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segunda-feira, julho 22, 2013

À PROCURA DA CONFIANÇA

Havia, entre as propostas do PS, na negociação tripartidária de Salvação Nacional, o enunciado desiderativo de "parar a austeridade" sem aderência à realidade do País e das respectivas obrigações de corte na despesa. O verbo «parar», quando repetido mil vezes, não produz espontaneamente a paragem de um navio de cruzeiro em velocidade de cruzeiro. Nem um milhão de vezes repetido a gerará. A austeridade acabará. Queremos que acabe. O quanto antes. Ela é um meio doloroso para chegar a um fim virtuoso. Equilíbrio orçamental e crescimento económico. Para que conste, leia-se com atenção este ponto eloquente do PS: «1.1.1. Parar com as políticas de austeridade Parar com os cortes de 4,7 mil milhões de euros acordados entre o Governo e a troica na sétima avaliação, nomeadamente, parar com os despedimentos na função pública,com mais cortes nas pensões atuais, com a “contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões” e com a redução de vencimentos.»

quinta-feira, abril 10, 2008

«PARECEM TER ENCONTRADO» SOA A VENENO


«A Plataforma Sindical dos Professores e o Ministério da Educação
parecem ter encontrado uma via para um possível entendimento em torno da questão da avaliação dos docentes ainda este ano.»
lkj
Há já muito quem rejubile apressadamente com isto
como se isto fosse definitivo. Estando a notícia toda no conjuntivo,
só exprime possibilidade. Sempre no intuito de dividir,
o ME pula e avança com bem gizadas linhas de ruptura.
Mesmo que esta possibilidade se transforme num facto, soa pessimamente.
Mesmo que instaure a pacificação ME/Plataforma de Professores,
cheira a derrota docente e cheira a esturro.
Mesmo que prevaleça, sabe a veneno.
lkj
E porquê?
lkj
Basta a formulação assassina
de, desta vez, não haver consequências negativas
para, dentre 7000 professores, aqueles que obtenham classificações negativas,
assim se semeando a ideia na Opinião Pública, de que todo o problema
é esta mercearia de evitamento das consequências profissionais
de uma qualquer Avaliação Negativa.
E não é. É mesmo o modelo em causa.
Sei que certas escolas implementaram um modelo muitíssimo simplificado
e com elementos básicos de desempenho docente, afastando-se da
formulação esdrúxula que, brutal e inexequível,
o ME alijara para cima das Escolas inicialmente.
lkj
O clima medíático está claramente intoxicado de 'aparências', de 'parece', de 'pode ser',
e é todo permeável a simplificações para consumo irreflectido.
Quem as prescreve, quem as serve e ministra
depois não se lamente que só a blogosfera rasgue o véu a tanta falsa pudicícia.

quarta-feira, abril 09, 2008

MEGAMANIFESTAÇÕES DOCENTES PODEM ESTAR DE REGRESSO


"generalistas" e "insuficientes" as propostas apresentadas
hoje (ontem) pelo Ministério da Educação (ME)
em matéria de avaliação de desempenho entre outras,
pelo que não irá suspender para já as formas de luta previstas.»
lkj
Excluindo ter de levar com a terminologia gasta 'formas de luta',
que lembram mais posições kamassutrianas, no esforço por direitos
e a sua não degradação, que estratégias concertadas de acção reivindicativa,
(aí está, bem melhor expressão: estratégias concertadas de acção reivindicativa!)
a verdade é que o Maravilhoso Mundo Novo Negocial ME vs. Sindicatos,
coisa verdadeiramenta inédita, em três anos unilaterais,
não ata nem desata.
lkj
Quase consigo imaginar uma das partes autisticamente escutada pelo Ministério,
com a sua face hirta, firme, tesa, mesmo nos sorrisos que lhe sugeriram que esboçasse,
nos seus consabidos propósitos chilenos. Cheira bem. Cheira a negociação.
Mas todos sabemos, pelos imensos e-mails que nos chegam,
que a linha de curso do Ministério é,
tendo seccionado e categorizado a Docência em diversos níveis de dignidade,
vender barato a avliação chilena desde já dos mais precários
na carreira ou pré-carreira docente, em troca de cenouras remuneratórias
para colegas em posições de responsabilidade departamental e outras,
reduzindo-se depois tudo isto negocial aos tais dois aspectos principais
mencionados normalmente na simplista mercearia mediática:
«De acordo com o também secretário-geral
da Federação Nacional dos Professores (Fenprof),
o documento proposto pela tutela
não fazia qualquer referência à suspensão da avaliação de desempenho este ano lectivo
e sua experimentação no próximo,
nem à não aplicação do novo diploma sobre gestão escolar,
duas das principais exigências dos sindicatos para ser alcançado um acordo.»
lkj
Em suma, numa negociação bem fracturante,
maoísta e ministerialmente cheia de fissuras liquidatárias de pessoas
em posições admiravelmente contorcionistas na carreira ou pré-carreira,
e com a redução do défice como grande pano de fundo justificador
de todas as moções da tutela até ao momento, é natural que a Fenprof
não queira assumir o papel de Judas, vendendo colegas em troca do que quer que seja.
Em face de esse cenário, as megamanifestações
poderão estar magnificamente de regresso
assim como este chileno Ministério da Educação
ao prime-time dos blocos informativos e deliciosas flash-intervews
perpetuamente reiterativas de acção e firmeza,
perpetuamente minimizadoras da massa docente megadescontente,
perpetuamente perseguindo canina a própria cauda obstinada.