«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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quinta-feira, janeiro 31, 2013
quinta-feira, novembro 29, 2012
O PERIGAR DA PRESIDÊNCIA DILMA
«Pelas informações vazadas a conta-gotas, até agora, da Operação Porto Seguro, fica evidente que o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua continuadora, Dilma Rousseff, e o grande líder petista José Dirceu de Oliveira e Silva, tinham bastante domínio dos fatos sobre como a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, coordenava um time de corruptos, em um verdadeiro governo paralelo, com esquemas que favoreciam empresas e pessoas interessadas em obter vantagens ilícitas junto a órgãos federais e agências reguladoras.
O Padrinho (Godfather) de Rosemary Novoa de Noronha repete o velho discurso de sempre de que “nada sabia” e agora se “sente traído” pela amiga e assessora do seu coração – que agora caiu em desgraça. No papo furado, mandado espalhar na mídia amestrada pela máquina de contra-marletagem petista, Lula teria dito: “Eu me senti apunhalado pelas costas. Tenho muito orgulho do escritório da Presidência, onde eram feitos encontros com empresários para projetos de interesse do País”.
A certeza geral é que o Mensalão nunca acabou. Aliás, se sofisticou.
quinta-feira, novembro 15, 2012
PAÍS IRRESPIRÁVEL SOB O GÁS DA HIPOCRISIA
Só cegos não vêem que, nos media, o nome de José Sócrates não se pronuncia jamais e ninguém como ele poderia passar por um daqueles burlões que intrujam velhas no interior e se põem a monte com uma maquia considerável, enquanto contemplam de longe os prantos e o desespero dos burlados. Os jornalistas portugueses não pronunciam o nome de José Sócrates, não questionam a sua quota parte maciça de responsabilidade pelos apertos e sacrifícios impostos aos portugueses. Os Marinho e Pinto, os Soares, os Sampaio, as Ana Lourenço, os diabo que os carregue, jamais pronunciam o seu nome e a sua culpa. Qualquer acusação de maldade e desonestidade para com as contas públicas e para com os cidadãos, bomba-relógio deixada para viesse depois, é difamação, não conta, não pesa. Podem ter passado dezasseis meses depois de Sócrates ter saído aparentemente de cena, mas o seu legado pesa e pesará ainda por décadas, para não falar nos montes de merda que falam no Parlamento sem ponta de vergonha na cara, especialmente o populista-anarquista Galamba, o hipócrita absoluto Basílio e todo o esterco associado às malfeitorias do passado. Para tanto bastaram uns anos de desvario e patrulheirismo mediático, com extensa cumplicidade de todos os comentadores com chancela e passe mediático passíveis de suborno moral e avença choruda; muito dinheiro público se escoou através de pagamentos oficiosos a línguas de pau bem industriadas. Os jornalistas encolhem-se, os podres abafaram-se e, hoje, ao menor aceno acusador de estroinice no papel de Primeiro-Ministro, trata-se invariavelmente de assassinato de carácter, cassete eterna que os filhos da puta autores do roubo criaram para si, para se defenderem. O diagnóstico da crise do Euro e da crise económico-social portuguesa não é, portanto, explicável pela acção amplificadora de Sócrates. Explica-se com Cavaco Silva, dizem. Porquê? Por não ter conseguido convencer, em 2009, um impostor minoritário a coligar-se fosse com quem fosse. Mas como poderia o filho da puta coligar-se fosse com quem fosse se todo o fito e toda a safra do PS [como, no Brasil, o PT de José Dirceu] consistia em sugar sozinho Portugal até ao tutano, em fazê-lo depressa e bem, conscientemente, lucidamente, favorecendo os seus, o sistema corrupto Estado dentro do Estado, a sua omertà, até que BES, BCP e BPI dissessem, em Fevereiro de 2011, «Chega, sr. Sócrates! Não vamos comprar mais dívida pública portuguesa a juros estratosféricos! Acabou-se a mama. Acabou-se o jogo do empurra.» Foi aí que o Governo caiu. O resto é PEC IV, conspiração geral, desculpas de mau pagador. Tratava-se de um Governo minoritário, mas minoritário deliberadamente, minoritário pelo seu próprio pé, usando de todas as armas da impostura para se vitimizar à menor oportunidade. A seguir às eleições de 2009, ganhas sob mentiras e falácias, o jogo foi o da inversão do bico ao prego, o engonhar os problemas, dançar o tango com a placidez pachorrenta de Pedro Passos Coelho, hoje tratado abaixo de cão, diminuído em tudo e universalmente tomado por incompetente [neste contexto de tormenta severa?], por ter cão e por não ter, sendo o capataz de Forças Inconfessáveis para um conjunto de transformações forçosas de toda a lógica de organização do Estado, passando pelo recuo do Estado Social. Em Março de 2011, o interesse nacional já havia sido suficientemente fodido por José Sócrates, a nossa soberania estava comprometida e a credibildiade do Governo pelas ruas da amargura. Urgia um golpe de misericórida na Festa Obscena da Dívida, no excesso de auto-estradas, nos luxos infrenes, nos excessos tipo parque-escolar, nas PPP negociadas e comissionadas até às vascas do colapso. Não havia nenhum desgaste ou boicote ao Governo que as relações espinhosas e conflituosas entre Sócrates e Teixeira dos Santos não superassem nas suas lógicas de instrumentalização de números e factos falsos para continuar a boiar-merda à tona do desastre, sempre se alimentam os que sempre se alimentaram do Estado-PS e vivem dele, sem ele não vivendo. Sócrates traiu Portugal, traiu, banalizou enxovalhou Teixeira dos Santos, traiu grosseiramente as gerações presentes e futuras, traiu António José Seguro, minando-lhe a liderança e imbecilizando-o de asno para baixo: os prejuízos materiais, a ruína económica, a degradação da saúde e a devastação moral que depositou no nosso presente não têm paralelo. Sair do buraco é forçoso para todos nós. Não se pode imputar os efeitos de anos de malfeitoria a quem nos estenda hoje uma corda para sair dele. Pois haveremos de sair, ainda que vozes de sereia nos garantam ser ela o baraço da nossa forca.
quarta-feira, outubro 10, 2012
BRASIL: MENSALÃO CONDENA TRÊS

E poupa um. Lula. Foram três os que foram condenados, na Terça-feira, por corrupção pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil no caso "Mensalão". José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares foram julgados, com mais sete acusados, por causa do desvio de fundos públicos para comprar apoio político no Congresso. Eram homens unha com carne do ex-Presidente Lula da Silva. O socialismo, isto é, toda a forma de apropriação da riqueza para distribui-la pelos membros do gangue e perpetuar-se no poder [Dirceu tinha um projecto totalitário de partido único embrulhado numa capa falsa de democrata] sob o biombo e a protecção que derivam da política tem sido uma tentação tão forte que resulta em esquemas dessa natureza ou de outra: a Europa do Sul confronta-se com o mesmo problema com efeitos terríveis na vida das pessoas comuns em Portugal e Grécia, por enquanto. Dinheiro é poder. Quanto mais dinheiro, mais poder e mais corrupção. Ou por extorsão indigna, via impostos, ou por extorsão directa mediante um circuito bem oleado e funcional nos interstícios da Aristocracia Político-Económica, o cheiro é quase o mesmo. Uma vergonha. A corrupção mata! Mata-nos.
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domingo, setembro 16, 2012
BRASIL: MENSALÃO, HAVERÁ DOIS MARCOS VALÉRIO?
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| Marcos Valério |
O caso Mensalão será talvez um dos mais complexos, intrincados e contraditórios da Justiça Brasileira. Agora é o advogado do empresário Marcos Valério, o criminalista Marcelo Leonardo, que vem dizer neste Sábado que o seu cliente não deu entrevista à revista Veja e negou o que é dito na respectiva reportagem, segundo o que o empresário Marcos Valério, apontado como o operador do mensalão, tem dito em conversas "com pessoas próximas" que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o "chefe" da quadrilha responsável por um dos maiores esquemas de corrupção do país. Se non è vero, è ben trovato...
quarta-feira, setembro 12, 2012
BRASIL: PROCESSO DO MENSALÃO ARRASTA-SE
Do mesmo modo que em Portugal a criminalidade política se encontra bem blindada e, por exemplo, a criminalização do enriquecimento ilícito foi rejeitada por este Presidente da República, dando o sinal negro de que a Justiça Portuguesa selecciona e isenta consoante o poder, o dinheiro e a pertença à elite, só a extrema delicadeza do caso explica os escrúpulos, o cuidado com que o Supremo Tribunal Federal procura incluir mais uma sessão durante a semana para acelerar o julgamento do processo do Mensalão: a tendência é que se arraste e é preciso simular que não se arrastará. De momento, os ministros reúnem-se em plenário na Segunda-feira, Quarta e Quinta à tarde. As sessões extra deverão ser marcadas para as manhãs de Quarta-feira.
segunda-feira, setembro 10, 2012
BRASIL: MENSALÃO E O VALERIODUTO
Os partidos, em sociedades frouxas como a portuguesa e a brasileira, tornam-se um Estado dentro do Estado, sequestrando dinheiro público e arregimentando meios para si e os seus a fim de o Poder, uma vez obtido, ser mais facilmente mantido e garantido. Mais grave ainda é haver coadjuvantes pela passiva onde menos seria de esperar. No Brasil, supostamente o Mensalão está sob julgamento, o que servirá para, no plano interno e externo, o País parecer menos corrupto e menos paraíso impunitário do que é, mas mais de um mês depois do seu início, os ministros do Supremo Tribunal Federal só hoje começarão a analisar o ponto que trata do esquema montado por Marcos Valério e os dirigentes do Banco Rural para abastecer políticos da base do governo Lula. Numa espécie de prefácio aos saques feitos por políticos e seus assessores entre 2003 e 2004, o quarto item da denúncia enquadra dez réus no crime de lavagem de dinheiro.
Na lista, estão Valério, os seus dois sócios na SMP e B, o advogado Rogério Tolentino, a ex-directora da agência de publicidade Simone Vasconcelos e a secretária Geiza Dias, além de quatro ex-dirigentes do Banco Rural. Se os acusados forem condenados, os ministros abrem caminho para fazer o mesmo em relação aos políticos que foram à boca do caixa do Rural receber dinheiro do valerioduto. O relator, Joaquim Barbosa, deve concluir seu voto ainda hoje.
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