, 2009

CARLOS GUERRA SUPERSTAR

Carlos Guerra esteve há poucas semanas no epicentro de um grande espectáculo de profunda dissonância e aldrabice entre Jaime Silva e Sócrates no Parlamento. Foi caricato assistir às declarações aos jornalistas, no Parlamento, de Jaime Silva, que afirmava que ainda iria naquela tarde ouvir Carlos Guerra, gestor do PRODER [Programa de Desenvolvimento Rural], e que em função disso tomaria uma decisão, e precisamente ao mesmo tempo o primeiro-ministro, José Sócrates, a comunicar aos deputados que Carlos Guerra falara já com o ministro da Agricultura «na semana passada imediatamente a seguir ao momento em que fora ouvido pela Polícia Judiciária». Muito teatral e pior ensaiado. Enfim, Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza, é mais um personagem secundário arguido no âmbito do caso Freeport. Agora que tal protagonista mediático reaparece referenciado pelos Media como tendo estado no TCIC, certamente numa vaga Acção de Formação, percebe-se bem que o embaraçoso caso da Sexy Joana Amaral Dias, indiferente a uma suculenta honraria-PS, é matéria que rapidamente cairá no olvido não fosse isto Portugal e todas as disposições preventivas terem sido dispostas. Nunca se viu uma tal convulsão coscuvilheira a abater-se sobre um País entorpecido. Logo a um Domingo: «Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) constituído arguido no caso Freeport, esteve hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), Lisboa, para diligências no âmbito da investigação, disse fonte ligada ao processo.»

domingo, julho 26, 2009

E DESMENTE ESPALHAFATOSAMENTE

Todos os desmentidos são patéticos. Mais patéticos serão se se tornarem frequentes, banais. Para aliciar, seduzir e assediar a sexy JAD para outras campanhas como um Troféu de Caça, a lembrar o 'roubo' falhado pelo FCPorto de um jogador apalavrado ao Benfica, dois ou três telefonemas bastariam com a vantagem de não implicar ter de ver o produto. Por isso, dizer Sócrates que já não vê Joana Amaral Dias há três anos é algum argumento com pés e cabeça?! Este PS subvertido porque socratinizado já não tem capital de fiabilidade e isso é péssimo para a nossa frágil 'democracia'. Houve um tempo em que atribuíamos um módico de verosimilhança aos enunciados de um qualquer membro de este Partido Sôfrego. Hoje, graças ao desastre messiânico grisalho e armaninesco de Sócrates, não lhe atribuimos nenhuma e até menos que nenhuma. Que pode ter o homem praticado para uma tal inaudita deflacção da sua palavra (de honra?) que nem advérbio salvador nenhum lhe mitiga o soar a falso, nem o espalhafatoso "categoricamente"?!: «"Aliás, já não vejo a Joana Amaral Dias há pelo menos três anos", acrescentou o primeiro-ministro. "O que lamento é que um líder político utilize uma falsidade para atacar outro, ainda por cima, insinuando que andamos a traficar influências", criticou. "Utilizar mentiras e usar inverdades para atacar um líder político é uma coisa que não se deve fazer", concluiu.»

ASSIMÉTRICA FACE DE VIEIRA DA SILVA


É triste ver Vieira da Silva, porventura um dos poucos, senão o único, PS "humanizado", mas humanizado por inerência das funções desempenhas, vir atravessar-se na barreira de fogo de todas as Oposições contra José Sócrates o qual, negando ter assediado ou aliciado Joana Amaral Dias com um suculento e irresistível tacho automático num putativo Governo PS futuro, já não goza do menor resquício do benefício da dúvida. Apanhado a mentir tantas vezes, recentemente na mistela PT/Media Capital e no Relatório pseudo-OCDE e em tantas e tantas matérias, como quer que acreditemos em si apenas porque que nega o aliciamento?! Triste e trágico, no meio de tudo isto, é vir um homem como Vieira da Silva dar a assimétrica face por Sócrates, uma vez que muitos desempregados, não todos!, vêem nele uma espécie de patrão simbólico, algo de benévolo e "firme", garante de uns trocos que matam a fome a muitos e às suas famílias pelo menos durante o curto período de quinze dias. Ora, Vieira da Silva, símbolo de tal socorro a milhares de desempregados, deveria saber mais que vir em socorro dos Monopolistas da Mentira. Por muito que lho pedissem, deveria dizer não. Meteram-se nelas, agora façam o favor de se desenrascar. Até porque ao atravessar-se assim faz perigar a confiança de centenas de milhar de desempregados na escassa migalha a que têm direito: «O ministro do Trabalho acusou hoje, no Algarve, o líder do Bloco de Esquerda (BE) de estar a "mentir grosseiramente" sobre o alegado convite a Joana Amaral Dias para integrar as listas do PS nas próximas eleições legislativas.»

SEXY JOANA AMARAL DIAS ASSEDIADA


Ela, a deputada sexy, com o seu estilo contundente e imparável; ela, sempre a abrir a ferida da desonestidade do Partido governamentaleiro e a meter os dedos nela onde quer que seja chamada a falar; ela, ligeiramente petulante, jactante e altiva, mas certeira na crítica a uma gente governamentalesca que pouco mais fez ao longo de estes quatro anos e meio que ir gerindo os seus próprios interesses, os do partido e dos grupos a que estão ligados, ignorando de um modo crasso o Povo, as Pessoas; ela foi a derradeira assediada-aliciada politicamente por onde esse mesmo negacionista PS procurou abrir brechas no outro Partido que o emagrecerá e o engolirá, não tarda. Não é preciso ser-se profeta para perceber que o PS de Ultra-Direita Socratinesco será engolido pelo partido da Esquerda de Luxo, o BE. É uma questão de tempo. Não há dúvida que os efeitos sobre o PS da passagem imperfeita do Zeca Neuras serão devastadores. As feridas são inúmeras. E os sinais de que esta gente procura desesperadamente salvar o couro tornam-se cada vez mais evidentes assim como a sua falta de nível e de classe. As prisões estão demasiados vazias para a grossa culpa milionária de não poucos políticos ávidos e enlameados. É só toda a gente acordar, não pactuar com o Canto de Sereia de esses imorais, e depois votar noutro qualquer sentido: «Foi Francisco Louçã quem acabou por vir em socorro de Joana Amaral Dias, acusando Sócrates de "tráfico de influências", por oferecer cargos de Estado e funções políticas em troca de apoio. "Primeiro ofereceram a Joana Amaral Dias o segundo lugar por Coimbra e depois sugeriram a presidência do IDT - Instituto da Droga e da Toxicodependência ou um cargo no Governo", em contactos feitos nos últimos dias, contou ao PÚBLICO.»

DO ALICIAMENTO AO BRANQUEAMENTO

Há alguns dias, eu, que sou mais um desempregado engendrado pelo Sistema Socratinesco de desonestificar e fazer estéril e deserto tudo aquilo em que politicamente toque, sobretudo o opositorzeco blogueano, fui aliciado a deixar de escrever o que bem entendo sobre a situação abominável de Mentira e Falta de Vergonha no País Político Português actual. E a deixá-lo em troca nem sei de que coisa ambígua revestida de ironia. Evidentemente que não posso renunciar à minha natureza nem aos meus olhos, mesmo com perdas pessoais, evidentemente, e bem grossas. Por isso resisti como parece que Joana Amaral Dias terá resistido a um assédio e aliciamento nunca vistos neste Estertor Socialista, ao que parece directamente de José Sócrates: «ao ter oferecido à militante bloquista Joana Amaral Dias um lugar de Estado em troca de apoio às listas socialistas para as legislativas e ao insistir em convidá-la para cargos de Estado em troca de um eventual apoio, seja a chefiar um instituto público na área da saúde, seja num qualquer lugar de Governo.». Assim vai o desespero emulsionado de pouca-vergonha em gente capaz de tudo para garantir o sorriso do Poder Imerecido. Nada que não fosse concebível dentro da degradatória e inaudita linha mefisto-maquiavélica a que este pequeno Fausto se têm entregue. Na verdade, este Governo e o seu PM são uma nulidade no que é palpável e essencial: aplicação do QREN (3%), aplicação dos prometidos fundos de combate à Crise (13%). A Oposição feita pelos blogues e pelos fora — Oposição muito além da categorização pífia de Direita e de Esquerda — não se cansa de recordar que o ímpeto reformista do actual Governo foi agressividade e desmoralização infrenes contrabalançadas e atenuadas com propaganda. A Mentira, o Marketing, o Power-Point, as Estatísticas, os Relatórios falsos da OCDE, o Controlo Paquidérmico da Comunicação Social — a enorme fanfarronice e maior ainda soberba do Zé Neuras. Tais acusações são confrontáveis com os factos mais límpidos. O Governo fala na redução do número de funcionários públicos, mas não fala no acréscimo de parasitas na Administração ao serviço redundante de toda a espécie de gabinetes governamentais, criados ab nihilo*, para satisfazer o apetite insaciável das clientelas, não fala nos Observatórios de Empregar Boys e Girls para cruzar os Prada em cima da mesa do gabinete e controlar vagamente o que a bloga nacional pensa de este Executivo, a sua maledicência como último recurso e o seu pessimismo de esbulhados e ignorados das Políticas Desumanas. No programa apresentado em 2005, o PS prometeu menos 75 mil funcionários públicos. Resultado no final de 2008: menos 60 mil. É pouco, pergunta o João Galamba? É de mais, responde a sociedade de todas as falências, esvaziada de verdadadeiro empreendedorismo e de uma economia que absorva mão-de-obra fora do Estado. Sem preparar o País para as consequências sociais de esse corte, o PS cumpre o 'objectivo' mas por alguma razão a despesa corrente do Estado, bem antes da Crise, mesmo assim explode para índices nunca vistos ao que temos de perguntar: para que serve cortar em funcionários públicos, seguindo à risca as recomendações de Bruxelas, se o regime de favorecimento amiguista inter-socialista abocanha todos os recursos de dinheiros públicos e as MegaEmpresas encontram toda a espécie de respaldo priviligiado da parte do Governo, plataforma de caução ou bloqueio aos negócios, a todos os negócios num país minúsculo?! O que é governar? É fazer evadir-se toda a gente jovem do País?! Não é isto governar para o Boneco?! Ufanar-se o João de que "nunca num regime democrático se fez uma redução desta dimensão" é na verdade ufanar-se de um lixo moral. A jactância do sr. Sócrates com o défice é efectivamente criminosa porque para esse défice se efectivar famílias como a minha e pessoas como eu foram injustamente reduzidos à mais extrema miséria, foram encurralados de uma só vez pelo Fisco, pelo Desemprego e por um Cerco de Fumo Fantasioso bem montado enquanto durou a pantomina com que se descreditou o cidadão professor, o cidadão enfermeiro, o cidadão polícia, o cidadão juiz. Nunca se puniu tanto português comum, nunca se desmoralizou tanta gente de uma só vez, nunca a emigração portuguesa disparou com tanto fulgor para quase toda a parte, Angola, Europa, Grande Moscovo, nunca a treta governamentalesca mais impudica grassou livre e sem censura pois grande é o desânimo e ainda maior a anomia. Novamente, entre os simplexianos, o João Galamba é mais um que não viveu no mesmo país de carências e misérias em que habitei nos últimos quatro anos e meio, em parte por razões meramente políticas dentro de essa malícia dicotómica que fez, por exemplo, com que o sr. Sócrates processasse João Miguel Tavares, José Manuel Fernandes, Paulo Ferreira, Cristina Ferreira e o jornal Público e amasse um Daniel Proença de Carvalho ou um José Miguel Júdice, estrídulos apoiantes de esse Asinus Aureus. No terreno houve quem fizesse outro tanto com infinitos portugueses mais e com nulo estrilho mediático.
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