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segunda-feira, agosto 10, 2015

OS ANIMAIS DO ANIMAL

Onde está o Crime? Os animais do Animal dizem que crime é que o Ministério Público, sob a direcção de Joana Marques Vidal, supostamente divulgue informação sigilosa com a cumplicidade de jornalistas e meios de comunicação social que putativamente lucram com essa actividade. No Brasil, por exemplo e pelo contrário, tudo se divulga, todos os factos atinentes aos processos, como por exemplo a Operação Lava Jato que se intercecciona intimamente com a Operação Marquês. Já os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais imputados ao Animal passam ao lado e faz-se de conta que não são o busílis. Que ao Animal se imputem os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais isso é actividade difamatória e caluniosa a par de determinadas informações reveladas que visam influenciar politicamente a opinião pública. Os animais do Animal seguem raivosos e não seguros.

Os animais do Animal andam aflitos, dizem-se vítimas da Justiça em ano eleitoral, em pré-campanha e a poucos meses de eleições legislativas por intermédio do Correio da Manhã e da Sábado, que os vitima, e do que por lá se ventila e divulga. Para eles, o problema é a procuradora-geral da República que não lida com o assunto como lidavam Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Sim, animais do Animal, só no final do processo é que se saberá quantas das informações reveladas na imprensa estavam mesmo na posse da Justiça, ainda que se saiba perfeitamente pelas peças processuais tornadas públicas que o que foi aparecendo pode perfeitamente constar textualmente das teses da acusação, mas isto faz todo o sentido, tendo em conta a gravidade dos actos imputados ao ex-PM, animais do Animal. O Estado de Direito em Portugal ressurge das cinzas porque não há nem pode haver abébias no lidar com o Animal dos animais, ó animais. A verdade dói, mas é a verdade: a decência e da Constituição, o fim da impunidade, a caça sem quartel a políticos corruptos, ultramanhosos e daninhos a milhões de portugueses, ex-governantes socialistas delinquentes inveterados criminalizados, a oligarquia mafiosa que medrou maligna sobretudo entre 2005 e 2011, mas que vem de antes, muito antes, a exemplaridade da Justiça para com o cidadão Sócrates, multisujo, o qual acumulava com ser ex-secretário-geral do PS e ex-primeiro-ministro: o Regime regenera-se e limpa-se de caudilhos negros e negras bestas, menos de Soares, cuja verdade toda que nos devorou presente e futuro talvez só transborde vergonhosamente após o seu passamento.

Sócrates foi o ápice da degradação do Regime e conforme sucede com José Dirceu no Brasil, é  cada vez mais plausível que Sócrates não queira cair sozinho. Sem fontes de rendimento legítimo, recusou a perneira electrónica porque jamais teria liquidez para fazer face às suas despesas desproporcionadas. Mesmo preso, perturbou, insultou, aviltou,  a Justiça em qualquer oportunidade que os Media lhe outorgaram para evacuar a fúria. Mais que risco de perturbação de inquérito, o que o País tem são provas de crassa perturbação do processo deste arguido: sabe-se que a qualquer momento outros ex-governantes socialistas, outros Varas e outros Sócrates, poderão vir a ser constituídos arguidos dada a quantidade de suspeitas de corrupção que parecem tanger inúmeros actos governativos dos Governos Sócrates.

O dinheiro de Sócrates à guarda de Santos Silva denuncia o político sem escrúpulos e o cidadão sem amor nem respeito pelos portugueses, comportamento que, uma vez investigados e denunciados, purificam a democracia e refazem a coesão da comunidade: o Estado de Direito afinal tão maltratado, trucidado e espezinhado pelo PS de Sócrates, o de Seguro, o de Costa, está em processo de revigoramento: ninguém se atravessa em defesa de um Louco Absolutista, que cilindrou o pluralismo e a liberdade das mais diversas instâncias e forças vivas nacionais. Ningué. Nem partidos, nem tribunais, nem magistrados, nem organizações cívicas, nem órgãos da imprensa, nem académicos, consideram valer a pena interceder por tamanha inclinação criminosa. Menos ainda um povo civicamente esmagado pelas consequências da pré-bancarrota, atrofiado pelos dictat mediáticos que o poder do dinheiro, com Salgalhado, determinava em agenda, enfoques e tópicos. Pela primeira vez, em quarenta e um anos, o Regime respira Justiça, a impunidade freme, treme, cessa. Mas há, ainda, uma montanha de trabalhos por completar, por muito que os animais do Animal estrebuchem e argumentem com os pés pelas mãos.

quinta-feira, novembro 15, 2012

PAÍS IRRESPIRÁVEL SOB O GÁS DA HIPOCRISIA

Só cegos não vêem que, nos media, o nome de José Sócrates não se pronuncia jamais e ninguém como ele poderia passar por um daqueles burlões que intrujam velhas no interior e se põem a monte com uma maquia considerável, enquanto contemplam de longe os prantos e o desespero dos burlados. Os jornalistas portugueses não pronunciam o nome de José Sócrates, não questionam a sua quota parte maciça de responsabilidade pelos apertos e sacrifícios impostos aos portugueses. Os Marinho e Pinto, os Soares, os Sampaio, as Ana Lourenço, os diabo que os carregue, jamais pronunciam o seu nome e a sua culpa. Qualquer acusação de maldade e desonestidade para com as contas públicas e para com os cidadãos, bomba-relógio deixada para viesse depois, é difamação, não conta, não pesa. Podem ter passado dezasseis meses depois de Sócrates ter saído aparentemente de cena, mas o seu legado pesa e pesará ainda por décadas, para não falar nos montes de merda que falam no Parlamento sem ponta de vergonha na cara, especialmente o populista-anarquista Galamba, o hipócrita absoluto Basílio e todo o esterco associado às malfeitorias do passado. Para tanto bastaram uns anos de desvario e patrulheirismo mediático, com extensa cumplicidade de todos os comentadores com chancela e passe mediático passíveis de suborno moral e avença choruda; muito dinheiro público se escoou através de pagamentos oficiosos a línguas de pau bem industriadas. Os jornalistas encolhem-se, os podres abafaram-se e, hoje, ao menor aceno acusador de estroinice no papel de Primeiro-Ministro, trata-se invariavelmente de assassinato de carácter, cassete eterna que os filhos da puta autores do roubo criaram para si, para se defenderem. O diagnóstico da crise do Euro e da crise económico-social portuguesa não é, portanto, explicável pela acção amplificadora de Sócrates. Explica-se com Cavaco Silva, dizem. Porquê? Por não ter conseguido convencer, em 2009, um impostor minoritário a coligar-se fosse com quem fosse. Mas como poderia o filho da puta coligar-se fosse com quem fosse se todo o fito e toda a safra do PS [como, no Brasil, o PT de José Dirceu] consistia em sugar sozinho Portugal até ao tutano, em fazê-lo depressa e bem, conscientemente, lucidamente, favorecendo os seus, o sistema corrupto Estado dentro do Estado, a sua omertà, até que BES, BCP e BPI dissessem, em Fevereiro de 2011, «Chega, sr. Sócrates! Não vamos comprar mais dívida pública portuguesa a juros estratosféricos! Acabou-se a mama. Acabou-se o jogo do empurra.» Foi aí que o Governo caiu. O resto é PEC IV, conspiração geral, desculpas de mau pagador. Tratava-se de um Governo minoritário, mas minoritário deliberadamente, minoritário pelo seu próprio pé, usando de todas as armas da impostura para se vitimizar à menor oportunidade. A seguir às eleições de 2009, ganhas sob mentiras e falácias, o jogo foi o da inversão do bico ao prego, o engonhar os problemas, dançar o tango com a placidez pachorrenta de Pedro Passos Coelho, hoje tratado abaixo de cão, diminuído em tudo e universalmente tomado por incompetente [neste contexto de tormenta severa?], por ter cão e por não ter, sendo o capataz de Forças Inconfessáveis para um conjunto de transformações forçosas de toda a lógica de organização do Estado, passando pelo recuo do Estado Social. Em Março de 2011, o interesse nacional já havia sido suficientemente fodido por José Sócrates, a nossa soberania estava comprometida e a credibildiade do Governo pelas ruas da amargura. Urgia um golpe de misericórida na Festa Obscena da Dívida, no excesso de auto-estradas, nos luxos infrenes, nos excessos tipo parque-escolar, nas PPP negociadas e comissionadas até às vascas do colapso. Não havia nenhum desgaste ou boicote ao Governo que as relações espinhosas e conflituosas entre Sócrates e Teixeira dos Santos não superassem nas suas lógicas de instrumentalização de números e factos falsos para continuar a boiar-merda à tona do desastre, sempre se alimentam os que sempre se alimentaram do Estado-PS e vivem dele, sem ele não vivendo. Sócrates traiu Portugal, traiu, banalizou enxovalhou Teixeira dos Santos, traiu grosseiramente as gerações presentes e futuras, traiu António José Seguro, minando-lhe a liderança e imbecilizando-o de asno para baixo: os prejuízos materiais, a ruína económica, a degradação da saúde e a devastação moral que depositou no nosso presente não têm paralelo. Sair do buraco é forçoso para todos nós. Não se pode imputar os efeitos de anos de malfeitoria a quem nos estenda hoje uma corda para sair dele. Pois haveremos de sair, ainda que vozes de sereia nos garantam ser ela o baraço da nossa forca. 

quarta-feira, outubro 10, 2012

BRASIL: MENSALÃO CONDENA TRÊS

E poupa um. Lula. Foram três os que foram condenados, na Terça-feira, por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil no caso "Mensalão". José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram julgados, com mais sete acusados, por causa do desvio de fundos públicos para comprar apoio político no Congresso. Eram homens unha com carne do ex-Presidente Lula da Silva. O socialismo, isto é, toda a forma de apropriação da riqueza para distribui-la pelos membros do gangue e perpetuar-se no poder [Dirceu tinha um projecto totalitário de partido único embrulhado numa capa falsa de democrata] sob o biombo e a protecção que derivam da política tem sido uma tentação tão forte que resulta em esquemas dessa natureza ou de outra: a Europa do Sul confronta-se com o mesmo problema com efeitos terríveis na vida das pessoas comuns em Portugal e Grécia, por enquanto. Dinheiro é poder. Quanto mais dinheiro, mais poder e mais corrupção. Ou por extorsão indigna, via impostos, ou por extorsão directa mediante um circuito bem oleado e funcional nos interstícios da Aristocracia Político-Económica, o cheiro é quase o mesmo. Uma vergonha. A corrupção mata! Mata-nos.