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segunda-feira, maio 28, 2012

"NÃO SAIR" É A EXPRESSÃO-CHAVE

Leonete Botelho
Que se procure repisar obsessivamente o Affair Relvas, mas se escamoteie por grosso factos que explodem com o Estado Português, como as PPP, é que é trágico. Quanto ao referido affaire ele-mesmo, cumpre enumerar alguns dados: o espião Silva Carvalho foi nomeado pelo Governo Sócrates; o Ministro Relvas recebeu emails do espião agora na Ongoing a recomendar nomes para nomeações, mas não assentiu nem nomeou; o espião pediu para afastar uma «deputada chata» do PSD, Teresa Morais, mas Relvas não o fez e até a promoveu; o Ministro Relvas foi ao Parlamento para ser inquirido e respondeu a todas as perguntas; uma jornalista toda boa com bons rabos de palha conectados ao bom Partido-Merda PS ligou ao Ministro para fazer uma pergunta exigindo uma resposta em trinta e dois minutos; o Ministro reclamou para a editora de Politica do jornal acabando por ser intempestivo e excedendo-se, mas arrependeu-se e pediu desculpa pelo facto; se é verdade que se alega o exercício ilegítimo de pressão, trata-se da palavra do Ministro contra a palavra da editora de Política do Público, Leonete Botelho; o Ministro foi responder pessoalmente à ERC. O Ministro pode até ser sistémico no sentido politiqueiro e bloco-centralista do termo, provavelmente não será flor que se cheire, indiferente e insensível a gestos humanísticos como, por exemplo, este, mas até prova em contrário, este affaire resume-se a um combate subterrâneo sem tréguas entre os resíduos do PS socratesiano, com as suas cascas de banana, resíduos intra-Público e extra-Público, à procura das suas vitórias reles palacianas. Por isso e só por isso, não contem comigo para esse peditório.

quinta-feira, maio 24, 2012

A DELICIOSA VIDA PRIVADA DA JORNALISTA

Os dados pessoais que o ministro Relvas ameaçou divulgar da jornalista do Público Maria José Oliveira são ou não são de natureza privada? E divulgá-los intimida ou embaraça a jornalista e a sua isenção? Anda a jornalista enroscada com um macho ou com uma fêmea do PS? Quando souber, farei da demissão ou da reabilitação sempre precária do ministro uma festa para as escolas, uma festa para a arquitectura, uma festa para a política, uma festa para os alunos, uma festa para o jornalismo, uma festa para o PS. Nisto, no Público, começa a perceber-se que não houve derrapagens, não houve derrapagens, não houve derrapagens! Só um braço de ferro a ver quem realmente fodia com quem. E dá empate técnico. Relvas, rua! E tu, Maria, regressa aos braços possantes-frango do teu amor-PS e não tornes a pecar.

domingo, maio 20, 2012

RELVAS NO PAÍS DOS ASELHAS

Há um conflito de versões entre a Direcção do Público e o ministro Relvas, que se mostra particularmente tenro. Já deixei bastante claro que não sou nem serei dos que desejam em manada exibir a cabeça exemplar do ministro como troféu cínico da politiquice baixa, único desporto da mediocridade nacional e que infecta a Capital. Há outras cabeças por rolar e há sobretudo a agenda menor e minoritária da Esquerda Aselha a agarrar-se a isto e a gritar «Lobo!» à falta de outras coisas para fazer. Podem ir dar banho à minhoca.

sábado, maio 19, 2012

NÃO À DEMISSÃO DO RELVAS!

Tenho um fraco pelo Relvas. A voz de aguardente, a arritmia discursiva. Daquilo não há aos pontapés. Nem sequer sabe ameaçar e passar incólume como o fils de pute parisien. Qualquer um que, como ele, ameaçasse expor a minha vida pessoal daria a saber ao mundo que já não tenho dinheiro para viver decentemente neste momento crucial do mês de Maio. Nem sequer para aderir às campanhas carnívoras do Pingo Doce e do MiniPreço. Terá de ser a minha mãe a entrar com a reforma nas promoções alimentícias com que alimento os meus rebentos. Com 42 anos, não vislumbro luz ao fundo do meu túnel. Posso pelo menos ser adoravelmente louco. O Relvas é mauzinho? É. Deve ser demitido? Não. Se fosse demitido, teríamos de demitir quase toda a gente do Regime, que é um Cu Infrequentável, nas suas traficâncias silenciosas habituais. Teríamos de demitir quase todo o Parlamento por não passar de uma plataforma de negócios privativos, a fazer fé, e faço, no Paulo Morais. O Relvas já se arrependeu e pediu perdão pelas ameaças e a perda de senso, coitado. O Relvas não pode pagar sozinho, demitindo-se, por todos os que à testa de escândalos nepotistas e negociações ruinosas para o Erário, se mantiveram ao alto e ainda cantam de galo socialista como se não fosse nada com eles. Era preciso que Relvas fizesse muitíssimo pior, fechasse uma Universidade, por exemplo, ou pressionasse magistrados por interposto magistrado, como no Freeport, permitisse uma barragem no Tua. Demos mais uma oportunidade ao Relvas. Relvas é fixe. Eu gosto do Relvas. Não nos fodam com esse súbito excesso de pudor nem com o novo cristo dos media Relvas!

RELVAS PODE TER RAZÃO!

Se há político sob sítio é Relvas. Muitas vezes porque sim. Olham para ele e é como se vissem todos os monstros que foram felizes no saque e ficaram largamente impunes nos dois Governos do fils de pute parisien, quando pressões sobre jornalistas eram o prato diário e quando se foi longe de mais, por exemplo contra António Cerejo, jornalista do Público. Mas calma lá, camaradas! Uma coisa nada tem a ver com a outra. Que mal é que Relvas pode fazer ao jornalismo menor português comparado com tudo aquilo que o x-acto do Noronha e a tesoura do Monteiro fizeram ao Face Oculta?! Vamos por partes, camaradas: primeiro, temos uma série de filhos da puta corruptos para pôr na prisão. Foram postos de molho. Acham-se isentos. Nem se fala deles. Continuam a laurear a pevide depois do furto e da festa, a rir da nossa cara de parvos. Depois, e só depois, é que poderemos compreender que os camaradas ganhem essa tusa toda e esse moral com cio às fatias e essa pressa masturbatória em pedir a cabeça do inócuo Relvas, que até pede desculpas por qualquer coisinha. Para quê o assédio ao homem, como se não houvesse mais nada prioritário, ainda para mais quando o Público está, porque está!, editorialmente pejado de Óxido de PS, Refugo de PS, com um forte reagente não só à Passos Aselhice como às Pombinhas da Cat’rina Coelhianas. Acham que apanharam Relvas pelos colhões e pronto abana tudo o que com o PS-Merda nem tugia nem mugia jamais, podia vir o Papa. Relvas é, quanto a mim, uma putativa cabeça rolante menor, que vem lá longe, muito no fim da lista de cabeças inoxidáveis que não há meio de fazer rolar, tão bafientas e deprimentes como o Regime que as mantém. Não se excitem, camaradas! É só fumo e vendetta. É lá com eles. Isto sem Relvas nunca será a mesma coisa. Relvas é fixe. Relvas é o sal do Governo Passos. Relvas é Relvas. E até pode ter razão. Não ponho as mãos no fogo pela direcção do referido órgão erecto da SONAE media, erecto como quem descobriu agora e para sempre a luz e o pudor e a ética impoluta do jornalismo português, tantas vezes venal e subserviente mesmo com quem nos conduziu, sorridente, à bancarrota.

terça-feira, abril 03, 2012

SÃO JOSÉ ALMEIDA E A "VÍTIMA"

Lê-se hoje São José Almeida no Público e, desgraçadamente, fica-se a saber que há uma vítima em Portugal. É José Sócrates. Não somos nós depois dele. Não é Portugal após a sua obra ruinosa. Não é isto que nos faz sofrer e vem da incúria por grosso. Não. Vítima é sua excelência. É trágico que ao mesmo tempo que temos um discurso criminoso e merdas, como o do Val-de-Broches, temos também de levar com a retórica de pau da São José Politiqueira Almeida. Começa por insinuar que o Presidente da República nada tinha a dizer no prefácio ao último volume dos seus discursos de mandato, quando se aliviou acusando formalmente o ex-primeiro-ministro José Sócrates de falta de lealdade institucional, isto, para ser brando. Escreve, pois, a apóstola e isentíssima socialista São José que «A vítima de tão pesada acusação institucional e política, José Sócrates, desempenhou o mandato de primeiro-ministro em representação do PS. Mas a direcção do PS não se sentiu compelida a oficialmente defender o bom-nome do seu ex-líder, acusado institucionalmente de uma falha de cáracter grave pelo ocupante do lugar de topo na hierarquia do poder institucional.» Vítima? Mas que é isto, São José?! Nós, sim, somos vítimas dele. Ele vitimou-nos. Passou impune e imune no caso da nula licenciatura na Independente, nos lixos iMorais da Cova da Beira, na vergonha supersónica anti-flamingos Freeport, na conspiração grosseira do Face Oculta. Como poderia, portanto, António José Seguro defender um cabelo de semelhante percurso?! São José Almeida deveria saber para quem escreve. Estamos a vê-la e ela vai nua porque é mais uma a beatificar cretinos, comprovadamente descontrolados e ávidos sobre dinheiros públicos, como se, mesmo assim, fossem passíveis de bom-nome ou de honra. Hello, São José, em que País vive a menina?!

E-MAIL ABERTO À BÁRBARA E À SIMONE

Exmas. Sras. Directora e Directora Executiva do 'Público'...
Como é, Bárbara Reis e Simone Duarte? Há alguma razão para eu me ver censurado no Twingly do Público, se tenho sido exactamente o mesmo desde há anos? Quanto ganha o Público com a censura ao que eu escreva, comente, avente? E já não há vergonha em procedimentos como esse? Acham mesmo a Bárbara e a Simone que esse acto manhoso censor de algum zeloso corrector, inspector, inquisidor no seio do V/jornal, passará despercebido entre os que me lêem ou entre os que amam a Liberdade de Expressão em Portugal? Abriram a porta ao comércio mutualista jornal on-line/blogues, por que é que ma fecham só a mim? É a questão Sócrates, em que sou desbocado e impiedoso? Será a questão PS, na qual não perdoo e opino com demasiada liberdade? Bárbara, Bárbara, Simone, Simone, e eu a pensar que o Público era um Farol de Liberdade e Pluralismo. 
l 
joshua
blogue PALAVROSSAVRVS REX

EQUAÇÃO DIFERENCIAL SOBRE UM FILHO DA PUTA

«O jornal Publico publica hoje um artigo reconstruindo o que se passou nas últimas horas antes do pedido de ajuda ao FMI, concluído com a mensagem do PM José Sócrates ao país. Veremos, em poucas horas, se a esses jornalistas, por omissão, falta também dignidade, ou não. É que o que se conclui do que ali está escrito é que nem o pequeno discurso do "estou bem assim ou assim, Luís?" escapou às mentiras descaradas. Sócrates não decidiu pedir ajuda internacional com base nas consultas que manteve, como foi dito; bem pelo contrário, ocultou e enganou novamente o país, até nessa altura, porque foi Teixeira dos Santos e todos os outros intervenientes quem o decidiu por necessidade urgente, retirando-o das twilight zones manhosas e perversas onde nada como peixe, de resto a única zona em que aparentemente sabe viver, e que utiliza sem escrúpulos para emparedar a verdade sobre o país, como se retira da mesma leitura. Isto é uma notícia e não é das que concorrem com o Braga-Benfica. Isto é a história da desgraça de Portugal e de como ela poderia ter sido, porque o país poderia ter reeleito uma pessoa que o ludibriava, novamente e manhosamente, enquanto se aguentava pondo os banqueiros a pagar um buraco gigantesco para revelar só depois das eleições, enquanto sacava às empresas privadas para não expor a desgraça a que foi conduzindo o Estado. E não venham cá com a treta do homenzinho que já lá vai, porque o PS que ele deixou não só lhe tomou a "cultura" política, como se deixou enredar de um tal modo que já não sabe viver de outra coisa nem é capaz de cortar o cordão umbilical que os continua a unir, e bem. Que se registe e informe os portugueses que foi Teixeira dos Santos quem à revelia de seu chefe avançou, e que as relações foram cortadas por este e por o ter feito. Pelo menos, que a história guarde para aquele Ministro a decisão, ainda que lhe sirva apenas para se limpar mal das asneiras que andou a fazer ao lado do ilusionista.» Anónimo

segunda-feira, abril 02, 2012

UMA CENSURA DIGNA DOS ANAIS

Fantástico, o lápis azul entrado ao serviço no Público este fim-de-semana para o mesmíssimo post censura-me o PALAVROSSAVRVS REX, mas não me censura no Aventar. Incrível. Isto deveria constar dos anais censórios e proporcionar um estudo de caso. De onde vêm os milhões que decidiram a minha mordaça parcial?! E as razões, de onde vêm?! É o assassinato da mensagem e do mensageiro por parte das vítimas do costume sob os telefonemas do costume, calculo.

ROLHA À PORTUGUESA

Deve fazer muita espécie a alguém no Público, ou em quem possa pôr milhões nele, que eu [e outros] seja particularmente lido, uma vez que há uma nova estirpe de leitores de blogues: os que os lêem através das edições online de jornais e não os lêem ou não os espreitam se não for assim. A opinião verdadeiramente livre, espontânea e imediata, faz mossa à gestão com pinças com que os media venais tratam tudo o que melindre dado partido ou dada sua excelência e é preciso conter danos: a rolha. Podem ser ávidos leitores, mas pressionados e compensados cumprem à risca o princípio eterno português que é A Rolha. Duas perguntas: quanto tempo durará esta quarentena? Não sentirão um pingo de vergonha? Normalmente, as personagens da nossa praça mais visadas e mais comentadas negativamente resolvem a questão dos blogues considerando-os lixo. E pronto, fica resolvido. Senhor, tende piedade desses asnos.

domingo, abril 01, 2012

TEMPOS DE CABRESTO E FEUDALISMO PARTIDÁRIO

É incrível como há dias em que os leitores ávidos de blogues [cronistas, políticos, líderes partidários, treinadores de futebol] já não suportam certas narrativas demasiado repisadas. Nunca se perguntam por que são elas repisadas. Porque não há consequências. Mesmo que o senso comum atinja que o abuso foi monstruoso, não há consequências. Dentre os leitores ávidos de blogues com poder de bloqueio e movimentos livres entre os media nasce a tentação de agir. Cortar a cabeça a uma linha demasiado divergente de pensar, eis a primeira tentação. «Corta lá o pio ao gajo, pá!, que é um filho da puta.» E cortam. Hoje tive filtro. Quem ouse fazer a meticulosa autópsia do que nos aconteceu, está lixado e sob sítio. Interessa muito mais conservar o manto de anestesia que impeça o aprofundamento de um emaranhado de factos demasiado graves para se pensar neles. Este editorial superficial e habilidoso, certas intervenções expressamente para burros, no Eixo do Mal, por exemplo. Anestesia sobre quem pense, sobre quem leia, sobre quem deseja mais que o feudalismo partidário e a sua agenda. Mas é este o País dos partidos em todo o seu esplendor.

sábado, março 17, 2012

PSD E A DECADÊNCIA DO BLOCO CONCÊNTRICO

«Nem toda a história do PSD é linear, há momentos em que se caiu numa lógica de gestão de interesses no “bloco central”, ou se permitiu uma viragem à direita, com Durão Barroso, e com Santana Lopes, roçando-se um populismo e um culto da personalidade, que abriu caminho a uma diluição programática. Por outro lado, a qualidade da governação, que tinha sido um ponto de honra na AD, perdeu-se com o acesso ao poder de muita gente impreparada ou ligada a interesses, que ajudou a retirar ao PSD o prestígio da boa governação. Na oposição, com excepção do momento de patologia de Menezes, quer Marques Mendes, quer Marcelo Rebelo de Sousa, quer Manuela Ferreira Leite tentaram introduzir alguma sanidade interna e algum rigor nas posições, mas todos falharam às mãos da degenerescência oligárquica no seio do aparelho partidário. Permitiu-se, como no PS, uma captura de um partido democrático por um aparelho de poder interno, muitas vezes medíocre, interesseiro e corrupto.» JPP, Público, 17, Março, 2012

segunda-feira, março 12, 2012

ODOR A VENAL NOS POLITÓLOGOS TELECOMANDADOS

E em auxílio do desespero socratista vieram os politólogos amigos do costume, acolitados pela mão que embala jornalisticamente o PS no Público. Sempre sorridentes e plácidos já na legislatura anterior, quando tudo descambava e naufragava fragorosamente, vieram Marina Costa Lobo e António Costa Pinto, politologar naquela linha previsível, suave e inócua que absolve infalivelmente as nefandas legislaturas anteriores. Como absolver o desleal Sócrates quando tomou a liberdade de negociar o PEC nas costas dos partidos e nas do PR?! Pôr São José Almeida a escrever umas coisas catitas e a dar a vozinha telecomandada aos politólogos inócuos que fazem pela vida na SIC. E eles vêm garantir que nada obrigava o videirinho José Sócrates a informar Cavaco Silva sobre as negociações do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC IV), ou seja, que não havia nenhum dever de lealdade inscrito na Constituição, apesar da situação absolutamente crítica vivida pelo País acossado por juros altíssimos e em breve sem dinheiro para respeitar compromissos. É de doidos. De politólogos, estes papagaios gratos e leais à sombra parda do Dissoluto têm pouco. Marina Costa Lobo e António Costa Pinto, investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, aparecem amiúde no Expresso da Meia-Noite e noutros momentos de 'comentário político' avençado, na SIC, apenas para fingir que Sócrates não rebentou com as contas públicas e que o PEC IV não passava de mais um passo reactivo até ao atascar final, de preferência em cima das eleições. E são estes biombos do Nojo feitos gente, estes papagaios desalmados, que nos garantem isenção e independência politóloga?! Triste País com tão tristes covardes.

sábado, março 10, 2012

JPP, VELHO DO REFASTELO

«SALVIATTI – Mas que bonito! Só que o “velho do Restelo” tinha razão. Convinha ler Os Lusíadas melhor, não ler à moda do Estado Novo, com Índias a mais. Camões dizia que ele, quando levantou a voz “pesada”, falava “c’um saber de experiências feito”, ou seja, sabia o que dizia. Não ia nesses romantismos voluntaristas de fazer um “Portugal diferente”. O que está a fazer um “Portugal diferente” é a pobreza, é a guerra social em curso, é a maciça transferência de recursos entre pessoas, grupos sociais, portugueses e estrangeiros, pobres e ricos.
SAGREDO – O “velho do Restelo” não queria que os portugueses se lançassem nos Descobrimentos. Ficávamos assim sem “épica” nacional. Não me parece um bom exemplo. Do que precisamos é gente que se arrisque, os “empreendedores competitivos”, como diz o nosso Primeiro-Ministro.
SIMPLÍCIO – Exactamente… Os que não são preguiçosos. Os que são dinâmicos, que se arriscam.» José Pacheco Pereira, Público

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

O PARTIDO DE CATROGA NÃO É O PSD

Não percebo a fona hoje, no Público, da jornalista socialista e bastante socratista São José Almeida, de, no seu artigo de quatro páginas, dizer que Eduardo Catroga não tem partido, quando a verdade é que Eduardo Catroga cheira a PSD há mais de 30 anos com aparente adesão oficial em Maio de 2005. Mas o partido de Catroga não é o PSD: é Portugal. Catroga é um patriota que chora as malfeitorias deixadas por José Sócrates, se recusa a negociar pentelhos, e finalmente se sacrifica até ao paroxismo da abnegação ao aceitar o sacrificado lugar de Chairman da EDP  presidente do Conselho Geral e de Supervisão. Eu queria ser assim heróico e patriota. Abnegado, autodespojado dos menores fumos mundanais.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

GOVERNO PASSOS, A MANSIDÃO DAS RECONDUÇÕES

Continuo a gostar do Pingo Doce e a ter algum prazer num certo escárnio de notícias bombásticas, venenosas, pólvora seca. Quando Passos Coelho, ainda em 2010, contemporizava largamente com o mafioso Sócrates, amparando-lhe as sucessivas e inexplicáveis derrapagens no défice, eu já denunciava por aqui essa táctica PSD contranatura, uma vez que a sacanice exclusivista do socratismo consistia precisamente em cozer em lume brando a ingenuidade dos oponentes, agregando, nesse caso, o PSD ao descontrolo das contas públicas que então se avolumava. Os ressabiados socratistas mentem duplicadamente e não escondo que me dedico a uma certa monitorização do fenómeno fumegante. Pelo Público, muito embora a manchete diga o inverso, fica-se a saber quem é o campeão das nomeações clientelares a doer e quem, pelo contrário, se comporta como um estranho campeão das reconduções ingénuas de socialistas e socratistas no mesmo centrãozolas que transitou do socratismo. O primeiro campeão é Sócrates. O segundo campeão é o ingénuo Passos. Começo, aliás, a desgostar de Passos apenas por ser mole com quem lhe fustiga as costas todos os dias impiedosamente. Ora, o campeão das nomeações nos últimos governos não foi Durão Barroso, com 57 nomeações por semana; não foi Santana Lopes, com 94 nomeações por semana [desconte-se a efémera e minada passagem pela governação!], mas o primeiro Sócrates, com 99 nomeações por semana, e o segundo Sócrates, com 91 nomeações por semana. Sim, Passos Coelho vai só com 37 nomeações por semana sem sinais de que alguma coisa tenha mudado no apetite clientelar agregado ao Poder seja ele qual for. Mas importa sublinhar o grande número de reconduções, 962. Não é que alguma imprensa e algum spin socratista vai cospindo precisamente na mão que o afaga e alimenta?