«... a alusão a um medium tempus foi cunhada por Petrarca (um homem "medieval"), mas só passou ao jargão historiográfico em finais do século XVII como sinónimo de trevas, superstição, clericalismo e violência. [...]A literatura, tal como a entendemos (e sobretudo o romance) é criação da "Idade Média". A Universidade, sede de saber, transmissão, formalização e polémica em torno do conhecimento, é uma invenção medieval. A arte, neta de Deus como lhe chamava Dante, muito embora o conceito só fosse estabelecido no século XIX, é também uma conquista medieval. Até o "capitalismo" - passando por cima do errado lugar-comum que afirma a oposição da Igreja à economia, ao dinheiro e ao lucro - nasceu do processo de legitimação do dinheiro, fenómeno que ganhou expressão a partir do "renascimento do século XII. Coube, também à Idade Média, a invenção do trabalho entendido como valor moral. Ou não foi a Idade Média a inventora de uma sociedade que repousava sobre a organização do trabalho, de que as corporações, as guildas, as comunas, as liberdades burguesas e concelhias, raíz daquilo a que se vulgarizou chamar de "democracia"?» Combustões
«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Castelo-Branco. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Castelo-Branco. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, dezembro 03, 2012
quarta-feira, maio 09, 2012
FAÇO MINHA ESTA CARTA ABERTA
«Quando chegou à Chancelaria alemã, a Sra. Merkel viu partir o seu antecessor Gerard Schroeder para um rendoso posto proporcionado pela discutível democracia russa. O gás foi o móbil desse tráfico de influências e a Europa está hoje à mercê do Sr. Putin. A Chanceler Merkel viaja para a China e países africanos de expressão portuguesa. A Sra. Merkel chega em visita de contactos claramente comerciais ao Brasil e outros países sul-americanos, alguns dos quais são democracias de estranho recorte bonapartista. Pouco importam os argumentos éticos, pois o mundo dos negócios não se compadece com ninharias, especialmente se a Mercedes Benz ou qualquer outra grande empresa alemã, puder facturar apetitosos proventos na permuta de tecnologias por dinheiro vivo.» Estado Sentido
Etiquetas:
Alemanha,
austeridade,
chancelerina Merkel,
Estado Sentido,
Miguel Castelo-Branco,
Nuno Castelo-Branco,
Portugal,
Samuel de Paiva Pires
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
sábado, janeiro 14, 2012
INVEJA & NOJO
«Menezes, cuja inteligência se ficou sempre pelos lados de Gaia, afirmou que "tinha inveja da sinecura de Catroga". Não, não devemos sentir inveja; devíamos sentir nojo.» Miguel Castelo-Branco
quarta-feira, dezembro 28, 2011
VOLTAR OLHOS E CORAÇÃO PARA A TAILÂNDIA
«É tempo de Portugal pensar seriamente a necessidade de restabelecer relações — culturais, comerciais, científicas, tecnológicas e militares — com a Tailândia, país onde subsiste a última grande comunidade de ascendência portuguesa no Sudeste-Asiático. É tempo de procurarmos saídas para o atoleiro europeu e voltarmos, de novo, ao mar.» Combustões
quinta-feira, agosto 27, 2009
EVIDÊNCIAS DE UMA ERRÓNEA REPÚBLICA ENVILECIDA
A República portuguesa representa hoje tudo aquilo contra o que porventura mesmo os republicanos originários mais fanáticos teriam lutado. Capitulação da soberania no seu cerne económico-financeiro por incúria de uma classe política mercenária; desmandos, delitos, latrocínios de toda a espécie nas instâncias e instituições superiores do Estado, coisa a que se chama suavemente "corrupção". De modo que quando Saramago perora sobre a República, na verdade seniliza eufemisticamente o que há a dizer sobre os seus mais devastadores efeitos. E seria fácil ao escritor a honestidade límpida de compreender isto: graças à vacuidade envilecida da República, Democracia e Regime nunca tiveram tão pouco a ver: «É evidente que a República, com a sua tosca falta de consideração pelas crenças que se confundiam com o ser e destinação de Portugal, foi o melhor aliado para quantos não haviam compreendido que a separação entre o Estado e a Igreja constituia, afinal, a libertação da esfera do religioso. É evidente que a República nos atirou para fora da Europa, nos provincializou e fechou portas às grandes correntes do pensamento ocidental. Compreende-se, pois, que só os inimigos da liberdade - à esquerda como à direita - a possam incensar, pois sem ela não medrariam. A República foi a lotaria para os messianismos desvairados e para o fim histórico de Portugal.» Miguel Castelo-Branco, Combustões
sexta-feira, agosto 07, 2009
QUATRO ANOS DE COMBUSTÕES
O magnífico blogue do Miguel, Combustões, faz quatro anos! Quanta fecundidade intelectual e patriotismo fundamentado! Ao autor, os meus efusivos parabéns, votos de ânimo e longa vida por muitas e muitas décadas! Sublinho o quanto o PALAVROSSAVRVS REX está, desde sempre, em intensa comunhão de objectivos culturais, espirituais, pelo ressurgimento do Portugal Imenso, Valoroso e Profundo pelo qual de múltiplas formas ambos sofremos e lutamos: «Este passou a ser, na sua segunda fase "tailandesa", um blogue asiático-português. Aqui no Oriente aprendi a desprezar a plutocracia, o parente pobre do capitalismo, o maior inimigo do trabalho e da propriedade, o maior engodo para os pobres. De câmara em riste acompanhei as peripécias de uma revolução que evitou o colapso deste país (1, 2, 3, 4, 5), assistimos às reviravoltas e golpes fracassados. Depois, uma reflexão necessariamente portuguesa desta jornada, a aproximação ao tempo passado que é tempo de hoje; em suma, o que mais nos interessa, Portugal. Para os próximos quatro anos prometo melhor, se os meus leitores quiserem.» Miguel Castelo-Branco, Combustões
terça-feira, julho 21, 2009
PEDAÇOS DE PORTUGAL
«Seis da tarde. Não dera pela passagem do tempo. Um café, bolinhos e a marcante gentileza do líder da comunidade em acompanhar-me até ao limite da aldeia. Para este passeio levei comigo um amigo francês, que compreende bem o que isto significa, pois é francês nascido na Argélia, como eu sou português nascido em Moçambique. No autocarro que me trouxe ao centro disse-me: "que gente tão amável. Note-se: vivem no seu mundo e não noutro mundo". Não pude dizer mais nada. Eles vivem no seu pedaço de Portugal. Se eu mandasse, dava-lhes de imediato a cidadania portuguesa.» Miguel Castelo-Branco, Combustões
Subscrever:
Mensagens (Atom)