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segunda-feira, junho 17, 2013

LAGARDEOMASOQUISMO

As instituições internacionais não são compostas por anjos nem por gente destituída de ambição nem que seja pela passiva. Tal é certamente o caso da directora-geral do Fundo Monetário Internacional e ex-ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, suspeita de cumplicidade no desvio de fundos públicos no chamado Escândalo Tapie. A ser verdade a carta dirigida ao Presidente Nicolas Sarkozy em que lhe jura fidelidade, está tudo ligado, sendo que figuras como estas tanto fazem o mal como a caramunha, tanto se prostram em submissão como falam grosso. A carta fora encontrada pela polícia em sua casa dirigida ao antigo Presidente francês. Por um lado, como ministra, Lagarde recuperou milhares e euros para o Estado Francês em activos nos processos por corrupção, por outro, terá fechado os olhos a outras tantas situações em função das amizades e lealdades sarkozianas: “Querido Nicolas, de forma breve e respeitosamente, estou ao teu lado para servir-te e servir os teus projectos para França. Utiliza-me como te convier e como convier ao teu projecto. (…) Se me utilizares, necessito de ti como guia e do teu apoio: sem a tua condução poderia ser ineficaz, sem o teu apoio seria pouco credível. Com imensa admiração, Christine L». Sarkozy, Berlusconi, Sócrates padecem do mesmo vírus-vício do Poder enquanto reserva exclusiva: não há limites nem meios a evitar para alcançar determinados fins. Portugal e Itália livraram-se relativamente bem desse fermento nojento. Tragicamente, no caso francês teria sido melhor ficar tudo como estava para não se assistir à triste procissão de impotência, ridículo e impopularidade proporcionada por Hollande, o milagreiro furado da Esquerda local.

sexta-feira, março 29, 2013

AVISOS LÚCIDOS DE UM SOCIALISTA DECENTE

«O contrato com Sócrates para ser comentador semanal no canal público de televisão teve de partir, ou de passar, por Relvas. Isso é óbvio. E só a imagem do que terá sido essa negociação a dois dá uma ideia arrepiante, mas bem clara, do estado de degradação extrema a que chegou o regime. É uma contratação que infelizmente não surpreende porque, na verdade, José Sócrates e Miguel Relvas são políticos siameses.

domingo, maio 06, 2012

O ADEUS AO GNOMO SARKO

Sarko parecia inevitável no cargo apenas porque Hollande não irradiava senão um halo de vulgaridade que chegava a ser atroz, talvez apenas desmentido pela recente destreza argumentária face a face com o complexado gnomo dos tacões compensatórios. Em boa verdade, talvez assistamos à remoção de mais um daqueles políticos de navegação à vista, palavra volúvel, e inadmissíveis vícios de poder: depois de Berlusconi e do filho da puta de Parisi, pode ter chegado a hora de Sarkozy.

domingo, abril 22, 2012

HOLLANDE DE PIRRO

Nem com populismos de última hora, estigmas generosos aos europeus do sul, espanhóis, italianos, portugueses, discursos anti-imigrante, e coisas do mesmo tipo, sem visão nem dimensão, Sarkozy logrou vencer esta primeira mão eleitoral. Cansaço é cansaço. Não deixo, porém, de olhar a vitória de Hollande como uma vitória de Pirro que nunca o seria se Dominique Strauss-Kahn não tivesse visto previamente o seu caminho natural armadilhado, coisa feia, sr. Sarkozy, coisa feia! É já a seis de Maio o tira-teimas. Veremos.

VIVE LA FARCE ET LE FARCEUR!

Como Berlusconi, em Itália, e Sócrates, em Portugal, cada qual no seu papel desastroso, Sarkozy tornou-se gradualmente odioso e desconfortável à crítica política interna e externa, apenas pela lógica que cultivou da sua inevitabilidade, coisa inoculada na opinião pública local, pela demasiada e perversa afeição ao Poder, pelo jogo sujo da batalha política e pela demarcação do Estado Francês, através de comparações oportunistas, de Espanha, Portugal, Itália, tudo para capitalizar dividendos eleitorais a par da tentativa de colagem a Merkel com o cuspo da lisonja. É como se a encalacrada republique française não tivesse senão que acomodar o neo-bonapartismo sarkozyano e dar-se por muito bem zelada e servida. Acontece que, ao contrário do tarado Berlusconi e do larápio Sócrates, Sarkozy é manifestamente mais competente e mais patriota. E, na verdade, não há mais ninguém que valha aos franceses e sinalize ao exterior o que urge sinalizar. Farsa por farsa, é preferível escolher uma apesar de tudo um tudo nada virtuosa.

quinta-feira, novembro 10, 2011

CHULÉ OBAMA. COCÓ SARKO

A Europa moribunda não mereceria os líderes que tem. Por outro lado, de Obama não seria de esperar tanta vulgaridade talvez potenciada pela impotência de recursos financeiros e os limites internos sem precedentes a que a sua administração está amarrada: uma década em esforço de guerra parece ter sido mortífero para a economia norte-americana. Não se compreende que, sendo o terror sarkozyano e obamaniano todo assente nos pés de barro da uma dívida atroz dos seus próprios países, ambos se tenham especializado em sacudir as águas pestilentas dos seus capotes e, sem sentido congraçatório de países e mentes, se limitem a apontar os dedos. Por outro lado, Merkel representa tentação alemã de neo dictat assentando a grande nulidade política numa falta clamorosa de sageza e sentido de bloco, o bloco europeu por oposição/competição aos demais emergentes. Parece inevitável, com novos líderes em França, na Alemanha e nos Estados Unidos, augurar qualquer coisa de substancialmente diverso e lúcido em quaisquer dos sucedam a esses flop franco, germânico, norte-americano. Talvez a guerra entre devedores e credores, que ameaça devorar uns e outros no mesmíssimo vórtice, se transforme na paz de todas as oportunidades e do enterramento dos machados do cinismo. Houve tempos em que um presidente francês pensava para além da França e um chanceler alemão muito para além da Alemanha, dentro de uma longa tradição de qualquer presidente norte-americano pensar largamente em consonância ocidental. Que actualmente sejam disso incapazes é toda uma catacrese para a coisa ou loisa Europa e o seu estertor. 

quarta-feira, outubro 12, 2011

O FIASCO POLÍTICO EUROPEU

A Europa é um fracasso, um fiasco. Não funciona a não ser contra os mesmos se os mesmos são os fracos, os lorpas, os atrasadinhos graças a uma classe política sem zelo patriótico, completamente parasita. Dia a dia, sobretudo quando Durão Barroso se recorda dos seus poderes ou fá-los recordar ao Directório dos Fortes, como quem esbraceja, poderes até aqui fátuos e honoríficos, ou sempre que Sarkozy e Merkel colocam aqueles semblantes funéreos e anunciam aquelas coisas muito a dois do tipo «Chegámos a acordo e agora é que é!», nós percebemos que a ideia da Europa se converteu em Nada, ao arrepio dos visionários que a conceberam. Regressou a lei dos mais fortes e tomou a dianteira a ganância bancária, os presentes envenenados, o abate das estruturas produtivas dos Países periféricos asnos, como Portugal, e um conjunto de ilusões hoje no seu estertor. Infelizmente, não assiste a Cavaco nenhuma capacidade de mobilizar ou tocar a rebate pela Europa. Já não há vozes. Não há qualquer ideal a norteá-la, qualquer matriz. Se o seu motor tem sido o directório da Internacional Socialista e das Maçonarias, gripou. Ficaram as paredes às quais podem limpar as mãos.

quinta-feira, março 26, 2009

SARKOZY, CO-PRÍNCIPE DE ANDORRA


Sinais são dados no sentido da vontade manifesta dos governos ocidentais em eliminar o manto de obscuridade que tudo tem permitido na Banca internacional, com a tolerância ao estatuto especialmente opaco dos offshores. Por enquanto, a nuvem de pó levantada arrisca-se a não passar de isso mesmo: espectáculo e exibição pomposa de força — e Sarkozy é muito dado a esse perfil tão incisivo como espampanante. Engrossa a voz e pressiona Andorra a mudar a legislaçao bancária no plano do secretismo? Veremos se efectivamente estes governos conseguem ser consequentes e extensivos nas demandas por uma Banca Internacional Inteiramente Nova para melhor: «O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, ameaça renunciar ao título de co-príncipe de Andorra caso este principado – tido como um paraíso fiscal – não mude a legislação bancária “de secretismo” que pratica, foi hoje revelado por fonte governamental de Paris.“[Sarkozy] deixou bem claro que renunciará se [Andorra] não começar a comportar-se como deve ser”, contou a ministra da Famíla, Nadine Morano, ao canal de informação francês i-Tele, em referência a declarações feitas pelo chefe de Estado numa reunião, na véspera, com deputados do grupo parlamentar da UMP (o partido de Sarkozy).»

segunda-feira, março 02, 2009

TÍTERE BARROSO SOB INDEFINIÇÃO


O Fabuloso Exilado, Durão Barroso, poderá ver trocadas as voltas à sua recondução na presidência da Comissão. Em boa verdade, a sua mercenária transumância para um desígnio europeu súbito, em detrimento do Governo de Portugal para que fora eleito, redundou numa coisa absolutamente parda e irrelevante por vezes embaraçosa, pelo menos a um português orgulhoso e com o carácter belicoso de um Albuquerque não talhado para servilismos. Tantas vezes moço de fretes entre o Alemão e o Inglês, aprendiz de butler entre o Russo e o Belga, mero caddy ou caddie para o serviço de Bush e Sarkozy, espanador de Aznar ou Zapatero, enfim, suma mascote dos líderes dos grandes países, algum dia teria de chegar em que já não servisse. Nunca precisara de ter carácter e ser incisivo, nem precisara sequer de liderar propriamente. Coordenar por concessão limitada o que lhe consentiam coordenar era o que lhe incumbia. Por isso, a perda é mínima. Era, ainda é, um serviço de pura intendência simbólica. Agora o problema é, como o põe JG, se essa coisa politicamente venal e humanamente inimitável tiver de regressar e renivelar as suas ambições, como um Sebastião encervejado, ao pior Norte de África possível: o governo de Portugal. Nem é bom pensar nisso, tendo em conta a boa cooperação dada na sua função honorífica ao Grande Escaqueirador em Passerelle Ominosa de um País que há quatro anos era muito mais decente, saudável, respirável e minimamente frequentável. Arranjem lá um aquário europeu para esse Cherne, que bem o dispensamos: «A França lançou uma dúvida sobre o calendário para a escolha do futuro presidente da Comissão Europeia, o que pode indiciar que a escolha de Durão Barroso ainda não é um dado adquirido. Esta interrogação foi lançada pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao defender durante a cimeira europeia de Bruxelas que a escolha do futuro presidente da Comissão, que iniciará funções a 1 de Novembro, terá de esperar pela realização de um novo referendo na Irlanda ao Tratado de Lisboa – previsivelmente no Outono. [...] Por outro lado, o facto de Sarkozy falar de “candidaturas”, pode ser interpretado de duas formas: a existência de outros aspirantes à Comissão, ou, em alternativa, o regresso à sua velha ideia de realizar um “pacote” de nomeações entre a presidência da Comissão e os dois novos cargos que serão criados no Tratado de Lisboa – presidente do Conselho Europeu (as cimeiras de líderes) e alto-representante para a Política Externa da UE – em função de critérios políticos e geográficos. Os dois casos criam uma situação nova que poderá fragilizar a posição de Barroso. A nova tese de Sarkozy contrasta igualmente com o seu tradicional apoio entusiástico à continuação do actual presidente. Nos últimos meses, no entanto, Paris tem dado sinais claros de impaciência face ao que considera a timidez da reacção de Bruxelas à crise económica e financeira. De acordo com um diplomata europeu, a ideia de esperar pelo referendo irlandês corresponde à posição que tem sido defendida pelo chanceler alemã, Angela Merkel – que, nos últimos meses, se distanciou de Barroso devido, ironicamente, à sua excessiva proximidade do Presidente francês, numa altura em que as relações entre Paris e Berlim atingiram um pico de degradação.» E pronto, talvez Merkel e Sarkozy façam as pazes com a cabeça de Barroso! Seria tão cómico.

domingo, agosto 24, 2008

IRLANDA OUT GEÓRGIA IN


Certamente que depois de o mundo todo, a começar pela Europa,
não ter embarcado na guerra que a Geórgia inesperadamente comprou,
não ter manifestado uma solidariedade bélica em defesa de esse país,
mas só diplomática, só verbal, e aqui e ali até bem veemente,
sobretudo pelos Estados Unidos e pela Alemanha, um pouco menos pela França de Sarko,
lkj
Se queriam um argumento para provar a irresponsabilidade leviana da Irlanda
ao não contribuir com o Sim referendário
para a ratificação do Tratado, agora Morto e Frio, de Lisboa,
a Geórgia deu-nos um. Uma Europa fragmentada no plano externo da política internacional
torna-se anedotal, desdenhada e desprezada pelos Russos com a sua célebre força bruta,
e só compensada nesse lado fragmentário na prática pela prática imperial e musculada
das administrações americanas quase sem excepção.
Nenhum país é mais que o todo nem pode chantagear e enfraquecer o todo
através de campanhas populistas e preconceituosas.
Não me agrada uma Europa burocrática e afastada das gentes.
Agrada-me menos ainda o cinismo de dela obter todos os benefícios possíveis
mas negar-lhe todos os deveres necessários que a reforcem.
kjlhkjh
Alguns odeiam o imperialismo americano e parece preferirem o doce imperialismo russo.
Eu, que odeio imperialismos, digo «não, obrigado!» ao Russo
e, confiando muito no lado bom do povo norte-americano,
o lado humanista, pró-activamente pacifista, organizadamente reactivo
e civicamente interventivo, fico só à espera que advenha à humanidade
uma liderança norte-americana
e a primeira a dar o exemplo nos planos ambiental, energético, económico,
e no das relações diplomáticas internacionais,
fazendo regressar a força do multilateralismo nas decisões pela Guerra,
nas opções activas pela Paz.

sábado, agosto 23, 2008

SARKOPROTAGONISMO


Este homem deseja recolocar a França no seu papel de influenciador
internacional de peso da Paz, coisa que a França já teve
numa língua que era também muito mais prestigiosa e universal
e que hoje declina em face de uma Castelhano impante
e de um Português quer brasílico quer padrão em clara expansão e com claro futuro.
Mas deseja recolocá-la com os riscos e as responsabilidades
sempre discutíveis com que Bush simplisticamente encara muitos problemas do Tempo:
com posições de força, de firmeza, de clareza cristalina
por pressupor a alínea bélica.
lkj
E ao fazê-lo, Sarko conseguirá eventualmente rebocar a restante Europa hesitante
e mais propensa a compromissos tóxicos com processos mafiosos de ter razão
de uma potência, a Rússia, que a aborda em vários planos
(negócios, Irão, direitos humanos) à força, sem vaselina e à canzana
e tudo por longínquo e fossilizado preconceito repulsivo a par de um nacionalismo renascido.
Quem for ler O Idiota, de Fedor Dostoievski compreenderá um pouco melhor.
lkj
Não tem a Europa sido omissa, permeável e irrelevante na política externa?
No Rwanda, no Kosovo, apesar do sangue de Madrid, apesar do sangue de Londres?!
Por isso vemos a França de Sarkozy, e um pouco a Alemanha de Merkel
associados ao estertor bélico do bushismo, pressionando agora a Rússia
a que para variar tenha palavra e retire.
lkj
Os argumentos da Lei, dos Documentos Assinados,
ainda valem algo em face dos argumentos da força bruta
e da fome de território estratégico a partir de meros pretextos para consumar
o acesso ao Mar Negro com as vantagens económicas do controlo de oleodutos,
coisa que a gerra e a ocupação da Geórgia de certa forma proporcionou indirectamente.
Mas as opções negociais vão-se esgotando. Não há chantagem que sempre dure
quando implicitamente feita sobre os europeus com o que russos vendem.
A Geórgia é só um primeiro exemplo de diplomacia conjunta
pelo qual Sarkozy e Bush acentuam o seu protagonismo
na cena internacional, expondo princípios e exigências
numa orientação tonal firme cada vez mais comum.

domingo, agosto 17, 2008

AMANHÃ É LONGE DE MAIS


Dado o bicefalismo do poder na Rússia,
é de temer que não seja ainda verdade que a retirada das tropas russas da Geórgia
vá de facto começar amanhã, embora isto mesmo tenha dito hoje o Presidente russo, Dmitri Medvedev, numa conversa telefónica com o Presidente da França, Nicolas Sarkozy,
que é o presidente em exercício da UE.
lkj
Uma coisa dita, outra feita, é a Rússia no seu melhor desde tempos imemoriais.