«After he has suffered, he will see the light of life and be satisfied; by his knowledge my righteous servant will justify many, and he will bear their iniquities.Therefore I will give him a portion among the great, and he will divide the spoils with the strong, because he poured out his life unto death, and was numbered with the transgressors. For he bore the sin of many, and made intercession for the transgressors.» Isaiah 53
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segunda-feira, abril 01, 2013
quarta-feira, novembro 07, 2012
segunda-feira, outubro 22, 2012
ALI HÁ RATO NO PÚBLICO SONAE

«... não faz sentido ser Belmiro Azevedo a pagar aquilo que o Largo do Rato inspira e desfruta.» José Mendonça da Cruz
quarta-feira, junho 20, 2012
segunda-feira, maio 28, 2012
"NÃO SAIR" É A EXPRESSÃO-CHAVE
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| Leonete Botelho |
quinta-feira, maio 24, 2012
A DELICIOSA VIDA PRIVADA DA JORNALISTA
Os dados pessoais que o ministro Relvas ameaçou divulgar da jornalista do Público Maria José Oliveira são ou não são de natureza privada? E divulgá-los intimida ou embaraça a jornalista e a sua isenção? Anda a jornalista enroscada com um macho ou com uma fêmea do PS? Quando souber, farei da demissão ou da reabilitação sempre precária do ministro uma festa para as escolas, uma festa para a arquitectura, uma festa para a política, uma festa para os alunos, uma festa para o jornalismo, uma festa para o PS. Nisto, no Público, começa a perceber-se que não houve derrapagens, não houve derrapagens, não houve derrapagens! Só um braço de ferro a ver quem realmente fodia com quem. E dá empate técnico. Relvas, rua! E tu, Maria, regressa aos braços possantes-frango do teu amor-PS e não tornes a pecar.
domingo, maio 20, 2012
RELVAS NO PAÍS DOS ASELHAS
Há um conflito de versões entre a Direcção do Público e o ministro Relvas, que se mostra particularmente tenro. Já deixei bastante claro que não sou nem serei dos que desejam em manada exibir a cabeça exemplar do ministro como troféu cínico da politiquice baixa, único desporto da mediocridade nacional e que infecta a Capital. Há outras cabeças por rolar e há sobretudo a agenda menor e minoritária da Esquerda Aselha a agarrar-se a isto e a gritar «Lobo!» à falta de outras coisas para fazer. Podem ir dar banho à minhoca.
sábado, maio 19, 2012
NÃO À DEMISSÃO DO RELVAS!
Tenho um fraco pelo Relvas. A voz de aguardente, a arritmia discursiva. Daquilo não há aos pontapés. Nem sequer sabe ameaçar e passar incólume como o fils de pute parisien. Qualquer um que, como ele, ameaçasse expor a minha vida pessoal daria a saber ao mundo que já não tenho dinheiro para viver decentemente neste momento crucial do mês de Maio. Nem sequer para aderir às campanhas carnívoras do Pingo Doce e do MiniPreço. Terá de ser a minha mãe a entrar com a reforma nas promoções alimentícias com que alimento os meus rebentos. Com 42 anos, não vislumbro luz ao fundo do meu túnel. Posso pelo menos ser adoravelmente louco. O Relvas é mauzinho? É. Deve ser demitido? Não. Se fosse demitido, teríamos de demitir quase toda a gente do Regime, que é um Cu Infrequentável, nas suas traficâncias silenciosas habituais. Teríamos de demitir quase todo o Parlamento por não passar de uma plataforma de negócios privativos, a fazer fé, e faço, no Paulo Morais. O Relvas já se arrependeu e pediu perdão pelas ameaças e a perda de senso, coitado. O Relvas não pode pagar sozinho, demitindo-se, por todos os que à testa de escândalos nepotistas e negociações ruinosas para o Erário, se mantiveram ao alto e ainda cantam de galo socialista como se não fosse nada com eles. Era preciso que Relvas fizesse muitíssimo pior, fechasse uma Universidade, por exemplo, ou pressionasse magistrados por interposto magistrado, como no Freeport, permitisse uma barragem no Tua. Demos mais uma oportunidade ao Relvas. Relvas é fixe. Eu gosto do Relvas. Não nos fodam com esse súbito excesso de pudor nem com o novo cristo dos media Relvas!
RELVAS PODE TER RAZÃO!
Se há político sob sítio é Relvas. Muitas vezes porque sim. Olham para ele e é como se vissem todos os monstros que foram felizes no saque e ficaram largamente impunes nos dois Governos do fils de pute parisien, quando pressões sobre jornalistas eram o prato diário e quando se foi longe de mais, por exemplo contra António Cerejo, jornalista do Público. Mas calma lá, camaradas! Uma coisa nada tem a ver com a outra. Que mal é que Relvas pode fazer ao jornalismo menor português comparado com tudo aquilo que o x-acto do Noronha e a tesoura do Monteiro fizeram ao Face Oculta?! Vamos por partes, camaradas: primeiro, temos uma série de filhos da puta corruptos para pôr na prisão. Foram postos de molho. Acham-se isentos. Nem se fala deles. Continuam a laurear a pevide depois do furto e da festa, a rir da nossa cara de parvos. Depois, e só depois, é que poderemos compreender que os camaradas ganhem essa tusa toda e esse moral com cio às fatias e essa pressa masturbatória em pedir a cabeça do inócuo Relvas, que até pede desculpas por qualquer coisinha. Para quê o assédio ao homem, como se não houvesse mais nada prioritário, ainda para mais quando o Público está, porque está!, editorialmente pejado de Óxido de PS, Refugo de PS, com um forte reagente não só à Passos Aselhice como às Pombinhas da Cat’rina Coelhianas. Acham que apanharam Relvas pelos colhões e pronto abana tudo o que com o PS-Merda nem tugia nem mugia jamais, podia vir o Papa. Relvas é, quanto a mim, uma putativa cabeça rolante menor, que vem lá longe, muito no fim da lista de cabeças inoxidáveis que não há meio de fazer rolar, tão bafientas e deprimentes como o Regime que as mantém. Não se excitem, camaradas! É só fumo e vendetta. É lá com eles. Isto sem Relvas nunca será a mesma coisa. Relvas é fixe. Relvas é o sal do Governo Passos. Relvas é Relvas. E até pode ter razão. Não ponho as mãos no fogo pela direcção do referido órgão erecto da SONAE media, erecto como quem descobriu agora e para sempre a luz e o pudor e a ética impoluta do jornalismo português, tantas vezes venal e subserviente mesmo com quem nos conduziu, sorridente, à bancarrota.
terça-feira, abril 03, 2012
SÃO JOSÉ ALMEIDA E A "VÍTIMA"
Lê-se hoje São José Almeida no Público e, desgraçadamente, fica-se a saber que há uma vítima em Portugal. É José Sócrates. Não somos nós depois dele. Não é Portugal após a sua obra ruinosa. Não é isto que nos faz sofrer e vem da incúria por grosso. Não. Vítima é sua excelência. É trágico que ao mesmo tempo que temos um discurso criminoso e merdas, como o do Val-de-Broches, temos também de levar com a retórica de pau da São José Politiqueira Almeida. Começa por insinuar que o Presidente da
República nada tinha a dizer no prefácio ao último
volume dos seus discursos
de mandato, quando se aliviou acusando formalmente o
ex-primeiro-ministro José Sócrates de falta de lealdade
institucional, isto, para ser brando. Escreve, pois, a apóstola e isentíssima socialista São José que «A vítima de tão pesada
acusação institucional e política,
José Sócrates, desempenhou o
mandato de primeiro-ministro
em representação do PS. Mas
a direcção do PS não se sentiu
compelida a oficialmente defender
o bom-nome do seu ex-líder,
acusado institucionalmente de
uma falha de cáracter grave pelo
ocupante do lugar de topo na
hierarquia do poder institucional.» Vítima? Mas que é isto, São José?! Nós, sim, somos vítimas dele. Ele vitimou-nos. Passou impune e imune no caso da nula licenciatura na Independente, nos lixos iMorais da Cova da Beira, na vergonha supersónica anti-flamingos Freeport, na conspiração grosseira do Face Oculta. Como poderia, portanto, António José Seguro defender um cabelo de semelhante percurso?! São José Almeida deveria saber para quem escreve. Estamos a vê-la e ela vai nua porque é mais uma a beatificar cretinos, comprovadamente descontrolados e ávidos sobre dinheiros públicos, como se, mesmo assim, fossem passíveis de bom-nome ou de honra. Hello, São José, em que País vive a menina?!
E-MAIL ABERTO À BÁRBARA E À SIMONE
Exmas. Sras. Directora e Directora Executiva do 'Público'...
Como é, Bárbara Reis e Simone Duarte? Há alguma razão para eu me ver censurado no Twingly do Público, se tenho sido exactamente o mesmo desde há anos? Quanto ganha o Público com a censura ao que eu escreva, comente, avente? E já não há vergonha em procedimentos como esse? Acham mesmo a Bárbara e a Simone que esse acto manhoso censor de algum zeloso corrector, inspector, inquisidor no seio do V/jornal, passará despercebido entre os que me lêem ou entre os que amam a Liberdade de Expressão em Portugal? Abriram a porta ao comércio mutualista jornal on-line/blogues, por que é que ma fecham só a mim? É a questão Sócrates, em que sou desbocado e impiedoso? Será a questão PS, na qual não perdoo e opino com demasiada liberdade? Bárbara, Bárbara, Simone, Simone, e eu a pensar que o Público era um Farol de Liberdade e Pluralismo.
Como é, Bárbara Reis e Simone Duarte? Há alguma razão para eu me ver censurado no Twingly do Público, se tenho sido exactamente o mesmo desde há anos? Quanto ganha o Público com a censura ao que eu escreva, comente, avente? E já não há vergonha em procedimentos como esse? Acham mesmo a Bárbara e a Simone que esse acto manhoso censor de algum zeloso corrector, inspector, inquisidor no seio do V/jornal, passará despercebido entre os que me lêem ou entre os que amam a Liberdade de Expressão em Portugal? Abriram a porta ao comércio mutualista jornal on-line/blogues, por que é que ma fecham só a mim? É a questão Sócrates, em que sou desbocado e impiedoso? Será a questão PS, na qual não perdoo e opino com demasiada liberdade? Bárbara, Bárbara, Simone, Simone, e eu a pensar que o Público era um Farol de Liberdade e Pluralismo.
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joshuablogue PALAVROSSAVRVS REX
EQUAÇÃO DIFERENCIAL SOBRE UM FILHO DA PUTA
«O jornal Publico publica hoje um artigo reconstruindo o que se passou nas últimas horas antes do pedido de ajuda ao FMI, concluído com a mensagem do PM José Sócrates ao país. Veremos, em poucas horas, se a esses jornalistas, por omissão, falta também dignidade, ou não. É que o que se conclui do que ali está escrito é que nem o pequeno discurso do "estou bem assim ou assim, Luís?" escapou às mentiras descaradas. Sócrates não decidiu pedir ajuda internacional com base nas consultas que manteve, como foi dito; bem pelo contrário, ocultou e enganou novamente o país, até nessa altura, porque foi Teixeira dos Santos e todos os outros intervenientes quem o decidiu por necessidade urgente, retirando-o das twilight zones manhosas e perversas onde nada como peixe, de resto a única zona em que aparentemente sabe viver, e que utiliza sem escrúpulos para emparedar a verdade sobre o país, como se retira da mesma leitura. Isto é uma notícia e não é das que concorrem com o Braga-Benfica. Isto é a história da desgraça de Portugal e de como ela poderia ter sido, porque o país poderia ter reeleito uma pessoa que o ludibriava, novamente e manhosamente, enquanto se aguentava pondo os banqueiros a pagar um buraco gigantesco para revelar só depois das eleições, enquanto sacava às empresas privadas para não expor a desgraça a que foi conduzindo o Estado. E não venham cá com a treta do homenzinho que já lá vai, porque o PS que ele deixou não só lhe tomou a "cultura" política, como se deixou enredar de um tal modo que já não sabe viver de outra coisa nem é capaz de cortar o cordão umbilical que os continua a unir, e bem. Que se registe e informe os portugueses que foi Teixeira dos Santos quem à revelia de seu chefe avançou, e que as relações foram cortadas por este e por o ter feito. Pelo menos, que a história guarde para aquele Ministro a decisão, ainda que lhe sirva apenas para se limpar mal das asneiras que andou a fazer ao lado do ilusionista.» Anónimo
segunda-feira, abril 02, 2012
UMA CENSURA DIGNA DOS ANAIS
Fantástico, o lápis azul entrado ao serviço no Público este fim-de-semana para o mesmíssimo post censura-me o PALAVROSSAVRVS REX, mas não me censura no Aventar. Incrível. Isto deveria constar dos anais censórios e proporcionar um estudo de caso. De onde vêm os milhões que decidiram a minha mordaça parcial?! E as razões, de onde vêm?! É o assassinato da mensagem e do mensageiro por parte das vítimas do costume sob os telefonemas do costume, calculo.
ROLHA À PORTUGUESA
Deve fazer muita espécie a alguém no Público, ou em quem possa pôr milhões nele, que eu [e outros] seja particularmente lido, uma vez que há uma nova estirpe de leitores de blogues: os que os lêem através das edições online de jornais e não os lêem ou não os espreitam se não for assim. A opinião verdadeiramente livre, espontânea e imediata, faz mossa à gestão com pinças com que os media venais tratam tudo o que melindre dado partido ou dada sua excelência e é preciso conter danos: a rolha. Podem ser ávidos leitores, mas pressionados e compensados cumprem à risca o princípio eterno português que é A Rolha. Duas perguntas: quanto tempo durará esta quarentena? Não sentirão um pingo de vergonha? Normalmente, as personagens da nossa praça mais visadas e mais comentadas negativamente resolvem a questão dos blogues considerando-os lixo. E pronto, fica resolvido. Senhor, tende piedade desses asnos.
domingo, abril 01, 2012
TEMPOS DE CABRESTO E FEUDALISMO PARTIDÁRIO
É incrível como há dias em que os leitores ávidos de blogues [cronistas, políticos, líderes partidários, treinadores de futebol] já não suportam certas narrativas demasiado repisadas. Nunca se perguntam por que são elas repisadas. Porque não há consequências. Mesmo que o senso comum atinja que o abuso foi monstruoso, não há consequências. Dentre os leitores ávidos de blogues com poder de bloqueio e movimentos livres entre os media nasce a tentação de agir. Cortar a cabeça a uma linha demasiado divergente de pensar, eis a primeira tentação. «Corta lá o pio ao gajo, pá!, que é um filho da puta.» E cortam. Hoje tive filtro. Quem ouse fazer a meticulosa autópsia do que nos aconteceu, está lixado e sob sítio. Interessa muito mais conservar o manto de anestesia que impeça o aprofundamento de um emaranhado de factos demasiado graves para se pensar neles. Este editorial superficial e habilidoso, certas intervenções expressamente para burros, no Eixo do Mal, por exemplo. Anestesia sobre quem pense, sobre quem leia, sobre quem deseja mais que o feudalismo partidário e a sua agenda. Mas é este o País dos partidos em todo o seu esplendor.
sábado, março 17, 2012
PSD E A DECADÊNCIA DO BLOCO CONCÊNTRICO
«Nem toda a história do PSD é linear, há
momentos em que se caiu numa lógica de
gestão de interesses no “bloco central”,
ou se permitiu uma viragem à direita, com
Durão Barroso, e com Santana Lopes,
roçando-se um populismo e um culto da
personalidade, que abriu caminho a uma
diluição programática. Por outro lado,
a qualidade da governação, que tinha
sido um ponto de honra na AD, perdeu-se com o acesso ao poder de muita gente
impreparada ou ligada a interesses, que
ajudou a retirar ao PSD o prestígio da boa
governação. Na oposição, com excepção
do momento de patologia de Menezes,
quer Marques Mendes, quer Marcelo
Rebelo de Sousa, quer Manuela Ferreira
Leite tentaram introduzir alguma sanidade
interna e algum rigor nas posições, mas
todos falharam às mãos da degenerescência
oligárquica no seio do aparelho partidário.
Permitiu-se, como no PS, uma captura de
um partido democrático por um aparelho
de poder interno, muitas vezes medíocre,
interesseiro e corrupto.» JPP, Público, 17, Março, 2012
segunda-feira, março 12, 2012
ODOR A VENAL NOS POLITÓLOGOS TELECOMANDADOS
E em auxílio do desespero socratista vieram os politólogos amigos do costume, acolitados pela mão que embala jornalisticamente o PS no Público. Sempre sorridentes e plácidos já na legislatura anterior, quando tudo descambava e naufragava fragorosamente, vieram Marina Costa Lobo e António Costa Pinto, politologar naquela linha previsível, suave e inócua que absolve infalivelmente as nefandas legislaturas anteriores. Como absolver o desleal Sócrates quando tomou a liberdade de negociar o PEC nas costas dos partidos e nas do PR?! Pôr São José Almeida a escrever umas coisas catitas e a dar a vozinha telecomandada aos politólogos inócuos que fazem pela vida na SIC. E eles vêm garantir que nada obrigava o videirinho José Sócrates a informar Cavaco Silva sobre as negociações do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC IV), ou seja, que não havia nenhum dever de lealdade inscrito na Constituição, apesar da situação absolutamente crítica vivida pelo País acossado por juros altíssimos e em breve sem dinheiro para respeitar compromissos. É de doidos. De politólogos, estes papagaios gratos e leais à sombra parda do Dissoluto têm pouco. Marina Costa Lobo e António Costa Pinto, investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, aparecem amiúde no Expresso da Meia-Noite e noutros momentos de 'comentário político' avençado, na SIC, apenas para fingir que Sócrates não rebentou com as contas públicas e que o PEC IV não passava de mais um passo reactivo até ao atascar final, de preferência em cima das eleições. E são estes biombos do Nojo feitos gente, estes papagaios desalmados, que nos garantem isenção e independência politóloga?! Triste País com tão tristes covardes.
Etiquetas:
José Sócrates,
Marina Costa Lobo e António Costa Pinto,
Presidente da República,
Público,
São José Almeida
sábado, março 10, 2012
JPP, VELHO DO REFASTELO
«SALVIATTI – Mas que bonito! Só que o
“velho do Restelo” tinha razão. Convinha
ler Os Lusíadas melhor, não ler à moda do
Estado Novo, com Índias a mais. Camões
dizia que ele, quando levantou a voz
“pesada”, falava “c’um saber de experiências
feito”, ou seja, sabia o que dizia. Não ia
nesses romantismos voluntaristas de fazer
um “Portugal diferente”. O que está a
fazer um “Portugal diferente” é a pobreza,
é a guerra social em curso, é a maciça
transferência de recursos entre pessoas,
grupos sociais, portugueses e estrangeiros,
pobres e ricos.
SAGREDO – O “velho do Restelo” não queria que os portugueses se lançassem nos Descobrimentos. Ficávamos assim sem “épica” nacional. Não me parece um bom exemplo. Do que precisamos é gente que se arrisque, os “empreendedores competitivos”, como diz o nosso Primeiro-Ministro.
SIMPLÍCIO – Exactamente… Os que não são preguiçosos. Os que são dinâmicos, que se arriscam.» José Pacheco Pereira, Público
SAGREDO – O “velho do Restelo” não queria que os portugueses se lançassem nos Descobrimentos. Ficávamos assim sem “épica” nacional. Não me parece um bom exemplo. Do que precisamos é gente que se arrisque, os “empreendedores competitivos”, como diz o nosso Primeiro-Ministro.
SIMPLÍCIO – Exactamente… Os que não são preguiçosos. Os que são dinâmicos, que se arriscam.» José Pacheco Pereira, Público
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
O PARTIDO DE CATROGA NÃO É O PSD
Não percebo a fona hoje, no Público, da jornalista socialista e bastante socratista São José Almeida, de, no seu artigo de quatro páginas, dizer que Eduardo Catroga não tem partido, quando a verdade é que Eduardo Catroga cheira a PSD há mais de 30 anos com aparente adesão oficial em Maio de 2005. Mas o partido de Catroga não é o PSD: é Portugal. Catroga é um patriota que chora as malfeitorias deixadas por José Sócrates, se recusa a negociar pentelhos, e finalmente se sacrifica até ao paroxismo da abnegação ao aceitar o sacrificado lugar de Chairman da EDP — presidente do Conselho Geral e de Supervisão. Eu queria ser assim heróico e patriota. Abnegado, autodespojado dos menores fumos mundanais.
segunda-feira, janeiro 16, 2012
GOVERNO PASSOS, A MANSIDÃO DAS RECONDUÇÕES
Continuo a gostar do Pingo Doce e a ter algum prazer num certo escárnio de notícias bombásticas, venenosas, pólvora seca. Quando Passos Coelho, ainda em 2010, contemporizava largamente com o mafioso Sócrates, amparando-lhe as sucessivas e inexplicáveis derrapagens no défice, eu já denunciava por aqui essa táctica PSD contranatura, uma vez que a sacanice exclusivista do socratismo consistia precisamente em cozer em lume brando a ingenuidade dos oponentes, agregando, nesse caso, o PSD ao descontrolo das contas públicas que então se avolumava. Os ressabiados socratistas mentem duplicadamente e não escondo que me dedico a uma certa monitorização do fenómeno fumegante. Pelo Público, muito embora a manchete diga o inverso, fica-se a saber quem é o campeão das nomeações clientelares a doer e quem, pelo contrário, se comporta como um estranho campeão das reconduções ingénuas de socialistas e socratistas no mesmo centrãozolas que transitou do socratismo. O primeiro campeão é Sócrates. O segundo campeão é o ingénuo Passos. Começo, aliás, a desgostar de Passos apenas por ser mole com quem lhe fustiga as costas todos os dias impiedosamente. Ora, o campeão das nomeações nos últimos governos não foi Durão Barroso, com 57 nomeações por semana; não foi Santana Lopes, com 94 nomeações por semana [desconte-se a efémera e minada passagem pela governação!], mas o primeiro Sócrates, com 99 nomeações por semana, e o segundo Sócrates, com 91 nomeações por semana. Sim, Passos Coelho vai só com 37 nomeações por semana sem sinais de que alguma coisa tenha mudado no apetite clientelar agregado ao Poder seja ele qual for. Mas importa sublinhar o grande número de reconduções, 962. Não é que alguma imprensa e algum spin socratista vai cospindo precisamente na mão que o afaga e alimenta?
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