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quarta-feira, agosto 14, 2013

A HONRA E O BOM-NOME DE SUA SUJIDADE

... não resistem às evidências negras de Sua Sujidade. Sua Sujidade fica sempre a rir, mesmo perante factos absolutamente verdadeiros. Mesmo perdendo. São factos. São absolutamente verdadeiros. E não acontece nada a Sua Sujidade. Nunca.

sexta-feira, outubro 26, 2012

JÁ SÓ FALTAS TU, SÓCRATES!

Quanto mais encalacrado se vê um País, mais a Justiça assume uma feição aplacadora. Simbólica ou não. A Justiça que actua sobre bandalhos de alguma envergadura, no legado merdificado que deixaram, tem o poder raro de nos aplacar. Ainda não em Portugal. Deve estar quase.

segunda-feira, outubro 22, 2012

DA BANCARROTA MORAL DA JUSTIÇA PORTUGUESA

A iminência da Bancarrota Portuguesa é qualquer coisa de original. Porque não se trata de uma iminente bancarrota, mas da soma de várias num mesmo País. Se houver uma falência do Estado Português, ela foi precedida por outras microfalências, instituição a instituição. Na Justiça, por exemplo. A fonte da nossa degenerescência? Os partidos. Especialmente o PS socratista que a prostituiu tão completamente até ao ponto de o mesmo partido emudecer completamente sobre ela hoje: o que há a dizer de uma Coisa que se usa para benefício próprio e prosperidade da omertà do Regime?! O se passa no Ministério Público? O mesmo decadente de sempre. Pinto Monteiro abandona o cargo de Procurador-Geral sob uma aura de protecção aos deslizes e nódoas do Poder Político Socialista e de obstaculização sistemática e ostensiva do Poder Judicial, sempre que este teve nas mãos provas, indícios e sinais que abalassem o Regime pois comprometeriam os seus principais actores. Por mais que os políticos pós 25 de Abril tenham tido contra si processos instaurados, o MP não escapa de uma suspeita muito clara: protecção ostensiva, razão pela qual quase concluiu a olho não ter existido qualquer ilícito criminal em nenhuma delas. Pinto Monteiro foi somente o rosto que se pode dar a uma desgraça anunciada: politizou a sua função e mais não fez que ser socialista, isto é, mero amanuense do desGoverno socialista e respectivos desígnios de devastação e descontrolo do erário. Nenhuma desvantagem eleitoral foi resolvida judicialmente graças a Pinto Monteiro. Os problemas políticos de corrupção e desbragamento no desempenho de funções tem somado e seguido, mesmo com esses partidos reeleitos e reforçados no voto. Também graças a Pinto Monteiro. Os chamados assassinatos de carácter e a cultura da calúnia têm deixado em perfeita paz e sossego todos os assassinados e caluniados que efectivamente roubaram e geriram a coisa pública danosamente, por todos os meios dissimulados ao seu dispor. Porque ser corrupto é também armar-se de todos os recursos da dissimulação e da impenetrabilidade para vir depois eructar, com as costas bem quentes, que não havia provas. O socratismo pariu um tipo insólito de discurso e comportamento que passa pela defesa canina da naturalidade e legitimidade do roubo e do saque dos seus, transmutando-se em fervoroso defensor do Estado de Direito e da decência nos casos fora da respectiva facção. É uma doença moral que ainda lavra e explica a Morte do Actual Regime Português. O que temos tido é a politização consumada da Justiça, sobretudo na defesa de quem está a tirar máximo proveito dela-Política, e a desjudicialização da política, com evidentes vantagens no enriquecimento ilícito e numa percepção aguda do estado de impunidade à sombra do que o socialismo socratista conduziu toda a sua actuação. Perante os danos causados à sustentabilidade do Estado Português pelos dois últimos Governos Socratistas, esboroa-se o poder PSD-CDS-PP consignado no Parlamento, esboroa-se a autoridade suposta no Governo PSD-CDS-PP e dissolve-se o magistério, último recurso, da Presidência da República. O PS está em todo o lado e domina tudo. Ainda. O seu último Governo apodreceu por causa da obstinação em fantasia e do abafamento da liberdade interna a qual escassa e pontualmente se insurgia perante comportamentos horrendos com os recursos públicos. O caso Freeport, por exemplo, poucos danos causou às pretensões socialistas nas eleições 2009, que foram ganhas através da mentira quanto ao Défice, da ocultação do problema da Dívida; foram ganhas mediante a perfídia, a impostura dos aumentos na função pública e a baixa fraudulenta do IVA. O Regime resume-se bem na acção de sufocamento da verdade exercida pelo poder socratista, uma vez que as múltiplas negociatas e os múltiplos arranjos Construtoras-Banca-Governo comprometeram gravemente as nossas vidas e a nossa economia sem vozes contra de maior. Um Estado destruído pela corrupção condena os nossos bens, dinheiro, saúde, esperança e futuro. Não fomos a tempo de salvar Portugal de afundar em dívida. Por mais que apontássemos o dedo, o adversário tinha os media, tinha os adão e silva multiplicados nas TV, nas Rádio, na Imprensa, a espingardar anónima e telecomandadamente nos Fora da TSF e outros. Não fomos a tempo de impedir o pior, ao derrubarmos um Governo repleto de malfeitorias e negócios ruinosos. Fomos todos prejudicados por uma Justiça submetida ao mau carácter dos decisores políticos e à mais completa e obscena avidez no exercício do Poder Executivo. Resta-nos agora esperar que ocorra uma serena revolução ética e de independência completa com Joana Marques Vidal e todo esse lastro se reverta.

quinta-feira, setembro 27, 2012

A JUSTIÇA MEDIÁTICA E OS CÍNICOS DO CARALHO

Num País em que a Justiça funcionasse normalmente, em que se cortasse a direito, e não se lhe visse ponta de partidarização, valeria a pena pôr de lado a luta partidária para defender a separação das esferas da política, do Ministério Público e dos Tribunais. Isso tem sido impossível, basta acompanhar atentamente o discurso cínico do hipócrita Pinto Monteiro ou as certezas grotescas de Cândida Almeida quanto à inexistência de corrupção em Portugal. Por isso só nos resta sejam, ou comecem por ser, os media a julgar sumária e abductivamente, por exemplo, António Mendonça, Paulo Campos, Mário Lino, agentes das últimas PPP mais Ruinosas, embrulho bem atado no colo do Governo Passos, e ontem sob buscas policiais. É a nossa decadência cívica e a opacidade de Governos Danosos que determinam serem os media os agentes compensatórios com um outro tipo de Justiça, a Justiça Informal e Instantânea, matando a muito conveniente presunção de inocência, matando igualmente o muito conveniente arrastamento dos processos e só assim perturbando a impunidade e o deboche instalados, rompendo com a igualmente conveniente apologia do silêncio, quando não há sequer arguidos nem julgamentos em curso porque, sim, nem Paulo Campos, nem António Mendonça nem Mário Lino são ainda arguidos. Valha-nos os media. Num País como o nosso, a morte mediática de gente que emporcalhou a política é o mal menor que nivela o facto de a impunidade ser a regra quando se tem milhões para pagar mega-hiper-advogados como os proenças de caralho. As fugas de informação são também um mal necessário contra as estruturas de corrupção que passam ao largo de quaisquer consequências pelos seus crimes. Faz muito bem quem não comente notícias como a das referidas buscas aos domicílios de Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos, evitando corroborar na nossa única forma e no nosso único recurso de Justiça para um Povo Indefeso e à Mercê da Desgraça Colectiva, a justiça mediática. Já quando alguém ousa opinar em meu nome e em nome dos instintos mais corneados da Opinião Pública, por exemplo, a Ministra da Justiça, a propósito dessas mesmas buscas, pedindo rapidez e exigindo o apuramento de responsabilidades, isso faz-me justiça a mim e a quantos se vêm pobres e esbulhados por causa precisamente de políticas ruinosas e processos de saque continuado instalados no exercício do Poder. Quero que se fodam os princípios decorrentes do Estado de Direito se alguém os viola por me vir dizer, através das TV, que, um dos sinais das buscas de ontem, é que a impunidade acabou. É uma esperança que me mantém vivo.

sábado, agosto 04, 2012

PROENÇA, O GRANDE MEFISTO TUGA

O Grande Mefisto Tuga Proença de Carvalho, extremamente inteligente e sagaz, também é, e morrerá assim, uma criatura muito à vontade nos grandes lodos contaminantes da Justiça. Ao ler a sua entrevista ao Dinheiro Vivo, JN, de hoje, a certa altura diz o seguinte acerca da Justiça, da actuação e medidas da Ministra, e não precisaria dizer absolutamente mais nada que mais bem o definisse como tubarão dos orçamentos entre os demais tubarões protegidos do sistema, que é, a par de Júdice. Só um bem sucedido Mefisto português, nos respectivos comércios com quem está Governo, atiraria que:: «Há aqui uma visão securitária e perigosa. Está a tentar resolver-se os problemas de ineficácia do sistema retirando direitos, ou seja, sacrificando-se o Estado de Direito [O direito de ir para Paris gozar com os milhões comissionistas de negócios ruinosos para o Estado!]. Falamos dos prazos de prescrição [Não toquem nos prazos de impunidade!], aligeiramento das regras de processo [Sim, mantenha-se o labirinto legiferante com que em Portugal é mais fácil fugir imune e impune na proporção do dinheiro que se tenha!], nomeadamente retirando direitos aos arguidos, retirando recursos [Os recursos a peso de ouro que conservam Isaltino a secar como um bacalhau ao sol da liberdade!]. Considera-se que há abuso de garantismo, quando não há. [Não há para ti e para os que defendes, Daniel, tu que és tão próspero, tão rico, tão administrador de tanta coisa ao mesmo tempo?! Garantismo para criminosos ricos e com as costas quentes por advogados mefistofélicos como tu, em Portugal, é como dois mais dois, Proença!]. Caricaturalmente, era como querer resolver os problemas da saúde retirando tratamentos aos doentes. [Não será antes, caricaturalmente, como simplesmente castrar violadores da lei, legiões de impunes da corrupção e do roubo?!» Proença de Carvalho não pode desiludir-me. É isto. E corre-lhe bem. Que tal se me transferisse cinco euros para eu poder comprar uns iogurtes e uns pacotes de leite?!

sábado, julho 07, 2012

PORQUE MACÁRIO NÃO É O PORCALHÃO DE PARIS

O que é que eu penso de Macário Correia? ‘Gosto’ dele. Não é de agora. Se violou várias e sucessivas vezes o PDM local, é porque o PDM é histérico e fez queixinhas, pôs-se a gritar, mas só depois de tirar o máximo de proveito e rebolar-se com dois orgasmos ou três debaixo do roliço e nada macabro Macário. Tavira é suculenta. Eu compreendo. Não é por nada, mas bom será que esse autarca aprenda que as violações aos PDM têm consequências. Que actos ilegais perpetrados por ele e pelo resto da classe política também têm consequências. [risos] Aqui temos de rir e rir muito. Sim, haverá consequências. Mas poucas. Em pequeno e muito bem medidas dentro dos grandes princípios-banana portugueses e do infatigável faz-de-conta justiciário português, quando envolve detentores de largos milhões sabe-deus como. Portanto quase nada. Portanto, nada. Consequências para Macário, mas não para Isaltino. Consequências para Macário, mas não para Paulo Campos. Consequências para Macário, mas não para Maria de Lurdes Rodrigues. Consequências para Macário, mas não para o Mendonça ou para o Lino. Consequências para o Macário, mas não para Teixeira dos Santos, e muito menos para o Filho da Puta absoluto e supremo que depois de ter feito a sua merda moral nos palanques e conciliábulos do Poder enclavinhado com garra aquilina, laureia a pevide por Paris, largando a sua merda metabólica no sistema de drenagem local, a qual deslizará, lenta, até uma ETAR ou um afluente do Sena. [risos] É bom que Macário apanhe para dar o exemplo. Ridículo até à quinta casa é que o Ministério Público Português nos sirva todos os dias de simulacros e pastéis simbólicos, deixando ao alto supremos filhos da puta que se aboletaram com muitíssimo dinheiro comissionista, semeando a devastação que hoje custa corrigir, e o fizeram à conta da porca política. Por que é que o MP não actua? Porque esses facínoras têm a face demasiado notória internacional para vir a ser parangona vexatória no The Sun, no Le Monde, no El País. Porque esses não são Macário. Porque esses, e só esses, deverão ser deixados na paz porca dos ladrões impunes. Porque este Ministério Público não meterá dedo investigador em corrupção notória com Filhos da Puta, apesar de evidente gestão danosa, apesar da violação das regras de contratação pública, apesar do sorna evitamento aos pareceres obrigatórios do Tribunal de Contas. Para o sucesso e bom decurso das extremas pulhices da Política teria sempre de haver, conforme há, as pulhices radicais e manhosas dos coadjuvantes na Justiça, que nunca encontram indícios e nunca têm meios.

sexta-feira, junho 29, 2012

TANTA MERDA E TANTO SAQUE

Lição de mariquices politiqueiras, defesa do gangue, 
e ventriloquismo servil.
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Se houvesse Justiça, o clepto Ricardo Rodrigues dos gravadores de São Bento não seria o primeiro a apanhar na armação galhosa. Se existisse Justiça em Portugal, comeriam também, e pela medida grande, quer Vítor Constâncio quer Teixeira dos Santos, juntando-se a Oliveira e Costa e Dias Loureiro, indecentemente apadrinhados por Cavaco. Guterres também tem culpas e deve explicações às gerações de vítimas sob anos de desgovernança PS. Mas quem não escaparia a um mínimo de Justiça, por mais que abrisse o horroroso esgar, seria Paulo-Cara-de-Cu Campos com os 700 milhões das PPP negociados nas costas do TC. Nem a prevaricadora Lurdes-Foda-se Rodrigues: não se admite a festa dos 500 milhões em obras e sobretudo a megatonelagem de más práticas na Parque Chular, enquanto oprimia, humilhava e menoscabava professores. Chegados aqui, porém, quem urge dê com os ossos nos tribunais é sobretudo o Filho da Puta, supra-sumo do crime sob a capa protectora e imunitária da política, sumo mentiroso, supremo manipulador e charlatão, alguém que controlou a Opinião Pública graças a opiniões avençadas de amigos e graças a muito broche dos valupis que ainda hoje sintomaticamente escondem os cornos da Luz: qualquer leitor de jornais sabe dos 300 milhões, ou mais, muito mais, devidamente colocados em offshores de primos, tios e amigos, fora o que tenha recebido nos envelopes castanhos dos ingleses. Mas a socialistas nunca acontece tribunal e cadeia. Mesmo o caso de Clepto Rodrigues é migalha num oceano de rodriguinhos justiciários e justiciárias negaças. Mesmo hoje os outrora ferozes pretorianos do Filho da Puta, de tanta merda e tanto saque, Santos Silva, Pedro Silva Pereira ou Vieira da Silva, aparecem mansos, humanos e compungidos com o que vamos sofrendo às mãos insaciáveis do Governo Passos. Cínicos do caralho! Não é por acaso que o DIAP de Lisboa parece investigar as despesas colossais feitas pelos Governos do Filho da Puta, após queixa da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, nem é por acaso que Carlos Barbosa, em nome do ACP, entregou uma participação criminal contra Mário Lino e António Mendonça. É um pequeno sinal de que a omertà, o favorecimento e a amizade mafiosa socialistas ainda têm quem lhes resista e diga «não!». Acontece que o Ministério Público não costuma despachar as investigações porque o conceito de máxima celeridade não existe nem se aplica no que toca a socialistas indiciados ou indiciáveis. Portanto, continuemos sentados a causticar-lhes as nádegas, esfuracando-as com opinião e denúncia.

quinta-feira, junho 28, 2012

AINDA O ESCARNECEDOR RODRIGUES

Ninguém no seu perfeito juízo se atira a defender o escarninho Ricardo Rodrigues, dando-lhe o benefício de uma natural reacção a quente. O deputado foi entrevistado. Uma entrevista aceita-se ou declina-se. Numa entrevista, responde-se sim, não e mesmo talvez. Se foi confrontado com o envolvimento num caso de pedofilia, não tinha de ter uma reacção intempestiva, mas desenvolver os seus argumentos com imensa serenidade. Quem não deve não teme. Desatar a pegar nos gravadores e abrir pelos sonoros corredores do palácio de São Bento não abona a favor de uma boa autodefesa ou suficiente paz de espírito, mas sublinha uma sensação de derrota e comprometimento. O deputado aceitou ser entrevistado e os jornalistas fizeram perguntas que o embaraçaram? Azar. A protecção da lei não tem sido igual para todos –  protege os facínoras e ladrões de alto gabarito, oprime e esmaga os pagadores de impostos e os pequenos delitos filhos da miséria e do desespero. Mas é curioso o quanto esta casta de socialistas degenerados pela obscenidade socratista invoca abusivamente para homens-lixo, para índoles infectas nada recomendáveis e para manifestos corruptos, nada mais nada menos que a defesa do respectivo bom nome e reputação, tratando-se de impunes crónicos e beneficiários vitalícios do beneplácito protector proporcionado por bonecos aos quais aconteceu encabeçar uma Procuradoria. Por más práticas de gestão, por coacção abusiva de jornalistas e órgãos dos media, ostensivos beneficiários de escandalosa impunidade apesar de comportamentos censuráveis em funções públicas, é vasta a colecção de cromos doentios de que se compôs o infeccioso socratismo. Só falta a higiene exemplar de uma prisão.

quinta-feira, março 22, 2012

MARINHO, O TOM E A DEMAGOGIA

«O bastonário dos advogados, Marinho Pinto, costuma desferir ruidosos ataques contra aquilo a que chama “mercantilização da Justiça”. Pelo meio confunde sempre várias coisas, por exemplo, que já vai sendo tempo de a Justiça ser pensada como realidade económica. Sabendo-se que a Justiça portuguesa tem problemas com a efi ciência, que não se deve necessariamente, é bom dizer, à improdutividade dos agentes do sistema, mas a causas mais profundas, as queixas de Marinho Pinto deixam sempre a impressão de vir de um tempo pré-troika. Nesse tempo pré-troika podíamos fazer discursos rompantes na abertura do ano judicial, repetindo que a Justiça é um bem público e que o direito à justiça está a ser saqueado. Mas o tom e a demagogia não chegam. Há muito em que a organização da Justiça ganharia, se passasse por terapia económica. A Justiça é demasiado importante para ser deixada aos juristas. Mas Marinho Pinto está certo, quando aponta o dedo para certas manifestações de privatização Pedro Lomba da Justiça. Ele parece meter tudo no mesmo saco: uma mediação de conflitos de consumo é igual a uma arbitragem em contratos públicos. O que não se pode dizer que ajude à clareza. Onde ele tem razão, no entanto, é por denunciar dois fenómenos que corroem em absoluto o Estado de direito e a igualdade perante a Justiça. O primeiro desses fenómenos é a privatização do Estado. Em minha opinião, só muito excepcionalmente é que o Estado deveria poder encomendar a preparação de leis a escritórios de advogados. Pior ainda se essas leis estiverem pejadas de consequências financeiras para o erário público. Para dar um exemplo, nunca a lei das parcerias público-privadas deveria ter passado à nascença por aqueles que depois iriam socorrer-se dela em representação dos privados. Há uma errada divisão do trabalho entre o Estado e os advogados na gestação de certas leis. [...] Se não me engano, grande parte dos contratos de concessão do Estado tem cláusulas de arbitragem que garantem decisões secretas. Escapa-me, mas não é tema para aqui, como é que estas decisões arbitrais respeitam a Constituição. E sobre este tema das arbitragens dos contratos públicos, em que há muito dinheiro em jogo, muito mais haveria a dizer. Como a Justiça normal não funciona, os “ricos” partem para outra. Com o tempo, os tribunais do Estado passam a ser para o zé povinho. Os ricos têm a sua Justiça privada e sigilosa. Ora, não será isto uma grande injustiça?» Pedro Lomba, Público

segunda-feira, março 05, 2012

GEIR HAARDE E SÓCRATES

Agora que começou o julgamento do primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, acusado de negligência durante a crise de 2008, temos de encarar a necessidade premente de mover todos os esforços para que os servidores públicos sem escrúpulos em Portugal nunca mais possam refugiar-se  mil desonestidades depois e dezenas de PPP assassinas , em qualquer coisa equivalente a uma vida obscura parisiense. Saídas airosas, não. Nada haveria a temer de um julgamento exemplar de José Sócrates tal como só beneficiou em apurar as cabais responsabilidades de nazis apanhados com a mão na matança de judeus. É grave que não haja por cá um ardente desejo de Justiça e de Verdade: Cova da Beira, Freeport, Face Oculta, Caso Licenciatura Forjada na Independente, nenhum destes casos obteve luz completa nem jamais seria de esperar do deliberadamente inócuo e telecomandável Procurador Geral e da vogal Cândida, colocados lá para o ponderoso exercício Protector do Primadonna mediante Bloqueios Sornas e Cirúrgicos da Justiça, a investigação fosse do que fosse relativamente ao Pseudo-Licenciado pela Independente. Pelo contrário, o apuramento das responsabilidades do primeiro-ministro islandês, Geir Haarde, acusado de negligência durante a crise financeira de 2008, e que causou o colapso dos três maiores bancos do país, começou em Reykjavik. isto na verdade é qualquer coisa de luminoso. Não adianta refugiar-se Sócrates como Haarde no argumento da "perseguição política": lá como cá investigar as contas públicas é essencial para se perceber o pré-colapso financeiro do nosso País. E vocês, flácidos e mortiços portugueses, sois servidos desse cálice da verdade?! Haarde pode ter sido negligente. Sócrates foi qualquer coisa de muitíssimo mais grave: dolosamente incompetente.

sábado, fevereiro 04, 2012

IMPERATIVO PROCESSAR E JULGAR O PRIMADONNA

Muito antes das últimas eleições livres e democráticas em Portugal, havia quem tivesse percebido em José Sócrates o último estágio da porca política de que Santana Castilho tanto e tão bem define. Não por todos os males que atingem o País, mas pelas suas responsabilidades pessoais e directas no estado degradado e degenerado do nosso Estado. Infelizmente, com a protecção directa e explícita do ainda PGR e de outros poderes fáticos, mas também graças aos milhões que abichou, a covardia e a mediocridade nacionais ditam que tudo siga quieto a ver aonde param as modas. Por enquanto, triunfam os pirralhos, os paspalhos e o burros que têm à cabeça, como corolário, o mesmo inócuo e inqueritista Procurador-Geral e a acolitá-lo, como mastim que ladra e morde o actual Governo, Marinho e Pinto. Obviamente que a impunidade soma e segue e não estamos a ver este Procurador-Geral avançar no sentido de apurar a profundidade do dano e o escabroso dolo do socratismo, para começo de conversa, subjacente a às inúmeras e desastrosas PPP amiguistas-comissionistas que o socratismo pariu, primeiro porque são muitas e em segundo lugar porque deram de comer a muito boi da omertà supramaçónica socialista. Uma das provas de que o Governo Passos é mole e nada dado a retribuições à medida reside no silêncio total a que a figura parola do parisiense Sócrates é votado: se é nobre não invocar sistematicamente o passado, é grave não desencadear todas as diligências para crivar todos os Dias Loureiro, todos os Duarte Lima, todos o Vara, todos o Sócrates e o seu papel tumular para as contas públicas e o o seu peso criminoso sobre o sofrimento do País, intervencionado externamente sem que a prudência, o zelo, a capacidade de prever se exercessem devidamente, tolhidas pelo eleitoralismo mais pulha. Enquanto o nojo dos raros socratistas vê nos processos Freeport e Face Oculta o pretexto para a baixa política, eu e outros cidadãos vemos neles somente o Zero e o Nulo da Justiça em Portugal, onde as espertezas Vara-Sócrates seguem sem castigo. Se há lei direita que endireite vorazes socialistas-socratistas e psdês vorazes é a que a ministra da Justiça fazer aprovar e cujos efeitos retroactivos permitem levar despudorados, como Sócrates, à barra do tribunal. Condenar Sócrates significaria a recusa das lavagens cerebrais e o rechaçar da inundação publicitária canina de que fomos vítimas seis anos, dia após dia de sobreexposição mediática. Representaria um segundo e definitivo veredicto sobre duas legislaturas absolutamente abomináveis.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

QUEM TEM CU TEM MEDO A VALENTIM

Não deveria ser precisamente o Tribunal de Gondomar a lidar com as questões que envolvem Valentim. Nem será necessário explicar porquê. O olhar objectivo da Justiça exercido localmente tenderá a tremer como varas verdes diante da magnitude do mamute. Não admira que o referido tribunal tenha absolvido o paquiderme nesta quinta-feira, que estava acusado por burla qualificada no âmbito de um processo relacionado com o negócio milionário da Quinta do Ambrósio. Paula Teixeira da Cruz prometeu Justiça doa a quem doer. Vamos esperando.

terça-feira, janeiro 31, 2012

SÓ MARINHO, NO SEU ESPAVENTO, BORRA A PINTURA

Acredito no sentido patriótico da Ministra Paula Teixeira da Cruz. Está na cara que é séria e focada no essencial. Não posso dizer o mesmo de outros vácuos pastantes. Dela espero o progressivo desemaranhar do emaranhado armadilhado garantístico socialista que redunda em ridículo e em nulo, especialmente na desproporção das duas justiças, a dos ricos, morosa e improcedente, a dos pobres, célere como um raio. Já Cavaco, quando fala em «contenção verbal», obriga-me a pensar em verborreia presidencial, na necessidade de o Povo falar pelos cotovelos e partir a loiça toda, sem deixar de fazer pela vida. Nesta guerra do fim do petróleo, do desemprego massivo, a agressividade dos mercados, só se ganha na garra, na criatividade, na resiliência, e numa lucidez absoluta, sem ilusões. As máquinas substituem os homens. Robots superam operários. Emprego para milhões não passa de quimera, uma enorme treta, peta ainda maior. [Chineses compram aviões e carros às parcerias entre franceses, alemães e ingleses, no demais desindustrializados. Alemães, franceses e ingleses, bem como parte dos norte-europeus, compram-lhes tudo o mais, num claro e obsceno desequilíbrio. Também fomos na cantiga. Os asiáticos têm quase todo o dinheiro e as vantagens quase todas da economia. Nós temos os direitos adquiridos e a CGTP novamente a espingardar ilusões, de rosto já afogueado nas labaredas do protesto. Bonito.]

sexta-feira, janeiro 20, 2012

SINTO-ME UM BOCADINHO ESTÚPIDO

Mais suspensórios
igualmente suculentos aqui.
Mas é mesmo verdade. Dir-me-ão que há muita pedagogia em certas decisões. Haverá. Mas esta é mais uma decisão com "suspensórios": «A pena, confirmou o STJ, ficará suspensa desde que o empresário pague aos cofres do Estado a mesma quantia pela qual tentou corromper, em 2006, o vereador: 200 mil euros.» Mariana Oliveira

segunda-feira, janeiro 16, 2012

MANUAL DA PREVARICAÇÃO PARA INTOCÁVEIS

Pois. Mas o normal é isto dar em nada. Veremos se os sinais e efeitos da habitual intocabilidade se manifestam ou não: «A antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e o advogado João Pedroso vão enfrentar julgamento no caso do contrato celebrado entre o ministério da educação e o irmão de Paulo Pedroso para a recolha de legislação sobre a educação. A pronúncia de ambos foi, hoje, decidida por um juiz de instrução e abrangeu também a antiga chefe de gabinete, Maria José Matos Morgado, e o então secretário-geral do ministério, João Silva Batista.» Diário de Notícias

PÁTRIA DAS PENAS SUSPENSAS

Por onde quer que se ande com os olhos a perscrutar notícias, sinais de esperança e renovação, assiste-se ao ranço reincidente das penas suspensas. Toda a gente, por mais delinquente e grunha, pode beneficiar do garantismo das penas suspensas. Alunos alunam quotidianamente na insubordinação e no deboche insolente da sagrada sala de aula. Não há mal. Também não há penas senão a impotência perene. Nada de castigos exemplares. Democratizou-se tudo. A indecência também. 

quarta-feira, janeiro 11, 2012

PETIÇÃO RAINHA — CHÁ DE PRISÃO PARA SÓCRATES

«Para que se apure onde foram gastos os dinheiros públicos, e quais as suas motivações, durante os governos do engenheiro José Sócrates, que duplicou a dívida pública de Portugal e nos conduziu à bancarrota.» DN

terça-feira, janeiro 03, 2012

JUSTIÇA POR INTERPOSTAS SÁTIRA E ARTE

Sempre que a Justiça se tornou caricatura e foi jazendo, apodrecida e inútil, na sarjeta das sociedades [o nosso MP é uma sombra triste e capturada sabe-se lá por que Lago Negro da Desgraça, para vergonha da vergonhosa República] — coisa mais ou menos intemporal, mas com picos de escândalo espesso, como o que vivemos  das duas uma: ou se foi fazendo justiça pelas próprias mãos ou se foi fazendo justiça por interpostas mãos na sátira e na arte. «O portuense Largo do Mompilher está transformado num curioso campo de batalha - com um toque de surrealismo e muita ironia. Depois da polémica placa toponímica, em azulejo, que rebaptizou o largo em homenagem a José Sócrates ("mentiroso, corrupto, incompetente, primeiro-ministro de Portugal 2003-2011"), e de a Câmara do Porto ter procedido, na semana passada, à remoção do painel, o artista urbano responsável pela brincadeira já contra-atacou e, no sábado, colocou outra obra no mesmo local: "Proibido afixar azulejos", lê-se no novo painel... de azulejos.» A saída é sempre a mesma: vamos lá forcejando acordar consciências pela Palavra resiliente, movida pelo Amor a Portugal, Palavra de combate por Moralidade. Como Moralidade não há, comem sempre os mesmos e urge romper com isso. Aplauso à azulejaria satírica na minha cidade.

domingo, novembro 20, 2011

À LUZ DOS HOLOFOTES

«A detenção de Duarte Lima ocorreu com estrondo mediático. Ao lado da Policia Judiciária avançaram os jornalistas, as televisões. Agastado o procurador-geral fez mais uma vez a figura do costume. É sempre o último a saber. Ou faz de conta que é, mas isso pouco importa para o caso agora. O importante é pensarmos porque foi preciso tanto estrondo para deter um indivíduo que nem sequer pode fugir do país uma vez que pende sobre ele um mandado de captura internacional. Vale a pena pensar porque se deram as televisões ao cuidado de ir investigar e entrevistar até uns presumíveis lesados que o fisco tem à perna por causa de umas vendas de terrenos ali para os lados de Oeiras. Ficaram agora com pena dos herdeiros de Mota Franco a quem a empresa fantasma de Duarte Lima e companhia enrolou atirando para cima deles mais-valias que nunca mais acabam quando aquela gente nem cheirou o dinheiro? Não. Não é certamente por causa dos lesados. A razão só pode ser uma. Mostrar que a Justiça Portuguesa também persegue os homens de colarinho branco do BPN (Banco Português de Negócios). Nada mais falso. Os grandes responsáveis como Dias Loureiro por exemplo e seus amigos do PSD continuam incólumes e vão continuar. Mas afinal que interessa isso? Os portugueses já estão a pagar os prejuízos. É essa a parte importante. Bem pode o Estado esforçar-se agora por mostrar que tem mão dura. Não tem. Montou apenas uma operação mediática para impressionar o pagode que está a pagar a factura das trafulhices de meia dúzia. Quando os portugueses se recusarem fazer sacrifícios para pagar as trafulhices dessa meia dúzia então aí se calhar o Estado irá tomar outras medidas. Nessa altura não vai bastar deter um salafrário à luz dos holofotes.» CC

sábado, novembro 19, 2011

E ASSIM SUCESSIVAMENTE

Em troca de Duarte Lima andar como Vara e outros a assar nos media, abrindo e fechando noticiários, entra dia sai dia, o mais certo é que as coisas da sua morte pública se fiquem por esse mediatismo bem passado. Porque no que toca a tribunais, à chicha, ao suminho, para quem tenha dinheiro, influência e efectivo poder, são outros quinhentos. Chamemos-lhe folclore mediático, modo exibicionista de parecer que se está a fazer alguma coisa. Não nos faltam símbolos de abuso de poder e actuações mais que duvidosas na Cidade dos Homens. Duarte Lima, Vara, Sócrates, tornaram-se detentores de uma carga execrável no espaço público português. Fizeram por isso, desonra lhes seja. No entanto, dado o insólito de efectivamente se fazer Justiça da boa, da cega, vamos tendo espectáculo, detenções televisionadas, pica no telejornal, entradas e estadas no topo da relevância no Twitter, no Google News. As coisas são como são e a vergonha pública parece, cada vez mais, fazer as vezes das grades. E assim sucessivamente.