Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Coelho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jorge Coelho. Mostrar todas as mensagens

domingo, março 17, 2013

SEXTA, QUANDO GASPAR SE DEMITIU

Fui dos que, perante a converseta técnico-trágica de Gaspar, na última Sexta-feira, entendeu tratar-se aquilo de uma despedida, como se subliminarmente estivesse a dizer: «A realidade é esta. Estou por tudo. Façam como e o que quiserem. Demitam-me, se forem capazes e capazes de fazer melhor que isto. Demitam-me e o País fará um mergulho a pique na confiança dos mercados: é em mim que o eixo imperial Berlim-Bruxelas confia. Mas demitam-me, vá lá. Alguém, por favor. E verão a roleta russa em que se metem e ao País.» Além disso, vimos uma curiosa divergência esquizofrénica de análises. Para a Troyka, estamos no bom caminho. Para o Governo, o Presidente, a Sociedade, as Oposições, mediante cada porta-voz dos Partidos, estamos no túmulo que diligentemente fomos cavando, sendo transversal e unânime que o Ministério das Finanças-Troyka fracassou, por excesso hirto de teoria e incompetência política na interacção com gente concreta. As previsões deste são preventivamente negras antes que possam ser contrariadas milagrosamente pela realidade ou confirmadas por ela: segundo Gaspar, a recessão depois da previsão de um ligeiro aumento de 1% poderá afinal acrescer num aumento de 0,3%, num cúmulo de de 2,3%. No meio do caminho, a grande pedra do Desemprego. Depois disto, já só falta que uma crise política estale grave e inelutável, coisa que já se fareja dos Partidos do Costume, mas também do PS, mal se vê Jorge Coelho, depois de ter feito vida e enriquecido no seu salto de Regime, da Governação para a MotaEngil, a perorar daquela forma repleta de calor, testosterona, impostura e perdigotos, contra a linha neoliberal que a Europa e o Governo preconizam para o Continente e Portugal, respectivamente. Ó visionário! Cavaco Silva continua a ser vaiado e a ter aquele tipo razão antes do tempo que dá vontade de esbofetear até que acorde: peso morto do Regime antes, durante e enquanto decorrer esta Via Sacra colectiva de desesperança e tristeza, corresponsável por este comunitário e nacional dar com os burros na água pela mão de políticos cretinos e inimputáveis. A porta está aberta para o cavar mais fundo do nosso sofrimento, mas com o PS a surgir resplandecente e virginal, substituindo a demagogia do optimismo socratesiano, que era saque sectarista e piromania com dinheiro público através do Poder, pela demagogia do Outro Caminho que, em boa verdade, não existe [Hollande não o segue, ninguém o pratica] a não ser nas cabeças de merda de Seguro e dos outros coveiros e vacas que riem. Partidos, décadas de Partidos, puta que os pariu a todos. Reformem-se ou desapareçam.

segunda-feira, outubro 31, 2011

OS ZZZZZZ COMOVENTES DE COELHO

Bem pode o antigo ministro das Obras Públicas Jorge Coelho declarar a comovente renúncia à subvenção vitalícia que começou a receber há dois anos, no valor de 2400 euros mensais, que o Zé Povoléu já começou a pensar noutra coisa: como reaver para o erário os milhares de milhões da corrupção política, prémios comissionistas por bons serviços contra o Estado e a favor dos amigos do Privado, desviados para offshores

quinta-feira, janeiro 14, 2010

AMIZADES LIBIDINOSAS

«Ambos trabalham agora na Mota-Engil.» Pois. Parece é que sempre trabalharam no arame. Isto são umas atrás das outras.

ONDE HÁ COELHO HÁ FOGO

Onze anos é muito tempo para tanto fumo e tanto fogo. Jorge Coelho e Luís Parreirão são constituídos arguidos, mas pelo menos Coelho está tranquilo. Diz que não é nada com ele e as buscas à Câmara e à CAP, estando em causa 4,5 milhões de euros que a autarquia deveria ter transferido para o CNEMA, não lhe dizem respeito: nem está envolvido no caso nem o projecto tem a sua assinatura. Sim, porque nestas coisas de projectos e sumiços de dinheiros uma assinatura faz toda a diferença. Depois de Vieira da Silva e a sua abusiva politização partidarizante do trabalho policial e justiciário com o Face Oculta, o que pensar da matéria que envolva figuras gradas do PS?! Cabala! Valha que a MotaEngil não passa sem Coelho. Mais um caso Bicudo!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

DOIS DA VIDA AIRADA


Tudo indica que quando, em Portugal, a política se cruza
em alta velocidade com os negócios, o despiste da ética
e da recta intenção é quase uma certeza:
os políticos colocam o dinheiro nestes buracos de esperteza saloia
e prejuízo grosseiro para o Estado Português,
e depois nunca mais se interessam
em saber por que formas ele, o seu dinheiro, cresce.
lkj
Como se costuma dizer, fecham conveniente e vergonhosamente os olhos.
Por causa disto, falar-se-á a partir de hoje da Valor Alternativo
e da Valor Alcântara associados esconsamente a Jorge Coelho e a Dias Loureiro,
os quais, já sabemos, comportar-se-ão nisto, é de prever
e temos calo de o constatar nesta república das bananas, como Constâncio,
isto é, não sabiam de, não viram, não ouviram absolutamente nada.
São só accionistas. Vão fingir com extrema compunção a inocência
e nós vamos fingir amarelamente que acreditamos nela.

domingo, abril 06, 2008

JORGE COELHO: HÁ MUUUNTA FALTA DE DECÊNCIA NA POLÍTICA E NOS POLÍTICOS


a nomeação do ex-ministro socialista Jorge Coelho
para a presidência da construtora Mota Engil, insistindo na necessidade
de um período de dez anos de incompatibilidade entre funções públicas e privadas.
lkj
"Não podemos confiar em políticos com apetite.
Enriquecer não é a regra para a decisão política,
mas o cuidado da coisa pública", declarou em conferência de imprensa
o coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã.
lkj
Falando no final da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda
- o órgão máximo desta força política entre congressos -,
Francisco Louçã referiu-se à nomeação do ex-ministro socialista Jorge Coelho
para a presidência da empresa de construção Mota Engil.
lkj
"Na administração da Mota-Engil há dois ex-ministros
[Jorge Coelho e Valente de Oliveira] e um ex-secretário de Estado [Luís Parreirão]
e, por isso, o Bloco de Esquerda dá inteira razão [ao ex-dirigente socialista] João Cravinho quando diz que é inaceitável
que quem concedeu o exercício do monopólio para a construção
e exploração de obras públicas tenha depois cargos de direcção na execução
desses mesmos monopólios", sustentou.
lkj
Para o líder do Bloco de Esquerda, a transferência de Jorge Coelho
para a presidência da Mota-Engil, sobretudo em virtude do passado político
e das funções ministeriais que foram exercidas por este dirigente socialista,
"não é séria".
lkjljlkj
"Era o que faltava que um dia destes alguém nos viesse dizer
que quem se mete com a Mota-Engil leva.
A Mota-Engil e outras grandes empresas têm levado o que querem:
ganham os concursos, têm a construção das auto-estradas,
têm a construção das pontes e depois têm à sua frente
os ex-ministros que contribuíram para algumas dessas decisões.
É preciso decência", acrescentou.
çlk
Na perspectiva do líder do Bloco,
para evitar que se repitam casos destes no futuro,
"tem de haver uma separação clara entre o acto de decidir
(que é mandatado pelos eleitores) e o negócio
(que é mandatado pela vantagem exclusiva dos accionistas)".
Além do caso de Jorge Coelho, Francisco Louçã referiu-se ainda
à situação do ex-deputado e ex-ministro socialista Pina Moura
"que saiu do Parlamento
quando já era "o principal representante dos interesses da Iberdrola em Portugal,
chegando depois à administração de um grande grupo de comunicação social".
"Este convívio entre os grandes interesses empresariais
e o seu apetite por ex-ministros é absolutamente espantoso.
É preciso que não se confie em políticos com apetite,
porque a política tem que se reger por regras de transparência absoluta", disse.
lkj
Segundo o dirigente máximo do Bloco de Esquerda,
a sua força política vai "reforçar a sua defesa em relação a uma anterior proposta
impondo que, quem está num cargo de Governo,
não pode exercer funções de interesse privado
no sector que tutelou durante um período longo, de dez anos".