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sábado, agosto 31, 2013

UEFA, ÁRBITROS, TUDO, TODOS

Para além da lógica de um jogo, o mérito, a trave, o poste, o azar, nota-se, a cada final, que Mourinho tem quase tudo contra si. Até Ronaldo, o que é prodigioso. Por outro lado, também se nota que para certos jogadores, como Ribéry, ganhar-lhe parece muito mais importante que ganhar à equipa concreta que o português oriente. Depois de um início de carreira fulgurante, assertivo, esta fase do técnico português denota qualquer coisa como o plano inclinado-descendente da ambição, início talvez da anti-ambição, com a dissolução da velha retórica-picardia enquanto método de perturbação adversária. Isto é Mourinho a ver-se apeado do seu trono para assemelhar-se aos demais cinzentos e ocasionais triunfadores. Ganhar títulos, para a UEFA, está claro, é Pura Política. Política ao serviço de quem pode e tem escala. Política é basicamente um serviço aos negócios. Mourinho sente-se perdido e só, cada vez mais só, neste admirável mundo novo onde é apenas mais um, um que começa a brilhar menos, a perder finais, jogos, embates decisivos. A sede devoradora de vitórias, a âncora das empatias de balneário, o fulgor e a capacidade de seduzir a rapaziada para a ultracompetição está morto ou apenas dormente?!

quarta-feira, junho 05, 2013

O GRANDE VÍRUS DA INSOLÊNCIA

Tão certas como a chuva e a sorte, as verdades, versões e narrativas do Real Madrid, segundo José Mourinho, virão à superfície. Todas. Uma a uma. Curtas. Concisas. Como refrões para impactar mais forte. Cristiano Ronaldo é uma estrela mundial. Nem isso o imuniza eventualmente de apanhar e padecer do grande vírus da insolência e do auto-convencimento de quem nada tem a acrescentar ao que já sabe. Ao mesmo tempo que nos é inspiração, também é humano até nas suas limitações interiores. Mourinho pode ter amargado e mesmo chorado por causa da pior ambiência social e o pior balneário da sua carreira na grande prateleira de primadonnas que é o Real: a cisão no balneário, as cumplicidades e os partidos tomados, explicam uma época tão amarga e sobretudo tão fracassada.

segunda-feira, maio 27, 2013

A MALDIÇÃO MOURINHO

Aposto que José Mourinho sai do Real Madrid com um ódio brutal quanto a certas dimensões humanas e culturais do real-madridismo, da desarmonia nas relações humanas à multiplicidade de vozes e de opiniões, passando pelas conspirações e malevolências. Coentrão também tem queixas desde o princípio. Cristiano, tanto quanto me recordo, na mesmíssima época em que batia todos os recordes de golos, era insultado de filho da puta para cima, em qualquer estádio espanhol e o insulto vinha embrulhado no facto de ser português. Há um desdém essencial na cabeça de um adepto castelhano. Não há nada a fazer. Isto para dizer apenas que o Real, agora quase sem portugueses, pode foder-se à vontade e sem espinhas que não haverá aqui ninguém a sofrer colateralmente. Será até interessante acompanhar a forma como decorrerá a vida desportiva do clube no pós-Mourinho: todos se recordam dos problemas e errâncias do Chelsea e do Inter de Milão no seu pós-Mourinho. À cabeça, a próxima época que já crepita. A vida competitiva do Real pode revelar-se um desastre de fazer corar o mais ufano aspirante à décima. Aposto que este FC Barcelona, acabadinho de contratar outra espécie de Messi, o ex-Peixe, isto é, o ex-Santos FC, Neymar da Silva Santos Júnior, fará da vida do rival de Madrid um pesadelo ainda mais infernal. Oxalá.

segunda-feira, maio 20, 2013

MAU... RINHO

Não estamos habituados a derrotas ou a saídas por baixo. José Mourinho habituou-nos mal. Porém, tem a imensa desculpa de ter passado três anos num clube com vocação para o vedetismo e não para tanto para compromissos competitivos suficientemente sérios. Minado o balneário, Mourinho rebentou a corda muito cedo com quem o minou e o desautorizou a ele. Como em 2013, o Real não ganhou nada, não se esquece nem perdoa nada. De resto, nunca seria fácil ser Português e ter demasiado sucesso por ali. 

sábado, maio 18, 2013

REAL DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL

Na avaliação de uma época atípica, sob a enxurrada passional dos ódios e dos conflitos semeados sem a colheita habitual, Mourinho terá de pesar a razão de fundo para tanto desequilíbrio emocional: feridas, fissuras inauditas abertas com jogadores, com quebras de lealdade e de sigilo de parte a parte. O que surpreende nisto é a gestão violenta e acutilante do português, contra tudo e contra todos, porventura não se iludindo com absolutamente ninguém. No entanto, apostaria todas as minhas fichas no factor 'recomposição da sua equipa técnica'. Ao perder Rui Faria para o FC Porto, época 2013-2014, talvez alguma coisa se fosse perdendo pelo caminho, especialmente foco e liderança. Nunca se sabe. Nunca se saberá?

quarta-feira, maio 08, 2013

MOURINHO E A XENOFOBIA CASTELHANISTA-MADRIDISTA

Mourinho tem sido mal-tratado. Ponto. Muito maltratado. Ninguém imagina o que é a hostilidade preconceituosa contra o português quer da imprensa castelhana, desportiva ou não, quer da parte mais grunha e xenófoba dos adeptos madridistas. Por isso desabafa e tira do peito o que entende dever tirar.

quinta-feira, setembro 20, 2012

ALFONS GODALL, OUTRO MAL-FODIDO DO FUTEBOL

Mourinho é sempre o mesmo, nos festejos e raiva por que sucumba que suscita aos rivais. O Twitter tem sido um instrumento soberbo na revelação do melhor e do pior das nossas emoções e pensamentos vertidos no impulso das palavras, para confirmá-lo basta atentar para o ex-vice-presidente do FC Barcelona, Alfons Godall que, à conta da forma como Mourinho festejou o golo da vitória se atira português no seu Twitter: «É lamentável ver esse psicopata a festejar golos como se fosse um jogador. Deve ser para compensar a frustração de ter sido um péssimo atleta... Nos últimos cinco minutos, e aos trambolhões, a equipa do psicopata salvou os três pontos. Que pena.»

sexta-feira, agosto 31, 2012

sábado, julho 14, 2012

AS LUAS DE ANNA E XAVI

Sim, a vida está muito difícil e uma lua de mel pode ser cara. Como compensar os gastos e fantasias? Enodoar e injuriar Mourinho com base num relato a todos os títulos desproporcionado, já que com ele se cruzaram ou nele fizeram questão de tropeçar e com ele implicar, dentre tantos passageiros. Os tempos que vivemos são parvos. Anna e Xavi já perceberam que ser notícia é fazer dinheiro, mesmo violando a verdade. O assédio à boleia mediática mais miserável pode ser lucrativo, que outra coisa os moveria? Paixão clubística? Veremos.

domingo, abril 29, 2012

GUARDIOLA, A OUTRA FORMA DE CORROER E PICAR

Agora que Guardiola disse adeus ao FC Barcelona convém que os adeptos portugueses do símbolo maior político-desportivo da Catalunha não lhe façam uma espécie de encómio mortuário. Continua vivo e provavelmente trabalhará num outro clube qualquer. Não acho nada que a taciturnidade de Guardiola seja estratégica. Corresponde ao seu modo de ser, o que é muito diferente, e só prestigiou o seu clube tendo em conta os vincados valores colectivos que inculca a todo o seu futebol. Se cada qual é como é, considero tão admirável que se possa ser como Guardiola, um cínico suave, um subtil provocador, um manuseador dos segundos sentidos e dos implícitos e inferências, assim como outros só podem ser como Mourinho, que não esconde o gigantismo do ego e se entrega aos jogos florais da palavra provocadora, performativa, perdendo-se ou encontrando-se na agressividade verbal, pois: «Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar», segundo o Eclesiastes 3, 1-5. A vida pública, afinal é um teatro onde se exacerba a palavra e a imagem, caso contrário pouco lhe resta de modelar ou digno de atenção e de público só terá placidez e sono, autofagia e antítese do que é mediático e público por definição. As polémicas fazem parte da vida. Saber criá-las e matá-las é uma arte. A arte mediática de Guardiola foi, e é, o apagamento e a simplicidade pessoais. Mas não confundamos as coisas — há também beleza na raiva e na ambição feroz de vencer, expressas em conferências de imprensa duras, onde outros as fazem sempre plácidas e modorrentas, fingindo o desapaixonado, quando dentro ardem labaredas de competição, apenas sublimadas por se fica calado. Portanto, não vale a pena beatificar Josep Guardiola i Sala. A palete da vida tem muitas cores. Para quê preferir o cinzento, quando há tanto azul, amarelo e verde?!

domingo, abril 22, 2012

SIMBÓLICO DE CONTRAPOSIÇÃO

Barça-Real: há já algum tempo que isto já não é só futebol. Para extensões portuguesas, passou a ser muito mais que ajustes de contas nacionalistas entre eles-espanhóis. As vitórias do Real Madrid, os títulos que conquiste, por causa dos portugueses que lá estão, passaram a ser a forma que nos faltava para contrapor símbolos fortes e resultados inquestionáveis portugueses ao português, qualquer português, insultado por terras de Espanha. Nenhum outro como Mourinho nem, algumas vezes, como Ronaldo ou Coentrão, foi tão maltratado na imprensa e nos estádios espanhóis! «Ese portugués qué hijo de puta es!», isto é, «Que filho da puta é esse português!» Nem que seja por isso e o que lhe subjaz, serão de menos todos os títulos, triunfos, conquistas, que vierem, enquanto lá estiverem. É para que los perros saibam quanto respeito nos devem somada à lembrança difícil porque chauvinista de que, quer queiram quer não, existimos.

terça-feira, abril 03, 2012

COMO ESPICAÇAR A SELECÇÃO DE PAULO BENTO?

Ter Mourinho a dizer uma coisa saudavelmente insolente como esta: «E ser, dentro de alguns anos, o primeiro a ganhar alguma coisa com a selecção portuguesa.» Pode Paulo Bento agradecer esta farpa desafiadora porque se for Bento a ganhar pela primeira vez alguma coisa com a Selecção Portuguesa, Mourinho poderá aspirar a ser o segundo a ganhar alguma coisa com ela. Seria mágico.

domingo, abril 01, 2012

REAL MOURINHO EN EL REYNO DE NAVARRA

«El portugués optó por Granero y Albiol de inicio y quedó muy contento con su apuesta: "Cada jugador que he llamado a jugar, siempre responde. No era un partido fácil y los dos han respondido. Es la fuerza del grupo. Estamos encantados de que el partido haya salido bien, y más porque les ha salido muy bien a ellos.» El Mundo

quinta-feira, março 29, 2012

DO JUÍZO DÚCTIL NO FUTEBOLÊS

Além do endeusamento universal da equipa do FC Barcelona que induz à indulgente cegueira ou ao duplo juízo, o vício de chorar perante arbitragens tornou-se, na sua admissão ou rejeição, qualquer coisa de tão flexível ou dúctil como as pernas da contorcionista chinesa que lhe embrulham o tórax. Se for o FC Porto a protestar com as arbitragens com demonstrações milimétricas em vídeo, ui que não se admite e tal. Se for Mourinho, pelo Real Madrid, a denunciar, como um guerreiro, roubos, a gritar aqui d'el-Rei quando as arbitragens fazem serviços sujos, é mediatismo do conflito e também não pode. Neste mundo, só o Benfica e o FC Barcelona podem dizer o que quiserem e como quiserem das arbitragens. Jorge Jesus, por exemplo, já superou os limites da decência algumas vezes. Mas nada aconteceu. O Sporting não conta. Demasiado a história do menino e do lobo. 

domingo, janeiro 29, 2012

«AFINAL, MOURINHO TAMBÉM ESCUTA O MADRIDISMO»

«Mourinho optou por fazer o que foi visto como uma concessão à sensibilidade do balneário e, claro, dos adeptos: juntou Kaká e Ozil na mesma equipa e montou uma estratégia coerente, equilibrada, mas ao mesmo tempo ambiciosa. Com isso, mostrou que, afinal, também escuta o madridismo. Mas, ao mesmo tempo, mostrou que não se deixa intimidar totalmente, ao manter a titularidade de Pepe, perante o que parecia ser a vontade de boa parte dos dirigentes...» Bruno Prata

segunda-feira, janeiro 23, 2012

AUTOPROFECIAS DE MOURINHO

É em certo sentido paradoxal que os adeptos do Real não percebam ser o FC Barcelona sob Guardiola uma equipa virtualmente intransponível, uma máquina de cilindrar adversários. Talvez somente no Céu, entre Anjos, Santos e demais bem-aventurados, se jogue com semelhante perfeição indisputável. Qualquer posse de bola a roçar os 70% é pura insolência desportiva, e nada mais que humilhação do adversário. Por isso, quando Mourinho diz que talvez um dia responda [aos assobios injustos] e os adeptos fiquem tristes, tal represente o prazer especial que passará a ter em ganhar ao Real Madrid quando estiver ao serviço de uma qualquer outra equipa: «Aqui já assobiaram Zidane e Ronaldo e Cristiano Ronaldo. Por que razão é que eu não posso ser assobiado?! Não é problema meu. Zidane respondeu com futebol e os outros, Ronaldo e Cristiano, também. Pode ser que um dia eu responda e eles fiquem tristes. No Chelsea seria difícil de aceitar os assobios, mas num sítio onde assobiam os grandes, quem sou eu para não dizer nada?! Não nasci madridista. Sou um profissional que trabalha para o clube. É a primeira vez que sou líder com cinco pontos de vantagem. Estamos nos oitavos-de-final da Champions e, se formos eliminados da Taça do Rei, não será pelo Alcorcón.» José Mourinho