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quinta-feira, junho 11, 2015

TAMBÉM TENHO SAUDADES E MAIS

Última Ceia, Giotto.
1. Não escondo. Não nego. Tenho saudades da minha actividade quotidiana no meu blogue. Para mim, fará sempre sentido escrever num registo menos aforístico e com mais fôlego, quer trabalhando matérias literárias que me apaixonam, quer intervindo, com carácter e vigor, na construção de um País Arejado e Viável. O que determina que não escreva ou o faça muito raramente são dificuldades pragmáticas, prosaicas, que ainda não pude resolver e que se agudizaram para mim a partir de 2012. Tenho fome de escrever. Tenho ânsia de regressar às lides apaixonantes da nossa vida pública portuguesa.

2. A Fé, mergulhar nos Evangelhos, é uma das mais preciosas fontes de Alegria e Integridade. Está lá tudo o que precisamos ser, tudo o que devemos ser para que Deus seja Tudo em nós. O meu sonho de menino é ser exactamente aquele Discípulo Amado, João, que reclina a sua cabeça no amantíssimo peito do Senhor. O Senhor vem. Vigiemos e oremos para que as nossas almotolias da Compaixão e do Amor fundamentados na Fé se não esvaziem. Tudo o mais é poeira. Tudo passa. É preciso amar.

3. José Sócrates que, com a malignidade consabida, capturou uma tóxica atenção mediática por demasiado tempo e por tempo de mais dominou praticamente todos os cordelinhos do Poder, enquanto foi Poder, está final e naturalmente preso, enjaulado com toda a tardia naturalidade. Mesmo preso, estrebucha insolentemente contra os magistrados que lhe autopsiam a gula, o suborno, o acúmulo criminoso de dinheiros comissionista-subornistas, a vida faustosa desproporcionada com os rendimentos, e lhe imputam, por isso mesmo, variados crimes enquanto titular de cargo público. A cada aparição pública, os advogados mostram-se patéticos, igualmente insolentes, ostentando um deles a pose mais javarda que a TV alguma vez já exibiu. Sem surpresa, Vetusto Soares surge, a espaços, bandarilhando a Justiça, personalizando a bandarilha em Carlos Alexandre e Rosário Teixeira, pressionando-os, intimidando-os, perseguindo-os, numa obscena intrusão que radiografa todo um modus operandi com décadas. Nos media, defendem-lhe a toada raivosa os mesmos do costume: Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Nicolau Santos e Pedro Marques Lopes: é muita a poeira e a desfaçatez em defender o indefensável, obnubilando tudo o mais que se sabe. E tudo o mais é insuportável, explicando em boa parte a Derrocada 2011. Defendem-no com a converseta-manobra de diversão da presunção de inocência como se a vasta e densíssima informação de que dispomos fosse Zero, como se não lêssemos as notícias da imprensa escrita e não ouvíssemos nem víssemos as do audiovisual, como se os grossos escândalos em torno de Sócrates e do PS, desde 1974, não fossem esmagadores, como se um negro historial de impunidade entre políticos e banqueiros não tivesse medrado no Regime, consolidando-se nele medonhamente, como se nos últimos quarenta anos o puro desprezo pela vida das pessoas e o saque ao Estado não tivessem sido o que sabemos, Governo após Governo, mormente os socialistas, incapazes de zelar pelo Futuro porque inteiramente devotados ao devorismo do Presente. Pois enquanto houver Miguel Sousa Tavares, Daniel Oliveira, Nicolau Santos e Pedro Marques Lopes, que defendam o refugo da vida pública e advoguem a escória da práxis política, haverá sempre imensa matéria contra que lutar. O combate continua. É o meu combate. É o teu, leitor. Também se combate a querer saber, a descortinar a verdade.

segunda-feira, junho 17, 2013

DA LAMA

Se Sousa Tavares ousa exarar em texto merdas inexactas e cretinas como as seguintes citadas, não pode ter como amigo o comentador merdoso dominical da RTP, o qual do ponto de vista estritamente político não se fatiga de ser o refinado Homem-Merda. Só um País sem vergonha tolera corruptos, sujos, toldados e manipuladores, como se não sofrêssemos todos, hoje, aqui e agora, as consequências da sua acção abominável no passado: «Só uma classe que recusou, como ultraje, a possibilidade de ser avaliada para efeitos de progressão profissional – isto é, uma classe de medíocres reivindicam o direito constitucional de ganharem o mesmo que os competentes – é que se pode permitir a irresponsabilidade e a leviandade de decretar uma greve aos exames nacionais. Nisso são os professores exemplares: transmitem aos alunos o seu próprio exemplo, o exemplo de quem acha que os exames, as avaliações são um incómodo para a paz de um sistema assente na desresponsabilização, na nivelação de todos por baixo, na ausência de estímulo ao mérito e esforço individual. Mas a greve dos professores vai muito para lá deles: reflecte o estado de espírito de uma parte do País que não entendeu ou não quer entender o que lhe aconteceu. Deixem-me, então recordar: Portugal faliu. O Portugal das baixas psicológicas, dos direitos adquiridos para sempre, das falcatruas fiscais, das reformas antecipadas, dos subsídios para tudo e mais alguma coisa, dos salários iguais para os que trabalham e os que preguiçam, faliu. Faliu: não é mais sustentável. [...] Se alguém conhece uma alternativa mágica em que se possa ter professores sem crianças, auto-estradas sem carros, reformas sem dinheiro para as pagar, acumulando dívida a 6,7 ou 8% de juros para a geração seguinte pagar, que o diga.» Miguel Sousa Tavares, Expresso, 15 Junho 2013

sexta-feira, junho 14, 2013

A BESTA DO MIGUEL SOUSA TAVARES

... chamou «Palhaço» a Cavaco e isto resolveu imediatamente um sem-número de problemas do País. O títere Carlos Costal, com um atrevimento e uma coragem de forcado, chamou «malandro chulo» a Cavaco, à distância de dois corpos estendidos, e desencadeou uma cortina de solidariedade para ajudá-lo a pagar a multa de 1300, a qual pode já não ter qualquer efeito. A coisa vai assim e vai muito bem. Muitas vezes, para desopilar, também apodo de Homem-Merda o Homem-Merda, hoje a saltitar ociosamente entre Paris e Lisboa, e intitulo Mário Soares de Sua Vampireza, Papa Mafioso da Política, Sumo Maçónico Pontífice, incomensurável Sr. Fax de Macau Emaudio. A coisa vai assim e não poderia ir melhor. Não dá em nada. Somos um povo relevantíssimo às formigas e aos vermes da horta.

segunda-feira, maio 27, 2013

E NO ENTANTO É UMA VERGONHA

Sim, sim, no entanto o insulto de Sousa Tavares
é uma vergonha para Sousa Tavares.

GELATINA SEGURO E O PALHAÇO CAVACO

Foto: "O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje, em Gondomar, que renegociar o défice orçamental previsto para 2014 em meio ponto percentual, de 4 para 4,5%, como pretende agora o Governo, "pode não ser suficiente".
"Há tanto tempo que eu tenho vindo a defender que é preciso renegociar e que é preciso mais tempo para nós cumprirmos com as nossas obrigações", salientou o líder socialista, à margem da apresentação pública do candidato do PS à Câmara local, Marco Martins.
"Na altura, o que é que o primeiro-ministro me respondia sempre? Isso era impossível. Pois bem, aqui está a prova de que isso é possível", observou Seguro.
O líder do PS espera que "possa haver uma boa negociação" desse objetivo, porque "não pode haver renegociação para manter a mesma austeridade".
"Tem de haver uma renegociação para aliviar os sacrifícios dos portugueses e não para tapar os erros do Governo", afirmou.
Mais adiante, insistiu que "se é exclusivamente para resolver um problema do Governo então isso é pouco".
A renegociação segundo Seguro deve ser para "cuidar melhor" da economia portuguesa e para "dar prioridade ao emprego, apoiando as pequenas e médias empresas".
O líder socialista defendeu também "uma relação direta entre a redução do défice e a evolução da economia".
"Se a economia estiver a cair nós teremos muito mais dificuldades em reduzir o défice. Se a economia estiver a crescer temos muito mais possibilidades de reduzir o défice, até de uma forma estrutural", sustentou.
Seguro repetiu que a sua prioridade são a economia e o emprego.
"Só conseguimos sair deste crise crescendo e criando riqueza", reforçou, referindo que desse modo "o défice diminui por via do aumento da receita e não o contrário".
Renegociar o défice de 2014 de 4 para 4,5% "pode não ser suficiente", salientou.
"O número é uma consequência daquilo que é a prioridade. O que temos de fazer é ligar o nosso programa de ajustamento à prioridade do emprego, porque só podemos diminuir o défice se a nossa economia evoluir positivamente", reafirmou.
Seguro recordou que "já este ano” propôs à "troika" um défice de 6%, e não de 5,5% como está contratado, "porque as medidas que o Governo tem de aplicar são de mais austeridade, o que significa menos economia e mais desemprego".
Instado a pronunciar-se, também, sobre a perspetiva de uma nova greve geral, o secretário-geral socialista afirmou "compreender muito bem a insatisfação dos trabalhadores portugueses, considerando "normal que lutem pelos seus interesses".
Seguro fechou a apresentação pública da candidatura de Marco Martins à Câmara de Gondomar, que decorreu ao ar livre, em Gramido, naquele concelho, com uma intervenção focada na necessidade de fazer crescer a economia, apoiando, "em particular, as pequenas e médias empresas", para criar emprego e gerar riqueza.
"A economia cresce se houver investimento público e se dermos confiança para haver investimento privado", resumiu."
«Camaradas, tenho muita pena, mas isto não é um vibrador!»
Essa Esquerda que aspira a incendiar os próximos meses com protestos e outros actos de rebelião disciplinada não deve estar boa da cabeça: se consente que Cavaco seja insultado à frente da própria casa institucional da República Portuguesa, apodado de gatuno isto é um completo e vergonhoso tiro no pé que na verdade decapita a nobreza moral das causas dos que protestam. E é pena. Não é com insultos reles que se argumenta. Não é com refrões baixos que se ganha alguma coisa. Conviria resistir à tentação daqueles que, perante a derrota do Sport Lisboa e Benfica, provocaram desacatos e acabaram presos. Mesmo eu, quando estou cansado de argumentar, recaio na tentação de chamar Mentiroso Supremo ao merdentador Sócrates, e Arqueológicos Mafiosos Maçónicos a Mário Soares e a Sampaio, Absoluto Parasita Glutão Democrata-nos-Colhões-e-na-Voz-Cava Caçador de Aves Indefesas a Manuel Alegre e isto não resulta nem me dá todo o consolo que mereço. Continuará tudo na mesma. Continuaremos a sofrer, a ser esbulhados pela natureza abusiva, criminosa e intrusiva do nosso Fisco e da nossa Banca. A propósito, o que pensa o Gelatina Tó Zé acerca destes abusos de linguagem contra as instituições?! Acha bem o «Palhaço» de Sousa Tavares ou os «gatuno!» dos protestantes de Esquerda Burra à frente do Palácio de Belém?!

sexta-feira, maio 24, 2013

SOUSA TAVARES, COITO DE MÁS COMPANHIAS

Pode insultar-se o Presidente em exercício? Pode. Está na moda. Qualquer caralho o faz. Sócrates, que é um poço de moralidade, veio afiar as facas nas suas costas. Tornou-se um vício, uma desculpa, um álibi. Dão-se a ela os donos do Regime. De fora dos insultos e das acusações, das ridicularizações, das analogias baratas, ficam todos os vampiros do Regime, igualmente responsáveis pelas nossas dificuldades. Se essa via está a ser seguida e instigada pelos profissionais da conspiração, muito mal. Pelo contrário, acho absolutamente justo imprecar Jorge Sampaio, baixar as calças a Mário Soares, ex-presidentes cujos mandatos foram exercícios de bazófia, de encolhimento perante a Corrupção do Regime, exercícios de impotência e covardia perante o caminho para lado nenhum que o País acabou por trilhar. Miguel Sousa Tavares, poluído pela amizade com Sócrates que o desvirtua e visceraliza em mentiras e narrativas com cheiro a merda, já veio dizer que se excedeu e tomar como normal este inquérito. Para que aprenda.

segunda-feira, maio 06, 2013

AOS FILHOS DE FOUQUIER-TINVILLE

Chega. É chegada a hora de olhar para Pedro Passos Coelho e Paulo Portas e mesmo para o obediente frankfürter Gaspar como o último reduto para o êxodo-êxito da Intervenção Externa. Perante a incoerência e cinismo do FMI/BCE/CE, são eles, e não outros, a nossa única e exclusiva esperança, última oportunidade para nos salvarmos colectivamente de desgraças maiores, da desordem política, do caos fútil, do descrédito internacional. 

Em geral, os partidos políticos na Oposição, certos comentadores e especialistas afectos a determinados partidos momentânea ou permanentemente fora do exercício do Poder, como o intelectualmente desonesto e autodeslumbrado Daniel Oliveira ou o visceral zarolho Miguel Sousa Tavares anti-docentes, só nos garantem o Fim do Mundo e nada mais que a desgraça geral e colectiva. O registo de Daniel Oliveira, especialmente depois do abandono espectaculoso do BE, passou a ser explicitamente desonesto quando, colocando em perspectiva José Sócrates [a devastação que pôs em movimento] e Pedro Passos Coelho [nada mais que um bombeiro atrevido com óbvio desinteresse na demagogia e no eleitoralismo, debatendo-se com a paralisia do Centro Decisor Europeu] escamoteia a evolução favorável dos números entre 2010 e 2013. No défice e na dívida. O Daniel, claro, dir-me-á, o que sempre diz ou manda dizer: «O seu post é uma coisa execrável!» Infelizmente, nunca acerta no alvo do que se deve realmente execrar como a venalidade intelectual que explica parte da desgraceira de País mediático em que vivemos.

quarta-feira, março 28, 2012

MST OU O PÂNICO DOS CRETINOS

«Não sei o que leva esta gente a estar tão absolutamente em pânico porque por uma vez na vida se está a escavar toda a porcaria que a classe política criou neste país. Sejam os magistrados, sejam os jornalistas, é um imperativo nacional acabar com isto. Mesmo que os cartões de crédito fossem "legais" que razão pode haver para que um Estado que vive apenas e exclusivamente dos MEUS impostos e dos outros portugueses dê 5000 ou 10000 euros por mês a um tipo que já ganha um bom bocado mais do que eu, para fazer despesas pessoais com o MEU dinheiro? Talvez MST esteja habituado a viver com o dinheiro dos outros. Ou talvez ache como uma boa quantidade de gente neste país, que tem direito a viver regaladamente com dinheiro que não é seu e pelo qual nada fez para merecer. A mim sai-me do lombo e levam-me mais de metade em impostos (entre IRS e outros impostos directos e indirectos) e fico lixado quando ainda me tiram mais porque gastaram todo o que me tiraram para viver regaladamente. Só posso tirar uma conclusão. Miguel Sousa Tavares é uma besta. E uma besta incontinente verbal.» Groink

sábado, março 24, 2012

SERVICINHOS

Leio no josé a descrição pormenorizada do que MST e Daniel Arrastão Oliveira andam a escrevinhar no Espresso: desengane-se quem pense que os políticos que roubam e desrespeitam o Estado de Direito, roubando ao máximo e pelo máximo de tempo possível, o fazem sem um esquadrão de opinadores peritos em pactuar e desculpabilizar à força toda qualquer crime sob a conveniente capa imunitária de se tratar de política. Não os concebia tão invertebrados em sede de consciência. Basicamente, para ambos a impunidade é boa e recomenda-se; não há nada a mudar em leis feitas à medida da venalidade; e sobretudo há o perigo da "judicialização da política": enfim, lixados os contribuintes pela espessa corrupção dos políticos, lixam-nos os opinadores com a atenuação e desculpabilização geral dos mais negros e nocivos actos daqueles mesmos políticos e é nisto que se resume o servicinho que Daniel Oliveira e Miguel Sousa Tavares prestam ao Primadonna: encerrar-nos no curral do grande comer e calar, apesar de traídos, vendo lesado o Estado para lá do limite da pura insanidade no exercício do Poder. O jantar de namoro para abrandamento da isenção de quem opina, tal como com Pina, deve ter sido inesquecível. Podre País com abéculas assim!

quinta-feira, março 22, 2012

MST, BOVINIDADE PONTEAGUDA E SECTÁRIA

Preconceituoso e repleto de tendência, Miguel Sousa Tavares sabe muito. Isto a propósito do reparo justíssimo que Manuel Maria Carilho lhe faz devido à maldosa insistência encomendada daquele na ideia do cargo da UNESCO «como o mais apetecível». Não se pode estranhar a bovinidade ponteaguda e sectária do cronista Miguel, para quem o Caldeirão gigantesco de José Sócrates só pode parecer uma colherinha para chá e iogurte: «Miguel Sousa Tavares diz tantas vezes a mesma coisa, que a única conclusão a tirar é que, mais do que pensar, ele rumina. Do jornal para a televisão, e vice-versa, nada mais simples do que adivinhar o que vai dizer: é sempre o mesmo. A sua crónica do fim de semana passado revela, contudo, sintomas preocupantes: é que à custa de tanto reciclar crónicas anteriores, MST já ganhou reflexos condicionados, de tipo pavloviano: por mais a despropósito que seja, sempre que escreve "Unesco", logo a seguir dedilha "o mais apetecível tacho" do Estado para, imediatamente (e ainda mais automaticamente), acrescentar o meu nome. Já vamos para aí na décima repetição do mesmo... e fala ele de "tachos"!» MMC

sábado, março 17, 2012

O GRANDE OBNUBILADO MIGUEL SOUSA TAVARES

Não posso discordar, senão num ponto ou noutro, do que escreve Miguel Sousa Tavares acerca de Cavaco, hoje, no Expresso: «Todos já vimos demasiado Cavaco para poder ignorar a sua biografia. Este é o homem que não é “político profissional” e que nada mais faz do que política há trinta anos, mas apenas a pensar em si próprio. Este é o homem que teve sempre a arte de aparecer nos momentos fáceis (dinheiros europeus ou vitória eleitoral garantida) e desaparecer nos momentos difíceis (a morte de Sá Carneiro, o primeiro resgate do FMI). O homem que nunca enfrenta os adversários em terreno aberto, mas só quando os sente enfraquecidos ou derrotados. O homem capaz de patrocinar, tolerar ou calar uma conspiração montada no seu palácio contra o primeiro-ministro em funções e depois vir queixa-se de deslealdade deste. O homem que protege os seus aliados, mas só enquanto eles não se lhe tornem inconvenientes. Um homem que, de facto, Sócrates não respeitava. Como Soares não respeitou, como não respeitam Passos Coelho ou Paulo Portas.» Tudo isto, infelizmente é verdade. O problema é que é impossível ver demasiado Cavaco e logo com estas cores carregadas e, no mesmo passo, não conseguir ver suficiente Sócrates. Miguel Sousa Tavares consegue fazê-lo sem se rir, o que equivale ao maior número de contorcionismo intelectual de que há memória na História Nacional. Nesses jantares úteis, macios e preventivos que Sócrates quis ter com quem fazia crónicas e opina com suposto desassombro, e teve com MST, este deve ter tomado sem saber uma qualquer espécie de elixir que obnubila. Circe triunfou novamente.

domingo, março 11, 2012

TAVARES, CRESPO, MARINHO

Sou um leitor de Crespo, quando o apanho a jeito, e do Sousa Tavares que escreve n'A Bola. Só. O Sousa Tavares do Expresso bem como algum Expresso de parangonas manhosas, envenenantes e facciosas, não me é de todo legível à luz do que hoje sabemos da pré-falência made by Sócrates ou do desastre-traste global socratista. Os romances de MST têm gralhas e displicentes problemas de Português, o que me desmobiliza deles às primeiras sessenta páginas, habituado que estou a impecabilidade editorial e a obediências canónicas preposicionais e outras que constam compendiadas nos Prontuários pré-Aborto Merdortográfico. O Sousa Tavares fora d'A Bola fez algures na sua vida uma opção duplipensante, que o leva a fustigar professores e a indulgenciar políticos sem escrúpulos à testa dos quais está o Primadonna Playboy Parisiense. Ninguém como MST para lhe pôr opinativamente a mão por baixo, o que recorda a eficácia de jantares como o de Pina com o Primadonna Playboy Parisiense no investimento manhoso em manhosos captatio benevolentia de cronistas e opinadores mais lidos e prestigiados. Sou dos que estranha a compaixão selectiva do MST por políticos. Escandalizo-me porque nada é mais trágico que a selecção de verdades e a cirúrgica fuga dos factos. Daí que intuitivamente suspeite que Crespo e Marinho estarão por cima, nesta polémica menor com o Expresso, braço de um sem-número de gratidões e amizades com sinal xuxa nítido. 

domingo, janeiro 29, 2012

A DEGRADAÇÃO DE MIGUEL SOUSA TAVARES

Miguel Sousa Tavares é muito interessante em muitas coisas, mas dá erros de Português, língua em que não é nada rigoroso, e lambe Sócrates, não se percebe bem porquê. Lamber alguém é sempre mau sinal. Lamber Sócrates deveria intoxicar imediatamente o lambente, um pouco como acontece inversamente com as mordeduras do Dragão-de-komodo, sementeira de morte e refeições sem grande trabalheira. Miguel Sousa Tavares, o lambente oficioso de Sócrates, único opinador desalinhado em muitas matérias óbvias e pacíficas a uma Opinião Pública minimamente exigente [só ele é defensor do nefando Sócrates; só ele viu bondade e utilidade na acção vexatória e maligna da nefanda e prevaricadora Maria de Lurdes Rodrigues; só ele apostrofou e diminuiu o Professor Português], continua vivo?!

sábado, outubro 08, 2011

OS AMIGALHAÇOS DE JARDIM

Quem são os amigalhaços do dr. Jardim? Toda a gente. Miguel Sousa Tavares é um enorme amigalhaço de João Jardim e muito mais amigalhaço de Sócrates pela simples razão de que quem se dedica a argumentar como incomparáveis um e outro só pode ser amigo de ambos. MST, além disso, tem como característica escrever coisas insuportavelmente asnas e é como se a burrice viesse para ficar e ficasse mesmo, tirando o facto de ser adepto do FCPorto, coisa que infelizmente o não salva de aselhice crónica. Seria mau se somente as pessoas poderosas do PSD tivessem consentido a Jardim tudo em nome dos interesses do partido. Acontece é que o interesse de todos os partidos explicou largamente o desinteresse por Portugal e os Portugueses: onde teve o PS coragem para expurgar autarcas corruptos, também há décadas em funções? Também o eng.º Sócrates, mal pôde e precisou, consentiu a Jardim-Salomé a cabeça de João: obteve deste um feixe de elogios e pararam as farpas que o antidemocrático e antiparlamentar líder regional lhe lançava. A Madeira é ele. Nada e ninguém soube controlar Jardim. Nada e quase ninguém supôs o descontrolo devorista da trupe de Sócrates, que também encontrou uma maneira de ir ao Parlamento, não indo, mesmo quando se deslocava lá de quinze em quinze dias: era como se não fosse, transformando o prestar contas e o responder à oposição em berraria, o ser confrontado com as suas políticas um exercício de hostilidade contra Francisco Louça e o PCP, portanto, mero acto teatral de trampolinice e fuga em frente agressiva. Se na penúltima campanha para as legislativas, a de 2009, o PSD de Manuela Ferreira Leite escolheu a “ameaça às liberdades”, e não o estado da economia ou das contas públicas, como cavalo de batalha, foi porque a ocultação dos números e o mascaramento da realidade económica eram já o primeiro sinal de ameaça às liberdades, a começar pela liberdade de ditar o nosso presente financeiro e contabilístico, hoje comandado por forças externas ao País. Em suma, entre o défice deixado por Sócrates e as dívidas de Jardim cavadas na Madeira, há um profundo nexo que nivela dois homens ao pior nível do que haja a temer em homens públicos. Nada mais estranho, por isso, que Miguel Sousa Tavares cometa mais um grotesco exercício de branqueamento político muito ao nível da desconsideração preconceituosa do grupo profissional professores e da reiterada honestidade intelectual nula em matérias de imponderável adesão ou repulsão individual do caçador de mau fígado MST. Comparar, por fim, as singelas tentativas de corrigir o (que foi quem inaugurou as artimanhas criativas para esconder o défice de Manuela Ferreira Leite com a cascata de desonestidades em seis anos de desgoverno é o mesmo que comparar a Branca de Neve com o Drácula. Portanto, não há comparação. 

quinta-feira, outubro 06, 2011

«EQUADOR» EM BRASUQUÊS

Os portugas são umas bestas muito mal assumidas, mesmo. Acanhados e fracos, a começar pelo célebre romancista apalermado ou encanitado com professores, MST. Quando estive no Brasil, foram muitas respeitáveis mulheres, já com décadas de novelas, a dizer-me: «Portuga, eu adoro o seu sotaque português!» Nem sequer podem familiarizar-se e matar o desejo de nos ouvir e tentar entender ao natural, por muito esforço que isso efectivamente ou aparentemente envolva. É uma pena ficar o portuga com o seu talento escondido no armário e o brasuca mais pobre com a sua sacra auto-suficiência linguística continental, que não se pode quebrar, que não se pode romper, aquela impermeabilidade musical ao nosso consonantismo vocalofágico, assim confirmando a quantas vezes mera resistência preguiçosa e etnocêntrica brasuca, incentivada como um facto consumado por certas luminárias de lá e de cá. Não o fazem os norte-americanos com os ingleses nem os ingleses com os norte-americanos. Ninguém se submete, conceito vergonhoso tratando-se de Língua ou Cultura ou Sangue ou Tradição. Habituam-se e pronto. Primeiro estranha-se, depois entranha-se, depois ama-se porque isto da língua é troca, é reciprocidade. Deveria ser, caso não nos tutelem frouxos como os acordortografistas sob o malfadado Governo Primadonnista socratino. Agora que «Equador», série de época estreou 2.ª-feira na TV pública brasileira, seria uma belíssima oportunidade de lhes servir o português europeu ao natural enquanto, pela primeira vez, esta nossa língua e esta nossa cultura faziam de conta deixar de ter vergonha de existir. Já basta o que basta com a cediça e super/ultra vexata quaestio do acordo abortográfico abdicacionista.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

ROTUNDO FIASCO? ROTUNDO VIDENTE!

Com tanta lucidez por centímetro cúbico, não sei por que MST se arvora em vidente e, pior, em fatalista do Sistema, sem poder antecipar o grau de penetração ou subscrição do candidato em muitos e muitos cidadãos e maximizando o miserável efeito dos tristes debates, ao escrever isto: «Fernando Nobre é das primeiras experiências mais a sério de concorrência entre um candidato civil e os candidatos profissionais — e o primeiro rotundo fiasco da experiência. Mal rodeado, mal aconselhado, Nobre provou que um homem bom não faz um bom candidato e um homem sério não faz um sério candidato. Uma coisa é vir de fora da política, coisa que o "povo" tanto reclama; outra coisa é a total impreparação política, coisa que nem o "povo" aguenta. Afinal de contas, só Cavaco Silva é que se atreve a insinuar que o cargo de Presidente da República não é um cargo político. Mas ele mostrou, no debate/massacre com Nobre que, pelo menos e como lhe compete, conhece os poderes do Presidente e como funciona o sistema constitucional.» MST

sábado, março 13, 2010

SER OU NÃO SER UMA BESTA

Essa besta da crónica, ocasionalmente romancista, chamada Miguel Sousa Tavares, considera, com acre ironia, que desde que o Governo tomou posse, o único dos seus membros que tratou rapidamente de mostrar que tinha uma missão e a cumpriu foi a nova ministra da Educação, Isabel Alçada porque em menos de dois meses, «liquidou quatro anos de "esforços"», escreve MST, «da sua antecessora para tentar resgatar a política da Educação da ditadura instalada há muito pelos sindicatos dos professores».  Como se Alçada não fosse Sócrates assim como a Nojeira de Lurdes Rodrigues era Sócrates de saias com a fina flor das metodologias estalinistas. Ora merda! Quatro anos a comprar a CONFAP com tranches chorudas directas a um só bolso, a ridícula língua de pau irrepresentativa do seu minoritaríssimo presidente; quatro anos a negociar contra os professores, dividindo-os, erodindo-lhes os direitos de base, conservando intactos os privilégios de dirigentes sindicais, é o quê?! Uma revolução copernicana, não?! Miguel Sousa Tavares, nesta matéria dos para si execráveis professores, é uma besta. Merece tantos tiros-argumentos quantos os que, literais, atira às pobres aves e aos corpulentos cerdos-javalis das suas caçadas. Como é que um caralho de um intelectual como ele, amamentado com o perfume humanista da sua ilustre mãe, ousa fuzilar de generalizações uma classe digna e estuturadora de tudo num País, ainda assim Passivo, comido de cebolada, vítima de toda a espécie de fraudes impunes, mal pago, mal-tratado pelos políticos?! Por que motivo acicata ele os ânimos contra a única classe em função de pára-choques social, hoje de rastos, exangue, porque colocada debaixo dos pés de qualquer zarolha ressentido e de qualquer político desonesto?! MST acha que Alçada cedeu: «muitos salamaleques depois, capitulou em toda a linha e acrescentou umas largas centenas de milhões de euros aos encargos fixos do Estado.» Ficaria bem a MST, sim, encontrar outros alvos do seu acinte por outras perdas de milhões malbaratadas desonestamente, Governo após Governo. Sophia deve revolver-se na tumba perante tão feia fraqueza do desalmado filho.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

UM PERIGOSO EVADIDO

Gestor de nada mais que da própria sacrossanta imagem, constata-se ser Sócrates igualmente nada mais que um perigoso evadido. Evadido da verdade. Evadido dos factos. Dos problemas. Dos portugueses. Da realidade: «ADVOGADO DE DEFESAEsta noite, pensei que seria uma boa opção em assistir ao novo programa de Miguel Sousa Tavares, na SIC. Debalde. Com um microfone sem qualidade na lapela do entrevistador, não consegui perceber metade das perguntas e, por outro lado, pensei que o convidado [primeiro-ministro deste país] aceitasse ser entrevistado para nos falar dos problemas graves que afectam os portugueses. Ouve-se João Duque, Silva Lopes e Medina Carreira e ficamos preocupadíssimos com o futuro desta terra. Vem José Sócrates e a sua preocupação é falar da PT, da TVI, do jornal da Moura Guedes, dos que inventam coisas a seu respeito, da Taguspark, do Figo, das mentiras que não disse e, para cúmulo desta intervenção televisiva execrável, fomos contemplados com José Sócrates na qualidade de advogado de defesa do tal menino Rui Pedro Soares que andou por aí a produzir tanta parvoíce que até se demitiu de administrador da PT. Um indivíduo sem qualquer currículo para receber 2,5 milhões de euros por ano, mais as alcavalas, foi defendido até à exaustão (pudera!) por José Sócrates, ao ponto ridículo de se virar para Sousa Tavares e corrigi-lo dizendo que "você nem sabe que ele já era director na PT". Ai, era? E colocado lá por quem?... O primeiro-ministro perdeu uma boa oportunidade para ficar no gabinete a trabalhar ou numa boa jantarada no Tivoli. O Miguel Sousa Tavares perdeu a oportunidade de ter começado bem o seu novo programa por não ter convidado alguém que pudesse animar os seus espectadores trazendo à ribalta algo de novo. Os pinóquios estão fora de moda.» João Severino

SINAIS DE FLATO

Não sei por que se persiste em chamar entrevistas a monólogos monolíticos com a criatura duplipensante ainda em funções executivas. Miguel Sousa Tavares, no seu Sinais de Flato, não entrevistou. Foi encostado à passividade de um mero espectador ante o aluvião de propaganda do PM, como qualquer português encostado ao sofá, quando ela passa. Comparar o desempenho económico português, no défice e na dívida, com os desempenhos e índices de qualquer dos demais países ricos da Europa é no mínimo sádico, dada a desproporção dos respectivos níveis de vida. Invocar desconhecimento da tramóia pré-eleitoral com Figo e com os media começou por ser o velho exercício zen, tão típico no Primadonna, de fingir tão completamente que chega a acreditar ser verdade a mentira com que deveras mente. Invocar o Primadonna hoje as leituras e despachos do «senhor PGR», para se ilibar como mentor e alma mater do «Plano», corresponde exactamente à convocatória do Rato Mickey, cuja seriedade todos atestam naturalmente. Isto é assim, pelo menos, para quem anda informado. Enfatize-se, porém, que ele não fala para quem lê jornais ou anda informado. Fala para clientelas e criaturas crédulas e simplórias. Conhece e explora bem o lado torvo do povo que apascenta. Pode armar-se em postiço guardião da Lei e em pífio regulador do Estado de Direito sem espinhas. E ai de quem lhe negue o tal Estado de Direito, i.e., à medida das suas-dele necessidades e conveniências.

domingo, novembro 29, 2009

ENFADONHO MST E MALQUERENÇA

Miguel Sousa Tavares embrulha-se com a maior das facilidades nos seus próprios argumentos e, pior, parece comprazer-se com as urdiduras minudentes com que a Lei se tece. ficamos a pensar que a linha argumentária que segue demonstra ser José Sócrates vítima de uma malquerença injustificada, injusta, exagerada. MST é mais um que não é 'povo' e pensa que o 'povo' é estúpido nos seus juízos consumados, segundo ele, somente induzidos pelos media nos seus desígnios de denegrimento de famosos e poderosos apenas por serem poderosos e famosos. MST e JPP foram separados à nascença, filhos da mesma irredutibilidade "ponto-de-vística". Esquece-se o primeiro que muito antes de todos os casos que as escutas possibilitam arrastar debalde, já um conjunto de privilegiados conhecia de perto a peçonha em concentrado que é esse alvo bimbo de todas as suspeitas. Se o Miguel, como Marinho Pinto, tanto se aplica no labirinto da lei e nos vícios procedimentais que possam ter atentado contra o bom nome e a intimidade do PM com nula ou insuficiente fundamentação, deveria fazer uma declaração de interesses do tipo: eu escrevo no sentido de defender e ilibar esse Cristo inocente da suspeita e da trapalhada chamado José Sócrates, tramado pela escassa imprensa que ainda não domina, tramado, numa insistência ad hominem, por esses pressupostos políticos subjacentes aos ataques de índole pessoal de que tem sido alvo ou cujo comportamento displicente, trapalhão, controleirista, tem possibilitado numa reincidência estranhíssima. É que não podia ser mais transparente a linha de raciocínio de MST; uma que não é isenta, uma que faz vista grossa ao conjunto de sinais preocupantes de uma tal concentração de poder jamais vista num só. Tudo indica que MST não é insensível ao lado certo da $Força$ e pessoalmente já tomou partido há muito. São milhões os que tomam partido pelos seus patrões oficiais ou oficiosos, mesmo que, com o seu ar hílare e estúpido, não passem de refinados trastes. Pagam! É tudo. É por isso que não tem limites o velho cinismo pragmático e plástico da inteligência. De resto, os heróis não cheiram bem: «Entretanto, e como vem sendo hábito, no meio de tudo isto, continua a passar-se ao lado de uma questão, a meu ver, essencial ao Estado de Direito: a banalização das escutas telefónicas. Aquilo que deveria ser um meio de investigação acessório e excepcional — pela violência que representa a devassa da intimidade da correspondência de cada um — tornou-se não apenas o meio habitual de investigação mas o principal, quando não único.» MST