Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Pinho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Pinho. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, novembro 11, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME XI

[As Aventuras do Santa Alcoveta]

SóCrash, o grande candidato a todas as candidaturas impossíveis do favor popular, o grande monte de verborreia de mentir, o carisma negativo da mitomania e da charla política na História de Portugal, teve uma ideia presidencial. Algo genialmente inovador germinou-lhe na mona. Se o Rato não o quer por perto nem o quer como candidato presidencial para 2016, imaginou que poderia avançar alguém que, não sendo ele, fosse quase como se fosse ele. Carlos César. «Que tal, calhordas do Corporações?!» — esganiçara o Santa Puta em plenas catacumbas ultrassocialistas, o bunker do Rato. Os Calhordas estacaram e ensaiaram uma resposta. Foi assim que se iniciou um esplendoroso debate sem ataques pessoais entre o Santa Alcoveta e os Calhordas do Corporações e que haveria de ficar nos anais da debatologia nacional.

— Calhordas, é o que vos digo. Caso Guterres não queira concorrer nas presidenciais de 2016, o melhor candidato, excluindo eu mesmo, passa a ser Carlos César.
— Mas, ó Santa Puta, nada sabemos da disposição de Guterres. O que sabemos é da disposição favorável a Guterres do teu Gajo, o Costa.
— O meu Gajo, o Costa, anda entretido a afastar-se de mim, a criar taxas para turistas na Capital, a fazer uma recolha de economistas e a ter trocas de palavras com o Maduro. Ouvi-o dizer que apoiava António Guterres como candidato à Presidência. Empalideci de raiva.

— Sim, Santa Puta. Nós também espumamos de raiva por amor de ti.
— Calhordas, Guterres é um fraco. Demitiu-se em plena fulguração da minha rapina, quando os meus negócios e as comissões com o Euro 2004, mesmo o Fripór estavam a bombar, estupendamente encaminhados e sob o grande biombo santificador da Governação.
— ... Que ele destapou, abrindo caminho à Direita Decadente.

segunda-feira, novembro 10, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME X



[As aventuras do Santa Alcoveta]. ‪

‎SóCrash‬, o Santa Puta, entusiasmado com o mais recente acto de censura e intolerância no Facebook por parte do seu protegido jovem turco e promissor Daniel Oliveiresco sobre o chato do PALAVROSSAVRVS, joshua, um dos seus mais acirrados detractores, acerta um encontro com ele na Torre de Belém para um café secreto e umas natas clandestinas. 

Dani é o primeiro a chegar. Trouxe uma pequena garrafa thermos. Surge disfarçado, com uma longa cabeleira loira e óculos escuros, embuçado numa sweat shirt negra com enorme capuz. Pouco depois, aparece SóCrash, luvas de couro, óculos escuros e uma T-shirt encarnada com o Che estampado, vestida por cima de uma camisa de manga comprida negra. Trazia as natas num saco de papel castanho.

— Viva, Dani! Deixa-me antes de mais cumprimentar-te pelo teu acto de higiene de ontem, na tua página do Facebook de que sou fã — atirou logo o Santa Puta. 
— Como vais, Santa Puta? Ah sim. O tipo é um chato de Direita que acha ter piada. Não debate. Não argumenta. Passa o tempo a fazer piadas xungas, a meter-se comigo, sem respeito nenhum pelas nossas ideias, sempre com cenas contra a Esquerda e a nossa quádrupla entente. Vê lá, SóCrash, que se atreveu a escrever no seu mural que eu ainda serei um novo Jorge Coelho e o Tavares, o Rui, do LIVRE, um novo Pina Moura. Cortei-lhe o pio e a mais uma gaja inteligente que fazia coro com ele. Até porque esse caralho já estava a granjear enorme popularidade no meu próprio público que o enchia de gostos. 

— Fizeste bem. O gajo não passa de um professorzeco frustrado e com uma cisma messiânica, basta ver como apresenta a fronha do Cristo há anos, no bloque e em tudo aquilo em que está metido. Está desempregado do Ensino desde Outubro de 2012, quando o Crato inchou as turmas com a aritmética da austeridade e o pretexto do excesso de oferta docente. Os nossos serviços de informação garantem-me que esse filho da mãe fica indefinidamente a seco, para aprender.

quarta-feira, novembro 05, 2014

AUTO DA PORCA DO REGIME IX

[As Aventuras do Santa Alcoveta]

SóCrash, o Santa Alcoveta, o alcoveta optimista-comissionista de todas as oportunidades de comissionar a 2%, o dente afilado na carne do contribuinte do passado, do presente e do futuro, o magno charlatão aperaltado do Regime, sente-se insatisfeito e perdido, sem projecto senão ficar na sombra, na sala vazia da RTP, colado ao seu Gajo, o Costa, para abrir caminho a uma candidatura presidencial ou não abrir. Ele sabe que o ok para tal projecto que não há meio de chegar pode não chegar, até porque o Padrinho Don Marioleone já percebeu o lastro impopular que SóCrash representa para o Gajo do Rato, o Costa. Os seus, que o deveriam apoiar, apoiam cada vez mais a sua partida forçada para fora do País, de novo Paris, os Estados Unidos para afiar o seu Inglês Macarrónico, um exílio redentor qualquer bem longe do País. Entendem que a sua cercania do Gajo Costa embaraça e embacia esse sol do socialismo mãos-largas que vai triunfalmente a votos em 2015.

Por isso SóCrash resolve desabafar com o seu modelar filho espiritual, Manuel Pinho, sondando-o, também a ele, sobre o presente e sobre o futuro. O encontro é nas Catacumbas do Corporações, onde se colige todo o saber-marreta acerca de qualquer adversário que se possa mais tarde sujar e intimidar, desde que se oponha ao grande projecto comissionista ultra-socialista que há-de levar Portugal a uma Bancarrota de cada vez:

Pinho é o primeiro a chegar. Acende um cigarro numa nota de vinte euros e contempla a hora combinada no relógio de vinte mil euros, belos tempos áureos, esses do DDT BES Salgalhado. Entretanto, SóCrash chega, embrulhado numa gabardina negra e oculto sob uns óculos escuros. Como de costume, o Santa Puta dispara o cumprimento habitual:

— Olé, Pinho, pá! Manel, dá cá esses cornos, pá, olé!
— Ehehehe Olá, Santa Puta! Que saudades, pá, dos nossos tempos de glória.
— E de grande rapina, pá, Pinho.
— E de grande rapina, Santa Puta! Pois é... Foi por uma nesga que o TGV não se fez...
— Nem o Novo Aeroporto. Pá, Pinho, a malta do nosso Rato, os meus mais íntimos escravos, quer que eu me pnha no caralho... Nem acredito.
— Santa Puta, meu amigo, é a política...
— Pois, mas eu ainda tenho muito para dar ao Rato e sobretudo preciso da grande imunidade de dez anos que só uma Presidência da República me daria... Nada me daria mais prazer que suceder ao traste de Bouliqueime.
— Isso é impossível, Santa Puta. O pessoal que analisa números já concluiu há muito tempo que ardeste... Nem para candidato serves.

sábado, dezembro 10, 2011

UM CROQUETE DE CHUMBO EM CHEIO NOS CORNOS

Durante meses, escrevi por aqui, cassandra e ingloriamente, acerca da lubricidade gonorreica, gastadeira e gastronómica a que o Governo Falido de Sócrates se dava nas múltiplas sessões de inauguração das botas perdidas de Judas. Gastos em pastéis e outras merdas que se esfumam. Basta considerar as duas cerimónias de apresentação pública do novo Museu dos Coches, apenas um pálido apontamento na saga merdeira e pedanteira a que José Sócrates se entregou como um Rei Sol incompetente, pedinte, ganancioso, dispensando abundâncias fictícias para inglês ver, causando prejuízo estapafúrdio ao Erário com nulidades a ficar pelos olhos da cara aos pobres e esbulhados pagadores impostos portugueses. O contrato mais caro foi o da apresentação conjunta do projecto por Manuel Pinho e António Pinto Ribeiro – os custos da sessão ficaram em 43 290,19 euros. Os homens do croquete foram aí Manuel Pinho e José António Pinto Ribeiro, mas as paneleirices do lançamento da primeira pedra presidida pelo próprio José Sócrates para abrilhantar de fosco os trágicos cem dias de Governo, as acções de comunicação propagandesca política, custaram 75 mil euros. Só para que Sócrates colocasse a dita primeira pedra, o Estado teve de gastar quase 30 mil euros. A conta final ascendeu a 29 443,71 euros. E assim se devastaram as nossas contas, de pouquinho em pouquinho, entre coquettes, croquetes e buffets de charme, com folhetos e prospectos e panfletos e portfolios: um homem que não sentava, nem por um minuto, a real regueifa no assento de São Bento; um homem em digressão incansável, gesticulante, com o seu circo fraude optimista do Estado Social, homem dado exclusivamente à manipulação, à politiquice pesporrente, como biombo do vampirismo denodado dos amigos, eleição fraudulenta após eleição fraudulenta  esse homem delirante e ridículo parece isento a quaisquer consequências dos seus actos.

sexta-feira, agosto 13, 2010

PINHO E A EDP DOAÇÕES

Num generoso passe de sofisticado e charmoso compadrio mãos-larguistas, espécie de Novas Oportunidades só que ao mais alto nível planetário, a eléctrica portuguesa fez uma doação à School of International and Public Affairs (SIPA), num montante que pediu à Universidade nova-iorquina para não divulgar (sim, foi muita massa!) e que tem como uma das iniciativas o seminário sobre energia renováveis que vai ser leccionado pelo ex-ministro da Economia. «Manuel Pinho será professor visitante School of International and Public Affairs (SIPA) da Universidade Columbia. A sua posição faz parte de uma série de novas iniciativas que estão a ser apoiadas pela EDP», conforme revelou ao Jornal de Negócios fonte oficial da Universidade de Columbia. Tudo isto promove Portugal e salva as instituições estrangeiras, mas certamente dá uma ocasião a Pinho para mostrar que outras habilidades sabe fazer com os dedos. No fundo, e há que dizê-lo com frontalidade, tudo isto é a EDP Doações no seu melhor.

terça-feira, julho 28, 2009

PINHO TEM SÓCRATES BY THE BALLS

Esse grande espertalhaço da lata malfeitora e trapaceirista, Sócrates, o grande vilipendiado e satirizado da bloga por todas as boas razões que Paulo Querido*, dadas as suas opções e gratidões, nunca vislumbrará, deve ter feito um enorme inimigo a partir do ex-ministro Pinho, embora só mais tarde tal se venha a revelar em todo o seu esplendor. Aquele homem com perfil de japonês e cara de menino da primária com bibe deve saber mais que o que pode contar. Em certo sentido, deve trazer o Ainda-PM by it's small and pinky balls. Primeiramente, é necessário, a bem de Portugal, que a Queda de Sócrates se concretize. Que o indivíduo enfrente a Justiça do Voto e a chamada Justiça Justiciária e Mediática, crivando bem crivado um passado cheio de grossas derivas irregulares e um presente governativo que não parece diferir em nada daquelas sombras passadas, indiciadoras de um carácter deformado e deformador da realidade. Recorde-se o estado de guerra fria intestina ao País, a crispação estéril gerada entre os portugueses, o empobrecimento deliberado da Classe Média que a sua governação representou e não são coisas a que se possa sorrir. Pinho e Sócrates não estão de bem. Cem empresários a elogiar Pinho é desagravo não extensivo a um Governo, que é péssimo. Na verdade, o respaldo absoluto que esta gente se prometeu, Pinho, demais membros do Governo e Sócrates, todos de pedra e cal, apesar de tantos deslizes, um respaldo no matter what, foi afinal grosseiramente violentado por Sócrates. Sob cerco da Oposição e da Sociedade, por um gesto corneante que não rasura um homem nem as suas noites sem dormir, Sócrates cedeu ao formalismo e deixou cair um ministro que se sentia seguro como todos os outros, apesar de falhas de substância que há muito justificariam demissão. Pinho nunca lhe perdoará a fraqueza e a deslealdade socratinescas, quando mais precisava de protecção e condescendência. É uma questão de tempo até pelo menos o eleitorado fazer evacuar um gigantesco equívoco chamado Sócrates: «Virgílio Vasconcelos, administrador da Bi-Silque, líder na produção de quadros interactivos, considerou que Manuel Pinho "teve um bom trabalho enquanto ministro" e "foi um indivíduo incansável que se sacrificou profundamente pelas tecnologias ligadas à energia".»
_____
* Paulo Querido ainda não interiorizou a verdadeira diferença, na bloga, entre lixo e objectividade jornalística: na bloga só há lugar a liberdade editorial absoluta e a qualidade é um factor flutuante, mais jornalístico ou mais literário Depois, uma certa bloga com agenda, institucional, com direito à frisa na BlogConf serve e é servida pelo Poder que está ou pode estar (PS/PSD). Paulo Querido serve o Poder que está, nem que seja por não o molestar de maior. Outros, como eu e milhares, batem-se por uma Democracia Participada Civicamente, pelo Pluralismo Parlamentar, pelo fim das maiorias absolutas demagógicas e mentirosas, maiorias bem longe dos desígnios de promoção das pessoas, investindo muito mais no reforço dos Fortes, do seu Poder, dos valores do Lucro e do Dinheiro sem qualquer bondade e fecundidade sociais; são pela estabilidade governativa assente na tensão e na negociação apertadas e permanentes, pela transparência absoluta da Administração Pública, pelo fim de todas as nomeações de confiança política; são pelo bom exemplo e pela boa governança do Estado. Sócrates, o seu PS, e mesmo o velho PSD das décadas anteriores, estão nos antípodas disto. Se Paulo Querido ainda se entusiasma por um exercício do Poder trauliteiro, bafiento, desonesto, salazarento, corporizado em Sócrates, há que lamentá-lo profundamente. Não temos culpa, mas a verdade é que esse lixo Portugal dispensa-o bem.

sexta-feira, julho 03, 2009

GLÓRIA BAÇA DO DEMISSIONÁRIO PINHO

Entre Silva Lopes e Henrique Neto há uma enorme diferença de coerência e autonomia mental. Não faltam depoimentos públicos a diferenciá-los como se diferencia política e economicamente o trigo do joio. Concordo em absoluto com o primeiro, quando se pronuncia sobre o ex-ministro Pinho. Nunca espero nada de muito crítico em relação à decrépita cultura do Poder vigente no segundo. Como diz e bem Henrique Neto, esta demissão vai tarde e ocorre pela mais improvável das razões. Assim vai leprosa e louca a Naviarra do Regime : «O antigo dirigente socialista Henrique Neto considerou hoje que Manuel Pinho "já devia ter sido demitido pelo menos há três anos", alegando que o agora ex-ministro da Economia "prejudicou o país várias vezes".»

LEPROSA INDIGNAÇÃO HIPÓCRITA

Obviamente que este tipo de indignação unânime pela 'armação' que Pinho inventou ontem no Parlamento é o lado fácil da indignação e eu preferiria que Cavaco nem sequer se pronunciasse a fazer coro com tal hipócrita unanimidade. Os portugueses vivem indignados por coisas muitíssimo mais relevantes que quaisquer falhas de etiqueta e saber estar de um Ministro Gaffeanamente Gafado, num Governo Terminal, engolido pela Soberba neossalazaresca de um só. Urge que os melhores, mais capazes e generosos políticos refresquem a vida pública pela sua juventude e sentido de serviço à comunidade, coisa que não se sente de todo. É possível exigir e obter mais responsabilização, mais capacidade de acção construtiva e federadora, uma vez num Governo transparente e democrático. Ver, pelo contrário, um Governo como uma plataforma de interesses em benefício das mesmas clientelas, da mesma nomenklatura de favorecidos por décadas, degradando e empobrecendo Portugal, isso é que ofende e indigna. Para todos se indignarem com o que vai de gravíssimo minando a acção política não carecemos de nenhum bode expiatório já munido de hastes como ónus. Naviarra de Loucos, o Regime vai leproso e inseguro. Só uma purga eleitoral e um discurso autêntico poderão remediar um cancro adiantado. Da Nação acabada de nascer, no século XII, cheia de Seiva, Liberdade e Projecto resta agora um trambolho, engelhado nas Leis, balofo na Economia, comido de mal da raiz à ponta sem Unidade no Essencial e Sentido Comunitário. Observe-se o corpo leproso do Regime: nas patorras informes de vícios só se vêem as unhas de Rapina, mas não as veias da solidariedade; as pernas, ulceradas, são pinheiros cascalhudos, sangrados sem piedade pela Cobiça, pelo gosto de mandar sem humildade nem sabedoria; no peito, medram a esmo os caroços do Favoritismo de Facção, sôfregos como cogumelos num toco carunchoso. Mas é no rosto da República e do Regime, nos quais a Nação cada vez menos se espelha, que os estragos da devastação são mais cruéis. Dir-se-ia que lhe foram colados à cara natural bocados toscos de barro vermelho, numa tentação demoníaca de caricatura impiedosa do que seja Justiça, labiríntica, obscura, contraditória, babélica. Nenhuma imaginação humana, por mais rica e ruim, seria capaz de deformar tanto a fisionomia de um Regime Político, de uma República na qual a Nação mal se revê: «O Presidente da República juntou-se hoje à “indignação” manifestada pelos partidos relativamente ao comportamento do ex-ministro da Economia no debate do Estado da Nação, sublinhando que o respeito pelas instituições é “um princípio sagrado da democracia”.»

PINHO, INCOMPETÊNCIA E ETIQUETA

«Apesar do mais de meio milhão de desempregados, apesar de todas as empresas que fecham portas diariamente, apesar dos milhões em dinheiros públicos e dos negócios que garantiu às empresas do regime através de critérios muito pouco transparentes, apesar dos milhões em fundos comunitários que permanecem à espera da capacidade política que permita utilizá-los, apesar de todos os trambolhões do nosso PIB. Nada disto valeu para fazer de Manuel Pinho um péssimo ex-ministro. O seu gesto, sim. Nos dias de hoje, aparentemente, desde que não faça cornos, qualquer nulidade corre sérios riscos de ser um bom ministro. E mais. Sê-lo, nulidade, é um predicado tão apreciado ao ponto de um nulo poder demitir-se sem quaisquer constrangimentos: a sua demissão não provoca alterações dignas da mais mínima valoração.» Filipe Tourais, O País do Burro

quinta-feira, julho 02, 2009

PINHO DE PONTAS PEGADO DE CARAS


O ministro Pinho que fora de si compareceu de pontas em riste contra Bernardino Soares é a imagem, metáfora perfeita, de esse touro acossado chamado Governo, desgoverno que se vai despegando e desfazendo por ter sido o de um só homem incapaz de federar, na autenticidade, e destrutivo na falsificação e na conflitualidade estéril. De degradação em degradação, é só uma questão de tempo até alguma de esta gentinha de fino quilate resvalar para uma boa sessão de purgatória pancadaria. Entretanto, perante a espectacularidade das 'pontas' e da sua imprópria fealdade, Manuel Pinho demite-se, ou é demitido, mas na verdade por muito menos que, por exemplo, tantas gaffes imperdoáveis e sobretudo a história opaca entre ele, ministro, e Manuel Sebastião, por alguma razão presidente da AdC. Tudo ao contrário. A degradação moral e dos valores, em sede de Governo, é severa e cheia de sequelas: «É o caso do debate do estado da Nação de hoje. Tudo porque o ministro da Economia, Manuel Pinho, fez um gesto, colocando os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP.»

quinta-feira, maio 21, 2009

PINHO, COMPETITIVIDADE EXPLORATÓRIA

Tragicamente, Pinho, ao falar de competitividade, está na verdade a falar de a mão de obra dever ser uma pechincha para que o negócio continue e prospere em favor dos mesmos de sempre. E isso diz bem do tempo, do Ministro, da Política e de tudo. Mas por que motivo não é ainda tudo feito por robots para que o lucro seja Absoluto?!: «A situação na Auto-Europa e o negócio dos seguros de exportação da Cosec dominaram boa parte da interpelação parlamentar de ontem do CDS-PP ao Governo sobre economia e as micro, pequenas e médias empresas. A fábrica de Palmela “tem de ser mais competitiva”, avisou o ministro da Economia Manuel Pinho.»

quarta-feira, maio 20, 2009

PINHO EM CRÍTICA CÍNICA A MFL

Manuel Pinho tem tanta moral para falar da resistência da economia portuguesa à Crise como Bush para falar de pacifismo. Pertencendo a um Governo Fantasista, Espectaculoso, Manipulatório de tudo o que há para manipular, esconder, camuflar, quem é Pinho para classificar de 'discurso da tanga' os enunciados de MFL?! O Discurso da Treta do Governo que esboroa a sua própria fiabilidade, a confiança que deveria merecer e a credibilidade obrigatória feita de Verdade, esse discurso, sim, lesa as energias de resistência de um povo o mais pobre e desigual da Europa, convém não esquecer. O protagonista do miserabilismo salarial português na China, e a China é o Estrangeiro, o salvador da Qimonda, o grande especialista das Linhas de Crédito às empresas de que não se ouve falar, que não se verificam e quando muito afectam positivamente somente que reúnam critérios políticos, deveria ter tento na língua quando sai a terreiro para molestar MFL, como se não tivesse mais que fazer que entrar em disputas, imputações de pequena política leviana e digladiar-se politicamente com todos os que criticam a Obscuridade Anunciativa de este Governo. Na verdade, não sei quem é que está a resistir em Portugal. Eu não resisto. Muitos sucumbem. O emprego precário e mal-remunerado é a grande anedota nacional quando se fala em resistência. As lojas estão vazias, não resistem. Nos minimercados locais, stocks inteiros de iogurte, fruta, peixe, carne, superam o prazo de vigência e vão para o lixo em quantidades dolorosas, esmagadoras. Não se vende um frasco. Por isso, nem compreendo como pode Pinho vender a ideia de que a nossa resistência e superação da Crise é superior à dos nossos congéneres europeus. Quem acredita em petas dessas?! Nem percebo para que defende o Ministro das Finanças o mega-investimento público num país pobre com estradas e infraestruturas dos mais ricos, com mais carros de luxo por habitante que a França, infraestruturas de luxo ante uma população esmifrada e esmagada de miséria, endividada, cujo Governo, seus ministros e suas clientelas em sinecuras de Regime, circulam e gastam à fartazana, não se poupando a luxos, investindo Zero em Emprego, minando a harmonia social, semeando o Caos e a Violência do Futuro. Façam o Aeroporto. Adiem o TGV. Não inventem estradas caríssimas redundantes. E não digam que com esta fome, esta falta, este desemprego, estes subsídios de desemprego miseráveis, fraccionados, cortados, que acabrunham e não promovem famílias nem pessoas, nós conseguimos resisitir. O sistema social português não é o espanhol. E mentir é a pior política: «O ministro da Economia acusou hoje a presidente do PSD de protagonizar o "discurso da tanga", ao criticar Portugal perante empresários estrangeiros, numa altura em que o País "está a resistir à crise" económica internacional."Não tem [Manuela Ferreira Leite] a mínima noção que não lhe fica bem criticar o País à frente de empresários estrangeiros, sobretudo numa altura em que Portugal está a resistir à crise internacional", afirmou Manuel Pinho à agência Lusa.»

sábado, setembro 20, 2008

GUERRA DE INFORMADORES


Num momento em que cabeças rolam mediaticamente
porque a AdC, que não mostra serviço em que se creia
com as fastidiosas investigações dos preços dos combustíveis,
mostrou afinal serviço com outro tipo de peixe miúdo e atirou cá para fora
os nomes das empresas que ao que parece cartelizaram em negócios com o Estado,
a informação preciosa prova a sua utilidade de arremesso
e coincidentemente salta também cá para fora, como arma natural de retaliação,
esta coisa estranha entre Sebastião e Pinho.