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quinta-feira, abril 04, 2013

20 EUROS AJUDAVA, FILHOS DA PUTA!

Afinal, há tanto filho da puta que pode ajudar-nos.
A vida corre-lhes bem. Bem de mais.
Até parecem imortais.
Se foste [e és] ladrão à pala da Política; se edificaste um Banco Corrupto pela escada instantânea da Política ou assinaste PPP à vista da parede e do fim da linha; e engordaste o teu acervo familiar de bens de toda a sorte; e escondeste do Fisco e da Sociedade desonestos milhões em offshores; e cevaste a tua conta bancária sem produzir um parafuso [com a zelosa energia, a estrénua capacidade de trabalho e os contactos, cumplicidades e compromissos de um Relvas ou de um Lello], apenas bafejado pela lassidão do Regime, protegido pelo laxismo da Justiça; se foste um mega-comissionista da Política e enriqueceste ilicitamente, podes ajudar-me, filho da puta.

terça-feira, setembro 11, 2012

MEDITAÇÃO LAVÁVEL

Há-de vir um dia em que todos os intrujões magnos do Roubo Com Estilo não poderão alegar questões de saúde na hora de expiarem dentro, mas mesmo dentro, longos anos de vertigem e de dolo. A lista começa a ser infinita. Quanto mais roubados, mais sedentos e esfomeados de Justiça? Não os portugueses. Passo os 366 dias possível de um ano a pensar e a escrever sobre isto. Outros passam igual número de dias a suavizar a realidade. Puta que os pariu!

segunda-feira, maio 21, 2012

O COIO

Toda a história recente de Duarte Lima vem dar esperança aos que desejam um Estado de Direito efectivo em Portugal. Seria fantástico rebentar com o coio dos habituais fortes que em conluio com Políticos e Venais da Justiça coleccionam milhões subtraídos ao Fisco, encaminham-nos para offshores, traficam influências, compram-se e vendem-se as consciências e a lealdade devida ao Corpo Nacional, traído e espezinhado. Riem-se da miséria porque no-la a vampirizam. O que se deve gritar é isto: deixem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz. Dêem-lhe sossego, isto é, ponham, por exemplo, um Marinho e Pinto no caralho, em pousio dos media, impedido de perturbar com a habitual sofreguidão inconsequente em voz de catarro, impedido de agoirar. Chega de sugestões poeira para os olhos. Basta de bojardas selectivas, que nunca incluem a insuportabilidade dos ladrões sorridentes acoitados em Paris. Chega de meter o bedelho farronca e de espingardar à toa. Já basta a falta de nível contra a Ministra da Justiça, coisa inédita e insuportável. Lima levanta o véu sobre um coio de impunes que pode ser uma surpresa tentacular. É, pelo menos, um começo de conversa contra os que precisam de uma boa e competente caçada, alguns sem Partido nem Loja, outros com demasiada Loja e excessivo Partido-Merda. Veremos a quantidade de pescado que a língua cedente de Lima nos fará, sociedade civil, capturar, se entretanto não forem lançados escolhos e baixios no caminho natural da Verdade. Há tanto cabrão especioso, pedantóide e excelentíssimo que agora pode começar a tremer. É precisamente esse coio que, temo-lo visto, o Pitosga Monteiro protege e o Minorca Noronha guarda com zelo, epítomes de uma Pocilga AntiDemocrática porque de castas, que é o Regime. Se deixarem o juiz Carlos Alexandre trabalhar em paz, pode ser que ele exerça a sua função judicial com a severidade que se impõe, sem peias. Às alimárias da ganância seria preferível prisão preventiva às pulseiras electrónicas ou aos atestados médicos manhosos, como o de Oliveira e Costa. Mas enfim, menos mal. As polícias e o Ministério Público não podem ter respeitos humanos e nem sensibilidade aos milhões que atafulham os cus venais de tantos advogados de topo em serviço de eternos impunes. Nada de dar descanso e tempo para manobrar aos perpétuos isentos da Justiça [digo-o eu, ano após ano cercado de Fisco como Penélope de Pretendentes: todos os anos a minha suposta dívida fiscal e os seus prodigiosos juros recomeçam iguais porque não posso abatê-los senão parcialmente e com os reembolsos do IRS, pelo que a coisa recomeça como uma maldição viciosa, tipicamente portuguesa no sentido chulo da palavra e do Regime.]! Chega de manobras e pressões! Prosperem muitos e muitas capazes da isenção e da coragem de Carlos Alexandre, e Portugal voltará a ser respirável. Temos muito monte de merda por caçar a fim de que os nossos filhos tenham hipóteses no futuro. O coio é sempre o mesmo e vive das mesmíssimas cumplicidades de coio. Temos o coio do filho da puta parisiense, esse esqueleto charlatão vaidoso posto em sossego, absolvido pelos media das suas múltiplas comissões em negócios ruinosos ao País. Temos o coio de muitos e muitas dedicados aos seus Abortos de Esquerda Moderada e Orgias de Esquerda Moderada com Cocaína de Esquerda Moderada, demasiado frequentadores de Restaurantes Chiques de Esquerda Moderada com o Dinheiro do Saque sem ponta de moderação. Dinheiro que era meu e era vosso, meus caros co-encornados.

terça-feira, maio 26, 2009

OLIVEIRA E COSTA DEPOJADO E HUMANO

Não consigo tirar os olhos do Canal ARtv. Oliveira e Costa, recentemente convertido confesso ao prazer do ócio e da leitura, diverte-me e até me seduz a uma franca compaixão. Diante da Comissão de Inquérito ao Sistema Bancário, tem, obviamente, muita coisa para contar, ainda oculta imenso, e tem saídas muito cómicas, como um avozinho reencontrado no essencial, com uma sabedoria de última hora. Num um misto de sinceridade e de cinismo, sobre a estratégia, desejos e cobiças em Joaquim Coimbra a certa altura interroga-se com graça: «Para que quer ele tanto dinheiro? Vai morrer e deixa cá tudo. Às tantas apanha um Karma e numa reincarnação qualquer ainda terá de sofrer muito.» O Oliveira e Costa que se dispõe a falar está leve. Já se libertou do vício do trabalho. Ainda pode arrasar imensa reputação precária, mas fazê-lo num registo leve, com um divertido sorriso igualmente morituro no rosto.

BPN: JOAQUINS DE PERDIÇÃO

A leitura exaustiva na Comissão de Inquérito Parlamentar, por Oliveira e Costa, de uma versão da sequência de eventos dentro do BPN-SLN até ao facto consumado da nacionalização como aparente último recurso, castiga fortemente a ideoneidade de um grupo de quatro accionistas, incluindo Joaquim Coimbra e Joaquim Nunes, que de urdidura em urdidura queriam desmembrar o grupo em seu proveito. Para além de tudo o que se puder acrescentar para preencher o puzzle-BPN e organizar o labirinto-BPN de toda esta questão danosa para o País, fica a sensação de que Oliveira e Costa está demasiado só nos calabouços de uma prisão preventiva ainda simbólica de mais para ser levada a sério. Dias Loureiro acumula razões para ter vergonha, desautorizado por todos e por todos acusado de mentir, como agora por Oliveira e Costa, é mais um que dos que em Portugal não se mancam e cuja consciência gelatinosa está num ponto sem retorno: «O ex-presidente do BPN, José Oliveira e Costa, está a explicar, na comissão de inquérito parlamentar, por que razão o banco nunca foi vendido a uma entidade estrangeira, alegadamente por acção de "um grupo de 10 accionistas que conscientemente manipularam factos para fazer abortar a venda do grupo."» O depoiimento de Oliveira e Costa sobre Dias Loureiro tem ironia e chove no molhado reforçando uma imagem bem vincada na opinião pública tanto quanto uma ideia sobre alguém pode ficar gravada na nossa psique colectiva: «Oliveira Costa disse que o antigo ministro tem uma "problemática do ego" e que as declarações que prestou na comissão de inquérito "correspondem ao modelo que Dias Loureiro idealizou ser o seu papel na SLN, que tem uma forte componente heróica". O ex-banqueiro disse ainda que Dias Loureiro "suportou a sua versão [sobre a reunião no BdP] numa descarada deslealdade".»

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

RESNOSTRA, NOME CANINO


1. No País em que nenhuma surpresa nos surpreende e em que rigorosamente tudo pode acontecer, fica a saber-se que o ex-presidente do BPN Oliveira e Costa encerrou a empresa Resnostra, que tinha sede na garagem da casa onde reside, em Lisboa, vinte e dois dias depois de ter entrado em prisão preventiva, segundo indicam documentos a que a Lusa teve acesso. Oliveira e Costa constituiu a 30 de Junho de 2008 a Resnostra Investimentos Lda, com sede na garagem do edifício da Av. Pedro Álvares Cabral, onde o ex-presidente do Banco Português de Negócios (BPN) foi detido a 20 de Novembro, segundo dados da Coface, empresa de seguros de crédito e de informação sobre empresas. Resnostra, à letra, quer dizer 'Coisa Nossa', Cosa Nostra. Até com apodos de nojo, de crime, de exclusivismo homicida, confluem os horrorosos desígnios devoristas dentro do BPN e entre os seus actores mais ou menos ocultos, graças aos quais, venha quem vier, preciosos recursos à nossa economia já terão sido capturados e perdidos no Buraco ainda sem um Fundo que se possa precisar exactamente. Oliveira e Costa não deveria estar só na sua prisão preventiva a partir da qual afinal opera com a liberdade e o despudor com que aparentemente sempre operou.
lkj
2. À vista desarmada, a "recusa reiterada" do Banco de Portugal (BdP) em divulgar documentação sobre o BPN à comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do banco só faz alastrar o manto de suspeição sobre a inoperância negligente e deliberada da supervisão. De tal recusa resultará que os deputados decidam se requerem judicialmente o levantamento do dever de sigilo bancário. O assunto foi abordado na terça-feira pelo deputado comunista Honório Novo antes do início dos trabalhos e a presidente da comissão, Maria de Belém Roseira, remeteu para o próximo encontro a sua discussão. Mas, segundo revelaram ao Público fontes parlamentares, a discussão não é nova e motivou há algumas semanas o envio de um ofício ao BdP em que a comissão disse querer ver levantado o dever de sigilo. Caso para questionar: para que servem as comissões de inquérito parlamentar se ou se vêem por sistema desautorizadas ou simplesmente não parecem exercer suficiente força persuasiva para melhor devassa dos factos?! E no entanto é bem melhor que nada.

sexta-feira, novembro 21, 2008

EXPIAÇÃO DO BODE, A MÁFIA POR TRÁS


A convicção geral é a de que Oliveira e Costa rapidamente será transformado
numa espécie de Vale e Azevedo novo, de esta vez mais magro e com menos saúde,
pequena rã que vem agarrada ao dedo da Justiça, nele se concentrando
o ónus de tudo e nele começando e acabando, como num resumo humano,
toda a suposta massa de indivíduos na sombra corrupta e criminosa
que peja de bloqueio e opacidade o nosso sistema infrademocrático
nos seus circuitos anónimos de dinheiro sujo.
lkj
Muito ajudaria que na verdade fossem ouvidos em sede parlamentar
os que o desejam e os que para o efeito forem devidamente convocados.
Pelo menos assim esse manto de suspeição e de meias-verdades
por momentos aparentaria menor espessura.