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domingo, agosto 18, 2013

OS ÚLTIMOS DIAS DE JESUS

Jorge Jesus ficará para a história do Sport Lisboa e Benfica como o melhor treinador de sempre nas duas últimas décadas. A abrir, logo campeão. Depois, quase campeão e quase vencedor de títulos quase relevantes. Terá sido o melhor treinador, tirando as finais perdidas e os escassos, quase nulos, resultados dignos de memória. A sua posição dentro do clube é hoje de pura fragilidade dado o desdém de que é alvo, preso por ter cão, preso por não ter. Num momento em que o clube incorre em velhos erros, como mudar de equipa a cada época, os efeitos já se sentem no ar: uma sofrível pré-época e uma derrota a abrir a Liga. Assistimos aos últimos dias de JJ como treinador dos encarnados. E é triste. Tanto talento. Tanto potencial ganhador atirados pela janela. Afunda-se e atira-se fora um treinador carismático, o melhor candidato a Ferguson Português, entre a ingratidão da turbamulta vermelha e a insegurança patenteada pelo homem que tantas finais lhe[-à-turbamulta vermelha] proporcionou.

segunda-feira, setembro 24, 2012

GIL PRESTES A CILINDRAR ALVALADE

Luthor_kryptonite
Vieira pode até ser o coveiro do Sport Lisboa e Benfica, tendo sozinho aberto a tumba de um passivo que vale por dois do Sporting Clube de Portugal, mas neste momento o problema desportivo mais candente é outro: o SCP de Ricardo Sá Pinto não carbura e hoje todos temem ou aguardam que o Gil humilhe Alvalade ao ponto de não faltarem sport-lisboa-e-benfiquistas a querer assistir in loco a esse tombo. É deprimente que o Ricardo Sá Pinto nem se dê conta da fraqueza e desmobilização total, intra e extrabalneário, que o seu discurso gera. Pobre, perro, repetitivo, bloqueado, pessoalizante, autocentrado, fantasioso: não adianta haver garra, talvez o mito da garra, sem que no terreno se vislumbre cultura táctica, coesão, e sobretudo um pensamento profundo do jogo, adaptado a cada momento e circunstância. Sá não é, decididamente, um intelectual do jogo e por isso, ou também por isso, não atrai nem irradia energia. Não é convincente. Depois há um velho e severo problema de liderança no SCP que explica o já longo cortejo de treinadores sempre mal defendidos e atirados para um insucesso fatal. É sobretudo essa a kryptonite que enfraquece o clube.

sexta-feira, agosto 03, 2012

I LIGA SEM TUMEFACÇÃO ÍNTIMA

Custa a acreditar que a duas semanas do arranque do campeonato de futebol se perspective que os jogos da I Liga devam, pela primeira vez, ser transmitidos exclusivamente pela televisão paga, através da SportTV. Pode ser uma estratégia de abaixamento de preços e dissuasão mútua concertada. Mas uma vez que Relvas se mantém firme no seu posto reformista dos media públicos, o melhor é que ninguém [RTP, SIC, TVI] compre os direitos televisivos com o dinheiro que não havia, não houve e não há, ou não fosse líquida a futura partilha ainda mais apertada dos recursos publicitários por essas três TV. Quem não tem dinheiro, não tem vícios. Quem não tem vícios não se dá a luxos. Menos futebol, mais tédio e mais lucidez.

segunda-feira, abril 09, 2012

E ACONTECEU TAÇA

Há quem pense que ao blogger cabe somente analisar e descobrir ângulos imprevistos no plano das competições ou no desempenho dos actores desportivos. Isso é somente um quarto da nossa tarefa. O grosso dela, o principal, é espicaçar, criar atrito, fornecer mais uma razão para transcendência em campo, devidamente desafiados os interventores que queremos desafiar, com as motivações e objectivos que muito bem nos assistem [por exemplo, FC Porto na frente!]. O Sporting Clube de Portugal, esta noite, depois de espetado com todas as farpas da provocação, da dúvida de rendimento insinuada à bipolaridade competitiva, na verdade não tinha saída. Só lhe restava ganhar ou ganhar. E aconteceu taça.

QUEM CILINDRARÁ QUEM?

As estatísticas dizem que esta noite será pela 286.ª vez que Sporting e Benfica se defrontam: para o caso o que interessa saber é se teremos ou não surpresas no resultado desse jogo. Que o Sport Lisboa e Benfica ganhe não seria surpresa. Surpresa seria o Sporting ganhar ao rival de morte e surpresa ainda maior seria se goleasse. Mas não será. Se fosse, poupava-se a via sacra desportiva a Jorge Jesus antes que se lhe finem as cordas vocais por esta época.

domingo, abril 08, 2012

DÉBEIS

O Sporting que se cuide. Já se percebeu que motivar estes jogadores para grandes feitos europeus não foi custoso. Motivá-los para um jogo da Primeira Liga pode ser impossível, mesmo que a equipa a defrontar seja o Sport Lisboa e Benfica. Mais vale gloriosos à pala da transcendência europeia que gloriosos por um jogo onde nada há a conquistar, no plano interno. Sim, basicamente o que estou a escrever é que não espero nada de especial do Sporting Clube de Portugal: amanhã arrastar-se-á em campo, no seu próprio campo, e o SLB voltará a ser mais forte. Mordam-me, se estiver errado.

sábado, abril 07, 2012

UM EMPATE ESPIRITUAL

Foi uma boa vitória, mas soube-me a empate, tão manifestos certo tipo de equilíbrios. Pelo menos esta noite, foi dos poucos jogos onde se viu o mínimo de carácter no meu FC Porto, com uma enorme coesão defensiva patenteada. O Sporting de Braga joga sempre bem. Pode não chegar. E não chegou. De resto, o ambiente do nosso-FC Porto balneário não parece o mais saudável, com as emoções anti-Vítor à flor da pele: ou é Rolando a perder as estribeiras, quando substituído, ou Palito, esta noite, pela mesma razão, ou outro qualquer, um dia destes. Pude reparar que o Hugo Viana, sendo um excelente jogador, é também explosivo e tende a perder o controlo quando as coisas não rolam a favor dos intentos da equipa: ao mesmo tempo que gostava de vê-lo no FC Porto, a fim de entestar o máximo de ambição e conquista num futuro próximo, pois transborda raça e ambição, compreendo que não tenha o feitio mais fácil de gerir, por exemplo, numa Selecção Nacional. Oxalá me engane.

sexta-feira, março 23, 2012

SENTA, REBOLA, FAZ DE MORTO, BENFICA

O SLB conquistou um ponto precioso no Algarve, mas o que avulta provado e bem provado é o quanto os clássicos se ganham também na arena psicológica mediática. Basta manobrar a mensagem certa. Foi o que Vítor Pereira fez, logo no rescaldo ao último classicozito. Como se fosse uma bomba armadilhada, a mensagem passou. Ela desnudou um dos processos cruciais do Benfica para desbloquear resultados: as placagens nas bolas paradas. Esta noite, não se viram. Senta, rebola, faz de morto, Benfica!

domingo, março 11, 2012

BESTIAL OUTRA VEZ

Jorge Jesus e Vítor Pereira competem directamente entre si. Um compete no campeonato do perdulário, do autodeslumbramento, afinal não pediu desculpas a Capdevila no balneário e vai à frente. Outro compete no campeonato da incompetência amedrontada, do discurso pardo e hesitabundo, e do percurso ainda mais pardo. E vai à frente também. Há oito dias, um deles sentia-se bestial e o outro porventura uma besta, para além da diarreia de destempero na verve ressabiada, auto-indulgente pela derrota em casa. Hoje, tudo se inverte. JJ pode respirar. É bestial outra vez. E ai se não fosse! O outro voltou ao buraco habitual sem chama nem rasgo. Todavia, o terreno é movediço para ambos. Campeão, campeão, esse será o Braga. Não tem margem para falhar. Dado o prodígio competitivo que denota, jornada após jornada, é agora ou jamais. 

sábado, março 10, 2012

O REGRESSO DA BESTA QUADRADA

E ainda pensamos que bipolar é o Sporting? Não. O FC Porto de há oito dias do bestial Vítor Pereira tem tido demasiadas noites como esta da besta Vítor Pereira e das suas habituais abébias e 'quases'. Dá a impressão que não treinaram durante a semana, nem há pulmão, ligação, só apatia e dormência. Não haveria olhos no banco para ver um flanco manco com Sapunaru?, ou para ver os passes perdidos e as perdas de bola brutais de Hulk?, ou para ver a crassa inexistência do lado esquerdo? Em cima disto, a habilidade do árbitro na sonegação de pelo menos um penalti e na contemplação disciplinar com os da Académica. Lamentavelmente, este FC Porto que somente triunfa no clássico não chega. A besta regressou. Quadrada.

domingo, fevereiro 26, 2012

UMA LIDERANÇA FORTUITA

Tenho a certeza de que Vítor Pereira e quase toda a gente que dirige e organiza o meu FC Porto não compreenderá como foi possível a liderança da Liga vir pousar-lhes hoje [vir pousar-nos!] no colo, quase sem mérito. Bom, a cavalo dado não se olha o dente. Se formos campeões, será com o travo amargo do malogro europeu, da palidez exibicional e da caótica concepção e gestão do plantel. Não há motivos para acreditar na solidez disto. Infelizmente. Basta meditar na primeira parte pastosa e ineficaz contra este Feirense para sentir o chão tremer.

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

O LUGAR PERICLITANTE DO BENFICA

Jesus não ganha nada em repetir lugares-comuns. Na hora em que seria necessária toda a humildade e toda a prudência, lá se descai Jesus para o cantar-de-galo. Veja-se Mourinho: não facilita nesse capítulo. Toda a gente gostaria de estar no lugar do Benfica, mas antes do Vitória de Guimarães. A partir daqui os riscos de descalabro são enormes porque somado ao desgaste temos a pressão que o FC Porto, embora fracamente liderado, colocará por inércia, liberto que está do lastro competitivo. Em pouco tempo perceberemos se temos um justo campeão com colo ou sem colo. 

terça-feira, fevereiro 21, 2012

BENFICA TOMBA PELA PRIMEIRA VEZ

O Vitória de Guimarães esteve perfeito. E isto é significativo tendo em conta os longos meses erráticos por que passou, varado de problemas desde a direcção ao balneário. Deve sublinhar-se que não foi o Benfica que esteve mal. Foi o Guimarães que roçou a tal perfeição culminada na vantagem. E assim se vê como, nesta altura [expressão usada e abusada por Artur Jorge], a Liga em Portugal fica bem mais interessante que a espanhola.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

BENFICA BAQUEIA EM GUIMARÃES

A primeira parte já acabou em Guimarães. Se se mantiver este resultado [derrota benfiquista por 1-0], a Liga torna-se bem mais interessante. Carrega, FC Porto!

sábado, novembro 05, 2011

UM PORTO DE NABOS A DESAPRENDER O FUTEBOL

Dá a impressão que o FC Porto perro e lento que temos visto e abominado nos relvados nacionais e da Europa não pode ser o mesmo que Vítor Pereira vê e de que fala. Ele vê certamente outra coisa que a estranha profusão de passes falhados, as simiescas perdas de bola, a esquisita miséria imaginativa, a perdurante incapacidade de romper, a infinita desinspiração, o apagamento mais desgraçado das estrelas, a inexistência de pressão alta constante, de construção de jogo, seja do que for e foi passado recente e charme sobre a relva e títulos. Em que momento se destruiu uma equipa que estava rotinada a jogar de olhos fechados? Parece que o papel de um treinador não deveria ser o de desorganizar animicamente uma equipa acabada ou desfazer o que se fazia com acerto e sentido. Neste momento, já nem sequer penso no que foi a época passada: acabou, é passado. Espero é ardentemente pelo fim desta, tendo em conta a mediocridade atitudinal, a vulgaridade psíquica patenteada, e tendo em conta o conjunto de nabos em que alguns jogadores se transformaram à imagem, tudo o indica, do nabo que os comanda. Eu bem quero ser indulgente com o Vítor, mas tudo lhe corre assim para o insosso repetido, para o insípido sobre a relva. Ok, foi só um empate, tenhamos paciência. Esperemos por melhores e mais seguros desempenhos, se tivermos coragem de esperar mais de onde parece não pode sair melhor que isto. Sinceramente, começa a faltar-me um cálice dela-paciência para ousar ver este filme até ao fim.

quinta-feira, novembro 03, 2011

A DOCE SOLIDARIEDADE DE DAÚTO FAQUIRÁ

Ninguém, nem Daúto Faquirá, poderá negar que a cabeça de Vítor Pereira está no cepo. E as palavras com que, analisando os principais candidatos ao título nacional, dá a primazia ao FC Porto nessa conquista, soam a solidariedade e respaldo a Vítor Pereira temperadas com uma enorme simpatia e compaixão, embora fundamente bem em que medida aponta o FC Porto como «o mais forte dos três candidatos ao título». Como recorda o Zé Luís, por exemplo, Jesualdo, passada uma tormenta de resultados e desempenhos equivalente aos de Pereira, acabou por conseguir algum sucesso, pelo que seria de toda a prudência e bom-senso baixar agora o cutelo ou o chicote psicologizante contra o ex-adjunto de AVB e esperar o que possa suceder... de bom. Acho concebível que Vítor Pereira ainda possa crescer um pouquinho em autoridade e em resultados internacionais, pode alcançar um ou dois títulos, mas dado o magno investimento feito na equipa [inédito, ousado, todo ele a pensar na continuidade gorada de AVB para atacar as receitas da Liga dos Campeões], temo que o preço a pagar por esse crescimento putativo de Pereira possa ser alto de mais: o nosso FC Porto tem agora um dilema: o tempo. O que fazer enquanto ele passa e as principais competições se aproximam de uma definição terrível, basta pensar nos próximos derbies? Despedir o mister ou confiar nele por mais algum tempo? Contrariamente à tese defendida nesse post do Zé, a história não se repete, conforme gostaríamos. Se se repetisse, se se verificasse o desenlace de Jesualdo em 2008, Daúto deveria dedicar-se também às apostas e o Zé Luís poderia jogar ao Bingo ou aos Dados sem medo de se perder na voragem do azar.

quarta-feira, novembro 02, 2011

A MALEITA GRIPAL DAS SEGUNDAS PARTES

Não fico satisfeito, em momento algum, com o baquear das equipas portuguesas nas competições internacionais, mas se há momentos de triunfo para um blogger ferrinho a dar opiniões, bitaites e comentários, como eu, são precisamente os comentários de ódio em cima de uma derrota ou frustração por amor de meu clube. Ontem, um 'amável' anónimo vinha lembrar-me que o FC Porto, esse «colosso europeu», como eu grafara, acabara de «levar na peida» [sic]. Facilmente se verifica que o futebol é um lugar ingrato para bocas triunfalistas apressadas como essa. No entanto, nós, portistas, vamos tendo de levar com palestras sucessivas acerca da superioridade interna ou nacional  não será fátua?  do Benfica e vamos suportando longas dissertações acerca da ansiedade dos jogadores encarnados, mal contida mas naturalíssima, patente nos desestimulantes jogos da Primeira Liga, onde os desempenhos baixam comparados com os que se manifestam nos grandes jogos da Liga dos Campeões e tal. Pode ser verdade. Mas vai-se a ver e esse impante Benfica europeu de que falam falha como os mais todas as odds. O medo de perder, o terror de arriscar, maleita psicológica dos fracos, inseguros ou azarados, toca a todos, tal como aquela pressão pesa como halteres de homem sobre ombros de hamster. Em suma, vai-se a ver e é como se as anómalas e frequentes horas de mediocridade portista contagiassem com a mesmíssima gripe pré-pneumónica até o glorioso. Pelo menos quanto a segundas partes e a resultados finais menos conseguidos. Repito: isto não me faz minimamente satisfeito. Um Benfica retardatário e ao retardador, nas suas legítimas expectativas de qualificação já nesta jornada, não me deveria aquecer nem arrefecer. Acontece que lamento. O FC Porto viciou-nos de classe e afirmação inequívoca nessa Europa. Nada pior que perder o embalo. Vá lá que há um certo Sporting irreverente e deliciosamente promissor.

sábado, outubro 29, 2011

OLHOS NOS OLHOS, A DANÇA DO EMPATE


Faltou pouco, mas mesmo muito pouco  tão notória foi a periculosidade do jogador Wilson Eduardo  para o SC Olhanense ajoelhar a Luz, submetendo o calculismo benfiquista e a histeria do Jorge a um empate. E foi pena. Seria belo, tão perto do grande derby com o Sporting, ter um Benfica um pouco mais ao alcance da mão ou dos olhos sportinguistas, mão e olhos de que desdenha Jesus, ossos do ofício. Olhos nos olhos. Hoje, os encarnados jogaram dentro dos mínimos, arriscando o pêlo a algum percalço. É o que faz estar já com a alma, os olhos, o corpo todo, na próxima jornada da Liga dos Campeões.

sexta-feira, outubro 28, 2011

GOLEADA FRAQUINHA E OVERDOSE DE RAIOS GAMA


É uma pena que as goleadas do meu FC Porto se sucedam, em casa, mas o seu futebol continue encerrado, fechado a sete chaves, como se aprisionado numa porta repleta de ferrolhos. No meio de tudo, hoje ganhámos um enorme Mangala. Perdemos foi um príncipe, Hulk, que teve um verdadeiro desvario à imagem do Monstro Verde quando, sob uma overdose de Raios Gama [assobios], ao ser substituído, ignorou o banco, não cumprimentou um adepto e seguiu como um raio para o balneário para ficar só. Hulk é grande, tem um coração grande e humilde. Sabe retractar-se porque não desconhece o que seja gratidão, coisa de que é capaz em altíssimo grau. Fechar-se num orgulho feio, disso nem é capaz nem tem conhecimento do que seja. Parece-me que o único motivo para ter sido assobiado, além do futebol medíocre apresentado, poderá ser o novo penteado: o povo portista é muito macho e assimilou demasiado a ideia da loura burra = menos futebol, pelo que transfere injustamente a sua insatisfação e sua impaciência para cima de quem tanto lhe deu. E Hulk já nos deu de mais a nós, portistas. Se, por momentos, se perdeu e desatinou, esta noite, logo se reencontrou e pediu desculpas. Não se percebe o quê, que factores intervêm para gerar um certo clima em que parece caminhar-se sobre brasas. O jornal O Jogo concedeu um destaque infinito ao Incrível, ao longo desta semana. Percebe-se que parte da pressão e da cobrança sobre os jogadores, quota de leão eventualmente, ocorre nos jornais desportivos, o que por vezes constitui uma jogada de risco, porque por um lado pode intranquilizar e por outro certamente espicaça. O Moutinho de hoje, por exemplo, parece-me fruto do poder jornalístico de espicaçar desempenhos de alto nível. Hulk tem a cabeça na gloriosa Selecção Canarinha, síndrome inversa do jogador português com fastio da FPF e zelo desmesurado pelo Clube ricaço onde faz carreira. Enfim, quando uma equipa está unida, passa ao lado da imprensa, dos seus processos de cerco, das suas retóricas periféricas motivacionais, pela censura ou pelo estímulo. Não se sabe até que ponto é que se apertam certos laços, prisões invisíveis, com que se cercam jogadores por vezes distraídos entre desejos indizíveis de mudar ou de brilhar em grandes e ambiciosas selecções. No limite, qualquer coisa se quebra. 

domingo, outubro 23, 2011

NÃO, NÃO ESTAMOS SATISFEITOS


Vi o jogo atentamente. Não foi pelo facto de o resultado ter sido dilatado que podemos descansar como se o nosso jogo intrincado, tenso, rápido estivesse de regresso. Não está. Não há suficiente solidariedade entre os jogadores que permanecem ainda muito distantes entre si, perdendo passes e bolas como se os assaltasse qualquer escrúpulo de a ter numa posse soberba e soberba gestão. Um feito de vontade como este jogo não esconde o que ainda desgarra jogadores e equipa técnica e será necessário superar até se perceber algo mais sistemático numa equipa novamente coesa e solidária. No final, em declarações à TVI, Vítor Pereira disse estar satisfeito. Não pode ficar satisfeito. Eu não estou satisfeito. Nós queremos mais: as marcas de intensidade e valor vistas e revistas no ano de quase todos os troféus.