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quinta-feira, dezembro 27, 2012

ARTUR BURLA, MATA E FOGE

Como explicar que o cu mediático nacional cheire mal tal como o da política ou o da mais pura e lhana civilidade? Nada como ir atrás do Catolicismo para explicá-lo, segundo o camelo valupetas que blatera invariavelmente na direcção unívoca do amante. Pois, o Catolicismo explica quase tudo. Até explica a emanação burlesca e pícara mais recente, Artur Baptista da Silva. Explica o sucesso da sua prestidigitação mediática, explica que Nicolau Santos seja permeável a grandes berloques de economês, useiro e vezeiro em treta e spin, muito dado a este tipo de habilidosos, baste um cartãozinho ou uma técnica de discursar flamejante e assanhada como a Besta Quadrada que hoje passeia tranquilamente o respectivo Cagueiro de Ouro em Paris. O Nicolau é um comediante! Ora o Artur veio simplesmente amplificar a certeza de que é nosso, é português, fazer figura de urso e das duas maneiras, na activa e na passiva. Nicolau fez figura de urso na activa. Todos os demais na passiva. Não é assim tão consensual ver como nefastas as heranças culturais do Catolicismo de costas largas nos países do Sul da Europa sem querer ver as nefastas inoculações culturais da Maçonaria Política e do Republicanismo Fanático que se enquistou no Regime enquanto um todo: o amor ao chico-espertismo; a estratificação social entre os beneficiários de um BPN, de um Fax de Macau, das meganegociatas chorudas socialistas só prá’migos na governação, por um lado, e, por outro, a ralé, os outros, nós, a quem se dá um Magalhães para entreter ou se enfia um subsídio que mais adiante expirará por falta de verba. O Catolicismo, o Catolicismo… Nem imaginamos as Missas Negras do Socialismo de Casta a metade, oficiadas pelos Almeida Santos, pelos Soares e todos os mediocrizadores crassos da tão maltratada e escarrada Pátria Amada. Não vale a pena insistir no quanto o embarretado Nicolau Santos se embarretou com o onírico da ONU, um Fangio Homicida, diz-se, mas nunca será de mais insistir que não foi a primeira vez. O amor delambidolas a José Sócrates criou no enlaçado Nicolau uma espécie de pátina, uma incapacidade crassa para reconhecer um aldrabão, mesmo com todos os sinais, tiques e traques que o indiciam. Nem que chegue a Primeiro-Ministro, sustentado e apoiado por variadíssimos aldrabões a quem deu mil empregos e rios de dinheiro a ganhar e que hoje calam e calam fundo, deixando intocado e imune o agente-mor da nossa Bancarrota. A brincar que o digamos, Nicolau já poderia ser o maior especialista vivo em Portugal em burlões, impostores, vigaristas, intrujões e escroques. Mas reincide. Por que não um ano sabático, por que não suspender a teta parcial do Espesso e ir vender castanhas assadas ou laços fofos nas ruas de Paris?! Amigo não esquece Amigo.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

MAGNA CALINADA DO NICOLAU E DO EXPRESSO

«1. O Expresso publicou na sua edição de 15 de Dezembro no caderno de Economia uma entrevista com Artur Baptista da Silva, suposto membro do PNUD e supostamente encarregue pela ONU de montar em Portugal um Observatório dos países da Europa do sul em processos de ajustamento. 
2. O primeiro contacto entre Artur Baptista da Silva e eu próprio ocorreu a pedido dele para me apresentar as linhas gerais da conferência que iria proferir no Grémio Literário a 4 de dezembro, o que aconteceu, tendo sido introduzido pela presidente do American Club, Anne Taylor. 
3. O Expresso, e eu em particular, errámos ao dar como adquirido que a informação que nos estava a ser prestada era fidedigna e não carecia de confirmação. Pelo facto, peço desculpa aos leitores e aos espectadores por este falhanço profissional inadmissível ao fim de 32 anos de jornalismo. 
4. É na sequência desse encontro que o Expresso entrevista Artur Baptista da Silva e a publica a 15 de Dezembro. A 21 de Dezembro, a meu convite, Artur Baptista da Silva participa no programa Expresso da Meia-Noite da SIC Notícias. 
5. A entrevista ao Expresso tem repercussão internacional e a Reuters traduz uma grande parte para inglês. O jornal norte-americano "Chicago Tribune" dá também relevo à entrevista. 
6. Tudo indica que Artur Baptista da Silva não exerce os cargos e as responsabilidades que dizia ocupar e que as declarações que fez não vinculam nem a ONU nem o PNUD. Investigações conduzidas pelo Expresso e por outros órgãos de comunicação social indicam que Artur Baptista da Silva não faz nem nunca fez parte dos quadros de nenhuma daquelas organizações. 
7. Artur Baptista da Silva intitula-se também professor em "Social Economics", na Milton Wisconsin University, nos Estados Unidos da América. Consultados os sites alusivos aquela universidade constata-se que ela encerrou em 1982. 
8. O Expresso e eu próprio assumimos este erro e iremos reforçar os mecanismos que permitam um controlo acrescido sobre a credibilidade das fontes com que lidamos diariamente.» Nicolau Santos

quarta-feira, novembro 28, 2012

A FALÊNCIA MAIS ESTÚPIDA DO MUNDO

«Estar falido e viver num Estado falido e insolvente é tramado... Felizmente temos as manifestações da dupla CGTP/PCP, a demagogia risível do Bloco e a greve insana dos estivadores para animar a maralha. E, cereja podre no topo da broa, temos o artista Seguro que, ao mesmo tempo que exibe com vaidade o seu branqueamento dental, tenta enganar os mais pobres de espírito dizendo que está pronto para governar com todas as soluções mágicas na manga - só não diz quais, fala num crescimento económico, esotérico diríamos nós. Por fim, temos o causador desta desgraça toda a assistir da cátedra de luxo em Paris, sem o mínimo de remorso ou vergonha.» Jorge Duque

quinta-feira, novembro 22, 2012

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR, E A GASPAR...

Socratesiano e pateta, graças sabe deus a quê.
Detesto delicodoçura especialmente aquela que parte de impostores e analistas-caolho. Odeio ainda mais aquelas narrativas poluídas de uma tónica de notório compadecimento falso, tónica já indevida e desonesta em qualquer altura, muito mais num contexo como este, sobretudo quando se omitem os seus  gravíssimos antecedentes. Em qualquer supermercado de qualquer centro comercial do País, em qualquer dia, há jovens e menos jovens mães, acompanhadas dos filhos, e que não fazem contas enquanto compram a pensar neles. Leite, manteiga, fiambre, detergentes... Gastam 20 euros por semana bem contados. Mães  que não têm surpresas nem sobressaltos na caixa. Mães que sabem bem o dinheiro que trazem na mão e que nunca se expõem a ter de dizer «Vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 19 euros.» Mães que não fazem perguntas à empregada da caixa. Mães que nunca comprometem o pacote de bolachas do menino para a escola. Mães há anos com uma lágrima no canto do olho a perguntar-se: quando terei mais dinheiro disponível para uma vida digna, uma casa, para pagar luz, água, gás e sobrar-me algum para viver bem?! As bolachas! Há mães que muito antes de um Gaspar ter sido inventado já viviam envergonhadas por um rendimento abaixo de 450 euros, pobreza de quem por mais que trabalhe nunca imagina que ser pobre seria tão fatal, que a nossa pobreza equivalesse à riqueza dos que se encheram de saque e de roubo enquanto detinham os cordéis da decisão. É essa a vergonha e o pudor dos que a sofrem, mães, pais, profissionais. Agora que o ministro Vítor Gaspar tem as costas largas, espero que o Nicolau Santos vá perguntar aos Paulos Campos, aos Miguel Sousa Tavares e Marinhos e Pinto da opinião eternamente omissa ou abonatória dos José Sócrates, se me conhecem a mim, se conhecem estas mães e os seus meninos sem bolachas para a escola e que ficam a chorar espectacularmente no supermercado. Mas desconfio que nem o Nicolau nem os ex-incumbentes, nem os perpétuos opinadores, excrementadores de opinião, pararam um minuto para pensar bem no que estavam a fazer, a dizer e a defender, de 2005 a 2011 e não conhecem nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou, se conhecem, consideram que esse foi o preço a pagar pela famoso endividamento colossal das contas públicas. É isso que é muito preocupante.

sábado, outubro 27, 2012

O ALARMADÍSSIMO, CINICÍSSIMO NICOLAU SANTOS

Num banal exercício cínico no caderno Economia do Expresso, intitulado "Alguém deve travar a troika e Gaspar", Nicolau Santos garatuja: «(...) Medidas que devastam a economia são contraproducentes com os objectivos do memorando de entendimento e colocam-nos no caminho grego. Não perceber isto ou releva do mais puro fanatismo ideológico ou de uma enorme incapacidade em lidar com a realidade. Em qualquer caso, o resultado será trágico para milhões de portugueses. Alguém tem de travar o confisco fiscal previsto para 2013.» Gostava de perceber se, nos tempos de sofreguidão obreira socratista, lemos, a tempo e a horas, da parte do sr. Nicolau qualquer coisa como: «(...) As despesas estéreis e sucessivas que comprometem o défice e contas sãs são contraproducentes ao já gravíssimo estado de endividamento público. Não perceber isto ou releva do mais puro facciosismo e dependência de avenças governamentais socialistas ou de uma enorme incapacidade em lidar com a realidade posterior à festa obscena em decurso. Em qualquer caso, o resultado será trágico para milhões de portugueses. Alguém tem de travar o endividamento infrene do Governo Socialista.»

quinta-feira, abril 05, 2012

SUBSÍDIO PARA UMA SÍNTESE DO NICOLAU

«O que tudo isto revela também é a forma despudorada como muitos jornalistas e opinadores, outrora supostamente imparciais, são vistos nos dias que correm. Lacaios de uma certa cor, críticos gratuitos de tudo o que não seja feito pelos "seus amigos" e muito pouco éticos. Lá tinham de juntar à falta de qualidade no que dizem e no que escrevem mais uma falhazinha de carácter. Ser uns merdas.» Groink

BREVE LISTA DE DESONESTOS INTELECTUAIS

O que pensar do patarata Nicolau Lacinho Santos, que andou de braço dado com o megadespesismo socratesiano, quando implora que Passos se demita? «E o problema está precisamente nas pessoas por detrás desse ruído de fundo. Têm acesso aos media e têm uma agenda muito pessoal com contas a ajustar. Nicolau e o seu parceiro Costa, Marques Lopes e o seu anti Passismo, Clara Ferreira Alves e o seu constante saltitar de lugares de confiança mais ou menos política, Daniel Oliveira e a sua lobotomia trotskista, etc., etc., etc. São muitos, são todos iguais e são todos intelectualmente desonestos. Querer assacar responsabilidades de um desemprego de 15% a um governo que recebe um país em ruptura e com o desemprego nos 12% é desonesto. Assacar responsabilidades de uma recessão de 3.3% a um governo que se vê confrontado a reduzir um deficit de mais de 9% para menos de 4.5% num ano é desonesto. A não ser que pensassem que a vidinha continuava toda igual e que alguém is pagar o esforço desse brutal ajustamento. Eu lembro-me bem do que Passos disse. Íamos passar mal. A sério. Não enganou ninguém. [...] Mas há uma coisa que não vai ser igual. Nunca mais este povo olhará para Sócrates com os olhos com que o viu em 2005. Nunca mais se vai olhar para Constâncio como um economista capaz, ou para Teixeira dos Santos como um académico de nome. Enquanto um será visto por muitos como um mero chico esperto com laivos de criminoso, os outros serão vistos como capachos do 1.º.» Groink

quarta-feira, janeiro 04, 2012

O NICOLAU TAMBÉM É LAMENTÁVEL

As abébias dadas por Belmiro e Alexandre dos Santos ao colocarem as suas holdings a salvo e a seco na Holanda, está a ser um festim para os socratistas. Percebe-se a vingançazinha sequiosa em decurso. Tiram a barriga de misérias com um tipo de crítica tão justificada quanto absolutamente demagógica. Quem lhes ouve as palavras ao Ricardo Costa, ao Nicolau, ao pessoalzinho do Espesso, tudo gente que amparou e embalou as políticas mortíferas dos socialistas, percebe que foram todos ainda mais lamentáveis nos anos Sócrates. O empório do empresário Soares dos Santos, ao que se sabe, não está a desactivar o Pingo Doce nem a desempregar em massa.

terça-feira, janeiro 03, 2012

BOICOTES-VINGANÇA E VENDETTAS-PS CAÍDOS DO CÉU

As figurinhas que O Jumento faz com a treta das "marcas da Direita".
Quem esteve atento ao último ano, sabe que Alexandre Soares dos Santos desferiu uma das estocadas mais letais ao socratismo com a célebre farpa aos truques: «Os truques são para o Sócrates. Ele é dos políticos que gostam de truques. O nosso sucesso assenta em trabalho.». Basta inspeccionar O Jumento para perceber que aquela gente não se fica. Nunca se fica. Se a Jerónimo fosse somente o lucro pelo lucro e um conjunto de habilidades com que se furta à plenitude do Fisco ou perpetra o que escreve o Nicolau, e não também os empregos que gera, seria passível de boicote, associando-se a um longa lista de empresas e empórios socialmente estéreis em Portugal. Mas não. A vendetta inaugurada pelo pessoal ainda activo do socratismo [a todos os títulos ridícula porque parece tara e promoção indirecta] é outra. É aquela.

domingo, julho 11, 2010

CARAMELOS ESPANHOLISTAS

«Por que é que o Estado utilizou a golden share no final da assembleia geral da PT e não antes da sua realização? A resposta é evidente: com uma proposta de ¤6,5 mil milhões em cima da mesa e com uma participação prevista de pouco mais de 60% dos acionistas com direito de voto; e com as declarações de membros do núcleo duro nacional de que a este preço votariam contra, o Governo deu por adquirido que a ofensiva da Telefónica não passaria  e preferia, obviamente, que ela fosse chumbada pelos accionistas. Não contou com o movimento que os espanhóis fizeram na noite anterior, aumentando a proposta em mais 650 milhões. E muito menos contava com a "traição" de BES, Ongoing (que negociaram diretamente com a Telefónica o seu apoio) e Visabeira que foram fundamentais para viabilizar a compra da Vivo. Decidiram vender tudo  e também a honra. O Estado viu-se assim obrigado a utilizar a golden share no final da assembleia e não antes. Honra, sim, à Controlinvest de Joaquim Oliveira que votou contra a proposta. Mas faço o meu mea culpa: nunca mais defendo a existência de núcleos duros nacionais para controlar empresas estratégicas. Só há uma maneira de elas não serem adquiridas por estrangeiros: através do controlo, directo ou indirecto do Estado. O resto não existe.» Nicolau Santos

A MERDAFÓNICA

«O mercado, o mercado»... Tretas! O dinheiro que parece não ser espanhol nem português, mas só dinheiro, tem um desígnio político em se tratando de esse tapete de Arraiolos que é a Espanha. A Espanha e os espanhóis são sempre a mesma coisa: imperialistas na territorialidade, exclusivistas nos negócios, expansionistas no departamento financeiro. Os factos estão aí e nem o socratismo mais ou menos espesso de Nicolau Santos me impede de lhe dar razão: «Em todo o processo, quem se portou de uma forma altamente reprovável foi a Telefónica. Avançou para a compra da Vivo sem avisar o seu parceiro de há treze anos. Rejeitada, passou às ameaças: que congelava os dividendos da Vivo, que lançava uma OPA sobre a PT. Nunca aceitou conversar com os três principais dirigentes da operadora portuguesa, apesar de ter sido anunciada publicamente a sua disponibilidade. Depois, nervosa e sem nenhum pudor, vende a sua posição na PT a três investidores pintados para poderem votar na AG. Como as autoridades impedem o truque, desenvolve conversas paralelas com alguns acionistas nacionais de referência no dia anterior à Assembleia Geral para garantir que votarão a favor da proposta se aumentar o preço. E em todo este processo, nunca a Telefónica pediu para falar com representantes do Governo português. Há alguma dúvida de quem se portou de uma forma pesporrenta e arrogante? E sobre este comportamento não há nenhuma crítica das virgens ofendidas do mercado?» Nicolau Santos

ÀS VIRGENS DO MERCADO

Barroso e a sua UE são o grande supositório dos países pequenos e por cá temos, como escreve Nicolau, demasiadas virgens mercadistas ofendidas: «O Estado português fez muito bem em ter utilizado a golden share para impedir a compra da Vivo pela Telefónica. As ofendidas virgens do mercado sobem pelas paredes com o crime. Pois convém lembrar-lhes que se há país que mais tem utilizado o poder do Estado para impedir a compra das suas empresas por estrangeiros tem sido precisamente (adivinhem?) Espanha. Os exemplos abundam no sector energético, no sector financeiro, no mercado de combustíveis. Em Itália, Berlusconi impediu que a mesma Telefónica tomasse o controlo da Telecom Italia. E o que fez a Telefónica? Meteu o rabo entre as pernas e veio tentar comer um osso que julgava mais fácil. E na Gália o Governo francês impediu a compra da Danone por uma multinacional, bem como a entrada de investidores estrangeiros no seu sector energético. As virgens ofendidas do mercado têm muitos países onde ir morrer longe, inclusive em Inglaterra onde ainda existem golden shares Nicolau Santos

segunda-feira, outubro 20, 2008

OGE 2009 EXPLICADO À PRÉ-PRIMÁRIA


A posta seguinte, que se transcreve do blogue Fliscorno faz uma desmontagem
explicativa das tretas triunfalistas associadas a um discurso
demagógico, nunca saberemos se bem untado, sobre este OE2009,
tretas impropriamente encontráveis na pena honesta de um Nicolau Santos,
de quem se esperava acrescida isenção e profundidade,
e de quem nunca se espera uma sua leitura da realidade
que também ela obedeça às supremas leis do mercado, da oferta e da procura,
sendo que o Governo agora que há eleições banca tudo o que o favoreça desde logo.
Ora, merece a dita posta do dito blogue ser lida de ponta a ponta, como quem acede
a um pouco mais de verdade. Se o Nicolau Santos governativo marketinguescamente
substima as crianças, vale-nos que o Fliscorno e milhares de nós o não faça:
klhj
«Nicolau Santos escreveu no Expresso de 18 Outubro 2008 uma crónica intitulada
“O Orçamento do Estado 2009 explicado às criancinhas”. Conclui desta forma:
çlk
"José Sócrates vai entrar no último ano de legislatura com três trunfos de peso: conseguiu a redução do défice orçamental para o nível mais baixo de sempre desde 1974; conseguiu a redução líquida no número de efectivos na Função Pública de 51.476 pessoas, o que nunca tinha acontecido nos últimos 30 anos; conseguiu uma criação líquida de empregos que ronda os 100 mil, numa situação económica muito desfavorável. Poder-se-ia ter feito mais? Certamente. Mas nunca se fez tanto."
lkj
Vejamos. O défice diminui graças a um aumento massivo de impostos,
situação dificilmente repetível. Acresce que, já descontando a inflação,
a despesa pública apenas diminuiu em 2006, tendo aumentado em 2007,
estima-se que aumente em 2008 e o OE2009 prevê o seu aumento em 2009.
Acresce que as progressões nas carreiras estão congeladas
há três anos e suspeito que há dívidas que simplesmente não estão a ser saldadas
(exemplo: as farmácias ameaçam ir para tribunal
por falta de pagamento por parte do estado).
Lá se vai o primeiro grande trunfo.
lkj
Quanto ao segundo, a redução do número de funcionário públicos,
sabe-se que faltam polícias, médicos, funcionários judiciais, etc.
pelo que me interrogo se a diminuição de pessoal
ocorreu apenas entre os funcionários públicos que nos prestam serviços directos
ou se também chegou ao polvo estatal das direcções regionais,
governos civis, empresas municipais, governos regionais,
ministérios, secretarias de estado, etc.
lkj
Finalmente a enumeração desse terceiro grande feito,
a “criação líquida de empregos que ronda os 100 mil”,
encerra um aparente paradoxo. Então o estado faz desaparecer
51.476 mil empregos, mas faz criar 100 mil? Só não há contradição
pelo simples facto de o estado não ter criado 100 mil empregos.
lkj
Eventualmente terão sido criados pelos privados;
não foi o estado que os terá criado.
José Sócrates não é visto nem achado para o assunto.
Caso contrário também se teria que associar o PM aos milhares de pessoas
que entretanto ficaram no desemprego. É realmente um artigo para explicar
o orçamento de estado às criancinhas.
Presume um grau de ingenuidade que se espera não encontrar entre os adultos.»
lkj

segunda-feira, maio 26, 2008

GOLPEAR A GALP



De que Ferreira Leite é um Sócrates em versão recta e honesta não tenho dúvidas.
Tenho é dúvidas que seja corajosa o suficiente, como não fala no assunto é porque não é!,
para limpar o Parasitismo Partidário de Alto Gabarito na Função Pública,
para atacar a Despesa, coisa de quem ninguém ousa falar seriamente,
para moralizar e dar mais pudor à grande promiscuidade entre o Estado e as Corporações.
lkj
Manuela Ferreira Leite é cavaquistanicamente rígida, desimaginativa.
Alinhar com o Governo nesta matéria é no fundo acreditar que se pode castigar ainda mais
as pessoas e a economia sem que umas e outra não colapsem. O tempo provará
que a obediência aos critérios de Bruxelas é perfeitamente absurda tendo em conta
a nossa especificidade periférica e o nosso obsolescente modelo económico.
Por cá, ninguém compreende o desfasamento fiscal entre Portugal e Espanha
nem compreende ao fim de oito anos as exéquias da nossa economia.
Mais uma vez, Ferreira Leite tem o pensamento único de um asfixiante Fisco
como panaceia para as contas Públicas.
lkj
Como a extorsão ao Povo está em alta, como ninguém nos defende de quem nos saqueia
sem um pingo de vergonha, sem um mínimo de consciência das nossas dificuldades
para sobreviver, parece que o desfecho das próximas eleições
será um claro reforço dos partidos fora do habitual Bloco Central de Interesses, o Centrão.
Terá de ser um voto de protesto no PCP e no BE
como forma de erradicar a Política da Ganância e do Esquecimento das Pessoas.
lkj
A Falácia da Galp

«Ferreira de Oliveira, presidente da Galp, defende a descida da carga fiscal sobre o gasóleo e a gasolina. O recado é claro: se os preços estão caros é por causa dos impostos. É verdade, mas não toda. Com efeito, analisando a evolução dos preços dos combustíveis entre 2000 e 2008, o gasóleo em Portugal subiu 100% contra 52% na UE-15 e a gasolina 61% contra 31%. Além disso, quando em 2004 e 2005 houve alguns meses de baixa do crude, os preços ao consumidor não caíram. E também não é por causa dos impostos que as receitas de refinação e distribuição da Galp cresceram no primeiro trimestre deste ano dez vezes mais que no último trimestre de 2007...»

terça-feira, maio 20, 2008

NICOLAU SANTOS E A CASA CADENTE DA ECONOMIA NACIONAL


O cenário que Nicolau Santos traça para os próximos tempos é mau para todos,
mas é uma lição para o Governo: nunca se viu uma tão impante atitude unilateral
num Governo Português, uma tão certa certeza de rumo, viesse quem viesse.
Todas as medidas eram sempre luminosas e inquestionáveis,
todas as medidas prescindiam da nossa inteligência e do nosso contributo íntimo,
tudo seguiria pelo melhor dos mundos porque sim,
porque eles o diziam. E era mentira.
kjh
O tempo de dizer que a culpa era dos Governos anteriores
transforma-se agora em ridicularia.
«Seria completamente diverso agora se o governo tivesse feito
do lado da despesa o que tinha de ser feito.
Por exemplo concretizar o PRACE.
Pelo contrário, andou a empatar o mais que pôde.
O Governo-Partido Socialista, para equilibrar as contas públicas
socorreu-se de tudo, tudo, tudo, tudo, tudo o que mexia,
tudo o que pôde protelar, até ao limite, ter de emagrecer os Quadros da Função Pública,
onde o País tem sangrado a bom sangrar desde há décadas.
O PS-Governo Socratino vai continuar a castigar os consumidores de combustíveis,
se necessário for elimina benefícios fiscais, caso nisso veja urgência,
aumenta os impostos, de preferência os indirectos,
faz de tudo, procura todas as vias, sendo que o último,
o derradeiro recurso será mexer com a função pública,
o que, como temos visto, nem sequer se coloca porque ideologicamente é uma heresia
e é uma questão idiossincrática: no dia em que o fizesse,
José Sócrates perderia o partido e o PS passa a partido da oposição por muitos anos.»
(Pleitos, Apostilas e Comentários).
lkjh
O PRACE implicava a coragem para reorganizar o Aparelho do Estado,
revendo de alto a baixo as suas funções. Não houve coragem para isso.
E por isso mesmo a derrota das Políticas é ainda mais gritante e deplorável.
Se não é a partidocracia sustida e reorganizada
na sua posição de Mama Desproporcionada Estratégica
e Desporporcionada Estratégica Ordenha de Dinheiros
e Favores do Estado a desencadear a queda precoce do Governo,
será a exasperação pura dos cidadãos e dos comsumidores,
apertados como bagaço-mosto no alambique,
a ditar o fim clamoroso de este consulado triste,
pesado, deprimente, errado e erróneo, chamado Socratura:
LKJ
lkj
«A forte revisão em baixa do crescimento previsto para este ano prova que 1) a economia portuguesa nunca poderia ficar imune à crise internacional, como primeiro-ministro e ministro das Finanças nos andavam a tentar fazer crer; 2) que a situação é mais grave do que se supunha.
lkj
Com efeito, cortar a previsão de crescimento em quase um terço (31,8%),
passando-a de 2,2% para 1,5%, é brutal e remete-nos para próximo do crescimento de 2006 (1,3%). Mas o mais grave é que, se este ano vai ser mau,
o princípio do próximo marcará provavelmente a parte mais funda da crise,
o que, por outras palavras, quer dizer que o crescimento em 2009
pode ainda ser pior que o de 2008.
lkj
Poderia ser diferente? Dificilmente. Mais de 70% das exportações portuguesas
vão para a União Europeia, cujo crescimento também abrandou significativamente.
Mais importante, o nosso principal parceiro comercial, a Espanha, para onde as nossas exportações estavam a crescer bem acima da média europeia,
está igualmente num processo rápido de desaceleração,
com consequências para as nossas vendas ao exterior.
lkj
Sem o motor da exportação, também não existe o do consumo interno,
porque as famílias e empresas estão endividadas e receosas em relação ao futuro.
Quanto ao investimento, tenderá a ser adiado, face ao encarecimento do crédito
e à sua rarefacção.
lkj
Portugal sofre ainda dois outros choques: o da subida das matérias-primas, ou mais especificamente, dos produtos alimentares e do petróleo. A nossa balança comercial vive há longos anos profundamente desequilibrada e o endividamento dos agentes económicos no exterior é também muito elevado.
lkj
É certo que, nos últimos dois anos, a recuperação nas contas públicas
torna o país mais preparado para enfrentar a crise.
Mas uma coisa é estar mais bem preparado, outra é dispor de uma situação orçamental
que lhe permita deixar flutuar os estabilizadores automáticos,
tentando apoiar o crescimento com investimento e apoios públicos.
E essa margem de manobra existe para Espanha mas não para nós.
lkj
Deu apenas para descer um ponto no IVA,
mas não dá sequer para descer outro ponto em 2009,
pela simples razão que as receitas fiscais vão também levar um forte rombo.
lkj
Ora, como o peso das receitas fiscais na redução do défice não foi despiciendo,
é provável que, a par de um menor crescimento
- e é preciso topete para dizer que, mesmo assim, o desemprego vai diminuir! -,
o país também tenha de se confrontar com a agourenta profecia do comissário europeu Joaquin Almunia, segundo a qual, Portugal,
que deixou o ano passado de estar na lista dos países com défice excessivo
(acima de 3%), voltará a cair nessa situação já este ano.
lkj
Tudo somado, vamos passar pelo menos mais dois anos (este e o próximo)
a crescer abaixo da média europeia: serão oito anos a divergir com a Europa!
Se esta situação será boa ou não para o Governo
quando chegarem as eleições de 2009, é algo que dependerá da forma
como o Executivo lidar com a frustração dos eleitores
e com o opositor a Sócrates por parte do PSD.
lkj
Mas o certo é que o Governo vai chegar às eleições
com uma situação económica quase tão má como quando chegou ao poder.
Não era isto que estava previsto pelos estrategas de S. Bento...»
lkj
Nicolau Santos

segunda-feira, maio 12, 2008

SALOMÓNICO NICOLAU SANTOS E GELDOF


Gosto de artigos cujo tempo de maturação seja suficiente para exercerem a única justiça opinativa eficaz: a salomónica. Quando se fala da justiça salomónica, esquece-se que se trata de uma justiça dedutiva, isto é, ante uma situação de intransigência entre duas partes,
a proposta do juiz é tão repelente que a parte que ama realmente
e quer o verdadeiro bem do que está em disputa abdica do seu propósito inicial,
lesando-se a si mesma porque a seus olhos um bem maior emerge.
Assim, a proposta inicial do juiz não se consuma. As partes revelam a sua índole.
E, tendo lido e observado tudo, tendo o juiz a última palavra, faz justiça.
Mas só retemos a questão do meio por meio e é o que fica na expressão.
lkj
Por isso, e só nessa medida, é que Nicolau Santos vem pôr a claro
os erros e excessos de ambas as partes na questão recente
que opôs Geldof ao Governo Angolano
e o Governo Angolano a Geldof:
kjh
«Vamos lá então a ser politicamente incorrectos.
Convidado pelo Expresso e pelo Banco Espírito Santo
para vir a Portugal falar sobre "O futuro sustentável",
o (ex-)cantor rock Bob Geldof informou-nos que ganhava melhor a dar concertos
do que a fazer conferências pugnando pela ajuda internacional a África
(uma afirmação "simpática"...), disse mal de quem lhe pagou o "cachet"
("Bankers? Fuck them!") e pôs a cereja em cima do bolo,
ao sustentar que Angola "é gerida por criminosos".
lkj
Primeiro ponto: manda a coerência que quem acha que os banqueiros são hipócritas
não lhes aceite nem os convites nem o dinheiro.
De outro modo, as boas causas que se defendem ficam, elas próprias,
inquinadas e sob suspeição.
lkj
Segundo ponto: também não é de bom tom utilizar o solo português
para disparar violentas críticas sobre um país independente,
ao qual Portugal está ligado por um passado comum,
mas também por um presente encorajador e um futuro promissor.
Dirão que escrevo isto porque há interesses económicos,
mas também sociais e culturais comuns aos dois países.
É absolutamente verdade. E também é verdade que a classe dirigente angolana
tem muito por onde ser criticada.
lkj
Contudo, Geldof falha redondamente no simplismo com que analisa a situação angolana.
Por um lado, há hoje em dia em África países com situações políticas e sociais
bem mais graves do que Angola (Zimbabwe, Sudão, Guiné Equatorial...).
Depois, Angola esteve em guerra durante 27 anos - e a guerra favorece o nepotismo,
a corrupção, a impunidade, a cleptocracia,
as grandes fortunas e a imensa miséria.
lkj
Finalmente, desde 2002, o país está a fazer um trajecto ascendente no caminho da normalidade democrática, que deve ser apoiado e incentivado,
enquanto a evolução dos outros países referidos só tem tendência a piorar.
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Há ainda muita desigualdade e miséria em Angola - e muito a corrigir.
Mas discursos radicais como o de Geldof não contribuem em nada para melhorar a situação.
E por mais atraentes que sejam são destinados às palmas fáceis e ao "show-off",
mas soam lamentavelmente a falso.
lkj
Por último: o 'Jornal de Angola' publicou um artigo lamentável sobre o assunto.
Ora este tipo repetido de artigos do jornal oficial do regime de Luanda
também não contribui em nada para uma nova imagem do país.
Em contrapartida, Aguinaldo Jaime, ministro-adjunto do primeiro-ministro angolano,
dá uma entrevista notável ao "Diário Económico", onde demonstra, mais uma vez,
que seria um brilhantissimo governante em qualquer parte do mundo.»

terça-feira, fevereiro 19, 2008

PARECIA UMA ENTREVISTA


«Se tiver a gentileza de me deixar falar.»
E o Homem do Laço, que estava tenso, logo acatou.
Calou. Deixou de interromper. Durou segundos a armar à amena cavaqueira, mas desistiu.
O entrevistado é irritadiço e gera tensão e terror nos entrevistadores.
Parece que a qualquer momento pode sacar de uma Sweeney Todd-navalha ameaçadora,
espancar e esmagar, como no Parlamento, adversário a adversário.
O Espécimen intimida. Não há dúvida que intimida.
Não estraguemos, pois, o Guião ao Sr. Primeiro-Ministro, Ricardo!
Mas podes continuar com esse ar sério e rigoroso a fazer de conta que és duro.
Eu também vou continuar a engolir em seco e ai de mim se um feijãozinho pode transcorrer
este ânus que a Terra há-de comer!
lkj
Chove que se morre. Desemprega-se que dói.
Anda-se pobre e subdesenvolvido, no Norte, que é vergonha!
Mas isso não é Macro-Economia
e não encaixa no discurso micro-ondas do Espécimen que,
pronto a cozinhar,
sempre que dá uma entrevista, só parece que a dá,
muito dado a simulações prévias, como Pessoa com o seu Chevalier de Pas.
lkj
Ora bem, pareci confiante, pareci decidido, pareci rigoroso, pareci credível,
pareci sensível do ponto de vista social. Correu bem!
A minha entrevista correu bem.
Meu Gabinete, meu País!
lkj
«Talvez porque houve um acordo prévio entre a SIC, o Expresso e o primeiro-ministro, ninguém se atreveu a mencionar assuntos tão prosaicos como desigualdade,
inflação, salários reais, pensões de reforma, justiça,
administração central e local, corrupção, autoritarismo e por aí fora.
Nem a pronunciar o irritante nome de Manuel Alegre.
A SIC e Sócrates trataram o país como um comício do PS.
Isto é, com segurança e com desprezo.»
lkj
Vasco Pulido Valente, in Público