A entrevista de Judite a Lorenzo Carvalho foi um acto falhado que evidenciou o declínio de uma profissional. Bem pode tentar ser auto-indulgente que o que nos mostrou foi grave. O tom violentador, judicativo, completamente hipócrita da Judite acendeu em milhares de nós um asco natural pelo papel que a entrevistadora, tantas vezes falando a medo com figurões da finança e da impunidade política, resolveu assumir com um jovem excêntrico, exuberante na riqueza, e demasiado paciente e tolerante perante a insolência intrusiva da pivot. Mas os sinais de decadência em Judite espraiam-se a cada passo, tirando fogachos de atrevimento e laivos de provocação com o Parisiense, no que terá sido o seu canto do cisne ou mais glória vã. Porém, há algo nela — titubeios, interrupções, impaciências, enganos, ignorâncias, gestos esquisitos, esgares esquisitos, tropeços verbais, há muito patentes com Marcelo, com Medina, patentes até quando encara o cameraman —, e que a faz resvalar para o banal a roçar o amadorismo. O que se passa, Judite? É o cansaço, a rotina, o vazio, a ausência de Seara em fêmeas mãos alheias? Alguma coisa será. O que a Judite faz, faz da Judite uma pivot e jornalista abaixo do recomendável, embora no topo da carreira. A entrevista com Lorenzo ajudou-nos simplesmente a flagrar a globalidade do problema, o declínio, sem poder atingir as razões dele. Por que não põe o lugar à disposição e não vai descansar num spa de luxo por uns meses, quiçá anos, até se reencontrar?!
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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segunda-feira, agosto 19, 2013
terça-feira, setembro 18, 2012
ESTADO GERAL DO ROUBO EM PORTUGAL
Ver e ouvir pelo menos mil vezes. Talvez um Povo Lento Amedrontado Encornado, compreenda finalmente que o Estado está Falido. Está Falido para Pensionistas. Está Falido para Funcionários Públicos. Está Falido para mais Educação e mais Saúde. Mas não está Falido para as PPP. Não está Falido para os Parasitas Soares, Júdice, Proença, Tantos e Tantos. Não está Falido para os Amigos. Isto é bem pior que uma Ditadura, cujos rostos e nomes eram aqueles e pronto. Ora foda-se, Portugueses! Ora foda-se, Portugal! E está tudo ligado. Pedro Passos Coelho faz parte do longo rol de coirões, os quais mal se vêem eleitos, logo se fazem esquecidos de Gente, alheados de Povo, sem um pingo de coragem para nos defender com unhas e dentes, e só coragem de nos foder pela máxima medida. Isso é cretino e fácil, não é Pedrinho?!
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segunda-feira, setembro 17, 2012
quinta-feira, agosto 02, 2012
quarta-feira, abril 04, 2012
JUDITE AFRONTA A INDECÊNCIA E A INSANIDADE
Não há meio de Portugal respirar renovado bem longe do mofo que, por exemplo, Noronha do Nascimento representa. A venalidade dos altos magistrados insulta-nos todos os dias, especialmente quando exalam vapores de indecência e de insanidade no chiqueiro malcheiroso com que o socialismo-socratesiano conspurcou o País e, dada a condescendência passista, ainda conspurca. Não resta ninguém, dentre as principais figuras do Estado, que prime pela verdadeira e inexorável independência e nos preste contas a nós, cidadãos sem o poder do dinheiro para as médias e grandes cunhas e os médios e grandes tachos, mas com todo o poder e dever de exigir absoluta seriedade. Noronha do Nascimento, com a sua inconfundível vozinha de quem acabou de respirar hélio, há muito deveria desinfectar as instalações que ainda ocupa.
Recordo, com nojo, a entrevista que deu à RTP, em Fevereiro de 2010, conduzida pela espontânea e magnificamente bem informada Judite de Sousa, bem atenta ao que se escrevia e escreve, denunciava e denuncia nos blogues, especialmente no Portadaloja e no Do Portugal Profundo. Sabia de que extrema venalidade e tendência lesa-pátria o STJ e a PGR haviam sido penetrados pelo baixo socratismo: o que não se faz, meu Deus, pela manutenção dos cargos, pela suavidade de uma carreira sem demasiadas chatices no confronto com a podridão mais evidente, bastando a devida chantagem pragmática?! Noronha varreu o lixo para debaixo do tapete. Pintou Monteiro compactou-o. A vida seguiu como habitualmente. Daí a coragem de macho que Judite manifestou ao disparar-lhe isto: «Sou levada a crer que Sócrates emprenha pelos ouvidos» ou isto «Sócrates é agressivo comigo por causa do meu marido». Na verdade, Judite não inovou nada ao acusar então directamente o presidente do Supremo Tribunal de Justiça de estar a lavar as mãos como Pilatos na questão das escutas que Noronha atabalhoadamente tinha mandado destruir e alguém corajosamente se recusava a cumprir. É preciso ser-se muito Homem para uma mulher acusar, cara a cara, a fraqueza ocultacionista e tendenciosa própria dos fracos, quer dele, presidente do STJ, quer do PGR, ambos impensáveis óbices à Justiça, dada a gravíssima «parcialidade política e negligência». Judite ousou ainda perguntar ao presidente do STJ se ele achava ter condições para continuar a exercer o cargo. [Mulher do Norte, se Judite quiser candidatar-se à presidência da República, tem o meu apoio.] Nessa altura, estávamos já no auge da percepção e alarme extremos da rapina socratina, no auge de uma luta por defender Portugal da desgraça em decurso, ávida por abraçar com as pernas todo o dinheiro inexistente cavando o máximo de dívida pública possível com que se pagasse o máximo de Poder, o máximo de Influência, o máximo de Perfídia possíveis, pelo que nos resultava óbvio o encolhimento amedrontado e cúmplice de uma suposta alta figura do Estado com desempenhos afinal manifestamente baixos. Se tivéssemos Homens lá, onde a Justiça se faz ou adultera, não estaríamos nesta fome cancerosa, nesta desesperante angústia por sair do abismo financeiro.
domingo, fevereiro 05, 2012
JUDITE E O SOCRATISMO-CHANTAGISMO
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| Nicolae Ceausescu, torneiras de ouro no seu palácio, fome e miséria para o Povo. |
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
SITUACIONISMO TELEVISIVO
Deverá ser por uma espécie necessidade fisiológica que José Alberto Carvalho e Judite de Sousa, director e subdirectora da informação do canal público, possam eventualmente mudar-se em breve para a TVI. Quanto mais cedo se descolarem da obediência aos ditames controleiros do socialismo-socratismo, paga aliás a peso de ouro, melhor para eles. Qualquer um procuraria demarcar-se do lixo subliminar nestes anos de Circo e castração rente mediática. Seis anos de silêncios e contemporizações, provendo e promovendo a mentira por omissão, demissão. Seis anos de submissão canina ao situacionismo abafador que o socratimo-socialista promoveu milimetricamente. Nem mil programas laudatórios Prós e Prós, por exemplo, prostrados ao Primadonna e à sua visão estrábica do País, nos salvaram da iminente bancarrota e da necessidade de um prudente pessimismo preventivo. Já agora, para onde se transferirá Fátima Campos Ferreira? Por que não desaparecer nos infinitos arquivos dos abrantes?!
quarta-feira, dezembro 09, 2009
VARA, O ARGUIDO, NA RTP?
Vara, na RTP? Na Grande Entrevista? A justificar-se, em modo coitadinho, com a Judite previamente industriada, talvez, com um arsenal minimalista e delicado de questões preparadas pelo batalhão de assessores de imagem do PM? Eis um sinal dos tempos portugueses! Negro. Quem governa Portugal com um olho cavo e controleiro sobre jornais, blogues, revistas e sobretudo sobre as TVs, deve provavelmente pensar que dobrará uma vez mais o mesmo País ao que quiser. De esta vez à compaixão por Vara, talvez também treinado por aqueles mesmos assessores de luxo, preparado para debitar aquele mesmo argumentário a puxar a lágrima e a sensibilidade compreensiva do público, entre protestos de indignação. Não, o País não se compadecerá com o coitadinhismo ultrajado de Vara, Banqueiro de Ascenção Meteórica no Regime, homem, amigo!, que Sócrates introduziu no Topo da Banca Nacional, forçando-o, como se fosse um Supositório para baixar a febre ao saciar melhor a mais irrefreável e concupiscente cupidez que se aninha no PS. Vara não nos interessa rigorosamente nada. Diz que é inocente? Óptimo para ele. O veredicto político emitido pelos eleitores no passado 27 de Setembro pelos vistos também ilibou politicamente José Sócrates na cabeça de José Sócrates. E agora aparece naturalmente a TV do PM a dar uma mãozinha ilibatória ao arguido. Mas está toda a gente a ver.
terça-feira, setembro 01, 2009
OCASIONAL CALIMERO COM TÁRTARO
Sócrates, na entrevista a Judite de Sousa de esta noite, RTP1, além de exemplificar a "intolerância" de MFL com a exclusão do inefável socratinesco "jovem" Passos das listas e gaguejar outras comparações que o distinguem dela, exibiu um tártaro persistente na dentição mandibular inferior que não abona nada a favor do seu estatuto sexy. Já para não falar nas suas fabulosas ilusões de Ainda-PM ou mesmo no alto conceito de si mesmo manifestamente exagerado. Defender os interesses do PS foi bom, mas está a finar-se. Ser teimoso e obstinado, altamente intolerante e persecutório com quem quer que se lhe oponha, incapaz de integrar o máximo de opiniões complementares possíveis para sintetizar as melhores e mais honestas decisões, deu em nada. Ardiloso, a sua energia não mobiliza. Esmaga e dispersa. Useiro no logro, o seu auto-convencimento é insolência. A sua palavra soa a cínico e a flato. O estilo il Duce não colhe. Medina Carreira não erra quando sugere ser este Governo e este Ainda-PM espalhafatosos e um crime contra o país o estrangulamento futuro pelo endividamente em obras ostentatórias num país mendicante e pelintra porque governado em regime de prolongada fantasia incompetente. Sente-se incompreendido pelos professores e pelos juízes e até tem amigos juízes e juízes no seu Governo, mas já toda a gente compreendeu muito bem a Fera Bestial que habita o Ocasional Calimero. Viu-se. Sócrates ao volante, perigo constante: «Boa parte da entrevista foi de resto marcada por sucessivas críticas a Manuela Ferreira Leite. Sócrates acusou a líder social-democrata de "confundir o país com o partido" a propósito das críticas que esta lhe fez sobre a existência de asfixia democrática em Portugal, exemplificando com o caso de Pedro Passos Coelho que "não está nas listas [do PSD] porque pensa de maneira diferente", o que indicia um afastamento por "delito de opinião".»
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