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segunda-feira, agosto 10, 2015

OS ANIMAIS DO ANIMAL

Onde está o Crime? Os animais do Animal dizem que crime é que o Ministério Público, sob a direcção de Joana Marques Vidal, supostamente divulgue informação sigilosa com a cumplicidade de jornalistas e meios de comunicação social que putativamente lucram com essa actividade. No Brasil, por exemplo e pelo contrário, tudo se divulga, todos os factos atinentes aos processos, como por exemplo a Operação Lava Jato que se intercecciona intimamente com a Operação Marquês. Já os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais imputados ao Animal passam ao lado e faz-se de conta que não são o busílis. Que ao Animal se imputem os crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais isso é actividade difamatória e caluniosa a par de determinadas informações reveladas que visam influenciar politicamente a opinião pública. Os animais do Animal seguem raivosos e não seguros.

Os animais do Animal andam aflitos, dizem-se vítimas da Justiça em ano eleitoral, em pré-campanha e a poucos meses de eleições legislativas por intermédio do Correio da Manhã e da Sábado, que os vitima, e do que por lá se ventila e divulga. Para eles, o problema é a procuradora-geral da República que não lida com o assunto como lidavam Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento. Sim, animais do Animal, só no final do processo é que se saberá quantas das informações reveladas na imprensa estavam mesmo na posse da Justiça, ainda que se saiba perfeitamente pelas peças processuais tornadas públicas que o que foi aparecendo pode perfeitamente constar textualmente das teses da acusação, mas isto faz todo o sentido, tendo em conta a gravidade dos actos imputados ao ex-PM, animais do Animal. O Estado de Direito em Portugal ressurge das cinzas porque não há nem pode haver abébias no lidar com o Animal dos animais, ó animais. A verdade dói, mas é a verdade: a decência e da Constituição, o fim da impunidade, a caça sem quartel a políticos corruptos, ultramanhosos e daninhos a milhões de portugueses, ex-governantes socialistas delinquentes inveterados criminalizados, a oligarquia mafiosa que medrou maligna sobretudo entre 2005 e 2011, mas que vem de antes, muito antes, a exemplaridade da Justiça para com o cidadão Sócrates, multisujo, o qual acumulava com ser ex-secretário-geral do PS e ex-primeiro-ministro: o Regime regenera-se e limpa-se de caudilhos negros e negras bestas, menos de Soares, cuja verdade toda que nos devorou presente e futuro talvez só transborde vergonhosamente após o seu passamento.

Sócrates foi o ápice da degradação do Regime e conforme sucede com José Dirceu no Brasil, é  cada vez mais plausível que Sócrates não queira cair sozinho. Sem fontes de rendimento legítimo, recusou a perneira electrónica porque jamais teria liquidez para fazer face às suas despesas desproporcionadas. Mesmo preso, perturbou, insultou, aviltou,  a Justiça em qualquer oportunidade que os Media lhe outorgaram para evacuar a fúria. Mais que risco de perturbação de inquérito, o que o País tem são provas de crassa perturbação do processo deste arguido: sabe-se que a qualquer momento outros ex-governantes socialistas, outros Varas e outros Sócrates, poderão vir a ser constituídos arguidos dada a quantidade de suspeitas de corrupção que parecem tanger inúmeros actos governativos dos Governos Sócrates.

O dinheiro de Sócrates à guarda de Santos Silva denuncia o político sem escrúpulos e o cidadão sem amor nem respeito pelos portugueses, comportamento que, uma vez investigados e denunciados, purificam a democracia e refazem a coesão da comunidade: o Estado de Direito afinal tão maltratado, trucidado e espezinhado pelo PS de Sócrates, o de Seguro, o de Costa, está em processo de revigoramento: ninguém se atravessa em defesa de um Louco Absolutista, que cilindrou o pluralismo e a liberdade das mais diversas instâncias e forças vivas nacionais. Ningué. Nem partidos, nem tribunais, nem magistrados, nem organizações cívicas, nem órgãos da imprensa, nem académicos, consideram valer a pena interceder por tamanha inclinação criminosa. Menos ainda um povo civicamente esmagado pelas consequências da pré-bancarrota, atrofiado pelos dictat mediáticos que o poder do dinheiro, com Salgalhado, determinava em agenda, enfoques e tópicos. Pela primeira vez, em quarenta e um anos, o Regime respira Justiça, a impunidade freme, treme, cessa. Mas há, ainda, uma montanha de trabalhos por completar, por muito que os animais do Animal estrebuchem e argumentem com os pés pelas mãos.

quinta-feira, junho 11, 2015

TAMBÉM TENHO SAUDADES E MAIS

Última Ceia, Giotto.
1. Não escondo. Não nego. Tenho saudades da minha actividade quotidiana no meu blogue. Para mim, fará sempre sentido escrever num registo menos aforístico e com mais fôlego, quer trabalhando matérias literárias que me apaixonam, quer intervindo, com carácter e vigor, na construção de um País Arejado e Viável. O que determina que não escreva ou o faça muito raramente são dificuldades pragmáticas, prosaicas, que ainda não pude resolver e que se agudizaram para mim a partir de 2012. Tenho fome de escrever. Tenho ânsia de regressar às lides apaixonantes da nossa vida pública portuguesa.

2. A Fé, mergulhar nos Evangelhos, é uma das mais preciosas fontes de Alegria e Integridade. Está lá tudo o que precisamos ser, tudo o que devemos ser para que Deus seja Tudo em nós. O meu sonho de menino é ser exactamente aquele Discípulo Amado, João, que reclina a sua cabeça no amantíssimo peito do Senhor. O Senhor vem. Vigiemos e oremos para que as nossas almotolias da Compaixão e do Amor fundamentados na Fé se não esvaziem. Tudo o mais é poeira. Tudo passa. É preciso amar.

3. José Sócrates que, com a malignidade consabida, capturou uma tóxica atenção mediática por demasiado tempo e por tempo de mais dominou praticamente todos os cordelinhos do Poder, enquanto foi Poder, está final e naturalmente preso, enjaulado com toda a tardia naturalidade. Mesmo preso, estrebucha insolentemente contra os magistrados que lhe autopsiam a gula, o suborno, o acúmulo criminoso de dinheiros comissionista-subornistas, a vida faustosa desproporcionada com os rendimentos, e lhe imputam, por isso mesmo, variados crimes enquanto titular de cargo público. A cada aparição pública, os advogados mostram-se patéticos, igualmente insolentes, ostentando um deles a pose mais javarda que a TV alguma vez já exibiu. Sem surpresa, Vetusto Soares surge, a espaços, bandarilhando a Justiça, personalizando a bandarilha em Carlos Alexandre e Rosário Teixeira, pressionando-os, intimidando-os, perseguindo-os, numa obscena intrusão que radiografa todo um modus operandi com décadas. Nos media, defendem-lhe a toada raivosa os mesmos do costume: Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Nicolau Santos e Pedro Marques Lopes: é muita a poeira e a desfaçatez em defender o indefensável, obnubilando tudo o mais que se sabe. E tudo o mais é insuportável, explicando em boa parte a Derrocada 2011. Defendem-no com a converseta-manobra de diversão da presunção de inocência como se a vasta e densíssima informação de que dispomos fosse Zero, como se não lêssemos as notícias da imprensa escrita e não ouvíssemos nem víssemos as do audiovisual, como se os grossos escândalos em torno de Sócrates e do PS, desde 1974, não fossem esmagadores, como se um negro historial de impunidade entre políticos e banqueiros não tivesse medrado no Regime, consolidando-se nele medonhamente, como se nos últimos quarenta anos o puro desprezo pela vida das pessoas e o saque ao Estado não tivessem sido o que sabemos, Governo após Governo, mormente os socialistas, incapazes de zelar pelo Futuro porque inteiramente devotados ao devorismo do Presente. Pois enquanto houver Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Nicolau Santos e Pedro Marques Lopes, que defendam o refugo da vida pública e advoguem a escória da práxis política, haverá sempre imensa matéria contra que lutar. O combate continua. É o meu combate. É o teu, leitor. Também se combate a querer saber, a descortinar a verdade.

sábado, novembro 29, 2014

O AMOR A PORTUGAL CEGA-ME DE LUZ

Não abdiquei, nunca abdicarei, da minha Palavra pessoal aqui, nesta minha casa. Acontece que desde há largos meses, acho que há mais de um ano já, vejo-me limitado na expressão larga do meu pensamento e das minhas emoções, apenas por estritas razões técnicas que hei-de ultrapassar. O meu computador pessoal, duramente experimentado ao longo de oito anos de luta pela frescura, renovação e liberdade do Portugal que adoro, não resistiu e não mais me assiste.

Mas parece-me óbvio que a sua "morte" por hyperaquecimento dos circuitos valeu a pena, bem como toda a minha paixão e entrega até hoje e que não mudará de hoje em diante. Há esperança. Há sinais de que a Justiça e a Transparência abrem caminho, crivando as pesadas elites da Banca, dos Media e da Política do joio maligno que as perverte e nos oprime e subjuga desde há mais de quarenta anos. Dado que com um mero telemóvel posso comentar e postar pequenos apontamentos, tenho privilegiado o Forum por excelência de todo o debate, denúncia e partilha nacional dos factos da nossa vida pública, o Facebook. É lá que me podem encontrar mais assíduo.

A todos os meus amigos, declaro desde já que está tudo bem comigo. Estou sereno e vivi serenamente quanto sucedeu nos últimos dias. Parco em festejos e pronunciamentos. Prometo um regresso à intensidade e habitualidade das minhas postagens, mal me veja apetrechado de um novo PC também ele disposto ou capaz de percorrer o meu caminho, de suportar o meu tempo. O tempo e o caminho das minhas lutas de sempre, sob os meus dedos, sob o meu uso. É que o amor a Portugal cega-me de luz. Não posso parar. Não saberia.

terça-feira, abril 08, 2014

SOVAS NA TV

Só-Crash, quando liga o turbo, vai tudo de rojo. O próprio Deus perderia um debate com Só-Crash; Cícero, o famoso tribuno, perderia os debates com Só-Crash; o próprio debate, se fosse gente, perder-se-ia a si mesmo perante Só-Crash. A torção da verdade nas mãos de Só-Crash é um convite a que fique sozinho a macerar, moer, matar, a verdade e os factos porque Só-Crash trata os factos e a verdade como a lavadeira pública trata a roupa: enquanto canta, soca, esmurra e pontapeia a roupa suja. Depois, há uma horda de fãs, cuja consciência foi deliberadamente obscurecida pela fome e sede de facção, que vem aplaudir o processo agressivo e insultuoso de distorcer a verdade e os factos. Só-Crash, se debatesse consigo mesmo, derrotar-se-ia e sovar-se-ia argumentativamente. O homem é um fenómeno para-anormal.

segunda-feira, março 24, 2014

CIRCENSE MÁXIMO

O Show...
Só-Crash voltou a emocionar a Nação. Não temos gladiadores. Nem sempre o futebol excita. Há, por isso mesmo, ainda uma enorme expectativa de que um dia Só-Crash habite uma cela ou tropece nas próprias palavras trapaceiras, no tronco caído na estrada da própria antítese em movimento. Enquanto isso não é possível, enquanto o tempo da cela não chega, o desporto disponível é vê-lo no grande Circo que montou para si: ou a cavalgar póneis, ou a fazer de bailarina no dorso do puro-sangue, ou no trapézio, moça que voa de trapezista em trapezista, ou na figura de palhaço rico ou na figura do palhaço pobre, ou a apresentar a entrada dos leões, ou a fazer de domador de tigres, ou a conduzir uma manada de elefantes ou a ser um desses elefantes. Só-Crash é o espectáculo e pelo espectáculo. Não lhe interessa nada a montanha de famílias que a sua pré-bancarrota arrojou para o vazio e a morte social. Importa somente que o Show tem de continuar, como aliás o Regime que o pariu.

terça-feira, outubro 29, 2013

PERIGO MORTÍFERO EXPLICADO ÀS CRIANCINHAS

«Não sou nem nunca fui adepto de teorias da conspiração. Em 99% dos casos não passam de fantasias delirantes. Por isso, o leitor não inclua por favor a história que vou contar nessa categoria. Quando o Governo nacionalizou o BPN, os accionistas da sociedade, por intermédio de Miguel Cadilhe (que não é propriamente uma pessoa sem credibilidade), tinham acabado de apresentar uma proposta de viabilização do banco. O Governo recusou-a e partiu para a nacionalização, com o argumento de estar a defender as poupanças dos pequenos depositantes. Sabe-se no que aquilo deu. Assim, não é correcto atirar todas as culpas para os accionistas. Estes propuseram-se salvar o banco, o Governo é que não os deixou. Claro que podiam não o ter conseguido. Mas, aí, a responsabilidade seria deles – e o Estado não se teria metido naquela alhada. Recorde-se que, na altura em que o BPN foi nacionalizado, o Governo controlava a CGD (que é pública) e já dominava o BCP, através de Santos Ferreira e Armando Vara, ambos socialistas e próximos de Sócrates, que tinham vindo da Caixa para ali. Simultaneamente, Sócrates mantinha óptimas relações com o BES, dada a sua conhecida boa relação com Ricardo Salgado, que sempre o defendeu (quebrando a distância que mantivera no passado em relação à política). O Banif também era muito vulnerável às pressões governamentais, dada a sua precária situação financeira. Pode pois dizer-se que, com a nacionalização do BPN, o primeiro-ministro passou a ‘controlar’ boa parte da banca portuguesa: controlo directo da Caixa e do BPN, ascendente sobre o BCP, grande proximidade com o BES e neutralidade do Banif. Só verdadeiramente o BPI, liderado pelo irreverente Fernando Ulrich, escapava ao controlo do Governo socialista. E, mesmo assim, Sócrates namorou o chaiman daquele banco, Artur Santos Silva, convidando-o para elevados cargos. Vejamos, agora, o sector dos media. Sócrates controlava directamente o grupo RTP, que é do Estado (e do qual faz parte a RDP). Tinha também bastante influência na Controlinvest, mercê das dívidas deste grupo à banca, sendo do domínio público os telefonemas cúmplices entre José Sócrates e Joaquim Oliveira. E a Controlinvest inclui meios como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, a Máxima e a TSF. Sócrates mantinha também relações estreitas com a Ongoing, de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, detentora do Diário Económico. Entretanto, através da PT, o Governo montou uma operação para comprar o grupo TVI, mandando um emissário a Espanha (Rui Pedro Soares) para tratar do negócio. Este grupo, além da TVI, detém meios como a Lux e a Rádio Comercial. Só fugiam ao controlo do Governo o grupo Impresa, liderado por Balsemão, e o grupo Cofina, de Paulo Fernandes. Mesmo assim, ainda houve uma tentativa de assalto à Impresa por parte da Ongoing. Quanto à Cofina, o Governo conhecia bem a vocação ‘negociante’ de Paulo Fernandes e nunca recearia muitos males vindos daí. Finalmente, José Sócrates fez uma tentativa para fechar o SOL – através precisamente do BCP, que era accionista do jornal. O SOL era um David ao pé de vários Golias, mas irritaria Sócrates precisamente por ser um dos poucos media que ele não controlava. E – recorde-se – foi este jornal que denunciou o caso Freeport, o caso Face Oculta (compra da TVI e tentativa de controlo de outros media) e o caso Tagusparque (apoio eleitoral de Luís Figo). Fica claro, portanto, que houve um momento em que José Sócrates esteve mesmo à beira de dominar ou ter o apoio de importantes meios de três sectores nevrálgicos: – Banca, com a CGD, o BPN, o BCP e o BES; – Comunicação social, com a RTP, a RDP, o DN, a TSF, o JN e a tentativa de compra da TVI ; – Poder político, através do domínio da máquina do Governo e do aparelho do partido, onde não se ouvia uma única voz dissonante. Só hoje, quando olhamos para essa época, percebemos até que ponto estivemos à beira do abismo. Como foi possível permitir que se concentrasse tanto poder nas mãos de um homem psicologicamente tão instável? E como foi possível derrubá-lo? O que derrotou Sócrates, primeiro, foram as contas públicas – que, contrariamente aos outros sectores, ele se revelou incapaz de controlar. Tentou até à última esticar a corda e evitar um Resgate, mas a corda acabou por partir – e isso foi a sua primeira grande derrota. Depois foi a derrota eleitoral. E esta constitui uma homenagem à democracia. A democracia mostrou a sua força ao conseguir apear um homem que, à escala do país, acumulou um enorme poder ‘de facto’. Ele julgar-se-ia quase invencível, mas as urnas derrubaram-no. Por isso, é muito natural que, embora afirme o contrário, hoje odeie a democracia. P.S. – Numa entrevista publicada no fim-de-semana, Sócrates mostrou por que lhe tenho chamado ‘o Vale e Azevedo da política’. Com uma diferença: Vale e Azevedo é mais educado.» José António Saraiva

segunda-feira, outubro 28, 2013

CAMBALHOTAS, CONSPURCAÇÕES E BRANQUEAMENTOS

Portugal volta a estar em perigo por causa da reincidência interventiva de Sócrates na vida pública, tal como a usurpa Soares, outro perturbador pedante, outro arrogante inveterado. O Nojo, afinal, não suportou o período de nojo natural que lhe incumbiria enquanto ex-Primeiro-Ministro. Não nos deu tempo, afinal, para nos livrarmos da pátina de toxicidade petulante da sua desgovernação, dos efeitos de uma gestão com os pés da Coisa e Endividamento Públicos 2005-2011. Temos, pois, que o que há de mais odioso em Sócrates reincide. Sou dos que escrevem e insistem no perigo que a sua majestática deriva narcísica coloca ao País, desde sempre. Se antes foi pela retórica obscena, hostilizadora, pela acção ou inacção dolosas e manhosas, hoje é basicamente pela palavra-atrito com que alveja a um tempo o rival que o apeou do Partido, Seguro, e o rival que o apeou do Governo e que o sucedeu no País, Passos Coelho. Mas também todos os inimigos que fez zelosamente. O odioso em Sócrates não pode ser ignorado, embora nem ele nem o seu entorno imaginem o cansaço, o esgotamento da paciência de milhões de portugueses só com a contemplação fortuita da sua fronha ou a audição casual da sua voz. Muito me surpreende que alguns venham lançar um borrifo de água benta sobre tal reformado da vida pública e pouco mais falte para santificar, sacralizar e inocentar esse narrador e a sua narrativa de saltimbaco político. «A coisa» não deixou de ser a coisa: o vazio ideológico e programático continuam lá disfarçados de abrangência naquela volatilidade à espreita de antena no oportunismo injusto de envenenar e perseguir, segundo o mesmo espírito oco e baixo com que se atafulha de testosterona e ambição mediática uma Casa dos Segredos. O odioso em Sócrates fez-se do cabotinismo ideológico no poder e da desideologização ainda mais perfeita lá. Se hoje se comporta com extremo indecoro e procura armadilhar e perturbar Passos Coelho, um Primeiro-Ministro em exercício, isso compagina-se com a velha malícia, velho estupor e degenerescência dos filhos espirituais e netos de Soares, a quem tudo se tolera e nada, nenhuma intervenção gagá, lhe é negado. Pelo que se vê, se há quem patrocine o regresso de Sócrates à retórica abrasiva e à mentira compulsiva na vida pública é Soares, o que, enquanto alto patrocínio, lhe deve sair caro. Nunca compreenderei como é que seis anos de passeio narcísico possam merecer absolvições e indulgências, tantos os casos justiciários mal ou nada explicados para onde o seu nome resvalou. Poucos políticos sem vida profissional própria ostentaram tanto como ele e se pavoneiam tão descaradamente quanto ele, o que, no estrito plano moral, e tendo em conta a miséria para que milhões de portugueses foram atirados, não deixa dúvidas a ninguém. E se o assunto dos assuntos, em 2010, era o PlayBoy então no Governo, convém recordar de que provocatório e obcecado consigo mesmo foi feita a intervenção pública desse actor literal. É profundamente anormal que se investiguem Primeiros-Ministros em casos sucessivos e todos tenham sido arquivados, sendo os arquivadores amigos e devedores de favores do alvo da matéria arquivada: Pinto Monteiro foi o Procurador Geral Restrito e Privativo de Sócrates. Há portanto uma causa directa para que sobre o hoje Manequim Político das Esquerdas terem abundado notícias de pequenos, médios, monstruosos, casos, de forma tão insistente sem qualquer esclarecimento: nunca um Primeiro-Ministro em Portugal foi tão agressivo como o actual Ayatola das Esquerdas, Sócrates. Nada da sua vida intima, do património da sua família, do seu percurso profissional e académico, na forma como exerceu os seus cargos políticos anteriores foi, depois de escrutinado, esclarecido e, depois de esclarecido, justificado. Nada. Mesmo as escutas ocultas a esse Primeiro-Ministro sem face o País não as chegou a ouvir nem a ouvir com que linguagem chula se referia ao Presidente da República, a Manuela Moura Guedes e ao caminho de falência inexorável para que conduzia o País, última ocasião propícia para aquelas negociatas cujas facturas caem hoje mesmo e amanhã nos Orçamentos de Estado de outros Governos. A verdade é esta: Sócrates, o Viciado em Si Mesmo, vende tantos jornais quanto Liliane Marise. Se gera tantos ódios não é só porque criou todas as condições para a bancarrota de Portugal, coisa agudizada pelo contexto de 2008 e 2010 e que apenas vitimou, excluindo o caso Irlandês, sociedades e democracias carcomidas de corrupção, dano, dolo, avidez e descontrolo, desorçamentação e manipulação mediática, como a Grécia e Portugal. Não, Rato Mickey Daniel Oliveira. O PlayBoy Diletante, na sua pesporrência sapateira, na sua arrogância petulante, na sua aparição quotidiana para qualquer coisa com sorridências para as TV, pôs-se a jeito. Nunca pensei que mesmo Vossa Excelência, Rato Mickey Oliveira, quisesse também ele fazer sua a grande narrativa branqueadora dos sequazes do PlayBoy, como os valupis e o corporações. Não vale a pena. Para entrar em default, ontem e amanhã, bastará ter um País na mão do Partido Chupcialista o tempo suficiente e bastará ter a cúpula corrupta que Soares pariu ao longo das décadas. Não é preciso mais. A Grécia também teve os seus ladrões de banco disfarçados de governantes. Qualquer grego sabe isto. Qualquer português deveria saber por que cargas de água tem estado Portugal tão à mercê de bancarrotas e de que vírus corruptor padece este Regime de glutões e autoridades morais de Esquerda, como Soares e a sua prole moral, Sócrates. Se há diferenças com outros Primeiros-Ministros, Barroso, Guterres ou Cavaco? Infinitas. Nenhum teria tomado decisões financeiras desastrosas diante da parede, na iminência de crash, nenhum teria acelerado mais PPP, mais despesa, mesmo com um Ministro das Finanças, como Teixeira dos Santos, a fazer um braço de ferro contra a fantasia à fartazana de bunker berlinense do SóCrash, os últimos ajustes directos à pala e com o biombo da crise: a Crise das Dívidas Soberanas deram para tudo. Inclusive para piorar o que já era mau de mais. Nenhum daqueles ex-PrimeirosMinistros sucumbiria tão monstruosamente a interesses, tráficos de influências, mentiras, medidas demagógicas e eleitoralistas. Só-Crash foi absolutamente único. Quem vê Só-Crash vê Vara e quem olha para Vara vê em que maus lençóis está metido Portugal para muitos e bons anos. Na escala de videirinhos da política, Soares foi um ás. Sócrates um perito em poker. Portanto, Rato Mikey Daniel Oliveira, o ódio a e o odioso em Mister Boa Vida têm raízes na práxis abjecta e no mau comportamento público, maquiavélico, revelado em crescendo ao longo de seis anos. Por exemplo, se venceu duas vezes as eleições, a última delas foi graças a uma monumental burla dos números do défice, a uma completa armadilha e campanha contra o Presidente, com inversão dos postulados e dos ganhos eleitorais, e ainda com amendoins provisórios para os funcionários públicos. António Costa nunca o teria feito. Rui Moreira e Rui Rio são o contrário disto e a ética que é preciso se sedimente na governação do País. E o que é que hoje verificamos? Que o vilão parece procurar criar uma aura forçada de salvador, coisa a que artigos como o do Rato Daniel Mickey se parecem prestar. Nunca, vendo o que hoje se vê, com a mão de Soares enclavinhada na carótida do Governo e o nervosismo dos parasitas no Aparelho de Estado nos destinos deste Ajustamento Externo, nunca outro Governo, sem a Troyka, poderia afrontar tamanhos interesses instalados e revolucionar as opções económicas e políticas de um País paralisado na capacidade de crescer praticamente desde a Revolução. Rato Mickey Daniel, o Despesista Negociatista Sócrates quis ser uma estrela e fabricar-se reluzente como a merda acabada de evacuar. Para isso investiu balúrdios com dinheiros públicos não só para perseguir e denegrir adversários, com Câmara Corporativa, como para que uma bateria de assessores lhe desses as melhores petas, as melhores palavras oportunistas da hora, o lado mais assim ou assim, dia após dia após dia. Se nem tudo se resume à inegável incompetência de Sócrates, tudo quanto o Regime é capaz ou incapaz se resume com a extraordiária húbris de Sócrates, o topete permanente de Sócrates, a insistência automediatizadora de Sócrates e provavelmente a sobreposição progressiva de Sócrates ao acutal líder do PS, Seguro. A Mentira está sempre em boa forma. E reincide. Este Governo, que é tão mau para o Rato Mickey Oliveira, tem é demasiadas contas para pagar contraídas por outros Governos. Nada mais biombo e útil do que ter surfado a complexidade desta crise para agravar, pelo gigantesco ajuste directo do último chupcialismo socratista, todas condições de vulnerabilização do Estado Português, entre 2010-2011. Manuela Ferreira Leite, a Velha, não parecia alternativa a Sócrates? Seguro não o é a Passos. A Troyka está a impor-nos austeridade, essa austeridade provoca uma revolução na estrutura económica do País, menos dependente de financiamento e mais dependente da capacidade de gerar autonomamente riqueza e captar investimento. Nunca nada ficará exatamente na mesma, especialmente para Funcionários Públicos, reformados e pensionistas, embora haja mais País e mais economia para além deles. Teremos de ter viva a capacidade de ver o que de positivo resulta para o País no atual quadro europeu exigentíssimo, quais as transformações úteis, que nos homologam aos Países mais ricos. Que sinais positivos se observam quotidianamente? Nada disto interessa ao Rato Mickey Oliveira nem à boca merdificante, mal-humorada e pessimista das Esquerdas mais Raivosas. Nada disto interessa às Eminências Pardas do Regime, aos soares e aos pobres diabos do quanto pior, melhor. Nada disto interessa ao raivoso e vingativo Parisiense cuja meta é ver Portugal a colapsar precisamente agora que se encontra na derradeira curva de saída desta puta desta Troyka. Também por isso, o ódio a Sócrates e o odioso em Sócrates são o que são e nascem do que nascem. Para que nos serve quem está sempre do lado do Show da política e não conhece a palavra escondimento, desaparecimento para não atrapalhar e não emerdar a nossa vida já suficientemente penosa?! Só um charlatão nos venderia a ideia de que, após ter destruído tudo, poderia salvar e solver tudo e fazer diferente. Diferente como quem, pelo amor de Deus e à espera de quem?! Diferente de Hollande e a sua pressão fiscal ultrapesada?! Não sou de Direita. Sou da Ética. Da ética ainda que politicamente tíbia de Rui Rio, da Ética de Eanes, cada vez mais próximo da honestidade básica de António Costa, cada vez mais da ética pública que Rui Moreira vai corporizando, apesar de ter sonhado qualquer coisa de mais ágil e mais musculado para o meu Porto. Sou mesmo capaz de uma crítica tão impiedosa à suposta Direita em Portugal, que não conheço [o CDS-PP é uma espécie de socialismo cristão ambíguo e híbrido] quanto à Esquerda Regimental, sórdida e violenta sobre os que a contestam. Àqueles, como o Rato Mickey Daniel, que consideram as novas gerações de Direita particularmente agressivas, conviria recordar-lhe as consequências evidentes do Esquerdismo Excessivo por que se pauta o Desaguisado Constitucional, onde nunca há consenso nos óbices aos Orçamentos, e alguma da Elite Política e Aparelhística que se acoita em Lisboa: são péssimos gestores e ainda piores matemáticos. Se a Nova Direita representasse contas sérias, rigor, disciplina, defendendo Portugal dos Bancarrotas Chupcialistas, teria de ser bem-vinda. E se uma Nova Esquerda [que não conheço senão no que António Costa promete vir a liderar] representasse um desejo de transparência, seriedade e rigor nas Contas Públicas, coisas que o PlayBoy traiu em toda a linha, também seria bem-vinda. Mas as contas da Velha Esquerda são sempre de subtrair e a retórica da Velha Esquerda só conhece direitos, está-se a cagar para os deveres. Fabricou um País Político de Paxás e Pançudos. Olha-se para Almeida Santos, Manuel Alegre e Mário Soares e ficamos a perceber o que é a Velha Esquerda: uma cambada de nababos, de paxás, gente bem confortável na vida, acumulando os milhões que o deslizar habitual nos direitos à portuguesa tece. Essa Riqueza do Regime que a Velha Esquerda ostenta não a ostenta o PCP, valha-nos isso, reduto, apesar de tudo, morigerado e coerente dele-Regime. Se, em seis anos, foi criado um cerco de suspeição e um debate quase exclusivamente em torno do carácter do ex-Primeiro-Ministro PlayBoy, não foi somente porque esse Apolo dos valupis e Messias dos corporativos se prestou deliberadamente a isso, mas porque tal deus mediático é de uma estupidez verbal que se dispensa. Não estamos interessados em ninguém anguloso-obsessivo de pretenso centro-esquerda, que confunde coragem política com aventureirismo e desbocamento. Onde alguns avençados da opinião lêem extraordinária capacidade de confronto e combate, só se pode ler verbalismo estéril, vício de boca, mania do palco, esterilidade, psicopatia. Portanto, mesmo que por mera hipótese académica, é um acto inominável e impensável incensar o regresso do PlayBoy Parisiense à política activa, ao politicar forjado por Lula. Para que quer a vida pública portuguesa um homem sem convicções, só com vinganças, político enlouquecido, imprevisível, bon vivant, sempre a meter veneno e a atirar pedras à engrenagem nacional?! Há ainda um papel histórico que lhe pode ser reconhecido: a última e derradeira higiene de desaparecer. Fique lá com esses dinheiros não só de um outlet em Alcochete, mas de todas as comissões decisórias e favoritismos que levam hoje Ricciardi do BES a reapreciar o modo como o Estado Português deva pagar o que deve, no âmbito do monstruoso conluio dessas PPP; favoritismo em crise hoje quando Ricardo Salgado ostenta um ar pesado e compungido por causa da taxa com que este Governo quer taxar a Banca. Somos todo um País, toda uma mole de Direita, de Esquerda, sem Esquerda e sem Direita, com Fome de Ética na Política, que se está a cagar para a ambição imortalista de Sócrates através de uma reedição mais chula de uma vil e gasta omnipresença mediática. Bastou o que bastou e foi mortífero da nossa paz e de parte do nosso futuro colectivo. Se o Daniel Mickey Oliveira não percebe isto, meta explicador.

sexta-feira, outubro 25, 2013

PLAYBOY DE PARIS ENFASTIA MEIO MUNDO

Anthony Hopkins
Eduardo Catroga disse que José Sócrates devia estar definitivamente enterrado
e a ser julgado em tribunal pelos erros de gestão.
Em vez disso anda a pavonear-se
e a fazer-nos perder tempo.

quarta-feira, outubro 23, 2013

SÓCRATES PAGA UM BALÚRDIO A LULA

Sócrates [ou a Fundação Maçónico-Chpupista Soares, ou ambos] pagou o frete discursivo e presencial de Lula, na apresentação do Livro que os valupis escreveram como se fossem Sócrates. Não há elogios grátis. Nem vaidades grátis. 

Estas coisas muito dadas a imposturas e a pronunciamentos ignorantes, falsos e hipócritas, manhosos e pedantes custam muito dinheiro. Situações que permitem a um ex-Presidente de um País Rico, como Lula, dizer umas coisas pouco fundamentadas que nenhum País ou Governo ousa praticar [taxar lucros da banca? Cortar bónus na Banca? Desprezar uma consolidação estrutural de uma economia, fraca ou forte?], custam sempre muito dinheiro. 

Quanto é que Lula custou à Fundação Chulares, às maquias em offshores do Inominável Energúmeno Burlão-Keynesiano? Qual o limite para se suportar tamanha sujidade impune?

terça-feira, outubro 22, 2013

DIAS DE ESTUPOR E BANDALHO

Santana não se deixa abalar. Toda a linguagem maldita e refugo da ralé daquela entrevista rancorosa e raivosa do animal por vacinar lança ainda mais luz sobre um psicopata. Sente-se que retaliar com porcaria vernacular a Direita é não poupar ninguém, nem a Esquerda, mesmo que a Esquerda se console com a baixeza hipócrita do desbocado.

domingo, outubro 20, 2013

DA MAIS ABJECTA ABSOLVIÇÃO DE SI

Admito-o, com a máxima franqueza: Passos e as suas circunstâncias trouxeram-me um curral de desemprego, trouxeram-me cortes selváticos e perversões no que realmente recebo de subsídio de desemprego e é abaixo de miserável, indigno, tornando impossível ser pai, marido, gente. Mas não tenho ódio com que odeie este Governo já sobejamente odiado por ter cão e por não ter, porque sim e porque sim, para além das grilhetas herdadas. Sócrates, com a sua máquina mediática furiosa que debitava treta de entreter vinte e quatro por vinte e quatro horas, sete dias na semana, varria os pobres e a paisagem do real feio para debaixo do tapete nas inaugurações-croquete, nos anúncios repetidos, no optimismo vácuo, na mensagem charlatã e no luxo com que se rodeava e a que se não poupava. Passos atira-nos com o real para cima das costas, em bruto. Sócrates fingia que não havia pobreza nem cada vez mais desempregados. Passos quer evacuar de Portugal o máximo de activos humanos através de uma massiva emigração de corações, braços e cérebros, e porventura matar de inanição desempregados, doentes e pobres com mais doses de abaixo de penúria. Um luxava e fingia. Outro perde cabelo e procede segundo a mais estrita crueza em consonância com a situação das Contas Públicas e o que delas puder salvar. Há um fio condutor a ligá-los e a contrastá-los. Se muitos já não suportam o sucessor, é impossível aturar o antecessor, que destila ressabiamento entrevista após entrevista. A última escarradela aos Portugueses dada pelo ex-primeiro-ministro é a entrevista publicada hoje pelo Expresso. O Absoluto Lamentável vem para se defender, coisa a que se dedica ingloriamente através do pseudo-comentário político na RTP e que ninguém vê para não sofrer mais que no WC, comentário com o qual conspira, treslê e perverte facciosamente a sua vingança contra a Direita que, com o apoio do BE e do PCP, o apeou. Fala da boa vida Paris para nos atirar um camião de desprezo e insulto: «Nem sabia que existiam vidas tão boas.» Mas quis saber e viveu ou vive uma à conta de deliberado desmazelo e má governança. Note-se a linguagem obscena com que reconstitui o período que antecedeu o pedido de assistência financeira internacional, com que diviniza o PEC IV, «mas os filhos da mãe da direita em Portugal deram cabo de uma solução apenas para ganharem uma eleição.»; note-se o desbocadamento com que apoda de «estupor» o ministro das Finanças, Wolgang Shäuble; ou como a Pedro Passos Coelho versão 2011, «para lhe dar conta da situação e dizer que urgia salvar Portugal» como se agora não urgisse salvar Portugal. Não conheço ninguém mais danado acima e para além de tudo pelo redentor ter sido apeado do poder. Veja-se a baixeza com que se refere ao Presidente da República: «Fizeram-me uma malandrice. Pensada a partir de Belém. Foi o momento escolhido para dar cabo do Governo, criar uma crise política e levar-nos a assinar o memorando. Resisti o mais que pude, mas a realidade impôs-se.» Quem lhe mandou resistir à realidade e fabricar uma, aquela que bem quis?! Quanto à nacionalização do BPN, bastam as palavras “não” e “saber” para nos atestar a leviandade sistemática das suas decisões: «não sabia o que aquilo era, o risco sistémico era real e Teixeira dos Santos estava apavorado com esse risco e uma corrida aos bancos». Apavorado contigo, badameco Bardamérdio Sócrates. O Teixeira andava apavorado contigo, pá, com o teu cálculo político para tudo, tu que usaste a merda do BPN para marinar uma Opinião Pública contra a laranjada corrupta, biombo perfeito das porcarias que o teu Governo perpetrou. E ainda dá para filosofar: «Arrependermo-nos é errarmos duas vezes. Posso ser ingénuo, mas nunca me ocorreu que aquilo fosse o que foi», foi o que quiseste que fosse: o Estado-Contribuintes a entrar com a massa e a malta do Bloco Central de Interesses a salvar os seus milhões. Bendita a hora em que insististe num governo minoritário e apostaste na vitimização quando tudo corresse mal e o défice de 2010 explodisse na tua cara de pau como uma bomba de merda. Seis anos a urdir cuidadosamente um estado de coisas putrescente, a fabricar toda a sorte de negociatas, a atirar migalhas aos pobres, cheque-bebé, complemento solidário para idosos, a ser bonzinho, sensível, social, a coleccionar comissões políticas, a assinar PPP e a disfarçar com swap, a fazer merda, a sorrir, a aparecer nos media, a financiar avençados da Opinião e do jornalismo, a colonizar as TV, as SIC de comentadores amigos, caolhos, cobardes, cediços, venais, a plantar opinadores favoráveis “espontâneos” nos fora, no fórum da TSF e em todos os outros. E depois da tempestade perfeita, o resultado natural: «Custou-me os olhos da cara pedir ajuda. A alternativa era o “default”. Assinei. O que é que podia fazer? Já ninguém lá fora dava nada por nós. Foi o que a direita quis, obrigar a pedir a ajuda e o PS assinar o memorando. Ficou como a minha pedra no sapato.» Homem, mas o que é a Direita? O PCP? O BE? Todos os cidadãos escandalizados com os abusos, as traficâncias, as promiscuidades, os berlusconianismos, o absolutismo, a ganadaria chupcialista toda prostrada em Espinho a aclamar-te, com automóveis topo de gama estacionados lá fora?! Essa Direita? Tem vergonha. E a cereja em cima do poio da entrevista, tinha de ser, implicitamente a questão formalista com que hoje o Governo, a Oposição e as forças vivas do País se deparam: salvar Portugal no Euro ou não o salvar por amor da Lei Fundamental ou das leituras bizantinas que o Ratton dela faça?! Submetermo-nos a tempo ao tempo imposto pelos credores ou piorar a nossa cotação mundial e a nossa face, arriscando penalizações incomparavelmente maiores?! Sua Execrância Mansa e Sorrateira doutoriza uma resposta: «A responsabilidade de um político perante a comunidade que o elegeu é o respeito pela Constituição e da lei. A partir do momento em que um traste de um político invoca a razão de Estado para pôr em causa a Constituição e a lei, ele atravessa a minha linha vermelha. Ele não está a defender o estado, está a matá-lo!». Pois, mas no singular caso Português, meu caro Abominável Primadonna Sr. Bancarrota, o que mata o Estado é a Corrupção de Estado, coisa com o 25 de Abril ainda larvar mas que levedou sob o chupcialismo sistémico e as lógicas clientelares que estrangularam as nossas hipóteses de crescimento, realismo nas opções, e uma vida assente na riqueza gerada efectivamente e não num financiamento a escalar anualmente. O que mata o Estado, pá, Neurótico Narrador, é o que se esteja disposto ou não a fazer para abraçar o mundo com as pernas, contentar tudo e todos, especialmente a escandalosa Húbris do BES sobre o cangote geral dos contribuintes, verdadeira OPA à nossa liberdade pelas próximas décadas. Para todos os efeitos, Charlatócrates, nesse tácito e recorrente casamento Governo Chupcialista-BES, tudo foi possível, e foi por essas e por outras que, com os teus galfarros, assassinaste a Face de Portugal, apostando alto nesse teu poker político cretino. E bastou isso para não teres qualquer moral para falar e muito menos para te absolveres. É uma sorte para ti e para os teus sequazes que a impunidade seja o nome do meio do Regime. E uma pena.

sábado, outubro 19, 2013

OS FILHOS DA MÃE DA DIREITA

Para um bom filho da puta, teria sido necessário muito mais que filho da puta e meio, está visto. E é por isso que o PSD não chega. É preciso mais. Mais Povo. É preciso uma Justiça actuante e com coragem: «... mas os filhos da mãe da direita em Portugal deram cabo de uma solução apenas para ganharem uma eleição.» José Sócrates

quinta-feira, outubro 17, 2013

ANDA POR AÍ

José Sócrates em entrevista ao Expresso
Foto de Tiago Miranda.
Troçar dos Portugueses, pelo menos desde 2005: «... O livro será apresentado em Lisboa, a 23 de outubro, por Lula da Silva ("o meu melhor amigo dos tempos da ação política") e Mário Soares. O ex-presidente do Brasil assina o prefácio da obra, que é apoiada pela Fundação Mário Soares, tal como o Expresso noticiou em primeira mão em setembro. Esta é uma edição com a chancela da Babel.»

segunda-feira, setembro 23, 2013

UMA VERGONHA COMENTA OUTRA

Quando o ex-primeiro-ministro José Sócrates defende que se fosse líder do Executivo demitiria o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, devido às informações falsas prestadas ao Parlamento acerca das acções do BPN, isso quer dizer que também se teria demitido de Primeiro-Ministro por ter feito da mentira uma forma de vida?! A Mentira da Licenciatura. A Mentira do Freeport. A Mentira da Mentira. A Mentira por grosso. A Mentira por atacado. A Mentira em Promoção. A Mentira em Saldos. O Espectáculo Demagógico da Mentira e da Conspiração Anti-Portugal Travestida de Comentário. E agora um Livro Mentiroso que se escreve a si mesmo. É o que dá um pluralismo cor-de-merda quando foge para Paris.

segunda-feira, setembro 16, 2013

POEMA EM LINHA RECURVA

Nunca conheci, na imprensa, nas rádios, nas TV, quem tivesse ousado declarar merdífero e impróprio para consumo-comentário o comentador Sócrates. Todos os meus co-bloggers têm sido esquecediços de tudo quanto lhe respeita. E eu, tantas vezes obcecado por ele, tão lindo a dizer coisas com embrulho mariquesco-gay na RTP, eu, tantas vezes insistente em que ele cheira mal e não tem vergonha nem se enxerga, a não ser o penteado artificialmente grisalho ao espelho, lindo, eu, tantas vezes fetichista com ele nu-nádegas por seviciar com ramos de rosas rubras, eu tantas vezes tresandescamente repetitivo contra ele, indesculpavelmente o mesmo acerca dele, eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para escrever sobre outra merda qualquer senão sobre ele, eu, que tantas vezes tenho sido obtuso, direitolas, elitista, nortista, que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das sinceridades orgânicas e viscerais, que tenho sido prolixo, exaustivo, monótono e pesporrente, que por isso mesmo tenho sofrido enxovalhos, escarros, mil dislikes e engolido, que quando não tenho engolido, tenho sido mais ridículo ainda com palavrões e palavronas; eu, que tenho sido cómico às turistas de hostel e às melgas iliteratas, eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos colegas de ócio e vítimas da dívida, eu, que tenho feito vergonhas vocabulares sem me arrepender, poupado dinheiro como um salazarento sem me indulgenciar sequer com uma cerveja, eu, que, quando a hora dos socos surgiu, me tenho inchado de peito para dentro da possibilidade de calçar socos e abandonar sandálias; eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, dos grandes desprezos e grandes condescendências cínicas e invejosas, eu verifico que não tenho par nisto tudo neste merdi-mundo da bloga. Toda a gente que eu penso que conheço e que posta como eu nunca teve uma sanha ridícula anti-Sócrates, nunca postou enxovalhos a Sócrates, nunca lhe radiografou o recurvo carácter nem o imaginou paliativamente num cárcere húmido, com cheiro a mijo, nunca foi senão rei – todos eles reis – na grande bloga abstinente e incapaz de hostilizar o Poli-Indecente Político por antonomásia e por execrável excelência… Quem me dera ouvir de alguém blogger a voz humana no youtube que confessasse não uma tendência anti-Sócrates, mas uma equidistância anti-Sócrates e semi-pró-Passos; que emitisse, não um post arrasador sobre um Crato, mas um post atoleimado e sanguinolento anti-Sócrates! Não, são todos a Suprema Condescendência e Absoluto Olvido, se os leio e postam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi teimoso e militante anti-maçónicos, anti-jacobinos, anti-ateus, anti-mafiosos socialistas no grande antro do Rato? Ó reis, meus irmãos, arre, estou farto de puritanos e beatos laicos! Onde é que há gente na bloga? Então sou só eu que é obcecado e insistente vigiando um caramelo que abraçou Portugal com as pernas e ainda aspira a repetir a inglória proeza abraçando-o como Presidente da República desta terra? Poderão os leitores não os terem lido, podem ter sido encornados pela sintaxe – mas bloggers anti-Sócrates nunca! E eu, que tenho sido obcecado pela matéria socratesiana sem ter sido distraído, como posso eu postar como os meus iguais sem recalcitrar nesta relíquia culposa que ousa comentar lá, onde é imperdoavelmente culpado? Eu, que tenho sido anti-Sócrates, literalmente anti-Sócrates, anti-Sócrates no sentido milimétrico e atrevido da anti-socratice.

sexta-feira, agosto 30, 2013

NAS MÃOS DO MAL

Flamingo at the Beach
Mais um convite para um almoço sorrateiro socratista nas costas do Tó Zé. Se tivessem vergonha, declinariam o convite para almoçar com o Mal. Não se almoça com Gestão Danosa, Dolo Político, Devastação e Saque. Não se almoça com o ultra-comissionismo em negócios de Estado lesivos dos interesses do Estado e chorudos para os amigos, as Construtoras amigas do partido e a Banca do Salgado. Não se almoça com a Vaidade e a Psicopatia desprezivas das gentes, insensíveis a Povo, capazes de lhe legarem tais sofrimentos, tais fomes, tais lágrimas. Não se almoça com a Cabeça perpetradora de actos e decisões sistemáticos anti-contribuintes, rodoPPP, toxiswap. Não se almoça com o grau zero do mau carácter. Não se almoça com o Mal Político e o Malefício Público em forma de gente. Dá-se-lhe ordem de prisão. Só se almoça com a Ganância na Política, com o Lixo Ávido de Poder e com a Sufocação Insidiosa de Adversários Internos e Externos se se for conivente com tudo com que se almoça. Se não se for capaz de uma coluna direita, recta, mas recurvada e servil: «Da lista dos comensais fazem parte, para além de José Sócrates e Manuel Pizarro, Augusto Santos Silva [ASS], ex-ministro da Defesa, Francisco Assis, deputado e ex-líder da bancada parlamentar do PS, Renato Sampaio, deputado e candidato do PS ao Agrupamento de Juntas de Freguesia do Centro Histórico do Porto, Acácio Pinto, deputado pelo círculo eleitoral de Viseu, os presidentes das câmaras de Amarante e de Mangualde, Armindo Abreu e João Azevedo, o antigo vereador da Câmara do Porto Hernâni Gonçalves, entre outros convidados.»

sexta-feira, agosto 23, 2013

CHARADA

Há notícias que são uma verdadeira charada omissa, quando poderiam apor nomes e responsáveis. Ainda mais quando o facto é de suprema gravidade. Importaria saber quem tutelou e promoveu a destruição de documentos. Quem?. Quem, na e acima da Inspecção-Geral de Finanças, autorizou a destruição de documentação produzida em 2008 relativa aos contratos swap, essencial para avaliar o controlo feito à subscrição destes produtos pelas empresas públicas? Por que é que dos oito dossiers necessários para analisar a actuação do organismo em relação à celebração destes derivados, apenas dois não foram eliminados?! Quem na IGF? Quem acima da IGF? Quando? Adivinhem quem. Adivinhem quando.

quarta-feira, agosto 14, 2013

A HONRA E O BOM-NOME DE SUA SUJIDADE

... não resistem às evidências negras de Sua Sujidade. Sua Sujidade fica sempre a rir, mesmo perante factos absolutamente verdadeiros. Mesmo perdendo. São factos. São absolutamente verdadeiros. E não acontece nada a Sua Sujidade. Nunca.

terça-feira, julho 16, 2013

BONECO GALAMBA, VENTRÍLOQUO SÓCRATES

Mas o que é que o agente socratista infiltrado João Galamba haveria de dizer?! Desde muito antes do primeiro minuto, Sócrates mina a frágil liderança de Seguro precisamente com a predisposição de aparecer pela Esquerda [parem de escavar, diz ele] para demolir e vingar-se da Direita que o apeou. Seguro é líder de alguns deputados na bancada parlamentar, líder de quase todos os candidatos autárquicos, porque os escolheu. Mas não é líder de um partido in totum cuja máquina só obedece ao cara-de-cu que a domesticou, Sócrates. Preparem-se. Seguro sai. Sócrates entra. Estamos à beira de uma guerra civil e diante de uma escolha capital.

segunda-feira, julho 15, 2013