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terça-feira, agosto 11, 2015

PUZZLE FÁCIL

Puzzle completo. Razões práticas, pragmáticas, prosaicas, por que ‪SóCrash‬ não aceitou a perneira electrónica e um pouco mais de liberdade domiciliária? As razões do costume sob o biombo da treta do costume. Desembolsando 670 mil pelo apartamento e perto de cinco mil pela arrecadação, o paquistanês ‪‎Makhdoom Ali Khan‬, candidato a um visto Gold, comprou a casa do antigo primeiro-ministro no edifício Heron Castilho, na Rua Braancamp, em Lisboa, no passado dia 6 de Agosto, dia da escritura que contou com João Araújo como representante, depois de pressurosa e amigamente ‪‎Manuel Salgado‬, vereador do urbanismo da Câmara de Lisboa, ter assinado o convenientíssimo despacho através do qual abdica do direito de preferência que a autarquia tinha sobre o edifício. ‪‎José Sócrates‬ comprara este apartamento em 1998 por 235 mil euros e pôde, por alguns anos de êxtase e glória vã, passear profusamente uma ilusão de Poder Absoluto, Impunidade Reluzente, Grandiosidade Anã e Carisma Psicótico — ilusão devidamente atufada de rosas aos quilos. Agora já tem alguma liquidez para pelo menos pagar aos Advogados... e "reembolsar" ‪‎Carlos Santos Silva‬ em infinitamente menos que a cova de um dente de leite.

quarta-feira, janeiro 30, 2013

VANTAGEM DE LISBOA CHEIRAR MAL

Além de todos os motivos que se podem aduzir explicativos ao facto de Lisboa cheirar mal, há um que pode salvar vidas: tratar-se de um sinal precursor do próximo mega-terramoto. Narizes atentos, portanto.

domingo, setembro 30, 2012

AS CHEIAS DE 1967

«Mas havia prisões políticas, violência, tortura. Claro que havia. Os comunistas e, até uma dada fase, os anarco-sindicalistas eram os principais alvos. Os socialistas e os republicanos dos cafés da Baixa eram mais ou menos tolerados, ou pelo menos controlados. O que eu quero dizer é que até no uso da violência o regime era pequenino e selectivo, paroquial. E o regime nem sempre foi linear durante os seus 48 anos. Basta ver, por exemplo, que na última fase do marcelismo, desfeita a esperança de abertura, houve um claro endurecimento, até por reacção à luta armada e ao movimento estudantil. A censura foi uma constante. Neste momento estou a preparar uma investigação sobre as cheias de 1967, que foram a maior tragédia natural que se abateu sobre Lisboa depois do terramoto de 1755. Na altura, nada se pôde escrever. Morreu mais de meio milhar de pessoas em pouco mais de uma noite - e quase meio século depois não há um único livro, não há sequer um artigo científico sobre isso.» António Araújo

sábado, junho 23, 2012

Ó PERNAS INDOLENTES LISBOETAS

Eu, que calcorreio Porto-Gaia e faço mais de vinte quilómetros para ver [o que são três horas de felicidade sensorial?!], cheirar, palpar a minha cidade que são duas, e o faço sempre e sempre apaixonado, vejo que o lisboeta, tal como o Pedro o pinta, imbeciliza o olhar e o corpo com os quais poderia amar a capital, uma das mais belas do Mundo. É pena. Os nórdicos usam as pernas sem piedade: « Os lisboetas detestam andar a pé. Acham que isso é próprio de classes inferiores e que é até capaz de fazer mal à saúde. Padecem da ‘síndrome de viúva de militar’, como já alguém lhe chamou.».

domingo, abril 08, 2012

LA MOVIDA DO CAIS

Pesados todos os prós e todos os contras, se não é a turbulenta movida que vão tendo, coisa pálida comparada com a de outras capitais, as nossas cidades Porto e Lisboa seriam ainda mais o que são: cemitérios demográficos exceptuando durante a noite.

domingo, março 18, 2012

APAIXONANTE LISBOA ARQUEOLÓGICA

O que se espera é uma musealização inteligente e a enunciação não de impossíveis [a conservação da rampa do século XVI], mas de possíveis: «O espólio encontrado pelos arqueólogos inclui uma bala de canhão, um pequeno cachimbo, um pião, sapatos ainda com salto - na altura os homens também os usavam -, restos de cerâmica e uma âncora com cerca de quatro metros de comprimento, além de cordame de barco. Também há uma casca de coco perfeitamente conservada, vinda certamente de paragens exóticas para as quais os portugueses navegavam. [...] A escavação detectou ainda restos de outras estruturas mais recentes. É o caso de uma escadaria e de um paredão do Forte de S. Paulo, um baluarte da artilharia costeira construído no âmbito das lutas da Restauração, no séc. XVII. E também do vestígios do cais da Casa da Moeda, local onde se cunhava o metal usado nas transacções. Por fim, foram descobertas fornalhas da Fundição do Arsenal Real, uma unidade industrial da segunda metade do séc. XIX.» Público

quinta-feira, março 01, 2012

MEU DEUS, UM BORDEL NA MOURARIA!

Por pudor e compartimentação de papéis, a Câmara Municipal de Lisboa não deveria expelir alvitres públicos sobre este assunto. Decidia e calava. Quem é que se lembrará da prática segura do sexo-mercadoria, quando milagre é poder finalmente ir para casa descansar a crica, após maratona com dez ou vinte coitos comerciais?! Ai utopia. 

segunda-feira, dezembro 12, 2011

CHULADOS

«Não. Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que queremos é dizer que estamos fartos de ser chulados e já é tempo de impedir que Portugal continue a arder em lume brando, por culpa de governantes incompetentes ou corruptos.» Jorge Fiel

domingo, dezembro 11, 2011

CAVALO GRAFFITI PORTUGUÊS COM PAI ESPANHOL

Quando o que avulta é um fino sentido do parolo, daquele provincianismo português muito dado a aclamar qualquer coisa que cheire a estranja, algo está mal. Isto sem tirar o mérito ao artista convidado. O servilismo nacional-porreiro é que se dispensa: «Lisboa tem uma nova atracção turística. Graffitado há poucos dias numa empena nas traseiras da Avenida da Liberdade, o gigantesco cavalo não passa despercebido a ninguém —  e poucos são os visitantes da cidade que resistem à tentação de o captar com um disparo da máquina fotográfica. Obra de um homem só, o graffiter espanhol Aryz, o desenho não custou um tostão à cidade. Uma loja e galeria do Bairro Alto ligada a este tipo de arte urbana, a Montana, convidou o artista de 23 anos, e quatro dias depois o cavalo de sete andares de altura coloria o desengraçado prédio branco e cinzento junto ao Teatro Tivoli. "É com orgulho que passamos a ter uma peça de Aryz na cidade", diz Sílvia Câmara, da Galeria de Arte Urbana da autarquia de Lisboa, departamento que se encarregou de encontrar uma fachada suficientemente grande e cujo proprietário estivesse disposto a acolher o trabalho. Sílvia Câmara recorda que os desmesurados trabalhos de Aryz estão espalhados por várias cidades europeias. Só em 2011 o artista pintou na Polónia, em Itália, na Finlândia e ainda na Catalunha, onde mora.» Público

sábado, novembro 05, 2011

NOTÍCIAS DE UM IMPACTANTE IMPACTO

Boas notícias de Lisboa: enquanto o presidente da Câmara Municipal de Lisboa determina a realização de estudos sobre o impacto financeiro do encerramento da grande maioria dos serviços municipais um dia por semana, os demais socialistas pregam a inconstitucionalidade dos cortes anunciados para 2012, o que equivale a fazer de conta que somos estanques à instabilidade proporcionada pela situação grega e não precisamos de uma margem de segurança sólida. Costa, afinal, pensa um pouco mais pela sua própria cabeça e não muito distante do bicefalismo guilhotinador Passos/Gaspar. 

LISBOA, GALERIA FRIGORÍFICA

Acho que sou meio francês na minha delicadeza quotidiana cheia de «Bom dia, Casimiro!»; «Bom dia, Dona Celeste!»; «Bom dia, sr. Ribeiro!», para além de infinitos «Tudo de bom...», nas despedidas. Sobre os franceses e os tugas não convém generalizar, porque, por exemplo, em Lisboa sinto-me numa galeria frigorífica onde a inexpressividade e o fechamento dos rostos impera, mas em Gondomar, a um pedido de informação na rua feito a uma só pessoa, logo se aproximam duas, três ou quatro, que se digladiam para me darem informações enciclopédicas acerca da betesga por que não pesquisei previamente no GoogleMaps.

domingo, outubro 09, 2011

CHICHI E PICHAGEM MURAL PROJECTAM LISBOA

Cada vez me convenço que António Costa é boa pessoa. Tenho pena que tenha medo e por isso seja socialisticamente correcto, nunca afrontando males internos. Não tem a qualidade louca da coragem e da bacorada útil e excessiva de uma Ana Gomes, mas tem aquela benignidade aparente e real em que nós, pobres cidadãos herdeiros da penúria deixada por Sócrates, queremos acreditar. Sucede que, antes de voltar ao Fado, ao Santo António e ao poeta Fernando Pessoa como símbolos de Lisboa a valorizar, devidamente utilizados para projectar internacionalmente a cidade de Lisboa, conforme neste sábado defendeu, conviria evitar por todos os meios que seja precisamente o odor a chichi e a abominável pichagem de paredes, monumentos e afins aquilo que vai projectando Lisboa internacionalmente. Os 'internacionais' vêm por tudo e muitas vezes estão por tudo, numa cidade tão bela, entre as mais belas, como Lisboa, mesmo assimtalvez fosse boa ideia evitar que viessem pelo cheirete a chichi e pelo criminoso desleixe com se desfeia as zonas mais típicas. 

segunda-feira, março 07, 2011

AI MOURARIA!




Rivalidades são rivalidades, poesia é poesia. FC Porto e Benfica arrostam com paixões de vida ou de morte. A vida de competição não é fácil. Daí a estigmatizar sistematicamente os títulos do FC Porto vai uma distância infinita. Creio bem que é precisamente no futebol que se vai contrariar todas as dinâmicas profundamente desequilibradoras instituídas pelo Poder eticamente corrompido, cleptofiscal, que habita Lisboa, coisa bem documentada. Entretanto, há isto e O mais que isto / É Jesus Cristo,/ Que não sabia nada de finanças / Nem consta que tivesse biblioteca...: Ai Mouraria, / Da velha rua da Palma / Onde eu um dia / Deixei presa a minha alma / Por ter passado mesmo ao meu lado certo fadista / De cor morena, boca pequena, olhar trocista / Ai Mouraria / Do homem do meu encanto / Que me mentia / Mas que eu adorava tanto / Amor que o vento / Como um lamento / Levou consigo / Mas que ainda agora / E a toda a hora / Trago comigo / Ai Mouraria / Dos rouxinóis nos beirais / Dos vestidos cor-de-rosa / Dos pregões tradicionais / Ai Mouraria / Das procissões a passar / Da Severa em voz saudosa / Da guitarra a soluçar / Ai Mouraria / Das procissões a passar / Da Severa em voz saudosa / Da guitarra a soluçar.

sexta-feira, outubro 29, 2010

ABALO EM LISBOA

Por razões cósmicas insondáveis, o planeta anda particularmente estúpido no plano telúrico. Temo por um terramoto que afecte Lisboa, neste ou noutro Inverno, coisa com que sonhei há pouco e foi pesadelo demasiado perturbador. Qual invasão espanhola, aquando da respectiva Guerra Civil?! Qual bombardeamento londrino, na II Grande Guerra?! Incomparavelmente pior! Faites attention, s'il vous plait!

domingo, maio 23, 2010

INTERMEZZO LISBOETA

Passei um dia em Lisboa, proveniente do Sul Profundo em direcção ao meu Norte Profundo. Amo cada vez mais esta cidade, que se me impregna a cada passagem. E têm sido imensas. «Já não há lisboetas.», diz-me o taxista. «Sim, a cidade é bela, mas as pessoas são cínicas, traiçoeiras, más, secas...», dispara ele sem se deter. Que lhe hei-de eu dizer, desde o meu deslumbramento? Turistas são às centenas, pasmando de desejo pelas ruas e ruelas como que esvaziadas de população própria. Graça. A primeira paisagem, ao subir para onde a Feira da Ladra acontece, é o lixo por todo o lado. O cheiro a urina, profuso, insistente, a outra face do que os olhos acedem. Para além disso, uma gente triste e parda surde quase a medo das tascas, cafés e restaurantes. Sujidade no espaço e encolhimento das gentes. E no entanto, quanta beleza e intensidade do que se divisa em História, Memória, e, ao longe, nos longes de Céu e Rio! Um homem jovem jaz, sem acordo de si, sobre um passeio, à entrada de um edifício do Estado. No lusco-fusco do entardecer, pontifica ele e, mais adiante, branqueja uma garrafa de litro espumosa, vazia da cerveja por mera troca de recipiente. Ali, perpendicular ao  desmaio do rapaz. Símbolos de uma hora abandonada numa cidade sob espesso descuro. Certamente aquele vidro desprendeu-se-lhe da mão e rebolou, igualmente desmaiado, até à borda da rua. Prossigo. Subo. Mais à frente, após o jardim, encontro o meu lugar familiar, onde descansarei. Bato à porta. E entro para cear com os meus.

quarta-feira, maio 12, 2010

IDENTIDADE

«Hoje, participando na edificação da Comunidade Europeia, levai o contributo da vossa identidade cultural e religiosa. De facto, Jesus Cristo, assim como Se uniu aos discípulos a caminho de Emaús, assim também caminha connosco segundo a sua promessa: «Estou sempre convosco, até ao fim dos tempos». Apesar de ser diferente da dos Apóstolos, temos também nós uma verdadeira e pessoal experiência da presença do Senhor ressuscitado. A distância dos séculos é superada e o Ressuscitado oferece-Se vivo e operante, por nós, no hoje da Igreja e do mundo. Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.» da HOMILIA DO PAPA BENTO XVI, Praça Terreiro do Paço de Lisboa, Terça-feira, 11 de Maio de 2010  

quarta-feira, março 17, 2010

RED BULL AIR LINDO

Assim sim. Um País a sério reparte. Nem que sejam aeroplanos zumbidores e pilotos atolambados. Portugaiense, aprendi a amar Lisboa, a querer-lhe bem, pese embora a Babilónia crua em que persiste reincidir, cloaca de desmandos mil, cru virar de costas à Paisagem. Estão de parabéns Costa e Rio. Circo e Folclore sob um já célebre Pacto de Extorsão Colectiva.

domingo, dezembro 20, 2009

DAR ASAS A QUEM TEM DENTES



É pacífico que Lisboa tem tudo, é tudo, será efectivamente sempre tudo. Está estatuído. É de lei e conformismo quase gerais. Se o desemprego estiver nos 8% em Lisboa e Vale do Tejo e nos 15 % no Norte e demais regiões, tudo bem. Seja. É a lógica dos tempos. Mas depois há viscerais necessidades de compensação nesses cus de Judas nacionais com um olhar impiedoso sobre Lisboa cheia de dentes e de nozes bafejados por Deus. Que depois ninguém se queixe de essas compensações alegrando os imensos cus de Judas nacionais, relegados, esbulhados.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

RED BULL: LISBOA INCHA ATÉ ESTOURAR


Aqui, no Norte, começam a rarear recursos argumentativos para confrontar ou qualificar a realidade centralista lisboeta macrocéfala, uma que em muito lembra a história de David e Urias, segundo a denúncia do Profeta Natan. Três anos consecutivos em que o evento Red Bull Air Race-Betsabé se realizou em Gaia/Porto, com o sucesso conhecido e reconhecido, e agora Lisboa, e os seus cérebros de ética nula, determinaram capturar para si a prova, engordar a cidade, já obesa com esmagadora oferta cultural no País, ainda com mais oportunidades. Engendrou-se para esse efeito a devida engenharia financialista do Regime. A menos que uma coisa não tire a outra, isto é, que uma prova, no Porto/Gaia não impeça a outra, em Lisboa, coisa de que se duvida, trata-se da consumação em altíssimo grau do obsceno desigualitário e desnivelador nacional, à imagem e semelhança, de resto, de todas as demais obscenidades político-económicas tão em voga em Portugal e tão impunes.

sábado, outubro 10, 2009

MINISTRO DOS ASSUNTOS LISBOETAS

PSD, o Partido dos Sentados, está a morrer. Nele vislumbra-se somente oportunistas e tachistas desesperados, gente pouco ou nada empática com a outra gente popular, como JPP, António Capucho e outros senadores pedantolíssimos, um feixe, aliás, de outros mais, os quais, como bem escreve o meu amigo José Maria Martins, não se sujam nas ruas e nas vielas pela causa de um Portugal brioso e livre. Por sua vez, o Partido Saqueador, quando, e se!, Costa for eleito, verá resolvido o primeiro ministro da Maioria Relativa: o Ministro dos Assuntos Lisboetas. Assentando a sua acção bem longe dos desígnios dos cada vez em menor número cidadãos residentes na Capital para satisfazer os estômagos, os interesses, as alienações e os factos consumados habituais, Costa tem de ser eleito como Santana, ao que parece, precisa de o ser e tem (precisamente por isso ou não) Zero apoios. Calados como ratos, Roseta Croma e o Zé Alarve serão petelecados a seu tempo porque as coisas são como são e a utilidade dos aliados é sempre uma coisa a prazo. A vida seguirá como dantes. Pelintra. Farsante. Cediça e submissa a quem manda dissolver Portugal, cediça e submissa a Espanha. A Capital Portuguesa nunca mais será dos seus. Será do Governo da Nação como outrora era do velho sacana e avaro. Caminhamos para tempos similares ao de esse Salazar providencial, caduco e castrador de uma Nação graças a ele nunca mais Inteligente nem Prática, nunca mais Participativa nem Sagaz não fosse Salazar toda a gente. É irónico que seja Mário Soares, com seu cio irrefreável corporativista sempre em campanha por mais Poder Repartido entre a canzoada bem posta na vida por vampirizar o País, a fechar esse ciclo tirando-nos dos braços de uma besta para nos recomendar outra ainda pior.