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sexta-feira, junho 28, 2013

O BURIL DO SUCESSO

Nada mais normal que isto: se no primeiro trimestre, o défice público ascendeu a 4167,3 milhões de euros, ou seja, 10,6% do PIB registado no mesmo período, já em 2012 nos três primeiros meses do ano, o saldo negativo havia sido de 3206,9 milhões de euros, 7,9% do PIB. Até ao final da desta execução orçamental há vindima e a possibilidade de boas surpresas. O perfil do défice não é idêntico ao do ano passado no período homólogo, os três primeiros meses do ano. Não se havia verificado: 1. a injecção de capital de 700 milhões de euros feita pelo Estado no Banif; 2. o Estado a pagar parte substancial dos subsídios aos funcionários públicos, o subsídio de Natal, cujo corte no ano passado foi chumbado pelo Tribunal Constitucional e que está a ser pago em duodécimos desde Janeiro. Portanto, a cada ano, semestre, trimestre, as suas exigências sob o exigente buril de uma execução exigentíssima. Ainda não chegámos ao ponto de fabricar nota na garagem do Regime, como preconiza o dr. Soares para a Zona Euro.

quarta-feira, junho 12, 2013

XEQUE-MATE, PARVALHÕES!

Infelizmente, parte da Esquerda Oportunista e Catastrofista Estado-Dependente, para não falar da Esquerda Hipócrita dos socratistas-socialistas-despesistas, não consegue assimilar que Constitucionalidade no Orçamento por si só pode não chegar: afinal os gloriosos chumbos a algumas medidas no Orçamento não garantem instantaneamente dinheiro, não garantem fundos, não garantem recursos financeiros, passe de prestidigitação que sempre norteou os soares e os maçónicos do Regime. O número de circo do Tribunal Constitucional, que fez peito ao OE2013, não produz magia, lamentamos. Todo o esforço de uma sociedade e de um Governo no sentido da liquidez das respectivas contas pode não chegar a metade das boas intenções e de qualquer voluntarismo serôdio. Não é o calhamaço da Constituição com Cogumelos almofadados com Bacon aquilo que colocamos à mesa, parvalhões. Só mesmo sociedades e regimes corrompidos como o nosso para produzirem desgraças irredimíveis, bebedeiras de dívida e bancarrotas e depois remeterem as culpas à crise internacional que lhes destapara a careca demagógica ou outras formas de perda de tempo e óbices ronceiros. Não há dinheiro, não há subsídios pagos na íntegra. Eu lamento. Tu lamentas. Mas é a vida.

quinta-feira, abril 11, 2013

FALIR É QUE É CONFORME À CONSTITUIÇÃO

«Deve dizer-se que o TC parece não se dar bem com cortes dos salários nominais. Mas cortes de salários reais muitíssimo maiores foram perfeitamente constitucionais em 1978 e 1983, quando Portugal teve de recorrer ao FMI. Portanto parece que a nossa Constituição só se dá bem em períodos com a inflação elevada. Parece que não podemos corrigir as nossas contas públicas sem inflação e dentro do euro. As medidas que foram constitucionais em 1978 e 1983 agora não o são. Só serão constitucionais se Portugal sair do euro? Portanto, em certo sentido, o risco é o de que se não conseguirmos reduzir as contas públicas e cumprir o Memorando vamos entrar em bancarrota e ser forçados a sair do euro, o que seria perfeitamente conforme a Constituição.» Pedro Braz Teixeira

quarta-feira, novembro 28, 2012

DA OPINIÃO ORDINÁRIA, INSIDIOSA E HABITUAL

Hoje é dia de mais opinião ordinária e habitual. Ordinária, porque finge que nasceu ontem. Habitual, porque é palavra de donos disto, arrogados donos morais e institucionais disto-Portugal. Só os que se concebam donos do Regime, como Soares, se alarmam sobremaneira com o confisco que lhes sucedeu impensável também a eles: cansativamente, pronunciam-se sobre a Europa, sobre o País, mas o País suporta mal quer o Fisco Brutal quer o trajecto sanguessuga desses pais e herdeiros imorais do Regime. Ordinária, porque não disfarça os seus intentos pessoalíssimos, a busca na secretaria «Demetir, demetir e demetir!» da desesperada reversão dos prejuízos causados pelo recuo governamental dos apoios à Fundação. Habitual, porque o rei intocável, jarra melindrosa do Regime, não se enxerga: olho para o crepuscular Mário Soares e penso no Dâmaso Salcede que Eça pintou: a mesma figura, a mesma ridícula obsessão por si mesmo inexistente e pelos modelos estrangeiros, mas que nem em França hoje encontram guarida e defensor. Quem haveria de ousar beliscar essa Estátua Ambulante à Glutonaria e ao Privilégio de Estado?! Sobre a situação portuguesa, a Vetusta Múmia Soares descobre que não vai mal. Vai péssima. «Piora, dia a dia, semana a semana, mês a mês, ano a ano.» Porquê? Porque o actual Governo está no poder. A Múmia apela a que observemos as estatísticas. Sim, nada melhor que estatísticas para comprovar a aguda capacidade de observação de uma Múmia. Nada como imputar inteiramente ao Governo a situação. Mas há mais. Este Sacerdote Vestal Mumificado sugere que o Governo vai dividido [dividido, não, «devedido»]. Ora, não importa se é verdade. Importa o facto de ser a Múmia a dizê-lo. Ser ela a pronunciar-se sibilina só pode representar estar o interesse geral do lado oposto, para não falar da derrota do argumentário devido à nula idoneidade do argumentador. Sim, porque já toda a gente sabe que o Governo vai impopularíssimo e que cometeu erros e que tem aselhas e que obedece à Merkel, e que é um porta-estandarte do EuroGrupo e da defesa do Euro-Moeda, e obedece ao FMI, ao BCE, e ao diabo que o carrega. Mas há mais Portugal para além do Governo, um Portugal que Soares, o seu Legendário Umbigo, a sua inenarrável Omertà Favoritista, não conhecem. Há, pelo menos, uma longa caminhada sugadora nas costas do sugador, dono de um sugadouro, uma história de ganância cujo nome por acaso é Soares. Uma Múmia que pactua com e abraça um Ladrão, hoje feliz e intocável em Paris, não tem moral para escrever acerca de demissões nem para arrogar-se em consciência da Nação. Não deveria debitar. Por pudor. Se há uma reserva moral da Nação, está em silêncio, está em agudo sofrimento moral, estomacal, físico, espiritual. Quem fala e opina pelos megafones dos media com imoderação pornográfica é a Reserva Imoral da Nação, a parte mais rapace e bem sucedida em saciar-se e cevar-se dela, de todos nós, ao longo das últimas décadas. Mas há mais. O Imponderável Soares, que sempre foi uma piscina de veneno, diz que Paulo Portas deseja abandonar este Governo. Até pode ser verdade, mas vindo do Imponderável Mário soa a dejecto gratuito, àquele tipo de boca só para meter nojo. Diz a Majestática Paralisia que «o PSD, se não me engano, são hoje dois Partidos: o que aprova a política do Governo (muito minoritário) e o que a desaprova totalmente, embora por razões diferentes (maioritário).» Até pode ser verdade, será até mesmo verdade, ok, pronto, é verdade, mas vindo da Suma Paralisia Egolátrica soa a diarreia e a mal intencionado postulado zarolho, até porque há também dois PS: o PS do Memorando, assinado, repito, assinado; e o PS dos Galamba, dos Rapazolas Pedro Marques e Basílio, disposto a rebentar com isto, desde que lhe caia no colo o Poder e todos os dividendos políticos que deveriam estar a zeros, se houvesse uma réstia de dignidade, memória e brio neste eleitorado encornado. O que faz Sua Alteza Dom Soneca Soares, na sua majestosa impostura monumental?! Chantageia! «Demetir». Chantageia com a face dolorosa dos factos. Chantageia com a face negra da Hora, mas com todos os ovos da insídia colocados no grande cesto dos seus intuitos e objectivos pessoalíssimos. Mas há mais. O Inaudito e Indescritível Soares cita o caso do ministro mais livre, mais sábio, mais bravo e independente deste Governo, Álvaro Santos Pereira. Toda a gente sabe que as vaias não são critério de justiça nem de avaliação digna de confiança. Álvaro, que não precisa da Política para nada, ao contrário de Soares, que alicerçou no Estado todo o seu poder pardo, Padrinho de milhares de afilhados, alerta com coragem para os perigos do excesso de austeridade, mas não o faz no patamar populista e demagógico de Sua Alteza ou do célebre parvalhão que timona o PS. Fá-lo leal e construtivamente. E que conclui o Papa-Lagostas do Socialismo Aristocrático? Isto: «Quer dizer, boa parte do Governo Passos Coelho não se entende entre si.» Mas já não se vive na divergência criativa, mesmo e sobretudo num Governo?! E o que pensa a Troyka do que pensa o Álvaro ou do que desejam os portugueses garroteados pela austeridade?! A velhice, caro Relíquia Soares, que poderia ser para si um espaço de pacificação e luminoso equilíbrio, não passa de um tinir avarento e erróneo. A velhice é fodida! Mas há mais. Sua Altíssima e Perspicacíssima Sondante Pessoa, Soares, afere o que «a esmagadora maioria dos portugueses pensa» do Governo Passos Coelho e de ele próprio, Pedro Passos Coelho. E note-se como é sujo e traiçoeiro a Vetusta Entidade em Forma de Sonda: porque, diante do pensamento geral sondado como devastador sobre o incumbente Passos [que de facto mentiu, que falhou, que crudeliza o que é cruel e não suaviza o que não é suave], «seguramente que há muito teria tido a honradez de se demitir» [demitir, não, «demetir»]. O País não aguenta esta merda nem merdas como este Oráculo Caga-Tacos: todos os freitas, todos os soares e todos os outros que desfilam iguais, opinam o mesmo, acordados de repente no meio do grande incêndio que na verdade acalentaram, soprando, peidando o seu metano odioso, apoiando incendiários ainda piores, mentirosos, intrujões, criminosos, que não escapariam ao crivo do sistema penal mais pilantra de uma República Pelintra Africana qualquer. Agora é tarde. Para os devidos efeitos, o Orçamento para 2013 vai consumar-se aprovado, inaugurando uma safra inaudita de devastação honrosa. Pagar-se-ão muitas dívidas. Sanear-se-ão muitas Empresas Públicas com défices acumulados. A Vetusta Calamidade Facciosa Soares termina o seu lençol no Diário de Notícias, recordando que o medo grassa por aí. Sintomático. Sob o signo do medo e da desorientação, do sem saber o que fazer ou para onde podemos ir, temos Sua Excelentíssima Excrementícia Paz d’Alma a agoirar, introduzindo o seu grãozinho de cocó de Esquerda Radicalóide [repleta de futuro tumular] na pesada cruz geral. Uma vez mais, por amor de si mesmo e dos seus interesses, olha implorativo para o Presidente da República e para o Tribunal Constitucional, na esperança de que daí lhe venha o alívio [«demetir, demetir e demetir»] que não encontra na bojudíssima e antiquíssima conta-cacho bancária. E termina, ominoso, vácuo, parlapatão, recordando que o «Governo está cada vez mais impopular (se é possível) [...] se teimar em continuar como tem estado, vai acabar muito mal. O desespero leva à violência, como a história nos ensina.» Conviria lembrar aqui o Dr. Ominoso Soares que todos queremos que o Governo se foda, termine mal ou termine bem, desde que alguma coisa se aproveite do País e para o País, que não começou só agora a ser comido por lorpa. Pergunte-se, aliás, o Excelso Soares o que nos fez a sua prole, o que preparou para nós essa prole-bando, o mais rasca e mais reles de políticos ditos socialistas.

A FALÊNCIA MAIS ESTÚPIDA DO MUNDO

«Estar falido e viver num Estado falido e insolvente é tramado... Felizmente temos as manifestações da dupla CGTP/PCP, a demagogia risível do Bloco e a greve insana dos estivadores para animar a maralha. E, cereja podre no topo da broa, temos o artista Seguro que, ao mesmo tempo que exibe com vaidade o seu branqueamento dental, tenta enganar os mais pobres de espírito dizendo que está pronto para governar com todas as soluções mágicas na manga - só não diz quais, fala num crescimento económico, esotérico diríamos nós. Por fim, temos o causador desta desgraça toda a assistir da cátedra de luxo em Paris, sem o mínimo de remorso ou vergonha.» Jorge Duque

sábado, novembro 24, 2012

EMPOBRECER

Empobrecer é fodido. Terça-feira, a proposta do Governo para o Orçamento do Estado para 2013 será aprovada. Sinto-me impotente para contestar o que se mostra inevitável, embora nem discuta o facto patente a todos os olhos de não ter propriamente à testa do Governo quem se bata por mim, por cada um de nós com unhas e dentes. Um País sob intervenção externa não debate nem negocia orçamentos. Debate e negoceia minudências e montanhas que vão parir os ratos habituais. Simular baixar os danos sociais enquanto na verdade se submete ao receituário de base. Desde logo, eu esperaria da Oposição em geral e do PS em particular ideias que merecessem o acolhimento pelos partidos do Governo: horroriza-me que os partidos não cooperem nem trabalhem sinergias práticas no sentido de desonerar as medidas mais gravosas sobre as pessoas. O que é que PSD e CDS têm para nos dar no que respeita à remoção de todas as situações de excepção na cúpula governativa e noutras zonas de conforto perpétuo?! Zero. Por que motivo não se renuncia ao pagamento dos  subsídios de Natal dos assessores e adjuntos do Governo para fazer exactamente o que os Governos-PS nunca por nunca fizeram ou fariam enquanto caminhavam alegremente para o atascamento fatal do País?! Neste ponto, o Primeiro-Ministro e o Ministro das Finanças voltam a ser fracos, a falhar-me, hierárquicos, aristocratas. Este Orçamente bem pode assumir a reformulação das metas para 2013: em vez de um défice de 4,5%, o que Deus quiser, tal como para 2012, em vez de 5%, será de 6% para cima, mas isso tem explicações que a nossa vã filosofia não pode perscrutar, dada a desactivação massiva de economia, postos de trabalho, consumo, acréscimo de peso na componente social do Orçamento. Detentores de lugar cativo nos media falam, há semanas, na ideia de demitir o Primeiro-Ministro e o seu Governo. Soares, Freitas, Louçã, — o Céu e o Inferno — propugnam dia sim dia sim a remoção deste elenco, ao passo que os credores vêm avaliar trimestralmente o ajustamento, garantindo paradisíacas os nossos progressos, o emagrecimento radical do nosso Estado Social, as próximas e promissoras privatizações, a transferência de sectores públicos para a iniciativa privada. Porém do lado do PS, o estado de guerrilha interna não poupa a brandura de António José Seguro e a direcção do PS: cinicamente a corrente pelo Rasgão do Memorando, que labuta à Esquerda da Retórica Xuxa faz o que sempre fez: negra a vida do líder. Fogem de vir a ser Governo e a suportar medidas impostas pela Troyka como o Drácula de uma trança de alhos. Para todos os efeitos, o Memorando umas vezes é rasgado [António Costa rasga-o todas as Quintas-Feiras, na Quadratura do Círculo, disposto a assinar um novo, se lhe derem importância, tempo e a oportunidade de ser o próximo líder, presume-se]. Passos olha para nós, o seu próprio Povo, em alemão. Silencia em alemão, quando poderia marcelizar a conversa connosco todas as semanas, em família. Toda a Europa, nos seus farrapos e enorme problema da moeda e da coesão, está suspensa das eleições alemãs. Trata-se de uma amarga ironia que, no próximo ano, à paralisia das instituições europeias se some a paralisia das instituições nacionais: para que alguma coisa nos corresse perfeitamente, seria preciso que o Presidente da República lançasse centenas de traineiras ao Atlântico para pescar gambuzinos comestíveis, inaugurasse uma centena de novas indústrias de fazer inveja aos chineses, corta-unhas e bijuteria a preços competitivos com a indústria caseira a carvão nos arrebaldes de Pequim. Dissolver a Assembleia da República e convocar eleições? Isso é para fracos, para jornalistas-PS, conspiradores torcidos PS, gente completamente atoleimada dos cornos, nesta Hora de Morrer ou Morrer. Demitir o Governo corresponderia a demitir a Troyka, cuspir no BCE, cagar para o FMI, fazer um dedo do meio à Comissão Europeia e à Chancelerina. Não se espere um Cavaco Silva em 2013 capaz de engendrar um problema gigantesco à nossa pequena posição fantástica no conceito internacional e horrível no teu, meu, nosso bolso.

quinta-feira, novembro 15, 2012

QUANDO OS VORAZES FALAM DE FALHANÇO

Não se pode olhar de igual para igual os que sublinham o falhanço na execução orçamental do Governo em 2012. Só a partir de cima. A meta do défice orçamental para 2013 estava à partida viciada de ambição pelos que a negociaram, desde logo, e quem a negociou também sabia a montanha de juros que escalavam e as extensas desorçamentações que tais orçamentos continham, à parte o que falhou pelo excesso de voluntarista do Governo. Isso acabou. O Orçamento para 2013 contém parcelas que nunca constaram antes do Orçamento e Rectificativos de 2012, nomeadamente as relativas às empresas públicas de transportes, calamitosamente endividadas. Para além do facto de 2012 ter falhado a meta dos 4,5% e esse valor passar a meta para 2013, interessa fundamentalmente que o Estado Português deixe de incorrer no volume suicidário de dívida com que se vai pagando os mega-falhanços na execução orçamental de sucessivos  Governos socialistas: todos os caramelos que hoje espumam não para trás. Mas deveriam. Com uma herança tão envenenada e uma instabilidade tão crassa na Zona Euro, não há Ministro das Finanças que possa passar por Zandinga e acertar em previsões. Só os socialistas, nas suas masturbações cínicas, acertam previsões sobre o défice orçamental e sobre a dívida pública. Este Orçamento não é nem pode ser matéria de fé: faz-se ao caminhar e se os parceiros sociais, o Conselho de Finanças Públicas, o Banco de Portugal, as instituições internacionais, a própria Troyka têm dúvidas, o Governo também tem direito a ter dúvidas, fazendo embora o que a seriedade, e não o eleitoralismo, manda. Nem é pelo Orçamento, pelo Governo, seja por quem for. É por Portugal. Ao fim de um ano e meio, em plena tormenta que assola o Euro, como é que os desonestíssimos caramelos socratistas-socialistas podem exigir acerto num Orçamento?! Num contexto volátil destes?! A economia também é uma questão psicológica e o modo como os Galambas se encarniçam resume o volume de toxicidade e populismo negativo a que esse partido está disposto. No Governo, são de Direita. Mas quando a merda infestante do pseudo-socialismo se vê na Oposição, extrema-se, radicaliza a retórica, clama por derrubes de Governo, espuma por rasurar as regras democráticas, ainda se a hora é dramática, de urgência, lavrando o fogo da dívida sem travão. A merda socratista não tem moral para falar em falhanço orçamental, quando todos os esforços estão a ser feitos para se evitarem males maiores. Os actores socratistas são baixos. Representam-se a si mesmos. Se representassem os portugueses, construiriam um contributo realista e útil à parte do corte de despesas, coisa de que são incapazes e não interessados. Preferem uma estratégia de confrontação acusando o oponente de usar uma estratégia de confrontação. Se a desonestidade intelectual e política desse prisão, esses merdas da dívida e da bancarrota deveriam ser sujeitos a prisão perpétua.

quinta-feira, novembro 08, 2012

SABOTAGEM A PORTUGAL, GRANDE DESÍGNIO DO PS

Já escrevi milhares de posts sobre o pessoal rançoso do PS-Socratista, sobre o seu pensamento indigente e a praxis política basicamente sabotadores das nossas hipóteses como País Livre e Próspero, fosse no Poder [pelo abraçar o mundo e o dinheiro com as pernas] seja agora na Oposição [pela sabotagem activa de quanto reforme o Estado e o desempoeire de tachos]. Metido a vigilante e desconstrutor dessa sarna  horrorosa que já foi Poder Executivo em Portugal por demasiado tempo, reconheço a minha obsessão por lhe conhecer pentelho e perdigoto: José Sócrates, Mário Soares, o Grande Açambarcador de Dinheiro e Géneros, os lello, os vitalino, os ASS, as edite estelíferas, os vara, os diabo que os leve, há gente que não posso apreciar por nada ter de escorreita nem de desprendida nem de reformadora, nem de compassiva, nem de abnegada, completamente incapaz de dissolver o Estado-PS dentro do Estado-Cidadãos e Contribuintes, hoje em grande sofrimento. Se lhes não visse o veneno conspirativo e faccioso, se lhes não farejasse a desonestidade intelectual crassa, e sobretudo o perigo de contaminação da verdade política e dos interesses mais profundos e mais gerais, ignorá-los-ia. Assim, encarniço-me particularmente sobre esses PS por causa da sua acção maligna, nefasta, devastadora, em longos anos de manipulação mediática e despesismo infrene. Não seria possível descer tão baixo quanto José Sócrates e a sua inteligente e hábil clique de cretinos, gente tão má, sôfrega e desonesta quanto ele: hoje essa casta de anónimos é um farrapo autojustificativo de um tempo glorioso para si: lastima-se pela remoção do Poder em Março de 2011. Dadas as aparentes dificuldades do actual Governo, dado o cerco multiforme dos que deliram, alertam, alarmam o País para o rumo tortuoso e errado da Troyka [mecanismo aliás desleal até mesmo para com o Governo que se lhe submete como discente puro e dedicado], essa ala mais cínica e subversiva do PS antevê eleições no curto prazo. Janeiro será o mês do choque e do terror: olharemos para os nossos bolsos e lá, em vez de dinheiro, veremos o saque de um inaudito Orçamento de Estado. Será um despertar amargo. Resta saber que rua se amotinará ao longo de Fevereiro. Será a rua que insulta Passos? Será a rua que chama filho da puta, ladrão, cretino, chulo, paneleiro a Sócrates? Será a rua que despreza profundamente Mário Soares, os seus alvitres de miserável avaro, interesseiro e medíocre? Vítor Gaspar trabalha em articulação com os potentados europeus e mundiais, um teórico finalmente com a mão na massa: o corte de 4 mil milhões de euros, ninguém sabe em quê, quase de certeza incidirá sobre empregos políticos multiplicados como espermatozóides de rato em todos os interstícios-rata do Aparelho de Estado. Se se for novamente ao bolso do contribuinte, não haverá nada a fazer senão um restauro do Sistema: choro e ranger de dentes, isto é, eleições. Entretanto, todos os bons sinais externos e internos da nossa Economia contaminada por décadas de lastro corrupto político-partidário, interesses e tachos, poderão fazer de Fevereiro o mês em que o Governo afinal não vai cair: sustentado pelo Mundo, por Merkel, pelo BCE, pela Comissão, pela Europa, portanto, por Angola, pelo Brasil, apesar da intoxicação impaciente dos donos da agitação e da sabotagem, poderá resistir ao cerco; às partes viciosas do cerco. No máximo, o País, como uma banana, dividir-se-á em dois, banana split: votará uma delas novamente nos grunhos que recorreram a todas as mentiras, conspirações e ofensas para endividarem Portugal para além de todos os limites a nos conduziram à perda da soberania?! Votará uma delas no País que não crescia, no País que apenas se endividava, que vivia de dinheiro alheio disfarçando um empobrecimento fatal da classe média e iludindo com incentivos improdutivos a classe baixa?! Votará um delas novamente nos que estão decididos a conservar tudo como está, insolvência, falência, após sangria financeira e destruição social pela ilusão do dinheiro além-PIB que aliás já ninguém nos empresta, se descarilarmos do rumo ajustamentista?! Vote-se PS, pois. Mesmo Jerónimo de Sousa é mais contido e menos sectário que Mário Soares e que toda a sua prole de sanguessugas e donos disto-Portugal, cheios de Estado Social na boca e no bolso, ou seja, repletos de Ego na defesa da sua velha e secreta omertà, do seu esquema montado, mensalão brasileiro multiplicado pelos anos dos anos, tudo o que nos arruinou! Se formos comparar o PS com o PCP de Jerónimo, vemos que o primeiro se profissionalizou no parasitismo do Aparelho de Estado e não tem remissão; o segundo é inócuo ao País na proporção em que mais grite contra as políticas de Direita, da Troyka, do FMI. Até o PCP tem vergonha na cara e os seus militantes antes de serem comunistas são suficientemente portugueses para reconhecer e apear quem roube, quem dane e quem sabote o País, conforme os socratistas fizeram com um esgar contumaz na face: foi precisamente pela mão dos portugueses do BE e dos portugueses do PCP que a Merda Rapinesca e Maturbatória Socratista foi removida em 2011. Sem eles, não se respirariam os ares pluralistas que hoje respiramos. Não importa a essa classe de putas que destratou Portugal que obter realismo e sustentabilidade para o Estado não é uma forma de desprezo dos pobres nem castigo seja de quem for, mas racionalidade e proporcionalidade dos gastos em função dos recursos públicos. Só o nojo na política pela política se apostaria em denegrir um caminho que nos aproximasse do trabalho e eficiência e decência cívica que existem na Alemanha: defender a Constituição deveria ter sido impedir ladrões, rapaces, incompetentes, chulos, filhos da puta, de ascender à, e continuar na, governação de Portugal, à vista dos seus piores frutos e mais negros efeitos. Não nos podemos orgulhar do nosso modelo de sociedade e da nossa lógica comunitária, onde a mansidão e a transigência cívicas com ladroagem pública e notória nos conduziram até aqui e agora, só porque o remédio arde, aqui-d'el-rei que gatunos são estes. Se houver eleições em 2013, nada a temer: as águas separar-se-ão. Os Governos vão e vêm. Se antes tínhamos um Ladrão Manipulador que nos danou, mais tarde talvez tenhamos de purgar o Excesso de Zelo Troykista deste Governo Passos, eventualmente um Governo do mais zeloso que se viu em Portugal e paradoxalmente incompreendido lá, onde é mais mais salubre, realista, sem baterias de marketing político a bombardear de factos esperançosos e positivos o nosso pastoso País Mediático Tragicofónico. Simplesmente agindo em benefício de todos, no silêncio, pela sombra. Agindo! Errando também, mentindo também, mas quem não mentiria e não daria tudo por tudo para salvar o Euro e a nossa permanência sólida nele?! Tempo é dinheiro. Se nos pusermos em pé mais rapidamente, melhor para todos. A isto a lixeira socratista chamará «indigência intelectual», «escória das negociatas», «fanatismo ideológico» e «violência dos tecnocratas». Puta que os pariu, tão sensíveis e tão humanos quando longe do Poder! Portanto, para separar ainda mais as águas, talvez nos vejamos chamados a decidir, votando, em 2013, se com quem contamos é com estes tristes e incompreendidos que fazem o que a Troyka quer; ou se voltaremos ao País do Faz de Conta, Mole, Medíocre e Habitual que os xuxas gizaram para seu proveito e controlo exclusivos, contaminando de Maçonaria e Omertà quase todas as instituições da República, obedientíssimas a quem manda, a quem tem o poder do dinheiro açambarcado, a quem sabota Portugal e os Portugueses.

quarta-feira, novembro 07, 2012

FACADA PS E FUGA À PANTOMINICE DEMOCRATEIRA

Com ele, a prioridade é o crescimento e o emprego.
Não percebo o PS. Nunca percebo o PS. Menos ainda numa hora crítica como esta. Num excelente artigo de opinião no Público, o deputado Francisco Assis sublinhou que a rua não pode ser escutada a todo o transe sob pena de ser a própria democracia a estar em causa e recordou que pensar assim é correr riscos de incompreensão; ao passo que Soares, pelo contrário, diz sagrado e obediencial tudo o que a rua/o povo digam [grande impostor e interesseiro!] e, nesse caso, como a rua não suporta Soares, pois considera-o um dos mais vis repetentes, inveterados viciados e chulos do Erário Público desde há décadas, ficamos conversados quanto ao que, para o PS, seja a rua, o povo: depende. O PS é isto, esta dualidade calculista e tumoral no uso das palavras e dos conceitos. Só confio em Manuel Maria Carrilho e em Socialistas Desprendidos, infelizmente uma raridade tenebrosa e sintomática. Sensível à rua adversa aos seus adversários e insensível à rua que lhe é adversa a si. Para além de justas manifestações de protesto e indignação. Depois há outro aspecto com o PS se confronta no que respeita à rua. O populismo. O PS acha que se há uma ameaça populista na rua, na comunicação social, na internet, e que passa por olhar os políticos, à partida, como réus, culpados, interesseiros, impostores, ruinosos, fica uma oportunidade para um campeonato de verdadeiros democratas. Por um lado, temos Soares a degradar, desrespeitar ainda mais as condições da vida democrática em Portugal, não se limitando a reservas relativamente ao Orçamento 2013, mas exigindo a demissão caprichosa do Governo. Pode ser um Orçamento que violenta o contrato em que os portugueses votaram, mas é, quer se queira, quer não, o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI, pode ser ou parecer um Orçamento irrealista, inexequível, incompetente, mas é o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI; pode ser ou parecer um Orçamento que ataca os fundamentos da nossa sociedade e da nossa economia, mas é o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI. Acho deplorável que o PS seja o único a achar que a democracia tem de ser defendida por todos os democratas, mesmo que tanta democracia represente fome, peste e exclusão e degradação da imagem de Portugal no panorama internacional. Estou cansado, demasiado farto dos democratas socialistas, quase todos ricos, gordos e bem na vida, que agora se afirmam. Estou basicamente exausto em ouvir falar num Parlamento que se prestigia, sendo ele, ao que se sabe e a fazer fé no que Paulo Morais e outros apontam, um covil de negócios particulares, com muito pouco Povo dentro e ampla negligência e escasso escrutínio no sentido de defender Portugal e os Portugueses, no mínimo, de uma bancarrota. A arma da democracia, o voto, para o PS é para se usar imediatamente, quando não é ou não está o PS a engendrar «crescimento» e «emprego» tirado do cu com um gancho, sim, porque o que se vê é Soares e outros socialistas, Marques Mendes também foi um grande empregador, a empregar os seus afilhados com afinco e num afã digno de nota. O PS não gosta da solução soarista de remoção do quisto Passos/Portas/Relvas/Gaspar por impulso presidencial ou autoproposto. O PS prefere o voto. Nota-se que ganha balanço para novas eleições, mal se verifique a menor falha na execução do OE2013. Entretanto, o Orçamento do BCE, da Comissão Europeia e do FMI, segundo o PS, está eivado de  falsidades, irrealismo, consequências terríveis, Orçamento aliás contra o programa da maioria, contra o que convenceu os portugueses a confiar nos partidos da maioria e certamente contra o que o PS viesse prometer de diverso. Só é possível votar num Orçamento contrário ao programa dos partidos que o suportam porque estes não são os tempos de festa e optimismo dos que urdiram toda a forma de dívida aventureira: estamos à beira do abismo e, perante o abismo, os programas dos partidos fodem-se.  Aquilo a que o PS chama troykismo radical, alheado da realidade e sem qualquer capacidade de auto-crítica é o único troykismo possível. Não há outro. Hollande, por exemplo, não tem Troyka, mas já tem e pratica o seu troykismo radical, também pratica inovações, experiências e desvarios nas políticas sociais e fiscais, também ele impõe mais cortes sociais. Antecipa-se também ele ao Troykismo da Troyka para trabalhar a sua própria matriz espoliadora, um equilíbrio francês á medida dos franceses, de credibilidade francesa à medida dos franceses, de adesão à realidade francesa à medida dos franceses. O PS português, pelo contrário, é um antro de escândalos selectivos. Apresenta propostas diletantes como se não tivesse assinado o filho da puta do Memorando, com o Secretário-Geral António José Seguro, agora navegando com o vento que lhe sopra a bombordo e lhe enfuna as velas do cu, asseverando que a maioria governamental se arroga à surdez em democracia: mas com que tesão poderemos alguma vez criar as condições em Portugal e na União Europeia para voltarmos ao crescimento e à criação de emprego?! Mas que merda é essa e como se faz?! Como é que o PS, no século XXI, ainda pratica o verbo de encher?! Serão boas propostas meras palavras sem dinheiro, sem um Estado ágil, transparente, organizado?! Como é possível um País encharcado de dívidas, de empresas públicas atoladas, com erros de décadas agravados em triplo, quádruplo ter veleidades com paleio voluntarista?! O PS é um Partido Merda. O PSD é outro Partido Merda, mas com um pouco mais de capacidade de gerir e de fugir à pantominice democrateira. Seguro, tal como os demais elementos do PS, voltam as costas a Portugal, ao cheiro de Governar como dantes, na generosidade de antes, trocos para o Povo, milhões para os amigos, nada para a Economia. As alternativas do PS é paleio, palavras, politiquice. A credibilidade do PS está ferida de morte. O PS é uma leucemia fulminante na fluidez decisória nacional, não passa de  um tumor a entumescer de lentidão e inépcia as horas mais dramáticas de coragem e de rumo, ancorado num quadro constitucional absolutamente caduco e anacrónico em face de um Mundo impiedoso sob todos os pontos de vista. Tudo o que possa melhorar o futuro do País passa por reciclar a velhice viciada e desastrosa desse partido tampão de saídas e criatividade. O PS fala em confiança politica, em crescimento económico e em equidade social e elas aparece abracadabramente: treze anos de socialismo na governação, mais de noventa mil milhões de euros de financiamento extra depois, em 2005 de uma dívida pública de 60% do PIB para uma dívida pública acima dos 120% depois, nem crescimento económico nem equidade social, nem merda nenhuma made by PS. Onde está o dinheiro? Tem-no todo o BES Amigo do PS-Ex-Governos?! Está todo em offshores? Quem enriqueceu escandalosamente e por que motivo empobrecemos nós tão desesperada e radicalmente?! Em nome do futuro do País e pela credibilidade da democracia portuguesa, investiguem o PS. Contra o definhamento da democracia que tem de ser travado, investiguem o PS. A favor dos superiores interesses de Portugal e dos portugueses, escrutinem até ao mais ínfimo cêntimo os nababos do PS e os nababos do PSD. Perguntem a Sócrates e a Paulo Campos para onde foi o nosso dinheiro.

terça-feira, novembro 06, 2012

ARQUEOLÓGICO FREITAS: OUTRO ALARMADO E AFLITO

Freitas: Portugal segue "Grécia com um ano de atraso"
Não cesso de pensar que a malta mais Abocanhadora, Repetente, Arqueológica e mais Zero do Regime alinha toda pelo mesmo diapasão catastrofista, apenas porque lhe dói. Finalmente lhe dói. Calados como ratos, quando os Ratos Roíam Ranhosos Rortugal, falam agora todos os dias apenas para dizer a mesma coisa: «Isto é o fim. Demitam o Governo!» Sagrada reserva da 'democracia', saltam das suas jaulas ou do relicário da sua sagrada intocabilidade e estrebucham, como nunca estrebucharam, o que nos deixa a todos suspeitosos da bondade e generosidade da sua intervenção cívica prestimosa. Depois do Arqueológico Soares, do Arqueológico e Sôfrego Sampaio, da Arqueológica e Aflita Ferreira Leite, e outros Santinhos do Regime que nos deu Três Situações de Bancarrota, eis a vez do Arqueológico Freitas. Um só corrupio regimental. Uma só versão aversa à mudança e à reforma do Regime. Tudo gente pedantesca, repleta de frugalidade e amor aos pobres! Diz ele que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional urdem «uma política que vai conduzir a um caminho cada vez mais fundo e que implicará um segundo, um terceiro, um quarto e um quinto resgates financeiros.» Já agora por que não um sexto, um sétimo, um oitavo e um nono resgates?!

quinta-feira, novembro 01, 2012

CORRUPÇÃO-PS E O ENGODO CRISE INTERNACIONAL

«Qualquer corte na despesa desta monta que não paralise o Estado é impossível. Sem mexer nos salários e pensões da função pública é impossível equilibrar as coisas em 2013. Há uma necessidade imediata de dinheiro para o conseguir e até agora todas as opções com que a esquerda avança ou são impossíveis ou são totalmente irresponsáveis. [...] Cortar da despesa Isto vem curiosamente do sector mais despesista da esquerda. Do PS. Aqueles que gastaram o que não tinham e esconderam despesa retirando-a para um Estado paralelo fora do orçamento. Ouvi-los provoca-me incredulidade, raiva e uma vontade homicida de acertar contas com alguns deles. Os mais moderados como Assis, são ainda assim uns perfeitos aldrabões. Quando justifica a dívida com a crise Internacional, fede. Não é possível duplicar a dívida no espaço de tempo em que o PS o fez sem gastar muito desse dinheiro para pavimentar abundantemente os bolsos de empresas corruptas, amigos corruptos e governantes corruptos. Simplesmente não é possível. E se tivesse feito esse dispêndio de dinheiro para fazer face à crise com planos de estímulo isso tinha-se feito sentir na economia e nos nossos bolsos. Não sentiu. Pelo contrário, começamos a ser sobrecarregados de impostos com Sócrates. Desde 2006. A única face visível desse estímulo foi a renovação das Escolas dando "trabalho" a um sector de construção em crise. Sabe-se bem qual o resultado desse plano. Roubalheira desatada e ainda mais dívida. A sub empreiteiros, fornecedores e a todo a mais algum. Ter o PS a falar de cortes na despesa é patético.» Groink

quarta-feira, outubro 31, 2012

ULRICH E A PARADOXALIDADE DA SITUAÇÃO

<p>Para Fernando Ulrich, Portugal deve apresentar à Europa um programa de longo prazo</p>
Pagar é ganhar tempo.
Protelar a dívida será pagar mais, logo, sofrer mais
por muito mais tempo.
Há um ponto em que acompanho Fernando Ulrich, quando disse o que disse na conferência III Fórum Fiscalidade Orçamento do Estado 2013: também fico horrorizado com os postulados da «gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia». Os Demissão-Soares, as Rebenta-Ferreira Leite, os Napalm-Bagão Félix, todos os que se enchem da Infecção ultimatista ao Governo, que hiperbolizam a retórica como nunca a hiperbolizaram, os que só agora descobrem a pólvora e falam, falam, porque têm direito a falar, mas pouco ou nada a apresentam no seu currículo. A paradoxalidade da nossa situação é essa de muitos e muitas terem razão, mas não terem soluções por onde possamos seguir. Também eu, como Fernando Ulrich, fico «absolutamente boquiaberto» perante pessoas com tanta responsabilidade, «raramente da maioria ou no poder», que fazem recomendações e considerações que «terão como consequência levar Portugal, num tempo relativamente curto, para a situação da Grécia». O não pagamos. O ainda mais tempo. O ainda mais dinheiro. Paradoxalmente, Portugueses, a solução mais barata para nós será pagar a dívida. Não há outra. Nunca houve.

terça-feira, outubro 30, 2012

HORA DE CHORAR SANGUE E RAIVA

O Regime e as suas sibilas. São sempre os mesmos.
A gente já sabe o que vão dizer.
Ao que parece, na RTP Informação, onde tem viscoso assento, José Lello, com a sua reconhecida subtileza e moderação sanitárias, declara que a treta da "refundação" é um pedido de socorro por parte do Governo Passos e que o PS não sei quê e tal não fará e tal não dará... Tem razão. Perante o lixo, o ninho de víboras-dívidas, que os Governos Socratistas deixaram para trás, um pedido de socorro é pouco. Era preciso mudarmo-nos todos para Marte ou morrer depresa, pois é desgraça de mais para um Povo só: «Reparem em todas as linhas sombreadas a rosa, e em particular nas rubricas Gestão da Dívida Pública (subiu de 49,6 mil milhões de euros em 2006, para uns previstos 124,75 mil milhões em 2013), e Despesas Excepcionais (transparência absoluta...), que subirão de quase 2,3 mil milhões de euros, em 2006, para uns inacreditáveis 19 mil milhões de euros, em 2013. Sabem o que são estas “despesas excepcionais”? Pois é, são tudo aquilo que os governos socialistas esconderam debaixo do nariz dos credores e da opinião pública, com a plena cobertura do PCP, do Bloco de Esquerda e dos sindicatos, ou seja, o forrobodó das empresas públicas colocadas meticulosamente fora do perímetro orçamental até à chegada da tão vilipendiada Troika O António Maria

sábado, outubro 27, 2012

O MAIS INTELIGENTE DOS IMBECIS

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas surgem cada vez mais transparentemente humanos na medida em que, na sua fragilidade e limites, se tornam acessíveis à nossa compreensão comprimida de sacrifícios e privações para os quais não contribuímos de nenhum modo. Sócrates, esse era o Nojo-Messiânico em pessoa e a tentativa de passar por Semi-Deus, mas tão Anão como um daqueles líderes africanos cuja tromba aparece em qualquer recanto borrado aparentado com outdoor. Portugueses imbecis, não vale a pena direccionarem a vossa raiva para o herdeiro da vossa despreocupação obscena do passado, quando governar era fingimento, saciação de clientelas e negócios venha-a-nós-eles, sempre eles. Temos o que temos, enquanto a Europa está a dar o traque. Ou cumprimos ou cumprimos. Passos e Portas podem bem ser os mais inteligentes de todos os idiotas que consentiram neste trambolhão nacional em seis anos. José Sócrates foi, indubitavelmente, o mais imbecil dos inteligentes.

UMA NESGA PARA PORTUGAL

A organização do Estado Português é imoral. Sente-se por todo o lado, da sala dos professores às cadeiras do Metro, a magna insensibilidade e futilidade dos que têm todos os direitos [bons salários, cristalizados, poucos cuidados na vida] perante os que, como eu, não têm trabalho, nem o terão, e ainda vêem decrescidos os subsídios provisórios, para não falar de reformas, nulas, impossíveis. Há uma enorme insensibilidade para gente que, como eu, talvez nada mais tenha a aspirar que uma vida no limiar da sobrevivência. Este OE2013 manifesta essa injustiça, expõe-na, denuncia-a. Não sei se a cava. Não é este OE2013 que é escabroso, escabrosos são todos os factos e covardias de décadas que fazem dele, hoje, a nossa nesga derradeira. Uma certeza tenho: tal Orçamento não é um Orçamento que Cabrões Optimistas ou Filhos da Puta Eleitoralistas teçam. Isto porque quem giza ir tão longe, quem ousa ser tão impopular, como este Governo, só pode estar perante uma aflição manifesta que não espelha somente a insuficiente execução de 2012, mas o somatório de década e meia de Governos Foda, Festa e Faz-de-Conta. Não pode haver um só português, a não ser os Filhos da Puta da Dívida à Fartazana, que deseje o falhanço deste OE, apesar de nem Bagão Félix nem outros com a mesma qualidade de vida e estrato social, conseguirem sossegar a bexiga, interrompendo a criação de hipérboles e metáforas mais catastrofistas que o próprio espectro iminente do Fim do Mundo. Em 2012, é pacífico reconhecer que ter ido Além Troyka foi um tiro no pé nacional e governamental, especialmente na questão do IVA da restauração, zona em que conviria ter avançado apenas sob um módico absoluto de prudência: estavam em causa milhares de empregos e significativa fluidez e retorno fiscais que um zelo míope comprometeu. Não será o Governo a estar em causa perante um putativo falhanço do OE2013, mas nós todos. O primeiro trimestre de 2013 terá de espelhar, finalmente, um sucesso difícil que não tivemos em momento algum ao longo de 2012. Isto não é uma questão política. Sair da Morte não é um ponto de honra para o Governo, mas para nós, para os nossos filhos e os nossos netos. Por isso, desejar e almejar que o Governo caia é tão masoquista e imbecil como ter consentido Governos Rapaces, Desleais, Mentirosos, Amiguistas, Favorististas, Gananciosos à imagem e semelhança de Mário Soares, ao longo de pelo menos três décadas, mormente na última década e meia. Não é preciso ser-se de Direita ou de Esquerda para compreender onde estão os Filhos da Puta da devastação, dos abusos, da improdutividade, da sabotagem, do irrealismo, das práticas regimentais de saque e abuso dos Orçamentos, das práticas de má governança Filhas da Puta, processos de opacidade e desorçamentação Filhos da Puta. É fácil. Mário Soares diz que o Governo tem de cair. Cair para ter o quê em vez dele? A manutenção das mamas e dos tachos, da desordem e da injustiça que precipitaram a nossa quase bancarrota?! Soares é parte do Problema Imoral do Regime e deveria cair da sua cadeira salazarenta e irresponsável abaixo por ser também ele o statu quo rançoso que traiu o Interesse Geral. Hoje temos de levar com um conjunto de personagens com falta de vergonha na cara, sede de poder e irresponsabilidade: sim, ainda os socratistas. São um veneno activo nos interstícios do Sistema Político. A parte limitada dentro do Partido Socialista que os ouve não tem perdão. Depois, note-se quantas vozes de senadores se levantam destemperadas. Dispensam-se. Manuela Ferreira Leite perpetra pessimismo e desespero?! Eu pergunto-me por que motivo pessoal e directo. O Governo terá de resistir e mostrar saúde, unidade, humildade, resiliência e argumentos de bom senso e boa fé muito para lá de Abril, com a economia vicejando para lá dos anúncios de destruição, com o défice finalmente controlado, com uma dívida a sair finalmente da insustentabilidade. Novas eleições seria perder tempo e ver os partidos do Memorando insultados, derrotados, cuspidos e rejeitados [peditório para que estou pronto, mas não pode ser já, já!], com o PS a cair também por continuar a ser basicamente um antro de devoristas sem vergonha na cara; com o PSD a tombar por não ter representado ruptura com a insensibilidade aristocrata socialista, ruptura com a colonização do Aparelho de Estado, ruptura com a nula frugalidade de Estado manifestada pelos longos anos socialistas; e com o CDS-PP a desaparecer inapelavelmente. Em lugar destes três partidos do Memorando, instaurar-se-ia o Nada. Só um Povo Imbecil ao extremo regressaria de novo à fauna indescritível que comporia novamente um novo Governo PS, absolutamente descredibilizado por causa do enriquecimento ilícito dos seus dirigentes, por causa dos luxos proibitivos da Parque Escolar, por causa da Falência por Endividamento Brutal das Empresas Públicas de Transportes, por causa das últimas PPP assassinas, por causa das manobras de hegemonia antidemocrática a que o Parisiense Imoral, o Grande Impune José Sócrates, se dedicou. Para que nos serviria um Governo Podre PS incapaz de uma maioria absoluta?! Quem é que se coligaria com uma Merda Qualquer que teve o País quase quinze anos na mão para tudo redundar em subsídios à fartazana e contas a roçar a insanidade total, no seu descontrolo obsceno?! Um novo Governo PS seria uma tragédia e um desgosto para quem lhes viu os frutos amargos. Vejamos quem defende a tese do apodrecimento do Governo Passos e forçosa remoção: só é defendida por quem deseja passemos de imediato a um segundo resgate e a mais anos e anos de Troyka em cima. Porque se deve evitar todos os vícios e situações infectas que o Socialismo de Nome Mentiroso alimentou é que é esta, este OE, a nossa última oportunidade para evitar o destino fatal da Grécia, vítima, também ela, dos excessos do mesmo tipo infecto de Socialismo de Nome Mentiroso. Na verdade, do que precisamos não é do dinheiro da Troika: precisamos de jamais cair nas lógicas de chantagem sobre o Euro-Moeda e sobre a Troyka em que os Socratistas Sacanas laboram, manifestos conspiradores contra qualquer nesga de sucesso desta governação. São os socratistas que defendem que, confrontados com um segundo resgate, nas negociações com a Troyka usemos deslealmente a bomba atómica da ameaça unilateral da saída do Euro, argumento a ser brandido levemente. Sacanas, desonestos, imorais, como os socratistas e Mário Soares já congeminam um próximo Governo, como se tivéssemos veleidades, tempo e condições para desperdiçar o suor e o sangue que já vertemos. Da cabeça prostituída do PS Socratista só sai merda. Não podemos ser, roçar sequer, qualquer coisa como a Grécia. Ponto. Para nos assemelharmos à irreverência cívica e organizada da Islândia, teríamos de ser umas centenas de milhar unidos e não dez milhões plurais, teríamos de ter um Regime suficientemente credível para processar de chofre José Sócrates e Paulo Campos, a coragem de conhecer bem a fundo os negócios ruinosos que fizeram, e até que ponto o Ministério Público sob Pinto Monteiro, podendo proteger-nos de um carácter sociopata e daninho com dinheiro como acendalhas nas mãos, por alguma razão se fez de cego, mudo e surdo, lixando-nos. O OE2013 é horrível. Mas seguir as teses de desastre e deslealdade chantagista que os galfarros socratistas tecem e entretecem equivaleria a somar horrendo ao horrível. A nossa nesga de salvação passa por nos comportarmos de modo irrepreensível, auxiliados acrescidamente pelos demais Países por termos sido sérios, leais, o oposto à escola de sabotagem e conspiração politiqueira antipatriota que o Socratismo pariu. Deus nos defenda de Seguro e dos demónios do saque e da insolência, a ala de pedantes que ainda nostalgia a besta vaidosa que hoje voga por Paris como se não tivesse sido nada com ela.

quinta-feira, outubro 25, 2012

ESTADO TERMINAL OU MÓDICO?

«Muitos sabiam que chegaria o dia em que teríamos de fazer esta escolha dramática, entre mais impostos ou menos despesa pública. Estava escrito na dinâmica das despesas com pensões de reforma, ditada pelo envelhecimento da população, e no número crescente de apoios para combater a pobreza numa economia que não crescia. A recessão em que vivemos há praticamente três anos acrescentou a despesa com subsídios de desemprego. Durante o tempo do crédito fácil criou-se a ilusão de conseguir distribuir sem criar mais valor, como quem come um bolo que não existe. Hoje percebemos que só se pode distribuir mais se se produz mais ou se quem tem mais rendimento estiver disposto a receber menos para dar a quem mais precisa. Mas a fúria a que temos assistido contra o Orçamento do Estado para 2013 por parte de ex-ministros e de alguma elite portuguesa revela bem que quem ganha mais não está disposto a pagar mais impostos para garantir o Estado social que temos.» Helena Garrido

POVO, SOCIALISMO E FACADA FISCAL

Portugal é verdadeiramente insignificante, se comparado com os demais casos de crise das dívidas soberanas, Grécia, Irlanda, Espanha. Mas profundamente simbólico se fizer o que deve fazer. Eu via com repugnância o servilismo pró-Merkel com que Sócrates poluía os seus Governos Infectos naquele vaivém inútil e pomposo Lisboa-Berlim, mas a mesmíssima linha estratégica de colagem manhosa a Merkel por parte de Passos é vista pela mesma tralha-lastro socratista como repugnante e servil. Podem fechar os olhos aos gastos socialistas desmesurados que agravaram o Caso Português, na sua dívida pública e no seu défice, mas este Governo tem restaurado a credibilidade do Estado Português destruída entre 2008-2011. O orgulho nacional defende-se com obediência ao acordado e assinado, bem como rigor e contas limpas do lastro obscuro das clientelas políticas e dos instalados do Regime. A Troika foi chamada por nós, incapazes de contas públicas sãs durante todo o período pós-25 de Abril, mormente na última década e meia. Os 99,5% de portugueses que assistiram com bonomia, condescendência e desinteresse à rapinagem política não tem agora outra alternativa senão esperar que Portugal cumpra o que assinou. Querem espumar de raiva e esmurrar vidros? Olhem para a missão assassina dos partidos de poder nas últimas décadas de rapacidade e eleitoralismo. O Povo Português sentimos nojo tanto das recentes facadas fiscais como do maior partido da oposição responsável óbvio e directo da nossa quase-bancarrota, consequência de incúria e gestão danosa da Coisa Pública. Quem é esse PS que governou treze anos quase consecutivos para falar em nome do Povo Português, para ter um esgar crítico que seja seja do que for, por exemplo, pelo facto de não se vai mais além na renegociação e corte nas PPP que gizaram em grande número?! O PS histórico pode uma coisa, má, péssima. Outra, horrorosa, criminosa, coisa é corja de ladrões [o cabrão de Paris e os seus assessores mais íntimos, pretorianos, caninos] que assumiu a antepenúltima e a última legislaturas socialistas. Essa merece prisão e ver as nádegas flageladas todos os dias por dois africanos espadaúdos, para ser brando.

segunda-feira, outubro 22, 2012

O FERRO COM QUE GASPAR NOS QUER ACORDAR

«Ao sublinhar, nas suas declarações, que o OE 2013 traz consigo um enorme aumento de impostos, o Ministro das Finanças mais não estava do que a espicaçar, com um ferro afiado, os apelar aos pagadores líquidos de impostos - aqueles que pagam mais do que recebem do OE - para erguerem a sua voz contra os inúmeros lobbies que prosperam à sombra do OE e contra aqueles que, não há muito tempo, defenderam a constitucionalização da chamada regra de ouro (imposição de limites constitucionais ao défice) e defendem agora a inconstitucionalidade do OE.» Carlos Loureiro