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segunda-feira, abril 01, 2013

O PEREGRINO PORFÍRIO

Por vezes, quando quero sofrer, leio o Peregrino Porfírio. O Porfírio parte do princípio que Sócrates comete erros. Sócrates não comete erros. Sócrates é imune a erros. Todos nós, cidadãos, Cavaco, a Direita, a Esquerda à Esquerda do PS, todos, todos, mas mesmo todos nós, «essa gente» que não realiza a divindade excelsa de grande Playboy  nós é que errámos. Errámos por ter contestado a deriva Excessiva e Psicopatológica com que Sócrates conduziu a Governação desde a primeira hora. Deveríamos ter deixado sua Exma. Torpeza absolutamente sozinha, cavando mais e mais o buraco de um Estado completamente descredibilizado, deixá-lo com o seu voluntarismo, a sua sanha demente, para que levasse de vez Portugal aos braços do FMI e dos outros: estava tudo a correr tão bem! O Porfírio, que até é inteligente, não vê um Fascista Disfarçado à frente dos olhos, nem que lhe façam um desenho. De panegírico em panegírico, o Peregrino Porfírio prefere a Lustrosa Fraude.

quarta-feira, março 14, 2012

GENTE QUE É ROBOT E ACHA COISAS

Porfírio, ainda Porfírio, ou qualquer outro socratista, detesta Cavaco Silva. Eu, que não leio Porfírio, vou comentar Porfírio porque ele acha-o «do pior que há entre nós. E, ainda por cima, hipócrita.» Até aqui tudo bem e tudo normal. Menos o argumentário repetido e homogéneo da seita que é todo o mesmo, num mimetismo estalinista de fazer inveja aos melhores tempos da Cortina Ferrujenta. Dizem todos a mesma coisa. Que Cavaco desopile do caos em que redundaram as suas más relações institucionais com S. Bento, segundo Porfírio, também corresponde ao «desenterrar extemporâneo da questiúncula com Sócrates pela (não) informação atempada acerca do PEC IV», o qual não foi, como defende Porfírio, proposto a Bruxelas para tentar evitar que o país fosse lançado nos braços da "ajuda" externa, mas imposto por Berlim como condição para mais algum tempo de sobrevivência a esse esfarrapado Governo Minorca e Descredibilizado. Mas enfim, a seita tem versões and must stick to them. Também Porfírio acha «despropositado não reconhecer que Sócrates devia ter arranjado maneira de contar a coisa a Cavaco mais atempadamente.» Isto é, um PEC que se oculta ao Parlamento e ao PR e se dá a conhecer de fugida e já consumado ao Passos Coelho da mãozinha, era uma coisita de somenos. Porfírio também acha «que Cavaco citou mal a Constituição, fez interpretações abusivas acerca do facto (pressupondo que a delonga na informação é instantaneamente classificável como deslealdade) e fez-de de parvo acerca do que se estava a passar (Sócrates tinha razões para crer que Cavaco, quando soubesse, iria contar aos seus amigos políticos, provavelmente estragando o segredo necessário à concretização do plano).» Mas qual segredo? Se havia secretismo para que serviria?! Todavia concordo com o Porfírio quando fala de deslealdade para com o Governo (o que, aliás, continua a ser a sua prática com o actual governo).» Na grande guerra de deslealdades institucionais, Cavaco foi, por uma questão de sobrevivência e de defesa pessoal, desleal com o Governo Sócrates o qual, por sua vez era desleal com toda a gente. Qual das deslealdades nasceu primeiro? As deslealdades de Sócrates. Mas nasceu, foi desleal, palavra aliás inexistente no seu léxico. Mas Porfírio consegue surpreender ao dizer que não alinha «com a tese de que Sócrates fez muito bem em não informar o PR. Sócrates terá tido, teve de certeza, razões para isso. As circunstâncias explicam o episódio, pelo menos em parte, aceito. Mas isso não justifica que se teorize, constitucionalmente e tudo, para dizer que é pão nosso de cada dia que o PR não saiba o que o governo está a propor de tão importante para o país num Conselho Europeu.»  Ora este desalinho da seita de que o Porfírio se mostra capaz comove-me até às lágrimas porque ainda há esperança que a grande omertà socialista, o dictat socialista, a articulação de versões Lello, Vitalino, ASS, Silva Pereira, pode ser rompida e Porfírio rompe-a um bocadinho comovedor. Por fim, Porfírio sentencia Cavaco Silva com a sentença que o define em todo o espectro político na História por todo o sempre, sem apelo nem agravo, e que se aplicaria também, mas agravadissimamente a Sócrates, se Porfírio se afastasse inteiramente dos que no Partido Aparadeira amparam toda a porcaria porque cometida e decidida pelos seus: «Cavaco mostra que tem uma visão da história e do país completamente centrada no seu pequeno umbigo.» Mas é ao concluir o grande achismo porfiriano que a coisa descamba para a ficção novamente: mas então como é que Cavaco poderia «promover um entendimento alargado que evitasse a crise política e mobilizasse o país para uma resposta justa aos desafios.» se nunca nascera em Portugal coisa mais traiçoeira, mentirosa, infiável quanto o Primadonna?! Se este espécimen se comportou de forma absolutamente desleal e anormal, praticando a exclusão e o rebaixamento de qualquer interlocutor, Cavaco incluído?! Portanto, Porfírio, o semidesalinhado da seita, é também incapaz de ver a baixeza lá, onde ela pontificou. Concordo, enfim, que «Cavaco [...] se pensa a si antes do país - além de que Cavaco, o campeão da deslealdade institucional, quer com o PS quer com o PSD, confunde os seus cálculos biliares com o cálculo do interesse comum.», mas corrigiria as posições no pódio: Cavaco é somente vice-campeão da deslealdade institucional. Sócrates foi o Messi Negro da Deslealdade Institucional, da Deslealdade Fiscal, da Deslealdade Política, da Deslealdade com Bebés Interrompidos, da Deslealdade com Professores Humilhados, da Deslealdade como Modo de Vida. Ponto. Era tão fácil ver isto. Mas seria necessário não se ser da súcia socialista, a verdadeira sociedade secreta, hermética, coreuta de versões combinadas.

O CORO

Quem lê os fanáticos socialistas e os vê a comparar o incomparável: os tempos despesistas do passado com o presente conclui que lhes habita a mente esta ideia peregrina  todos os males portugueses, nessa altura, advinham do coro de protesto e insatisfação interna, de bloggers, movimentos e Oposições, e não dos excessos, erros e abusos cometidos. Por isso, não passa sem remoque mesmo uma ideia pró-activa no sentido de observar e contrariar o alarme social em que os socialistas e os socratistas têm apostado, adeptos que são da terra queimada, caso não sejam eles o Poder.

terça-feira, abril 19, 2011

PORFIRIO ROSAS, MEU AMOR, À PÁTRIA!

Os socialistas-socratistas são uma caixinha de surpresas, não há dúvida, repleta de bedum, volitante quiróptero a contaminar o ambiente como a radiação de Fukushima. Por que é que não se lhes arranja um enclave?! Ficavam lá todos a fabricar bancarrotas, a abraçar-se e a beijar-se muito, com a legendária lágrima no canto do olho, em nome da grande omertá?! Porfirio Silva, de todos eles, é um herói de perseverante nulo. Dedico-lhe este poema: «Prefiro rosas, meu amor, à pátria, / E antes magnólias amo / Que a glória e a virtude. / Logo que a vida me não canse, deixo / Que a vida por mim passe / Logo que eu fique o mesmo. / Que importa àquele a quem já nada importa / Que um perca e outro vença, / Se a aurora raia sempre, / Se cada ano com a primavera / As folhas aparecem / E com o outono cessam? / E o resto, as outras coisas que os humanos / Acrescentam à vida, / Que me aumentam na alma? / Nada, salvo o desejo de indiferença / E a confiança mole / Na hora fugitiva.» Ricardo Reis [heterónimo de Fernando Pessoa], in "Odes"

quarta-feira, agosto 04, 2010

SUPOSITÓRIO BANAL

Quando o "socialismo maçónico" não controla dois magistrados, apesar de controlar a Justiça e a Economia à escala do pentelho; quando falha em pressioná-los com a promessa de represálias caso levem demasiado a sério a investigação, nessa altura começa imediatamente a classificar o problema como "subversão do Estado de Direito". Como se dessem o cu e três tostões pelo Estado de Direito. Não dão. Estão-se a borrifar para o Estado de Direito, mas não para a Sorvedoria do Estado Entorpecido, garantida pelo prolongado e devastador controlo do Aparelho de Estado, coisa em que se mostram inexcedíveis. Por isso, a despesa pública sobe para compensar com sofreguidão clientelar a fragilidade do Governo. Por isso apodam o processo Free Porc sintomaticamente de novela, esvaziando-o desde logo da gravidade político-judiciária que encerra. Escrevem para ignorantes. Ladram entre si. Contratam escandalizados. Funcionam numa solidariedade de matilha. Convém-lhes declarar que esse processo nasceu de uma conspiração entre políticos, polícias e jornalistas para denegar o que o primo Hugo e o Tio Júlio ingenuamente implicitaram sobre o verdadeiro sentido da degradação familiar e corporativa do Estado de Direito. Quando as coisas não lhe correm bem, o "socialismo maçónico", embora fique a falar sozinho, põe os seus peões a rasgar as vestes nos media e enrouquece de gritaria contra a "brutal manipulação da Justiça" e contra o "golpe de estado em curso". Medram bem estes "socialistas" num País civicamente tetraplégico, moralmente acovardado e politicamente ignorante.